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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Qui | 07.05.20

Chichén Itzá, uma viagem incrível ao coração da antiga civilização Maia

Património da Humanidade e uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo, as ruínas da civilização Maia em Chichén Itzá, são uma das atrações mais visitadas do México. Nenhum viajante interessado em descobrir mais sobre a cultura mesoamericana pré-colombiana deve perder a oportunidade de explorar a sua icónica pirâmide e de passear pelos seus edificios e cenotes sagrados.

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Rica em história, Chichén Itzá, foi um dos maiores assentamentos da área norte-central da península mexicana de Iucatã. Com várias estruturas comerciais, residenciais e religiosas, era a cidade mais poderosa e próspera da região, um verdadeiro centro de atividade política e económica e no seu auge chegou a abrigar mais de 90.000 habitantes. Era tão grande que para além do centro, possuía também subúrbios.

Todas as estruturas que foram desenterradas e conservadas nos últimos anos representam uma pequena percentagem do que ainda está para ser descoberto e essa ideia torna uma visita a este local ainda mais interessante porque não consegues deixar de pensar quantos segredos mais se escondem por ali.

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Percebes a grandeza do lugar assim que entras no recinto e avistas a pirâmide de Kukulcán.

Quem adora história e arqueologia ou quem simplesmente cresceu a ver a série infantil “As Misteriosas Cidades de Ouro” certamente vai ficar fascinado. Eu sei que eu fiquei!

Com um pouco de esforço consegues ver a metrópole movimentada de séculos atrás, imaginar os sacerdotes na entrada dos templos e ouvir os gritos daqueles que foram sacrificados nos rituais.

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A pirâmide de Kukulcán, também chamada de “El Castillo” é o edifício mais famoso e o mais fotografado de Chichén Itzá. Tem 30 metros de altura e pensa-se que foi usado pelos maias como um calendário porque, tal como uma bússola, a pirâmide tem quatro lados, cada um com 91 degraus e mais uma plataforma no topo, o que somado dá um total de 365 — um degrau para cada dia do calendário solar.
Graças à tecnologia 3D, os arqueólogos descobriram também que dentro da pirâmide existem outras duas menores, e que a estrutura que podemos ver hoje, foi na realidade construída sobre pirâmides mais antigas.

A primeira vez que visitei o local, em 2005, era possível subir até ao topo da Kukulcán (e de outras ruínas de Chichén Itzá), mas atualmente isso é impossível. Ainda assim é uma obra impressionante e observar a sua estrutura imponente, mesmo que de baixo já vale a pena.

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Se encontrarem alguém a bater palmas na frente do local não estranhem, existe uma razão para isso: dizem os locais que quem bate palmas alto, cria com as mãos um eco que parece o som de um pássaro a voar. Eu experimentei e é verdade, mas só consegues ouvir quando ainda estão poucas pessoas no local.
Mas esta não é a única curiosidade associada à pirâmide. A mais espetacular acontece durante os equinócios da primavera e do outono e é particularmente mágica!
Quem tiver a sorte de estar lá no momento certo, pode testemunhar um fenómeno único que acontece ao entardecer, quando o sol se põe e a sua sombra bate nas escadas, dando a sensação que uma cobra está a descer os degraus.

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A noroeste da pirâmide de Kukulcán fica o antigo campo de jogos dos maias. A competição aqui era de vida ou morte e a equipa que perdia era, literalmente, sacrificada. O jogo era conhecido como “pok ta pok”, devido ao som que a bola produzia quando batia contra o chão e contra as paredes do recinto. O objetivo final era colocar essa pequena bola de borracha através de um aro de pedra em forma de anel que estava no alto do muro. Os jogadores jogavam com os quadris e com os antebraços. Mãos e pés não eram permitidos. Não era um jogo fácil...

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Outros edifícios e atrações relevantes em Chichén Itzá são o Templo dos Jaguares; a Tumba do Chacmool; O Templo dos Guerreiros; O Salão das Mil Colunas, o Cenote Sagrado; o Edifício das Monjas e El Caracol, mais conhecido como "O observatório" — uma estrutura de formato circular com escadas, duas plataformas e pequenas janelas. Pensa-se que servia para observar as estrelas.

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O Cenote Ik Kil é outra atração importante na região. É uma formação geológica constituída por um poço enorme e profundo com uma piscina natural de água doce e cristalina onde podemos nadar.

Uma visita a Chichén Itzá e ao Cenote, para ser feita com calma e sem grandes multidões, deve ser realizada de manhã bem cedo, de preferência às 08:00 quando as portas do recinto se abrem. Às 10 da manhã começam a chegar as excursões organizadas e o local fica apinhado de gente.

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Existem varias formas de chegar a Chichén Itzá. Podemos alugar um carro, ir numa excursão organizada ou apanhar um autocarro ADO que parte de todas as cidades ou vilas turísticas como Playa del Carmen, Cancun, Mérida ou Valladolid. 

Chichén Itzá é um impressionante registo histórico e arqueológico da misteriosa civilização Maia. Permite-nos vislumbrar o seu modo de vida, arquitetura, astrologia e religião. 

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É um lugar inesquecível, cheio de histórias e vozes do passado. Vai marcar a minha memória para sempre…

Tchau!

Travellight

 

Texto publicado originalmente no SAPO Viagens

 

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