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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Qua | 13.03.19

A magia e poesia de Machu Picchu

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A minha primeira tentativa de visitar Machu Picchu correu mal. Inundações de proporções assustadoras fecharam os caminhos que conduziam até ao mais desejado destino do antigo Império Inca e não consegui lá chegar.

Porém, à segunda vez tive mais sorte e valeu bem a pena a espera… Oh se valeu!

 

Mal coloquei os olhos em Machu Picchu senti uma felicidade profunda a invadir-me. Vistas como aquela e lugares como este são a razão pela qual eu decidi viajar pelo mundo 😊.

 

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Não é à toa que Machu Picchu — “a Montanha Velha”, em quechua — é considerada uma das 7 maravilhas do Mundo moderno e a mais bela atração turística do Peru.

 

Lugar de rara beleza e agora Património Mundial da UNESCO, a cidade, construída no século XV, esteve esquecida durante muitos anos e foi “re-descoberta” pelo antropólogo americano, Hiram Bingham, que a promoveu e estudou.

 

Situada no topo de uma montanha, a mais de 2.000 metros de altitude, Machu Picchu, é uma obra prima da arquitetura e uma criação urbana incrível composta por casas de habitação, praças, templos, armazéns, túmulos, um extenso sistema de distribuição de água e terraços agrícolas.

 

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A cidade perdida dos Incas — onde se acredita não terem vivido mais de 200 ou 300 pessoas pertencentes ao mais elevado escalão social do Império — tem um grande valor arqueológico porque  demonstra o engenho e a técnica da cultura Inca, que no seu apogeu dominou aquela parte da América do Sul.

 

Muitos visitantes relatam sentir uma estranha energia quando caminham por entre as ruínas de Machu Picchu. Eu não posso dizer que isso tenha acontecido comigo, mas sem dúvida a extrema beleza da área afetou-me.

 

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Estar nos Andes, no topo de uma montanha, rodeada por neblina e uma exuberante floresta tropical, com o sinuoso rio Urubamba a correr lá em baixo e cercada por misteriosas ruínas de pedra onde pastam alpacas, não pode deixar ninguém indiferente. É um cenário mágico, cheio de poesia que inspirou até Pablo Neruda!


“Machu Picchu, puseste
pedra na pedra, e na base, farrapos?
Carvão sobre carvão, e no fundo a lágrima?
Fogo no ouro, e nele, temblando a vermelha
goteira do sangue?
Devolve-me o escravo que enterraste!
Sacode das terras o pão duro
do miserável, mostra-me os vestidos
do servo e sua janela.
Diz-me como dormiu quando vivia.
Diz-me se foi seu sonho
rouco, entreaberto, como um buraco negro
feito pela fatiga sobre o muro.”


Pablo Neruda - “Alturas de Machu Picchu”
Tradução: Igor Fracalossi

 

DICAS: Para chegar a Machu Picchu podemos optar por seguir a Trilha Inca (4 ou 5 dias de caminho, não recomendado para pessoas que não estejam em boa condição física ou que tenham algum problema de locomoção) ou apanhar o comboio de Cusco (estação de Poroy) ou de Ollantaytambo, para Águas Calientes e depois de lá ir a pé (2 horas) ou apanhar um autocarro até às ruínas (30 minutos).

 

Existem duas empresas de caminho de ferro a operar em Águas Calientes — PeruRail e IncaRail, que oferecem 3 classes de serviço: a classe de luxo “Hiram Bingham”, a classe “Expedition” ou a classe "Vistadome” (a mais barata). A viagem de Cusco até Águas Calientes dura cerca de 3 horas e meia. É recomendado reservar os bilhetes de comboio ida e volta on-line e com antecedência para não correr o risco de ficar sem lugar.


Os comboios tem um limite de bagagem por pessoa (5 Kg), por isso se tiverem mais do que isso, vão ter de guardar em Cusco ou no vosso hotel em Águas Calientes e levar apenas uma mochila com o essencial.

 

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Desde que visitei este lugar soube que entraram em vigor novas regras: Agora é obrigatório visitar acompanhado por um guia e quando se compra o bilhete devemos escolher se queremos entrar de manhã ou à tarde.

 

Se escolherem o período da manhã, e quiserem ir de autocarro, levantem-se bem cedo para o apanhar, porque as filas são enormes!!! O primeiro autocarro parte às 05h30 e os restantes a cada 5 ou 10 minutos. Os bilhetes podem ser comprados numa bilheteira próxima da estação de comboio de Águas Calientes (para adquirir o bilhete temos de apresentar o passaporte).

 

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Tchau!
Travellight

 

2 comentários

  • Muito obrigada Alice! Comprei esse poncho num mercado de Cusco 😀
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