Desde as ruínas de Panamá Viejo até à modernidade dos arranha-céus, passando pelo charme colonial do Casco Viejo e pela imponência do Canal, a Cidade do Panamá é um destino multifacetado que convida os visitantes a mergulhar numa experiência rica e inesquecível.
Capital do país homónimo, situada na encruzilhada das Américas, a Cidade do Panamá, foi fundada em 1519 pelo conquistador Pedro Arias Dávila e rapidamente se tornou um ponto estratégico para o Império Espanhol, servindo como elo entre o Pacífico e o Atlântico. A cidade original, Panamá Viejo, foi destruída por piratas em 1671, levando à sua reconstrução em 1673, numa península mais protegida — o atual Casco Viejo, Património Mundial da UNESCO.
Casco Viejo é um dos locais mais encantadores da capital panamenha. As suas ruas estreitas, os edifícios coloniais restaurados e as praças animadas oferecem uma experiência única aos visitantes. Entre as principais atrações turísticas encontram-se monumentos como a Catedral Metropolitana, o Teatro Nacional e o Palácio de las Garzas, sede da presidência da República. No Museu Panamá Viejo, os visitantes podem ver documentos e artefactos do início da fundação da capital e um sitio arqueológico que abriga as ruínas de uma igreja e do seu claustro.
O bairro de Casco Viejo, também conquista os turistas pela sua atmosfera animada e pelos seus cafés, galerias de arte e lojas de artesanato, tornando-se o perfeito ponto de encontro entre o passado e o presente.
Outro marco incontornávelda cidade é o Canal do Panamá, uma das maiores obras de engenharia do século XX. Este canal liga o Oceano Atlântico ao Pacífico e desempenha um papel crucial no comércio marítimo global. Os visitantes podem explorar o Museu do Canal, localizado no Casco Viejo, que oferece uma visão detalhada da história e construção desta maravilha moderna, e o Centro de Visitantes dasEclusas de Miraflores, que permite observar de perto o funcionamento do canal e os enormes navios que por ali passam.
Foto: Dr. Edwin P. Ewing, Jr / Creative Commons Zero (CC0)
A Cidade do Panamá também se destaca pela sua oferta cultural, com diversos museus que celebram a diversidade e a história do país, como o Museu da Mola, por exemplo, que apresenta a arte têxtil dos povos indígenas Guna. Estes espaços culturais são ideais para quem deseja compreender melhor a identidade panamenha e a sua riqueza étnica.
Além da história e cultura, a capital do Panamá oferece uma gastronomia maravilhosa. Influenciada por tradições indígenas, africanas, espanholas e caribenhas, a culinária local é uma fusão de sabores intensos e ingredientes tropicais. Pratos como o sancocho (um guisado de carne com legumes), arroz con pollo e ceviche, são comuns nos restaurantes locais. O marisco fresco é também uma presença constante, graças à proximidade com o oceano.
A comida de rua é outro atrativo para quem visita a cidade. Nas bancas e carrinhas espalhadas pelos bairros, é possível provar delícias como empanadas, arepas, tamales e hojaldres. Estas iguarias tem preços muito acessíveis e oferecem uma forma autêntica de saborear o quotidiano panamenho. Os mercados locais, como o Mercado de Marisco, são excelentes para experimentar pratos típicos e interagir com os panamianos.
Foto: ProtoplasmaKid /Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International
A Cinta Costera, uma extensa faixa costeira com ciclovias e áreas verdes, é ideal para caminhadas e passeios ao ar livre e o Parque Natural Metropolitano, localizado dentro da cidade, oferece trilhos e miradouros com vistas panorâmicas sobre a capital e a floresta tropical. Estes espaços proporcionam uma pausa tranquila, no meio da agitação urbana, aos amantes da natureza.
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Viajar é uma das experiências mais enriquecedoras que podemos ter, mas também pode ter impactos significativos no ambiente e nas comunidades locais. Em 2026, a consciência ecológica e a responsabilidade social tornam-se ainda mais relevantes, exigindo que os viajantes adotem práticas que minimizem a sua pegada ambiental e promovam o respeito pelas culturas e ecossistemas que visitam.
Foto: PxHere
Planear uma viagem sustentável não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para garantir que o turismo contribua positivamente para o planeta e para as pessoas.
A importância de viajar de forma sustentável reside na preservação dos recursos naturais, na redução das emissões de carbono e na valorização das comunidades locais. O turismo responsável ajuda a proteger a biodiversidade, a reduzir a poluição e a apoiar economias locais, criando um ciclo virtuoso entre viajantes e destinos.
Dicas para uma Viagem Sustentável
Transporte: privilegie o comboio em vez do avião em viagens de média distância; escolha voos diretos para reduzir emissões; utilize transportes públicos, bicicleta ou ande a pé no destino.
Alojamento: opte por hotéis ou alojamentos com certificação ambiental; valorize pequenas unidades locais que apoiem diretamente a comunidade; escolha espaços que promovam eficiência energética e gestão responsável da água.
Alimentação: consuma produtos locais e sazonais; evite desperdício alimentar; procure restaurantes que utilizem ingredientes biológicos e reduzam o uso de plásticos descartáveis.
Atividades: participe em experiências culturais que respeitem tradições locais; escolha visitas guiadas que sigam regras de conservação ambiental; evite atividades que explorem animais ou causem danos aos ecossistemas; considere iniciativas comunitárias ou projetos de voluntariado.
Viajar de forma sustentável significa assumir um compromisso com o futuro. Ao adotar práticas conscientes, cada viajante torna-se parte da solução, ajudando a preservar o planeta e a valorizar as culturas que o tornam tão diverso e fascinante. Viajar de forma responsável é, acima de tudo, uma escolha que enriquece não só quem viaja, mas também os lugares e as pessoas que tornam cada viagem única.
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Herècia Altés, em Gandesa, na região da Terra Alta, Catalunha, é uma adega única que combina vinhas centenárias com práticas agrícolas biológicas e uma abordagem contemporânea à vinificação, oferecendo vinhos orgânicos de grande qualidade e experiências enoturísticas autênticas. Para os amantes de bons vinhos, é um destino imperdível.
Fotos: The Travellight World
Herència Altés é uma adega que agrega valores. Aqui, os visitantes encontram não apenas vinhos com caráter distinto, mas também um espaço que valoriza a gastronomia local e a preservação ambiental através da inovação sustentável.
No coração da Terra Alta, esta adega, fundada em 2010 por Núria Altés e Rafael de Haan, rapidamente afirmou-se como uma referência na produção de vinhos de qualidade, com uma identidade fortemente ligada ao território. A filosofia da casa assenta na preservação das vinhas velhas e na aposta em variedades autóctones, com destaque para a Garnacha Blanca, símbolo maior da região e responsável por colocar a Terra Alta no mapa internacional.
Os vinhedos da Herència Altés distribuem-se por pequenas parcelas cultivadas em solos pedregosos, sob a influência do vento Cierzo, que confere frescura e caráter às uvas. A adega segue práticas agrícolas sustentáveis, certificadas como biológicas, procurando restaurar ecossistemas nativos e preservar a biodiversidade. O trabalho combina técnicas tradicionais com métodos modernos de vinificação, como fermentações controladas e envelhecimento em madeira ou em depósitos de cimento, resultando em vinhos autênticos e complexos que refletem a essência da paisagem.
No campo do enoturismo, Herència Altés oferece visitas guiadas que começam com passeios pelas vinhas e permitem aos visitantes descobrir as características únicas da Garnacha Blanca, além da ligação profunda da adega ao território. Segue-se a visita às instalações modernas, equipadas com tecnologia de ponta, onde se exploram os processos de vinificação e envelhecimento. As provas de vinhos são momentos centrais, permitindo degustar desde brancos frescos e aromáticos até tintos estruturados e elegantes, sempre acompanhados por produtos típicos da região, como queijos artesanais, charcutaria, azeite virgem e o tradicional pão de forno. Em algumas experiências, os vinhos são harmonizados com deliciosos pratos da gastronomia local, reforçando a ligação entre vinho e cultura.
A adega dispõe ainda de espaços versáteis para eventos, como áreas exteriores com vistas panorâmicas, salas interiores e um wine bar, La Xalamera, inaugurada em 2025. Este espaço enogastronómico celebra a cozinha local e orgânica, com pratos concebidos em diálogo com os vinhos da casa, criando uma experiência mais completa.
A Herència Altés promove também atividades culturais, como oficinas de pintura inspiradas na paisagem da Terra Alta ou experiências que evocam a ligação de Pablo Picasso à região, unindo arte e vinho num mesmo universo.
O compromisso ambiental é outro pilar fundamental do projeto. A adega desenvolve programas de monitorização de biodiversidade, como o CBMS para borboletas (Catalan Butterfly Monitoring Scheme), e iniciativas de conservação de aves de rapina, além da recuperação de muros de pedra seca e habitats naturais. Estas práticas reforçam a ideia de que o vinho é mais do que um produto: é parte integrante de um ecossistema vivo e de uma herança cultural que merece ser protegida.
Cada garrafa da Herència Altés éum reflexo da Terra Alta, das suas vinhas centenárias e da hospitalidade das suas gentes. Ao unir vinhos de excelência, práticas agrícolas responsáveis e experiências gastronómicas autênticas, esta adega tornou-se um destino obrigatório para quem deseja compreender e saborear a verdadeira essência desta região catalã.
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A Livraria Zhongshuge em Chengdu, na China, é considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo por causa do seu design surreal, que combina espelhos, arcos e estantes infinitas, criando ao visitante a sensação de entrar num espaço onírico onde a ilusão se mistura com realidade.
Foto: Shao Feng / Architectural Digest
O projeto foi concebido pelo estúdio de arquitetura X+Living, fundado por Li Xiang, e nasceu da decisão da cadeia de livrarias Zhongshuge de criar espaços culturais únicos em várias cidades chinesas.
A Zhongshuge de Chengdu, também conhecida como Dujiangyan Zhongshuge, é um exemplo notável de como a arquitetura pode transformar uma livraria num verdadeiro templo da leitura. O espaço é marcado por arcos monumentais, tetos espelhados e estantes que parecem não ter fim, criando ilusões óticas que remetem para obras de Escher. Ao entrar, o visitante sente-se transportado para um universo paralelo, onde os livros se multiplicam em reflexos e a arquitetura se funde com a imaginação. Este ambiente não é apenas estético, mas também funcional, já que promove a leitura e a contemplação num espaço que se tornou um ícone cultural.
O estúdio X+Living, sediado em Xangai já desenhou várias livrarias da mesma cadeia em diferentes cidades da China e é conhecida por criar ambientes que misturam fantasia e realidade. Na Zhongshuge de Chengdu conseguiu dar forma a uma livraria que é simultaneamente espaço comercial e obra de arte.
A Zhongshuge de Chengdu foi inaugurada em 2017 e rapidamente ganhou destaque internacional, sendo frequentemente incluída em listas das dez livrarias mais bonitas do mundo. O seu impacto porém, vai além da estética: tornou-se um ponto turístico e cultural, atraindo visitantes que procuram não apenas livros, mas também a experiência de se perder num espaço arquitetónico que desafia a perceção.
Como visitar
A famosa livraria Zhongshuge não se localiza no centro da cidade de Chengdu, mas sim na cidade vizinha de Dujiangyan, a cerca de 50 km de distância, assim se deseja visitar este templo da leitura, o percurso mais direto é voar de Lisboa ou Porto para Chengdu, geralmente com escala em cidades como Pequim, Xangai ou Doha.
A partir do centro de Chengdu, pode chegar à livraria de Zhongshuge de transportes públicos ou através de uma excursão organizada por um dos operadores turísticos locais. Se optar pelo transporte público, apanhe a linha de metro de Chengdu até à Estação Xipu (Xipu Station). De Xipu, apanhe um comboio de alta velocidade (intercidades) para a Estação Dujiangyan (Dujiangyan Railway Station) ou Estação Lidui Park. A viagem de comboio demora cerca de 20-30 minutos.
Da estação de Dujiangyan ou Lidui Park, apanhe um táxi ou use uma aplicação de transporte (como a DiDi) até ao Sunac Mall. A livraria fica no segundo andar do centro comercial. A viagem de táxi demora cerca de 10 minutos.
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Imagine um lugar onde arte contemporânea, arquitetura visionária e tradição vitivinícola se encontram. Esse lugar é Venta d’Aubert, um dos espaços mais belos e originais da região espanhola de Matarraña.
Foto: The Travellight World
Em Venta d’Aubert, a ligação à natureza é central. Não há barreiras ou muros, apenas caminhos de terra que conduzem os visitantes por paisagens abertas onde o silêncio e a luz se tornam parte da obra.
Abriga o Solo Sculpture Trail, um percurso de cerca de três quilómetros que atravessa vinhas, olivais e bosques, com o Parque Natural dos Puertos de Tortosa-Beceite como pano de fundo. Este trilho reúne mais de vinte esculturas e instalações criadas por artistas internacionais, concebidas em diálogo direto com a paisagem. O projeto, com curadoria de Eva Albarrán e Christian Bourdais, procura refletir sobre os desafios de um mundo em transformação, propondo novas formas de interação entre arte, natureza e sociedade. Entre as obras mais relevantes destacam-se peças como Blossom, que evoca a fragilidade e a regeneração da vida, No Future, instalação de Daniel Schäfer, ou esculturas monumentais que se fundem com a pedra e a luz da região, criando uma experiência estética que dispensa paredes e galerias tradicionais.
Percorrendo apropriedade percebemos que esta se caracteriza por contrastes de altitude, proximidade ao mar e uma longa tradição de rotas comerciais mediterrânicas. A sua dimensão cultural articula-se bem com a sua vocação agrícola, expressa numabodega histórica, recuperada nos anos 80 do século passado, e que hoje funciona como uma adega biológica, dedicada à produção de vinhos de elevada qualidade.
Cultivadas em solos pedregosos e sob clima mediterrânico, as vinhas de Venta d’Aubert dão origem a tintos e brancos que refletem Matarraña, e que complementam o percurso artístico com provas que permitem aos visitantes saborear a expressão da terra através de aromas e sabores cuidadosamente trabalhados.
Esta integração reforça a filosofia das Solo Houses, um projeto arquitetónico que reúne casas de autores de referência internacional, concebidas com total liberdade criativa e implantadas em harmonia com o ambiente. A futura construção de um hotel na área, promete ampliar esta experiência, oferecendo estadias que combinam arquitetura de vanguarda, arte contemporânea e contacto direto com a paisagem. Enquanto isso não acontece, quem estiver interessado, pode ficar hospedado numa das casas já existentes na propriedade, nomeadamente na premiada Solo Office, projetada pelo atelier belga Office KGDVS.
Esta residência circular distingue‑se pelo uso extensivo de painéis deslizantes que permitem abrir ou fechar o perímetro quase por completo, criando uma relação direta e mutável com a paisagem envolvente. Cada dia, podemos ter uma nova casa que dialogacom o território, explorando linhas puras e volumes geométricos, procurando dissolver as fronteiras entre interior e exterior, tirando partido da luz, do silêncio e da vastidão do Matarraña.
Este equilíbrio entre inovação formal e respeito pela envolvente natural tem sido amplamente reconhecido, contribuindo para a reputação internacional do projeto como um dos mais ousados e influentes da arquitetura contemporânea na Península Ibérica.
Concebida entre 2012 e 2017, o objetivo deste projeto foi criar uma arquitetura quase invisível, que sublinhasse a força do território em vez de competir com ele.
A estrutura é composta por um grande anel de betão sustentado por quatro conjuntos de pilares que definem as zonas habitáveis. As fachadas podem abrir-se totalmente, permitindo que o interior se prolongue para a paisagem e que a natureza atravesse o espaço habitado. No pátio interior encontram-se uma piscina e um jardim selvagem, reforçando a ideia de continuidade entre o construído e o natural.
Esta abordagem tem sido amplamente elogiada e a Solo Office foi nomeada para os 40 melhores projetos de arquitetura do Prémio da União Europeia para Arquitetura Contemporânea – Mies van der Rohe Award em 2019, uma das mais prestigiadas distinções do setor, confirmando o impacto e a relevância da casa no panorama arquitetónico europeu.
Venta d’Aubert representa uma síntese rara entre arte, arquitetura e vinho, transformando-se num destino cultural e enoturístico de referência. A Sculpture Trail não é só um espaço de contemplação estética, mas um convite a pensar o futuro das relações entre humanidade e natureza, enquanto as vinhas e o vinho produzido na propriedade perpetuam a tradição agrícola da região. O futuro hotel promete consolidar este diálogo, oferecendo uma experiência completa que une criação artística, paisagem e gastronomia.
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O que distingue o Lago Abraham de qualquer outro lago do mundo não é a sua localização na província de Alberta, no Canadá, ou a sua dimensão, mas sim um fenómeno intrigante que ocorre sob a sua superfície durante o inverno.
O Lago Abraham estende-se ao longo do vale do rio North Saskatchewan, entre montanhas escarpadas e florestas densas que compõem a paisagem típica das Montanhas Rochosas canadianas. Embora muitos visitantes o confundam com um lago natural, esta enorme massa de água, de cor azul-turquesa, é na verdade um reservatório artificial criado na década de 1970 com a construção da Barragem Bighorn.
A sua beleza no verão já seria suficiente para atrair centenas de visitantes, mas é quando as temperaturas descem drasticamente, no inverno, formando uma camada espessa de gelo transparente, que este lugar se transforma num cenário único, onde de repente se revelam, aprisionadas no interior do lago, milhares de bolhas brancas. Estas bolhas são compostas por metano libertado pela decomposição de matéria orgânica guardada no fundo do reservatório.
À medida que o gelo se forma em camadas sucessivas, o gás fica retido entre elas, criando colunas verticais de pequenas esferas que parecem suspensas no tempo. O resultado é uma paisagem surreal, quase etérea, que transforma o lago num verdadeiro laboratório natural de formas e padrões.
Este fenómeno, amplamente divulgado por fotógrafos e viajantes, tornou o Lago Abraham um destino de referência para quem procura paisagens invernais invulgares. A luz do sol, ao incidir sobre o gelo cristalino, intensifica o brilho das bolhas e cria um efeito tridimensional que parece desafiar a lógica. Cada dia de frio extremo altera ligeiramente a disposição das bolhas, fazendo com que o lago apresente sempre uma nova composição visual.
A melhor época para observar este espetáculo natural é entre dezembro e março, quando o gelo atinge a espessura necessária para permitir a circulação segura de visitantes. Os dias frios, secos e sem neve são os mais favoráveis, pois garantem uma superfície límpida que deixa ver as bolhas em profundidade.
O Lago Abraham situa-se numa zona remota, ao longo da Autoestrada 11, entre Nordegg e Saskatchewan Crossing. A ausência de infraestruturas turísticas preserva o carácter selvagem do local, mas exige preparação adequada por parte dos visitantes.
Explorar o lago no inverno implica cuidados essenciais. É recomendado o uso de roupa térmica, ganchos ou crampons para caminhar sobre o gelo e uma atenção constante às condições meteorológicas. O vento forte e as temperaturas negativas podem tornar a experiência desafiante, mas também contribuem para a atmosfera única do lugar. Em noites particularmente claras, alguns visitantes têm ainda a sorte de observar a Aurora Boreal, que por vezes ilumina o céu com tons de verde e violeta, criando um contraste deslumbrante com o azul profundo do gelo.
Como chegar
A forma mais comum de chegar ao lago é a partir de Banff, Lake Louise ou Jasper. A partir de Banff deve seguir pela Trans-Canada Highway até Lake Louise e depois pela Icefields Parkway até Saskatchewan Crossing, onde se entra na Highway 11.
Melhores pontos de observação
Preacher’s Point: um dos locais mais acessíveis, situado na extremidade sul do lago.
Windy Point: zona elevada com vistas amplas sobre o lago e as montanhas.
Abraham Slabs: área popular entre fotógrafos, com gelo geralmente claro e bolhas bem definidas.
Dicas importantes
Verifique sempre a espessura do gelo antes de caminhar sobre ele e evite zonas com água corrente ou gelo rachado. Consulte a previsão meteorológica antes da visita.
Os melhores momentos para fotografar são ao amanhecer e ao final da tarde, quando a luz é mais suave. Dias frios, secos e sem neve oferecem gelo mais transparente. Evite visitar sozinho no inverno e se tiver de o fazer, informe alguém da sua localização.
Carregue o telemóvel a 100% e leve uma bateria extra, pois o frio reduz a autonomia. Respeite o ambiente e não perfure o gelo para libertar bolhas.
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