Escondido no magnífico vale El Golfo da ilha El Hierro, a mais pequena do arquipélago das Canárias, o Charco Azul é uma piscina natural inserida numa paisagem vulcânica de extraordinária beleza.
A ilha de El Hierro, declarada Reserva da Biosfera, ainda conservaintacta a sua paisagem natural e mantém-se afastada doturismo de massas. É uma ilha rica em vegetação e beleza geográfica, formada por falésias íngremes, extraordináriasformações geológicas de lava e maravilhosas reservas marinhas, capazes de tirar o fôlego a qualquer visitante que ali chegue.
Um dos seus preciosos tesouros é o Charco Azul, uma piscina natural, não muito grande, nem muito profunda, mas que se revela uma das zonas de banho mais espetaculares e tranquilas, da menor das Ilhas Canárias.
Situada em El Golfo, um impressionante vale de costa escarpada, esta maravilha natural, nascida dos caprichos de umvulcão é, ao contrário do que se poderia pensar, de fácil acesso. Basta descer alguns degraus (bastante seguros) para passar pela queda acentuada que conduz à gruta onde se esconde a piscina, perfeita para banhar-se em águas tranquilas e cristalinas, de cor azul-turquesa, rodeadas pelas ondas furiosas do oceano.
No local existe também um confortável deck de madeira para banhos de sol e um arco de basalto que pode ser alcançado a partir do parque de estacionamento, através de um caminho rochoso intercalado com alguns degraus.
A forma mais fácil de chegar a El Hierro a partir de Tenerife é de ferry. A companhia Naviera Armas oferece uma ligaçãodiária de ida e volta, e a duração da viagem é de aproximadamente 2 horas e 30 minutos.
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As praias portuguesas e suas cidades históricas estão entre os principais destinos para viajantes de todo o mundo. Porém, encontrar acomodações que combinem conforto e preço baixo pode ser um desafio e tanto, especialmente na alta temporada. Isso não significa que não seja possível passear pelos melhores pontos turísticos do país com um orçamento apertado.
Foto: Pixabay
Sem dúvida, o segredo passa por economizar na hospedagem. Inúmeros estudos mostram que a hospedagem é frequentemente a parte mais cara da viagem, muitas vezes até mais cara do que a própria passagem de avião. Saiba como gastar pouco nessa etapa crucial da aventura.
Um Leque de Opções
É possível reservar um hotel barato, mas é impossível encontrar um sem fazer esforço. Encontrar a melhor relação custo-benefício de entre as várias opções disponíveis requer tempo de pesquisa, olho vivo e alguma paciência. A melhor forma de comparar as ofertas é utilizar motores de busca de reservas de hotéis, mas é preciso também considerar outras opções.
Para quem estiver a viajar em família ou em grupo, vale a pena considerar alugar uma casa inteira ou um apartamento. O custo dividido pode sair bem mais em conta do que as reservas individuais. Também não faltam opções para quem estiver a viajar sozinho: os dormitórios compartilhados dos hostels também costumam doer menos no bolso do que uma reserva num hotel tradicional.
Como Procurar
O primeiro passo para fazer uma busca eficiente é saber o que se está a procurar. Não basta que a acomodação seja barata. Ela precisa ser segura e atender a critérios mínimos de conforto e comodidade.Veja em baixo os principais critérios a ter em conta.
Orçamento
Filtrar a busca por limite de custo é o primeiro passo para garantir uma viagem financeiramente responsável. Esse cálculo deve incluir não apenas o custo da acomodação como também gastos extras, como alimentação (caso não esteja incluído no pacote) e taxas de serviço.
Localização
Não adianta economizar na acomodação e gastar uma fortuna para chegar aos pontos turísticos desejados. Logo, é preciso escolher a opção mais barata no local mais conveniente, considerando fatores como acesso ao transporte público e segurança. Poder transitar a pé entre as principais atrações do lugar, além de ser divertido, reduz os custos da viagem.
Reputação
Antes de fazer a reserva, vale a pena conferir a reputação do lugar na internet. Não faltam fóruns e páginas de avaliação, onde antigos clientes deixam as suas impressões e experiências. Comentários negativos sobre limpeza, atendimento e segurança são sempre um péssimo sinal, especialmente quando vários ex-clientes reclamam da mesma coisa. Nesse caso, o barato pode sair bem caro.
Comodidades
Não basta comparar os preços para encontrar a cama perfeita. É preciso também comparar opções de conforto e comodidades. Os viajantes mais sagazes possuem uma lista de coisas que não podem faltar, como Wi-Fi, por exemplo. Acesso a benefícios como ginásio, spa e piscina também podem fazer a diferença.
Planear, pesquisar e comparar
Não é difícil encontrar alojamentos que unam conforto e economia em Portugal. No entanto, é preciso planear préviamente e gastar um bom tempo com pesquisas e comparações.
Monschau é uma cidade encantadora, localizada na região de Eifel, na Alemanha, perto da fronteira com a Bélgica. Parece saída de um conto de fadas com as suas casas em enxaimel, as suas paisagens deslumbrantes e ruas pitorescas.
Foto: Wikimedia Commons / Frans Berkelaar - https://www.flickr.com/people/28169156@N03
A história de Monschau remonta ao século XII, quando foi mencionada pela primeira vez como “Montjoie”. Ao longo dos séculos, a cidade passou por influências alemãs e francesas, refletidas na sua arquitetura e tradições. Durante o século XVIII, Monschau prosperou graças à indústria têxtil, tornando-se um importante centro comercial. Hoje, a cidade preserva o seu charme histórico, atraindo visitantes de todo o mundo.
O que visitar
Entre as atrações turísticas destaca-se o Castelo de Monschau, que remonta ao século XIII e oferece vistas panorâmicas da cidade e o Museum Rotes Haus, uma mansão do século XVIII, que conta a história da indústria têxtil local.
Caminhar pelo centro histórico e explorar as suas encantadoras lojas, cafés e pontes sobre o rio Rur é igualmente uma experiência agradável.
Uma coisa que vale a pena experimentar em Monschau é a mostarda, (e quem sabe até comprar um frasco e trazer para casa). A cidade é famosa pelas suas mostardas artesanais, produzidas a partir de receitas, transmitidas de geração em geração, por famílias locais.
Foto: CC BY 2.0 / fdecomit - https://www.flickr.com/photos/fdecomite/
Como chegar
A maneira mais rápida de chegar a esta cidade alemã, é apanhar um voo para Colónia ou para Düsseldorf, e de lá seguir de comboio até Aachen, para depois apanhar um autocarro até Monschau.
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Há viagens que começam com um café no aeroporto e terminam com um anúncio no altifalante a dizer que o embarque foi adiado. Não é o fim do mundo, mas exige cabeça fria e alguns passos simples para proteger o seu tempo e o seu dinheiro.
Foto:PxHere
Se já enfrentou um voo atrasado, sabe que a diferença entre stress e controlo está no que faz nos primeiros minutos. Informar-se, registar o que acontece e conhecer os seus direitos ajuda a transformar um imprevisto numa situação gerível.
Primeiros passos no terminal
A primeira reação deve ser procurar informação. Vá até ao balcão da companhia aérea e peça uma explicação clara, mesmo que a resposta seja provisória, já terá um ponto de partida. Em seguida, comece a guardar todos os comprovativos relacionados com a sua viagem: cartão de embarque, emails de confirmação, recibos de refeições ou transportes extra.
Outra atitude simples, mas muito útil, é fotografar o painel do aeroporto mostrando o atraso e a hora exata. Essa prova pode fazer diferença mais tarde. Se perceber que a espera vai ser longa, confirme junto da companhia que tipo de assistência pode pedir: refeições, chamadas e, em casos mais extremos, até alojamento.
Muitos viajantes esquecem-se também de verificar o seguro de viagem, caso tenham contratado. Algumas apólices cobrem despesas adicionais como transporte, hospedagem ou até compensações extras quando o atraso ultrapassa determinado limite de horas. Confirmar isso no momento pode evitar custos inesperados e trazer mais tranquilidade.
Outro detalhe importante é manter contato com familiares ou colegas que estejam à espera no destino. Informar sobre a situação ajuda a reorganizar planos, seja para remarcar uma reunião ou simplesmente tranquilizar quem está do outro lado.
Direitos do passageiro em termos simples
Na União Europeia, quando a chegada ao destino final atrasa mais de três horas e não há circunstâncias extraordinárias como mau tempo severo ou restrições de espaço aéreo, pode existir direito a compensação. Nesses casos, a indemnização atraso voo depende da distância da rota e aplica-se a voos que partem de um aeroporto da UE ou a voos operados por companhias da UE que aterram em território europeu. Além da compensação, tem direito a assistência adequada enquanto espera.
Quando o atraso estraga os planos
Um voo atrasado não é apenas um contratempo no aeroporto. Pode significar perder uma ligação, chegar tarde a uma reunião importante ou até ver uma reserva de hotel ou transfer já paga ir por água abaixo. Por isso, sempre que a viagem incluir escalas, confirme se todos os trechos estão na mesma reserva: assim, se perder a ligação, a companhia é responsável por encontrar uma solução.
No caso da bagagem, se ela não aparecer no tapete depois de um atraso prolongado, faça o registo imediatamente no balcão de achados e perdidos e guarde o número do processo. Quanto às reservas perdidas, recolha recibos e provas de pagamento, pois o seguro de viagem, se tiver, pode reembolsar parte desses custos.
Se a viagem for a trabalho, lembre-se também de comunicar o atraso ao seu empregador o mais rápido possível. Muitas empresas têm protocolos específicos para atrasos, incluindo parcerias com agências que podem ajudar a remarcar voos ou providenciar alternativas.
Como avançar com um pedido
Se decidir reclamar formalmente, o primeiro passo é simples: organizar documentos. Tenha à mão o cartão de embarque, a confirmação da reserva, prova do atraso e qualquer despesa extra causada pela espera. Depois, escreva à companhia aérea de forma objetiva, indicando datas e horas exatas.
Caso não queira tratar de tudo sozinho, existem serviços especializados que analisam o caso, verificam se a compensação se aplica e, quando faz sentido, avançam com o pedido em seu nome. É uma forma prática de evitar burocracias, sobretudo quando a companhia demora a responder ou quando a viagem envolveu vários voos.
Além disso, é importante ter paciência. Algumas companhias podem levar semanas a responder, mas o prazo legal para apresentação da reclamação pode ser de até dois anos em determinados países da UE. Não desista à primeira negativa, muitos casos acabam por ser resolvidos em instâncias superiores ou com a intervenção de entidades reguladoras.
Tornar a espera menos pesada
Enquanto espera, tente manter a calma e aproveitar os recursos disponíveis no aeroporto. Carregar o telemóvel, procurar uma zona tranquila para trabalhar ou até transformar o tempo livre em oportunidade para planear os próximos dias de viagem, pode ajudar a reduzir o stress.
Alguns aeroportos oferecem lounges acessíveis mediante pagamento único, onde pode descansar, tomar um banho, comer e até trabalhar em silêncio. Se o atraso for muito longo, pode ser um investimento que compensa. Outra estratégia é explorar as áreas comerciais do aeroporto, muitas vezes há exposições, zonas infantis e até pequenos museus escondidos nas salas de embarque.
Também pode usar o tempo a seu favor: atualizar emails, organizar fotos no telemóvel, ler aquele livro que anda esquecido na mochila. O atraso continua a ser um inconveniente, mas transformar as horas paradas em algo útil ou até prazeroso, muda totalmente a forma como encara a situação.
Uma forma diferente de encarar o atraso
Viagens raramente acontecem exatamente como planeado e os atrasos fazem parte dessa incerteza. O importante é não deixar que o contratempo defina toda a experiência. Com informação clara, provas guardadas e consciência dos seus direitos, é possível minimizar perdas e manter a viagem nos trilhos. O que parece apenas frustração pode transformar-se numa oportunidade para praticar resiliência e até descobrir novas formas de lidar com imprevistos no caminho.
As Grutas de Saint-Marcel, situadas na região de Ardèche, na França, são um dos sistemas subterrâneos mais extensos e belos da Europa. Com mais de 60 quilómetros de galerias exploradas, estas grutas oferecem uma combinação impressionante de formações calcárias, salas amplas e cursos de água subterrâneos.
Foto: Grottes de France - https://www.grottesdefrance.org/grotte-aven-gouffre/grotte-saint-marcel/
A descoberta destas grutas remonta ao ano de 1836, quando um caçador local, ao seguir um animal ferido, entrou acidentalmente numa abertura na rocha e encontrou o que viria a ser a entrada principal do sistema de cavernas. Desde então, várias expedições espeleológicas têm contribuído para a exploração e mapeamento das galerias, que se revelaram importantes não só pelo seu aspeto geológico, mas também por serem um local de interesse arqueológico e histórico, já que ali foram encontrados vestígios como ferramentas e ossadas que indicam ocupação humana pré-histórica.
A visita às grutas é feita com acompanhamento de guias especializados, que explicam os processos geológicos responsáveis pela formação das estalactites, estalagmites e outras estruturas.
Um dos pontos altos do percurso é a chamada “galeria das fontes”, onde se pode observar um rio subterrâneo que contribui para a erosão contínua das rochas. A iluminação discreta e os passadiços bem integrados tornam a visita segura e confortável.
Além da componente natural, o espaço oferece também exposições sobre a história da exploração das grutas, bem como atividades educativas para crianças e jovens. O centro de interpretação permite compreender melhor a evolução geológica da região e o impacto da atividade humana ao longo dos séculos. É um local que conjuga ciência, história e turismo de forma equilibrada.
Foto: Grottes de France - https://www.grottesdefrance.org/grotte-aven-gouffre/grotte-saint-marcel/
Como visitar
Visitar as Grutas de Saint-Marcel é uma experiência acessível, embora exija algum planeamento. A forma mais prática de chegar, a partir de Portugal, é apanhando um avião até Lyon ou Marselha (duas cidades com ligações diretas a partir de Lisboa e Porto) e, já em França, alugar um carro e seguir viagem até à região de Ardèche onde se encontram as grutas. O percurso demora cerca de duas horas.
Outra opção é viajar de comboio até Valence ou Avignon, cidades próximas da zona das grutas, e daí utilizar transporte local ou alugado para completar o trajeto. A região é bem servida por infraestruturas turísticas, com alojamentos rurais, restaurantes e centros de informação que facilitam a estadia e a visita ao complexo subterrâneo.
Durante os meses de verão, é aconselhado reservar alojamento com antecedência, dado o aumento da procura.
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Filet Mignon ao Camembert é um prato típico da Normandia, que combina a riqueza da carne com o sabor intenso do queijo Camembert. Preparar esta receita é uma excelente forma de experimentar os sabores desta região francesa sem sair de casa.
INGREDIENTES
4 medalhões de filet mignon
1 colher de sopa de manteiga
3 colheres de sopa de brandy
3 colheres de sopa de vinho branco seco
½ chávena de natas
1 colher de sopa de ervas aromáticas (manjerona, tomilho e sálvia)
½ queijo Camembert sem casca, cortado em pedaços
1½ colher de sopa de mostarda amarela
Sal e pimenta q.b.
PREPARAÇÃO
Numa frigideira grande, derreta a manteiga e sele os medalhões de filet mignon até ficarem dourados de ambos os lados. Retire e reserve.
Na mesma frigideira, adicione o brandy e o vinho branco. Deixe reduzir ligeiramente.
Junte as natas, as ervas aromáticas, a mostarda e o queijo Camembert. Mexa bem até o queijo derreter e formar um molho cremoso.
Volte a colocar os medalhões na frigideira e deixe cozinhar em lume brando por cerca de 5 minutos, para que absorvam o sabor do molho.
Tempere com sal e pimenta a gosto.
Sirva quente. Acompanhe com puré de batata, batatas gratinadas ou legumes salteados.
Com uma história que remonta à Idade Média, Vernon, uma encantadora cidade francesa situada na região da Normandia, nas margens do rio Sena. Oferece uma atmosfera tranquila, ideal para quem deseja explorar a França rural sem se afastar demasiado de Paris. O centro histórico é compacto e fácil de percorrer a pé, com casas em enxaimel, pontes pitorescas, igrejas antigas, museus locais e cafés acolhedores.
Foto: CC BY-SA 2.0/ Patrick - https://www.flickr.com/photos/morio60/
Vernon e Le Roche Guyon são o destino perfeito para um passeiode um dia ou de fim de semana, a partir de Paris. Repletas de história, arte e paisagens encantadoras, estas cidades oferecem uma experiência autêntica do interior francês.
Aceite esta sugestão de roteiro e explore em poucas horas, o melhor de Vernon e Le Roche Guyon.
Como chegar a Vernon
A forma mais prática e confortável de visitar Vernon a partir de Paris é de comboio. Os comboios partem da estação Gare Saint-Lazare, no centro da capital francesa, e seguem diretamente para a estação Vernon–Giverny. A viagem, num comboio rápido, dura cerca de 50 minutos e há várias partidas ao longo do dia. O preço do bilhete, se for comprado com antecedência, fica por 10,00€
Roteiro de 1 dia
Comece a visita com um passeio pelo centro histórico de Vernon. Visite a Igreja Colégiale de Notre-Dame, construída entre os séculos XI e XVI, com belos vitrais e arquitetura românica e gótica. Depois, caminhe até à Maison du Temps Jadis, uma casa em estilo enxaimel do século XV que hoje abriga o centro de visitantes. Continue até ao Castelo Tourelles, vestígio de um antigo castelo medieval, com quatro torres redondas, mandado construir por Filipe Augusto, Rei de França.
Para almoçar, experimente o restaurante L'Envie, que oferece cozinha francesa moderna com ingredientes locais e uma esplanada agradável. Se preferir algo mais leve, venha preparado para fazer um piquenique. Passe por uma das lojas locais ou pelo mercado municipal que costuma ter bancas de produtores regionais e compre queijo, pão, vinho e frutas.
Estenda a toalha e desfrute do piquenique nos prados à beira do Sena, junto ao icónico Le Vieux Moulin de Vernon, um antigo moinho de madeira do século XVI, suspenso sobre os pilares de uma ponte medieval. É um dos cenários mais românticos da cidade. A zona envolvente é tranquila, com relvados e vista para o rio, perfeita para relaxar e saborear os produtos locais rodeado por natureza e história.
Após o almoço, siga para o Museu Alphonse-Georges Poulain, onde poderá ver obras de Monet, incluindo “Nymphéas” e “Efeito do pôr do sol em Pourville”. Termine o dia com uma visita ao Château de Bizy, um elegante palácio do século XVIII com jardins inspirados em Versalhes e interiores decorados com tapeçarias dos Gobelins.
Foto: CC BY-SA 2.0/ Patrick - https://www.flickr.com/photos/morio60/
La Roche-Guyon
A poucos quilómetros de Vernon encontra-se La Roche-Guyon, classificada como uma das aldeias mais belas de França. Situada numa curva do Sena, esta aldeia medieval é dominada por um castelo escavado na rocha, com uma torre de menagem no topo da falésia e uma residência senhorial ao nível do rio. A paisagem é marcada por falésias calcárias, jardins históricos e ruas estreitas que parecem saídas de um conto infantil.
A visita às duas cidades pode ser feita num dia, mas recomenda-se pernoitar em Vernon ou numa das casas de hóspedes em La Roche-Guyon para aproveitar melhor a tranquilidade da região. Muitos visitantes combinam esta escapadinha com uma visita a Giverny, onde se encontra a casa e os jardins de Claude Monet, criando um roteiro cultural e paisagístico que revela o melhor da Normandia e da Île-de-France.
Para visitarLa Roche-Guyon a partir de Vernon, que fica a cerca de 10 quilómetros, pode alugar uma bicicleta, apanhar um táxi ou ir de autocarro. Existe um autocarro direto — a linha 10 operada pela SN’go! — que parte da estação Gare SNCF em Vernon e chega à paragem Eglise em La Roche-Guyon. O trajeto demora cerca de 21 minutos e o serviço funciona de segunda a sábado com várias partidas por dia.
Foto: CC BY-SA 2.0/ This.Usually.Works - https://www.flickr.com/photos/catzrule/
Em La Roche-Guyon não deixe de visitar o castelo, uma verdadeira joia arquitetónica da região. Tem elementos que vão desde a Idade Média até ao século XVIII e a torre original, construída no século XII, está ligada ao castelo inferior por um túnel escavado na rocha com mais de cem metros de comprimento. Ao longo dos séculos, o castelo foi ampliado e renovado, tendo sido residência de nobres e intelectuais. Durante a Segunda Guerra Mundial, funcionou como quartel-general do infame Marechal Rommel. Os jardins do castelo, também merecem uma visita. São meticulosamente mantidos e oferecem uma experiência sensorial única.
Além do castelo, La Roche-Guyon encanta pela sua igreja do século XV, pelas fontes antigas e pelas habitações trogloditas (construções escavadas diretamente na terra, em rochas ou aproveitando grutas naturais) que ainda hoje são utilizadas como oficinas e lojas.
A cidade está inserida no Parque Natural do Vexin Francês, o que garante a preservação da paisagem e da biodiversidade local. É um destino ideal para caminhadas, passeios de bicicleta ou simplesmente para contemplar a beleza do Sena ao entardecer.
Onde ficar hospedado
O Hôtel le Normandy, em Vernon, é uma excelente opção de hospedagem. Localizado no centro da cidade, a poucos passos da estação de comboios e das principais atrações, combina charme tradicional com conforto moderno, oferecendo quartos acolhedores, pequeno-almoço continental e fácil acesso ao rio Sena e ao moinho histórico Le Vieux Moulin. É ideal para quem procura uma estadia prática e agradável durante uma visita de fim de semana.
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Um dos pratos mais típicos e saborosos do arquipélago de Bocas del Toro, no Panamá, é o Rondón, uma sopa afro-caribenha rica em peixe, leite de coco e tubérculos. Este prato é profundamente enraizado na cultura local e reflete a fusão de influências indígenas, africanas e caribenhas que caracterizam a gastronomia da região.
Aprenda a preparar a versão tradicional desta receita aqui
INGREDIENTES
900 g de peixe fresco (como corvina, cavala ou outro peixe firme)
Sumo de 1 limão
Sal e pimenta preta q.b.
1 colher de sopa de vinagre branco
1/2 cubo de caldo de peixe ou galinha (opcional)
400 ml de leite de coco (pode usar enlatado ou extrair de coco fresco)
700 g de inhame (ou batata-doce como substituto)
900 g de mandioca
250 g de taro (otoe) ou batata comum
1 banana verde
1 malagueta fresca (tipo piri-piri ou ají chombo)
1 ramo de tomilho fresco
4 folhas de coentro fresco
1 talo de aipo picado
1 cebola média picada
Óleo vegetal para fritar o peixe
Este prato é tradicionalmente servido como prato principal, com sabores intensos e tropicais. É nutritivo, reconfortante e representa bem a herança afro-caribenha de Bocas del Toro. Se não encontrar todos os tubérculos, pode adaptar com os disponíveis em mercados portugueses — o importante é manter a base de peixe e leite de coco.
PREPARAÇÃO
Limpe o peixe e tempere com sumo de limão, sal, pimenta, vinagre e o caldo. Deixe marinar durante 30 minutos.
Frite o peixe em óleo quente até dourar ligeiramente. Reserve.
Descasque e corte os tubérculos e a banana em pedaços médios. Numa panela grande, coloque os tubérculos, banana, aipo, tomilho, coentro e a malagueta inteira. Cubra com água e leve a ferver.
Quando os tubérculos estiverem quase cozidos (cerca de 20 minutos), adicione o leite de coco e a cebola. Cozinhe mais 10 minutos.
Coloque o peixe frito por cima, tape e deixe cozinhar em lume brando por mais 15 minutos.
Retire a malagueta antes de servir, para evitar que o prato fique demasiado picante.
Localizada no arquipélago de Bocas del Toro, mais propriamente na Ilha Colón, a Playa Estrellas ou Praia das Estrelas, é um dos destinos mais mágicos do Panamá. Distingue-se pela sua beleza, pelas águas calmas e rasas, mas principalmente pela possibledade que dá ao visitante de observar com facilidade, dezenas de estrelas-do-mar no seu habitat natural.
Foto: Travellight
O nome da praia deve-se, sem surpresa,à presença abundante de estrelas-do-mar, que podem ser vistas a poucos metros da margem. Estas criaturas marinhas, com formas e cores variadas, tornam este local especialmente atrativo para quem gosta de fotografia subaquática ou simplesmente de contemplar a vida marinha.
A observação é feita em águas pouco profundas, sem necessidade de equipamento de mergulho, o que torna a experiência acessível a visitantes de todas as idades e especialmente mágico para crianças.
Foto: Turismo do Panamá https://pt.tourismpanama.com/blog/post/top-das-praias-de-bocas-del-toro-e-um-segredo-revelado/
Por favor não toque!
É muito importante que quem visita este local respeite as regras de preservação, evitando tocar nas estrelas- do- mar ou retirá-las da água.
As estrelas-do-mar são criaturas extremamente sensíveis e vulneráveis fora do seu ambiente natural. Respiram através da pele, por estruturas chamadas pápulas, que extraem oxigénio da água. Ao serem retiradas, deixam de conseguir respirar e podem morrer por asfixia em poucos minutos. Além disso, o contacto com a pele humana pode transferir substâncias como protetor solar, óleos naturais ou bactérias, que podem ser tóxicas para elas. O simples ato de manuseá-las provoca stress, o que também pode ser fatal. Em alguns casos, podem estar a proteger ovos ou a reproduzir-se, e qualquer interferência pode comprometer esse processo. Mesmo que pareçam imóveis, o melhor é observá-las com respeito e deixá-las no seu habitat.
A Playa Estrellas está inserida numa zona de proteção ambiental, próxima do Parque Nacional Marino Isla Bastimentos, e o turismo responsável é essencial para manter o equilíbrio ecológico. Os guias locais alertam os visitantes para práticas adequadas, que contribuam para a conservação da biodiversidade, mas nem todos, infelizmente, seguem os conselhos e tem esse cuidado.
Além da beleza natural, a Playa Estrellas oferece uma atmosfera tranquila, longe da agitação de outras zonas turísticas panamianas. Pequenos bares e restaurantes à beira-mar servem pratos típicos caribenhos, como peixe grelhado e ceviche, permitindo aos visitantes desfrutar da gastronomia local num ambiente descontraído. É também possível alugar caiaques ou fazer passeios de barco pelos manguezais e ilhas próximas, como Cayo Zapatilla e Cayo Coral.
Fotos: Travellight
Como visitar
Visitar a Playa Estrellas requer um voo internacional até à Cidade do Panamá, e depois outro voo doméstico até Bocas del Toro - Aeroporto de Isla Colón (BOC), com duração aproximada de uma hora. Alternativamente, pode-se optar por um autocarro noturno até Almirante, seguido de um ferry até à ilha.
Uma vez na Isla Colón, há duas formas de chegar à praia: por táxi aquático a partir de Bocas Town, num percurso de cerca de 30 minutos, ou por autocarro local até Boca del Drago, seguido de uma caminhada de 20 minutos pela costa. Ambas as opções oferecem vistas deslumbrantes do arquipélago e são parte integrante da experiência.
Todo o ano é bom para visitar a Playa Estrellas, mas a melhor época, segundo os locais, é entre janeiro e abril, quando o clima é mais seco e o mar mais transparente.
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El Coto de las Canteras, situado nos arredores da cidade de Osuna, na província de Sevilha, é uma das atrações turísticas mais espantosas daquela região. Conhecido como a “Petra da Andaluzia”, este espaço impressiona pela sua grandiosidade e pela beleza das esculturas esculpidas diretamente na rocha. É um destino imperdível para quem aprecia património cultural e experiências fora do comum.
Fotos: Turismo de la Provincia de Sevilla - https://www.turismosevilla.org/en/what-see-and-do/heritage/monuments/el-coto-de-las-canteras
A origem de El Coto de las Canteras
Canteras surgiu na época romana, quando a antiga cidade de Urso (atual Osuna) utilizava esta pedreira para extrair pedra destinada à construção de edifícios e monumentos. Durante séculos, o Coto de las Canteras foi uma fonte essencial de materiais de construção, moldando não só a paisagem urbana de Osuna como também a sua identidade arquitectónica. A textura porosa e o tom ocre desta pedra conferem-lhe uma estética única, que ainda hoje marca a região.
No século XX, a pedreira foi abandonada, mas o seu valor histórico não passou despercebido. Artistas e autoridades locais, gradualmente, reconheceram o potencial do espaço e iniciaram um processo de reabilitação. O local foi transformado num espaço cultural multifuncional, onde se realizam concertos, exposições e outros eventos. A acústica natural da pedreira e o ambiente envolvente tornam cada cerimónia ou espetáculo numa experiência memorável.
A Petra da Andaluzia
Chamam El Coto de las Canteras de “Petra da Andaluzia” por causa da sua semelhança com a famosa cidade histórica da Jordânia. Assim como Petra, este local em Osuna, apresenta estruturas esculpidas diretamente na rocha, criando um ambiente monumental e quase místico. Quando visitou o local, o escritor Mario Vargas Llosa chegou a dizer que se sentia como no coração de Petra, reforçando a comparação entre as duas atrações.
Os relevos e esculturas que adornam as paredes do Coto de las Canteras, porém, não são antigas como as que podemos observar na Jordânia. Foram criadas por artistas contemporâneos e prestam homenagem à história de Osuna e à cultura andaluza. Entre os relevos mais significativos encontram-se representações de figuras históricas como o Duque de Osuna. Elementos mitológicos, naturais e símbolos da identidade regional, como o flamenco e a fauna local também estão presentes.
Conhecer Coto de las Canteras é uma oportunidade de mergulhar na história da Andaluzia de forma original e envolvente. O espaço oferece uma perspetiva única sobre a relação entre o homem e a natureza, mostrando como a arte pode transformar um local de trabalho árduo, num monumento cultural de rara beleza.
Como visitar
Osuna encontra-se a aproximadamente 90 km de Sevilha, assim, a melhor maneira de chegar até Coto de las Canteras é viajar primeiro até lá.
A partir de Sevilha há opções de transporte público, para quem não tiver carro, todas relativamente rápidas e acessíveis. A opção mais confortável e popular é apanhar o comboio para Osuna na estação ferroviária Sevilla-Santa Justa. A viagem dura cerca de 1h17. Também existem, autocarros diretos que partem da estação Prado San Sebastián para Osuna várias vezes por dia.
Coto de las Canteras fica a uma curta distância do centro de Osuna e pode ser alcançado a pé ou com um táxi local. A distância a pé é aproximadamente de 1,5 km e o percurso pode ser feito em cerca de 15 a 20 minutos, dependendo do ritmo da caminhada.
O local está aberto ao público em horários específicos por isso recomenda-se consultar no site oficial os horários atualizados e, se possível, participar numa visita guiada para melhor compreender a história e os detalhes artísticos do local.
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Faça check-in na Quinta da Bella Vista, mergulhe no universo misterioso da Serra de Sintra e apaixone-se por esta propriedade extraordinária que já foi residência de figuras ilustres como Adrian Conan Doyle, filho de Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes.
Fotos: Travellight
Desde sempre, ponto de encontro de artistas, escritores e aristocratas, a Quinta da Bella Vista mantém até hoje a tradição de acolher eventos e celebrações memoráveis. A localização privilegiada, a poucos minutos do centro histórico de Sintra, oferece uma vista deslumbrante sobre a serra e o oceano Atlântico, com pores do sol que parecem saídos de uma pintura. A atmosfera é de tranquilidade absoluta, envolta por uma luz suave que banha os jardins e edifícios com um encanto quase cinematográfico.
A propriedade está rodeada por alguns dos mais emblemáticos palácios da região, como o Palácio de Monserrate e a Quinta da Regaleira e, apesar da lenda local sugerir que a inspiração para escrever“O cão dos Baskervilles” surgiu a Sir Conan Doyle durante uma visita a esta quinta em Sintra, a verdade é que esta não tem nada de assustador, muito pelo contrário, pois em vez de um cão demoníaco e assassino, há dois adoráveis weimaraners, cheios de energia e amor para dar.
A experiência de quem se hospeda na Quinta da Bella Vista é, desde o momento em que se cruzam os portões, marcada pela exclusividade, pelo conforto e pela hospitalidade.
Ao chegar, somos recebidos com simpatia por um dos elementos da equipa, que nos faz sentir imediatamente em casa.A propriedade conserva um charme histórico que se sente em cada recanto. O palácio principal e as villas adjacentes estão decorados com requinte, combinando o conforto moderno com detalhes clássicos.
Ficamos hospedados numa villa espaçosa e acolhedora, com cozinha completa, sala com lareira, quarto amplo, casa de banho com chuveiros duplos e aquecimento no chão e uma área exterior para relaxar, ideal para nos sentarmos ao fim do dia a beber um bom vinho (oferta da Bella Vista) enquanto assistimos ao sol dourado a desaparecer no Oceano Atlântico.
Muitos outros pequenos detalhes na habitação e cuidados da equipa, garantiram que toda a nossa estadia decorresse de forma tranquila e agradável.
Os jardins da Quinta são verdadeiramente extraordinários. Impecavelmente cuidados, estão repletos de flores, árvores centenárias e caminhos sinuosos que convidam a bonitos passeios. Há recantos onde nos podemos sentar que são perfeitos para ler um livro ou simplesmente para relaxar e apreciar a paisagem. A água que alimenta os jardins provém de nascentes naturais, ricas em minerais, o que contribui para a exuberância da vegetação. Escondida, ao pé da piscina que serve as villas, encontramos até uma pequena área de areia branca e fina, que nos faz sentir na praia. Dá logo vontade de tirar os sapatos e enterrar os pés na areia.
As piscinas da propriedade são outro destaque. Convertidas a partir de antigos tanques de irrigação, estão revestidas com pedras naturais e oferecem vistas panorâmicas. A piscina do palácio (de uso exclusivo para quem fica hospedado nos quartos do palácio) é aquecida e tem sistema de som subaquático. A piscina que serve as villas não é aquecida, mas no verão isso não é problema. Os espaços envolventes estão equipados com espreguiçadeiras confortáveis e até lareiras exteriores, ideais para entardeceres mais frescos, quando a conversa está boa e a noite se alonga.
Uma das minhas partes favoritas da estadia foi explorar a horta biológica. Cultivada com dedicação, oferece uma variedade de vegetais frescos, belos morangos e árvores de fruto que perfumam o ar. A horta não é apenas decorativa, mas funcional: os produtos são utilizados nos pequenos almoços servidos na Quinta, garantindo uma experiência farm to table autêntica e saudável. Há tomates acabados de colher, morangos suculentos, maçãs, doces caseiros, tudo com um sabor incomparável. A qualidade dos produtos cultivados na Bella Vista é conhecida há muito. Nos tempos de Adrian Conan Doyle, o Ritz Hotel em Lisboa, usava limões desta quinta nos seus cocktails.
A Bella Vista também abriga uma encantadora living farm, com típicos animais de quinta: galinhas, patos, cabras… Todos tão curiosos e interessados nos visitantes, como os visitantes neles. Os ovos frescos, recolhidos todas as manhãs, também são utilizados nos pequenos almoços servidos aos hóspedes numa das salas do palácio, reforçando o compromisso da Quinta com a sustentabilidade e a autenticidade.
Esta Quinta é frequentemente escolhida para casamentos, aniversários e eventos corporativos, e é fácil de compreender porquê. A infraestrutura é impressionante e inclui uma estufa de estilo vitoriano restaurada, áreas de churrasco ao ar livre e uma adega. Tudo parece pensado ao detalhe para proporcionar momentos memoráveis.
A Quinta da Bella Vista é um lugar onde cada elemento parece conspirar para criar uma experiência única e inesquecível. Se procura um refúgio em Sintra que combine natureza, tranquilidade e sofisticação, considere hospedar-se aqui. Eu gostei muito!
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Localizadas no norte de Minas Gerais, Brasil, as Cavernas do Peruaçu, estendem-se por uma área de mais de 56 mil hectares. Encantam pela sua grandiosidade e beleza e são um achado geológico e arqueológico único, inserido num Parque Nacional, declarado Património Mundial da UNESCO em julho de 2025.
Foto: Turismo de Minas Gerais - https://www.minasgerais.com.br/pt/blog/artigo/parque-nacional-cavernas-do-peruacu
A origem geológica das cavernas remonta a centenas de milhões de anos, quando a região era coberta por um mar interior. Com o recuo das águas e a ação erosiva do tempo, grandes maciços de rochas carbonáticas foram esculpidos, formando galerias subterrâneas, dolinas (depressões naturais do terreno) e desfiladeiros. O Rio Peruaçu, ao longo de milhares de anos, contribuiu para esse processo ao atravessar os maciços calcários, criando passagens sinuosas e cavernas de proporções monumentais, como os da Gruta do Janelão, que chega a ter mais de 100 metros de altura.
Embora os povos indígenas da etnia Xakriabá já habitassem a região há séculos, foi apenas no final do século XX que as cavernas começaram a ser estudadas por espeleólogos e arqueólogos. O professor José Ayrton Labegallini, da Universidade Federal de Minas Gerais, foi um dos pioneiros na pesquisa e divulgação científica do Peruaçu, tendo contribuído para a sua inclusão na lista indicativa da UNESCO em 1998 e para a sua declaração como Património da Humanidade em 2025.
O Parque Nacional atrai muitos estudiosos e turistas interessados não só na sua riqueza natural, mas também cultural, já que as paredes rochosas das cavernas exibem milhares de pinturas rupestres, algumas com mais de 12 mil anos, revelando cenas de caça, símbolos abstratos e figuras humanas. Além disso, os espeleotemas — formações como estalactites e estalagmites — impressionam pela diversidade e beleza, destacando-se a “Perna da Bailarina”, considerada a maior estalactite do mundo, com cerca de 28 metros de comprimento.
Foto: Turismo de Minas Gerais - https://www.minasgerais.com.br/pt/blog/artigo/parque-nacional-cavernas-do-peruacu
A experiência no Peruaçu é ideal para quem procura destinos autênticos e sustentáveis e interessa-se por ecoturismo, arqueologia e fotografia. As trilhas no Parque Nacional estão bem demarcadas e variam em nível de dificuldade, permitindo que visitantes com diferentes perfis possam apreciar as cavernas, miradouros e sítios arqueológicos. A infraestrutura do parque inclui centros de visitantes e sinalização, além de pousadas simples e acolhedoras nas cidades vizinhas.
Como visitar
A partir de Portugal, a melhor forma de chegar até ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, é voar até Belo Horizonte, e de lá apanhar outro voo para Montes Claros, cidade com o aeroporto mais próximo do parque. A partir de Montes Claros, recomenda-se alugar um carro e conduzir até Itacarambi ou Januária, cidades-base para explorar o Parque Nacional.
O acesso ao parque é gratuito, mas só é permitido fazer a visita com guias credenciados pelo ICMBio, para garantir a segurança e a preservação ambiental.
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Uma das receitas mais emblemáticas da região de Porto de Mós são as Migas de Broa com Couves, prato tradicional das zonas serranas, onde a simplicidade dos ingredientes se transforma num sabor reconfortante e autêntico.
INGREDIENTES
1 Broa de milho (preferencialmente do dia anterior)
1 Couve galega ou couve portuguesa
Azeite q.b.
Alho q.b.
Sal q.b.
Água para cozer
Preparação
Comece por lavar bem as folhas de couve e cortá-las em tiras finas. Coza-as em água com sal até ficarem tenras, escorra e reserve.
Numa frigideira grande, aqueça o azeite com os dentes de alho esmagados. Junte a broa esfarelada e envolva bem no azeite, deixando tostar ligeiramente.
Acrescente as couves cozidas e misture tudo até obter uma textura uniforme.
Sirva quente, como acompanhamento de carne de porco, enchidos ou até como prato principal.
No centro de Portugal, entre serras calcárias e vales verdejantes, Porto de Mós destaca-se como um destino que combina natureza, história e autenticidade. A vila e os seus arredores oferecem uma experiência que vai além dos roteiros turísticos convencionais, convidando à descoberta de paisagens marcantes, património bem preservado e tradições locais que resistem ao tempo.
Seja pelas ruas tranquilas, pelos monumentos que contam séculos de história ou pelos trilhos que serpenteiam a serra, a região de Porto de Mós revela-se ideal para quem tem tempo e curiosidade para a explorar. Siga as sugestões deste roteiro e aproveite o melhor que a zona tem para oferecer.
Sábado
Comece o passeio pelo centro histórico de Porto de Mós e mergulhe num ambiente tranquilo, onde o quotidiano decorre sem pressas por ruas e edifícios marcados pelo tempo. A Praça da República é o ponto de partida ideal, com a sua bonita calçada com os brasões das freguesias do concelho gravados no chão, junto à Câmara Municipal. A poucos passos fica a Igreja de São João Baptista. Monumento do século XVIII, que se destaca pela sua torre sineira robusta e pelo pórtico românico.
Depois caminhe até a Igreja de São Pedro, situada numa das zonas mais antigas da vila. Em frente a esta igreja encontra-se um conjunto escultórico evocativo das Aparições de Fátima, composto por imagens de Nossa Senhora, dos três pastorinhos — Lúcia, Francisco e Jacinta — e de três ovelhas, criando um espaço de contemplação e homenagem à espiritualidade popular. Este monumento, inaugurado em 2017, é especialmente significativo para os peregrinos que passam por Porto de Mós a caminho de Fátima, mas também para quem aprecia arte sacra e memória coletiva.
Daqui siga até ao Castelo de Porto de Mós — um marco da reconquista cristã, que chama a atenção pela sua arquitetura invulgar.
Resultado da fusão entre elementos militares e palacianos, góticos e renascentistas, o Castelo de Porto de Mós tem uma planta pentagonal irregular, reforçada por torreões nos ângulos, dois dos quais são encimados por coruchéus piramidais revestidos com cerâmica verde, o que lhe confere uma silhueta única no panorama dos castelos portugueses.
Esta escolha estética rara, associada ao gosto cortesão do Conde de Ourém (que o transformou num palácio no final da Idade Média), revela influências da arquitetura italiana e um cuidado decorativo pouco comum em estruturas originalmente defensivas. O conjunto é ainda enriquecido por janelas em arco quebrado, loggias com arcadas lanceoladas e elementos revivalistas que reforçam o seu caráter singular.
Ainda hoje as suas torres e muralhas imponentes dominam a paisagem, oferecendo uma vista panorâmica sobre a vila e a serra envolvente.
No interior, o visitante encontra exposições sobre a história local e pode observar melhor a mistura de estilos arquitetónicos, do gótico ao manuelino. Uma visita guiada permite compreender melhor o papel estratégico do castelo ao longo dos séculos.
De regresso ao centro, vale a pena observar a antiga Casa dos Gorjões e explorar as ruas que conduzem ao Parque Verde, onde se encontra o restaurante Moz'art Kitchen and Gallery, excelente opção para almoçar, com pratos bem servidos e uma atmosfera contemporânea e descontraída. Se preferir uma experiência mais tradicional, experimente o restaurante O Brilhante, onde o cabrito assado é rei.
De tarde explore o Parque Verde de Porto de Mós, também conhecido como Parque Almirante Vítor Trigueiros Crespo, é um espaço que alia natureza, lazer e arte contemporânea, tornando-se um dos pontos mais atrativos da vila. Entre os elementos que o tornam especial estão as esculturas integradas no âmbito do Stone Art Festival, um evento internacional que trouxe artistas de vários países para transformar a pedra local em obras de arte. Algumas dessas esculturas, criadas por nomes como Thierry Ferreira, Alfredo Pecile e Pablo Garelli, foram incorporadas no parque, conferindo-lhe uma dimensão estética e cultural invulgar.
Além das obras artísticas, o parque inclui uma pérgula decorativa que funciona como ponto de encontro e zona de descanso, oferecendo sombra e enquadramento paisagístico.
Já o Parque Municipal de Porto de Mós, embora mais tradicional, oferece uma área verde tranquila e acolhedora, ideal para passeios em família, com zonas amplas para brincadeiras e momentos de descanso. O destaque deste parque é a escultura de um pássaro guarda-rios, de grandes dimensões e cores vibrantes, criada pelo artista Paulo Honorato e pendurada em cima do Rio Lena, para homenagear a fauna local.
Com a noite a chegar, hospede-se num dos hotéis da região, como o Dolinas Climing Center, o único hotel em Portugal com um centro de escalada. O restaurante do hotel — Solo 24.80 — também é uma excelente opção para jantar.
Domingo
No domingo afaste-se do centro e explore os arredores de Porto de Mós.
Comece por visitar a Vila Romana de Rio Maior, sítio arqueológico, descoberto em 1983, que se revelou uma verdadeira pérola histórica. A área museológica corresponde à parte urbana da vila, com corredores e salas decoradas com mosaicos policromados. Os fragmentos de estátuas como a Ninfa Fontenária, esta quase intacta, testemunham o luxo e a sofisticação da época.
Ainda em Rio Maior, pare nas famosas Salinas, um dos locais mais singulares da região. O processo artesanal de extração de sal continua ativo, e as pequenas casas de madeira que rodeiam os tanques dão ao local um charme e beleza única. Almoce no Restaurante Salarium. Com certeza não se vai arrepender!
À tarde vá até Alcobertas. Pare nos Olhos de Água, uma bonita nascente que brota da serra. Este local é particularmente relevante por ser uma das cinco principais nascentes perenes do Maciço Calcário Estremenho, surgindo como um ponto de restituição da água subterrânea à superfície numa região marcada pela paisagem cársica e pela escassez hídrica à vista. A nascente alimenta a Ribeira de Alcobertas, afluente do rio Maior, e tem sido historicamente um local de abastecimento para populações vizinhas, como retratado num painel de azulejos presente no local. Ainda hoje, é comum ver-se ali a prática tradicional de demolhar tremoços. O espaço envolvente inclui um pequeno parque de merendas que convida à contemplação da paisagem e ao descanso.
Termine o roteiro com uma visita àoriginal Igreja-Anta de Alcobertas, uma capela cristã construída sobre uma anta pré-histórica , uma fusão única entre o sagrado ancestral e o religioso contemporâneo.
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