A Casa Vicens é considerada a primeira grande obra de Antoni Gaudí. Foi o primeiro projeto relevante do arquiteto e embora não seja tão famosa quanto a Sagrada Família ou o Parque Güell, revela um lado mais íntimo e ousado da sua criatividade.Com influências orientais e mouriscas, cores vibrantes e detalhes surpreendentes, é um verdadeiro manifesto visual do modernismo catalão.
Fotos: H. Borges e Travellight
Visitar a Casa Vicens, no bairro de Gràcia, em Barcelona, é como explorar os primeiros traços de um génio que para sempre mudou a paisagem arquitetónica da capital catalã.
Construída entre 1883 e 1888 como residência de verão de Manuel Vicens, um fabricante de tijolos e azulejos, o edifício revela desde cedo a ousadia criativa de Gaudi que neste projeto se inspirou na tradição mudéjar, incorporando padrões geométricos e cerâmicas coloridas na fachada. A estrutura da casa é assimétrica, com elementos decorativos que evocam a natureza. As torres e chaminés, com formas elaboradas, lembram a arquitetura da Alhambra, em Granada, reforçando a influência árabe na obra.
O interior da Casa Vicens é igualmente surpreendente. Os tetos decorados com madeira policromada, os arabescos florais e os estuques que representam ramos de cerejeira revelam a atenção de Gaudí aos detalhes e todo o seu amor à natureza. A sala de fumo, inspirada na arquitetura mourisca, é um dos espaços mais bonitos, com cadeiras almofadadas e estalactites decorativas.
O espaço exterior foi concebido como um prolongamento da casa, com vegetação abundante e elementos decorativos, com formas orgânicas e materiais naturais que reforçam a harmonia entre o edifício e o lugar onde está inserido, criando um ambiente acolhedor e relaxante.
A Casa Vicens marca o início da abordagem inovadora de Gaudí à arquitetura residencial e embora ainda não apresente as formas onduladas que caracterizam obras posteriores como a Casa Batlló ou a Casa Milà, já demonstra a sua capacidade de transformar espaços convencionais em criações únicas com uma estética diferenciada.
O edifício foi restaurado entre 2014 e 2017 e transformado em museu, que hoje podemos explorar para compreender melhor a evolução do estilo de Gaudí.
Como visitar
A forma mais fácil de chegar até a Casa Vicens é apanhando o metro. Use a linha L3, e desça na estação Fontana que fica muito próxima da Casa.
Para mais informações sobre horários e aquisição de bilhetes on-line consulte o site oficial.
Artigo publicado originalmente no SAPO Viagens
O Sapo Viagens e o The Travellight World visitaram a Casa Vicens a convite do Eurostars Hotel Company
Lefkada é uma ilha grega situada no mar Jónico, ligada ao continente por uma ponte flutuante. Esta conexão facilita o acesso por terra, tornando-a uma das poucas ilhas gregas que não exigem travessia marítima obrigatória. Sem o excesso de turismo de ilhas como Santorini, Mykonos ou Zaquintos, hotéis e restaurantes a preços acessíveis, Lefkada é uma excelente opção para quem quer passar férias na Grécia sem gastar muito dinheiro.
Foto: Konstantinos Stampoulis (el:User:Geraki) - CC BY-SA 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2942391
Com paisagens montanhosas, praias de águas azul-turquesa e aldeias tranquilas, Lefkada é a ilha perfeita para quem procura natureza, cultura e boa comida.
Tem uma história importante. Foi colonizada pelos coríntios no século VII a.C., que escavaram um canal para separá-la do continente. Participou em batalhas marcantes como Salamina e Plateia, e passou por diversos domínios: romano, bizantino, veneziano, francês e britânico. Em 1864, foi integrada no Estado grego moderno, mas os vestígios da sua história continuam presentes tanto nos museus que apresentam achados arqueológicos, como no Castelo de Agia Mavra e na antiga cidade de Nirikos.
A oferta de alojamento em Lefkada é variada e atende a diferentes perfis de viajante. Há hotéis boutique com localização central e quartos confortáveis, e opções de alojamento local como casas com vista para o mar, estúdios à beira da praia e vilas com piscina privada. Os preços variam conforme a época, mas há alternativas acessíveis mesmo na alta temporada.
A gastronomia local é baseada na dieta mediterrânea, com destaque para os frutos do mar, azeite e ervas frescas. Nos restaurantes e tavernas familiares locais pode comer especialidades gregas e beber bom vinho sem estourar o orçamento das férias.
Passar o dia nas praias de Porto Katsiki e Egremni, é sempre uma boa opção, mas para quem gosta de férias mais ativas, Lefkada oferece trilhas de caminhada e atividades como windsurf em Vasiliki. As aldeias de montanha Karya e Exanthia também merecem uma visita. E a partir de Lefkada é possível fazer passeios de barco pelas ilhas vizinhas de Meganisi e Skorpios.
Melhor altura para visitar
A melhor época para visitar é entre maio e setembro, quando o clima é quente e seco, ideal para aproveitar o mar e explorar a natureza.
Como visitar
De Portugal, a forma mais prática de chegar a Lefkada é voar de Lisboa ou Porto para o aeroporto de Preveza (PVK), que fica a cerca de 20 minutos da cidade de Lefkada. Há voos com escalas operados por companhias como Swiss International Air Lines, Austrian Airlines e Lufthansa.
Outra opção é voar para Corfu ou Cefalónia e seguir de ferry até Lefkada.
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Localizada em Rio de Mouro, no concelho de Sintra, a Quinta da Fonte Nova, hoje conhecida como Palácio Fonte Nova, é um espaço surpreendente com quase 300 anos de história que foi cuidadosamente restaurado para dar lugar ao 1743 Cucina Italiana, um restaurante que combina tradição, elegância e gastronomia de excelência.
Fotos: Travellight
O edifício palaciano que abriga o restaurante, encontra-se inserido num cenário de grande beleza que nos encanta e surpreende desde o primeiro momento. Quem não conhece a propriedade, passa pela sua porta sem imaginar que no interior se esconde um universo de sabores requintados envolto por jardins de contos de fada e salas majestosas. A arquitetura elegante, as fontes, estátuas e detalhes inesperados como candelabros e espanta-espíritos pendurados nas árvores, conferem a todo o espaço um charme singular e um toque de magia que é reforçado pela presença de alguns cavalos que encontramos a passear pela quinta e que, instantaneamente, nos transportam para outro tempo, para outra época... Uma época mais romântica e quem sabe, talvez mais simples e inocente.
A Quinta
Com raízes profundas na história agrícola e senhorial da região de Sintra, a Quinta da Fonte Nova foi edificada no século XVIII, provavelmente no ano de 1743, data inscrita numa das vigas da casa principal (que deu origem ao nome do restaurante).
Passou por vários proprietários até chegar aos atuais — dois argentinos que a adquiriram em 2020, durante a pandemia. Em 1917 sofreu uma importante intervenção que acrescentou mais um piso ao palácio e elementos como beirados e pórticos. Mais tarde a antiga vacaria foi convertida numa casa de habitação para religiosas, conhecida como Casa de São Vicente.
A atividade agrícola na quinta manteve-se viva durante muito tempo, com produção de vinho, frutas, produtos hortícolas e criação de animais, como comprovam os galardões atribuídos pela Feira Agrícola de Sintra. A antiga adega que hoje podemos visitar, conserva o ambiente rústico e acolhedor que outrora servia para armazenar os vinhos produzidos na propriedade.
Uma pequena e bonita capela é outro dos elementos marcantes da Quinta da Fonte Nova e aquele onde se revela a dimensão espiritual do local. Templo de arquitectura singela, destaca-se pela imagem de Nossa Senhora, que terá sido encontrada nas vinhas da propriedade e colocada no altar.
O Palácio
Os interiores foram cuidadosamente restaurados, mantendo viva a essência do palacete, com azulejos antigos, lustres elegantes, mobiliário em veludo e arranjos florais que realçam o requinte do espaço. A decoração das várias salas valoriza a luz natural e combina o charme histórico com toques contemporâneos de sofisticação. Uma das salas mais bonitas fica no piso superior. Tem uma maravilhosa vista e detalhes exóticos como duas chitas em porcelana. A integração com os jardins exteriores e suas fontes, estátuas e vasos de plantas, completa o cenário romântico.
Na sala principal, onde funciona o restaurante de alta cozinha italiana, destaca-se uma parede com padrão tropical que contrasta com a lareira clássica, criando um ambiente acolhedor e visualmente estimulante. Cada recanto do palácio foi pensado para proporcionar uma experiência sensorial única, desde a escadaria da entrada até à mesa para dois isolada no jardim, ideal para momentos íntimos.
Os Jardins
O projeto de decoração do Palácio Fonte Nova não se limita ao interior. Os jardins que o rodeiam foram desenhados ao gosto francês, com buxos aparados e um lance de escadas cénico que liga diferentes níveis do terreno. Árvores centenárias como pinheiros e cedros oferecem sombra e imponência ao espaço, enquanto o relógio de sol e os detalhes em pedra reforçam a estética clássica. O resultado é um ambiente que celebra a história e a beleza natural, tornando o palácio num destino de charme para eventos e experiências gastronómicas memoráveis.
O Restaurante
O restaurante 1743 Cucina Italiana, que tem como chefs consultores do projeto, de cozinha e pastelaria, Joachim Koerper e Cíntia Koerper, oferece uma leitura criativa e moderna da cozinha italiana tradicional, com ingredientes de alta qualidade e apresentação cuidada.
O menu inclui pratos como risotto a milanesa gratinado e folha de ouro com ozobuco, massas artesanais e sobremesas requintadas, tudo servido num ambiente que alia o clássico ao moderno. A esplanada e as várias salas interiores permitem diferentes experiências, desde jantares românticos a almoços em grupo.
Além do serviço regular de restaurante, o 1743 é também um espaço dedicado à realização de eventos. Casamentos, aniversários, jantares corporativos e outras celebrações são organizados com atenção ao detalhe e personalização. A equipa do restaurante oferece apoio completo na organização, desde a escolha do menu à decoração, garantindo que cada evento seja memorável e adaptado às necessidades dos clientes.
Visitar o 1743 Cucina Italiana é, portanto, muito mais do que fazer uma refeição. É entrar num espaço com história, onde cada recanto tem uma narrativa e cada prato é uma expressão de arte culinária.
Endereço: Rua Álvaro Augusto Rodrigues Vilela, 2635-047 Rio de Mouro
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As férias são, em teoria, aquele período em que supostamente recarregamos as baterias e fazemos o que provavelmente não conseguimos fazer durante o resto do ano. Mas nem sempre isso acontece, é muito frequente ouvir dizer que se regressa de férias ainda mais cansado, afinal nas férias é normal viajar, experimentar horários diferentes e fazer outro tipo de alimentação. Enfim um conjunto de situações que cansam ainda mais o corpo. A boa notícia é que existem estratégias simples para regressar das férias a sentir-se verdadeiramente renovado, pronto para enfrentar a rotina com energia e disposição.
Foto: Pexels
Regressar das férias renovado em vez de exausto depende sobretudo da forma como gerimos a transição para a rotina. Planear com antecedência, valorizar o sono de qualidade, cuidar da alimentação e manter hábitos de bem-estar são estratégias fundamentais. Pequenos investimentos, como escolher um colchão viscoelástico barato, também podem ter um impacto significativo na forma como o corpo recupera diariamente.
Veja aqui como criar condições para que o descanso continue a fazer parte da sua vida quotidiana, mesmo depois das férias.
1. Planear o regresso com antecedência
Um dos principais fatores para o cansaço pós ferias é o mau planeamento. Por vezes chegamos de férias num fim de semana, e na segunda feira seguinte temos de nos apresentar ao trabalho, não tendo tempo para descansar ou reorganizar os horários. Uma boa prática é reservar pelo menos um ou dois dias de “transição”. Estes dias permitem desfazer as malas, retomar gradualmente os horários habituais e preparar a mente para o regresso às responsabilidades.
2. Priorizar o sono de qualidade
No regresso das férias é fundamental voltar às suas rotinas mais saudáveis, dormir pelo menos 8 horas de sono e considerar colocar os dispositivos eletrónicos em silêncio para não acordar com sons indesejados. Para ter uma boa noite de sono, tenha em atenção o tipo de colchão que tem na cama. Um colchão viscoelástico barato, é uma solução cada vez mais procurada, para quem quer noites de sono mais tranquilas. Este tipo de colchão, é adaptável a todos os tipos de morfologia corporal, adaptando-se às curvas naturais do corpo, favorecendo a descontração muscular e proporcionando noites mais tranquilas de sono. Investir neste tipo de colchão mesmo com as opções mais baratas, é um passo essencial para manter a energia após as férias.
3. Retomar uma alimentação equilibrada
As férias são sinónimo de refeições fora, petiscos e alguns excessos, o que pode deixar o organismo mais pesado e menos disposto a regressar à rotina. Ao voltar de férias, procure introduzir gradualmente alimentos frescos e equilibrados na sua dieta, como frutas, legumes e hidratos de carbono complexos. Hidratar-se adequadamente também é crucial, especialmente se passou tempo em climas quentes ou expôs-se muito ao sol.
4. Incluir momentos de relaxamento no quotidiano
Muitas vezes, associamos férias a momentos de lazer que deixamos totalmente de lado durante o resto do ano. Para regressar renovado e manter esse estado, é importante trazer alguns desses hábitos para a nossa rotina diária. Pode ser uma caminhada ao final do dia, momentos de leitura, meditação ou até pequenos rituais de auto-cuidado. Estas pausas ajudam a gerir o stress diário e a prolongar a sensação de bem-estar conquistada durante o descanso.
5. Reorganizar prioridades
O regresso das férias é também uma boa altura para redefinir objetivos e rever prioridades. Muitas pessoas voltam à rotina com uma lista enorme de tarefas e responsabilidades acumuladas, o que gera ansiedade e cansaço imediato. Em vez disso, faça uma lista por ordem de importância e vá resolvendo o que é mais urgente. Esta abordagem reduz a sobrecarga mental e permite manter o equilíbrio.
6. Manter uma boa postura e cuidar do corpo
Se o trabalho exige longas horas sentado, é essencial ter atenção à postura para evitar dores nas costas e fadiga. Além disso, incorporar pequenos alongamentos e momentos de movimento no decurso do dia contribui para a vitalidade física. Mais uma vez, dormir num colchão adequado, como os viscoelásticos baratos, pode ser um aliado para evitar tensões acumuladas e manter uma postura saudável.
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Com uma população estimada em mais de 30 mil pessoas, os Emberá são um dos sete grupos indígenas reconhecidos oficialmente no Panamá. A sua cultura é marcada por tradições orais, rituais ancestrais e uma organização comunitária que privilegia o consenso e a partilha.
Fotos: Travellight
A história dos Emberá no Panamá está ligada a movimentos migratórios que, há muitos anos, os trouxeram da Colômbia para o território panamiano. Desde então, estas tribos, com comunidades distribuídas principalmente nas regiões florestais do Darién e ao longo dos rios Chagres e Sambu, têm lutado pela preservação das suas terras e pela autonomia cultural, enfrentando desafios como a pressão da exploração florestal, a construção de infraestruturas e a marginalização social. Apesar disso, os Emberá continuam a previligiar a ligação profunda com a natureza, vivendo em aldeias construídas com materiais locais, praticando uma economia de subsistência baseada na pesca, agricultura e artesanato e mantendo vivas as suas práticas tradicionais, incluindo a música, a dança e a arte corporal, como as tatuagens temporárias feitas com tinta de jenipapo.
As aldeias Emberá são construídas em zonas de difícil acesso, muitas vezes apenas alcançáveis por barco, mas existem vários tours que saem da Cidade do Panamá e levam turistas a visitar estas comunidades. O percurso inclui transporte terrestre até ao ponto de embarque e uma viagem de piroga pelo rio, que dura cerca de 30 a 45 minutos.
Estas visitas são acompanhadas por guias locais e incluem explicações sobre a história, os costumes e a organização social dos Emberá. É possível almoçar na aldeia, provar pratos típicos como peixe grelhado com banana-da-terra e assistir a apresentações culturais. Embora o turismo seja uma fonte de rendimento complementar para algumas comunidades, os Emberá mantêm o controlo sobre as visitas, garantindo que estas respeitam os seus valores e não interferem com o seu quotidiano.
Chegando às margens da aldeia, os visitantes são recebidos com música e acompanhados até ao interior onde podem ver as casas com telhados de palha, conhecer o modo de vida local, assistir e, se quiserem, participar em danças cerimoniais e adquirir peças de artesanato, como cestos, esculturas em madeira e colares feitos com sementes.
A experiência de visitar os Emberá é enriquecedora não apenas pela beleza natural da floresta tropical, mas pela oportunidade de contacto direto com uma cultura viva e resiliente. Os visitantes são convidados a escutar, observar e aprender, num ambiente onde o tempo parece desacelerar e onde os valores comunitários se sobrepõem à lógica individualista. É uma viagem que, ainda que pareça apenas turística, exige respeito, abertura e uma compreensão mais profunda pela diversidade humana.
Os Emberá representam uma das expressões mais autênticas da cultura indígena na América Central e ter a oportunidade de visitar uma das suas aldeias e conhecer a sua cultura de perto, é uma das melhores experiências que podemos viver no Panamá.
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Tossa de Mar, localizada na Costa Brava da Catalunha, é conhecida como “Paraíso Azul”.A designação foi-lhe dada pelo pintor Marc Chagall, que no ano de 1933, se encantou com a beleza deste lugar e usou as suas praias de águas cristalinas como inspiração para os seus quadros.
Foto: JMike Mirano / CC BY 2.0
A história de Tossa de Mar remonta à época romana, quando era conhecida como Turissa. Vestígios dessa era ainda podem ser encontrados na vila romana dos Ametllers, com mosaicos e estruturas que revelam a vida rural e comercial da época. No século XII, a cidade ganhou destaque com a construção da Vila Vella, uma cidadela medieval fortificada que permanece como a única do género preservada na costa catalã. As muralhas e torres da Vila Vella oferecem vistas deslumbrantes sobre o mar e são um testemunho vivo da arquitetura defensiva da Idade Média.
Durante o século XX, Tossa de Mar tornou-se um refúgio para artistas e intelectuais. Além de Chagall, outros nomes da arte europeia passaram pela cidade, deixando um legado que hoje pode ser apreciado no Museu Municipal, instalado na antiga Casa do Governador. A atriz Ava Gardner também deixou a sua marca ao filmar “Pandora and the Flying Dutchman” em 1950 — existe até uma estátua sua que presta homenagem a esse momento cinematográfico. Desde então, Tossa, hoje uma cidade com pouco mais de 6.000 habitantes, passou a figurar entre os destinos mais charmosos da Espanha.
A cidade é também conhecida pela sua gastronomia, com destaque para o prato típico “simitomba”, uma receita de pescadores que mistura peixe fresco, batatas e especiarias locais. Todos os anos, em setembro, realiza-se uma feira gastronómica dedicada a este prato, onde restaurantes locais apresentam variações criativas da receita tradicional. Tossa celebra igualmente festas populares como a Festa Maior de Sant Vicenç em janeiro e a Festa de San Pere em junho, com desfiles, música e tradições que envolvem toda a comunidade.
Destinos como Barcelona, Lloret de Mar, Ibiza e outras cidades espanholas podem ser mais populares entre os turistas, mas não roubam os holofotes aTossa de Mar que aposta num turismo mais calmo e familiar, sem grandes resorts ou casas de diversãonoturna. E esse talvez seja o seu maior charme: um lugar onde se pode caminhar por ruas pitorescas, passear por muralhas medievais, mergulhar em águas cristalinas e comer bem — tudo sem multidões.
Fotos: Jorge Franganillo - https://www.flickr.com/photos/franganillo/49760880158/, CC BY 2.0
O Aeroporto de Girona-Costa Brava a cerca de 30 km de Tossa é o aeroporto mais próximo para quem quer visitar a cidade, mas o de Barcelona (aproximadamente a 100 km) também pode funcionar como opção pois oferece autocarros diretos para Tossa de Mar.
Uma vez em Tossa, o visitante pode explorar a cidade a pé ou de bicicleta, especialmente no centro histórico. As praias são acessíveis e variadas, desde a popular Playa Gran até enseadas escondidas como Cala Codolar. Para os amantes de mergulho e snorkeling, as águas límpidas e o fundo marinho oferecem experiências memoráveis. A cidade também conta com uma boa oferta de alojamento que inclui desde hotéis boutique até apartamentos turísticos, muitos deles com vista para o mar.
Roteiro de 3 dias em Tossa de Mar
Dia 1
Comece por explorar a Vila Vella, a cidadela medieval fortificada. Caminhe pelas muralhas, visite o Castelo de Tossa e o Farol para apreciar as vistas panorâmicas. Almoce no restaurante Can Paset, conhecido pela comida catalã. À tarde, visite a Igreja de Sant Vicenç e a Capela de la Mare de Déu dels Socors. Termine o dia com um jantar leve e prove os sorvetes e gelados da Gelateria 1978.
Dia 2
Pela manhã, vá à Platja d’es Codolar, uma pequena enseada aos pés da muralha. Depois, aproveite a Platja Gran (Praia Grande) para praticar snorkel ou fazer um passeio de barco. Almoce num restaurante menos turístico no centro. À tarde, relaxe na Platja Mar Menuda. Caminhe ao pôr do sol pelas muralhas e jante no Restaurante Can Pini ou no Restaurante La Terrassa.
Dia 3
Visite a Vila Romana dels Ametllers, um sítio arqueológico com mosaicos romanos. À tarde, siga a trilha que leva até a Cala Futadera ou Cala Pola, praias isoladas cercadas por natureza.
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Esta salada de melancia com queijo feta destaca-se pela sua apresentação visualmente apelativa, com cores vibrantes que evocam imediatamente a frescura dos dias quentes. A combinação do vermelho intenso da melancia com o branco cremoso do feta e o verde aromático da hortelã cria um prato que é tão bonito quanto saboroso. A leveza dos ingredientes, o contraste refrescante de sabores e a textura crocante da cebola roxa fazem desta receita uma escolha original e perfeita para servir em almoços ao ar livre, piqueniques ou jantares descontraídos durante o verão. É uma verdadeira celebração da estação em cada garfada!
Uma combinação vibrante e deliciosa, perfeita para os dias quentes de verão. Esta salada junta o doce da melancia com o salgado do queijo feta, criando uma explosão de sabores que o vai surpreender. Aprenda aqui a preparar.
Ingredientes
4 chávenas de melancia cortada em cubos (sem sementes)
1 chávena de queijo feta esfarelado
½ chávena de folhas de hortelã frescas, picadas grosseiramente
¼ chávena de cebola roxa cortada em fatias finas
2 colheres de sopa de azeite virgem extra
1 colher de sopa de vinagre balsâmico ou sumo de limão
Sal e pimenta preta moída na hora, a gosto
Modo de Preparação
Numa taça grande, misture a melancia, o queijo feta, a hortelã e a cebola roxa.
Regue com o azeite e o vinagre balsâmico (ou sumo de limão).
Tempere com sal e pimenta a gosto.
Misture delicadamente para não desfazer os cubos de melancia.
Sirva imediatamente ou leve ao frigorífico por 15–20 minutos para servir bem fresca.
Dica Extra
Para um toque crocante, pode adicionar nozes ou amêndoas torradas. E se quiser transformar esta salada num prato principal, experimente juntar rúcula ou quinoa cozida.
Imagine um lugar onde o tempo desacelera, o corpo liberta-se das tensões e a mente reencontra o seu equilíbrio — assim são as termas no Centro de Portugal. Envolvidas pela serenidade das montanhas e pelo sussurrar da natureza, estas águas quentes e puras, com propriedades medicinais, acolhem o visitante com um abraço de conforto e renovação. Nas termas, cada respiração torna-se mais leve, cada momento mais profundo, e o simples ato de estar, transforma-se numa experiência de cura e paz.
Foto: Turismo Centro de Portugal
As estâncias termais do Centro de Portugal são mais do que um refúgio de saúde. São um reencontro consigo mesmo, uma oportunidade para parar e cuidar do que muitas vezes se desvaloriza e esquece.
Combinam tradição, saúde e conforto, oferecendo águas minerais e medicinais com reconhecidas propriedades terapêuticas, que além de tratarem problemas físicos como reumatismo, doenças respiratórias e dermatológicas, proporcionam um profundo relaxamento mental, ajudando a reduzir o stress e a ansiedade.
Tudo isto, aliado ao rico património histórico, alojamento de qualidade e gastronomia local, é um irrecusável convite para mergulhar no que o Centro de Portugal tem de melhor, de mais genuíno e autêntico.
Região de Aveiro
Na Região de Aveiro encontramos as Termas da Curia e as Termas de Vale da Mó, santuários de bem-estar, cada um com a sua própria essência e tradição.
As Termas da Curia estão inseridas numa área com 14 hectares, que abriga o parque termal e o Palace Hotel e Spa da Curia. As águas sulfúreas desta estação termal, utilizadas desde o século XIX para fins terapêuticos, propiciam não apenas tratamentos ligados a problemas de saúde, mas também alternativas para quem deseja cuidar do seu bem-estar ou simplesmente relaxar e tirar partido dos programas de Spa, anti-stress, relaxamento, estética e emagrecimento.
Mais pequenas em tamanho, mas não em valor, asTermas de Vale da Mó, inserem-se no cenário natural envolvente, da pitoresca aldeia de Vale da Mó, em Anadia, e oferecem uma experiência intimista e tranquila, ideal para quem procura paz e recuperação física. Com águas de propriedades reconhecidas, são um segredo bem guardado para aqueles que valorizam um contacto mais próximo com a natureza e a serenidade.
Aproveite a visita a Anadia para desvendar algumas das riquezas gastronómicas e vinícolas deste magnífico concelho. Deguste o tradicional Leitão à Bairrada e percorra as caves e adegas da Rota da Bairrada.
Viseu Dão Lafões
As termas da região de Viseu Dão Lafões são um dos maiores ex-líbris de bem-estar e saúde do Centro de Portugal, combinando tradição termal, paisagens naturais e uma forte componente patrimonial. Estâncias comoas Termas de São Pedro do Sul, Termas de Alcafache, Termas das Caldas da Felgueira, Termas do Carvalhal e Termas de Sangemil oferecem águas minerais e medicinais reconhecidas pelas suas propriedades terapêuticas, ideais para o tratamento de doenças respiratórias, reumáticas e dermatológicas.
Todas as termas desta região estão inseridas num território de grande beleza e tranquilidade, proporcionando experiências únicas de relaxamento e recuperação, muitas vezes integradas com spas modernos, programas de turismo de natureza e uma rica oferta cultural e gastronómica.
AsTermas de São Pedro do Sulsão um dos destinos termais mais prestigiados de Portugal. As suas águas sulfúreas, bicarbonatadas, sódicas e fluoretadas, que emergem a 68,7º C, são reconhecidas pelas propriedades terapêuticas notratamento de doenças respiratórias, reumáticas e músculo-esqueléticas. Com dois balneários distintos, o tradicional Rainha D. Amélia e o moderno D. Afonso Henriques, as termas oferecem, além dos tratamentos médicos, programas de bem-estar, como massagens e hidroterapia, proporcionando um ambiente relaxante junto ao rio Vouga.
Procuradas pelas suas águas medicinais indicadas para doenças de pele, do aparelho digestivo e respiratório, além de problemas reumáticos, asTermas do Carvalhal, situam-se a cerca de 500 metros de altitude, entre a Serra de Montemuro e Arada e as bacias hidrográficas do Vouga e do Paiva e garantem repouso e relaxamento, aliado a modernas técnicas de tratamento. Já as águas sulfurosas das Termas de Alcafachesão ideais para quem procuratratamento para doenças reumáticas, respiratórias e músculo-esqueléticas.
O Grande Hotel Caldas da Felgueira e as Termas da Felgueira inserem-se na grandiosidade do Vale do Alto do Mondego, e nasceram para concretizar uma missão: disponibilizar a todos, os benefícios reconhecidos das suas águas, nomeadamente no tratamento de doenças respiratórias e reumáticas. Nas Termas da Felgueira também pode usufruir de programas de bem-estar e estética.
Utilizadas com fins terapêuticos desde o século XVIII, asTermas de Sangemil são um polo dinamizador do turismo na região e hoje oferecem todas as comodidades para que o visitante possa relaxar enquanto aproveita os benefícios e as propriedades medicinais das águas quentes sulfúreas.
Região de Coimbra
Na região de Coimbra, as Termas do Luso, as Termas do Bicanho - Palace Hotel e Spa e o Aqua Village Health Resort & Spa distinguem-se pela sua ligação histórica e pelo ambiente sereno que proporcionam, sendo destinos ideais para quem procura repouso e revitalização. Aliam beleza arquitetónica e tradição centenária à qualidade das suas águas, conhecidas pelos benefícios na regeneração física e na promoção do bem-estar.
AsTermas de Luso, rodeadas pela beleza indescritível da Serra do Buçaco, promovem o conceito inovador do Medical Spa, que é suportado por três diferentes valências: termalismo clássico, spa termal e medical center, numa experiência única que revigora e ao mesmo tempo acalma os sentidos.
O Palace Hotel & Spa Termas do Bicanho dispõe de uma Piscina Dinâmica Termal e oferece vários serviços de termalismo terapêutico e de bem-estar, nomeadamente ORL com irrigação nasal, vaporização, inalação e outros tratamentos, duche de jatos, banheiras modernas de hidromassagem, vapores aos membros, vapores à coluna, e banhos vichy.
O Aqua Village Health Resort & Spa combina luxo e saúde com as suas águas termais ricas em propriedades terapêuticas. Com piscina termal hidrodinâmica, banheira de hidromassagem termal e hidromel watermass, são vários os programas de bem-estar disponíveis para fruição.
A proximidade a cidades com forte dinamismo cultural, como Coimbra, Mealhada e Oliveira do Hospital, permite complementar a estadia nestas termas com experiências enriquecedoras, desde visitas ao património histórico até à degustação da gastronomia local.
Beiras e Serra da Estrela
As termas da Serra da Estrela incluem várias estâncias, como as Termas de Unhais da Serra, Termas de Manteigas, Termas de Almeida, Termas do Cró, Termas de Longroiva e Termas de São Miguel.
Situadas na envolvência do icónico maciço montanhoso do Centro de Portugal, distinguem-se das demais termas do país sobretudo por três fatores principais: a altitude, o enquadramento natural e as características únicas das suas águas.
As termas da Serra da Estrela encontram-se a altitudes mais elevadas do que a maioria das termas em Portugal, proporcionando um ar puro, fresco e rico em oxigénio, ideal para tratamentos respiratórios e para o rejuvenescimento geral. A montanha contribui também para um ambiente mais isolado e silencioso, promovendo o descanso profundo e o contacto direto com a natureza.
As águas termais da Serra da Estrela são ricas em minerais como bicarbonato, sódio e cálcio, com propriedades anti-inflamatórias, sedativas e descongestionantes. Cada estância possui um perfil distinto:
As Termas de Unhais da Serra são conhecidas pelo seuaqua domus, um moderno spa de montanha integrado no H2otel, ideal para programas de bem-estar e saúde respiratória;
As Termas de Manteigas destacam-se pelas suas águas alcalinas, sulfúreas e hipotermal, benéficas para doenças de pele, reumatismo e vias respiratórias;
As Termas de Almeida possuem uma história antiga e águas com propriedades desintoxicantes e terapêuticas;
As Termas do Cró estão equipadas com tecnologia de ponta e contam com recursos humanos altamente qualificados, num espaço que promove a saúde e o relaxamento. Apoiam-se em três vertentes: o termalismo terapêutico, o bem-estar e a fisioterapia;
As Termas de Longroiva são um ótimo local para recuperar as suas forças entre uma paisagem belíssima, em que se destacam, na primavera, as amendoeiras em flor. As instalações das termas são modernas e amplas, contando com duas áreas funcionais que aliam a saúde à prevenção e ao bem-estar.
As Termas de São Miguelem Fornos de Algodres, onde o bem-estar e a natureza se encontram em perfeita harmonia. Situado aos pés da majestosa Serra da Estrela, este destino termal convida-o a relaxar, revitalizar e conectar-se consigo mesmo.
Inseridas no Parque Natural, as estâncias termais da Serra da Estrela estão rodeadas por paisagens de rara beleza que incluem vales glaciares, florestas autóctones, rios cristalinos e trilhos de montanha, proporcionando aos visitantes experiências de ecoturismo complementares ao termalismo, como caminhadas, observação de fauna e flora, e atividades ao ar livre, durante todo o ano.
Médio Tejo
AsTermas da Ladeira de Envendos são um destino especial na região do Médio Tejo, combinando águas minerais terapêuticas, que brotam do chamado “Desfiladeiro das Águas Quentes”, com um ambiente tranquilo e imerso na natureza.
Situadas a uma curta distância de Lisboa, estas termas são perfeitas para quem procura a recuperação física e mental. Conhecidas pelas suas águas ricas em propriedades benéficas, oferecem programas dedicados ao bem-estar, incluindo tratamentos reumatológicos e circuitos relaxantes que ajudam a aliviar tensões e revitalizar o corpo.
A proximidade à capital torna as Termas da Ladeira de Envendos uma excelente opção para escapadinhas de fim de semana ou até mesmo para breves momentos de descanso ao longo da semana.
Além dos benefícios das águas, os visitantes podem aproveitar o ambiente sereno para desacelerar e renovar energias, transformando cada visita numa experiência única de equilíbrio entre corpo e mente.
Oeste
Na região Oeste as Termas da Piedade e as Termas das Caldas da Rainha oferecem uma experiência única de bem-estar, combinando história, tradição e inovação.
É em Alcobaça, integradas no Your Hotel & Spa, que encontramos asTermas da Piedade, estação termal que remonta à época romana, mas que hoje se mantém atual, oferecendo uma variedade de tratamentos que utilizam as propriedades das águas hipersalinas, cloretadas e sódicas para fins terapêuticos e de reabilitação.
AsTermas das Caldas da Rainha, fundadas em 1485, continuam igualmente a ser um destino de referência para quem procura tratamentos especializados e momentos de relaxamento profundo.
Alguns dos principais tratamentos incluem:
Termalismo Terapêutico – Indicado para problemas respiratórios como sinusite, rinite crónica, laringite crónica, asma brônquica e bronquite crónica.
Tratamentos para doenças reumáticas – Incluindo terapias para artrose, reumatismos inflamatórios, gota e sequelas pós-traumáticas.
Hidrologia médica – Utiliza técnicas como nebulização, inalação nasal, irrigação nasal e aerossóis termais.
As Termas do Vimeiro, em Torres Vedras, e sua proximidade ao mar concebe uma combinação perfeita entre tratamentos de saúde e bem-estar e a oportunidade de desfrutar de um ambiente natural deslumbrante. A beleza e tranquilidade da paisagem envolvente, fazem deste espaço um local privilegiado para a recuperação e relaxamento.
BeiraBaixa
Na região da Beira Baixa, as Termas de Monfortinho e as Termas de Fonte Santa são um verdadeiro convite ao descanso e à revitalização.
Situadas perto da fronteira com Espanha, as Termas de Monfortinhosão um dos destaques da região. Conhecidas pelas suas águas puras e propriedades terapêuticas, esta estância termal oferece programas de hidroterapia e bem-estar que ajudam a aliviar problemas respiratórios, reumáticos e dermatológicos.
As Termas de Fonte Santa, em Penamacor, proporcionam igualmente um ambiente tranquilo e bucólico, ideal para quem procura bem-estar físico e mental. Com águas alcalinas e sulfúreas, estas termas são indicadas para tratamentos reumáticos e respiratórios, além de oferecerem banhos de imersão e hidromassagem.
A Beira Baixa, com as suas paisagens deslumbrantes e património histórico, enriquece a experiência termal ainda mais, permitindo aos visitantes explorar aldeias históricas e reservas naturais enquanto desfrutam dos efeitos regeneradores das águas medicinais.
Para mais informações sobre as estâncias termais do Centro de Portugal faça o download doGuia Termas do Centro.
Artigo patrocinado pelo Turismo Centro de Portugal e publicado originalmente no Sapo Viagens
Caminho ladeado por vegetação exuberante, pequenas quedas de água e antigas estruturas cuidadosamente restauradas, o trilho da Villa Sassetti, localizado na encosta norte da Serra de Sintra, é uma das pérolas menos conhecidas deste património natural e histórico, mas uma atração que não deve ser ignorada por quem visita a região.
Fotos: Travellight
O trilho inicia-se no Largo Ferreira de Castro, junto do centro histórico da vila, e envolve desde cedo o caminhante na atmosfera mágica, característica de Sintra. O som da água a correr, o chilrear das aves e a sombra acolhedora da floresta criam uma experiência quase mística. A vegetação, composta por carvalhos, cedros, fetos e outras espécies autóctones, oferece um contraste vibrante com as construções em pedra que pontuam o caminho, como os muros em granito e os miradouros sobre a vila.
O percurso é relativamente acessível, embora exija alguma preparação física, especialmente para quem decide continuar até ao topo da serra, onde se encontra o Palácio da Pena. Ainda assim, o trilho é uma excelente escolha para famílias, casais ou caminhantes solitários à procura de um passeio tranquilo na natureza.
Se se sentir cansado também não há problema: ao longo do caminho, existem zonas onde pode parar para se sentar, inclusive um trono de pedra que chama o turista para a fotografia.
A Villa Sassetti, que dá nome ao trilho, é uma casa senhorial de finais do século XIX, construída em estilo renascentista italiano, que se impõe com elegância entre as árvores centenárias e os afloramentos rochosos da serra.
Victor Carlos Sassetti foi o primeiro proprietário. Adquiriu o terreno em 1885 para edificar, com ajuda do arquiteto e cenógrafo Luigi Manini (o mesmo responsável pelos projetos do Palácio Hotel do Buçaco e da Quinta da Regaleira), uma casa de recreio, inspirada nos castelos da Lombardia.
Depois da morte de Vitor Sassetti, a propriedade chegou a estar arrendada durante anos ao milionário arménio Calouste Gulbenkian e, com o passar dos anos, mudou algumas vezes de mãos. Hoje é propriedade da Parques de Sintra e (ainda) não está aberta para visitas, porém, os jardins já foram recuperados e a fachada da Villa foi objeto de um cuidado processo de reabilitação que respeitou os traços originais do edifício e a integridade da paisagem.
Para os amantes de fotografia, este percurso, que pode visitar gratuitamente, é uma verdadeira fonte de inspiração. A luz difusa que atravessa as copas das árvores, os detalhes arquitetónicos como a pérgula da Villa e os panoramas sobre o centro histórico de Sintra oferecem oportunidades únicas para captar imagens memoráveis.
Além da beleza natural, o trilho é também uma viagem pela história e pela cultura romântica de Sintra, Património Mundial da UNESCO, conhecida pelas suas paisagens de sonho e pela fusão harmoniosa entre natureza e arquitetura que sempre encantou escritores, pintores e viajantes. O trilho da Villa Sassetti é um exemplo claro desta simbiose, onde cada curva do caminho revela uma nova perspetiva digna de contemplação.
Para quem procura um passeio tranquilo, longe das multidões que enchem as outras atrações de Sintra, este é um percurso a não perder. Recomenda-se, porém, respeito pela natureza e pelas normas de conservação do espaço, garantindo que este tesouro continue a ser desfrutado por futuras gerações.
Leve calçado confortável, curiosidade e tempo para se deixar surpreender pela magia da serra!
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Com uma história fascinante, Lanuza, uma vila situada no coração dos Pirenéus espanhóis, é um destino que merece ser descoberto. Foi abandonada nos anos 70 do século passado, por causa da construção de um reservatório, mas os seus habitantes decidiram reconstruí-la, respeitando a arquitetura tradicional da região.
Foto: Wikimedia Commons / Willtron
A História
Lanuza tem uma história fascinante de resiliência e renascimento. Em 1978 era uma vila próspera nos Pirenéus Aragoneses, quando a sua população foi forçada a abandonar o local devido à construção de um reservatório. A previsão era que toda a vila fosse submersa, mas apenas algumas edificações ficaram debaixo de água. Com isso, Lanuza perdeu o seu status de município e foi incorporada em Sallent de Gállego.
Durante duas décadas, o vilarejo permaneceu praticamente abandonado, até que antigos moradores iniciaram uma campanha para recuperar as suas propriedades e reconstruir a vila nos anos 90. Esse esforço coletivo permitiu que Lanuza voltasse a ser habitada e se tornasse um destino turístico popular, especialmente no verão. Hoje, a vila preserva sua arquitetura tradicional e mantém viva sua identidade cultural.
A sua história é um testemunho da força de uma comunidade, que lutou para recuperar as suas raízes e conseguiu ser bem sucedida, transformando a sua vila num símbolo de resistência e revitalização.
As Atrações
Entre as atrações turísticas de Lanuza, destaca-se o próprio reservatório, onde é possível praticar, durante o verão. desportos aquáticos como canoagem e natação.
Fazer caminhadas também atrai muitos turistas amantes da natureza. A vila é cercada por trilhas que levam a locais espetaculares, como o Lago Piedrafita e a Cascata Os Lucas.
Foto: CC BY-SA 2.0 / Paulo Valdivieso
No inverno, a proximidade com a estação de esqui de Formigal torna Lanuza um excelente ponto de partida para a prática de desportos na neve. Quem aprecia eventos culturais pode visitara. avila durante o Festival Internacional Pirineos Sur. Realizado anualmente, traz música e arte de diversas partes do mundo para um cenário mágico sobre as águas do reservatório.
Como Visitar
Para chegar a Lanuza a partir de Portugal,pode viajar de carro, seguindo pela E802 e depois pela E-80. Em alternativa, é possível viajar de avião até Zaragoza ou Barcelona e, de lá, seguir de carro ou autocarro até a vila. O percurso é uma oportunidade para apreciar a beleza das paisagens espanholas e explorar outras cidades encantadoras ao longo do caminho.
O que há para fazer nos arredores?
A cidade mais próxima de Lanuza é Panticosa, localizada a cerca de 4,5 km de distância. Panticosa é famosa pelas suas águas termais e pela sua estação de esqui, sendo um destino popular tanto no inverno quanto no verão. Além disso, a cidade oferece uma excelente infraestrutura turística, com hotéis, restaurantes e atividades ao ar livre, tornando-se um complemento perfeito para quem visita Lanuza.
Foto: CC BY-NC-SA 2.0 / Fr Antunes
Lanuza é um destino que surpreende e encanta. A sua história de renascimento, combinada com a beleza dos Pirenéus, faz dela um lugar especial que merece ser explorado. Que tal planear uma visita e descobrir tudo o que esta joia escondida de Espanha tem para oferecer?
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Localizado na bonita cidade de Sitges, com vista para o mar, o Eurostars Sitges é um verdadeiro refúgio de luxo, ideal para quem procura conforto num dos destinos mais encantadores da Catalunha.
Fotos: H. Borges e Travellight
Com uma localização privilegiada em Sitges, uma cidade costeira a 40 minutos de comboio de Barcelona, o Hotel Eurostars Sitges oferece vistas deslumbrantes sobre o Mediterrâneo e um ambiente sofisticado que combina perfeitamente com a atmosfera deste encantador destino, onde os dias correm tranquilos e as noites são animadas.
A primeira impressão
À chegada, o lobby chama a atenção. Nota-se que foi um espaço projetado para causar impacto e conseguir uma excelente primeira impressão.
Com janelas amplas que permitem a entrada de luz natural, o ambiente é luminoso e arejado, proporcionando uma sensação de paz e tranquilidade. O design moderno combina elementos elegantes, como móveis de linhas refinadas e materiais de boa qualidade. As outras áreas públicas do hotel seguem a mesma linha de sofisticação e conforto, com uma decoração inspirada no Mediterrâneo, marcada por tons suaves e materiais orgânicos, que oferecem um ambiente harmonioso, onde os hóspedes se sentem bem-vindos e à vontade para socializar e desfrutar de momentos de descanso.
Os quartos
O Eurostars Sitges tem 263 quartos, todos amplos e confortáveis, muitos deles com varandas e vistas para o mar.
Os hóspedes podem escolher entre diferentes tipologias: Quartos Superiores; Quarto Deluxe Mediterrani (com varanda panorâmica e uma banheira de hidromassagem) e Quarto Oasis Deluxe (ideal para famílias, com terraço e acesso direto às piscinas).
Comodidades habituais em hotéis de cinco estrelas como minibar, máquina de café, roupões e chinelos também são disponibilizados no quarto.
As piscinas
As quatro piscinas exteriores são um dos grandes destaques do Eurostars Sitges. Estão rodeadas por jardins bem cuidados e tem diferentes graus de profundidade, sendo adequadas tanto para adultos como para crianças pequenas.
As piscinas estão rodeadas por espreguiçadeiras confortáveis e inseridas num ambiente tranquilo onde os hóspedes podem desfrutar do sol e da brisa marítima.
A localização
A proximidade do hotel à praia, a um campo de golfe e ao centro histórico de Sitges é outro fator que torna a estadia ainda mais especial.
Em poucos minutos, os hóspedes podem chegar às praias de areia dourada e usufruir de um dia de descanso ou praticar desportos aquáticos. Os amantes de golfe também podem desfrutar nas proximidades do hotel do Terramar Golf Club, um campo de qualidade,com vistas deslumbrantes para o Mediterrâneo.
O encantador centro histórico de Sitges é de visita obrigatória. Está repleto de restaurantes, lojas e museus que refletem a rica história da cidade. Passear pelas suas ruas estreitas e descobrir lojinhas tradicionais, igrejas antigas e joias arquitetónicas, é uma experiência imperdível, assim como dar uma volta pela cidade à noite para conhecer os bares e a vibrante e animada vida noturna de Sitges.
Os Restaurantes e Bares
O Eurostars Sitges oferece uma experiência gastronómica variada, com restaurantes e bares que combinam sabores mediterrâneos e internacionais.
No Restaurante Verema é servido diariamente o delicioso buffet de pequeno almoço que inclui, entre outras coisas, uma seleção de frutas frescas, pães artesanais, pastelaria, cereais, iogurtes, estação de cafés e sumos naturais, e pratos quentes, garantindo alternativas para todos os gostos. O ambiente elegante e iluminado do restaurante complementa a experiência, ajudando a começar o dia da melhor forma.
O Restaurante Terrassa La Punta, o principal restaurante do hotel, proporciona uma vista incrível do Parque Natural do Garraf, e oferece aos hóspedes uma carta com pratos cuidadosamente preparados pelo chef.
Para um ambiente mais informal e descontraído, o hóspede pode escolher o Deli Bar. O local ideal para um serviço rápido com uma vasta seleção de produtos acabados de preparar. O menu apresenta uma seleção de saladas, pratos vegetarianos e hambúrgueres.
No verão abre ainda o Oasis Pool Bar, ao pé das piscinas, preparado para servir cocktails, sumos, batidos e gelados aos hóspedes.
O Spa
O spa do Eurostars Sitges conta com uma piscina climatizada de água salgada, ideal para relaxar em qualquer época do ano; sauna, jacuzzi, ginásio equipado com tecnologia de ponta e uma ampla variedade de tratamentos personalizados, incluindo massagens e terapias faciais.
Experimente o Ritual Reparador ou a Massagem de Assinatura e vai ver que sai do Spa a sentir-se uma nova pessoa!
Quem não está hospedado no Eurostar Sitges pode ainda assim usufruir do Spa e das piscinas adquirindo um Day Pass, ou marcando um tratamento.
Seja para relaxar nas piscinas, explorar as praias e o centro histórico ou saborear a deliciosa comida local, este hotel oferece tudo o que é necessário para uma experiência única e inesquecível.
O Travellight World visitou Sitges e hospedou-se no Eurostar Sitges a convite do Eurostars Hotel Company
Civita di Bagnoregio é uma vila da região do Lázio, na Itália, cuja beleza única e atmosfera medieval atrai todos os anos milhares de visitantes, o seu destino, porém, é incerto e o seu futuro, provavelmente, trágico.
Situada no topo de uma colina de tufo, constantemente ameaçada pela erosão, Civita di Bagnoregio, conhecida como “a cidade que morre”, é, apesar disso, um dos lugares mais fascinantes da Itália.
A sua história remonta à época dos etruscos, há mais de 2.500 anos. Durante o Império Romano a vila prosperou como um importante centro comercial, no entanto, ao longo dos séculos, a erosão do solo fez com que Civita ficasse isolada, ligada ao mundo exterior apenas por uma ponte estreita.
Hoje, preserva a sua arquitetura medieval e renascentista e conta com várias atrações turísticas que conduzem o visitante por uma autêntica viagem no tempo.
A Porta Santa Maria, principal entrada da cidade, dá acesso a um labirinto de ruas estreitas e encantadoras. A Igreja de San Donato, na praça central, é outro ponto de interesse, assim como as antigas cavernas etruscase miradouros que oferecem vistas espetaculares do Vale dei Calanchi.
Civita di Bagnoregioé um dos destinos mais fascinantes e efémeros da Itália. Um verdadeiro tesouro que pode desaparecer em poucos anos, tornando urgente a sua descoberta antes que se perca para sempre.
Fotos: CC BY-NC-ND 2.0 / Slices of Light - https://www.flickr.com/photos/justaslice/
Como Visitar
Para chegar a Civita di Bagnoregio temos de apanhar um avião até Roma, que fica a cerca de 120 km da vila.
De Roma, pode alugar-se um carro e seguir pela autoestrada A1 até Orvieto, e depois continuar por estradas secundárias até Bagnoregio. Também é possivel optar pelo transporte público, apanhando um comboio de Roma até Bagnoregio, e depois caminhando até Civita.
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Este prato foi criado pelos trabalhadores das olarias de Impruneta, perto de Florença que cozinhavam a carne lentamente em fornos de cerâmica, usando vinho e pimenta para dar sabor.
Aprenda aqui a preparar esta receita rápida e deliciosa
Ingredientes
1 kg de carne de vaca (preferencialmente chambão)
1 litro de vinho tinto encorpado (chianti é ideal)
6 dentes de alho esmagados
1 colher de sopa de grãos de pimenta preta
Sal q.b.
Azeite virgem extra
Preparação
Corte a carne em cubos grandes.
Num tacho de fundo grosso, aqueça um pouco de azeite e doure ligeiramente os dentes de alho.
Adicione a carne, os grãos de pimenta e o sal. Mexa bem.
Cubra com o vinho tinto e leve a lume brando. Tape e deixe cozinhar lentamente durante 3 a 4 horas, até a carne ficar muito tenra e o molho espesso.