Udang Balado é um prato picante de camarão, muito popular na Indonésia. É feito com sambal goreng, um molho de pimenta frito, muito fácil de fazer. Se gosta de pratos picantes, tem de experimentar esta delícia!
Veja aqui a receita:
INGREDIENTES
Para o Sambal Goreng
1 tomate médio picado (opcional - substitua por mais pimento, se desejar)
5-10 pimentos picados (ou use pimenta de caiena)
1 chalota grande picada
3 dentes de alho picados
1 colher de sopa de galanga fresca picada ou use gengibre
1 colher de chá de erva-príncipe fresca picada
1 colher de chá de pasta de camarão (ou caldo de marisco em cubos)
Para o Udang Balado
2 colheres de sopa de óleo vegetal
1 quilo de camarão grande descascado e limpo (pode deixar as cascas se quiser)
Sumo de 1 limão
1 colher de chá de açúcar
Sal a gosto
PREPARAÇÃO
Adicione o tomate, o pimento, a chalota, o alho, a galanga (ou gengibre), a erva-príncipe e a pasta de camarão (ou caldo de marisco) num processador de alimentos e bata até formar uma pasta de pimenta (sambal). Dilua com um pouco de água, se necessário.
Aqueça uma panela grande em lume médio-alto e adicione o azeite. Adicione a pasta de sambal/pimenta e deixe cozinhar durante 5 minutos, mexendo sempre. Vai cozinhar e ficar perfumado.
Adicione o camarão, o açúcar, o sumo de limão e o sal. Mexa e deixe cozinhar durante 2-3 minutos de cada lado ou até o camarão estar cozinhado. Retifique o açúcar e sal, a gosto.
Sirva o prato sozinho ou acompanhado de arroz branco.
É a maior ilha da Grécia e um lugar encantador, com boas praias, muita história e um povo acolhedor com uma maravilhosa gastronomia.
São muitas as razões para se apaixonar por Creta, mas aqui fica o resumo das 10 principais.
Fotos: PxHere
As Praias
Creta abriga algumas das praias mais bonitas do mundo. Com águas azuis límpidas e areias douradas, as praias da ilha são perfeitas tanto para banhos de sol como para a prática de desportos náuticos.
A interminável costa apresenta inúmeras praias, a maioria das quais de areia. Balos, Falasarna e Elafonisi, na região de Chania, são três das mais famosas. A uma curta distância de Heraklion encontra também as praias de Amnissos, Agia Pelagia, Kaloi Limenes, Malia, Limenas Chersonisou e Ammoudara. Não deixe de visitar ainda a praia da Matala, conhecida desde os anos sessenta e setenta como o ponto de encontro dos hippies que ali viajavam vindos de todo o mundo.
Em Rethymno encontrará as maiores praias de areia (Episkopi e Petres) e uma série de outras praias bastante invulgares (Triopetra, Agios Pavlos, Ligres, Fragokastelo, Preveli).
A maioria das praias em Creta oferecem boas infra-estruturas para aproveitar o sol, como espreguiçadeiras e chapéus de sol, bares e restaurantes de praia e aluguer de equipamentos para a prática de surf e windsurf.
A Gastronomia
A cozinha grega é conhecida pelos seus ingredientes frescos e sabores deliciosos, e em Creta não é diferente. A ilha tem uma tradição culinária única que inclui elementos saudáveis como o azeite,as ervas aromáticas e uma grande variedade de frutas e legumes da época, que combinadas com saborosas carnes de cabra e de ovelha, resultam numa série de pratos particularmente saborosos, que não existem em mais nenhum lugar da Grécia.
Alguns dos pratos mais populares da ilha são “gamopilafo”(arroz servido tradicionalmente nos casamentos), antikristo (carne de borrego grelhada à maneira especial dos pastores locais), ntakos (prato preparado com cevada) “paximadi” (tomate fresco e queijo local) e“chochlioi boubouristi” (caracóis fritos).
A lista de queijos locais também é bastante impressionante com o destaque a ser ganho pela graviera cretense (um tipo de queijo duro).
Para experimentar a melhor e mais típica gastronomia da ilha, escolha tabernas e restaurantes locais ou visite festivais e mercados gastronómicos para experimentar toda a dimensão da cultura culinária da ilha.
A História e a Cultura
Creta tem uma história com milhares de anos. A sua localização estratégica no mapa fez da ilha uma encruzilhada onde povos e civilizações deixaram uma marca permanente, juntamente com um rico património cultural. Foi aqui que se estabeleceu a grandiosa civilização minóica, uma das primeiras civilizações da Europa, mas também os micénicos, os turcos otomanos, os árabes e os venezianos. Moldando cada um, a seu modo, a identidade da ilha.
Para trás ficaram as ruínas dos palácios minóicos de Cnossos, Phaestos, Malia e Zakros; os sítios arqueológicos da antiga Gortyna, Eleftherna, Lyttos, Aptera, Falasarna, Spinalonga; os portos venezianos nas cidades de Chania, Heraklion e Rethymno; os monumentos otomanos e as estruturas arquitetónicas vistas em toda a ilha e os mosteiros históricos de Arkadi, Preveli, Toplou, Agarathou e Chrysoskalitissa;
Visite museus, como o Museu Arqueológico de Heraklion, um dos mais importantes da Europa,
e participe em eventos culturais, como festivais de música e exposições de arte para perceber toda a riqueza cultural da ilha.
Creta acolhe muitos festivais e eventos ao longo do ano que celebram a sua cultura, tradições e religião. Do Carnaval de Rethymnon à Festa de São Tito em Heraklion, estes eventos oferecem aos visitantes uma visão única do modo de vida cretense.
A Natureza
A paisagem acidentada de Creta é dominada por montanhas majestosas que oferecem aosentusiastas das caminhadas, trilhas pelo Desfiladeiro de Samaria, pelas Montanhas Brancas “Lefka Ori”, porPsiloritis (a montanha mais alta da ilha com 2.456 m) e pela a Montanha Dikti (2.145 m). Desfrute de um passeio na floresta de palmeiras de Vai, nos lagos Kourna e Preveli, bem como nos planaltos de Lasithi e Nida.
Grutas e ravinas, planaltos e vales férteis, raras florestas de cedro e habitats aquáticos são as outras peças naturais que compõem a encantadora e diversificada terra cretense.
Visitas ao Parque Natural do Monte Psiloreitis (ou Psiloritis) e ao Parque Natural Siteia (ou Sitia) - ambos Geoparques Globais da UNESCO, são também obrigatórias.
Aldeias Tradicionais e Cidades Antigas
As aldeias rurais de Creta são uma joia escondida que oferece aos visitantes uma visão do modo de vida tradicional da ilha. A arquitetura única, as ruelas sinuosas e os habitantes hospitaleiros fazem destas aldeias um destino de visita obrigatória. Algumas das comunidades mais pitorescas de Creta são a aldeia montanhosa de Anogia, a aldeia costeira de Mochlos e as aldeias tradicionais do interior, como Archanes, Kritsa ou Zaros.
As cidades antigas de Chania e Rethymno partilham uma fascinante combinação de elementos arquitectónicos venezianos e otomanos. São lugares cheios de charme, com um ambiente que faz lembrar tempos passados. Passeie pelas suas ruelas e becos estreitos e pare para tomar um café, lanche ou refeição nos tradicionais cafés e tabernas.
O Clima
Creta possui um clima mediterrânico ameno que a torna um destino ideal durante todo o ano. O verão oferece dias de sol e temperaturas amenas, perfeitas para atividades de praia e desportos náuticos. Mas quem visita Creta no inverno também pode ter uma experiência incrível. Embora as praias possam estar fora do programa, ainda é possível explorar a beleza natural da ilha caminhando nas montanhas ou passeando pelas suas aldeias encantadoras, visitando museus e parando em restaurantes típicos para comer com menos multidões e a preços mais convidativos do que os praticados na época alta de verão.
As Pessoas
Uma das muitas razões para visitar Creta é experimentar a natureza calorosa e acolhedora do seu povo. Os habitantes locais são conhecidos pela sua alegria e hospitalidade. Afinal, são descendentes de Zeus, o deus da hospitalidade e pai de todos os deuses gregos antigos. Aqui os visitantes são sempre recebidos de braços abertos. Desde o momento em que chegam, até ao dia em que partem.
Se tiver a sorte de ser convidado para um banquete cretense, sentirá o que é divertir-se comoos locais. Irá saborear petiscos e pratos incríveis, participará nasdivertidas danças folclóricas; ouvirá músicas de rizitika e mantinades (músicas com letra improvisada e cantada na hora)
Rapidamente se apaixonará por esta ilha mágica e pelas suas gentes!
Ilhéus e Ilhotas Paradisíacas
Aproveite as ligações de barco e visite o ilhéu de Gavdos para nadar em praias paradisíacas como Sarakiniko, Ai Giannis, Pyrgos, Potamos, Trypiti; descubra bosques de cedros que chegam à beira-mar e trilhos bem cuidados que levam às poucas aldeias insulares.
A ilhota Chrysi ou Pontikonisi, designado como área Natura 2000, é outro deleite para os olhos, com as suas águas azul-turquesa, as dunas de areias e os enormes cedros à beira-mar.
Koufonisi (ou ilhota Lefki) tem grutas moldadas nas rochas calcárias que contêm vestígios arqueológicos significativos, mas são as praias de areia e a tranquilidade natural do lugar que fazem deste ilhéu um paraíso - um paraíso que só os locais conhecem já que costumam fazer uma viagem até lá nos seus próprios barcos. No entanto, existe um pequeno barco que leva turistas de Makrygialos a Koufonisi.
Esta ilhota é uma área intocada, sem instalações de qualquer tipo, por isso certifique-se de que leva consigo o essencial para passar o dia.
Acomodação
Creta oferece uma vasta gama de opções de alojamento que se adequam a todos os orçamentos e preferências. Pode optar por ficar em resorts de luxo, vilas ou hostels e pensões económicas.
Se prefere a praia escolha um resort à beira-mar. Se é fã de arqueologia e história escolha ficar alojado em Heraklion, mas não deixe de explorar também cidades comoChania, Rethymno, Agios Nikolaos, Siteia e tantos outros destinos que lhe podem oferecer umas férias inesquecíveis.
Aventura
Creta é uma ilha que pode oferecer muitas emoções aos viajantes amantes da ação, à beira-mar ou na montanha. É uma terra de aventura à espera de ser explorada!
Com a sua costa deslumbrante, montanhas escarpadas e olivais intermináveis, não faltam atividades para manter os visitantes entretidos. Caminhe pelas suas ravinas, desfrute dos seus passeios todo-o-terreno, siga os percursos de trekking que atravessam o trilho europeu E4 oudesfrute de desportos aquáticos, como vela, caiaque no mar, mergulho, snorkeling e windsurf
Os caçadores de emoções podem experimentar escalada, canyoning ou parapente, mas quem procura um ritmo mais descontraído, passear a cavalo ou de bicicleta pelas encantadoras aldeias e paisagens campestres da ilha pode ser a forma perfeita de desfrutar das férias.
Para mais dicas, inspiração e ideias para passeios, férias e fins de semana em Portugal e no mundo, espreitem a minha página de Instagram
O pastitsio é um prato que incorpora a essência da cozinha caseira grega, uma combinação harmoniosa de massa, saboroso molho de carne picada, bechamel cremoso e especiarias aromáticas. O seu nome, que reflete o seu caráter complexo, provém do termo italiano “pasticcio”, que significa torta ou confusão.
Embora a história precisa do pastitsio permaneça desconhecida, há várias teorias sobre como chegou à culinária grega. Alguns defendem que foram os comerciantes venezianos que trouxeram a lasanha de Itália durante a era bizantina, e depois os gregos adaptaram a receita, acrescentando o seu toque. Outros atribuem a sua origem à influência otomana, uma vez que a versão grega incorporava especiarias e plantas aromáticas, muito usadas pelos otomanos.
Quaisquer que sejam as suas origens, o pastitsio tornou-se popular na sociedade grega, surgindo inicialmente nas mesas de festivais e celebrações e depois em todas as casas de família.
Veja aqui a receita.
INGREDIENTES
1/4 chávena de azeite extra-virgem
3 cebolas grandes picadas finamente
675 g de carne picada
1 dente de alho grande picado
3 chávenas de tomate
1 chávena de vinho branco seco
1 pau de canela
1 colher de chá de noz-moscada moída
6 pimentas da Jamaica
10-15 grãos de pimenta preta esmagados
Sal
450 g de macarrão de tubo grosso
120 g de queijo Kefalotyri ralado (ou queijo de ovelha ligeiramente salgado)
Para o Béchamel grego
8 colheres de sopa de manteiga
8 colheres de sopa de farinha de trigo
7 chávenas de leite gordo
1 chávena de natas
2 ovos inteiros grandes
2 gemas grandes
⅔ chávena de ricota fresca
⅔ chávena de queijo feta esfarelado
½ chávena de queijo kasseri ralado grosseiramente (ou mozzarella)
Ralar noz-moscada fresca
Sal e pimenta branca q.b.
PREPARAÇÃO
Numa frigideira grande, aqueça 2 colheres de sopa de azeite extra-virgem e salteie a cebola até ficar translúcida, 5 a 7 minutos. Junte o alho e de seguida, adicione a carne. Continue a mexer até a carne começar a ficar dourada, cerca de 10 a 15 minutos.
Adicione o tomate, o vinho branco, a canela, a pimenta da Jamaica e a noz-moscada, a pimenta e o sal.
Baixe o lume e deixe cozinhar, tapado, durante 35 a 40 minutos, até que o líquido seja absorvido e a carne esteja cozinhada.
Retire o tacho do lume e deixe a carne arrefecer um pouco. Reserve.
Enquanto a carne coze, aproveite para ferver o macarrão até ficar al dente. Retire, escorra e passe por água fria.
Misture numa tigela grande com um pouco de azeite extra-virgem e metade do queijo ralado.
Pré-aqueça o forno a 180°C. Unte ligeiramente com óleo uma assadeira grande.
Faça o bechamel: Numa panela grande, derreta a manteiga até começar a borbulhar, mas antes de ficar dourada. Adicione a farinha e bata energicamente durante alguns minutos, até a farinha ficar com uma cor dourada pálida.
Adicione lentamente o leite quente, mexendo sempre. A seguir, adicione as natas. Tempere com sal, pimenta e noz-moscada. Bata continuamente até engrossar, cerca de 10 a 15 minutos em lume médio. Tenha cuidado para não queimar o fundo da panela.
Misture energicamente os ovos e as gemas ligeiramente batidos. De seguida, adicione a ricota, o queijo feta e metade do restante queijo ralado.
Misture o macarrão com um pouco de bechamel. Espalhe metade no fundo do tabuleiro preparado. Deite a carne picada, espalhando uniformemente sobre os noodles. Polvilhe com 1 a 2 colheres de sopa de queijo ralado. Faça uma segunda camada de massa. Deite o bechamel sobre a massa, certificando-se de que fica espalhado uniformemente por cima do tabuleiro. Polvilhe com o restante queijo ralado. Leve ao forno durante cerca de 45 minutos a uma hora, até o bechamel engrossar e inchar e formar uma crosta castanha dourada por cima.
Quando em 1878, Minos Kalokairinos, empresário grego cretense e arqueólogo amador começou a escavar um terreno, propriedade da sua família, e descobriu artefactos antigos, soube que ali existia algo de importante.Não estava errado. Sob os seus pés estavam as ruínas do Palácio de Knossos. A mais antiga de todas as estruturas palacianas pertencentes à grandiosa civilização minóica — uma das primeiras civilizações da Europa.
Fotos: The Travellight World
As primeiras escavações que trouxeram à luz do dia partes do palácio foram realizadas por Minos Kalokairinos. Mas foi Arthur Evans, diretor do Ashmolean Museum de Oxford que desenterrou a maior parte dos 20.000 metros quadrados do sitio arqueológico que hoje podemos visitar.
Knossos foi colonizada pela primeira vez por volta de 7000 a.C. e a atividade humana na área continuou até ao início da era bizantina.
O antigo palácio, construído por volta de 2000 a.C., foi destruído por um terramoto em 1700 a.C.. A sua reconstrução iniciou-se imediatamente depois disso, mas numa escala bastante maior, com vários andares e frescos de excecional beleza, que refletiam o auge da prosperidade minóica.
Este crescimento deveu-se principalmente ao desenvolvimento dos recursos nativos, como o vinho e a lã, e à expansão do comércio. As evidências baseadas na cerâmica encontrada sugerem laços comerciais estreitos com muitos locais em redor do Mediterrâneo, incluindo a Síria, o Egito, a Anatólia, o Chipre, as Cíclades, a Sicília e a Grécia continental.
Quando, depois de 1700 a.C, o palácio foi reconstruido, evitaram-se corredores retos e a estrutura arquitetónica tornou-se bastante complexa; o que deu origem à lenda do Labirinto do Minotauro. Esta lenda, que vem da antiguidade clássica, diz que o rei Minos de Creta pediu a Dédalo que construísse um labirinto para reter o seu filho — o Minotauro — criatura metade touro e metade homem, que ninguém conseguia derrotar, até aparecer Teseu, um príncipe de Atenas, que finalmente o conseguiu matar.
O traçado original do palácio já não pode ser discernido devido às modificações subsequentes, mas as escavações mostram que no seu auge, Knossos contava com cerca de 1.300 salas interligadas por corredores de diferentes dimensões. Os visitantes podem perceber elementos arquitetónicos que permitiam aproveitar ao máximo a iluminação natural durante os longos dias de verão e ver vestígios de algumas estruturas surpreendentemente modernas para a época.
O palácio possuía três sistemas distintos de gestão de águas, um para abastecimento, outro para escoamento de águas pluviais e outro para escoamento de águas residuais. Os aquedutos traziam água doce para a colina Kephala, ramificando-se para o palácio e para a cidade. A água era distribuída no palácio usando a gravidade, através de canos de terracota, para as fontes e torneiras e a drenagem sanitária era realizada através de um sistema fechado que conduzia a um esgoto junto ao monte.
A Sala do Trono, as colunas vermelhas, os frescos e os relevos são outros destaques do palácio.Embora apenas tenham sobrevivido fragmentos dos painéisdesde a antiguidade, foi possível restaurar uma parte que hoje se encontra exposta no Museu Arqueológico de Heraklion. No Palácio encontram-se réplicas incluindoo magnífico fresco de golfinhos que está na câmara da rainha.
O Museu Arqueológico de Heraklion abriga muitos artefactos fantásticos retirados do Palácio, por isso uma visita a este, após uma passagem pelo Palácio vale muito a pena!
Para mais inspiração e ideias para passeios, férias e fins de semana em Portugal e no mundo, espreitem a minha página de Instagram
Já foipropriedade de um aclamado pintor e ceramista, mas hoje a Quinta do Tagus é um luxuoso e exclusivo turismo de habitação, que oferece aos seus hóspedes, a par de um serviço cuidado e atencioso, algumas das mais incríveis vistas de Lisboa.
Fotos: Travellight
Datada do séc. XVIII, a Quinta do Tagus Village conquista-nos imediatamente com os seus jardins exteriores maravilhosamente cuidados e com as vistas ímpares que oferece para monumentos icónicos de Lisboa como o Padrão dos Descobrimentos, os Jerónimos, a Torre de Belém ou a Ponte 25 de Abril.
Com o Tejo, a Serra de Sintra e o Atlântico a abraçar-nos, entramos no edifício principal, onde somos recebidos com toda a simpatia pelo recepcionista que nos convida a relaxar e respirar: a Quinta não é lugar para stress.
O quarto duplo com terraço onde passamos o fim de semana tem decoração moderna, janelas do chão ao teto, cama confortável, máquina de café, livros e um terraço com espreguiçadeiras que é um verdadeiro miradouro para Lisboa!
A vontade de ficar por ali é muita, mas a piscina, com as suas camas de dossel, que passamos no caminho para o quarto, também parece extremamente convidativa. Resolvemos aproveitar o sol do fim da tarde e dar um mergulho rápido porque o dia ainda estava muito quente.
No restaurante Tagus, aproveitamos o magnífico pôr do sol e a happy hour com deliciosos mocktails, seguidos de um belo jantar.
De manhã o mesmo espaço serve o pequeno almoço à carta (incluido no preço da diária) com uma variada escolha de ovos (mexidos, fritos, benedict…), pães, fruta, doces, queijos, iogurte, café, sumo de laranja e muito mais. Basta pedir.
Para gastar as calorias ingeridas não há como fazer uma caminhada pelos jardins da propriedade, pelo picadeiro e estábulos, para ver os cavalos e os outros animais que vivem na quinta. Os hóspedes podem marcar passeios de cavalo, com antecedência, se estiverem interessados.
As praias da Costa da Caparica estão a meros 8 minutos da Quinta Tagus, por isso é muito fácil passar uma manhã na praia e depois regressar para aproveitar todaa calma e paz que só o campo pode proporcionar.
Foi uma escapadinha maravilhosa. Só posso recomendar!
Para mais inspiração e ideias para estadias em hotéis, passeios, férias e fins de semana em Portugal e no mundo espreitem espreitem a minha página deInstagram
Terra de pescadores e de quintas senhoriais, o concelho do Seixal evoluiu muito ao longo dos tempos, mas a sua ligação ao rio mantém-se forte, como sempre.
Fotos: The Travellight World
Quase tudo no Seixal aconteceu e continua a acontecer à volta do rio. Desde o seu nome, que terá tido origem nos seixos existentes nas praias ribeirinhas, que os pescadores usavam como lastro, passando pelos estaleiros que construíram as naus que levaram os portugueses à Índia, e pelos moinhos de água, tudo nesta povoação parece ter-se desenvolvido ao ritmo das marés.
A pesca e as atividades náuticas ainda marcam presença na baía, mas há outras atrações que podem surpreender quem atravessa o rio de barco e desembarca no cais do Seixal à espera de encontrar apenas mais um dormitório urbano.
Perto da capital, mas afastada do reboliço citadino, o Seixal, com a sua marginal ribeirinha de 14 quilómetros e espaços verdes, convida-nos a conhecer com calma, o seu rico património histórico, cultural e natural.
A Baía do Seixal é incontornável. Longe vai o tempo em que por aqui passavam mais de vinte tipos diferentes de embarcações. Dessas, restam hoje apenas duas: o bote de fragata e o varino.Nem a muleta de pesca, que figura no brasão do Seixal sobreviveu. Quem a quiser ver agora, tem de se contentar com uma miniatura, apresentada na exposição do Ecomuseu Municipal.
Os amantes da natureza, porém não tem porque ficar dececionados com a Baía do Seixal. Afinal, toda esta área, com cerca de 482 hectares, está inserida no estuário do rio Tejo e é um autentico museu vivo de biodiversidade!
Rica em fauna e flora, nos seus sapais podem ser avistadas mais de 100 espécies diferentes de aves, entre as quais o flamingo, o perna-longa, o alfaiate, o pato-bravo e a garça, assim como diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes, o que ajuda a explicar porque a Baía e respetivas frentes ribeirinhas estão classificada como Reserva Ecológica Nacional.
Também o Parque Urbano do Seixal localizado no Alto Dona Ana, dentro da zona de uma antiga corticeira, também é um lugar maravilhoso para passear e relaxar. Podemos percorreros trilhos assinalados por entre sobreiros e carvalhos, apreciar as vistas panorâmicas para o Seixal e para Lisboa e depoisfazer um piquenique na zona das merendas.
No centro histórico, aindústria, outrora com presença significativa, praticamente desapareceu, mas mantém-se alguns pontos de interesse como a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, os fontanários históricos, a Praça Luís de Camões, o Pátio do Genovês e a Praça dos Mártires da Liberdade.
A arte urbana, o Ecomuseu, o Espaço Memória – Tipografia Popular do Seixal, a fábrica corticeira Mundet e, um pouco mais afastado do centro, mas ainda no concelho, o Moinho de Maré de Corroios, a Fábrica da Pólvora de Vale de Milhaços, a Olaria Romana da Quinta do Rouxinol e o núcleo histórico de Amora, também merecem atenção, assim como a Quinta da Fidalga que para além de possuir um palacete do século XV, uma capela e um lago de maré, apresenta uma interessante coleção de azulejos.
Ainda que haja muito por descobrir no concelho, o verão convida mesmo é à praia e a mergulhos, e o melhor de tudo é que no Seixal não é preciso ir muito longe para fazer isso mesmo.
Situada bem no centro da cidade, com nadador-salvador e outras estruturas de apoio, a Praia do Seixal, tem um belo areal à nossa espera.
Na frente ribeirinha, pontuada por esplanadas, a gastronomia também marca presença e convida à degustação de sabores típicos (ou mais atuais). Há o "Lisboa à Vista" que é um antigo cacilheiro transformado em restaurante; o "Adega 33"; a "Taberna do Sousa" e tantos outros. Basta escolher!
Acalma deste lugar ajuda a esquecer que a poucos minutos dali, a agitada Lisboa espera por nós. Apetece demorar mais um pouco e apreciar uma vez mais, a vista de outro ângulo… na margem esquerda do Tejo.
Para mais inspiração e ideias para passeios, férias e fins de semana em Portugal e no mundo, espreitem a minha página de Instagram