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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Sex | 28.10.22

5 Dicas para não perder o voo quando o tempo de conexão é curto

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Se está a pensar em comprar uma viagem de avião com escala e está preocupado com o tempo curto de uma conexão, não desespere e espreite aqui estas dicas para não perder o voo e acabar em terra.

1 - Marque um assento na frente do avião que lhe permita sair mais rápido quando o avião aterrar.

2 - Informe uma hospedeira ou comissário de bordo que tem uma conexão apertada (especialmente se o seu primeiro voo estiver atrasado). Eles podem levá-lo para a frente do avião no final do voo e/ou fazer um anúncio pedindo aos outros passageiros que permaneçam sentados para permitir que você seja o primeiro a sair do avião.

3 - Faça com antecedência o download do mapa do aeroporto onde vai realizar a conexão e estude a rota mais curta para chegar ao portão de embarque do próximo voo.

4 - Pesquise antecipadamente se vai ser necessário apanhar algum transporte para se deslocar entre os terminais ou se caminhar (ou correr!) é mais rápido do que esperar por um.

5 - Viaje apenas com bagagem de mão, principalmente se marcar os voos em companhias aéreas diferentes e não puder despachar logo a bagagem de porão para o destino final. Mesmo se os voos forem comprados na mesma companhia aérea é possível que tenha de recolher a bagagem e despachá-la novamente ao sair do espaço Schengen e isso pode atrasá-lo consideravelmente.

 

Qui | 27.10.22

Sayadieh

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Sayadieh é um prato de arroz e peixe popular no Médio Oriente preparado com muitas especiarias e cebolas caramelizadas. É cheio de sabor e surpreendentemente fácil de fazer! Absolutamente delicioso.

INGREDIENTES

Para o arroz:

2 ou 3 colheres (de sopa) de azeite ou óleo vegetal
3 ou 4 cebolas, cortadas em fatias finas
1 colher (de chá) de cominho em pó
1/2 colher (de chá) de açafrão em pó
1/2 colher de chá de canela em pó
1 colher e 1/2 (de chá) de sal
1/2 colher (de chá) de pimenta preta em pó
4 chávenas de água
1 colher (de sopa) de polpa de tomate
2 chávenas de arroz basmati, embebido em água por 20 minutos e enxaguado

Para os peixes:

2 colheres de sopa de azeite ou óleo vegetal
900 g de peixe branco como bacalhau, pargo ou linguado, com a pele removida e cortado em pedaços grandes (5 a 7 pedaços)
1 colher (de chá) de cominho em pó
1/2 colher de chá de páprica em pó
Sal e pimenta a gosto

Para decorar:

Pinhões torrados ou lascas de amêndoa
Salsa picada
Fatias de limão

PREPARAÇÃO

Para o arroz:

Aqueça o óleo para o arroz numa panela grande em fogo médio e adicione as cebolas fatiadas. Cozinhe, mexendo ocasionalmente até que as cebolas tenham caramelizado ficando com um tom dourado. Isso provavelmente levará de 10 a 15 minutos.

Retire as cebolas da panela e reserve um punhado grande para guarnecer o arroz.
Coloque as cebolas caramelizadas restantes no liquidificador, adicione uma chávena de água, o cominho, açafrão, canela, sal e pimenta e a polpa de tomate e misture até formar um molho espesso.

Adicione este molho à mesma panela que usou para cozinhar as cebolas, junto com as 3 chávenas restantes de água e o arroz basmati. O líquido deve cobrir o arroz em cerca de 1 cm e meio ou mais.
Deixe ferver, cubra com uma tampa e cozinhe por 15-20 minutos em fogo baixo até que toda a água seja absorvida. Retire o arroz do fogo por 10 a 15 minutos sem remover a tampa para deixar continuar a cozinhar no vapor. Enquanto isso, cozinhe o peixe.

Para os peixes:
Aqueça o óleo para o peixe numa frigideira grande. Misture os temperos (cominho, paparica, sal e pimenta) e polvilhe os dois lados do peixe uniformemente com essa mistura. Quando o óleo estiver quente, adicione o peixe à frigideira e cozinhe por alguns minutos de cada lado ou até ficar branco e bem cozido.

Para servir:
Coloque todo o arroz numa travessa. Adicione o peixe cozido por cima e decore com pinhões torrados (ou lascas de amêndoa torrada), salsa picada, limão e as cebolas caramelizadas que antes reservou.

 

Receita adaptada do site Every Little Crumb

Qua | 26.10.22

O Incrível Túmulo de Tutankhamon e a Maldição do Faraó

Conhecido como Rei Tut ou o Rei Menino, o faraó Tutankhamon tinha apenas 8 ou 9 anos quando se tornou rei e o seu curto reinado talvez tivesse ficado para sempre esquecido debaixo das areias do deserto, não fosse a descoberta, em 1922, do seu túmulo intocado que despertou o interesse e a fantasia de pessoas por todo o mundo, dando até origem a uma terrível maldição — A maldição do faraó.

fullsizeoutput_70e0Foto: Travellight

Com maldição ou sem maldição, visitar o túmulo de Tutankhamon e ver no Museu do Cairo os maravilhosos artefactos que ali foram recuperados por Howard Carter em 1922, são duas das atrações mais populares do Egito.

O reinado do jovem rei só durou 9 anos e a causa da sua morte continua objeto de debate. Durante muito tempo pensou-se que ele poderia ter sido assassinado com um golpe na cabeça, mas raios-x e uma tomografia computorizada refutaram a tese e o mistério permanece. O pouco tempo de vida porém, parece explicar o motivo pelo qual o seu túmulo é tão pequeno e relativamente simples quando comparado com os de outros faraós.

A tumba de Tutankhamon fica no Vale dos Reis, na margem oeste do rio Nilo e tornou-se tão famosa porque, por sorte, escapou aos saques dos ladrões que durante séculos pilharam todos os outros túmulos conhecidos da região e foi encontrada notavelmente intacta, com quatro salas e milhares de objetos.

Conta a história que o arqueólogo britânico Carter e a sua equipa estavam no Vale dos Reis à procura precisamente da última morada de Tutankhamon quando descobriram um degrau que levava a uma tumba desconhecida e começaram a escavar. Descobriram que a base da escada estava selada, mas a tumba tinha sido arrombada duas vezes e tinha sido remendada com gesso. Os saques, parece, ocorreram logo após o enterro, cerca de 3.000 anos antes da descoberta de Carter, mas os ladrões roubaram apenas objetos menores, como colares.
Na primeira sala que abriu, chamada de antecâmara, Carter deparou-se logo com muitos itens preciosos, dispostos de forma desarrumada, provavelmente re-empilhados às pressas pelos funcionários que restauraram a tumba após os roubos mal sucedidos, mas a grandeza, riqueza e beleza do que ali se revelou ultrapassou todas as expectativas. Assim que a névoa se dissipou, Carter pôde ver iluminados pela luz da sua lanterna os muitos “animais estranhos, estátuas e ouro – por toda parte o brilho do ouro”.

burial_chamber_egypt_pharaonic_treasure_tutankhamun_museum-773594Collage_FotorFotos: PxHere

Hoje, todos esses tesouros estão guardados no Museu do Cairo e quando visitamos a tumba apenas podemos ver as pequenas salas, quatro no total — a antecâmara, anexo, tesouraria e câmara funerária — decoradas com bonitos hieróglifos e uma surpresa: o próprio faraó!

fullsizeoutput_70e6fullsizeoutput_70e5fullsizeoutput_70e0fullsizeoutput_70e1Fotos: Travellight

A múmia do menino rei permanece na tumba porque ao descobrir e escavar o túmulo, Howard Carter causou um pequeno dano acidental que a impede de ser removida para o Cairo sob pena de ficar danificada para sempre.
Por isso, ali está ela — a múmia do faraó — despojada do seu sarcófago de pedra e dos seus três caixões (aninhados um dentro do outro como bonecas russas), inclusive do último que é feito de ouro maciço…
Não me admira que ela esteja zangada e disposta a lançar maldições depois de ter sido despojada de toda a sua riqueza e conforto 😜.

Os rumores sobre a dita “maldição do faraó” surgiram quando Lord Carnarvon (o homem que financiava as escavações arqueológicas de Howard Carter) morreu de uma picada de mosquito venenoso apenas dois meses depois de presidir à cerimónia oficial de abertura da câmara funerária de Tutankhamon e intensificaram-se com as mortes ainda mais inesperadas e precoces de muitos outros associados a esta escavação.

Soa assustador certo?

Bom, não sei se de lá para cá a múmia do faraó acalmou e aceitou a sua nova situação — afinal Tutankhamon transformou-se numa estrela mundial, mas a verdade é que a maioria das pessoas que visitam a tumba ou lá trabalham hoje, vivem longas vidas. Eu mesmo, já visitei duas vezes e ainda estou aqui 😅.

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Brincadeiras à parte, a descoberta deste túmulo mudou o destino do legado de Tutankhamon e impactou significativamente a egiptologia, pois a natureza bem preservada da sua tumba permitiu aos arqueólogos aprender muito mais sobre esta antiga cultura.

Dia 4 de Novembro comemora-se o centenário da descoberta do túmulo de Tutankhamon e a data vai ser assinalada com uma exposição na Biblioteca Nacional, em Lisboa. Não percam se tiverem curiosidade de saber mais sobre o rei menino.

 

Espreitem o destaque "Egypt" na minha página de Instagram para ver a viagem a este país e sigam as stories nesta rede social, para inspiração e ideias para passeios, férias e fins de semana.

Tchau!

Travellight

 

Ter | 25.10.22

Sopa de Cebola | Um clássico da cozinha francesa

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Quente, aconchegante e saborosa, a sopa de cebola francesa é preparada com caldo de carne e cebola caramelizada e depois coberta com pão, queijo gruyère e parmesão. É um verdadeiro pecado da gula!

INGREDIENTES

6 cebolas grandes
4 colheres de (sopa) de azeite extra virgem
2 colheres de (sopa) de manteiga
1 colher (de chá) de açúcar
sal
2 dentes de alho, picados
8 chávenas de caldo de carne, caldo de galinha ou uma combinação dos dois
1/2 chávena de vermute seco ou vinho branco seco
2 folhas de louro
1 colher (de sopa) de folhas de tomilho fresco, alguns raminhos de tomilho fresco, ou 1/2 colher de chá de tomilho seco
1/2 colher (de chá) de pimenta preta moída na hora
2 colheres de aguardente (opcional)
8 fatias de pão francês baguete
1 e 1/2 chávena de queijo gruyère ralado
Queijo parmesão ralado para polvilhar


PREPARAÇÃO

Descasque e corte as cebolas em fatias finas da raiz ao caule. Deve haver cerca de 10 chávenas (de chá) de cebolas fatiadas no total.

Numa panela de fundo grosso aqueça 3 colheres (de sopa) de azeite em fogo médio. Adicione as cebolas e misture. Cozinhe as cebolas, mexendo sempre, até ficarem macias, cerca de 15 a 20 minutos.

Aumente o fogo para médio alto. Adicione a colher (de sopa) restante de azeite e a manteiga e cozinhe, mexendo sempre, até as cebolas começarem a dourar, cerca de 20 a 40 minutos. A quantidade de tempo vai variar dependendo da panela e do fogão.

Polvilhe com açúcar (para ajudar na caramelização) e 1 um pouco de sal. Continue a cozinhar até que as cebolas estejam bem douradas, cerca de 10 a 15 minutos mais.

Adicione o alho picado e cozinhe por mais um minuto.

Adicione o vinho ou vermute à panela e raspe os pedaços dourados do fundo e das laterais da panela.
Adicione o caldo, as folhas de louro e o tomilho. Deixe ferver, tape a panela e baixe o fogo para manter a fervura baixa. Cozinhe por cerca de 30 minutos.

Tempere a gosto com mais sal se necessário e adicione pimenta preta moída na hora. Retire as folhas de louro. Adicione a aguardente se decidir usar.

Enquanto a sopa estiver a ferver, forre uma assadeira com papel vegetal ou papel de alumínio e pré-aqueça o forno a 230 ° C

Pincele levemente os dois lados das fatias de baguete com azeite. Coloque no forno e toste até dourar levemente, cerca de 5 a 7 minutos. Retire do forno.

Vire as tostas e polvilhe com o queijo gruyère ralado e o parmesão. Volte ao forno quando estiver perto da hora de servir e asse até que o queijo esteja borbulhando e levemente dourado.

SERVIR
Para servir, coloque a sopa numa tigela e coloque uma torrada com queijo derretido no topo de cada tigela de sopa.

Alternativamente pode usar uma caçarola grande. Coloque a sopa na caçarola. Cubra com as torradas e polvilhe com queijo. Coloque no forno por 10 minutos a 180 ° C, ou até que o queijo borbulhe e esteja levemente dourado.

 

Receita adaptada do site Simply Recipes

Sex | 21.10.22

Albi | A Cidade Francesa Património Mundial da UNESCO

Localizada nas margens do rio Tarrn, a cerca de 1h30 de comboio de Toulouse, Albi é uma bonita cidade medieval, classificada como Património Mundial pela Unesco.
Foi construída em volta de uma incrível catedral que até hoje permanece a sua principal atração, mas esconde outros tesouros como o museu dedicado a Toulouse-Leutréc, instalado no Palácio dos Bispos, um dos palácios mais antigos e mais bem preservados da França.

fullsizeoutput_70c6Fotos: Travellight

No século XIII, após a cruzada albigensiana contra os cátaros, Albi transformou-se numa poderosa cidade episcopal e a Catedral de Santa Cecília no seu principal símbolo. Ainda que de longe, é a primeira coisa que vemos quando chegamos à cidade e todos os caminhos parecem conduzir a ele.

Albi pode estar mergulhada na história, mas não está parada no tempo. Edifícios modernos como o Grand Théâtre des Cordeliers provam isso, mas é no Centro Histórico que reside todo o seu charme. O centro está dividido em seis bairros distintos, cada um com uma personalidade diferente.
Castelnau, por exemplo, é onde residiam os cidadãos medievais mais ricos de Albi como a família de Henri de Toulouse-Lautrec. Saint-Salvi, por outro lado, era um bairro de comércio, com nomes de ruas como Payrolaria (rua dos Ferreiros) por causa das oficinas que costumavam estar aqui.

Ao contrário do que é habitual ver em antigas cidades medievais, em Albi há pouca ou nenhuma pedra usada na construção dos edifícios. Tudo é tijolo. Às vezes, tijolos vermelhos misturados com vigas de madeira que decoram as fachadas e servem de suporte estrutural. Isto dá um aspeto único e pitoresco às casas que ladeiam as estreitas ruas da velha cidade e nos conduzem à enorme praça que abriga a monumental Catedral.

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De estilo gótico, construída tal como as casas mais simples, com tijolos de tons vermelho e laranja, este impressionante edifício domina a cidade e deixa claro o poder que em tempos o clero romano teve na região. A fachada simples e austera contrasta com uma entrada finamente trabalhada, mas é o seu extraordinário interior que deixa qualquer mortal de queixo caído.
São cerca de 18.500 metros quadrados de murais que ilustram histórias da Bíblia e decoram cada milímetro das paredes e tetos. Há arcadas e pilares trabalhados, grandes candelabros e muitas imagens de santos. Há também o grande órgão da Catedral de Saint Cecile que data do século XVIII e é considerado um dos mais bonitos da França.

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Ao lado da Catedral, alojado dentro do Palácio dos Bispos, fica a outra grande atração de Albi — o Museu Toulouse-Lautrec.

O museu apresenta e preserva, tal como o nome indica, as obras de Henri de Toulouse-Lautrec, o célebre pintor impressionista que nasceu precisamente nesta bela cidade.

Toulouse-Lautrec é provavelmente mais famoso pelos seus cartazes do Moulin Rouge, mas eles são apenas uma pequena parte dos trabalhos em exibição. Desenhos e pinturas inspirados na vida familiar do artista, incluindo as suas primeiras e últimas obras, podem igualmente aqui ser admirados.

Mas mesmo quem não é entusiasta da pintura não perde nada em visitar o Palácio dos Bispos, o Palácio Berbie (como também é conhecido) é um dos palácios mais antigos da França e um dos mais bonitos. Os jardins, de entrada gratuita, são deslumbrantes!

O Palácio foi construído durante o século XIII num local com vista para o Tarrn e a sua arquitetura militar recorda-nos novamente o poderio da Igreja nesta região. No interior destacam-se as salas medievais abobadadas, os tetos pintados, a galeria renascentista, os grandes salões e, claro, os maravilhosos jardins franceses que lembram os do Louvre (mas em escala reduzida), com vistas panorâmicas sobre o rio, a ponte medieval e a colina em frente onde se avista a igreja de Notre Dame de la Drêche.

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No antigo Convento da Anunciação, a curta distância da Catedral, está instalado outro Museu que merece atenção - O Museu da Moda.
Tem em exposição milhares de vestidos e acessórios que vão desde os anos 1700 até aos anos 1970.

A Ponte Velha que rapidamente alcançamos descendo a rua que sai da praça da Catedral em direcção ao rio, é uma das estruturas mais fotografadas de Albi e também um dos melhores sítios para conseguir uma fotografia tipo cartão postal das duas margens. Assenta em oito arcos, é feita de pedra coberta com tijolo e data de 1040 d.C.

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Outro edifício de paragem obrigatória é a Igreja La Collégiale Saint-Salvi. Data do século VI e é um dos edifícios mais antigos da cidade.
Foi quase destruída durante a Revolução Francesa em 1776 e, como tal, da estrutura original apenas a torre sul do claustro permanece. Apesar disso, os estilos românticos e góticos que foram acrescentados posteriormente parecem se misturar perfeitamente. É um lugar bonito e sereno, bom para descansar, mesmo que apenas por alguns minutos.

Outro local bom para parar é o Parc Rochegude, um jardim bem cuidado a 15 minutos a pé da Catedral com pequenas lagoas, uma ilha de pássaros e mais de 85 espécies diferentes de árvores.

Localizado não muito longe do Museu Toulouse-Lautrec, na Rue Emile Grand, fica o Mercado de Albi, a paragem perfeita para comprar produtos frescos e deliciosos para um belo piquenique junto ao rio ou no Parc Rochegude. Há pão quente, uma infinita seleção de queijos franceses curados, frutas e legumes frescos.

É a forma perfeita de terminar uma visita à bonita cidade de Albi!

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COMO CHEGAR

Os dois aeroportos mais próximos de Albi são o de Toulouse e o de Carcassone. A Ryanair voa de Lisboa e Porto para Toulouse e do Porto para Carcassone. A partir destas duas cidades, se não quiserem alugar um automóvel, basta apanharem o comboio e em menos de 2 horas estão em Albi. O bilhete ida e volta, se comprado com antecedência na SNCF custa 28,80€ por pessoa.

ONDE FICAR

Há uma boa variedade de acomodações para todos os orçamentos, alguns até por 58 € por noite como o Hotel Le Rochegude, mas um dos melhores hotéis de Albi é o Hotel Alchimy (153 € por noite).

 

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Tchau!

Travellight

Qui | 20.10.22

24h em Bérgamo

Funciona como um importante hub das low cost que voam para Milão, por isso muitos visitantes tendem a ignorar Bérgamo e seguir diretamente para a maior e mais famosa cidade italiana da região. No entanto, isso é um erro pois a verdade é que Bérgamo é incrível. Compacta o suficiente para percorrer em pouco tempo, mas com bastante para ver e fazer.
Por isso, se vão usar esta cidade como porta de entrada para Milão, reservem pelo menos 24 horas para antes conhecer a cidade de Donizetti. Prometo que não se vão arrepender!

fullsizeoutput_70b7Foto: Travellight e H. Borges

O aeroporto de Bérgamo está localizado bem perto do centro da cidade e há um autocarro (Airport Bus) que faz essa ligação em menos de 15 minutos (um pouco mais se forem para a Città Alta). O bilhete custa cerca de 2,60€ por pessoa.
Também podem optar por comprar um cartão de viagem (7€/pp) válido por 24 horas tanto para o autocarro do aeroporto quanto para todos os outros transportes públicos — incluindo os funiculares.

Escolham um alojamento perto da estação ferroviária. É a primeira paragem do Airport Bus e em 15 minutos estão no centro e podem deixar as vossas malas na receção.

Uma vez em Bérgamo, vão descobrir que a maior parte da cidade é simples de percorrer a pé. Há uma parte inferior e outra superior (Città Bassa e Città Alta) ligada por um funicular. Apanhem esse funicular e comecem por explorar a parte alta da cidade

Os funiculares sobem e descem com frequência (a cada cinco minutos mais ou menos), então não é preciso esperar muito, mas se não quiserem ficar parados podem caminhar encosta acima. A subida é íngreme, mas também é bonita e arborizada, seguindo ao longo das muralhas venezianas da cidade (leva apenas cerca de dez minutos para percorrer o caminho, por isso, apesar de íngreme, não é muito longo). Se estiverem interessados nessa caminhada, podem subir no funicular e depois descer a pé, assim não vai custar tanto 😅

Na Citta Alta, dirijam-se primeiro para a praça principal de Bérgamo — a Piazza Vecchia. Como muitas praças na Itália, esta está cheia de cafés e tem vista para o Campanone, a torre do relógio. Aproveitem para sentar um pouco na esplanada, tomar café e provar um Polenta e Osei, um doce típico de Bérgamo. São pequenos bolinhos amarelos decorados com um passarinho de marzipão e chocolate.
 Existem várias variações, mas a original é feita à base de polenta doce, pasta de amêndoa e chocolate preto.

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Da Piazza Vecchia sigam para o Duomo di Bergamo e para a imponente Basílica di Santa Maria Maggiore.
Estas duas igrejas estão localizadas uma ao lado da outra e são absolutamente espetaculares. A maior das duas, a Basílica de Santa Maria Maggiore, possui um belo exterior românico e interior barroco. Já o Duomo di Bergamo — a principal catedral da cidade — foi construído com um maravilhoso estilo neoclássico.

De regresso à Piazza Vecchia, podem visitar a alta torre do sino que se eleva sobre a praça. O bilhete para o Campanone (ou Torre Civica) custa € 5 por pessoa e está aberto todos os dias, exceto à segunda-feira. A vista do topo é espetacular e oferece excelentes perspetivas da Piazza Vecchia, da Basílica e do Duomo, juntamente com a Città Bassa. O bilhete inclui também a visita a um museu que nos ajuda a conhecer a história de Bérgamo.

O funicular que liga as duas partes da cidade não é único. De fato, existe outro funicular que sobe até ao Castello di San Viglia – uma fortificação situada numa colina acima da cidade alta.
Este funicular não é tão movimentado e popular quanto o de Città Bassa a Città Alta, no entanto, passa com a mesma frequência e se tiverem optado por comprar o bilhete de transporte que é válido por 24 horas podem aproveitar e subir para ver algumas das vistas mais espetaculares da cidade e arredores. O castelo em si não tem nada de especial — está fechado a visitantes, mas perto da entrada do Funicular do Castello di San Vigilio, vão encontrar uma placa que indica o Jardim Botânico de Bérgamo (Orto botanico di Bergamo)  que vale a pena conhecer.

O jardim é de entrada livre e tem pequenos lagos e bancos onde se podem sentar a relaxar. É um lugar bonito e muito tranquilo para visitar (quase não tem turistas).

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Por esta altura a fome já deve estar a apertar por isso regressem à Piazza Vecchia e escolham um lugar para almoçar.
Há muitos restaurantes bons no centro de Bérgamo, por isso não é preciso procurar muito para encontrar uma boa refeição.
Para um almoço delicioso e a bom preço, parem no Circolino Città Alta (Vicolo Sant'Agata, 19). Eles têm alguns menus de almoço diferentes a preços acessíveis e boa comida. Não deixem de experimentar Casoncelli alla bergamasca, uma especialidade local. É um ravioli recheado com carne e especiarias, que geralmente é servido com um molho de manteiga e salva, e pedacinhos de bacon crocante 😋.
Para algo rápido considerem o Polentone – uma casa especializada em polenta, localizada perto do Funicular Città Alta. Podem provar pratos diferentes de polenta por preços bastante acessíveis. Outro lugar popular é o Il Forno, que é uma delicatessen que serve muitos pratos – incluindo uma deliciosa pizza ao estilo siciliano.
Os que procuram uma experiência gourmet tem de reservar mesa no Casual (Via S. Vigilio, 1), um dos dois restaurantes estrela Michelin de Bérgamo.

Depois do almoço é hora de descer até à Cittá Bassa para continuar a explorar Bérgamo.
Escolham o caminho mais longo e em vez de apanhar o funicular, passem pelo portão principal da cidade — Porta San Giacomo, e sigam pelas Muralhas de Veneza. Estas muralhas estão classificadas como Património Mundial da Unesco e oferecem vistas muito agradáveis para a cidade baixa.

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Há uma riqueza de belos edifícios para ver nesta parte da cidade e pode ser difícil saber por onde começar, mas a Igreja de Santa Maria delle Grazie na esquina da Viale Papa Giovanni XXIII e Porta Nuova – com sua cúpula verde do século XIX encimada por uma estátua dourada, é uma boa opção. As origens da igreja remontam a 1422 quando um convento foi construído no local. Os belos claustros foram preservados dentro dos edifícios da igreja, embora o convento tenha sido extinto no início do século XIX.

Dignos de atenção são também, os distintos Propilei di Porta Nuova, dois edifícios que parecem pequenos templos e foram desenhados por Ferdinando Crivelli em meados do século XIX; o monumento Donizetti, na Piazza Cavour - erguido em 1897 para comemorar o primeiro aniversário do nascimento de famoso compositor que nasceu em Bérgamo; A Igreja dei Santi, na esquina da Via Torquato Tasso com o Largo Bortolo Belotti, pelos belos frescos do século XVIII e magnífico retábulo; o Palazzo della Provincia na Via Torquato Tasso - sede do governo provincial de Bergamo, construído entre 1864 e 1871, a primeira obra pública a ser realizada em Bergamo após a proclamação do Reino da Itália e o Palazzo delle Poste, na Via Masone — uma impressionante peça arquitetónica.

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Terminem a visita a Bérgamo na cidade baixa, desfrutando de uma hora de aperitivo num dos muitos cafés de rua da região. Existem inúmeros restaurantes e bares como o Wood Bear & Drinks (Piazza Pontida, 18), por exemplo, onde podem desfrutar de um Aperol Spritz e de um prato de petiscos por menos de 10€ por pessoa – mas lembrem-se que as melhores casas enchem logo por isso tentem arranjar lugar logo às 19h00.

Finalizem com um belo jantar no terraço do Hotel Excelsior San Marco (Piazza della Repubblica,6) que oferece vistas maravilhosas para a Città Alta.

Podem ler mais sobre Bérgamo aqui

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Tchau!

Travellight

Qua | 19.10.22

Cassoeula Lombarda

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Cassoeula Lombardia é um prato tradicional e suculento da região Italiana da Lombardia. É basicamente um estufado de carne e legumes, tipicamente invernal e com um sabor único e reconfortante.
O nome cassoeula ou casòla provavelmente deriva da colher com a qual é misturado (casseou) ou ainda do nome da panela na qual é preparado (caçarola).

INGREDIENTES

1,5 kg de couve lombarda
3 aipos
4 cenouras
2 tomates
1 chalota
1,5 kg de entrecosto de porco (corte italiano)
8 fatias de salame italiano (ou em alternativa chouriço)
2 ou 3 folhas de louro
1 caldo de legumes dissolvido em água quente
Vinagre a gosto
1 copo de vinho branco
Sal e pimenta preta a gosto
Azeite extra virgem a gosto

PREPARAÇÃO

Corte o aipo, a cenoura e o tomate em pedaços pequenos, depois frite a chalota picada em azeite extra virgem numa panela. Adicione o entrecosto de porco e misture com o vinho branco.

Adicione os legumes cortados e as folhas de louro, cubra com o caldo de legumes e, se necessário adicione sal, deixando cozinhar por cerca de uma hora, acrescentando uma concha de caldo de vez em quando para o molho não secar.

Entretanto, lave a couve, retire os talos e parta cada folha em cerca de quatro pedaços com as mãos. No fim do tempo de cozedura da carne, adicione a couve à caçarola e deixe cozinhar por mais meia hora, acrescentando sempre que necessário, mais caldo

Noutra panela, ferva as fatias de salame em água por 15 minutos. Depois de ter passado meia hora da adição da couve, coloque o salame e uma pitada de pimenta preta, na panela.
Deixe cozinhar por mais 10 minutos e no final tempere com um fio de vinagre de vinho branco.

Está pronto a servir!

 

Receita adaptada, com pequenas alterações, do site Buonissimo

Ter | 18.10.22

Lecco | Itália

Cidade rica em história e beleza, Lecco, pode ser menos conhecida que Belaggio ou Como, mas o seu lago de águas cristalinas, emoldurado pelas dramáticas montanhas Orobie é um lugar que sempre inspirou poetas, escritores e artistas. É tranquilo nos meses mais frios quando as famílias que ali passam o verão desaparecem e, é por isso mesmo, um destino maravilhoso para uma escapadinha romântica, menos evidente e original.

UNADJUSTEDNONRAW_thumb_14e2fFotos: Travellight

A maior atração de Lecco é a sua geografia. Ainda antes de sairmos do comboio, o cenário deslumbrante proporcionado pelos Alpes de Orobie capta a nossa atenção. Mais 10 minutos a pé, a partir da estação ferroviária, e é o lago que nos tira o fôlego. Sereno, de águas transparentes, bonito como o cenário de uma história de amor — que (sem surpresa) já foi escrita e eternizada no clássico da literatura italiana “Os Noivos”, de Alessandro Manzoni.

O centro histórico de Lecco fica na margem do lago. Pode não ser tão grande ou rico quanto o de outras cidades italianas, mas tem vários elementos que merecem uma visita e num breve passeio podemos observar as marcas que deixou na cidade o domínio de Milão, na figura da família Visconti, e depois a dominação espanhola e austríaca.
As maiores atrações são a Torre medieval na Piazza XX Settembre, conhecida como Torre Viscontea; o trecho das muralhas da cidade, chamado de Vallo delle Mura; e a Basílica di San Nicolò, na Piazza Cermenati, dedicada ao santo padroeiro de Lecco,. A torre sineira tem 96 metros de altura e é a segunda torre sineira mais alta da Itália. Por causa da sua aparência que lembra um lápis é chamada de “matitone” (lápis em italiano).

Quando visitei a Basílica tive a sorte acrescida de ver tocar a Orquestra Sinfónica de Lecco, que ali estava a ensaiar um espetáculo. Foi inesperado e transformou uma visita banal em algo especial e inesquecível.

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O lago e as montanhas oferecem aos visitantes muitas atividades ao ar livre:

- Andar de bicicleta à beira do lago ou acompanhar o rio Adda — existem ciclovias que seguem o rio e, na verdade, vão até Milão!

- Caminhar por trilhas que vão das mais simples e cénicas, como a que leva ao “Bivacco Magnodeno“, um maravilhoso miradouro da cidade; às mais exigentes e severas como o “Sentiero del Viandante“, um longo e antigo caminho comercial que liga Abbadia Lariana a Colico. Está dividida em 4 etapas e uma delas é Lecco.

- Apanhar o ferry para Bellagio. Há pelo menos um por dia e a viagem leva cerca de 1h30. O bilhete ida e volta custa cerca de 18€

- Apanhar o teleférico para Piani D'Erna. O teleférico foi originalmente construído para a estação de esqui, mas hoje é usado principalmente por turistas que querem aceder à montanha para ver as vistas ou fazer caminhadas. O bilhete ida e volta custa 8€. Para chegar à estação do teleférico apanhem o autocarro 5 na piazza Manzoni para Funivia Piani d'Erna (são cerca de 15 minutos até ao teleférico).

- Praticar esqui no inverno. Os resorts perto de Lecco não são grandes, mas tem boa reputação e são adequados para praticantes de todos os níveis;

- Aproveitar as praias Malgrate e Abbadia Lariana no verão. As duas praias ficam a curta distância de Lecco (ficam a poucos minutos se forem de autocarro). Quem quiser nadar no lago Lecco, pode ainda ir à praia de Lierna, à praia de Varenna ou à praia pública de Bellano, um pouco mais distantes.


Para um pouco de cultura visitem o Museo di Storia Naturale (Museu de História Natural), o Museo Storico (Museu Histórico) e o Museo Archeologico (Museu Arqueológico), todos instalados no Palazzo Belgiojoso. A Galleria Comunale d'Arte (Galeria de Arte Cívica), também merece uma paragem.

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Lecco, como qualquer cidade da Lombardia, proporciona uma experiência culinária incrível. Do queijo às carnes nobres, massas e vinhos, tudo é delicioso.
Há muitos restaurantes na Piazza XX Settembre e na Piazza Zermenati, mas se não quiserem gastar muito dinheiro, parem num supermercado ou passem pelas lojinhas que vendem produtos tradicionais e preparem um belo piquenique para degustar à beira do lago.

COMO CHEGAR

Chegar a Lecco é muito fácil. A cidade fica localizada a 40 minutos de comboio de Bergamo e o bilhete de ida e volta custa 7,40€ por pessoa.
De Lisboa e Porto a Ryanair oferece voos diretos para Milão Bergamo que se comprados com antecedência podem ficar por menos de 30 € por pessoa (ida e volta de Lisboa a 24 de Novembro e regresso a 28 de Novembro 2022, por exemplo, fica por 29,98€).

ONDE FICAR

O alojamento é o que pode ficar mais caro, mas há muitas opções entre hotéis e alojamentos locais que vão desde os 65€ aos 110€/dia.

 

Espreitem o destaque "Lecco" na minha página de Instagram para ver um pouco mais desta bonita cidade italiana e sigam as stories nesta rede social, para inspiração e ideias para passeios, férias e fins de semana.

Tchau!

Travellight

Qua | 05.10.22

Ovos en Meurette

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Ovos en Meurette são um dos muitos pratos tradicionais da culinária francesa que podemos encontrar nos restaurantes da cidade de Lyon. É uma receita que tem por base ovos escalfados e molho de vinho tinto.
Os ovos escalfados podem ser preparados em água a ferver e depois servidos com o molho Meurette (e a clara de ovo mantém a sua cor branca) ou cozidos diretamente no molho Meurette que infunde a clara do ovo com a cor e o sabor do molho.

INGREDIENTES

4 fatias grossas de bacon, cortadas transversalmente em tiras 

10 a 12 cebolas pequenas, descascadas
170 gr de cogumelos cortados em fatias grossas
1 dente de alho esmagado
3 chávenas de vinho tinto
1 colher (de chá) de açúcar
1 colher (de chá) de folhas frescas de tomilho, picadas
¼ chávena de vinagre de vinho tinto
¼ chávena de azeite extra-virgem
4 fatias de pão branco
Sal e pimenta preta moída na hora, a gosto
4 ovos
2 ramos de salsa (folhas picadas, para guarnecer)

PREPARAÇÃO

Adicione o bacon a uma panela grande em fogo médio, mexendo ocasionalmente até que esteja cozido e dourando levemente nas bordas, cerca de 6 minutos. Retire da panela e reserve. Se houver muita gordura na panela, despeje um pouco, deixando cerca de 2 colheres (de sopa) na panela.

Junte a cebola e os cogumelos e cozinhe até a água dos cogumelos evaporar, cerca de 6 minutos. Adicione o alho e cozinhe, mexendo ocasionalmente, até ficar dourado, cerca de 2 minutos. Adicione depois o vinho tinto, o açúcar e o tomilho. Cozinhe por 30 minutos ou até que o vinho diminua em um terço. Adicione por fim o vinagre de vinho tinto e ¼ de chávena de água e cozinhe em fogo baixo até o molho reduzir em mais um terço, cerca de 20 minutos.

Numa panela adicione o azeite. Quando estiver quente, frite delicadamente o pão de ambos os lados até dourar levemente, cerca de 2 minutos de cada lado. Corte o pão em tiras, coloque em cima de uma toalha de papel e tempere levemente com sal. Reserve.

Encha uma panela funda com água suficiente para cobrir completamente um ovo. Deixe ferver e depois reduza o fogo.

Quebre os ovos numa tigela (um de cada vez) e deslize-o suavemente para dentro da água para o escalfar. Use uma colher para direcionar a forma do ovo. Cozinhe por cerca de 3 a 4 minutos, até que as claras estejam firmes, mas as gemas ainda estejam macias e escorrendo. Repita o mesmo processo com os outros 3 ovos.

Encha 4 tigelas pequenas com os cogumelos, a cebola e o molho de vinho tinto. Adicione um ovo escalfado a cada uma, acrescente por cima o bacon cortado em pedacinhos e a salsa picada.

Tempere os ovos com pimenta preta moída e sirva o prato com o pão frito ao lado.

 

Ter | 04.10.22

A cultura do vinho em Washington D.C.

Washington é muito mais do que política, museus e monumentos. A sua proximidade com Maryland e Virgínia significa que a uma curta distância de carro é possível encontrar dezenas de vinhas e adegas e fazer fantásticas degustações.

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Nos últimos anos Washington ganhou bastante fama entre os amantes da boa comida e entre os sommeliers e isto impulsionou o enoturismo e os roteiros que proporcionam uma imersão na cultura do vinho.

Os roteiros incluem habitualmente a visita a adegas, degustações e o acompanhamento do processo de produção do vinho.

Se nos seus planos futuros está uma visita à capital norte-americana, considere explorar esta faceta da cidade. Com certeza que não se vai arrepender.

ADEGAS E VINHAS NOS ARREDORES DA CIDADE

Washington, tem dezenas de vinícolas a cerca de 1 hora de distância do centro da cidade, mas pode ser difícil escolher uma para visitar por isso, para lhe ajudar, deixamos aqui uma lista das cinco melhores:

RDV VINEYARDS, DELAPLANE

A equipe da RdV Vineyards decidiu criar vinho de classe mundial num lugar onde os especialistas diziam não ser possível. O seu foco e esforço conduziram à produção de dois vinhos, Lost Mountain e Rendezvous. Ambos são misturas de uvas bordeaux e exibem o melhor de cada safra.

Uma visita a RdV é uma experiência excecional que começa com um longo passeio pela propriedade e termina com uma degustação de vinhos combinados com queijos e charcutaria.

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LINDEN VINEYARDS, LINDEN

Localizada no topo de uma colina com vista para as vinhas, a sala de degustação da Linden é tranquila e pitoresca e oferece alguns dos vinhos mais bem cotados da Virginia.

A Linden defende a ideia de que um grande vinho começa nas videiras e por isso concentra todas as suas energias no cuidado das suas vinhas, encostas e vales circundantes.

Durante a visita da propriedade é possível escolher entre um menu de tintos e brancos e desfrutar de um copo ao ar livre, numa agradável esplanada. A Linden Vineyards não recebe grupos grandes e isso permite-lhe manter sempre um ambiente calmo.

Este é mesmo o lugar perfeito para uma tarde relaxante e refrescante de degustação de vinhos.

BOXWOOD ESTATES, MIDDLEBURG

A Boxwood Estates possui uma das mais belas caves da região e é conhecida por ser uma propriedade semelhante às que se podem encontrar na região francesa de Bordéus.

A belíssima propriedade inclui um edifício de design interessante que abriga a sala de degustação, salas de produção de vinho e as caves.

CHRYSALIS VINEYARDS, MIDDLEBURG

A estrela da Chrysalis Vineyards é a uva nativa, Norton. Durante uma visita a esta quinta poderá degustar vinhos produzidos com esta uva juntamente com vários outros vinhos franceses e espanhóis, como Viognier, Albariño, Tempranillo e Graciano.

Experimente a degustação de 10 vinhos da Chrysalis e faça um piquenique com vista para as extensas vinhas que cobrem as colinas da região montanhosa da Virgínia.

PEARMUND CELLARS, BROAD RUN

A Pearmund Cellars foi eleita a Melhor Adega da Virgínia, por três anos consecutivos e oferece uma série de diferentes experiências vinícolas que vão desde a tradicional visita da propriedade e degustação de vinhos até a aulas para pequenos grupos sobre comida e vinho.

img_9508EXPERIÊNCIAS NA CIDADE

Apesar da excelente oferta vinícola nos arredores de Washington, não é necessário deixar a cidade para degustar vinhos excelentes. A capital dos Estados Unidos tem uma série de lugares que cumprem bem esta função.

FLIGHT WINE BAR

Localizado no meio de Chinatown o Flight é um bar moderno e circular que parece ter saído de um filme de ficção científica ou de um episódio dos The Jetsons.

Os proprietários e sommeliers certificados, Kabir Amir e Swati Bose, criaram uma extensa carta de vinhos baseada nas suas viagens pelo mundo e por isso, no Flight Wine Bar, conseguimos encontrar mais de 600 vinhos diferentes incluindo muitos produzidos por pequenas adegas familiares.

MAXWELL PARK

O Maxwell Park é um carrossel de surpresas. Não é o típico bar de vinhos, mas antes um espaço onde chefs convidados, visitas de sommeliers e encontros organizados por enólogos estão constantemente a acontecer. Duas visitas ao Maxwell nunca são iguais e é isso que faz com que as pessoas voltem sempre.

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BALTIMORE

Este bar, localizado no animado bairro de Shaw, possui cerca de 500 rótulos na sua carta de vinhos. Dos 50 vinhos oferecidos a copo, 40 são alterados mensalmente e selecionados de acordo com diferentes temas.

DCANTER

Esta loja de vinhos está repleta de garrafas raras e tem o seu foco em pequenos produtores.
O inventário global muda constantemente e os membros da equipa estão sempre prontos para ajudar o cliente a conhecer as novas adições. Todos os fins de semana, na parte da tarde, a loja realiza também degustações de vinho.

DISTRIT WINERY

Esta adega, localizada ao longo do rio Anacostia foi inaugurada em agosto de 2017 e rapidamente, tornou-se um hotspot. O espaço abrange uma sala de produção, bar de degustação e restaurante. A maioria das uvas é proveniente da Califórnia, Nova Iorque e Washington.

Artigo patrocinado pela TAP e publicado originalmente no Sapo Lifesyle