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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Qui | 26.08.21

Tipsy laird | Uma doce sobremesa escocesa

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Esta sobremesa não é apenas deliciosa, é também bonita de ver. Camadas de pão-de-ló, framboesas, leite creme, chantilly e um pouco de uísque — mais escocês impossível!

INGREDIENTES

12 fatias de pão de ló
600 ml de leite creme
500 g de framboesas para decorar
320 g de doce de framboesa
250 ml de natas
8 colheres (de sopa) de uísque escocês
8 colheres (de sopa) de sumo de laranja


PREPARAÇÃO


Camada 1 - Pão de Ló

Corte cada fatia ao meio e espalhe o doce de framboesa, depois junte novamente como se estivesse a fazer uma sanduíche.
Corte as fatias para caberem nas tigelas ou nos copos que vai usar para colocar a sobremesa. Se necessário, corte pedaços menores de pão de ló para preencher as lacunas. Isso garante que o resto da sobremesa tenha uma base firme para ser construída. A primeira camada deve ter pelo menos 2,5 cm de espessura, dependendo do tamanho da tigela.
Assim que a camada estiver bem colocada em cada tigela, coloque-as de lado.

Aqueça suavemente o doce de framboesa numa tigela própria para micro-ondas para diluí-la. Retire do micro-ondas e acrescente o whisky e o sumo de laranja. Deixe arrefecer e prove para ver se deseja adicionar mais whisky ou sumo de laranja.

Despeje essa mistura sobre a camada de pão de ló, certificando-se de que tudo fique bem húmido.

Certifique-se de que esta camada fica totalmente fria antes de adicionar a próxima.

Camada 2 - Leite Creme

Corte bastantes framboesas ao meio, coloque a metade cortada voltada para baixo por cima da camada de pão de ló embebido.
Depois de colocar esse anel de framboesas despeje o leite creme sobre esta camada. Esta camada deve ter a mesma espessura que a camada de pão de ló.

Deixe o creme arrefecer colocando uns minutos no frigorífico para ficar mais definido.

Camada 3 - Natas

Bata as natas em chantilly e coloque delicadamente por cima da camada de leite creme.

Decore com framboesas inteiras e leve ao frigorífico até ao momento de servir.

Retire do frigorífico e complete a decoração adicionando por cima de cada tigela de Tipsy Laird, umas amêndoas torradas.

Sirva imediatamente.

 

Receita retirada com adaptações do site scottishscran.com

Qua | 25.08.21

The Kelpies | Escócia

Falkirk, uma cidade no centro da Escócia, a noroeste de Edimburgo, é o lar das The Kelpies, as maiores esculturas equestres do mundo. Inauguradas em abril de 2014, estas esculturas que retratam duas cabeças de cavalo, tem 30 metros de altura e são absolutamente impressionantes.

fullsizeoutput_5ce8Fotos: Travellight

The Kelpies estão localizadas em Helix Park, perto da autoestrada M9, ​​e para além de serem uma obra de arte magnífica, tem por trás uma lenda escocesa muito interessante:
Os “kelpies”, segundo conta o povo, eram espíritos aquáticos que assombravam rios e riachos, geralmente sob a forma de um cavalo. Mas era preciso ter muito cuidado com eles porque apesar da sua aparência doce, estes espíritos eram malévolos!
O kelpie aparecia como um cavalo bonito à beira de um rio para atrair crianças que, ingénuamente queriam brincar com ele. Assim que o montavam porém, ficavam presas na sua pele mágica e pegajosa e nunca mais conseguiam escapar. O kelpie arrastava-as então para o rio e acabava por as comer 😳

Os kelpies também podiam usar os seus poderes mágicos para provocar uma inundação e destruir tudo à sua volta. Mas tinham um ponto fraco: se alguém conseguisse segurar um pelo freio, ganhava comando sobre todos eles.
Diz-se que um kelpie cativo teria a força de pelo menos 10 cavalos e a resistência de muitos mais. Há inclusive rumores de que o clã MacGregor tem a rédea de um kelpie apanhado em Loch Slochd, passada de geração em geração.

O som da cauda de um kelpie a entrar na água, dizem-nos os escoceses, é semelhante ao de um trovão, por isso os viajantes são avisados para ter cuidado se estiverem a passar por um rio e ouvirem um som sobrenatural: pode ser um aviso do kelpie de que uma tempestade se aproxima.

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As extraordinárias esculturas que homenageiam esta lenda, são uma façanha de engenharia que se transformou numa enorme atração turística da Escócia.
Pesando mais de 300 toneladas cada, os kelpies foram projetados pelo escultor escocês Andy Scott.
Ele é especialista em aço galvanizado e já produziu várias peças notáveis, mas os kelpies são o seu trabalho mais conhecido.
O design dos Kelpies começou cerca de 5 anos antes da sua construção. Em 2008, Andy Scott criou três versões em miniatura no seu estúdio em Glasgow, cada um com apenas um metro de altura. Estes foram então digitalizados por lasers para ajudar os fabricantes de aço a criar depois os componentes na escala necessária.

Os modelos para as esculturas foram dois cavalos de Glasgow chamados Clydesdales Duke e Barão,
que segundo o artista, foram muito pacientes e bem educados durante o processo de criação.

Qualquer pessoa pode ver os kelpies de forma gratuita no Helix Park, a qualquer hora do dia, 365 dias do ano. Para entrar dentro de uma das esculturas, no entanto, é preciso pagar uma pequena taxa.

 

Tchau!

Travellight

Sab | 21.08.21

Tortas de Azeitão

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Conta-se que as famosas tortas de Azeitão, delicioso doce regional do concelho de Setúbal, tiveram a sua origem um pouco longe dali, mais precisamente em Fronteira (Alentejo). Consta que a receita foi trazida por um familiar do dono da pastelaria O Cego, no início do século XX e foi aí que começou o seu fabrico em Setúbal, primeiro com uma torta grande que era vendida em fatias, e só passado algum tempo, sob a forma de pequenas tortas individuais.

Embora muitas pessoas fabriquem agora as tortas, nenhumas se igualam às famosas e já conhecidas tortas do Cego, família que detém o segredo e que o tem passado de geração em geração.

São um doce muito apreciado e muita gente desloca-se de propósito a Azeitão para as comer.

Partilho aqui a receita para quem quiser experimentar fazer em casa. Pode não ser a receita original, mas o resultado é delicioso na mesma 😃

INGREDIENTES

Massa das Tortas
10 ovos (com gemas e claras separadas)
180 g açúcar
50 g farinha maizena
Raspa de meio limão (opcional)
Manteiga para untar

Doce de Ovos
6 gemas de ovo
90 g de açúcar
180 ml de água

Canela (opcional)


PREPARAÇÃO

Comece a preparar a massa, batendo numa tigela, as gemas com o açúcar até obter um creme homogéneo e esbranquiçado.
De seguida junte a farinha maizena, com a ajuda de uma peneira para não criar grumos e, se quiser, junte a raspa de 1/2 limão.

Bata as claras em castelo, e depois junte-as às gemas, envolvendo tudo bem com uma colher de pau, mas sem bater, para manter a massa fofa e suave.

Forre um tabuleiro grande com papel vegetal e unte com manteiga polvilhada com farinha.

Verte a massa para o tabuleiro. A camada que vai ser usada para fazer as tortas tem de ser fina (uns 2 cm), por isso se não tiver um tabuleiro grande, use 2 tabuleiros.

Deixa repousar por uns 30 minutos para que as gemas se comecem a separar das claras. É isso que, depois de cozidas, dá às tortas o seu famoso aspeto.

Leve as formas a um forno aquecido à temperatura de 220º C, só com calor a vir debaixo (para não tostar a tarte). Deixe cozer por uns 15 minutos (se cozer demais a massa perde a elasticidade e torna-se mais difícil de enrolar)

Prepare o doce de ovos, enquanto a massa está no forno.

Coloque num pequeno tacho, a água com o açúcar e comece a ferver até atingir o ponto de fio (por volta de uns 10 minutos). À parte bata as gemas.

Quando o açúcar atingir o ponto, verta-o aos poucos para cima da gemas, batendo sempre sem parar.
Depois de todo o açúcar vertido, leve ao lume para engrossar um pouco e quando estiver a seu gosto, retire do lume.

Finalmente desenforme a massa já assada, em cima de um pano. Retire o papel vegetal e imediatamente barre tudo com o doce de ovos. Se desejar, polvilhe o doce de ovos com um pouco de canela.

Corte a massa em tiras retangulares de 12 por 8 cm e enrole cada tira com a ajuda do pano para criar as tortas.



Estão prontas a servir!


https://www.iguaria.com/sobremesa/torta/tortas-de-azeitao/

Sex | 20.08.21

Four Points by Sheraton Sesimbra

Localizado na Vila de Sesimbra, no coração do Parque Natural da Serra da Arrábida, O Four Points by Sheraton é uma excelente opção de estadia para quem vem de longe e quer conhecer melhor esta região de Portugal ou para quem procura apenas um hotel para relaxar numa bela escapadinha de fim de semana.

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Situado numa encosta frondosa com vista para o Oceano Atlântico, este hotel fica a 500 metros da Praia de Ouro, a 700 metros da Praia da Califórnia e tem um decoração de inspiração marítima, agradável e elegante.

O serviço de check-in foi um pouco demorado e obrigou-nos a esperar por mais de 30 minutos,  apesar de já passar da hora estabelecida para a entrada nos quartos. No entanto, a simpatia do funcionário que nos atendeu, compensou o aborrecimento e ajudou a dissipar o mau humor.

Todos os cuidados de higiene exigidos atualmente (gel, máscaras, distanciamento…) foram cumpridos e, completado o check-in, indicaram-nos um quarto espaçoso, confortável, com um excelente chuveiro e um terraço onde podíamos apanhar sol.

O acesso aos quartos é feito por corredores exteriores, por isso quando as temperaturas estão altas é maravilhoso, mas durante a noite quando o sol se vai e o vento se levanta, pode ser um pouco desagradável. Por isso quando saírem para jantar não se esqueçam do casaquinho 😉.

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As praias, não sendo longe do hotel, ainda são “um esticão” se decidirmos ia a pé. O terreno em volta é acidentado e pessoas com problemas de mobilidade podem sentir alguma dificuldade. A boa notícia é que o Four Points oferece um serviço de transporte gratuito de/para a praia de Sesimbra (exige pré-marcação).

Quem só quer relaxar sem ir para longe, a piscina é o melhor lugar. É enorme, tem muitas espreguiçadeiras em volta, e de manhã cedo, quando não está ninguém ou quase ninguém, é ma-ra-vi-lho-sa!!

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O pequeno almoço é servido em buffet e é bastante bom e variado. Tem tudo aquilo que esperamos de um serviço de hotel.

Jantei uma vez no restaurante do Four Points e a experiência foi razoável, mas não memorável, tanto em relação à comida (que prometia muito em termos de apresentação, mas falhou, em alguns pratos, no sabor), como em relação ao serviço que se revelou confuso e desatento.

Ao contrário do que se passou no serviço de pequeno almoço que foi muito competente, alguns dos empregados de mesa ao jantar, pareciam pouco experientes…

O bar funciona bem e os cocktail são ótimos.

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De um modo geral gostei da estadia e recomendo a quem quer passar uns dias a conhecer a Península de Setúbal, ver a Serra da Arrábida, fazer o roteiro dos 3 castelos ou aproveitar as bonitas praias da região.

Nota: O hotel oferece descontos para a terceira idade. Quem tem 62 anos ou mais, pode economizar pelo menos 10% na tarifa do quarto 😃

Para mais ideias de onde ficar e inspiração para escapadinhas em Portugal, sigam-me no Instagram e no Facebook

Tchau!
Travellight

 

Qui | 19.08.21

O Cabo Espichel

O Cabo Espichel é um dos locais mais icónicos e bonitos de Sesimbra e de toda a península de Setúbal.

Aqui, onde a terra mergulha no Atlântico e o vento bate forte, há vistas maravilhosas para apreciar, história e lendas para conhecer, um farol e até pegadas de dinossauro para descobrir.

UNADJUSTEDNONRAW_thumb_dbc9Fotos: Travellight e H. Borges

Apesar de degradado, o Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, também conhecido como de Nossa Senhora da Pedra Mua, continua a ser um local impressionante. Recentemente foi aberto um concurso que prevê a recuperação deste património com a construção de um hotel ou outro projeto com vocação turística, mas até lá o Santuário mantém uma aura fantasmagórica, com as suas arcadas brancas abandonadas, portas emparedadas e uma grande cruz na entrada do recinto de terra batida.

É um notável conjunto arquitetónico que foi dedicado a um culto que remonta a 1410, ano em que, segundo a lenda, dois velhos — um da Caparica, outro de Alcabideche — tiveram um sonho idêntico, durante o qual foram avisados pelo Céu de que se encontrava na extremidade do Cabo Espichel, uma imagem de Nossa Senhora.
No local onde foi descoberta a imagem, construiu-se um templo primitivo, que até ao início do século XVIII foi circundado por casas que abrigavam os romeiros que ali se dirigiam em peregrinação para venerar Nossa Senhora.

A atual igreja, com desenho do arquiteto João Antunes, foi edificada de costas para o mar, por ordem real, entre 1701 e 1707. A partir de 1715, a grande afluência de peregrinos ao Cabo obrigou a que se construíssem duas alas de hospedarias com sobrados e lojas, as quais foram ampliadas entre 1745 e 1760. Mais tarde, construiu-se o sistema de abastecimento que inclui o aqueduto e a casa da água e, posteriormente, a Casa da Ópera, da qual hoje só restam ruínas.

No interior, podem encontrar-se alguns testemunhos artísticos de valor, nomeadamente o retábulo do altar-mor em estilo barroco nacional que guarda a imagem da Senhora do Cabo, o teto com pintura em perspetiva (executada em 1740 por Lourenço da Cunha) e as pinturas quinhentistas da autoria do Mestre da Lourinhã, que representam São Tiago e Santo António e podem ser vistas na sacristia.

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A alguns metros do Santuário, sobre as escarpas, ainda existe a pequena Ermida da Memória, datada do século XV e construída no preciso local da aparição. O seu interior está revestido por painéis de azulejos do século XVIII que contam a lenda da Senhora do Cabo.

No exterior, a beleza fica toda a cargo da Mãe Natureza. As vistas são de tirar a respiração!

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Um pouco mais afastado, à esquerda do Santuário, fica o imponente Farol do Cabo Espichel.
Foi construído em 1790 e mantém-se em funcionamento até hoje, iluminando a costa com o seu poderoso feixe de luz que se estende por quase 50 quilómetros

A sua abertura ao público, por iniciativa da Marinha Portuguesa, ocorria uma vez por semana e incluía uma visita guiada. Atualmente, por conta da pandemia, não sei se isto se mantém. Mas admirar a paisagem do alto da torre de 32 metros é, por si só, uma experiência que vale os 135 degraus de pedra e 15 de ferro que é preciso subir para lá chegar.

Dentro da torre é também possível observar as máquinas que funcionavam a vapor de petróleo, e que em 1883 substituíram os candeeiros alimentados a azeite, e o antigo sistema de relojoaria, que em caso de avaria dos motores está pronto para entrar em ação. 

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Outro motivo de interesse no Cabo Espichel são as pegadas de dinossauros que se podem vislumbrar na jazida da Pedra da Mua.

O caminho que permite observar estes vestígios começa junto ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo e segue por uma estrada de terra batida até ao cimo do monte de onde os visitantes conseguem vislumbrar a jazida. É aqui que as pistas de dinossauros são bem visíveis, mesmo ao longe, nas quase verticais lajes rochosas existentes entre o Cabo Espichel e a baía dos Lagosteiros.

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Assim é o Cabo Espichel, mais um pedacinho encantado deste nosso Portugal.

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Tchau!
Travellight

Qua | 18.08.21

Como fazer funcionar um relacionamento à distância

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Apaixonar-se (por uma pessoa e não apenas por um lugar) pode ser um dos “efeitos colaterais” de viajar. Quando encontramos a nossa alma gémea e ela vive noutra cidade ou até noutro país, gerir a distância física e não permitir que esta se transforme numa distância emocional, pode ser um verdadeiro desafio.
Determinação, otimismo, esforço e claro muito amor, são elementos indispensáveis para transformar um affair memorável, numa história de amor permanente.

Estas são as minhas dicas para um relacionamento à distância bem sucedido:

1. Encontrem o melhor momento do dia para comunicar

Mesmo que as mensagens de texto e os e-mails funcionem 24 horas por dia, 7 dias por semana, às vezes precisamos de conversar e de obter um feedback imediato e, para isso, é necessário os dois estarem disponíveis para um telefonema ou para uma vídeo chamada.

Dependendo da distância e do fuso horário, pode levar algum tempo a descobrir a altura do dia que melhor funciona para os dois. Mas a prática faz a perfeição e, quando se ama, reservar um tempo para o outro é importante, independentemente de vivermos na mesma casa ou longe um do outro.

Hoje em dia, não há desculpas para não dividir o tempo com o nosso parceiro, seja a cozinhar, a comer ou a passear, mesmo que apenas por meio de uma vídeo chamada.

2. Sejam criativos

Gravem uma mensagem de áudio a cantar ou a tocar, mandem entregar flores, um livro ou um cesto de pequeno-almoço, escrevam uma carta ou enviem uma fotografia ou talvez um pequeno vídeo (mas cuidado com o que enviam: não se esqueçam que uma vez na net, sempre na net 😜). Usem a imaginação e encontrem novas e surpreendentes maneiras de fazer a outra pessoa saber que estão a pensar nela.

3. Não evitem as discussões

Esta dica pode parecer estranha, afinal se vocês apenas se veem por pouco tempo durante a semana ou só uma vez por mês, para quê passar o tempo a discutir, não é?
Bom, acontece que evitar sempre brigas e ficar longe de discussões pode ser prejudicial a longo prazo.
Para que uma relação funcione e possa ter futuro, é importante falar sobre as coisas que nos incomodam, de preferência antes que estas se tornem um enorme obstáculo e acabem por destruir o casal. No entanto, atenção: nunca discutam por mensagem.
Quando não conseguimos ver ou ouvir a pessoa ou até quando falamos um idioma diferente, qualquer palavra pode ser mal interpretada e levar a um imenso mal entendido.

4. Sejam honestos

Isto é válido para qualquer relação, mas é ainda mais importante numa relação à distância onde a confiança é tudo! Tentem ser abertos e honestos sobre os vossos sentimentos e sobre o que fazem ou vão fazer no vosso dia a dia.
Não saber onde a outra pessoa está ou com quem ela saiu na noite de sábado pode levar a pensar demais e conduzir a um stress desnecessário.
É importante confiar um no outro o suficiente para compartilhar os pensamentos, sentimentos e vontades e encontrar maneiras de lidar com o ciúme, a ansiedade e as dúvidas, juntos.

5. Vejam o copo meio cheio

Um relacionamento à distância pode ser uma bênção e uma maldição. É mais difícil fazer "coisas normais de casal", como dormir todos os dias na mesma cama, ir passear de mão dada ou jantar fora no fim de semana… No entanto, também pode ser uma grande vantagem estar sozinho e ser capaz de fazer aquilo que queremos, na hora que queremos, sem ter de dar satisfações ou correr o risco de dececionar o parceiro.

6. Não deixem de partilhar a realidade do dia a dia quando estão juntos

Quando vocês se vêem apenas algumas vezes por mês ou por ano, pode parecer que estão de férias (provavelmente estão mesmo de férias ou de folga, porque é nessa altura que se podem encontrar) e não há nada de errado em relaxar e dormir até tarde, tomar um brunch e passear. Mas quando estão na casa um do outro, também é importante realizar algumas atividades “chatas” do dia a dia, como pôr a roupa suja na máquina de lavar, cozinhar ou limpar. A vivência diária, com tudo o que tem de bom e mau, é o verdadeiro teste para qualquer relacionamento.

7. Guardem uma lembrança do outro

Às vezes, nenhuma ligação ou mensagem de texto compensa o facto da outra pessoa não estar presente. Isto pode parecer completamente idiota (e provavelmente é 😜), mas naqueles dias mais difíceis ter, por exemplo, um frasco do perfume preferido dele e poder colocar umas gotas na tua pele, ajuda a sentir que estão próximos.

8. Saibam quando se vão ver novamente (ou surpreendam o outro)

Não saber quando nos vamos ver novamente, cria incerteza e baralha os sentimentos. Estes tempos de pandemia, vieram tornar tudo ainda mais complicado. Mas, na medida do possível, é importante definir o dia do reencontro. Dessa forma, podemos planear a nossa vida com antecedência e ter algo pelo qual ansiar!
Visitas espontâneas, de surpresa, também são fantásticas e ajudam a manter viva a paixão.

Ter | 17.08.21

Kaiserschmarrn | A deliciosa panqueca austríaca

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Kaiserschmarrn é um prato tradicional austríaco, que consiste numa panqueca doce e fofa, partida em pequenos pedaços, coberta com açúcar de confeiteiro e acompanhada com uma compota de frutas.

Pode ser servida como sobremesa ou no pequeno almoço.

Fica aqui a receita para quem quiser experimentar fazer em casa 😃

INGREDIENTES

6 ovos, (com gema e clara separada)
3 colheres (de sopa) de açúcar
350 ml de leite
1 colher (de chá) de extrato de baunilha (opcional)
130 g de farinha
pitada de sal
2 colheres (de sopa) de manteiga para fritar a panqueca

Açúcar em pó
Compota de frutas

 

PREPARAÇÃO

Numa tigela grande, bata as claras e o açúcar em castelo (despeje lentamente o açúcar enquanto bate, para um melhor resultado).

Noutra tigela grande, misture as gemas, o leite e o extrato de baunilha até incorporar. Adicione a farinha e o sal e mexa delicadamente até que não haja grumos.

Junte delicadamente as claras em castelo à mistura de gema, leite e farinha até que a mistura fique homogénea.

Aqueça uma frigideira anti-aderente grande, em fogo médio.

Derreta 1 colher (de sopa) de manteiga na frigideira.

Despeje metade da mistura que preparou antes, na frigideira. Espere cerca de 5 a 7 minutos ou até que a parte de baixo da panqueca esteja dourada. Vire a panqueca e doure do outro lado por mais 2 a 4 minutos. Corte e parta a panqueca em pedaços pequenos e mexa para dourar todos os pedaços por igual, certificando-se de que a massa fica bem cozida.

Retire os pedaços para uma travessa e repita o mesmo processo com a outra metade da mistura.

Sirva os pedaços de kaiserschmarren em travessas ou pratos individuais, polvilhados com açúcar de confeiteiro e compota de frutas.

 

Receita retirada com pequenas adaptações do site swissfamilyfun.com

 

Sex | 13.08.21

Soprabolzano e Collalbo | Duas vilas austríacas... na Itália

Desde o século XVII, que nos meses quentes de verão, as famílias de Bolzano — então parte do Império Austro-Húngaro — viajam para a região de Renon e instalam-se nas encantadoras vilas de Soprabolzano e de Collalbo.
A sua localização, a uma altitude de 1.221 metros, seduz pelos seus belos campos verdes, montanhas, florestas e maravilhosas trilhas de caminhada.

fullsizeoutput_5c36Fotos: Travellight e H. Borges

Chegar a Soprabolzano (Oberbozen em alemão) é simples, basta apanhar o moderno teleférico que sai da cidade de Bolzano. Já para alcançar Collalbo é necessária mais uma etapa: subir a bordo de um pitoresco comboio histórico, semelhante aos que estavam em voga na Suiça, durante a Belle Époque.

Originalmente todo o percurso era realizado por um caminho ferroviário, mas em 1966 grande parte foi substituído por um teleférico, confortável e rápido, que oferece vistas incríveis sobre toda a região.
Entramos na cabine e, como por magia, ficamos suspensos no ar. Leva apenas 12 minutos a chegar ao ensolarado planalto de Renon (Ritten em Alemão) e o teleférico parte a cada 4 minutos, por isso praticamente não há tempo de espera.

Soprabolzano é uma charmosa vila de montanha cheia de encantos rústicos e naturais.
Caminhando pelas suas ruas facilmente encontramos pitorescos edifícios e em seu redor, trilhas conduzem-nos a bonitas florestas e pequenos lagos.
As vistas para as montanhas são deslumbrantes, qualquer que seja o lugar para onde os nossos olhos se virem.

A Igreja de San Giorgio e San Giacomo é uma das atrações da vila. Data do início do século XIII e tem frescos do final do século XIV. Merece uma visita, assim como o Museo della Apicoltura Plattner, que fica próximo do bonito Lago Costalovara. O Museu está instalado numa fazenda com mais de 500 anos e presta homenagem à história da apicultura. Comprar um pequeno frasco de mel caseiro na loja do museu é obrigatório! (é delicioso 😋)

Há vários percursos pedestres, com diferentes graus de dificuldade que podemos fazer. Alguns são super simples, mas nem por isso menos belos e permitem-nos percorrer os campos, conhecer as florestas alpinas ou simplesmente desfrutar de um piquenique no meio de uma paisagem deslumbrante.

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Seguindo para sudeste, a cerca de 3 quilómetros da cidade, encontramos um fenómeno bizarro, de origem natural, que ao longo dos séculos deu muita fama a Soprabolzano: as chamadas Pirâmides de Terra Vermelha.

As pirâmides, que se pensa terem mais de 25.000 anos, são colunas de argila em forma de cone que no seu topo tem uma rocha. A sua forma estranha foi durante muito tempo um mistério, mas há uma explicação para a sua existência: Os pilares de terra começaram a se formar a partir do solo argiloso deixado para trás após a última Idade do Gelo, quando os glaciares do Valle d'Isarco derreteram.

Seco, o solo é duro e firme, mas, assim que chove, torna-se uma massa lamacenta e macia, que se desmancha, formando encostas. Com mais chuvas essas encostas começam a sofrer erosão. No entanto, onde há rochas na massa lamacenta, o solo argiloso sob essas rochas fica protegido da chuva. Assim, enquanto o material circundante é continuamente castigado pelo clima, os pilares protegidos por uma rocha, literalmente erguem-se do solo para formar as majestosas pirâmides de terra.
Assim que a pedra (também chamada de chapéu) cai do seu pico, a pirâmide fica desprotegida, exposta à chuva e rapidamente pode virar poeira.

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A viagem de comboio até Collalbo, é muito agradável. É um percurso que dura menos de 20 minutos, mas que permite admirar a paisagem, ver as montanhas e relaxar, apreciando sem pressa toda aquela beleza natural.

Existem algumas paragens entre os dois terminais, por isso podemos descer, dar um passeio e descobrir mais recantos do planalto, antes de apanhar o comboio seguinte.

Chegando a Collalbo (Klobenstein em alemão), basta uma curta caminhada para alcançar o centro, onde podemos almoçar em vários restaurantes, apesar da maioria oferecer os mesmos pratos tradicionais do Tirol do Sul…

Tive a sorte de assistir a um festival onde tocaram, cantaram e dançaram grupos da comunidade Soprabolzano.
A música, os trajes tiroleses coloridos e a comida servida, pouco ou nada tinham a ver com a Itália, e por momentos pensei mesmo que estava na Áustria... afinal este território quase totalmente de língua alemã foi anexado ao Reino da Itália apenas em 1919.
O alemão continua a ser o idioma predominante e preferido aqui, embora a sinalização e os menus nos restaurantes sejam geralmente impressos também em italiano (e às vezes em inglês).

O tranquilo vilarejo de Collalbo é uma pequena localidade com cerca de 1.400 habitantes. No entanto, é o principal assentamento de Renon.

A uma altitude de mais 1.100 metros, a cidade oferece vistas deslumbrantes dos seus arredores montanhosos. De manhã podemos desfrutar do ar puro alpino enquanto bebemos um café no pequeno centro da cidade. Vale a pena visitar a pequena Igreja de Santo António e depois explorar a pé ou de bicicleta as várias trilhas de caminhada que passam por riachos e desfiladeiros dramáticos.

Outra maneira de ver a área circundante é através da Ferrovia Renon Narrow-Gauge. Basta embarcar numa das antigas carruagens de madeira em Collalbo e seguir até à estação de Maria Assunta. No caminho, as vistas incríveis para as montanhas Dolomitas, são garantidas!

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Uma das maiores atrações de Collalbo em qualquer temporada é a Arena Ritten, um centro desportivo que oferece diversas atividades ao longo do ano. No verão é usado para jogar ténis e nadar na piscina ao ar livre e no inverno, é usado para patinar na pista de gelo ou para assistir a um jogo de hóquei no gelo.

Para quem prefere a neve, a área de esqui Corno del Renon fica nas proximidades. O Corno del Renon é um pico de 2.260 metros, de onde se tem uma fantástica vista de 360 ​​° sobre os Alpes. É também chamada de “mesa redonda”.

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Tchau!

Travellight