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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Ter | 30.03.21

Bolo de Ançã | Cantanhede

fullsizeoutput_5763Foto: Cantanhedego.pt

O Bolo de Ançã, símbolo do património gastronómico da Beira Litoral, tem forte tradição na época da Páscoa. É um bolo doce, de textura leve e macia, feito à base de ingredientes simples como farinha, açúcar, ovos e manteiga.
É caracterizado por pequenas “cristas” douradas que decoram a parte superior do bolo, mas a sua origem perde-se no tempo. Sabe-se apenas que o segredo da sua confeção foi transmitido de geração em geração e que o seu sabor suave, aprimorado ao longo de mais de 200 anos, aliado ao bater da massa pela mão experiente das boleiras e à temperatura certa do forno de lenha, o transformaram num produto típico, muito apreciado, da Vila de Cantanhede.

Na impossibilidade de adquirir o original, partilho aqui a receita para quem quiser experimentar fazer em casa  😃

Ingredientes

1 kg de farinha de trigo peneirada
12 ovos
200 g de margarina
250 ml de água morna
375 g de açúcar branco
50 g de fermento de padeiro

Preparação

Desfaça o fermento em água morna.

Faça um monte com a farinha e junte, aos poucos, a água com o fermento, deixando descansar por 10 minutos.

Quebre 6 ovos, adicione a metade do açúcar e vá adicionando à massa de farinha, amassando até incorporar bem. Em seguida, vá adicionando um ovo da cada vez, com um pouco do açúcar restante, até terminarem os ovos e o açúcar.

Por último, derrete-se a margarina, junta-se também à massa, até obter uma massa lisa, elástica e homogênea. Coloque a massa num recipiente grande e fechado e deixe levedar.

Quando dobrar de volume, modele os bolos e coloque em assadeiras untadas. Deixe crescer e asse em forno quente, pré-aquecido até estarem douradinhos.

 

Receita retirada do site cozinhadeaguia.blogspot.com

 

Seg | 29.03.21

Tradições divertidas (e estranhas) de Páscoa à volta do mundo

fullsizeoutput_5760Foto: PxHere

A Páscoa é muito mais do que comer amêndoas e ovos de chocolate. É um feriado religioso importante, cheio de tradições sérias e costumes formais, no entanto, ao longo dos anos, algumas destas práticas foram sendo adaptadas e re-interpretadas com humor, resultando em atividades estranhas e bem dispostas.

Espreitem aqui algumas das tradições mais originais de Páscoa pelo mundo.

Distribuição de pretzels | Luxemburgo

Os luxemburgueses celebram o Bretzelsonndeg ou Domingo do Pretzel, no terceiro domingo da Quaresma. Segundo esta tradição, durante esse dia especial, os rapazes devem dar um pretzel à rapariga de quem gostam. Se ela aceitar a guloseima, significa que o rapaz a pode visitar no domingo de Páscoa e receber um ovo em troca. Se tudo isto acontecer num ano bissexto, os papéis invertem-se e são as raparigas a distribuir os pretzels.

breze_pretzels_salt_delicious_eat_crispy_bread_food-1034920.jpg!dFoto: PxHere

Arremesso de panelas de barro | Corfu, Grécia 

No sábado de Páscoa, às 11 horas em ponto, os residentes de Corfu atiram potes de barro (de todos os tamanhos) das suas janelas e varandas. A tradição remonta ao século XVI, quando as pessoas atiravam pela janela todos os pertences inúteis e velhos para se preparar para um ano novo. Os potes quebrados servem para espantar os maus espíritos e marcar um novo começo.

fullsizeoutput_5761Foto: Discovergreece.com

Påskekrimmen | Noruega

Uma parte importante do feriado de Páscoa na Noruega é o Påskekrimmen — a tradição de ler um romance policial ou ver uma boa série de mistério e crime na televisão. Se o feriado for passado numa cabana de montanha, o ambiente é especialmente adequado para uma noite assustadora a discutir quem pode ser o assassino.
A tradição ganhou tanta popularidade no país que até os pacotes de leite, durante esta festividade, vem com um mistério impresso, para os clientes resolverem.

mary_novel_pentaxmesuper_bookmark_thesecretgarden_fujifilmproplusii200-525068.jpg!dFoto: PxHere

Lutas de água | Polónia

Para os polacos, Páscoa que é Páscoa tem de incluir a celebração do Śmigus Dyngus, uma luta amigável de água. As festividades molhadas acontecem na segunda-feira de Páscoa onde muitos polacos se divertem atirando água uns aos outros. Antigamente, eram principalmente os solteiros que participavam das lutas de água, mas agora quase todos aderiram. As armas escolhidas são pistolas de água, garrafas vazias e, claro, os bons e velhos baldes.

water_fight_children_water_play_child_summer_fun_happy-938233.jpg!dFoto: PxHere

Super Omelete | Haux, França

Os ovos estão para a Páscoa como os presentes estão para o Natal — eles são provavelmente a comida festiva mais comum do mundo. Em Haux, França, cerca de 1.000 pessoas comem uma omelete gigante de Páscoa feita com mais de 4.000 ovos e mais de 45 quilos de bacon, alho e cebola.

1555833723663Foto: beyondpinkworld.com

Papagaios de papel | Bermudas

Nas Bermudas, fazer voar papagaios de papel é o passatempo favorito de todos durante as férias da Páscoa. Os bermudenses constroem os seus próprios papagaios, com varas de madeira, papel colorido e designs complexos. Tudo isto é finalizado com um tecido especial chamado “hummers” que emite um zumbido, conhecido como o som da Páscoa das Bermudas. Todos se reúnem e permitem que as suas belas construções voem alto, ou vão na Sexta-Feira Santa para a Praia de Horseshoe Bay, participar no Festival anual de papagaios de papel.

fullsizeoutput_5762Foto: PxHere

Halloween na Páscoa | Suécia

Na Suécia celebra-se o Halloween na primavera, na quinta-feira antes da Páscoa. As crianças fantasiam-se de bruxas (com vassouras e chaleiras de cobre) e vão de porta em porta pedir doces. As crianças costumam oferecer aos adultos ramos de salgueiro decorados ou desenhos em troca das guloseimas. A tradição vem da lenda de que as bruxas suecas iam a Blåkulla antes da Páscoa, para festejar com o diabo. Para garantir que as bruxas não voltam, os suecos queimam grandes fogueiras no domingo de Páscoa.

5a5c7ae7b615a-aster-1024x768Foto: Sweeden.se

Sab | 27.03.21

Solomillo al whiskey | Receita da tapa mais famosa de Sevilha

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Há muitas tapas que podem ser degustadas em Sevilha, mas há uma que é emblemática — O lombo de porco com whisky.

Ninguém sabe exatamente de onde vem o molho de whisky, ou como ele se tornou um clássico em Sevilha e as lendas por trás deste prato local são quase tantas quanto as variações da própria receita, mas desde que este molho começou a aparecer nos cardápios dos bares de Sevilha, na década de 1970, que é um sucesso.

Vejam aqui a receita!

INGREDIENTES
(Para 4 pessoas)

1 Lombinho de porco
4 dentes de alho
200 ml de whisky
200 ml de caldo de frango
30 ml de sumo de limão
30 g de manteiga
Cominhos em pó
Azeite 
Sal
Pimenta preta

PREPARAÇÃO

Corte o lombinho em medalhões de um centímetro de espessura, talvez um pouco menos (se for do seu gosto). Tempere com sal e pimenta, de ambos os lados e reserve. Descasque e pique o alho.

Aqueça um pouco de azeite numa frigideira de base larga, onde possam caber todos os medalhões de lombo, sem que seja necessário sobrepor a carne. Cozinhe os medalhões dos dois lados, só o suficiente para selar o exterior e deixar os sucos da carne presos no seu interior. Retire e reserve

No mesmo azeite onde cozinhou os medalhões, refogue o alho picado, em fogo baixo, até que comece a tomar uma cor dourada. Em seguida, adicione o whisky e, em fogo alto, deixe o álcool evaporar. Adicione o caldo, o sumo de limão, a manteiga e meia colher (de chá) rasa de cominhos em pó. Quando a fervura começar novamente, adicione os medalhões do lombo e cozinhe em fogo baixo por cinco minutos.

Retire e sirva, acompanhado de batatas.

NOTA: Se gostar do molho um pouco mais espesso, antes de colocar os medalhões de lombo na frigideira, coloque um pouco de amido de milho. Para isso, retire um pouco do molho da frigideira, dissolva uma colher rasa da amido de milho nela, volte a misturar na frigideira e mexa bem.


Receita retirada com pequenas adaptações do site www.directoalpaladar.com

Sex | 26.03.21

De Sevilha até Granada

A Andaluzia é uma das regiões mais bonitas de Espanha e uma das mais vastas também. Percorrer a estrada entre Sevilha e Granada pode ser uma excelente oportunidade para descobrir um pouco sobre a sua cultura, história e maravilhosas paisagens.  

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Uma viagem de Sevilha até Granada, pode conduzi-los ao coração da Andaluzia, lar de cidades históricas e impressionantes paisagens montanhosas.

Vejam aqui uma sugestão de itinerário para uma road trip memorável por terras de Espanha.

SEVILHA

A fabulosa cidade de Sevilha tem muito para oferecer, por isso dediquem os vossos primeiros dias a explorar esta cidade.

Para compreender melhor a cultura andaluz e realmente conhecer Sevilha comecem por visitar a sua Praça de Touros — La Real Maestranza. É uma das maiores do país e certamente uma das mais bonitas. É permitido visitar a arena e o museu sem ter de assistir a uma tourada.

Continuem a andar quando sairem de La Real Maestranza e a uma curta distância vão encontrar a espetacular Catedral de Sevilha, a terceira maior igreja do mundo e o local de repouso do túmulo de Cristóvão Colombo.

O Alcazar Real, é outro lugar imperdível. Está cheio de história e recentemente serviu de cenário à série Guerra dos Tronos. Facilmente vos manterá ocupados por algumas horas com as suas muitas relíquias, jardins exuberantes e arquitetura impressionante.

Um passeio pelas ruas encantadoras do Bairro Judeu também é obrigatória. O bairro é considerado por muitos como a melhor parte da cidade.

Vários museus, espetáculos de flamenco, mercados ao ar livre e galerias de arte poderão ocupar o resto do tempo que quiserem dedicar à exploração desta fantástica cidade.

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CARMONA

Saindo de Sevilha, após 35 km de carro, chegarão a Carmona, uma cidade maravilhosamente bem preservada, localizada num cume, sobre as planícies da Andaluzia e com vista para o pico de San Cristobal. Com as suas casas caiadas de branco e abundância de edifícios históricos e igrejas, Carmona é um prazer de visitar!

O azeite e o vinho da região são famosos e de excelente qualidade, por isso se procuram uma lembrança para trazer para casa, têm aqui boas opções.

Deem um passeio pela zona rural circundante antes de ver algumas das mais impressionantes atrações da cidade como o Anfiteatro Romano, a Igreja de Santa Maria e o Portão de Sevilha.

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PARQUE DA SIERRA NORTE E PALMA DEL RIO

Voltem à estrada e sigam até Lora del Rio — a porta de entrada para o Parque Natural da Sierra Norte de Sevilla. O Parque é o lar de uma abundante vida selvagem, de árvores frondosas e de caminhos encantadores. É o lugar perfeito para apreciar a natureza e descansar por algumas horas.

Viajem mais 25 km através de laranjais e chegarão à cidade de Palma del Rio. A base perfeita para explorar o Parque Natural da Serra de Hornachuelos. Deem um passeio nos bosques e mantenham os olhos bem abertos para algumas espécies ameaçadas, como o lince ibérico.

O parque permite aos visitantes acampar no seu interior durante a noite.

CÓRDOBA

Quando estiverem prontos para voltar à estrada, a vossa próxima paragem deve ser a popular cidade de Córdoba. Uma cidade histórica que alberga vestígios dos tempos romanos e mouros.

Património Mundial da UNESCO esta cidade tem uma infinidade de edifícios para visitar, como a Ponte Romana e a extraordinária grande Mesquita-Catedral de Córdoba, um impressionante monumento às duas religiões e culturas que moldaram a Andaluzia: o islamismo e o cristianismo.

Mas Córdoba oferece mais do que História. Tem excelentes hotéis, restaurantes e bares e merece muito mais do que uma rápida visita porque os seus encantos reais começam realmente a revelar-se quando se começa a explorar a cidade medieval, as suas ruas sinuosas, os pátios interiores ajardinados e as pequenas praças.

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JAÉN

Depois de visitar Córdoba continuem a viagem até Jaén, cidade conhecida como a capital mundial do azeite, referido como "ouro líquido" pelos habitantes locais.

Não percam a Catedral de Jaén, o Castelo de Santa Catalina e outras atrações como o Palácio de Villardompardo e os Banhos Árabes.

Terão ainda oportunidade de ver as impressionantes montanhas de Sierra Nevada, no caminho entre Jaén e Granada.

GRANADA

Granada, o destino final desta viagem é uma grande cidade. Tem uma história rica, inúmeras atrações e uma vida noturna agitada. Com fortes influências árabes e muito charme espanhol, cultura e história não faltam por aqui.

Entre as atrações imperdíveis estão a Alhambra, a Catedral de Granada, a Capela Real, o Palácio de Generalife e a Cartuja de Granada — um mosteiro que fica no distrito histórico de Albayzin.

Enquanto estiverem nesta cidade, passem pelo menos uma manhã a explorar os seus bairros mais encantadores: o antigo bairro mouro de Albaicín e bairro cigano-flamenco de Sacromonte.

Albaicín é um labirinto de ruas, casas caiadas de branco e praças bonitas que se estende até a encosta em frente à Alhambra. É preciso um pouco de esforço para chegar até ao topo de Albaicín, mas é energia bem gasta — as vistas do Mirador San Nicolás, são algumas das melhores da cidade!

No bairro cigano de Sacromonte, o tempo às vezes parece que parou. Muitos moradores ainda vivem em cavernas brancas esculpidas na rocha, e à noite é comum grupos de flamenco improvisados juntarem-se para cantar e dançar.

Mais ou menos a meio da rua principal do bairro está o Bar Pibe, cujo terraço é perfeito para admirar a Alhambra.

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ANTEQUERA

No regresso para Sevilha, façam uma última paragem em Antequera, conhecida como "o coração da Andaluzia", devido à sua localização no centro da província.

Antequera tem como atrações principais os dolmens Menga e Viera e os Tholos de El Romeral — túmulos neolíticos e da idade do bronze, que são alguns dos exemplos mais significativos de sobrevivência do megalitismo europeu — e a Alcazaba dos Mouros, (castelo dos mouros) do século XIV, que se assemelha a uma mini-Alhambra.

 

Artigo patrocinado pela TAP e originalmente publicado no SAPO VIAGENS

 

Qui | 25.03.21

O segredo dos finlandeses para uma vida feliz

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Duzentos dias de inverno. Dois meses inteiros em que o sol nunca se levanta no horizonte e temperaturas que podem cair até aos 20 graus abaixo de zero, assim é a Finlândia, o “país mais feliz do mundo”!

Devo confessar que nenhuma outra classificação me surpreende tanto como esta. A ideia com que fiquei dos finlandeses, das visitas que fiz ao país, é de que são um povo melancólico e nostálgico, não propriamente alegre.

Qual será então a fórmula por trás do sucesso da Finlândia, o país que apesar de um clima inóspito e longos períodos de pouca luz solar, voltou a ganhar, pelo quarto ano consecutivo, a pontuação mais alta do Relatório Mundial de Felicidade.

Investiguei um pouco e descobri que a resposta poderá estar na sua cultura e na forma como os finlandeses se relacionam com a natureza. Partilho aqui seis pontos que me pareceram relevantes e que nos podem ajudar a encontrar também a felicidade com maior facilidade.


1. Sisu

Para prosperar em tempos difíceis, os finlandeses seguem uma ideologia chamada de sisu.
O conceito de sisu não tem tradução direta, mas podemos considerar que engloba a extrema perseverança e dignidade diante das adversidades.
Quem se foca no sisu consegue perseverar quando as probabilidades estão contra si e ver os desafios como oportunidades. Em vez de esperar por um dia de sol, por exemplo, muitos finlandeses praticam sisu diariamente saindo em qualquer tipo de clima para uma caminhada rápida ou de bicicleta, ou para passar algum tempo na natureza. Essas atividades simples estão no cerne do que mantém os finlandeses felizes. Um pouco de "terapia florestal" pode ajudar muito a melhorar o corpo, a mente e a alma e, de acordo com um ditado finlandês, “A felicidade não vem de procurar por ela, mas de viver.”


2. Sauna

Suar na sauna é um passatempo nacional finlandês. As saunas fazem mais do que relaxar os músculos e a mente, elas também desenvolvem a comunidade e a auto-estima.

Com cerca de dois milhões de saunas na Finlândia — para uma população de 5,4 milhões — há espaço de sobra para todos. Como espaços de reunião comunitárias, reverenciados tanto no domínio público quanto em residências privadas, as saunas são um lugar para purificar o corpo e a alma.

A sauna também fomenta uma cultura nacional única de união, que se acredita criar efeitos duradouros no bem-estar que vão para além do relaxamento dos músculos e da mente. Afinal de contas, estar juntos na sauna cria nos finlandeses um senso de comunidade com um efeito equalizador. Na sauna, todos estão despojados não apenas das roupas, mas também dos sinais óbvios que os ligam a uma profissão ou a um status social.

3. Minimalismo

Os finlandeses adotam o minimalismo nórdico e são conhecidos por preferir itens funcionais, sustentáveis ​​e feitos de forma a resistir ao teste do tempo. Também se aposta muito nos itens em segunda mão, e no “Dia da Limpeza”, voltado para a comunidade, o país transforma-se num grande mercado ao ar livre. Os finlandeses também usam muito as bibliotecas públicas — Por ano, 5,5 milhões de pessoas levam emprestados cerca de 68 milhões de livros.

Esse foco no consumo consciente e sustentável não é bom apenas para o orçamento e para o meio ambiente, mas também ajuda as pessoas a sentirem-se bem, a sentirem-se como se estivessem a fazer algo de bom para o futuro do planeta.


4. Uma infância feliz

Uma infância feliz gera adultos felizes e, na Finlândia, um forte sistema social garante que todos os princípios básicos como escolaridade, segurança e saúde sejam mais do que satisfeitos.

A Finlândia tem orgulho na tradição de tentar dar a todas as crianças um início de vida igual e saudável.
Os finlandeses beneficiam de uma rede de segurança social relativamente forte, incluindo creches acessíveis e ensino fundamental, médio e universitário quase gratuito. Além disso, passar tempo na natureza e ao ar livre desde tenra idade, num país relativamente seguro, onde as crianças podem ir a pé da escola desde os sete ou oito anos de idade, promove um saudável senso de independência.

5. Humildade

Estudos mostram que as redes sociais desempenham, cada vez mais, um papel nos nossos sentimentos de descontentamento, encorajando-nos permanentemente a fazer comparações com os outros e a passar tempo a olhar para um ecrã em vez de viver a vida. Os finlandeses, na sua maioria, não parecem estar tão ansiosos para ver ou para apresentar uma visão perfeita da vida nas redes sociais ou para se gabar dos seus sucessos e riquezas. E isso, é claro, pode ajudá-los a sentirem-se satisfeitos e felizes com o que têm, em vez de preocupados com o que não têm.


6. Aceitar a escuridão

A Finlândia é um lugar de extremos: saunas quentes seguidas de mergulhos frios, dias escuros seguidos de sol da meia-noite e o chilrear dos pássaros seguido de. . . death metal? Sim, a Finlândia tem mais bandas de heavy metal per capita do que em qualquer outro lugar do mundo; Esta será talvez a maneira mais saudável que os finlandeses encontraram de canalizar os seus sentimentos mais “escuros”.

Os finlandeses aceitam que os dias sombrios fazem parte do quotidiano e até se divertem com eles — aceitam os sentimentos negativos como uma parte normal da vida.

Tentar suprimir as emoções negativas pode ser mau para o bem-estar e para a saúde mental, então o melhor é aprender a aceitar a vida pelo que ela é, com tudo o que tem de bom e de mau.

 

Qua | 24.03.21

Tivoli Palácio de Seteais | O Hotel mais romântico de Sintra

Nos últimos tempos tenho (re)descoberto lugares mágicos que existem bem perto de minha casa. Não preciso nem sair do concelho!

É o caso do Palácio de Seteais, onde tive a sorte de me hospedar, no final do verão passado.

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Originalmente construído em 1787, em terras cedidas pelo Marquês de Pombal ao cônsul holandês Daniel Gildemeester, o Palácio de Seteais é um elegante palácio neoclássico cheio de História e estórias. Durante o século XIX chegou a ser residência do ilustre Marquês de Marialva, que mandou erguer o famoso arco triunfal que hoje fica entre as duas alas do palácio para comemorar a visita do Príncipe Regente D. João VI e da Princesa Carlota Joaquina em 1802.

Diz a lenda que gritando um “ai” da estrada que leva à propriedade, o eco se repete por sete vezes, daí o nome "Seteais", mas num documento muito antigo, existente na biblioteca de Sintra, admite-se que o seu nome deriva do facto de terem existido ali terras onde se cultivava centeio e dai surgir o lugar de  “Centeais”, como se escrevia antigamente.

Depois de dias de glória, o palácio passou por um período de abandono até que, em 1946, foi adquirido pelo Estado Português, que o salvou da degradação e do abandono em que é descrito na obra de Eça de Queiroz, "Os Maias".
No tempo do escritor o trajeto entre o Hotel Lawrence e Seteais era uma espécie de "passeio público" de Sintra e a rocha do Penedo da Saudade era uma paragem obrigatória para os enamorados.

Foi em 1954, que a propriedade, preservando as suas características originais, foi convertida num hotel de luxo. A sua beleza rapidamente atraiu celebridades nacionais e internacionais e neste hotel hospedaram-se personalidades como Amália Rodrigues, a Rainha Juliana da Holanda, Agatha Christie ou Marguerite Yourcenar.

Acho emocionante entrar num lugar assim, fico sempre a pensar: "se estas paredes falassem...". 

O check-in foi rápido e com todos os cuidados que estes novos tempos exigem. Em pouco tempo estávamos a percorrer os corredores silenciosos e as escadarias e a ver alguns dos mais de 2.000  tesouros da propriedade: pinturas a óleo; estátuas; tapeçarias; mobiliário antigo; frescos (alguns atribuídos ao pintor francês Jean Baptiste Pillement); gravuras, porcelanas...

Apesar de seu tamanho e grandeza, Seteais não deixa de ser íntimo e privado. Cada canto respira romantismo e quem se deixa levar pela imaginação, com facilidade sente-se transportado para outros tempos. Tempos mais poeticos, mais calmos.

fullsizeoutput_5744fullsizeoutput_5747fullsizeoutput_5741fullsizeoutput_5745fullsizeoutput_5746fullsizeoutput_5749UNADJUSTEDNONRAW_thumb_cfe5Fotos: Travellight e H.Borges

O quarto também me encantou. Grande, confortável, decorado com delicados tons pastel e com vista para os jardins e para o Palácio da Pena.

Apesar de ter essencialmente mobiliário de época, tinha todos os confortos modernos, incluindo uma máquina Nespresso.

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As áreas exteriores do hotel são maravilhosas. Há uma piscina com espreguiçadeiras e camas para descansar e jardins tranquilos com bonitas flores para percorrer. Existe também um pequeno jardim de ervas aromáticas e uma plantação de morangos.

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O local mais relaxante da propriedade é o SPA e Centro de Bem Estar Anantara, um spa contemporâneo que oferece tratamentos e massagens que prometem ajudar a unir a mente, o corpo e o espírito, à natureza.

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O melhor de tudo para mim? O restaurante!

O jantar, acompanhado com vinho de Colares foi inesquecível e o pequeno-almoço absolutamente delicioso.


Muito mais do que um hotel 5 estrelas, Seteais é um luxuoso palácio que nos remete para a elegância romântica do século XVIII. É um cenário único, cheio de poesia e beleza, capaz de transforma qualquer estadia numa experiência inesquecível!

 

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Tchau!
Travellight

 

Dom | 21.03.21

Es-pe-ran-ça

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

 “Mario Quintana — Poesia Completa”

Sab | 20.03.21

Primavera Impressionista

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Um raio de sol iluminou o quarto, forçando-me a abrir os olhos.

Ensonada fiquei a olhar para os reflexos que a luz deixava na parede. Era uma coisa tão simples, mas tão bonita...

Ouvi os passarinhos a cantar e uma alegria quase infantil apoderou-se de mim. O Inverno tinha sido como um longo, escuro e frio rastejar em direção ao sol, mas finalmente a Primavera chegara e, com todos os seus clichés, prometia salvar os nossos espíritos sombrios e tristonhos da escuridão invernal.
 
  — Acorda — sussurrei-lhe ao ouvido
  — Já amanheceu?
  — Sim. Temos de ir. O mais belo jardim do mundo espera por nós! Comprei os bilhetes para o primeiro comboio da manhã e não o quero perder.
 
O sol agora enchia completamente o quarto.
 
  — Sinto-me tão bem! - disse-lhe eu, enquanto saltava da cama.
  — É a dopamina que aumenta com a primavera e trás-nos essa sensação de felicidade...Sabias que é por isso que tantas pessoas se apaixonam nesta altura do ano?
  — Fascinante teoria, mas agora levanta-te por favor, temos de ir!
 — Não é teoria é ciência! Durante a primavera há muitos estímulos novos que ativam o cérebro e aumentam a dopamina. Há mais cor, novos cheiros, as pessoas usam menos roupa... tudo isso torna-nos mais suscetíveis ao amor.
  — Bom, então estou a ver que tiveste muita sorte de me ter conhecido na Primavera — disse-lhe eu piscando o olho.
 
Quando saímos de casa, soprava um vento fresco que me fez apertar bem o casaco, mas o céu estava completamente azul e já se percebia que o dia ia ser quente.
 
Paramos para tomar o pequeno almoço numa pastelaria próxima e sentados na esplanada, com o café na mão, discutimos o nosso plano, animados com a perspetiva de passar o dia num dos mais famosos jardins de França. Comemos rápido e assim que nos levantamos, três pardalitos ocuparam o nosso lugar, aproveitando as migalhas que tinham caído das baguetes que compramos para levar.
 
Seguimos rápido para a estação de Paris Saint-Lazare e apanhamos sem dificuldade o comboio para Vernon - Giverny.
 
Durante a viagem demos por nós a falar sobre tudo e sobre nada e em menos de uma hora, sem eu sequer dar por isso, chegamos a Vernon.
 
O nosso destino final era a Casa e os Jardins do pintor Claude Monet, um dos fundadores da pintura impressionista francesa. Para chegar lá ainda precisávamos de apanhar o Le Petit Train Givernon, um comboio turístico que antes de chegar a Giverny e à propriedade que pertenceu a Monet, dá uma volta por Vernon.
 
Como ainda faltavam 35 minutos para o pequeno comboio partir, resolvemos explorar um pouco por nossa conta.
 
Descobrimos que Vernon é uma vila pequenina, mas cheia de charme. Seguindo as placas, a partir da estação, rapidamente alcançamos a praça principal, onde todas as lojas pareciam terminar em "erie" — Boulangerie, Patisserie, Boucherie, Fromagerie, Épicerie...
 
Não resistimos a comprar croissants quentinhos, acabados de sair do forno, na patisserie, para comer durante o caminho até Giverny.
 
A viagem de 20 minutos foi muito agradável. Passou (sem parar) por uma bonita igreja, por um antigo moinho e por um castelo — o Château des Tourelles.
 
Giverny pode ficar apenas a uma hora de Paris, mas parece que está a cem anos de distância no tempo. Os edifícios medievais, os riachos que serpenteiam por campos onde pasta o gado, as vinhas… Tudo parece saído de um quadro do século XIX. Consigo perceber porquê o Mestre impressionista se apaixonou pela região e decidiu morar ali.
 

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“O meu desejo é ficar sempre assim, a morar tranquilamente num canto da natureza”
- Claude Monet
 
Foi em 1883, que Claude Monet, se mudou com toda a sua família, para a casa que agora aparecia à nossa frente.
 
Imediatamente avistamos os jardins, que era aquilo que, efetivamente nos tinha trazido até ali. Monet considerava-os “a sua mais bela obra de arte” e depois de os ver só podíamos concordar.
 
Do mesmo modo que os seus quadros, aqueles jardins transformaram-se num meio de auto-expressão do artista, um meio no qual ele trabalhou por mais de 40 anos.
 
Parte da sua inspiração veio de uma tendência popular na época — o chamado “Japonisme”. Muitas das suas plantas favoritas eram de origem japonesa, e ele colecionava gravuras de Hiroshige - o que quase de certeza inspirou a ponte em arco que ele mandou construir sobre o seu lago de nenúfares e que hoje é uma das maiores atrações dos jardins.
 
Durante a visita, nós caminhamos por entre árvores bem cuidadas e canteiros coloridos. Havia uma forte sensação de déjà vu que apenas podia ser explicada por estarmos a olhar para algo que já tínhamos visto muitas vezes nas paredes de museus como o Musée de l'Orangerie, no Jardin Tuleries. A diferença era que agora nós próprios estávamos dentro da obra do grande mestre. Tínhamos nos transportado até lá.
 
Comparamos e admiramos a realidade versus a ficção que resultou das pinceladas impressionistas.
 
Monet movia a tinta pela tela em traços, pontos, manchas e linhas sinuosas, imitando a forma como a luz interagia com a paisagem. Aplicava tinta espessa, tão espessa que criava sombras e aplicava tinta fina, tão fina que se conseguia ver a tela em baixo. Era esse contraste de textura, pinceladas e cores que tornavam as suas pinturas tão vivas e com tanto movimento.
 
As cores e texturas nas pinturas de Monet mudam dependendo de quão perto ou distante a pessoa está da tela. E o mesmo acontece com os seus jardins. As flores estão dispostas, lado a lado, com cores contrastantes ou harmoniosas: há laranjas com amarelos, vermelhos com rosas, azuis com lilases ou brancos com outros brancos. São os visitantes do jardim que misturam as cores com os seus olhos. E a experiência é diferente consoante olhamos de perto ou de longe, como se de uma verdadeira pintura se tratasse.
 

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O passeio durava já há hora e meia quando, com os sentidos sobrecarregados pelas centenas de flores que à nossa volta explodiam de cor, pelo zumbido das abelhas, que por ali andavam a polinizar, pelo chilrear animado dos pássaros, pelas fragrâncias delicadas que sopravam no ar e faziam aumentar o nosso nível de dopamina, paramos para descansar debaixo de um Chorão.

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Demos as mãos e trocamos um beijo apaixonado...
 
Eu e tu, tu e eu...
 
Personagens reais dentro de um quadro impressionista a que chamamos “Primavera”.
 
Sex | 19.03.21

Tarte da Rainha | A tarte de damascos holandesa

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O nome oficial da Família Real Holandesa é Casa de Orange-Nassau, por isso muitas coisas holandesas são cor de laranja para simbolizar a Casa de Orange e há uma série de pratos na cozinha tradicional holandesa onde essa cor é destacada para representar a família real.

A Tarte da Rainha, uma tarte feita com damascos, é uma dessas sobremesas.

Ingredientes

2 colheres e meia (de chá) de fermento seco
2 chávenas de água morna
1/3 chávena de manteiga à temperatura ambiente
1/4 colher (de chá) de sal
3/4 chávena de açúcar
1 chávena e 3/4 de farinha
3 chávenas de damascos secos

Preparação

Numa tigela rasa, junte meia chávena de água com o fermento e deixe repousar por 5 a 10 minutos, até criar espuma.

Junte ao fermento, a manteiga, o sal, 1/4 de chávena de açúcar e 1 chávena de farinha e misture tudo numa batedeira elétrica até ter uma massa homogénea.

Adicione a farinha restante e bata por mais 5 minutos, até obter uma massa elástica. Coloque numa tigela levemente untada. Cubra com película aderente e com um pano de cozinha e deixe crescer até dobrar de tamanho, por 60 a 75 minutos.

Enquanto isso prepare o recheio. Numa panela, misture os damascos, o açúcar e a água restante. Leve a ferver. Reduza o fogo e cozinhe, mexendo ocasionalmente, até que os damascos estejam macios, cerca de 15 a 20 minutos. Usando uma escumadeira, retire os damascos para uma tigela. Reserve a calda na panela.

Pré-aqueça o forno a 190º C.

Perfure a massa com um garfo para remover o ar. Pressione a massa no fundo e nas laterais de uma forma de tarte com fundo removível.

Disponha os damascos, ligeiramente sobrepostos, em espiral, sobre a superfície da massa. Despeje a calda por cima. Pressione suavemente para baixo para que fique nivelado com a fruta.

Asse por 35 a 40 minutos, até que a crosta esteja dourada e sirva.

 

Receita retirada com adaptações do site globalkitchentravels.com

Sex | 19.03.21

Na Rota das Tulipas | Holanda

A Holanda é um país pequeno, mas é grande em beleza. Viajem até à sua capital, e a partir daí descubram todas as maravilhas que este destino tem para oferecer: Campos de flores, aldeias pitorescas e paisagens de sonho.

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O transporte público na Holanda cobre grande parte do território, mas quem procura uma maior flexibilidade e não quer ficar limitado a horários pode optar por fazer a viagem de carro e desta forma chegar com maior facilidade a lugares como os campos de tulipas e à reserva natural de Flevoland.

O itinerário sugerido cobre essencialmente três províncias: Flevoland, Noord-Holland e Frísia.

AMESTERDÃO

De todas as cidades da Europa, Amesterdão é uma das mais agradáveis, conquistando o visitante com os seus bonitos canais, mercados movimentados e magníficas galerias de arte.

As atrações são muitas, por isso reservem tempo suficiente na cidade para, entre outras coisas, fazer um cruzeiro no canal, visitar a Casa de Anne Frank — um poderoso memorial ao Holocausto; o Rijksmuseum e a sua fabulosa coleção de arte holandesa; o Museu Van Gogh, que abriga a maior exposição mundial de pinturas do artista e o Bloemenmarkt, o mercado flutuante de flores.

fullsizeoutput_3969Depois da visita à capital, aluguem um carro e sigam para a região de Flevoland.

FLEVOLAND, CAMPOS DE TULIPAS E RESERVA NATURAL

Flevoland é a décima segunda província dos Países Baixos e existe apenas desde 1986. Foi criada a partir da drenagem do Zuiderzee por necessidade de mais terras agrícolas e hoje em dia abriga muitos dos famosos campos de tulipas da Holanda.

A maior parte dos campos estão nas áreas de Noord-Oost Polder ou Dronten.
Dronten em particular e as áreas ao seu redor — Swifterbant e Lelystad — oferecem inclusive rotas de tulipas que permitem visitar não só os campos, mas também várias pequenas empresas locais, como quintas que fabricam queijo. Fiquem atentos e se virem uma bandeira com uma tulipa hasteada em frente de uma casa ou empresa, isso significa que é possível visitar o local.

Se querem ter a experiência de colher tulipas vão até Pluktuin de Hanneke em Biddinghuizen. Neste jardim são plantadas 80.000 tulipas de 250 espécies. Há tulipas de todos os estilos e para todos os gostos!

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A seguir, é hora de visitar a reserva natural de Flevoland, a Oostvaardersplassen, uma área pantanosa que abriga várias espécies de aves.

Se quiserem passar um tempo na região podem reservar uma acomodação nos arredores de Dronten, Lelystad ou Emmeloord.
Em Lelystad encontram-se também bons restaurantes como o De Gordiaan e o BijDeBuren.

NOORD-HOLLAND

Depois de apreciar as tulipas em Flevoland, é altura de seguir viagem para a região de Noord-Holland (Holanda do Norte) e visitar Alkmaar, uma cidade conhecida principalmente pelo seu mercado de queijos.

Alkmaar é uma pitoresca cidade medieval que remonta ao século XIII. Tem monumentos e museus que valem a pena visitar e uma abundância de bons restaurantes.

A próxima paragem deve ser Schoorl, um lugar único, localizado perto do mar e protegido pelas dunas mais altas e extensas dos Países Baixos. As dunas alcançam cerca de 50 m mesmo atrás do centro da cidade e têm mais de 5 km de largura.

Schoorl é um importante local de turismo no verão e conta com mais de 25 parques de campismo, trilhas e percursos de mountain bike. É uma área tranquila e agradável para recarregar baterias depois de um dia agitado em Alkmaar.

fullsizeoutput_396fNoord-Holland também tem campos de tulipas e este é um dos melhores lugares para os ver na Holanda porque quase não tem turistas.

Saindo de Schoorl podem fazer a rota: Petten; Sint Maartensvlotbrug; De Stolpen; Schagerbrug; 't Zand e Anna Paulowna. Vão ficar maravilhados com as magnificas paisagens.

FRÍSIA

Continuando a viagem, a partir de Anna Paulowna sigam para a província de Frísia até Bolsward, atravessando o Afsluitdijk, o maior dique da Europa. Tem 32 km e mantém o Mar de Wadden (Património Mundial da UNESCO) e o IJsselmeer separados.

Bolsward não é um local muito conhecido pelos turistas por isso vão poder apreciar com toda a calma e sossego esta cidade e descobrir, entre outras coisas, uma bela e antiga igreja que foi transformada em sala de exposições com teto de vidro, fazer um passeio pelos canais ou sentar-se numa esplanada para desfrutar de uma cerveja local.

Podem passar a noite em Bolsward ou dirigir-se diretamente para Holwerd e apanhar um ferry para Ameland, uma das ilhas Frísias de Wadden.

Se deixarem o carro em Holwerd, quando chegarem a Ameland podem alugar uma bicicleta, para se deslocar. É a melhor forma de explorar a ilha.

Há muitas coisas para ver em Ameland — a ilha é conhecida como o "diamante Wadden", por isso tentem passar aqui pelo menos uma noite e um dia inteiro.

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Regressem depois à cidade de Holwerd e daqui sigam para Harlingen.

Harlingen é uma bela cidade e o seu centro histórico é muito bonito. Passeiem pelo antigo porto, onde poderão ver muitos navios históricos e descobrir a autêntica cerâmica local no Harlinger Aardewerken Tegelfabriek.
Podem ainda fazer uma viagem de barco para observar as focas no mar de Wadden e assistir ao pôr do sol na praia de Harlingen.

O Wadden Sea Center, localizado no começo do Afsluitdijk também merece uma visita. Aqui poderão ver exposições interativas e descobrir tudo sobre esta região.

Depois da visita ao Afsluitdijk, é hora de voltar para Amesterdão, mas não antes de fazer uma última paragem na cidade medieval de Hoorn.

Hoorn, uma cidade histórica que se pensa existir desde o final do século VIII, está localizada na margem do maior lago de água doce da Holanda — o Ijsselmeer.

Quando visitarem esta cidade, não deixem de provar broeder, um bolo típico holandês e de visitar o Museu Westfries, um museu sobre o período mais famoso da Holanda, a "Era de Ouro" (Gouden Eeuw, em holandês). Tem um áudio tour gratuito e as exposições mudam varias vezes por ano.

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Artigo patrocinado pela TAP e originalmente publicado no SAPO VIAGENS

Qua | 17.03.21

Ocean Breeze

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Saudades da praia? Um golinho deste colorido cocktail vai vos fazer sentir como se estivessem sentados à beira-mar 😎


Ingredientes

50 ml de rum branco
20 ml de sumo de ananás
Cubos de gelo
50 ml de Licor Amaretto
20 ml de água tónica
20 ml de licor Blue curaçao

Preparação

Coloque todos os ingredientes numa coqueteleira e mexa.
Despeje a mistura num copo alto e antes de servir enfeite o copo com um pedaço de ananás ou uma rodela de limão.

Qua | 17.03.21

13 destinos imperdíveis para quem ama o surf

fullsizeoutput_5719Foto: PxHere

Diz quem sabe, que o surf nos pode ajudar a melhorar o equilíbrio, a flexibilidade e a resistência, para além de trazer benefícios para a nossa saúde mental por promover um sentimento de felicidade, mais energia, consciência e relaxamento.

As melhores cidades e vilas de surf do mundo, não são apenas locais onde os surfistas experientes procuram as ondas mais desafiadoras, elas podem ser igualmente locais ideais para quem está a começar a aprender, oferecendo muitas atividades divertidas e emocionantes para quem quer retirar um pouco mais das suas férias na praia.

Partilho aqui uma lista com 13 dos melhores destinos surf do mundo, para inspirar aqueles que já praticam este desporto e para aqueles que estão a pensar em começar a praticar 😃

Jeffreys Bay, África do Sul

Conhecida como J-Bay, esta região da África do Sul é famosa desde a estreia do filme de culto sobre o surf, “Endless Summer”. Dividida nas secções Kitchen Windows, Magna Tubes, Boneyards e Supertubes, J-Bay é considerada um paraíso tanto pelos locais como pelos visitantes pelo seu sol abundante, vida selvagem, e pontos perfeitos para surfistas iniciantes e intermédios . Existe uma próspera indústria de artesanato local e uma grande mistura de cafés, bares e restaurantes inspirados na cultura do surf. A área também é excelente para atividades não ligadas ao surf, como observação da fauna e flora em locais privilegiados como a Reserva Natural Noorsekloof e os estuários Kabeljous e Seekoei.

Ilha Siargao, Filipinas

Esta ilha em forma de lágrima no Mar das Filipinas é conhecida pelas suas praias, piscinas naturais e cascatas, mas ainda é mais famosa pelo seu surf. Os viciados em adrenalina procuram aqui uma das melhores ondas do mundo — a apropriadamente chamada Cloud 9, que o colocou este destino no mapa internacional do surf.
Siargao é um paraíso natural intocado onde se pode deixar o mundo moderno para trás e voltar à natureza. A maioria das pessoas hospeda-se em redor da área de General Luna, que tem a maioria dos restaurantes, cafés e bares da ilha. Atividades não ligadas ao surf incluem excursões pelas ilhas próximas, visitas às cavernas de Sohoton e à lagoa Sugbu, onde se pode mergulhar em águas cristalinas cheias de peixes coloridos e medusas sem ferrão.

Oahu North Shore, Hawaii 

Estendendo-se por mais de 11 quilómetros, as praias de surf do Oahu North Shore são provavelmente as mais famosas do mundo e são palco das mais icónicas competições de surf, como a Triple Crown, The Eddie at Waimea Bay e Pipe Masters. Dizem que quem gosta de surf, tem de vir aqui pelo menos uma vez na vida!

fullsizeoutput_571aFoto: PxHere

Samoa
No Pacífico Sul, Samoa possui águas mornas e cristalinas e praias que atraem tanto surfistas experientes como os que estão num nível intermédio. O surf aqui já foi comparado à beleza da Indonésia combinada com o poder do Hawaií, mas sem as multidões.

Teahupo’o, Taiti

Também conhecido como “Chopes”, este destino na Polinésia Francesa é conhecido pelas suas ondas espetaculares que parecem surgir do nada. As ondas são quase impercetíveis até que percorrem o recife raso, transformando-se rapidamente em paredes de água de 3 metros ou mais. Teahupo'o, que significa no dialeto local "cabeça sem cabelo" ou "lugar das cabeças", hospeda a competição anual de surf Billabong Pro Tahiti.

Ilha Tavarua, Fiji

Esta ilha em forma de coração é considerada um destino de surf de classe mundial. É a casa da onda Cloudbreak, que se forma a cerca de 1,6 km da costa da ilha e é acessível por barco. É tão massiva que às vezes o surf tow-in é a única opção.

Bali, Indonésia

Dois pontos em Bali, Ulu Watu e Kuta, são bem conhecidos por surfistas de todo o mundo. Ulu Watu é famosa não apenas pelas suas ondas de nível profissional, mas também por ser o lar do mais antigo templo hindu de Bali. Já a praia de Kuta atrai surfistas de todos os níveis, incluindo iniciantes que podem aprender surf nas várias escolas disponíveis aqui.
Menos conhecido é Changuu, mas pode ser uma boa aposta. É um local muito menos movimentado do que Kuta e tem aquela vibração descontraída de vila pequena. A praia estende-se por 8 km e o surf aqui adapta-se a todos os níveis, sendo a praia Echo provavelmente a mais conhecida.

fullsizeoutput_571bFoto: PxHere

Santa Teresa, Costa Rica 

Santa Teresa foi um segredo bem guardado até ao início dos anos 2000. De lá para cá transformou-se numa pequena cidade perfeita para quem procura as ondas. As estradas não são totalmente pavimentadas, por isso, aqui, ainda se tem aquela sensação de se estar a descobrir uma praia escondida. Alguns dos melhores alojamentos de surf e retiros de ioga da Costa Rica são em Santa Clara, que é um destino apropriado para surfistas iniciantes e de nível intermédio.

Santa Teresa oferece também outras atividades não ligadas ao surf como mergulhar em águas cristalinas, caminhar pelas inúmeras trilhas da floresta tropical e visitar vilas próximas como Mal Pais e Manzanillo

Puerto Escondido, México

Conhecido como "The Mexican Pipeline, Puerto Escondido é um destino perfeito para a prática de surf e é um local onde abunda a cultura, a arquitetura colorida, os mercados vibrantes e a boa comida. Existem muitas enseadas isoladas para explorar e a famosa cidade de Oaxaca fica a poucos quilómetros de distancia.

Byron Bay, Austrália

Na Austrália, um dos principais pontos de encontro dos surfistas é Byron Bay. Main Beach ou The Pass são paragens icónicas. É um ótimo local para surfistas de todos os níveis, especialmente long-boarders. Várias escolas de surf neste local oferecem aulas a quem procura aprender e fortalecer as suas habilidades.

Hossegor, France 

Hossegor é indiscutivelmente uma das cidades de surf mais famosas do mundo, e por um bom motivo. Tem quilómetros e quilómetros de praia, com ondas que vão das fáceis para iniciantes até aos tubos que desafiam os mais experientes. A beira-mar oferece uma grande mistura de bares, restaurantes e cafés e a cidade de Capbreton, ali próxima, é perfeita para quem procura por algo um pouco mais sofisticado (ou mais silencioso).

Ericeira, Portugal

Portugal, é claro, não podia faltar nesta lista de destinos dedicados ao surf! A encantadora Ericeira é uma vila tradicional que mistura de forma única, o modo de vida português com a cultura do surf.
É considerada Reserva Mundial de Surf e tem várias praias, todas num raio de 8 km, apropriadas tanto para iniciantes deste desporto como para os mais experientes e profissionais.

fullsizeoutput_571cFoto: Travellight

Taghazout, Marrocos

Taghazout é a Meca do surf em Marrocos com inúmeras praias e boas ondas. A cidade em si é agradável de explorar, mas é muito pequena. O álcool é proibido em público, por isso não existe uma grande cultura de conviver em restaurantes ou bares, mas isso é compensado pelo crescente número de alojamentos destinados a surfistas onde estes se juntam para relaxar ou festejar nos terraços com vista para o mar e para o lindo pôr do sol quente de África.

Ter | 16.03.21

A Praia do Magoito | Sintra

fullsizeoutput_5717Foto: serradesintra.net 

A norte de Sintra, perto da vila de Magoito, fica a bonita Praia do Magoito. É um lugar onde enormes arribas erguem-se imponentes direcionando o nosso olhar ao longo da costa até ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental.

Esta praia é um destino frequente para quem vive na região de Sintra, mas sempre foi relativamente sossegada, mesmo em tempos pré-pandemia. Nunca atraiu muitos turistas, que acabavam por escolher,  numa visita à região, praias mais conhecidas como a Praia das Maçãs ou a Praia Grande.

É uma praia extensa, de areias douradas, onde o mar apresenta um belo tom de azul turquesa. Tem águas muito ricas em iodo, e é até considerada uma das praia mais ricas em iodo da Europa.

fullsizeoutput_5714fullsizeoutput_5715Fotos: Travellight

As suas ondas chamam pelos surfistas, as areias atraem aqueles que gostam de relaxar ao sol e as vistas das magnificas falésias deslumbram todos, mas os atrativos da Praia do Magoito não ficam por aqui.

A sua maior peculiaridade é uma Duna Consolidada — uma duna de areia solidificada, criada ao longo de milénios, pela ação do mar e do vento — que está classificada como monumento geológico. Aqui encontramos vestígios arqueológicos que demonstram a existência de atividade humana, nesta região, desde os tempos do Paleolítico.
As falésias quase verticais também revelam rochas sedimentares formadas há milhões de anos, quando o nível do mar era muito mais alto do que é hoje. Há portanto muitos elementos para prender a atenção daqueles que se interessam por geologia e história natural, mas por alturas da Páscoa ainda há mais um motivo para visitar a Praia do Magoito: É o chamado “mexilhão santo”, uma tradição antiga, que se acredita ter nascido de outro costume — o de não comer carne na Sexta-Feira Santa.
Nesse feriado, a praia costuma encher-se de pessoas logo pela manhã. A ideia é apanhar o máximo de mexilhões possível assim que a maré baixa. Este ano, à conta do confinamento, a tradição não deve poder acontecer…

Um trilho interessante que podemos percorrer a partir da Praia do Magoito é o que nos leva até à Praia da Aguda. É um percurso fácil de realizar, marcado por bonitas paisagens costeiras e rurais.

A pitoresca aldeia das Azenhas do Mar, que fica nas proximidades, também não pode deixar de ser visitada por quem escolhe o Magoito para uma escapadinha de fim de semana.

fullsizeoutput_5718Foto: H. Guerreiro

Como Chegar à Praia do Magoito:

De automóvel: GPS - N38'51'53.37'' , W9º26'55.91' . Há um estacionamento logo acima da praia.
De transportes públicos: O autocarro 444 sai do terminal da Portela de Sintra (perto da estação ferroviária da Linha de Sintra com o mesmo nome) e termina na Praia do Magoito. Leva cerca de 25 minutos a fazer o percurso, mas o serviço é pouco frequente, com saídas a cada 60 minutos (ou mais).

Para pernoitar, a região oferece algumas boas opções de alojamento local.
Sugiro o O Solar do Magoito ou a Villa Magoito.

 

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Travellight

Sab | 13.03.21

Clericot de Vinho Verde

.Foto: acintosh

O Clericot é uma bebida da família dos ponches, que se assemelha à sangria. A recita teve origem na França, no século XIX, e era preparada com sumo de limão, xerez, brandy e água tónica. Da França foi para a Argentina e para o Uruguai, onde se consagrou. Aí começou a ser preparada com vinho branco ou espumante, pedaços de fruta e açúcar.

A receita que partilho aqui tem um toque português porque é preparada com vinho verde 😃

Ingredientes

1/2 garrafa de vinho verde (gelada)
1 garrafa de água tónica (gelada)
2 maçãs pequenas
2 peras pequenas
Uvas verdes
1 laranja
Cubos de gelo
1 dose de conhaque ou gin (opcional)


Preparação

Lave e corte as maçãs e pêras. Fatie as maçãs no sentido da largura e as pêras no sentido do comprimento. Descasque e corte a laranja em gomos.

Numa jarra, coloque o vinho verde, a água tônica, as frutas fatiadas, as uvas verdes e cubos de gelo a gosto. Acrescente uma dose de conhaque ou gin.

Está pronto a servir!

 

Receita adaptada do site receitas.globo.com

Sex | 12.03.21

Roteiro de 7 dias pela Região Demarcada dos Vinhos Verdes

fullsizeoutput_568aFoto: PxHere

A Região dos Vinhos Verdes é uma das mais belas regiões vinícolas do nosso país. Originalmente demarcada em 1908, estende-se por todo o noroeste de Portugal, na zona tradicionalmente conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Em termos de área geográfica é a maior Região Demarcada Portuguesa, e uma das maiores da Europa. Os seus vinhos leves e frescos alcançaram fama mundial e são perfeitos para saborear nos dias mais quentes do ano ou para conjugar com agradáveis atividades primaveris como um piquenique nas vinhas.
Mas atenção, um passeio por estas paisagens deslumbrantes não se fica apenas pela visita a algumas das melhores adegas portuguesas. Há muito mais para fazer!

Há cidades históricas e vilas pitorescas para descobrir; exemplos únicos de arquitetura para apreciar e deliciosas iguarias regionais para provar.

Fica aqui a sugestão de um roteiro de 7 dias para explorar quando o confinamento acabar 😃

Dia 1 - Amarante, Quinta da Lixa

Comecem o vosso périplo partindo da cidade do Porto com destino a Amarante, e hospedem-se no Hotel Monverde - Wine Experience, recentemente eleito um dos vencedores do 2021 International Best Of Wine Tourism. O projeto do Hotel Monverde nasceu entre as vinhas da Quinta da Lixa, e o conceito dos quartos, que são amplos e despretensiosos, passa essencialmente pela sua integração na ideia geral do hotel, que é ligar o alojamento à exploração e produção de vinho, promovendo o contacto direto dos hóspedes com o património cultural e paisagístico envolvente.

Usufruam da experiência Wine Lover , uma atividade interativa que inclui, entre outras coisas, uma prova de vinhos intitulada “Viagem pelos Vinhos Verdes”; a possibilidade de ser enólogo por um dia, elaborando o seu próprio vinho e um jantar vínico “4 momentos” com harmonização;

Dia 2 - Amarante e Serra do Marão

Descubram Amarante, uma cidade que respira História, onde podemos encontrar igrejas interessantes, uma ponte medieval e confeitarias de doces conventuais e restaurantes que servem os sabores da região com bom vinho a acompanhar.
Não deixem igualmente de visitar o Museu dedicado ao pintor português, natural de Amarante, Amadeo de Souza-Cardoso.

Passem a tarde “refugiados” na natureza e visitem a Serra do Marão. Explorem locais como o miradouro de Nossa Senhora de Moreira e deixem-se deslumbrar pela beleza da paisagem.

Dia 3 - Guimarães e Braga

Deixem Amarante, após o pequeno-almoço e sigam até Guimarães. Façam um passeio a pé pelo seu centro histórico, Património Mundial da UNESCO; visitem o Castelo, o Paço dos Duques e a Capela de São Miguel.
Almocem na esplanada de uma das bonitas praças e sigam na parte da tarde para Braga.

Situada em plena região dos Vinhos Verdes, Braga é uma das cidades mais antigas e bonitas de Portugal. Foi construída há mais de 2.000 anos, é uma cidade com muita História, mas com uma vibração muito jovem e este ano foi eleita Melhor Destino Europeu 2021.

Não deixem de visitar a Sé e o santuário do Bom Jesus do Monte. Hospedem-se no centro da cidade. O Hotel Vila Galé é uma boa opção.

Dia 4 - Ponte de Lima

Sigam até Ponte de Lima. Admirem a ponte romana que deu o nome a esta antiquíssima e belíssima vila, que recebeu o seu primeiro foral em 1125 das mãos de D. Teresa de Leão, a mãe do primeiro rei de Portugal. Almocem num dos restaurantes locais. Muitos deles servem o popular arroz de sarrabulho (carne e arroz cozido em vinho tinto e sangue de porco) e rojões à moda do Minho (porco marinado e guisado com sangue de porco). É uma autêntica experiência gastronómica portuguesa, sobretudo quando acompanhada por um vinho verde tinto servido numa taça de cerâmica.

Parem no Parque do Arnado, um jardim temático que permite fazer uma viagem pela história da arte dos jardins, cujas raízes estão profundamente ligadas à cultura rural; Espreitem a Igreja Matriz e o Museu do Brinquedo Português e a seguir relaxem numa das esplanadas do Largo de Camões que é, juntamente com a ponte, o postal de Ponte de Lima. Este largo fica no centro da parte histórica e é a sala de visitas da vila. Destaca-se o monumental chafariz no centro do largo que data de 1603 e os típicos edifícios antigos que o rodeiam.

Terminem a visita no Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde. Para além de descobrirem a história deste vinho português, podem igualmente conhecer os utensílios e os meios de transporte usados pelos viticultores. No fim da visita, é possível fazer uma degustação de vinho verde.

Hospedem-se na Quinta do Ameal - Wine & Tourism, uma das mais charmosas quintas da Região Demarcada dos Vinhos Verdes. Situada no vale do rio Lima, a Quinta do Ameal é uma propriedade histórica com registos desde 1710, que deslumbra os visitantes com a sua rara beleza natural. Lado a lado, com a margem do rio Lima, estão 30 hectares de vinha que produzem uvas excecionais.

Aqui nascem maravilhosos vinhos feitos a partir da casta portuguesa Loureiro que atinge a sua maior expressão aromática e gustativa, no incrível Vale do Lima.

Na Quinta do Ameal podemos viver experiências únicas, em conforto e harmonia com a área envolvente. Além das degustações de vinho e das magnificas suites que oferecem toda a privacidade e tranquilidade, os hóspedes da propriedade podem usufruir de um jardim, piscina, passeios, piqueniques e atividades no rio Lima.

Dia 5 — Melgaço e Monção

Partam de manhã bem cedo com destino a Melgaço, uma bela cidade fronteiriça com vista para o Rio Minho.

Localizada junto à Galiza, a povoação de Melgaço desenvolveu-se à volta do castelo mandado construir pelo primeiro rei de Portugal D. Afonso Henriques no séc. XII.

Façam um passeio rápido pelo centro e de seguida dirijam até ao Solar do Alvarinho, onde poderão experimentar as diversas variedades deste vinho único no mundo. Este espaço além de divulgar, promover e comercializar o Vinho Alvarinho também recebe actos culturais, recepções e reuniões, bem como dá a degustar e comercializa produtos típicos como o mel e as tradicionais carnes fumadas. Comprem alguns destes produtos e façam um belo piquenique.

Após o almoço, explorem as redondezas onde vão encontrar belos monumentos em estilo românico como o Mosteiro de Fiães e as Igrejas da Senhora da Orada e de Paderne. Se tiverem tempo, não deixem de fazer uma paragem na aldeia tradicional de Castro Laboreiro, cuja fundação remonta à Idade do Ferro.

De Castro Laboreiro sigam para Monção, onde podem passar a noite no bonito Solar de Serrade

Debruçada sobre o rio Minho, com os seus aprazíveis terraços e miradouros, como a esplanada dos Neris, ninguém diria que Monção já foi palco de ferozes combates travados noutros tempos entre os reinos de Portugal e Castela. O rei português D. Afonso III deu-lhe carta de foral em 1291 e, em 1306, D. Dinis mandou construir o velho castelo defensivo, cujas muralhas ainda hoje acolhem os visitantes e guardam o centro histórico, onde os monumentos da Igreja Matriz, da Igreja da Misericórdia e da Igreja de Santo António dos Capuchos têm lugar de destaque.

Nos arredores, a Igreja de Longos Vales, exemplo precioso da arquitetura românica, merece uma visita antes da necessária paragem no nobre Palácio da Brejoeira, onde se produz o famoso vinho verde Alvarinho.
É uma casa senhorial, circundada por muros altos com um frondoso parque de essências arbóreas pouco vulgares. Integra um bosque, jardins de estilo inglês, um lago, uma capela, uma adega e 18 hectares de vinha da casta Alvarinho.

Dia 6 - Viana do Castelo e Barcelos

Na manhã do sexto dia, deixem Monção em direção a Viana do Castelo. Chegando lá, hospedem-se na Quinta do Paço D'Anha, uma propriedade com piscina e vista para a cidade de Viana que permite aos seus hóspedes visitar as vinhas e adegas onde é produzido o requintado vinho verde branco Paço d’Anha, que podemos provar no local.

Explorem as ruas medievais de Viana do Castelo e visitem a magnífica Basílica de Santa Luzia. Almocem num dos restaurantes de peixe e marisco da cidade, como a Tasquinha da Linda, um restaurante instalado num antigo armazém de pesca que recebeu o galardão Bib Gourmand do Guia Michelin. Aqui só servem peixe e marisco e a ementa varia consoante o que o mar oferecer nesse dia.

Na parte da tarde aproveitem para conhecer Barcelos.
Visitem a bonita cidade, o seu centro histórico e (re)descubram a famosa lenda do galo de Barcelos.

Parem na Quinta de Paços, uma empresa detida pela mesma família há mais de 400 anos que explora um património agrícola de 200 hectares. Tentem marcar uma degustação para experimentar os seus excelentes vinhos.

Regressem à Quinta do Paço D'Anha para dormir.

Dia 7 - Penafiel e regresso ao Porto

De manhã sigam para Penafiel para uma visita à maior adega da região — a Quinta da Aveleda. A sala de degustação e os jardins circundantes com as suas espécies raras de árvores valem, por si só, a viagem!

Estão disponíveis workshops, visitas e provas de vinhos, experiências gastronómicas e petiscos (reservem com antecedência).

Terminem a vossa viagem, regressando à cidade do Porto.

 

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Travellight

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