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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Qua | 08.01.20

B’stilla | Um petisco marroquino

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Uma das muitas razões para viajar para Marrocos é a sua maravilhosa cozinha  — uma combinação paradisíaca de influências mediterrâneas e africanas. Com as suas barraquinhas de comida de rua e restaurantes tradicionais, Marraquexe é o lugar perfeito para provar todas estas delícias culinárias.
B'stilla, uma massa folhada recheada com frango (ou outros ingredientes) e tradicionalmente servido como entrada, é um dos petiscos que podemos experimentar.

Encontra-se facilmente por toda a cidade e podemos pedir tanto num restaurante caro como comprar barato a vendedores de rua.

Partilho em baixo (uma das várias) receitas de B’stilla. Assim, antes de viajarem para Marraquexe podem experimentar este prato em casa. 

Ingredientes
* 1 embalagem de massa folhada
* 200 g de carne picada
* 200 g de frango
* 15 amêndoas (sem casca)
* 200 g de grão-de-bico
* 1 colher (café) de caril
* 1 colher (café) de cominho
* Pimenta preta (a gosto)
* Pimenta da Jamaica (a gosto, mas em pouca quantidade para o seu sabor não sobressair demasiado no prato)
* Canela ( a gosto)
* Noz moscada (a gosto)
* Cravinho em pó (a gosto)
* 2 cebolas
* 1 dente de alho
* 10 tâmaras
* Manteiga
* Sal (a gosto)

 

Preparação

Tempere a carne picada com o cominho, a pimenta preta, a pimenta da Jamaica, a canela, o cravinho, a noz moscada e refogue. Reserve.

Corte o frango em pequenos pedaços e refogue com a cebola, o alho, o caril e as tâmaras. Reserve.
Corte as amêndoas em quatro e refogue na manteiga.

Tempere o grão-de-bico com o sal e coloque numa panela a cozer.

Misture bem todos os ingredientes.

Abra a massa folhada até ficar com um diâmetro de 15 a 20 centímetros, recheie e feche a massa como se fosse uma trouxa.
Coloque numa forma e leve ao forno, a 220º. Deixe assar por 25 minutos ou até a massa ficar dourada.

Quando estiver pronto sirva, cortado em fatias.

 

Post patrocinado pela TAP e originalmente publicado no SAPO Viagens

Ter | 07.01.20

Chefchaouen | A pérola azul de Marrocos

Alguns lugares no planeta são tão bonitos e fotogénicos que parecem saídos da mente criativa de um cenógrafo — Chefchaouen, em Marrocos é assim.

fullsizeoutput_43c4Fotos: Travellight e R.J. River

Há muitas teorias que explicam a razão da cidade ser azul. Algumas são práticas — dizem que a cor serve para afastar os mosquitos; outra referem que Chefchaouen só ganhou a sua cor azul quando os judeus que fugiam do regime nazi, durante a Segunda Guerra Mundial se instalaram aqui, mas a minha explicação preferida é outra… é uma lenda romântica que conta que Chefchaouen (conhecida como Shafshawan em árabe) foi fundada por um muçulmano — Sidi Ali Ben Rachid, que se apaixonou loucamente por uma espanhola de nome Zhora que vivia em Cádiz, precisamente na altura em que a região foi reconquistada aos mouros pelos cristãos.

O casal foi obrigado a exilar-se em Marrocos e ao chegar a este país do norte da África estabeleceu-se junto da população berbere. Sidi Ali Ben Rachid ganhou poder e influência dentro da tribo, mas a sua amada esposa não conseguiu superar a tristeza de estar longe de casa e da sua  família. Então, o seu marido para anima-la, resolveu construir uma cidade semelhante à sua querida Vejer de la Frontera, em Cádiz e pinta-la de azul para a tornar mais alegre e bonita.

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Gosto de acreditar nesta versão porque Chefchaouen — de tão linda que é — transforma-se com facilidade num destino perfeito para casais apaixonados.

Importa no entanto referir que de acordo com os livros de história, a cidade foi fundada, na verdade, para servir de base aos muçulmanos que pretendiam travar o avanço dos portugueses em Marrocos...

…Enfim, guerras à parte, deixem-me contar como é interessante a “pérola azul de Marrocos".

Tinha visto muitas fotografias e quando cheguei estava curiosa para saber se a cidade era de facto toda azul ou se só algumas casas e ruas tinham essa cor. Rapidamente percebi que o azul realmente dominava a paisagem. E que bonito era! 😍

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Apesar de atualmente ser um dos lugares mais turísticos de Marrocos, Chefchaouen é um lugar tranquilo, principalmente quando os grupos que visitam a cidade apenas por um dia, partem.

A cidade está cheia de recantos charmosos, portas bonitas, escadarias e muita cor! É o paraíso de qualquer fotografo, amador ou profissional.

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Não posso deixar de falar também nos gatos de Chefchaouen. São tantos e tão lindos. Estão por todo o lado!

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Chefchaouen tem igualmente mercados animados e bons restaurantes locais.

Para um refeição memorável, recomendo o Chez Hicham. Tem um piso superior com um agradável terraço ao ar livre e uma sala interior com lareira que deve ser super aconchegante nos dias mais frios. A salada de queijo deles é deliciosa!

Na Praça Uta el-Hammam — a praça central da Medina — também existem vários bares e restaurantes, além de muitas lojas de artesanato e de especiarias que vendem de tudo, com destaque para sabonetes de ervas, incenso, perfumes, produtos naturais para a pele e especiarias de todas as cores e cheiros. É uma experiência visual e olfativa única visitar um espaço destes.

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Em frente da Praça fica o Kasbah, a cidadela fortificada onde encontramos a parte mas antiga de Chefchaouen. Dentro dessa fortaleza murada existe um enorme jardim central, uma velha prisão, uma antiga moradia que agora abriga uma galeria de arte com trabalhos de artistas locais e uma enorme torre com uma exposição que conta a história da cidade. Vale a pena a visita e subir até ao último andar da torre para apreciar a vista.

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Outra atração a não perder é a Mesquita de Jemme Bouzafar (conhecida como a Mesquita Espanhola) que fica no topo de um monte e tem uma das melhores vistas da cidade ao por do sol.

Por estar localizada numa região montanhosa, existem também algumas trilhas a explorar por aqueles que gostam de caminhar. Escalar o Jeber El-Kelaa é outra das opções.

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COMO CHEGAR E ONDE FICAR:

Tânger é a cidade com aeroporto internacional mais próxima de Chefchaouen e fica a cerca de 2 horas de distância de carro. A cidade de Fez fica a 3 horas e meia ou mais (se for num autocarro da rede pública pode levar até 4 horas e meia) e Rabat fica a cerca de 4 horas. A melhor forma de chegar à cidade azul para quem não pretende alugar uma viatura ou viajar em transportes públicos é ir num tour organizado.

Quanto à estadia, não há muitos hotéis em Chefchaouen, mas não faltam Airbnbs agradáveis onde nos podemos hospedar. O Dar Elrio é um dos preferidos dos turistas.

Dá um pouco de trabalho chegar a Chefchaouen, mas o esforço vale a pena 😀

 

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Tchau!
Travellight

 

 

 

Seg | 06.01.20

8 sugestões para aproveitar o melhor de Nova Iorque

Indiscutivelmente uma das principais metrópoles do mundo da arte, gastronomia, teatro e moda, Nova York é uma cidade que tem de fazer parte da lista de qualquer turista ou viajante.

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Seja para uma viagem de poucos dias ou para uma estadia mais prolongada, escolher o que ver e fazer na Big Apple é a parte mais difícil já que as possibilidades são infinitas. Para vos ajudar um pouco, deixo aqui umas dicas para terem uma experiência inesquecível em Nova Iorque.

1. Visitem alguns dos melhores museus e galerias de arte do mundo

A cena artística de Nova York é incomparável. O Metropolitan Museum of Art, o Museum of Modern Art (MoMa), o Guggenheim e outros museus abrigam coleções extraordinárias e apresentam exposições temporárias incríveis, Já as galerias do Lower East Side e de Chelsea promovem novos talentos.
Quem gosta de fotografia não pode perder a recentemente aberta Fotografiska. Esta galeria, localizada na Park Avenue South, em Manhattan é uma extensão do museu de fotografia de Estocolmo, na Suécia, e ocupa seis andares de uma antiga igreja de estilo renascentista.

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O Museu Americano de História Natural também merece uma visita e se gostam de jazz não deixem de parar no Louis Armstrong House Museum.

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2. Aproveitem os shows da Broadway

A rua mais famosa da cidade corta um caminho diagonal de 21 km desde Bowling Green, na ponta sul de Manhattan, até Inwood, onde cruza o Bronx. é aqui que encontramos, agrupados em torno da Times Square, os 41 principais teatros de Manhattan.
Os melhores musicais e peças de teatro ficam em cena anos e anos e é sempre um prazer ver (ou rever) espetáculos como o Fantasma da Ópera ou o Rei Leão, mas há sempre novidades que vale a pena assistir. Na última viagem que fiz, assisti ao musical "Ain't Too Proud - The Life and Times of the Temptations", que conta a história deste grupo musical dos anos 50 e adorei! Recomendo também a peça "To Kill a Mokingbird" ("Por favor não matem a cotovia", em português), quem leu o livro (ou viu o filme), penso que vai ficar maravilhado com esta nova interpretação.

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3. Admirem a arquitetura

É impossível caminhar por Manhattan e não ficar fascinado com, os agora históricos, arranha-céus da década de 30 do século passado como o Empire State Building e o Chrysler Building.
De entre as construções mais recentes destacam-se o One World Trade Center (também conhecido como Freedom Tower) — que veio substituir as Torres Gémeas do World Trade Center e o Vessel, uma construção próxima do High Line Park, que é uma mistura entre prédio, obra de arte e monumento. É uma estrutura interessante inteiramente feita de escadarias, todas conectadas por plataformas.

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Para as melhores vistas da cidade dirijam-se ao Top of the Rock, no Rockefeller Center, ao One World Observatory, ou ao Empire State Building.
Se tiverem oportunidade façam um voo de helicóptero sobre a cidade — é uma experiência única. A Liberty Helicopters oferece vários voos a diferentes preços.

4. Experimentem os restaurantes

Nova York é o paraíso dos amantes da gastronomia. Mais de 60 cozinhas internacionais são servidas nos cerca de 20.000 restaurantes da cidade. E os chefs estão sempre a inovar, combinando receitas antigas com ideias novas. Parem para provar um cronut (mistura entre croissant e donut) no Dominique Ansel; experimentem os bagels do Frankel's Delicatessen em Greenpoint, Brooklyn ou visitem a Katz's Delicatessen e provem o seu famoso pastrami, no Lower East Side.
Para combinar a vontade de comer com a vontade de fazer o bem parem na P.S. Kichen, um restaurante com um conceito único, em que o lucro reverte a 100% para a caridade.

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5. Descubram os espaços verdes

A densa selva de concreto de Manhattan tem vários oásis. O principal, é o famoso Central Park que fica bem no meio de Manhattan. É um dos lugares mais bonitos e fotogénicos da cidade. Não deixem de ver a escultura de bronze da Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll; Strawberry Fields, onde John Lennon é homenageado ou a bela Bethesda Fountain no coração do parque. Inaugurado em 1858, o parque foi projetado por Frederick Law Omstead e por Calvert Vaux, também responsáveis pelo Prospect Park em Brooklyn. Ambos os parques têm zoológicos, lagos e milhares de árvores e prados gloriosos.

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A High Line, também merece uma visita. É um parque construído numa secção do antigo caminho de ferro de Nova York que vai desde Gansevoort Street, no Meatpacking District, até a 34th Street. É um jardim, um espaço artístico e um lugar para descansar e sonhar. Ao entardecer, as vistas para o rio Hudson são particularmente bonitas.

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6. Atravessem a ponte do Brooklyn

Das 789 pontes de Nova York, esta é a mais icónica. É uma ponte suspensa que atravessa o East River entre o Brooklyn e o centro de Manhattan. Foi concluída em 1883 e é um dos cartões postais da cidade. Caminhem na direção de Brooklyn para Manhattan (leva cerca de 30 minutos) e aproveitem as vistas espetaculares especialmente ao nascer e ao pôr do sol.

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7. Divirtam-se na cidade depois do anoitecer

É difícil esquecer a primeira vez que passamos em Times Square à noite. A energia, a vibração, a multidão de gente, os personagens fantasiadas, o piscar incessante das luzes de neon… É a Nova Iorque dos filmes.
Gostam de jazz? Vão a um clube. O Blue Note, o Village Vanguard, e o Iridium são os principais clubes de jazz da cidade e há música em Nova York todos os dias do ano.
Se preferem comédia e querem ver as novas estrelas do stand-up comedy da cidade, parem no Carolines que fica na Broadway, no Comedy Cellar ou no UCB Theatre.

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8. Não fiquem só por Manhattan

Muitos visitantes pensam que Nova York é apenas Manhattan e só exploram esta área da cidade, mas a cidade tem mais para oferecer. O Bronx tem o Jardim Zoológico e o Jardim Botânico, Queens tem uma variedade incrível de restaurantes étnicos, o Flushing Meadows Corona Park e o MoMa PS1 e o Brooklyn tem o Prospeckt Park e Coney Island.

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Travellight

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