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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Inspiração, informação e Dicas de Viagem

Qua | 30.01.19

Shakshuka

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Prato popular no Médio Oriente, o Shakshuka, muitas vezes considerada o prato nacional da Argélia, é também comum em Israel onde é servido ao pequeno-almoço.

 

Os ingredientes principais são tomate, pimento e ovos, mas existem variações, algumas regionais, que utilizam muitos outros ingredientes, principalmente de vegetais, como batata, beringela, azeitona e outros.

 

Partilho aqui a receita para quem quiser experimentar:


INGREDIENTES 


2 pimentos assados sem pele e temperados
5 tomates assados sem pele e temperados
6 dentes de alho picados
2 colheres de sopa de azeite
4 ovos grandes
Pimenta preta moída na ocasião
Para acompanhar
 Iogurte e pão integral ou de centeio

 
PREPARAÇÃO
Triture o pimento e o tomate até obter uma mistura homogénea. Aqueça azeite numa frigideira em lume médio e adicione o alho picado. Mexa durante uns minutos até que os alhos ganhem cor mas sem que fiquem dourados.


Adicione a mistura de tomate e pimento e tempere com um pouco de pimenta preta. Misture bem. Parta os ovos para um recipiente. Com a ajuda de uma espátula, abra espaço no centro da frigideira, afastando o molho, e adicione os ovos.


Cozinhe-os em lume médio-brando durante 10 minutos. Para acelerar o processo, pode colocar uma tampa na frigideira. Sirva imediatamente e acompanhe com o iogurte e o pão.

 

 

Receita e foto retiradas do site: www.womenshealth.pt

Seg | 28.01.19

Port Douglas: onde a floresta tropical encontra o recife

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Quando visitam a Austrália muitas pessoas ignoram totalmente a pequena cidade litoral de Port Douglas, no extremo norte de Queensland, mas esta região é bem bonita, rica em beleza natural, vida selvagem e bons hotéis. Merece uma visita por direito próprio!

 

Com um clima tropical ameno, Port Douglas é um paraíso para os apaixonados por aventura e um excelente lugar para explorar a Grande Barreira de Coral e a Daintree Rainforest. Ambos os locais são considerados património da humanidade pela UNESCO.

 

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A imensa Four Mile Beach é outra das atracções. Nesta praia de areias douradas e águas cristalinas, que se estende até onde os olhos podem ver, é fácil perder a noção do tempo enquanto nadamos, relaxamos ou caminhamos pela costa pontilhada de grandes palmeiras a balançar na brisa amena.

 

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Mas para quem quer mais do que apenas descansar e brincar na praia há muito mais para fazer em Port Douglas, se não vejam:


Sugar Wharf - O velho cais de açúcar de Port Douglas


Toda a gente da cidade vai lá para os mercados de domingo. Moradores compram frutas e legumes e param para conversar com os amigos. Os turistas percorrem as bancas de artesanato, ouvem músicos de rua e desfrutam do cenário deslumbrante. As crianças brincam, escalam árvores e pintam os rostos. É uma verdadeira animação!

 

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Wildlife Habitat Port Douglas


No Wildlife Habitat podemos alimentar um canguru, ou um coala e conhecer espécies incríveis de pássaros e répteis.

 

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Desfiladeiro Mossman

Explorar o desfiladeiro Mossman (Mossman Gorge) na floresta tropical é obrigatório quando passamos férias em Port Douglas.

 

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Podemos fazer uma caminhada com um guia aborígene, nadar num cenário de floresta tropical ou ir de Cape Tribulation a Cooktown ou ainda percorrer a estrada até os Planaltos de Atherton.

Os Planaltos abrigam atracções tão variadas quanto ornitorrincos, impressionantes lagos e provas de queijos, chocolate e vinho.

 

Low Isles

 

Património da Humanidade, a Low Isles é uma ilhota na Grande Barreira de Coral, localizado a apenas 15 minutos de barco de Port Douglas. O recife que circunda a ilhota tem bonitos corais, várias espécies de peixes e tartarugas marinhas.

 

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Tchau!

Travellight

Sex | 25.01.19

Buñuelos Colombianos

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Hoje apresento-vos uma receita clássica da Colômbia - Buñuelos.  São o docinho perfeito para servir no chá da tarde! 

 

1 kg de queijo semi duro
1,40 kg de farinha Maizena
100 grs. de açúcar
40 grs. de fermento em pó
3 ovos
Óleo
1/4 litro de água


A primeira coisa que deve fazer é ralar o queijo e mistura-lo com os ingredientes secos (farinha Maizena, açúcar e fermento em pó).

Em seguida, adicione os ovos e mexa até conseguir uma massa consistente.

 

Deixe descansar por cerca de 15 minutos. Depois desse tempo, divida a massa em pequenas bolas.

Em óleo quente, frite as bolinhas até ficarem douradas e cozidas por dentro.

 

Está pronto a servir!

 

Receita tirada com adaptações do site www.soygourmet.uy

 

Qua | 23.01.19

Braga | melhor destino europeu de 2019

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  Fotos: Travellight e R.J. River


Sabiam que Braga está nomeada para melhor destino Europeu de 2019? É verdade, e já tem o meu voto! 😃

 

Não visitava Braga há alguns anos mas no Verão passado tive o prazer de lá passar um fim de semana prolongado e descobri que a cidade está ainda mais bonita do que aquilo que me lembrava.

 

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O que sempre me encantou em relação a Braga é que, apesar de ser uma cidade antiga ela tem sempre uma energia jovem e moderna.

 

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A par das ruas estreitas e bonitas praças - onde o constante toque de sinos e a enorme variedade de igrejas nos recordam a devoção ao mundo espiritual - estão cafés e jardins floridos, excelentes restaurantes e bares modernos onde se reunem os estudantes da Universidade do Minho.

 

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A cidade tem uma boa oferta cultural e, graças à sua proximidade ao Parque Nacional Peneda do Gerês, o acesso a fantásticas aventuras ao ar livre está garantido.


As atracções de Braga vão bem além das suas muitas igrejas barrocas, do Arco da Porta Nova, da Torre, da Sé Catedral ou do magnifico santuário do Bom Jesus do Monte.

 

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Claro que todos estes marcos são monumentos incontornáveis e seriam mais do que suficientes para conquistar qualquer visitante, mas a cidade tem muita mais do que isso para ver e experiênciar como por exemplo o Museu da Imagem que é dedicado à fotografia e ainda por cima é gratuito.

 

Localizado junto ao famoso Arco da Porta Nova e sediado num edifício do século XIX e numa torre do século XIV que integrou a antiga muralha medieval este museu possui máquinas fotográficas históricas e um vasto espólio de fotografias. Quem ama fotografia não pode deixar de visitar.

 

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O museu dos Biscainhos também é interessante e fica num palácio que compartilha o seu nome com o da rua onde está localizado, tem uma exposição permanente que permite o conhecimento contextualizado de coleções de artes decorativas (mobiliário, ourivesaria, cerâmica, vidros, têxteis, metais, etc), instrumentos musicais, meios de transporte, gravura, escultura/talha, azulejaria e pintura, da época compreendida entre o século XVII e o primeiro quartel do século XIX.


Adorei a Livraria Centésima Página que é um centro de atividades artísticas e culturais em Braga. Como muitos locais na cidade, é multifacetado - funciona como livraria, café, espaço de exposições, oficina, jardim e galeria de arte.


Situada num edifício do sec XVIII, que foi classificado de Interesse Público desde 1977 - a Casa Rolão - a Centesima Página é muito mais do que um local para comprar livros, é, como eles dizem, um espaço para se conviver com os livros.

 

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A Capela da Árvore da Vida, localizada no interior do Seminário Conciliar de São Pedro e São Paulo, em Braga, (aberto ao público às sextas-feiras entre as 17h00 e as 18h00) também merece uma visita. Essa estrutura de ripas, vencedora do prémio ArchDaily 2011 para edifício religioso com a melhor arquitetura, construída apenas com madeira (sem pregos ou dobradiças), é inundada de luz e evoca a serenidade das florestas próximas, ao mesmo tempo em que fornece um exemplo singular do poder da arquitetura moderna.

 

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  Foto: acbraga.pt 


Com tanto para oferecer e uma hotelaria que prima pela excelência dos serviços, Braga não está presa ao passado. Mostra orgulho nele mas continua a prosperar, a adaptar-se e a olhar para o futuro. Tem por isso tudo para ser um dos destinos mais populares de Portugal, da Europa e até do Mundo.

 

Se concordam comigo podem votar em Braga para melhor destino Europeu de 2019 aqui 😃

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Tchau!

Travellight

Seg | 21.01.19

Santiago do Chile | um encanto de cidade

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  Fotos: Travellight e H. Borges

 

Situada ao fundo de um vale e cercada pelos picos altos dos Andes, Santiago do Chile encantou-me desde o primeiro momento. É uma cidade grande mas que ao mesmo tempo, não sei bem porquê, passa a sensação de uma cidade pequena...

 

Ao contrário de outras capitais sul-americanas pareceu-me um local mais relaxado, mais calmo e seguro, com pessoas amigáveis ​​e calorosas.


Quando chego a uma cidade que não conheço, prefiro começar por descobrir o centro e sentir a vibração do local antes de me aventurar por lugares mais distantes.

 

Em Santiago comecei pelo Palacio de la Moneda, casa do governo Chileno e o lugar mais histórico da cidade. O presidente Salvador Allende foi encurralado aqui em setembro de 1973, quando se suicidou após o cerco dos golpistas de Pinochet.

 

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Segui depois pela Rua Bandera até chegar à Plaza de Armas, uma das principais praças da cidade. Na frente, fica a Catedral Metropolitana, famosa pelo seu estilo colonial e bonitos vitrais. A Catedral forma um conjunto arquitetónico com o Palácio Arcebispal, e ambos são considerados Monumentos Nacionais do Chile.

 

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Do outro lado da Plaza fica o Museu de História Nacional - que contém coleções de pintores chilenos e latino-americanos, e um relevante arquivo jornalístico;

 

Não menos importante é o Edifício do Município de Santiago, construído entre 1785 e 1790 pelo arquiteto italiano Joaquín Toesca e declarado Monumento Histórico em 1976.

 

Na Plaza de Armas chamou-me muito a atenção uma escultura de Enrique Villalobosque, dedicada aos povos indígenas, denominada Umění. 

 

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Seguindo pela Avenida Bernardo O'Higgins, mais conhecida como a Alameda deparei-me com o Cerro Santa Lucia.

 

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Santiago tem duas enormes colinas bem no centro - o Cerro San Lucia e o Cerro San Cristobal - que oferecem vistas fantásticas sobre a cidade.

 

Em Cristobal fica o bairro Bellavista, um dos bairros mais boémios de Santiago, onde encontramos artesanato, comida típica chilena e uma mistura de arquitetura tradicional com edifícios modernos.

 

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San Cristobal tem um funicular que nos leva até uma enorme estátua da Virgem Maria mas a sua principal atracção é a "La Chascona" - a casa onde viveu Pablo Neruda.

 

O Pátio Bellavista é um excelente lugar para almoçar, há todos os tipos de opções: restaurantes vegetarianos, de comida típica ou de frutos do mar.

 

A culinária chilena é variada. Destaca-se pelo seu sabor e cor e em Santiago podemos provar o melhor dos seus pratos típicos. Entre os mais populares estão as empanadas chilenas e o Caldillo de Congrio - um prato feito com congro dourado ou vermelho, um peixe que abunda na costa do Pacífico da América do Sul. Os melhores lugares para experimentá-los são as chamadas "picadas", um nome popular dado a restaurantes de Santiago que servem comida típica.

 

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A vista panorâmica do topo do Cerro Santa Lucia é outra atracção que vale a pena. Para lá chegar passamos pelo "Barrio Lastarria", um bairro histórico de Santiago que tem lojas de artesanato, livrarias, teatros e cafés.

 

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Continuando a andar acabamos no Parque Florestal, uma das áreas verdes mais emblemáticos de Santiago. Quem não resiste a um bom gelado tem de parar no Emporio de la Rosa, uma gelataria tradicional absolutamente imperdível!

 

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Uma das mais belas áreas de Santiago é a Avenida Vitacura, localizada no setor oriental da cidade, além albergar lojas das marcas mais exclusivas, como a Fendi ou a Louis Vuitton, tem também cafés elegantes e casas de decoração.

 

Perto dali fica a Avenida Alonso de Córdova e o bonito Parque Bicentenário onde geralmente há feiras ou eventos ao ar livre.


À noite vale a pena subir até ao 62º piso da Torre de Santiago, uma das torres mais altas da América do Sul e visitar o Sky Costanera para uma visão de 360º sobre a cidade ou parar no W Hotel para tomar uma bebida no 21º andar e apreciar outra vista incrível da capital chilena.

 

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O transporte em Santiago é bom. O metro, composto por 4 linhas é eficiente, rápido, seguro e limpo. Há uma grande rede de autocarros e a Cabifiy e a Uber estão presentes na cidade. Vês também muita gente a andar de bicicleta - Santiago do Chile é líder na América Latina no uso deste meio de transporte.

 

A capital chilena tem museus muito interessantes que justificam uma visita:


Quem se interessa por arte pré-colombiana não pode deixar de visitar o Museu Chileno de Arte Pré-colombiana. Uma enorme quantidade de obras de arte e objetos ajudam a conhecer e perceber melhor este período histórico. O Museu possui várias exposições permanentes, incluindo a exposição do xamanismo nas Caraíbas, na Mesoamérica, nos Andes.

 

O Museu Nacional de Belas Artes é o museu de arte mais antigo da América Latina e exibe uma coleção ampla e variada de obras originais. Ele está localizado no coração do Parque Florestal e é adequado para todos os públicos. Oferece visitas guiadas, tem uma biblioteca, um departamento educacional (perfeito para crianças), uma loja, uma livraria e café.

 

O Museu da Memória e Direitos Humanos relembra a história recente do país e homenageia as vítimas da ditadura militar de Augusto Pinochet.

 

Quem aprecia street art vai perder a cabeça com o Museo a Cielo Abierto en San Miguel. Para lá chegar a partir do centro de Santiago, temos de apanhar a linha vermelha do metro para Los Heroes. Transfirir para a linha amarela em direção a La Cisterna e sair em Metro Departamental. Uma vez fora da estação de metro, vira-se à direita para a rua Tristan Matta. depois é só caminhar por cerca de 5 minutos e encontramos os primeiros murais. Os murais podem ser encontrados não apenas em Tristan Matta, mas também nas ruas Carlos Edwards e Departamental.

 

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Em Santiago há muitas coisas para ver e fazer, mas acho que o que realmente me conquistou foi a simpatia dos seus habitantes e a cultura local, e, já agora, o excelente vinho produzido por uma das mais de 100 vinícolas da região!

 

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Tchau!

Travellight

 

Sex | 18.01.19

Colónia | um destino que surpreende

cologne_cologne_cathedral_hohenzollern_bridge_cologne_at_night_cologne_cathedral_at_night-1173220.jpg!d.jpeg  Foto:PxHere

 

Dizem que o olfato é o mais poderoso dos sentidos porque consegue, em segundos, desencadear emoções e memórias antigas. Falo disto porque a primeira coisa que me vem à cabeça quando penso na cidade de Colónia, não é um lugar ou um sabor, mas antes um cheiro, uma fragrância.

 

Colónia nunca foi um destino que me chamou muito a atenção, havia outras cidades alemãs que sempre me atraíram mais, mas um grupo de amigos estava a planear um fim de semana nesta cidade e acabaram por convencer-me a ir também. Em boa hora o fizeram.

 

Chegamos a Colónia numa noite de sexta-feira para partirmos no domingo. Foi pouco tempo, mas nem por isso deixou de ser intenso e divertido. 


Nós não tínhamos um itinerário planeado. Preferimos descobrir Colónia com liberdade, sem horários, parando nos lugares que mais nos agradavam.

 

fullsizeoutput_3032.jpeg   Foto: Travellight 

 

No sábado de manhã começamos o dia caminhando ao longo do Rio Reno. Rapidamente encontramos a bonita Igreja de São Martinho, uma igreja católica construída sobre as ruínas de uma capela romana.

 

Ao lado da igreja estava o Fischmarkt (mercado do peixe), uma das poucas áreas da Colónia Medieval que sobreviveu até aos dias de hoje. A cidade foi fortemente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, e estes coloridos edifícios góticos foram dos poucos que conseguiram escaparam à destruição.


Atualmente esta zona é uma mistura encantadora de guesthouses, restaurantes e bares.

 

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  Foto: PxHere


Atravessamos o rio na ponte Hohenzollern — popularmente chamada de Ponte dos cadeados, por causa das centenas de cadeados aqui pendurados por casais de namorados, como símbolo do seu amor eterno.


Regressamos à margem e continuamos a percorrer o centro histórico. A próxima paragem foi a espetacular Catedral de Colónia — património mundial da UNESCO e o segundo edifício mais alto da cidade.

 

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  Foto: PxHere


Com milhões de visitantes todos os anos, a catedral de Colónia é uma das principais atrações turísticas da Alemanha e não é difícil de perceber porquê. No século XII, supostas relíquias dos Três Reis Magos, foram transferidas para aqui a partir de Milão e transformaram a catedral num importante centro de peregrinação. A velha catedral não comportava tamanha afluência e uma nova teve de ser construída.

 

Concluída em 1880 a atual Catedral alberga no seu interior objetos de inestimável valor, como um bastão e uma corrente, que supostamente terão pertencido a São Pedro, e a Cruz de Gero — o mais antigo exemplar conhecido, de um crucifixo produzido no norte da Europa.

 

Os vitrais, os entalhes em madeira e as pinturas do século XIV merecem igualmente destaque.

 

Uma torre com mais de 500 degraus conduz os corajosos à melhor vista panorâmica da cidade. É um esforço subir, mas vale a pena. A vista lá de cima é deslumbrante!

 

Cansados depois de tanto exercício, resolvemos parar numa brauhäuser (cervejaria) para comer algo e provar a cerveja local.

 

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 Foto: Travellight

 

O centro histórico de Colónia está repleto destas cervejarias tradicionais que no início do século XIX, começaram a vender cerveja, diretamente ao público, nos seus pátios. Com o passar dos anos, estes bares improvisados evoluíram para os atuais modernos restaurantes, mas nunca perderam o seu charme rústico.

 

Uma característica especial das Brauhäuser de Colónia é que os seus nomes são habitualmente escritos em Kölsch, o dialeto local. 

 

A seguir ao almoço continuamos a deambular pelas redondezas da Catedral, e eu tive uma inesperada surpresa: na rua Glockengasse encontrei o lugar onde em 1792 a icónica água de colónia nº4711, foi criada. Hoje o espaço é uma loja e um interessante museu.

 

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  Foto: House of 4711

 

Os amigos que me acompanhavam não tinham como saber, mas esta fragrância era (e ainda é) uma das minhas mais gratas memórias de infância. Era o perfume que a minha mãe usava quando eu era criança.


Bastou uma pequena pulverização e eu dei por mim a ser transportada para as noites em que a minha mãe dava-me boa noite e aconchegava-me na cama. A sensação de calor e conforto foi imediata e a felicidade que senti também.

 

No museu aprendi que a água de colónia original foi criada pelo italiano Johann Maria Farina no início do século XVIII e que o nome foi, evidentemente, uma homenagem à cidade alemã que ele escolheu para morar.


A Eau de Cologne era um perfume fresco e suave que lembrava, segundo o seu criador, uma “manhã italiana de primavera”. Foi graças a este aroma que Colónia ficou conhecida entre os séculos XVIII e XIX, como a “Cidade da Fragrância”.

 

A composição exata do Nº4711 ainda é um segredo bem guardado, mas na loja, se quisermos, podemos experimentar criar o nosso próprio perfume.

 

Johann Maria Farina é homenageado pela cidade de Colónia através de uma estátua que adorna a torre da câmara municipal.

 

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  Foto: Travellight

 

Tive oportunidade de ver essa estátua no dia seguinte quando visitamos a Rathaus (Câmara Municipal), um edifício conhecido pela sua bonita fachada renascentista e pela sua torre em estilo gótico, com 130 estátuas de pedra e o famoso Platzjabbeck, uma escultura de madeira que abre a boca e estende a língua quando o relógio da torre bate as horas.

 

Visitamos ainda o Museu do Chocolate e o Belgisches Viertel ou Bairro Belga — assim chamado por todas as suas ruas terem nomes de cidades belgas. É um lugar bom para fazer compras e tem lojas únicas onde o lema é “qualidade em vez de quantidade”.


Encontramos tudo, desde joias a roupa, sapatos e acessórios de moda. Também abundam por aqui, os bares, cafés e restaurantes que servem bem e irradiam charme.

 

Sem darmos por isso, infelizmente, o nosso tempo na cidade acabou e chegou a hora de ir para o aeroporto. Mas não sem antes comprar um frasco de Nº4711 — a minha melhor recordação de Colónia.


Aproveite os voos diários da TAP e  descubra você também esta fantástica cidade alemã!

 

Tchau!

Travellight

 

Artigo patrocinado pela TAP e originalmente publicado no SAPO Viagens

Qui | 17.01.19

Dicas para viajar de avião com um animal de estimação

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Viajar é muito bom mas deixar o nosso melhor amigo em casa nem por isso…

Se estão a pensar em levar um animal de estimação convosco de férias estão aqui algumas informações que precisam saber:

 

1- É seguro?

A segurança deve vir sempre em primeiro lugar. Consultem um veterinário antes de planear uma viagem com o vosso animal de estimação, pois algumas raças podem levantar maiores problemas.

 

Os cães e gatos braquicéfalos, que têm focinhos curtos e achatados, como o Boston Terrier, o buldogue, ou o persa, por exemplo, podem correr um risco maior de ter uma reacção adversa a meio de um voo porque são mais propensos a problemas respiratórios. 

 

Além disso, apenas animais de pequeno porte que podem ser levados com segurança numa transportadora própria ou numa sacola e acomodados debaixo do assento à nossa frente, podem voar na cabine. Animais de grande porte, desde que a raça seja aprovada pela companhia aérea, tem de voar no compartimento de carga.

 

De acordo com I.P.A.T.A. (International Pet And Animal Transportation Association) a viagem é segura quando são tomadas as devidas precauções. Esta associação recomenda que os animais de estimação sejam treinados a ficar em caixas antes da viagem para os ajudar a permanecer calmos e confortáveis durante o voo.

 

A carga também é uma opção para animais menores, mas essa escolha cabe ao proprietário, a menos que o destino do voo seja um país que não permite o transporte de animais, como por exemplo o Reino Unido, que apenas autoriza o transporte de cães reconhecidos como animais de assistência (SVAN) e apenas na cabine.


2- Devo sedar meu animal de estimação?

O I.P.A.T.A. não recomenda dar tranquilizantes a qualquer animal de estimação durante uma viagem aérea. A sedação suprime a regulação da temperatura respiratória e do corpo e pode ter outros efeitos negativos na fisiologia do animal.

 

Mas outro tipo de coisas que possam funcionar como calmantes naturais para o animal podem fazer uma grande diferença. Brinquedos, guloseimas ou qualquer outra coisa que tenha sido prescrito pelo veterinário podem ajudar.

 

3- Qual é a documentação necessária?

Antes da viagem é necessário preencher toda a documentação obrigatória para garantir que o nosso amiguinho não fica detido na alfândega.

 

Dependendo do destino, existem diferentes requisitos de admissão.

Normalmente, é necessário apresentar os documentos do animal (passaportes ou outro documento que o  represente); Um Termo de Responsabilidade assinado pelo dono e um  Certificado de Inspecção Veterinária passado por um veterinário credenciado que efectua um exame completo ao animal de estimação antes da viagem.


Alguns países exigem licenças adicionais, e muitas viagens internacionais podem incluir um período de quarentena quando o animal de estimação desembarca do avião.


4-Qual é a transportadora certa?

Quando comprarem o bilhete de avião, reservem o lugar para o vosso animal de estimação o mais cedo possível. A maioria das companhias aéreas só permite um número limitado de animais de estimação na cabine, por voo. Também é necessário confirmar as regras de transporte de animais na companhia aérea escolhida para a sua viagem e pagar as taxas extras inevitáveis associadas a um animal de estimação.


As dimensões dos assentos variam de acordo com a companhia aérea por isso é importante saber as medidas reais para escolher a transportadora certa que dê o maior conforto possível, seja fácil de carregar e flexível o suficiente para encaixar debaixo do assento sem magoar o animal de estimação.

 

5- Os aeroportos aceitam animais de estimação?

Os grandes aeroportos, por lei, só são obrigados a fornecer áreas próprias para animais de serviço.

 

Alguns aeroportos são mais amigáveis ​​para animais de estimação - nomeadamente para os cães - do que outros, e nem todos têm áreas onde os nossos amiguinhos possam fazer as suas necessidades.

 

É recomendado estudar o aeroporto com antecedência, pois nem sempre é fácil encontrar as áreas destinadas para passear cães, alguns terminais podem ter e outros não.

 

Alguns aeroportos facilitam a vida dos donos criando áreas próprias e adequadas para os animais, o Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, por exemplo, tem uma área conhecida como o "wooftop" - um pátio ao ar livre de 4.000 pés quadrados que é acessível a todos os passageiros que voam com animais de estimação.


6- O que devo levar na viagem?

Ao viajar com seu animal de estimação, venha preparado. Tenha em mente que o seu cão provavelmente contará como um dos seus itens de bagagem de mão e leve isso em consideração quando estiver a preparar as malas. Você também precisará de espaço para guardar os artigos que vão manter o seu amiguinho feliz e saudável.

 

É recomendado trazer comida e petiscos, uma garrafa de água recarregável, um ou dois brinquedos, um pequeno cobertor, e sacos para recolher as necessidades do animal de estimação.

 

Para mais informações podem consultar as condições de transporte de animais na TAP, ver a lista de cães e gatos braquicéfalos e imprimir o impresso do Termo de Responsabilidade aqui

 

Qua | 16.01.19

Gyosas de frango

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As gyosas estão entre os mais típicos pratos da culinária japonesa atual, mas a sua origem é na verdade chinesa. Terão chegado ao Japão pelas mãos de soldados que lutaram na Manchúria durante a Segunda Guerra Mundial e tornaram-se rapidamente populares porque se adequavam às circunstâncias do pós-guerra na medida em que a farinha de trigo era mais fácil de obter que o arroz e praticamente qualquer produto podia ser usado como recheio.

 

INGREDIENTES

200 g de frango moído
3 folhas de couve
cebolinho
1 pedaço de gengibre fresco
1 pacote de massa wonton para gyosas (à venda em lojas de produtos chineses ou japoneses)
Óleo de soja ou óleo vegetal
1 colher (de sopa) de molho de soja
Sal e pimenta

 

PREPARAÇÃO

Pique o cebolinho, as folhas de couve e o gengibre.

Numa tigela, misture os legumes com o frango moído para obter um recheio compacto.


Pegue num círculo de massa para gyoza.
Coloque no centro 1 colher (de café) de recheio de frango e legumes.
Molhe o dedo na água e humidifique todo o contorno do círculo de massa.
Dobre ao meio e cole as bordas do círculo, formando pequenas ondulações com os dedos.


Coloque uma panela com água no fogo. Deixe ferver e coloque depois as gyozas.

De acordo com o seu gosto, junte à água do cozimento um pouco de cebolinho ou gengibre picado.

Coloque sal, pimenta e tempere com molho de soja. Deixe ferver de 3 a 5 minutos e sirva.

 

Se quiser fazer na frigideira siga estes passos:

Numa frigideira, deixe aquecer uma colher (de sopa) grande com óleo de soja ou óleo vegetal e coloque delicadamente as gyozas.

Doure de um lado e depois do outro. Coloque em seguida ½ copo de água na frigideira e cubra.


Quando a água se evaporar, está pronto!

 


Receita retirada com adaptações do site www.ideiasereceitas.com

Ter | 15.01.19

Spa Felicitás | Lisboa

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 Fotos: Travellight e H.Borges

 

Quem procura, em Lisboa, um lugar onde relaxar e desconectar-se um pouco do mundo, com certeza vai ficar feliz de descobrir o SPA Felicitás.

 

Localizado em Belém, integrado no Hotel Palácio do Governador, o SPA Felicitás tem uma área de 1200 metros quadrados, e uma maravilhosa piscina de 25 metros, adornada, na sua parte de cima, por uma parede antiga recuperada, que data dos tempos romanos.

 

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Neste espaço os elementos históricos encontram-se em perfeita harmonia com os mais modernos equipamentos e tudo se conjuga para proporcionar um ambiente tranquilo e de puro relaxamento.

 

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O SPA foi concebido com o intuito de lhe oferecer um conjunto de serviços únicos, como a Massagem de Sal - um ritual exclusivo, desintoxicante e revitalizante para o corpo e mente ou o ritual de Longevidade Skin Regimen - um tratamento luxuoso de corpo e rosto enriquecido com o complexo da longevidade com uma fórmula patenteada.

 

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A aquisição de qualquer tratamento inclui um acesso gratuito ao Circuito de SPA e Ginásio.

 

O acesso a clientes externos ao Hotel é possível mediante o pagamento de 20 € por dia e integra: Piscina Interior com duas Cascatas, Fonte de Gelo, Banho Turco, Sauna, Áreas de Relaxamento e Ginásio. Inclui ainda o Duche de Tempestade das Caraíbas, que nunca tinha experimentado e adorei. O duche tem cores e sons (pássaros, chuva e trovoada) que imitam uma tempestade tropical, é uma experiência interessante e muito agradável, apesar de o fim ser um choque 😲 (a água fica fria).

 

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De entre as massagens oferecidas destacam-se a Massagem Felicitás - inspirada nos tempos mitológicos do império greco-romano (uma massagem envolvente com aromas cítricos e frescos), e a Massagem do Governador, que nos remete aos tempos majestosos da época dos descobrimentos e é ideal para reduzir a tensão, fadiga e ansiedade.

 

Podem consultar a lista completa de tratamentos aqui  

 

Tchau!
Travellight

Seg | 14.01.19

Parque Nacional Everglades | EUA

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 Fotos: Travellight e H. Borges 

 

Vegetação alta, uma brisa quente, húmida e pegajosa, água azul-esverdeada, jacarés a descansar na beira da água e aves, muitas aves …. é assim que me lembro do Parque Nacional Everglades…

 

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O Parque Nacional Everglades é um dos maiores parques dos Estados Unidos. É um sonho para os amantes da natureza e do ar livre. Quilómetros de pântano, aparentemente sem valor, abrigam uma incrível variedade de vida selvagem que vai desde panteras a elegantes garças azuis, passando por enormes jacarés. Este frágil ecossistema está listado como Património da Humanidade e é uma Reserva Internacional da Biosfera.

 

Não faltam trilhas para os caminhantes, nem mergulho ou snorkel para os fãs de desportos aquáticos ou praias imaculadas para quem só quer relaxar.

 

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Seja a pé, de caiaque ou de barco, os Everglades merecem uma visita, de preferência no Outono ou no Inverno, quando o número de mosquitos é mais suportável. Em todo o caso se aqui vierem não deixem de trazer protector solar e repelente de insectos. É essencial!

 

O parque é uma enorme zona húmida alimentada pela água do Lago Okeechobee. No inicio do séc. XX, foram construídos canais que desviaram água do lago para as cidades e áreas residenciais, e isso alterou drasticamente o ecossistema dos Everglades. Populações de animais selvagens caíram e algumas espécies ficaram à beira da extinção.

 

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Felizmente nos últimos 20 anos, os Everglades passaram por um enorme projecto de restauração. O parque foi ampliado, a água foi novamente direccionada para o Lago e as populações de aves começaram a recuperar.

 

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Como ocupa uma área muito grande, convém planear a visita com antecedência para não perder os lugares mais interessantes do parque.

 

A secção mais ao sul, localizada entre o Ernest F. Coe Visitor Center e o Flamingo Visitor Center é um dos pontos mais populares entre os visitantes porque tem trilhas acessíveis e não muito longas, miradouros, e possibilita passeios de caiaque. 

 

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Já Shark Valley, que fica a oeste de Miami, é o lugar ideal para fazer passeios de hovercraft para ver os jacarés. Também é possível andar aqui de bicicleta para observar a vida selvagem.

 

O Gulf Coast Visitor Center, que está localizado no lado oeste do Parque, na cidade de Everglades, é o melhor local para explorar os Everglades de caiaque.


Podemos iniciar a exploração pelo Ernest F. Coe Visitor Center e aproveitar a informação ali exposta para aprender um pouco mais sobre o parque e depois seguir para o  Flamingo Visitor Center - o percurso leva cerca de uma hora de carro e tem bonitas trilhas e miradouros pelo caminho - ou para Shark Valley, um pouco mais longe, mas um dos melhores lugares nos Everglades para observar animais. Este é o local certo para ver tartarugas, pássaros e jacarés e também para fazer um passeio divertido de hovercraft. 

 

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O barco é impulsionado por um ventilador gigante e anda muito rápido, é realmente uma emoção percorrer o pântano daquela maneira! Nunca tinha andado num hovercraft e adorei!

 

Mas a rapidez não é a única emoção. O guia e condutor do veiculo era um personagem, parecia saído de um filme de animação do Bugs Bunny, tinha um sotaque super engraçado e uma aparência bem caricata, mas era excelente a apontar pássaros e os vários jacarés que descansam na água rasa.

 

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Foi uma experiência fantástica, de que guardo boas memórias.

 

Se forem à Florida não deixem de visitar este parque, vale bem a pena 😃


Tchau!
Travellight

 

Sex | 11.01.19

Sevilha | a cidade mais vibrante e sedutora da Andaluzia

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   Crédito desta foto: Los gallos tablao flamenco

 

A voz de Maria Callas a cantar “Habanera”, ecoava na minha cabeça quando saí do táxi na Calle Alemanes e me vi em Sevilha pela primeira vez.

 

Não terá sido por acaso que Georges Bizet escolheu esta cidade como cenário da sua popular ópera “Carmen”, pois tal como a bela cigana que hipnotizava os homens, Sevilha é uma sedutora que nos enfeitiça com os seus múltiplos atributos e um delicioso cheiro a flor de laranjeira.

 

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  Fotos: Travellight, H. Borges e R.J. River

 

Talvez seja por causa da rica herança mourisca, do flamenco ou das pessoas que nos recebem com sorrisos abertos, mas Sevilha é uma cidade fácil de amar!

 

A sedução começa logo com uma visita ao Real Alcázar, considerado o mais antigo palácio da Europa ainda em uso.

A sua beleza é lendária e a sua importância histórica inegável. Foi neste espaço que, muitas vezes parece saído de um conto das Mil e uma Noites, que Colombo informou a Rainha Isabel, a Católica, sobre a descoberta do Novo Mundo e onde foi celebrado o casamento de Carlos V com Isabel de Portugal.

 

O Real Alcázar foi construído ao longo de quase 500 anos e não constitui apenas um edifício mas um complexo de edifícios, pátios interiores e jardins.

 

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Há dois palácios principais que podemos visitar - o famoso palácio de estilo mudéjar, com as suas cúpulas, colunas, arcos e paredes,  maravilhosamente esculpidas e decoradas e o palácio gótico adjacente que empalidece em comparação com o seu vizinho mais famoso.

 

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Percebemos que a água desempenha um papel importante no conceito dos jardins. Os seus sons tranquilizantes nas fontes e piscinas convidam-nos a diminuir o ritmo e a aproveitar o momento…

 

Sevilha é uma cidade grande mas é fácil de conhecer a pé. Passear sem rumo e descobrir os seus segredos e particularidades é um verdadeiro prazer.

 

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Algumas atracções destacam-se imediatamente, como a maravilhosa e monumental Catedral de Sevilha, com as suas 80 capelas e uma torre conhecida como "La Giralda", que noutros tempos foi o minarete da uma mesquita, ou a Plaza de España - uma enorme praça semicircular ao lado do Parque Maria Luísa.

 

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A praça foi originalmente construída para integrar a Exposição Ibero-Americana de 1929 e de lá para cá tornou-se tão famosa que até já serviu de cenário a alguns filmes famosos como “Lawrence da Arabia” e “Star Wars”.

 

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Não faltam também museus interessantes para conhecer como o Museu de Belas Artes de Sevilha - que ocupa um antigo convento do século XVII construído em torno de três pátios de azulejos e abriga peças que datam da Idade Média até o século XX.

 

As ruas do centro histórico da cidade são estreitas, tem praças pontilhadas com laranjeiras e estão cheias de lojas e bares de tapas.

É impossível não parar aqui e ali para provar umas batatas bravas (batatas picantes), chipirones (lulas fritas) ou um queso manchego (queijo de ovelha).

 

O rio Guadalquivir, é um elemento importante na cidade. Afinal foi ele que permitiu a Sevilha ser durante séculos um dos principais portos da região.

 

Passeando à beira rio podemos encontrar a Torre del Oro, um dos marcos da cidade.

Esta torre - que segundo uma lenda, esteve outrora coberta por azulejos dourados - serviu como torre de vigia militar e como prisão. Fazia parte da estrutura que protegeu o porto de Sevilha contra os navios que tentavam entrar sem permissão no território reivindicado pela dinastia Almóada (califado muçulmano do século XIII que governou o norte da África e o sul da Espanha). Hoje a torre é o lar de um pequeno museu naval, o Museu Náutico.

 

Perto da Plaza de la Encarnación encontramos o Metropol Parasol, a mais recente atracção da cidade. Esta obra, desenhada pelo arquitecto alemão Jürgen Mayer-Hermann e construída em 2011, é supostamente a maior estrutura de madeira do mundo. A maravilha arquitectónica serve como um ponto de encontro e conta com um mercado de agricultores, um restaurante, um museu arqueológico, passarelas sinuosas e terraços nos pisos superiores e uma praça pública ao ar livre. Os habitantes locais referem-se a esta estrutura como "las setas" (os cogumelos) dada a sua forma peculiar.

 

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Mas é ao cair da noite que Sevilha nos revela uma das suas mais poderosas armas de sedução: o flamenco! 

Uma paragem num tablao - uma casa nocturna onde podemos assistir a espectáculos de flamenco - é obrigatória.

Não há melhor lugar para experimentar a emoção e a vibração desta cidade.

 

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Lembro-me que no último dia daquela primeira visita que fiz à capital da Andaluzia não “dancei a seguidilla perto das muralhas de Sevilha” como a Carmen de Bizet mas fiz questão de brindar à cidade, tal como ela, com um copo de xerez de Manzanilla.

 

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Se também querem deixar-se seduzir por Sevilha, não deixem de aproveitar os voos semanais da TAP para este destino.

 

Tchau!

Travellight

 

Artigo patrocinado pela TAP originalmente publicado no SAPO Viagens

 

 

Qui | 10.01.19

Sweet Trip | Guias de viagem para diabéticos

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Horas de comer imprevisíveis, sono desregulado e cozinha não ajustada, podem transformar as viagens num desafio maior para pessoas que sofrem de diabetes.

 

Descobri recentemente estes guias na Internet e achei muito interessante (e importante) partilhar a informação.

 

Os guias sweet trip foram criados por Laura Pandolfi - uma viajante francesa - após ela própria ter sido diagnosticada com diabetes. Os guias pretendem ajudar os aventureiros que sofrem desta condição crónica a permanecer saudáveis ​​na estrada.

 

Projectados para e por pessoas com diabetes do Tipo 1 e Tipo 2, cada guia é dividido em três capítulos:


1. Alimentação e nutrição local: a primeira secção de cada guia descreve os principais itens da gastronomia local - pratos, bebidas e sobremesas - e fornece informações nutricionais sobre cada um deles. O guia de Cuba, por exemplo, identifica o clássico prato camarones enchilados do país como “muito baixo em carboidratos” e recomenda que os viajantes diabéticos completem a refeição com uma ensalada mixta e uma porção de arroz. Em cada guia, esta secção também inclui um livro de frases completo com traduções importantes de frases como "Sem açúcar, por favor" para que os viajantes possam aprender como personalizar os pratos locais de acordo com as necessidades pessoais.

 

2. Sistema de saúde e informações médicas: Dentro de cada guia específico do país, existe uma secção que fornece números de telefone e endereços de emergência de hospitais locais, farmácias e clínicas de tratamento de diabetes. Ele também contém um dicionário com termos médicos traduzidos organizados em cinco categorias - partes do corpo, sintomas, exames médicos, diagnósticos e medicamentos - para ajudar a facilitar a comunicação importante com os profissionais de saúde.

 

3. Turismo activo: Como as actividades físicas são uma parte importante do controlo dos diabetes, uma seção de cada guia de viagem da Sweet Trip fornece itinerários sugeridos para caminhadas individuais e passeios de bicicleta. O guia da cidade de Paris, por exemplo, descreve pontos de interesse em bairros como Montmartre e Pigalle e dá informações detalhadas como a duração necessária para caminhar entre os locais turísticos mais populares e opções para visitar as atracções sem se desgastar tanto fisicamente.

 

Infelizmente os guias ainda só estão disponíveis em Inglês e Francês mas podem ser adquiridos on-line no site da Sweet Trip www.sweettrip.org

 

O site, além de apresentar outras dicas para viajantes com diabetes (como encontrar o melhor seguro de viagem, por exemplo), também serve como ponto de encontro para uma comunidade on-line: a Fridge Surfing Community, que se apresenta como uma rede voluntária de “hospedeiros de insulina em todo o mundo”, que basicamente são pessoas que oferecem os seus frigoríficos para o uso de diabéticos viajantes, caso estes necessitem de um lugar para refrigerar a sua insulina durante o tempo que decorre a sua viagem.

 

 

Qua | 09.01.19

Hotel Palácio do Governador | Lisboa

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  Fotos: Travellight e H. Borges 

 

Quando o tempo não é muito, uma escapadinha bem perto também sabe bem 😊
Um destes fins de semana resolvi “fugir” para o Hotel Palácio do Governador, um oásis Lisboeta localizado em Belém.

 

Próximo do Tejo e paredes meias com monumentos nacionais, o Palácio do Governador é perfeito para quem gosta de hotéis históricos.

 

A sua arquitectura assenta em memórias que remontam aos séculos I a V, altura em que o espaço terá sido uma fábrica de molho de peixe, “garum”, exportado em ânforas para todo o mundo romano. No pátio, por onde se entra para o hotel, permanecem ainda as “cetárias” (tinas de pedra) da antiga fábrica romana - um detalhe deste edifício emblemático que se crê instalado no local pelo menos desde o século XVI, quando se tornou a habitação oficial dos governadores da Torre de Belém.


O hotel tenta recriar o requinte e o fausto da gloriosa época dos Descobrimentos combinando uma arquitectura e  elementos de decoração que aliam o conforto e elementos de contemporaneidade à história do local.

 

Os elementos históricos do espaço, como os tectos de masseira e os lambris de azulejos foram mantidos, os vestígios romanos foram cuidadosamente preservados e integrados no projecto, nomeadamente no SPA Felicitás.

 

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A antiga Capela foi restaurada e é agora a recepção. Mantém as paredes de azulejos, o coro de madeira e o órgão.

 

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Os quartos são amplos e bem decorados, com casas de banho espaçosas, produtos de higiene de qualidade e um óptimo chuveiro.

 

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A equipa é muito atenciosa e mostrou-se sempre disponível para ajudar com o que fosse preciso, estacionou até o nosso carro (porque não sabíamos onde ficava o parque do hotel que é gratuito para os hospedes).

 

Pequenas atenções à chegada como a oferta de uma bebida no bar e uma garrafa de vinho, caso escolhesse jantar no Restaurante Anfora (excelente por sinal) ou a oferta no check-out de um pacotinho com bolachinhas de manteiga, elevam o nível do hotel e fazem o cliente sentir-se apaparicado e bem tratado.

 

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Gostei particularmente dos quadros de Valdivia Carrasco que decoravam os corredores.

 

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O pequeno almoço é servido em buffet e tem uma boa variedade de elementos quentes e frios.

 

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Os terraços virados a sul oferecem aos hóspedes uma esplanada com vista privilegiada sobre a piscina exterior, a Torre de Belém e o Rio Tejo.

 

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O SPA Felicitás é de facto uma felicidade (em breve farei um post dedicado só a ele 😊)


No geral achei uma óptima opção para quem quer passar férias ou um fim de semana em Lisboa ou apenas, quem sabe, fugir um pouco à rotina diária.


Tchau!
Travellight

Ter | 08.01.19

Carbayones Asturianos

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Os carbayones, doces típicos das Astúrias, são requintados bolos feitos de massa folhada recheada com uma mistura de ovo, amêndoas moídas e moscatel ou outro vinho doce e depois cobertos com uma calda de açúcar.



O nome dos doces teve origem no carbayón (grande carvalho em asturiano) - nome dado a um carvalho centenário localizado na Rua Uría em Oviedo, Astúrias. Quando em 1924 criaram um doce para representar Oviedo na 1ª Feira Internacional de Amostras de Gijón, decidiram batiza-lo com o nome desta árvore que tem uma enorme importância simbólica para a cidade.

 

Deixo em baixo a receita para quem quiser experimentar 😃

 

INGREDIENTES:

1 massa folhada
125 grs de amêndoas moídas
1 ovo
4 gemas
125 grs de açúcar para o recheio
6 colheres de açúcar para a cobertura
Raspas da casca de 1 limão
Umas gotas de vinho moscatel, xerez ou outro vinho doce


PREPARAÇÃO:

Pré-aqueça o forno a 180ºC

 

Numa tigela junte as amêndoas moídas, o açúcar, um ovo inteiro, duas gemas, as raspas de limão e as gotas de vinho doce, mexa bem até ficar com uma pasta homogénea.

 

Forre pequenas formas com massa folhada e encha cada uma com o recheio já preparado.

 

Coloque no forno por cerca de 15 minutos ou até os bolinhos estarem dourados.

 

Deixar esfriar.

 

Cobertura:
Aqueça numa panela 6 colheres de sopa de açúcar e 4 de água, ferva, deixe esfriar e depois despeje duas gemas sem parar de mexer. Aqueça novamente, mexendo até engrossar.

 

Cubra cada um dos bolinhos com essa mistura. Deixar esfriar e sirva.

 

Receita retirada com adaptações do site www.observandoaloshumanos.blogspot.com

 

Seg | 07.01.19

Um passeio por Oviedo | Astúrias

fullsizeoutput_30bb Fotos: Travellight e H. Borges

Quando visitei Oviedo, choveu quase o tempo todo mas o encanto desta pequena cidade não se perdeu, pelo contrário, acho que me fez gostar ainda mais do lugar porque lhe conferiu uma certa aura de mistério.

Este canto da Espanha, capital regional e coração cultural das Astúrias é um ótimo lugar para explorar quando o tempo não é muito e o orçamento apertado.

Diz a lenda que a origem do nome Oviedo remonta ao séc. VIII quando o Rei Fruela I das Astúrias, parou nesta região para almoçar e lhe perguntaram onde ele gostaria de construir uma cidade. Ele terá respondido em latim "Ubi edo" que significa “onde eu como” e a partir daí o local ficou conhecido com esse nome. 


Oviedo é uma cidade pequena, muito fácil de percorrer a pé. O centro histórico é rico e cheio de monumentos para visitar. A poucos passos de distância entre si encontramos a Igreja de Santa Maria la Real de la Corte; o Mosteiro de San Pelayo; os Palácios de Verlarde, Valdecarzana, Camposagrado e Toreno, o Museu de Belas Artes; a Junta General del Principado; o Palácio do Arcebispo e a Catedral de San Salvador.

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Estátuas de vários estilos estão espalhadas pelos quatro cantos da cidade, parece uma galeria de arte a céu aberto...

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O Campo de São Francisco, localizado no centro, é o “pulmão” de Oviedo. É um grande jardim público de 90.000 m2 que oferece aos visitantes belos trilhos repletos de carvalhos e outras árvores de grande porte. Caminhos sinuosos conduzem a pequenos lagos onde encontramos cisnes, patos e pavões.

Um dos monumentos do parque presta homenagem ao escritor Leopoldo Alas, mais conhecido por Clarín. 

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Quem gosta de fazer grandes caminhadas pode  visitar o Cristo Redentor de Oviedo. Da cidade, ele parece pequeno, mas é uma estrutura impressionante quando vista de perto.

Oviedo conquista-nos pela sua história e monumentos mas também pelos seus sabores! A charcutaria e as tapas servidas nos restaurantes típicos são uma delicias! Os queijos — como o cabrales, o vidiago ou o gamonedo — também são divinos, com sabores bastante fortes e pronunciados.

Igualmente irresistíveis são os carbayones — bolos feitos com uma massa folhada recheada com uma mistura de ovo, amêndoas moídas e conhaque ou licor e depois cobertos com uma calda de açúcar.

Quem visita a cidade não pode deixar de provar a sua tradicional cidra. Esta bebida, por ser muito fermentada, tem de uma forma muito particular de ser servida. Os Espanhóis chamam-lhe “escanciar”. 

oviedo1Eu estive em Oviedo no Outono e havia um evento musical gratuito a decorrer na praça da catedral no centro histórico, mas disseram-me que os eventos e espetáculos gratuitos são comuns na cidade e que vale a pena ir por alturas do Carnaval ou em junho para o festival de San Juan.

Gostei bastante de Oviedo e não me importava nada de lá voltar…


Tchau!
Travellight