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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Inspiração, informação e Dicas de Viagem

Qua | 28.03.18

O Rio Jordão

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  Fotos: Travellight e H.Borges

 

O tempo estava quente e húmido. A transpiração fazia-me sentir inconfortável mas ainda assim estava entusiasmada por estar ali.

 

O caminho arenoso era ladeado por árvores e arbustos baixos. Recordo-me de ter pensado que não devia ser muito diferente no tempo de Jesus Cristo. Uma coisa porém era de certeza diferente… Pelo canto do olho, à minha esquerda, eu conseguia ver uma grande cerca de arame - eu estava no lado Jordano, do outro lado ficava Israel.

 

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Voltei a focar a minha atenção na vegetação. O bosque que cerca o rio é mencionado nas escrituras como o “orgulho” do Jordão por ser tão frondoso e belo. Agora custa a acreditar, mas no século XIX exploradores chegaram a relatar avistamentos de leões, ursos, tigres, hienas e lontras nesta zona.

 

Continuei a percorrer o trilho e em pouco tempo cheguei ao rio …. que surpresa…

 

O rio - pelo menos naquele local - não era grande como eu imaginara. Na verdade parecia apenas um riacho pequeno, sinuoso e lamacento…

 

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Foi-me explicado mais tarde, que ao longo da sua jornada, entre o Mar da Galileia e o Mar Morto, grandes quantidades de água são retiradas do Rio Jordão por Israel e pela Jordânia e isso enfraquece fortemente o seu caudal.

 

No entanto, um pouco mais à frente, encontramos uma plataforma de madeira com uma escadaria que conduz a uma zona onde o caudal do rio é maior e onde até hoje as pessoas dirigem-se para ser baptizados.

 

Eu resolvi descer até à agua. Coloquei lá a minha mão e deixei-a escorrer pelos meus dedos. Senti como se estivesse a tocar na história…

 

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Por ser o local de um dos eventos mais importante da vida de Jesus (o seu baptismo), o rio Jordão é considerado pela fé Cristã o terceiro local mais sagrado da Terra Santa, logo após a Gruta da Natividade em Belém e Gólgota em Jerusalém.

 

Embora a maioria dos historiadores concorde que o baptismo de Jesus é um evento historicamente verificável, nem todos concordam com a sua localização exacta.

 

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Durante muitos anos a agitação política na região tornou o local praticamente inacessível mas em 1996 uma escavação da UNESCO descobriu aqui muitos vestigios romanos e bizantinos, incluindo igrejas e capelas, um mosteiro, cavernas que foram usadas por eremitas e piscinas em que os batismos eram celebrados, atestando o caráter religioso do lugar.

O local foi então aceite pela maioria como sendo o verdadeiro lugar do baptismo de Jesus por João.

 

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A igreja mais antiga foi construída sobre palafitas por causa das inundações e está localizada perto do extremo sul do rio Jordão, em frente a Jericó.

 

A Igreja Ortodoxa Grega, São João Baptista, é mais recente e foi construída ao lado do rio Jordão. Tem uma cúpula dourada e murais em estilo bizantino. É bonita.

 

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O lugar do baptismo é uma visita interessante tanto para os crentes como para os que gostam de conhecer lugares que marcaram a história da Humanidade.


Fica situado apenas a uma hora de Amã, capital da Jordânia e talvez a 20 minutos dos resorts do Mar Morto, por isso é de fácil acesso. Muitas agências turísticas oferecem excursões ao local e é simples marcar o passeio através do hotel em que estamos hospedados.

 

Do lado Israelita também é possível visitar este lugar e já me disseram que tem melhores condições mas como nunca lá fui não posso confirmar.

 

Boa Páscoa!
Travellight

Ter | 27.03.18

Ovo de Páscoa Vegan

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  Credito da foto: www.herbi-voraz.com

 

Vem aí a Páscoa! Querem experimentar um ovo de chocolate mais saudável?

Anotem aí esta receita que descobri no Brasil:


INGREDIENTES

Para os ovos
* 300g de chocolate vegan (vendem no Celeiro)

 

Para o recheio de sorvete de banana e nozes

* 1 banana congelada

* 2 colheres de sopa de leite de coco

* 1 punhado de nozes


PREPARAÇÃO

Para o recheio

* Junte a banana congelada, o leite de coco e as nozes num liquidificador e bata tudo. Coloque no frigorífico.


Para os ovos

* 1. Corte o chocolate em pedaços pequenos e divida em duas partes: 200g numa tigela e 100 g noutra tigela.

* 2. Leve as 200g ao micro-ondas por 20 segundos, retire e mexa. Repita o processo até que todo o chocolate esteja derretido. É importante fazer aos poucos para não queimar o chocolate.

* 3. Junte as outras 100g de chocolate e mexa até que fiquem na mesma consistência.

* 4. Molde o chocolate em forminhas ovais e coloque-as num prato viradas de cabeça para baixo para retirar o excesso de chocolate. Leve ao frigorífico por aproximadamente 10 minutos.

* 5. Retire do frigorífico, adicione o recheio e mais uma camada fina de chocolate e coloque no congelador por aproximadamente 10 minutos para que o chocolate de cima endureça.

* 6. Retire do congelador e sirva de imediato.


Receita retirada com algumas adaptações do site www.herbi-voraz.com 

Seg | 26.03.18

TEATRO MINACK | CORNUALHA

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  Crédito das fotos: Travellight e R.J. River

 

O Teatro Minack é um dos teatros mais espetaculares do mundo. É um teatro ao ar livre que fica sobre falésias que pairam acima do mar em Porthcurno, na Cornualha, Inglaterra, perto de Land’s End.

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O seu anfiteatro foi esculpido em 1932, aproveitando um afloramento rochoso natural de granito. Conta-se que um grupo de artistas locais resolveu usar o cenário maravilhoso para adicionar um pouco mais de drama a uma encenação da “A Tempestade” de William Shakespeare. A produção teve tanto êxito que a proprietária, Rowena Cade, decidiu capitalizar sobre a popularidade do lugar e construir um teatro mais formal e adequado.

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As performances aqui são bastante interessantes mas o cenário é tão impressionante que corremos o risco de perder o primeiro ato da peça porque nos distraímos a observar a paisagem, o pôr do sol, os barcos no horizonte, os pássaros que brincam nas ondas…

De peças teatrais mais tradicionais até concertos de música, ballet e circo, o Teatro Minack apresenta um programa bastante variado. 

Quem quiser assistir a uma apresentação neste teatro convém chegar bem cedo para conseguir os melhores lugares, levar um cobertor ou um casaco quente porque à noite, mesmo no verão, esfria (ou não estivéssemos a falar de Inglaterra) e se possível, levar uma almofada porque os assentos são de pedra e apesar de poderem estar cobertos com relva, após um tempo podem tornar-se bastante incómodos. Também é importante não esquecer que o Minack, por ser um teatro ao ar livre, está sujeito aos caprichos da meteorologia por isso uma capa de chuva pode ser uma boa ideia caso o tempo esteja nublado (chapéus de chuva não são permitidos durante as apresentações).

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No local, para além do teatro é possivel visitar um centro de exposições, um jardim botânico e um  café onde se pode provar um pastel típico da Cornualha.

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Bem próximo, e a merecer também uma visita, fica a lindíssima praia de Porthcurno.

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A forma mais fácil (e rápida) de chegar à Cornualha e depois ao teatro Minack é voar até Bristol (A Easy Jet tem voos diretos de Lisboa e Porto para este destino) e depois alugar um carro no aeroporto para percorrer a área. Também é possível ir de comboio de Londres (Paddington) para Penzance e depois apanhar o autocarro 1 ou 1A de Penzance até Porthcurno. Algumas agências de turismo também fazem excursões até ao teatro a partir de Penzance e St. Ives.

 

Tchau!
Travellight

Sex | 23.03.18

DICAS PARA QUEM VAI VIAJAR PARA ISRAEL

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  Foto: pomegranate-travel.com

 

Seja por motivos religiosos, culturais ou simplesmente para conhecer um novo país, se sonham em conhecer Israel, confiram as dicas e informações básicas que deixo em baixo:


1- Documentação necessária

Os cidadãos portugueses estão isentos de visto para uma estada de turismo até 90 dias. O passaporte deverá ter uma validade igual ou superior a 6 meses a contar da data do regresso. Convém no entanto ter presente que podem impedir a entrada de turistas no país em casos de suspeita de risco de imigração ilegal e de actividades que possam pôr em perigo a ordem pública e segurança nacional. Para evitar situações embaraçosas, é aconselhável o recurso a passagens de ida e volta e ter à mão reservas de hotéis ou comprovativos de locais de estadia alternativos.

 

2- Como chegar?

A TAP e a EL AL Israel Airlines tem voos diretos de Lisboa para Tel Aviv que ficam por pouco mais de 400,00 €, se optarem por um voo com conexões pode ficar ainda mais barato. Do Porto não há voos directos mas se utilizarem a Ryanair e a WizzAir, via Sofia, na Bulgaria, por exemplo, o voo para Tel Aviv fica por cerca de 316,00€.
A partir do aeroporto há vários tipos de transporte disponíveis. O táxi é a solução mais cómoda, embora custe cerca de 160 NIS (38,00 €) para Tel Aviv;


3- Vacinas

O certificado internacional de vacinação e profilaxia da poliomielite é exigida a viajantes que tenham permanecido pelo menos 4 semanas em países onde circula o vírus selvagem da poliomielite (mais informação disponível aqui)

Os viajantes com permanência de pelo menos 4 semanas, que não possuírem esta prova de vacinação podem ser novamente vacinados contra a poliomielite.

 

4- Melhor época para visitar Israel

Israel pode ser visitado durante o ano inteiro. O clima é agradável na maior parte do tempo e o sol quase sempre brilha no céu. No inverno o frio pode atingir regiões mais altas, como Jerusalém. A temporada alta é entre Julho e Agosto. Nesta época voos e hotéis costumam ser mais caros.

 

5- Principais cidades e locais turísticos do país

Para começar, claro, Jerusalém, onde podemos visitar locais sagrados de várias religiões. Em poucos metros de caminhada encontramos o Santo Sepulcro (cristão), o Muro das Lamentações (judeu) e a Mesquita de Al-Aqsa (muçulmano).
Depois temos Tel Aviv, Jaffa, Nazaré, Tiberíades, Cesarea, Haifa, a região do Mar Morto e, na parte Palestiniana, Belém e Jericó são especialmente interessantes para quem faz turismo religioso.

 

6- Comida

Uma das melhores coisas de Israel. A diversidade da culinária do país resulta da mistura de povos nesta região. Podemos perceber nos intensos sabores a tradicional culinária kosher, a culinária árabe, a culinária de países do Norte de África, e do Mediterrâneo.
Em Tel Aviv especialmente é possível saborear pratos de todo o mundo. Os judeus que hoje vivem em Israel trouxeram com eles um pouco da herança de cada lugar de onde vieram o que torna a culinária ainda mais rica. Os mercados de rua em Jerusalém estão repletos de deliciosos sabores e temperos. Entre os mais populares do país está o Mercado Árabe da Cidade Velha de Jerusalém.
A não ser que o serviço esteja incluído na conta, é costume deixar-se entre 10% a 15% de gorjeta nos restaurantes.

 

7- Que roupa levar?

O país em geral é quente, mas lembrem-se que a maioria dos lugares que irão visitar são sagrados para alguém, seja judeu, cristão ou muçulmano, por isso nesses passeios evitem usar calções ou roupas muito curtas, transparentes ou justas, por uma questão de respeito e bom senso. Se levarem uma camisola de alças, levem também um lenço ou um casaco leve que possam usar para cobrir os ombros caso seja necessário. Se viajarem durante o
inverno, em geral, não é preciso roupas muito pesadas, mas na dúvida, consultem a meteorologia para ver como está o clima, não é costume mas pode acontecer de nevar em Jerusalém.
No geral não há grandes restrições às roupas para os turistas (apesar de muitos árabes e judeus usarem trajes tradicionais). Na praia de Tel Aviv, por exemplo, é normal as mulheres usarem biquíni e há muitos homens a fazer exercício no passadiço de madeira sem camisa.

 

8- Quanto tempo ficar?

Se apenas quiserem visitar Tel Aviv e Jerusalém cinco dias são suficientes. Sete dias se quiserem ir até Massada e Mar Morto; E dez dias para ir até a Cesarea, Galileia, Nazaré e Haifa e 15 para ir até ao Mar Morto e aproveitar a região de Eilat ou visitar as grutas de Rosh HaNikra.

 

9. Transportes

A maneira mais prática de viajar em Israel, especialmente para quem vai visitar várias cidades, é ir num tour organizado ou alugar um carro. As estradas são seguras mas o trânsito nas grandes cidades é, como seria de se esperar, mais complicado.
O transporte entre as cidades também pode ser feito de autocarro ou comboio mas atenção que toda a informação sobre as paragens está escrita em hebreu, por isso se forem usar esta opção peçam ajuda ao motorista ou a outros passageiros para não saírem no lugar errado.
A rede ferroviária não é má e cobre quase todas as regiões, mas é muito limitada, pode no entanto ser uma boa opção para o turista independente que tenha mais tempo disponível. Os mais aventureiros podem ainda experimentar os Sheruts (carrinhas compartilhadas populares em Israel).
Se usarem táxis, para não terem surpresas desagradáveis, combinem antecipadamente o preço com o condutor ou peçam para ele ligar o taxímetro.

 

10. Excursões e guias particulares

Os guias são muito experientes e o controle feito pelo Ministério do Turismo de Israel em relação a estes profissionais é bem rígido. O Ministério mantém, no site do governo, uma lista actualizada com nomes de guias indicados que podem consultar aqui se estiverem interessados em contratar um. Os guias privados e os tours são uma boa opção para quem tem poucos dias no país e quer aproveitar ao máximo o tempo.

 

11. Língua

As línguas oficiais em Israel são o hebraico e o árabe mas o Inglês é falado por todos. As placas de sinalização na sua maioria são escritas nas três línguas. O mesmo acontece com a maioria dos menus de restaurante.

 

12. Dinheiro

A moeda oficial em Israel é o New Israeli Shekel (NIS), ou apenas Shekel. Cartões de crédito são amplamente aceites e facilmente encontramos uma máquina multibanco na rua.

 

13. Segurança

Este é, sem dúvida, um dos pontos que mais preocupam os turistas que desejam viajar para Israel. Apesar de parecer estranho (já que Israel vive em constante zona de risco) o país é bastante seguro para o turismo. Incidentes como assaltos, furtos e outros delitos comuns não acontecem com frequência nas ruas de Israel mas o risco de atentados é sem dúvida real (mas hoje em dia, infelizmente o mesmo é verdade para cidades Europeias como Paris e Londres...). Para mais informações consultem www.portaldascomunidades.mne.pt

 

14. Shabat

O Shabat é o dia de descanso semanal do judaísmo e é levado muito a sério. Para os turistas, isso pode implicar uma grande dor de cabeça se precisarem de comprar comida, usar transportes públicos ou outros tipos de serviço.
O Shabat começa a partir do pôr-do-sol de sexta e vai até ao pôr-do-sol de sábado mas é muito comum as pessoas pararem de trabalhar na sexta depois do almoço, portanto fiquem atentos a isso.
Tel Aviv é a excepção, como cidade cosmopolita, muitos bares e restaurantes funcionam normalmente durante o Shabat, mas não há nenhum meio de transporte para além de táxis no país inteiro. Nas outras cidades, o Shabat é mais tradicional e quase ninguém trabalha.Esta mesma regra também se aplica a qualquer feriado religioso.

 

Leiam mais sobre Israel aqui, aqui e sobre o Mar Morto aqui

 

 

Qui | 22.03.18

UP UP AND AWAY...

Manhã…
Adoro manhãs… acordar bem cedo, ter aquela sensação de recomeço, de novidade.
Algumas são muito especiais, únicas.
Esta era uma delas.

 

Quando saí do jipe os balões ainda estavam tombados no chão. Eram massas coloridas inertes mas assim que o ar quente começou a preenche-los e eles começaram a insuflar... wow... como ganharam vida!

 

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   Fotos: Travellight e H.Borges

 

A savana ainda estava meio na penumbra mas os primeiros raios de sol começavam a despontar. Olhei em volta e deixei-me envolver pela paisagem...

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Em pouco menos de meia hora aí estavam eles: Cheios, grandes, imponentes, prontos para conquistar os céus.

 

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Com algum esforço eu subi para dentro do cesto daquele que me estava destinado e olhei para cima, curiosa com o equipamento que fazia o balão subir.

 

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O barulho dos queimadores interrompia ocasionalmente o silêncio da manhã e o calor da sua chama aquecia um pouco o topo da minha cabeça mas nada disso me incomodava porque eu estava a voar sobre a savana Africana.

 

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Em baixo a savana começava a acordar e aqui e ali começavam a aparecer os animais…

 

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Elefantes, zebras, girafas, gnus… e lá longe, até um leão.

 

O balão pairou um tempo sobre o lago de águas calmas, tão calmas que o transformavam num espelho onde podíamos ver o nosso reflexo.

 

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Que lindo! -  lembro-me de ter pensado.

 

Como é belo este nosso planeta 😊

 

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Tchau!

Travellight

Qua | 21.03.18

ESPA LIFE | LONDRES

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   Foto: www.espalifeatcorinthia.com

 

Indiscutivelmente um dos melhores SPA’s de Londres, o ESPA Life está instalado no Hotel Corinthia e é o lugar perfeito para relaxar e recuperar o equilíbrio físico e mental na movimentada capital Inglesa.


Fundada por Susan Harmsworth em 1993, a empresa britânica Espa tem já cerca de 450 spas em 50 países. O que está instalado no Corinthia de Londres é um dos principais (se não mesmo o principal) e pretende ser uma espécie de “Next Generation of spa” que visa combinar uma experiência de luxo com uma abordagem integrada e holística de bem-estar.


O spa é enorme! Entrar aqui é como descobrir um mundo secreto de luxo exuberante e de indulgência decadente.

Ocupa quatro andares do hotel e os seus interiores - da responsabilidade da GA Design - são opulentos e elegantes.


No ESPA predominam os mármores, as cores claras e o preto. A iluminação também tem destaque e em alguns momentos enquanto caminhamos nos corredores sentimos que estamos literalmente a “caminhar em direcção à luz” 😜

 

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   Fotos: Travellight e R.J. River

 

Chamar este espaço “apenas” de spa não faz justiça a tudo o que ele oferece. Se não vejam: O ESPA life tem 17 salas de tratamento, uma suite de spa privada, um salão de beleza, cabeleireiro, ginásio aberto 24 horas, uma piscina aquecida, piscina de vitalidade com jactos de água, hammam, uma fonte de gelo, sauna e espreguiçadeiras em mármore aquecido.

 

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Existe ainda um espaço onde podemos saborear o menu Brain Power, concebido para aumentar o nosso desempenho mental, utilizando alimentos ricos em gordura, como abacate, salmão e azeitonas, grãos como trigo e quinoa, além de folhas verdes escuras, ovos, nozes e sementes.

O menu também inclui sobremesas, sumos, chás de ervas, vinhos e champanhe.

 

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A recepção é espaçosa e brilhante com uma ampla gama de produtos Espa em exposição. Assim que chegamos, oferecem-nos água ou chá. A equipa é calorosa e profissional.

 

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Nos vestiários encontramos à nossa disposição frutas frescas, produtos Espa, roupões, chinelos, pentes… enfim, tudo o que podemos precisar.

 

Existem também “sleep pods” - áreas individuais semi-privadas decoradas com almofadas e cobertores, onde podemos dormitar após um tratamento.

 

De todos os equipamentos disponíveis, a piscina interior aquecida, cuja ondulação reflecte-se no tecto, é o que chama mais a atenção.

 

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Uma ampla lista de tratamentos e massagens é oferecida para ajudar-nos a diminuir o stress, a desintoxicar, a alcançar o equilíbrio ou a aumentar a vitalidade.

 

As terapias de bem-estar incluem massagem tradicional chinesa e acupunctura, fisioterapia e reflexologia. Reunindo a sabedoria colectada de osteopatas, naturopatas e fisioterapeutas para criar um verdadeiro retiro de bem-estar num ambiente de autentico luxo.

 

É um espaço onde podemos deixar-nos cuidar, relaxar e, por momentos, esquecer completamente a vida lá fora.

 

Para mais informações e reservas consultem o site do ESPA Life

 

Tchau!
Travellight

Ter | 20.03.18

FESTA DE SÃO CASIMIRO DE VILNIUS

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  Fotos: Travellight e H.Borges

 

Cheguei a Vilnius em plena Kaziuko Mugė ou Festa de São Casimiro, que celebra o santo padroeiro da cidade e é um dos eventos mais alegres da capital da Lituânia.


Apesar do frio que se fazia sentir - 10º negativos 😬, o ambiente era caloroso e animado.

 

No inicio da manhã já havia bastante gente na rua mas quando chegou a hora do almoço havia uma autêntica multidão.

 

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A feira é monumental! Centenas e centenas de barraquinhas, ocupam completamente os vários quilómetros das ruas da Velha cidade de Vilnius. Vendem desde esculturas de madeira, a bonecas de pano, cerâmica, utensílios domésticos, instrumentos musicais, cestos de vime, bordados, quadros, e todo tipo de artesanato. É uma felicidade para os olhos e para o coração. Há música e aromas deliciosos no ar.

 

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Grupos folclóricos, com os seus cantares e danças acrescentam ainda mais animação à festa e é completamente impossível de resistir à imensa oferta de sabores locais. As panelas fumegastes parecem chamar por nós e as carnes curadas, peixes fumados, queijos e doces típicos não nos deixam avançar sem parar para provar.

 

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As bebidas também não faltam, com algumas bancas a venderem kvass (uma bebida de pão fermentada), chás de ervas e cerveja.

 

Os ramos tradicionais Verbų sekmadienis são uma das especialidades da feira. Feitas de flores e ervas secas coloridas, são compradas para serem levadas para as igrejas no Domingo de Ramos. A sua forma assemelha-se a um lírio, uma flor com a qual São Casimiro é tradicionalmente retratado. Outro produto popular na feira é o "muginukas", um biscoito de mel, muitas vezes em forma de coração, decorado com flores de açúcar colorido, linhas, pontos e pássaros. Os nomes populares de homens e mulheres são escritos nos biscoitos e as pessoas compram-nos para oferecer aos seus entes queridos.

 

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A celebração deste evento começou no século XVII e no século XIX, transformou-se numa feira extraordinária que preserva com sucesso as antigas tradições dos artesãos Lituanos. Os visitantes podem não só ver as obras criadas pelos artesãos, mas também, nalguns casos, ver como são feitas.

 

O festival que dura 3 dias, ocorre no início de Março e é celebrado no fim de semana mais próximo do Dia da Festa de São Casimiro (04 de Março).


São Casimiro viveu na segunda parte do século XV e foi príncipe do Grão-Ducado da Lituânia e do Reino da Polónia. O Santo tornou-se conhecido pela sua devoção a Deus e a sua generosidade em relação aos doentes e aos pobres. Ele foi sepultado na Catedral de Vilnius e logo depois da sua morte foi santificado pela Igreja Católica.

 

Com certeza, não será um exagero nomear este festival o mais bonito e o maior encontro de artistas populares da Lituânia - eles chegam à Feira vindos de todo o lado incluindo as áreas mais remotas do país.

 

Os curiosos como eu que vierem até aqui à procura de algo bonito e autêntico que represente bem o espírito e a cultura deste belo país do Leste Europeu não vão por certo ficar desiludidos.😊

 

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Tchau!

Travellight

 

Seg | 19.03.18

DONAUWELLE

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Donauwelle é um bolo tradicional Alemão e Austríaco composto de camadas de massa de pão de ló e chocolate, cobertas por “ondas” de creme de manteiga e cereja, finalizado com uma fina camada de chocolate.  O seu nome em Alemão significa “ondas do Danúbio”, em referência ao rio mais longo da Europa.

 

É uma delicia! Apontem aí a receita:

 

BOLO

-   3 ovos  
-   140g de açúcar
-   100ml de óleo vegetal
-   1 colher de sobremesa de pasta ou extracto de baunilha
-   150ml de leite + 1 colher (sopa) de leite
-   230g de farinha c/ fermento  
-   2 colheres (chá) de cacau em pó
-   400g de cereja em calda

 

CALDA

-   1 taça de água
-   2 colheres (sopa) de rum (ou ginginha)
-   1 colher (sopa) de açúcar

 

CREME

-   250ml de leite 
-   1 ovo + 1 gema
-   55g de Maizena
-   100g de manteiga, à temperatura ambiente
-   100g de açúcar
-   1 vagem de baunilha

 

COBERTURA

-  100g de chocolate negro de culinária
-  50ml de leite
- 1 c. (sopa) de manteiga

 


CREME

Ferver o leite com metade do açúcar e a vagem de baunilha aberta e deixar em infusão. Bater o ovo mais a gema com o restante açúcar, juntar a maizena, a manteiga e bater mais um pouco. Por fim juntar um pouco do leite bem quente e mexer bem. Juntar o leite restante e levar ao lume para engrossar, mexendo vigorosamente com uma vara de arames, durante uns 3 minutos.

 


BOLO

Escorrer as cerejas meia hora antes. Depois de bem escorridas, polvilhá-las com um pouco de farinha e envolver (para não caírem no fundo durante a cozedura). Untar uma forma quadrada com 20x20cm. Forrar com papel vegetal.

 

Bater os ovos com o açúcar e a baunilha durante 10 minutos, até obter um creme esbranquiçado e volumoso. Juntar o óleo e bater até ficar integrado. Por fim juntar o leite alternadamente com a farinha peneirada e envolver delicadamente, até ficar homogéneo.


Colocar um terço da massa numa taça, juntar o cacau e uma  colher de sopa de leite. Reservar.

 

Deitar a massa branca na forma e alisar bem. Por cima espalhar com cuidado a massa de cacau de forma a cobrir a branca sem misturar as mesmas. Espalhar as cerejas por cima e pressionar uma a uma ligeiramente.

 

Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 35min. ou até o palito sair seco. Desenformar e deixar arrefecer completamente numa grelha. Entretanto misturar um pouco de água,  o rum, o açúcar numa taçinha e misturar até dissolver. Colocar novamente o bolo na forma e pincelar o topo com a calda. Por fim espalhar o creme por cima e levar ao frigorífico até ficar firme.

 

COBERTURA

Derreter o chocolate em banho maria, juntar o leite e a manteiga e misturar até ficar homogéneo. Cobrir o bolo e reservar no frigorífico até servir.


Receita retirada do site www.receitasnarede.com 

Sex | 16.03.18

7 DICAS PARA PREVENIR E MINIMIZAR A SINUSITE A BORDO DE UM AVIÃO

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Se sofrem de sinusite como eu, sabem que viajar de avião pode ser por vezes desconfortável.

 

As mudanças de pressão dentro da cabine durante o voo e durante a subida e a descida do aparelho, afectam o ar podendo provocar ou aumentar o congestionamento nasal e as alergias respiratórias de algumas pessoas.

 

Num ambiente fechado como é a cabine de um avião, de dimensão reduzida e onde o ar é seco, podemos estar mais expostos a vírus e bactérias que circulam pelo ar.
Esses factores podem inflamar as delicadas mucosas dos seios perinasais e como resultado causar, aqueles que são mais susceptíveis, uma séria crise de sinusite.


O Dr. Garret Bennett, médico Americano, especialista no tratamento da sinusite, indica 7 coisas que podemos fazer para ajudar a prevenir e minimizar este desconforto durante os voos.


1- Use uma solução salina durante o voo para minimizar os danos causados pelo ar seco e baixa humidade

Coloque uma pequena garrafa de solução salina na sua bagagem de mão (de no máximo 100ml para poder passar na segurança do aeroporto) e use-a aproximadamente uma vez por hora, para manter a humidade do nariz.

 

2 - Leve um spray descongestionante consigo para usar antes de embarcar no seu voo e / ou antes da descida

Use-o aproximadamente uma hora antes de um voo de qualquer duração. Isso ajudará a limpar as suas passagens nasais e garantir uma ventilação adequada durante e ao longo de seu voo. Tenha cuidado de não usar nunca mais do que o necessário, pois os descongestionantes podem causar secura nasal, abrindo mais o nariz e expondo o interior do nariz ao ar seco.

 

3 - Beba entre 5 a 8 copos de água antes e durante voos excepcionalmente longos

A má ventilação sentida em altitudes elevadas contribui para o ar seco na cabine interior, e a água potável irá combater a falta de humidade no seu corpo. A água potável não só assegura níveis adequados de humidade no corpo, mas também, mais importante, preserva um sistema nasal húmido.

 

4 - Tome um chá quente e aproveite o vapor para ajudar a manter húmido o nariz

Um avião tem a mesma humidade relativa que um deserto. O ar seco diminui o fluxo de muco no nariz e permite que bactérias e vírus permaneçam na mucosa seca. O ar seco também pode estimular uma infecção sinusal naqueles já predispostos a sinusite aguda ou cronica, por isso inspirar o vapor de um chá bem quente ajudará a descongestionar os seios perinasais por cerca de 15 minutos e diminuir a chance de uma infecção sinusal.

 

5 - Evite cafeína e álcool

Também é extremamente importante que os passageiros evitem álcool e cafeína em voos longos, porque essas bebidas contribuem para a desidratação e perda de humidade.

 

6 - Utilize a técnica "Valsalva"

Um exercício no qual se fecha a boca, aperta um pouco o nariz com o polegar e o indicador, engole e sopra no nariz sem soltar o polegar e o indicador. Esta manobra ajuda a desentupir a cavidade nasal e os tímpanos e normalizar a pressão na cabeça durante a subida e a aterrissagem.

Nota especial: ao realizar esta técnica tenha cuidado para não soprar com muita força para não causar nenhum dano aos tímpanos. O Dr. Bennett recomenda que este exercício seja completado várias vezes por minuto durante a subida e descida do avião quando as mudanças na pressões da cabine são mais visíveis. Também é útil completar o exercício algumas vezes por hora enquanto o avião está no ar.

 

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7 - Use roupas quentes ou traga uma camisola

A cabine interior do avião geralmente é mantida a uma temperatura fria. Isso impede que você fique cansado durante o voo. O frio não causa infecções virais, mas pode enfraquecer a sua resposta imune à exposição viral.

Qui | 15.03.18

ME LONDON BY MELIÃ

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  Foto: www.melia.com 

 

No centro do bairro londrino de West End, rodeado por teatros, na esquina da Aldwych Street com o The Strand, fica o hotel ME London by Meliã, para mim um dos melhores hotéis da capital Inglesa.

 

Projectado pelos aclamados arquitetos Fosters + Partners, está instalado no lugar onde outrora existiu o Gaiety Theatre e fica ao lado da casa Marconi, antiga sede da BBC, onde foi feita em 1922 a primeira transmissão de rádio.

 

O ambiente é cosmopolita, descontraído e informal. O design vanguardista e inovador chama-nos imediatamente a atenção.

 

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   Fotos: Travellight e H.Borges

  

A recepção está no primeiro andar, e é difícil não dizer “wow!” a primeira vez que lá entramos. É um espaço lindo com tectos muito altos onde são projectadas imagens holográficas e luzes que sobem até uma enorme clarabóia.

 

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Somos recebidos com simpatia e um copo de prosecco. Acho a equipa do hotel profissional e atenciosa.

 

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Os quartos de design moderno e minimalista são práticos e confortáveis. São bem insonorizados o que é importante porque tem grandes janelas para as movimentadas ruas de Londres e umas persianas que de manhã, infelizmente não bloqueiam completamente a luz do dia, o que para algumas pessoas pode ser um problema…

 

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Foi dado grande foco à tecnologia com uma TV iterativa, um media hub e iluminação ambiente que pode ser configurada pelo hospede. O wi-fi é gratuito e funciona bem.

 

No quarto encontramos ainda uma máquina Nespresso, e na casa de banho, produtos de higiene pessoal de boa qualidade.

 

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O bar Radio que fica no terraço, é um dos destaques do hotel. Tem uma vista deslumbrante sobre a cidade e serve cocktails fantásticos.

 

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   Foto: www.melia.com

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  Foto: www.melia.com

 

O pequeno almoço é servido em buffet e é complementado com variados produtos que podemos pedir de uma lista (ovos, torradas, etc).

 

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O hotel também tem dois restaurantes, que são uma boa opção para o jantar.

 

Para mais informações e reservas consultem o site do hotel aqui.

 

Tchau!

Travellight

 

Qua | 14.03.18

A VIDA SERIA TRÁGICA SE NÃO FOSSE ENGRAÇADA

Certa vez uma revista Americana de moda/música chamada The Face pediu a Stephen Hawking que elaborasse uma formula para viagens no tempo. Esta foi a sua resposta:

 

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“Obrigada pelo seu recente fax. Eu não tenho qualquer equação para viagens no tempo. Se eu tivesse eu ganharia a Lotaria Nacional todas as semanas.”

 

Conto esta história porque ela recorda-me sempre a minha citação preferida de Hawking:

 

"A vida seria trágica se não fosse engraçada".

 

Numa frase ele resumiu a sua atitude pessoal perante a vida. Uma vida que à partida muitos poderiam considerar trágica mas que ele transformou num sucesso.

 

Hawking tinha um fantástico sentido de humor (quem não adorou as participações dele no The Big Bang Theory?) e esta sua citação relembra-nos que a vida pode nem sempre ser fácil ou justa mas que isso não é motivo para desistir.

 

Há que aproveitar o que de bom a vida nos dá e não levar as coisas más muito a sério.

 

Obrigada por tudo Stephan Hawking, quem sabe um dia as viagens no tempo serão mesmo possíveis - desculpa sei que não acreditavas na possibilidade de viajar para o passado - mas nunca se sabe, talvez um dia a gente volte a encontrar-te por aí 😉

Qua | 14.03.18

PATO COM CHUCRUTE

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“Ente mit bayrischem Sauerkraut” ou Pato com chucrute é um dos pratos tradicionais da cozinha Alemã que tive oportunidade de experimentar na minha última visita a este país e que hoje partilho convosco.


INGREDIENTES:

* 1 pato inteiro
* 20 gramas de banha ou 2 colheres de óleo ou de manteiga
* 2 cebolas médias
* 1 maçã média
* 500 gramas de sauerkraut (chucrute - repolho em conserva que podem comprar em supermercados como o Lidl ou o Aldi)
* 2 chávenas de caldo de carne ou de frango,
* 250 ml de vinho branco meio seco
* Sal e pimenta a gosto
* Uma pitada de cominhos
* Opcional: 50 gramas de bacon, para acentuar o sabor da carne


PREPARAÇÃO DO PATO:

Tempere o pato por dentro e por fora com o sal e a pimenta e deixe assar por duas horas A 160°C.


A cada 15 minutos, mais ou menos, regue o pato com o líquido que se solta na assadeira para deixar a carne mais dourada e evitar que o pato resseque.


Após assar, retire do forno e corte em quatro grandes pedaços: dois de peito e dois de coxa e sobre coxa.

 

PREPARAÇÃO DO CHUCRUTE:

Corte em cubinhos as cebolas, a maçã e o bacon. Numa panela, refogue-os na banha (ou óleo) em fogo baixo, por alguns minutos, até dourar de leve a cebola e a maçã e a mistura ficar brilhante.


Acrescente o chucrute, o caldo de carne, o vinho e uma pitada de cominhos. Deixe cozinhar tudo em fogo baixo por cerca de 15 a 25 minutos, verificando a cada 10 minutos como está o cozimento. Se for necessário, adicione mais água (Atenção: O ponto do chucrute é como o do risoto: nem muito húmido, nem muito seco).

 

Quando o chucrute estiver macio, o prato está pronto. Para o sabor ficar mais acentuado, espere cerca de 30 minutos antes de servi-lo.


Pode acompanhar com puré de batatas, batatas cozidas ou mesmo arroz.

 

Receita retirada com algumas adaptações do site heikograbolle.wordpress.com 

Ter | 13.03.18

BERNKASTEL - KUES

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  Credito das fotos: Travellight e H. Borges

 

Até hoje adoro histórias infantis e filmes clássicos da Disney por isso fico encantada quando visito lugares que inspiraram e serviram de cenário para algumas das mais conhecidas fábulas que povoaram o meu imaginário de criança.

 

O Vale do Mosel e a pequena cidade de Bernkastel - Kues, na Alemanha encaixam perfeitamente nesta discrição 😃.

 

O belo Rio Mosel tem 545 quilómetros, e é um dos mais longos afluentes do Rio Reno formando uma fronteira natural entre a Alemanha e o Luxemburgo. O trecho mais bonito do Vale do Mosel é entre Trier e Koblenz onde a paisagem sempre em mudança, particularmente entre Bernkastel-Kues e Cochem, é marcada por uma sucessão de vales pontuados por castelos antigos e pequenas cidades e vilas pitorescas.

 

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Esta região é mais visitada por turistas no Verão mas tem uma beleza especial na época mais fria quando o branco da neve cobre todo o Vale e este fica transformado num maravilhoso postal de Inverno.

 

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Bernkastel-Kues é uma cidade que na verdade são duas divididas pelo rio. De um lado fica Bernkastel que significa literalmente "castelo do urso” e do outro Kues. É pequena mas tem coisas suficientes para oferecer ao visitante curioso. Facilmente passamos aqui um par de horas a explorar e a descobrir esta pitoresca e antiga cidade, fundada em 1291, que parece saída directamente de um conto dos Irmãos Grimm.

 

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O melhor lugar para começar a visita é a bonita Marktplatz de Bernkastel, na margem direita do rio, onde, juntamente com inúmeras lojas e cafés, encontramos a Câmara Municipal que data do início do século XVII e o antigo pilar onde os criminosos eram punidos. Encontramos também muitas casas em enxaimel muito bem preservadas (o enxaimel ou fachwerk, é uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas entre si em posições horizontais, verticais ou inclinadas, cujos espaços são preenchidos geralmente por pedras ou tijolos).

 

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Por todo o lado encontramos detalhes engraçados e lojinhas de souvenirs com produtos típicos e artesanato local.

 

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A poucos minutos a pé, nas margens do Mosel, fica a Igreja Gótica de São Miguel, a única estrutura inalterada do século XIV da região. A Igreja é famosa pela sua torre fortificada que em tempos defendeu a cidade, pelo altar que retrata a devastação da praga do século XVII que matou muitos dos habitantes da cidade e pelos seus belos vitrais.

 

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As ruínas do castelo de Landshut (Burgruine Landshut), originalmente construído 1277 e acidentalmente devastado por um incêndio em 1692, oferece um dos melhores pontos de vista da cidade e do rio.

 

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Atravessando a ponte sobre o Mosel até Kues, encontramos outros edifícios antigos interessantes como o Hospital St. Nikolaus, fundado pelo cardeal e filósofo Nicolás Cusanus no século XV, e em cuja biblioteca encontramos para alem de livros antigos, uma colecção fascinante de instrumentos e aparelhos astronómicos, incluindo o globo celestial mais antigo do mundo.

 

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Bernkastel é também o lar da famosa vinha Bernkastel Doctor que produz um dos melhores vinhos brancos da Europa.
O Bernkastel Doctor tem poucos hectares de tamanho, mas a sua fama é lendária. Reza a história que no século XIII, o arcebispo de Trier estava nesta área do Vale do Mosel quando adoeceu gravemente. Depois de tentar inúmeros medicamentos e curas sem sucesso, serviram-lhe um copo de Riesling produzido a partir desta humilde vinha e ele ficou curado. A vinha ficou então conhecida como “O Médico de Bernkastel“ e hoje, segundo me disseram, é a terra agrícola mais cara de toda a Alemanha.

 

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Uma visita ao Moselle Wine Museum (Mosel-Weinmuseum) e uma degustação de vinhos na Vinothek são actividades imperdíveis para quem passeia pelo coração da região vinícola mais conhecida da Alemanha.

 

Os principais eventos da cidade também estão associados ao vinho: Na Primavera, há o "Tage der offenen Weinkeller" (os "dias das adegas abertas") e em Agosto, o "Wein- und Straßenfest" (o "festival do vinho e da rua") atrai muitas pessoas a Kues. E em Setembro, há o famoso "Weinfest der Mittelmosel", o maior festival de vinho do Mosel, com fogos de artifício e um grande desfile.

 

Quem fica em Bernkastel-Kues pode aproveitar e visitar também outras cidades e locais interessantes que ficam nos seus arredores como Trier e Cochem.

 

Em 2005, Bernkastel-Kues foi certificada como resort de clima saudável - e agora está oficialmente entre os 50 lugares da Alemanha, onde o clima saudável facilita a recuperação. O ar é muito puro aqui e a natureza fascinante durante todo o ano, então cada passeio ou caminhada é um conforto para o corpo e os sentidos.

 

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Esta cidade fica a cerca de 30 minutos de carro do aeroporto Frankfurt-Hann para onde a Ryanair voa a partir de Lisboa e Porto.


Um táxi do aeroporto para a cidade pode ficar caro e não há transporte público directo por isso muitos optam por alugar uma viatura e percorrer a região de automóvel.

 

É um destino que vale muito a pena descobrir 😃.

 

Tchau!
Travellight

Qua | 07.03.18

ADOBO FILIPINO

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Se as Filipinas tem um prato nacional, esse prato é o adobo. Tem como ingredientes principais a carne de frango ou porco, o alho, molho de soja e vinagre. É um prato saboroso, fácil e muito rápido de fazer.

 

Partilho convosco a forma mais tradicional de o preparar:

 

INGREDIENTES

 

* Cerca de 900 gramas de lombo de porco (ou se preferir, de frango desossado, sem pele)
* 2/3 de chávena de molho de soja
* 2/3 de chávena de vinagre
* 10 dentes de alho amassados
* Sal a gosto
* 1 cebola
* 1 folha de louro
* Pimenta preta a gosto
* Açúcar a gosto

 


PREPARAÇÃO

 

Corte as 900 gramas de lombo de porco em cubos de cerca de 5 centímetros.

Coloque a carne numa panela de fundo grosso.


Adicione o molho de soja, o vinagre, o açúcar, os dentes de alho, a cebola, a pimenta preta, e a folha de louro.


Deixe ferver em fogo médio por 15 minutos e depois tape a panela e reduza a temperatura para continuar a ferver em fogo lento por mais 30 minutos.


Mexa de vez em quando para a carne não pegar no fundo e queimar.
Prove e se necessário rectifique os temperos.


Quando a carne estiver cozida retire do fogo e sirva numa tigela acompanhada de arroz branco.

 

Se quiser servir como um petisco ou como uma entrada, pode colocar os pedaços de carne em pequenos espetos de madeira para que possam ser consumidos facilmente sem recurso a talheres.

 

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