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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Sex | 03.11.17

GUIMARÃES JAZZ 2017

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Este ano, o mundo celebra os 100 anos decorridos desde a gravação do primeiro registo discográfico de jazz, um momento simbólico que mudaria para sempre a história desta música.

 

De 08 a 18 de Novembro, o Guimarães Jazz, que já vai na sua 26ª edição, celebra esta data e acolhe 11 concertos de alguns dos melhores projectos actuais do jazz mundial, 3 destes apresentados em estreia absoluta e 7 em estreia nacional. Nels Cline, All Star Orchestra, Mostly Other People Do the Killing, Andrew Cyrille, Jan Garbarek, Allison Miller e Darcy James Argue são apenas alguns dos nomes que dão corpo ao cartaz de 2017 que se realiza, como habitualmente, no Centro Cultural Vila Flor. Ao programa principal acrescem ainda as actividades paralelas que contam com as já habituais oficinas de jazz e as míticas jam sessions.

 

Podem consultar o programa completo aqui

 

E já agora, enquanto estão numa das mais importantes cidades históricas do nosso país que tal aproveitar e visitar o Centro Internacional das Artes José de Guimarães - CIAJG ? Tem sempre exposições tão interessantes!

 

Bom fim de semana!

Travellight 

 

Sex | 03.11.17

HOTEL PESTANA PALACE

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Uma das unidades hoteleiras mais bonitas de Lisboa é sem dúvida o Hotel Pestana Palace, Património Nacional e membro dos Leading Hotels of the World, que ultimamente tem sido muito falado por ser (supostamente) o lugar onde a Madonna está hospeda em Portugal.

 

Há um tempo atrás eu passei um fim de semana aqui e hoje venho mostrar-vos um pouco deste bonito espaço que constitui um património único da nossa Capital.

 

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O Palácio Valle Flôr foi mandado construir nos finais do século XIX, por José Luís Constantino Dias, um emigrante português que fez fortuna como fazendeiro de cacau em São Tomé e Príncipe, e a quem o Rei D. Carlos concedeu o título de Marquês de Valle Flôr.

 

Com a fortuna que acumulou em África – diz-se que era um dos homens mais ricos do país - o Marquês construiu um dos mais opulentos palácios de Lisboa.

 

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O projecto foi iniciado pelo arquitecto Italiano Nicola Bigaglia o que explica as influências Italianas do seu desenho.

Há mais algumas diferenças arquitectónicas relativamente ao que era habitual na época.

O Marquês de Valle Flor tinha fortes laços a África e admiração pela França e isso influenciou as opções dos materiais utilizados e a decoração do Palácio. O mobiliário e o estilo faustoso que vemos por todo o lado, por exemplo, remetem facilmente para o período de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI. 

 

As quatro suites reais do edifício principal tem revestimentos de mármore, frescos nos tectos, e janelas com grandes vitrais.

 

Na parte externa, para além dos maravilhosos jardins e da piscina, destaca-se a chamada Casa do Lago, um pavilhão em estilo oriental, também do final do século XIX.

 

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Com a morte do Marquês em 1932, o edifício foi perdendo gradualmente o seu brilho e esplendor e degradou-se bastante.

 

O que o “salvou” foi ter sido adquirido em 1992 pelo Grupo Pestana.

Especialistas altamente qualificados - alguns vindos do Vaticano - deram inicio às obras de restauro dos frescos, vitrais e esculturas.

 

Alguns dos vitrais – apesar de originários de oficinas portuguesas do século XIX – tiveram de ser transportados para Florença e Milão, a fim de assegurar a sua recuperação integral.

 

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O espaço foi requalificado como unidade hoteleira e duas novas alas foram acrescentadas para abrigar mais quartos.

Ao fim de dez anos o Palácio recuperou finalmente o seu esplendor original.

 

Em 1997, o Palácio Valle Flôr recebeu a classificação de Monumento Nacional, que atesta o seu valor patrimonial e histórico.

 

Ficar aqui hospedado é realmente como entrar um pouco na história.


O hotel é encantador e os funcionários muito simpáticos. Os jardins são um oásis de calma no meio da cidade. Existe uma piscina exterior e uma interior ambas bastante agradáveis.

 

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Nas áreas públicas destacam-se três salas cujo requinte nos transporta aos tempos áureos do Marquês de Valle Flôr.
A primeira sala é discreta com baixos-relevos em estuque, a segunda tem uma decoração de inspiração oriental e a terceira é em estilo neo rococó, com espelhos e um tecto decorado com pinturas de Carlos Reis.

 

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O palácio possui também uma bela e pequena capela.

 

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A sala de jantar original, hoje usada para eventos especiais, é revestida a madeira exótica. Uma curiosidade do local é que durante a construção do Palácio a importação da madeira exótica era proibida, mas o Marquês encontrou uma solução para ultrapassar esta situação : construiu barcos em madeira exótica, e depois quando chegavam a Lisboa desmontava-os e reutilizava a madeira.

 

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O quarto em que fiquei era grande e confortável. Tinha uma decoração que respeita o estilo palaciano mas que não descuida os confortos modernos.

 

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O Restaurante Valle Flôr serve um excelente buffet de pequeno almoço e é um espaço muito agradável para um jantar mais especial.

 

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O Hotel tem também um SPA que oferece massagens e tratamentos de beleza.

 

O Hotel Pestana Palace é um lugar verdadeiramente especial e uma experiência que recomendo a todos que pretendam aliar uma escapadinha romântica a um pouco de história. Afinal não é sempre que podemos ter a oportunidade de pernoitar, com todo o conforto, num Monumento Nacional 😊

 

Tchau!

Travellight

Qui | 02.11.17

BOBOTIE

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Prato favorito de Nelson Mandela, o Bobotie é um clássico da gastronomia Sul Africana.

 

Carregado de temperos e sabor, o bobotie foi importado no século XVII da receita Indonésia conhecida como bobotok, uma iguaria de vegetais e carne cozidos com polpa e leite de coco dentro de folhas de bananeira. Tudo indica que ela chegou à África do Sul pelas mãos de mercadores holandeses da Companhia das Índias Orientais.


Acho curioso que este fosse o prato preferido de Mandela porque uma das principais lições que este legou à humanidade é a resiliência – não no mero sentido de resistência ou estoicismo –, mas a capacidade de se adaptar após adversidades e desafios, e de evoluir a partir deles. O mesmo acabou acontecendo com o bobotie, que foi moldado pela comunidade malaia de Cape Town ao tom sul-africano.

 

Deixo em baixo a receita para poderem experimentar 😋

 

INGREDIENTES 
(para 4 pessoas)

 

2/3 de chávena de leite

1 pão pequeno (ou uma fatia grossa de pão)

1/2 cebola picada

1 colher de sopa de manteiga

500 g de carne picada

4 nozes picadas (pode usar em alternativa 6 amêndoas descascadas e picadas)

1 colher de sopa de passas

4 damascos secos picados

1/2 colher de sopa de caril

1/2 colher de sopa de açafrão

Sumo de 1/2 limão

4 folhas de louro

1 ovo

Sal e pimenta a gosto

 

PREPARAÇÃO

Corte o pão em pedaços e deixe-o de molho em metade do leite. 

Numa frigideira refogue a cebola na manteiga até que ela fique bem dourada.

Pré-aqueça o forno a 180 graus.

 

 

Num recipiente, coloque a carne picada e junte o refogado de cebola com as nozes, as passas, o damasco, o caril, o açafrão, o sumo de limão e o pão que tinha ficado de molho. Misture tudo muito bem.


Unte uma travessa com manteiga e coloque a mistura de carne por cima, apertando bem e alisando a superfície.


Misture o que restou do leite com o ovo, sal e pimenta, batendo bem com um garfo, e depois despeje sobre a carne.


Leve ao forno por 35 a 45 minutos ou até estar bem assado.

Depois de pronto, decore com folhas de louro e sirva quente.

 

receita retirada com adaptações do site www.casacoisasesabores.com.br

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