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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Qua | 22.03.17

VIAJAR NÃO TEM DE SER CARO

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Quem gosta de viajar está sempre à procura dos preços mais baixos, de uma boa promoção ou de um bom desconto não é?

 

Eu sei que eu sim 😃

 

Ao contrário da crença popular, viajar não tem de ser caro. É verdade que pode dar trabalho conseguir algo à medida dos nossos bolsos, mas com paciência e muita pesquisa é perfeitamente possível encontrar uma viagem dentro do nosso orçamento. É importante começar a pesquisar com algum tempo de antecedência (de preferência dois a três meses antes) e ter alguma flexibilidade de datas para apanhar os melhores preços.

 

Eu recorro sempre a motores de busca, como a Momondo ou a Booking.com que permitem comparar preços para encontrar a companhia aérea mais barata e o hotel mais em conta no destino que me interessa. Testo várias opções, mudando o dia da partida e de estadia no hotel. Testo para ver se fica mais barato comprar dois bilhetes individuais one-way: um de ida e outro de vinda em vez de comprar logo um bilhete de ida e volta. Surpreendentemente pode ficar mais barato marcar uma viagem assim.

 

Recentemente descobri o site da maiscupão e fiquei fã. Para além de descontos em viagens, pacotes de férias e hotéis, encontro lá um pouco de tudo. A maiscupão oferece centenas de descontos e ofertas em diferentes categorias de produtos e serviços como electrónica, decoração, moda, beleza ou calçado. Para quem gosta de fazer compras on-line é um "must". 😊

 

Outra coisa que faço com frequência quando estou a marcar uma viagem é optimizar o tempo de férias marcando bilhetes multi-city que permitem viajar para um destino e voltar de outro.

 

Entre a cidade de chegada e a de partida posso viajar de comboio, autocarro ou apanhar um voo low cost.

 

Esta opção funciona muito bem em viagens de longo curso para a Ásia, onde operam dezenas de companhias aéreas low cost.


Tu podes marcar um voo de ida para Kuala-Lumpur, na Malásia, por exemplo, e depois voltar de Bangkok, na Tailândia. Entre as duas cidades apanhas um voo low cost baratinho e de uma assentada conheces dois países pelo preço de um.

 

Também é possível jogar com as companhias aérea low cost para fazer um circuito barato pela Europa e visitar várias cidades sem gastar muito dinheiro, o truque é comprar sempre viagens one-way: Sais de Lisboa para Londres, por exemplo, de lá segues para Paris, depois Roma e de Roma voltas para Lisboa. Consoante o tempo e o dinheiro disponível podes acrescentar ou retirar segmentos. É só explorar os destinos que as low cost oferecem e os dias em que viajam e as opções são muitas.

 

Mas para apanhar os melhores preços e compensar, tens mesmo que marcar com muita antecedência.

 

Tchau!

Travellight

 

 

Qua | 22.03.17

O HYPERLOOP

Olá amigos viajantes,

 

Já ouviram falar no Hyperloop?

 

Este sistema inovador pretende mudar drasticamente o modo como viajamos e promete revolucionar os meios de transporte da mesma maneira que o comboio a vapor e o avião fizeram no passado.

 

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O conceito introduzido pela primeira vez em 2013 pelo fundador da SpaceX (empresa privada de exploração espacial) o multimilionário, Elon Musk Ele, visa permitir que as pessoas se movam em cápsulas, através de túneis, a velocidades quase supersónicas.

 

A primeira pista de teste em grande escala já foi revelada no Nevada, EUA e o projecto deve estar concluído e a operar em 2018.

 

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O Hyperloop será basicamente, um veículo parecido com um comboio que se deslocará num túnel a vácuo.

 

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Por estar em num ambiente de vácuo, sem qualquer atrito provocado pelo ar, este veículo conseguirá deslocar-se a velocidades incríveis, de mais de 1200 km/h – o mesmo que a velocidade do som - permitindo aos humanos deslocarem-se mais rápido do que nunca, reduzindo, por exemplo um voo de quatro horas e meia entre duas cidades para apenas 55 minutos.

 

Os testes em grande escala estão planeados para o primeiro semestre deste ano.

 

Em teoria, se tudo correr bem, o Hyperloop poderá acabar com os trajectos curtos e demorados da aviação doméstica. Os Estados Unidos, por exemplo, possuem o espaço aéreo mais movimentado do planeta.

 

Mesmo que um avião faça um percurso de apenas 100 km, o passageiro tem de passar pela segurança, fazer o embarque, depois o avião entra na fila dos aparelhos que esperam permissão para descolar. Depois realiza o voo e quando chega ao destino tem os procedimentos de aterragem, desembarque e, se houver, recolha de bagagem.

Todo este processo, só por si, costuma ser muitas vezes, mais demorado do que a própria viagem e isso sem considerar os habituais e frequentes atrasos. 

 

o Hyperloop seria mais vantajoso do que qualquer outro meio de transporte conhecido. Alguma das razões descritas por Elon Musk incluem:

 

* Rapidez na construção: Os “tubos” por onde passarão os comboios podem ser fabricados em qualquer lugar – ou até mesmo em várias fábricas ao mesmo tempo para ganhar tempo – o único trabalho será montar as grandes peças como se fossem peças de lego;

 

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* Espaço: A estrutura que irá acomodar o Hyperloop (os trilhos serão suspensos no ar) é fina o suficiente para ser colocada numa faixa de uma autoestrada, por exemplo, sendo assim não será preciso comprar terras para escavar túneis ou construir espaçosas e pesadas estruturas;


* Segurança: Totalmente controlado por sistemas computorizados e sem a possibilidade de obstáculos, as chances de um acidente dentro dos túneis são praticamente impossíveis.


* Condições meteorológicas: Já perderam um avião por causa do mau tempo? Ou pior, já tiveram que pousar noutro aeroporto porque ao chegar ao destino o piloto constatou que não poderia aterrar porque o tempo não permitia? A mim já me aconteceu e foi muito chato.

Esses problemas não existiriam no Hyperloop uma vez que nenhuma influências exterior afectaria os veículos isolados dentro dos tubos.


* Sustentável: Segundo os cálculos do seu idealizador, o veículo deverá ser acelerado no início do percurso por um motor eléctrico e depois seguirá deslizando/flutuando a altíssima velocidade e totalmente livre de atrito. Sem perda significativa de energia e velocidade, somente a cada 112 km percorridos precisará de um novo “aceleramento”.


* Terremotos: Segundo Elon, os túneis serão construídos sob pilares, mas não ficarão fixos neles, podendo assim “dançar” conforme os tremores de terra, permitindo à estrutura e aos passageiros saíam ilesos.

 

Mas claro que se há prós, certamente tem de existir os contras.


Um deles diz respeito à tal segurança que Elon Musk apontou como um dos pontos positivos do seu novo sistema de transportes. Segundo os críticos um tubo ao ar livre que cruza desertos e áreas remotas está totalmente vulnerável a ataques externos, podendo ser um excelente alvo para ataques terroristas.

 

Outra questão levantada foi o custo real para a construção do sistema que pode ser mais elevado do que inicialmente se previu o que poderá reflectir-se no preço das passagens.

 

Por fim também há aqueles que temem pelo próprio desconforto do passageiro. Segundo alguns médicos haverá a inevitável sensação de pânico de uma pessoa estar a locomover-se a mais de mil km por hora numa cápsula sem janelas e num túnel totalmente vedado. Além disso o barulho do ar comprimido em torno da cápsula em velocidades quase sónicas, a vibração e até mesmo o “empurrão” inicial seriam um grande incomodo.

 

A HTT - uma das empresas que está a desenvolver este projecto - já imagina algumas possíveis soluções para estes problemas, como a colocação de janelas nas cápsulas e projecção de paisagens nos túneis ou até óculos de realidade virtual para simular situações mais agradáveis.    

 

Seja como for, o que interessa é que o projecto está a andar para a frente e a Hyperloop One deve iniciar testes públicos em grande escala ainda no primeiro semestre deste ano, com o objectivo final de criar uma ligação entre Dhabi e Abu Dhabi em apenas 12 minutos.

 

 

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Agora é só aguardar para experimentar. Eu mal posso esperar!

 

E vocês gostavam de experimentar este novo meio de transporte?

 

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Tchau!

Travellight