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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Qua | 30.11.16

A MARAVILHOSA LUZ DE LISBOA

Olá amigos!

 

Já corri mundo mas é sempre tão bom voltar a casa…

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Quem vive e visita Lisboa sabe que há algo de mágico e inexplicável na luz desta cidade, algo que desde sempre encantou pintores, fotógrafos, escritores e poetas.


Algo que nos enche o coração e nos faz sorrir.

 

A alegria que sentimos ao passear sob esta luz maravilhosa não é uma coisa racional, é antes um estado de espírito, uma emoção que torna uma cidade já de si linda, absolutamente maravilhosa.

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Posicionada junto ao Atlântico, Lisboa tem no Rio Tejo um imenso espelho de água que ajuda a reflectir ainda mais luz sobre a cidade. Os ventos de Norte limpam a poluição e clareiam o ar criando a famosa atmosfera mágica que inspirou tantos poetas.

 

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Como é possível alguém não se apaixonar por Lisboa quando, descendo uma das colinas até ao rio, vê todas a as tonalidades que o sol poente pinta nas suas casas e telhados.

 

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Como não amar aquela vista infinita do Tejo de onde partiram tantos homens corajosos que descobriram novos mundos e fizeram grande o nosso País.

 

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Que bom é admirar o sol a bater nos belíssimos azulejos do Miradouro de Santa Luzia ou apreciar o casario que parece brilhar sob a luz a partir de um dos muitos miradouros da cidade.

 

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Como qualquer cidade do mundo Lisboa tem os seus problemas mas acreditem, sempre me senti verdadeiramente abençoada por poder chamar a esta a minha cidade!

 

Fotos tiradas por H. Guerreiro  

 

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Tchau!

Travellight

Ter | 29.11.16

UMA NOITE NO HOTEL DO GELO

Olá amigos viajantes!

 

Quando eu era pequenina a minha mãe costumava ler-me um conto chamado “A Rainha da Neve”, de Hans Christian Andersen. Eu adorava a história e ouvia com muita atenção.

Depois ficava a sonhar acordada com o palácio de gelo da rainha e a pensar como ele seria por dentro.

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Longe estava eu de imaginar que um dia ia conhecer um lugar semelhante e igualmente magnifico - O Hotel de Gelo em Jukkasjarvi, no norte da Suécia.

 

Este sitio incrível, uma das atracções do Árctico Escandinavo, é construído todos Invernos com blocos de gelo retirados das águas congeladas do Rio Torne.

O Hotel abre portas em Janeiro e em Abril, quando a temperatura sobe, ele simplesmente derrete.

 

Para chegar ao Hotel de Gelo temos de apanhar um voo para Kiruna, povoação dentro do Círculo Árctico, e depois seguir para o pequeno povoado de Jukkasjarvi onde fica o Hotel do Gelo.

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A temperatura média em Kiruna é de - 20 graus centígrados.  Sim, leram bem 20 graus negativos! Mas às vezes chega até -35 graus negativos, como quando eu visitei. É muito frio minha gente, é muito frio mesmo!!!

 

A forma mais divertida de ir de Kiruna até Jukkasjarvi é de trenó puxado por cães.

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No caminho a paisagem é de sonho! Passamos por um bosque e pelo rio congelado. Parece que estamos dentro de um postal de Natal, tudo tão branquinho e imaculado. Tirando o barulho do trenó a deslizar e dos cães a correr tudo o resto é silencioso. É lindo!

 

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O Icehotel é tanto acomodação como é uma obra de arte. A cada inverno, artistas de todo o mundo são convidados a projectar e esculpir o interior do Hotel. Tudo lá dentro, desde os quartos, camas, mobiliário, bar, recepção e capela (onde se pode marcar casamentos) são feitos em gelo.

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A temperatura dentro do hotel é de -5 graus C a -8 graus C.

Peles de renas, sacos de dormir e roupas adequadas para temperaturas a baixo de zero são oferecidas pela gerência para manter os convidados quentes.

 

Explorar o Hotel é super divertido. Nenhum quarto é igual, cada um tem um tema diferente. As esculturas são maravilhosas. Os artistas convidados criam obras impressionantes.

 

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Antes da hora de dormir podemos visitar todas as divisões e ir ao bar onde até os copos são em gelo.

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Para ser honesta, eu não sou grande fã do Inverno e sou até muito friorenta mas não podia deixar passar a oportunidade de brincar aos esquimós e descobrir como seria dormir numa cama de gelo.

 

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O hotel faz um briefing sobre "como dormir a -5 ° C", onde é explicado que devemos usar apenas uma camada de roupa térmica dentro do saco de dormir porque é o calor do nosso corpo que aquece o saco. Devemos também usar meias, luvas e um gorro e não usar nenhum creme no rosto ou podemos acordar com a cara congelada.


Se precisarmos de ir à casa de banho temos de ir a correr até às instalações de apoio ao hotel (que não são de gelo). Tive sorte de não ter precisado de usar a casa de banho porque não deve ser nada agradável correr a meio da noite numa temperatura de quase 40 graus negativos. Eu era capaz de morrer antes de lá chegar 😁.

 

O saco cama realmente é confortável e quente, por isso foi uma noite diferente mas não propriamente desagradável.

 

Quem quiser visitar o Hotel e não ficar a dormir no gelo pode dormir com todo o conforto num Hotel normal que fica ao lado da estrutura gelada. Eu passei uma noite ali e outra no gelo que é o que a maior parte das pessoas faz.

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Enquanto estamos hospedados no hotel podemos participar de várias actividades, como andar em motos de neve, ir numa excursão para ver a aurora boreal, ou aprender a esculpir o gelo. 

 

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Espero que tenham gostado de ler sobre a experiência única que foi a minha visita ao Hotel do Gelo!

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Tchau!
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Sex | 25.11.16

O DESFILADEIRO DE ONEONTA

Olá amigos viajantes!

 

O desfiladeiro de Oneonta em Oregon, EUA,  é um daqueles tesouros escondidos que temos que ver para acreditar.

Se fadas e unicórnios fossem reais por certo viveriam num sitio destes!😊

 

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   Foto de Danny Saidman

 

Este riacho mágico é parte do deslumbrante desfiladeiro do Rio Columbia, que é uma maravilha natural por si só, e  deve ser um dos locais mais belos da América.

 

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Entrar no desfiladeiro é como entrar num mundo de fantasia. Ficamos imediatamente deslumbrados pelas enormes paredes rochosas, cobertas de musgo verde-esmeralda e pela luz especial que parece irradiar naquele local.

 

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A caminhada é curta mas não é propriamente fácil. Antes de atingirmos a recompensa que é a vista da maravilhosa cascata, temos de fazer face a alguns desafios e ultrapassar alguns obstáculos.

 

O Verão é a altura ideal para explorar este local porque o nível de água do rio baixa o suficiente para podermos caminhar no seu leito, isto porque na verdade não existe uma trilha definida e nós andamos todo o caminho no próprio leito do rio.

 

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Logo na entrada do desfiladeiro encontramos um atulhamento de troncos que é complicado de atravessar.

 

Os troncos são muitos e alguns são escorregadios e altos.

 

Se não tivermos muito cuidado, um bom calçado anti-derrapante e olharmos com atenção onde pomos os pés, podemos facilmente cair e sofrer um acidente.

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Depois dos troncos o percurso melhora e a água não ultrapassa a altura dos calcanhares mas a meio caminho o nível da água volta a subir e pode chegar até à altura do peito.

 

 

A água é gelada!!! Tu quase perdes a respiração de tão fria que é. O que vale é que esta secção é bastante curta e não leva mais do que um minuto a atravessar.

 

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É possível ir pelas bordas rochosas do desfiladeiro para tentar evitar a secção que tem água mais profunda, mas esta via também não é fácil porque as bordas são muito irregulares e escorregadias. Vi algumas pessoas a tentarem e a não conseguirem,  acabando por cair dentro de água.

 

Passado este obstáculo o resto do caminho é mais simples e podemos aproveitar para relaxar e fotografar enquanto deslumbramos-nos com as maravilhas da mãe natureza.

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E depois… Eis que aparece a jóia da coroa, a recompensa de todo o nosso esforço - A espectacular cascata!

 

Podemos levar fato de banho para tomar banho lá.  Eu entrei e saí o mais rápido que conseguia porque ia morrendo de hipotermia de tão fria que era a água 😁.

 

Eu já sabia que era assim, porque durante a travessia já me tinha molhado, mas achei que já que tinha chegado até ali valia a pena experimentar, afinal só se vive uma vez.

 

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Se visitarmos cedo e num dia de semana, não há quase ninguém e nós podemos usufruir em paz e sossego deste mundo encantado.

 

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Tchau!

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Ter | 22.11.16

CENTRAL PARK NO OUTONO

Olá amigos viajantes!

 

Nova Iorque é uma das cidades mais bonitas que podemos visitar no Outono e o Central Park é talvez um dos parques mais românticos do mundo nesta estação.

 

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Acompanhem-me num passeio virtual pelos seus caminhos e deixem-se deslumbrar pelos maravilhosos tons de vermelho, laranja e amarelo que criam um caleidoscópio de cores vibrantes que nos fazem sonhar.

 

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Qualquer alma poética fica sem fôlego perante o esplendor destas cores mágicas!

  

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Todos os anos o Central Park é o destino preferido de famílias, casais, crianças e turistas e, para os interessados, há a possibilidade de fazer um tour pelo parque com um guia oficial.

 

De entre os vários tours disponíveis destaco estes 3:

 

1- Citifari - Passeio que nos mostra como fotografar no parque e escolher os seus melhores ângulos; 


2- TV Sites - Passeio por locais no parque que serviram de cenário a famosas séries televisivas;


3- Hidden Secrets - Passeio por caminhos alternativos do parque e por suas belezas menos conhecidas, como por exemplo, as quedas de água ou o Belvedere Castle.

 

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Os mais românticos podem optar por passear de carruagem ou de pedicab (uma espécie de riquexó empurrado por uma bicicleta) 

 

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Podem ainda passear de barco no lago ou alugar uma bicicleta.

 

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O contraste entre a vegetação e as torres altas de Manhattan tornam o cenário ainda mais espectacular!

 

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Digam lá se não concordam comigo, não é mesmo um parque super romântico?

 

 

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Espero que tenham gostado do passeio!

 

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Tchau!

Travellight

 

 

 

 

 

 

 

Seg | 21.11.16

A NOVA TELEVISÃO

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Dia 22 de Novembro é o Dia Mundial da Televisão e isso fez-me reflectir sobre o papel que a televisão tem no fenómeno da globalização.

 

Nos dias de hoje, quando ligamos os nossos televisores, podemos ver notícias transmitidas directamente de qualquer lugar, desde a França até ao Zimbabué ou qualquer lugar ainda mais remoto.

 

A presença desta pequena caixa mágica permite às pessoas ficarem a saber o que o resto do mundo está a fazer e esta consciência conecta-nos à volta do globo.

 

As pessoas agora sabem como os outros vivem e sentem. Sabem como reagem a um emocionante jogo de futebol, a uma grande tragédia ou simplesmente ao novo vídeo viral do youtube.

 

As crianças de todo o mundo podem ver e assistir aos mesmos programas de televisão e ouvir a mesma música. Estudantes de moda no Japão e na Austrália podem ter gostos semelhantes.

 

Quantas vezes em viagem, foi fácil para mim entabular conversa com alguém de outra nacionalidade porque tínhamos as mesmas referências e crescemos a ver os mesmos programas de tv e a ouvir as mesmas músicas.

 

Claro que ainda existem diferenças, mas poucos negariam que o mundo está mais “pequeno” e que a televisão contribuiu em grande medida para isso.

 

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No meu entender isto é positivo. Afinal se todos tivermos as mesmas referências compreendemos-nos melhor, certo? Devia de ser assim mas infelizmente, nem sempre é…

 

A televisão pode nos ter aproximado mas por outro lado mudou também as nossas expectativas. Mudou a maneira como vemos o mundo ao nosso redor e, de certa forma, como nos vemos a nós próprios.

 

A televisão influencia subtilmente o que pensamos sobre a nossa sociedade, as nossas instituições, e até mesmo o que pensamos sobre os nossos semelhantes.
Afecta, por exemplo, a forma como vemos policias, professores, advogados, donas de casa, políticos, etc, etc.


Já repararam que na televisão, os policias apanham sempre o bandido - geralmente em menos de uma hora, Então, pensamos nós, porque é que os nossos policias não conseguem fazer o mesmo? 😜

 

Muitos miúdos crescem a pensar que a fama no pequeno ecrã é tudo na vida, que a Casa dos Segredos ou o Keeping Up with the Kardashians é notável, importante ... ou interessante. E começam a acreditar que se entrarem num reality show tem a vida ganha, e se calhar até é verdade.

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Digo isto sem qualquer tipo de preconceito. Cada um vê o que gosta e ninguém tem nada com isso. Afinal uma Kim Kardashian factura milhões e uma estrela de um reality show acabou de ser eleito Presidente dos Estados Unidos da América.

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O problema é que nem todos podem ser uma Kim Kardashian ou um Donald Trump.

Nós sabemos que o mundo real não é assim, mas os mais novos, os que cresceram com o Big Brother e semelhantes podem pensar que sim e criar falsas expectativas. Pensar que não vale a pena estudar muito ou arranjar trabalho porque se entrarem num reality show vão ficar famosos e ganhar muito dinheiro.

 

Claro que isto é um exagero e que a educação dada pelos pais é sempre mais importante do que qualquer show televisivo, mas ainda assim a reality tv é um fenómeno interessante de observar.

 

Racionalmente, é fácil entender que é apenas entretenimento; Ninguém no seu juízo perfeito pensa realmente que tudo aquilo é real.

Mas eu não estou a falar de racionalidade aqui.

 

A verdade é que a reality tv atenuou a barreira entre a ficção e a realidade. Agora o que vemos na televisão não são apenas personagens de novela ou de qualquer série ficcional. Agora podemos seguir a vida de pessoas de carne e osso, pessoas “reais”.

 

Do Vietname, ao Brasil, de Inglaterra à África do Sul, este novo tipo de televisão prolifera e eu tenho curiosidade de saber como ela irá influenciar o mundo no futuro.


Antigamente, para algo passar na tv tinha de ser importante, relevante ou ter qualidade. Hoje em dia, isso transformou-se na crença de que algo é importante porque passa na TV.

Pode parecer a mesma coisa mas não é. Significa que podem colocar no ar o pior programa, reportagem ou artista de sempre que este adquire importância (ainda que efémera) porque passou na tv.

 

A televisão está a mudar a nossa percepção do que é importante no mundo, e eu não estou certa que isso seja uma coisa boa… Enfim, é esperar para ver.

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Qui | 17.11.16

EM VIAGEM... #2

Falo Inglês com sotaque Americano e uso muitas expressões deste país porque toda a vida vi filmes e ouvi música dos Estados Unidos.

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Certa vez, na Tanzânia, ao entrar num jipe não reparei que o banco onde ia-me sentar tinha água da chuva e fiquei com as calças molhadas.

 

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O guia do tour, de nacionalidade Britânica, que já nos acompanhava há dois dias, ia sentado ao meu lado.

A certa altura ele perguntou-me se estava tudo bem comigo porque a estrada era péssima e o carro trepidava muito.

Eu respondi-lhe que sim mas depois baixei a voz e sussurrei-lhe ao ouvido, para as pessoas que estavam na parte de trás do jipe não ouvirem, que as minhas calças estavam molhadas.

 

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Ele fez uma cara de surpresa e corou um pouco mas não disse mais nada.

 

Eu não percebi aquela reacção e perguntei-lhe o que se passava. Ele voltou-se para mim embaraçado e disse, também em voz baixa : “ é… que eu sou casado” .

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Só aí é que esta pateta percebeu o que se passava: No Reino Unido “pants” a palavra que usei para me referir a calças, significa cuecas (“trousers” é que é a palavra usada para calças).

 

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Ou seja, basicamente eu disse-lhe que tinha as cuequinhas molhadas e ele achou que eu estava a fazer-lhe alguma proposta indecente.

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Depois de explicado o mal entendido ainda demos umas boas gargalhadas mas a verdade é que poucas vezes na vida senti-me tão embaraçada ...

 

 

Qua | 16.11.16

DUBAI | SAFARI NO DESERTO

O deserto muitas vezes é considerado apenas um lugar seco, agreste e sem vida, mas nada pode estar mais longe da verdade.

 

Até uma paisagem árida tem os seus encantos e numa viagem ao Dubai, eu descobri como o deserto pode ser excitante e encantador.

 

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  Fotos: Travellight e H.Borges

 

O pôr do sol é particularmente maravilhoso, assim como os milhões de estrelas que brilham sem interferência num céu nocturno livre da poluição criada pela iluminação artificial das cidades.

 

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Nenhuma visita ao Dubai fica completa sem se fazer um Safari no deserto. Esta é alias, quanto a mim, a actividade mais interessante que se pode levar a cabo neste país e a única que nos pode dar um vislumbre, ainda que ao de leve, do que eram os Emiratos e a vida das suas gentes antes do petróleo e de toda a riqueza que veio com ele.

 

Num país onde tudo parece ser artificial, onde proliferam torres de vidro e centros comerciais, este safari é das poucas  experiência que ainda pode ter alguma autenticidade. Claro que é orientado para o turista, mas pelo menos permite descobrir um pouco da herança cultural e da tradição histórica local.

 

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Existem muitas empresas de turismo que organizam viagens para o deserto com uma grande variedade de actividades. Podemos optar por fazer um safari de manhã à tarde ou à noite.


Para mim aquele que começa à tarde e se prolonga pela noite dentro é o ideal porque nos permite escapar ao calor sufocante que nos tortura durante o dia e ainda vivenciar o deserto à noite.

 

O safari que escolhi começava na parte da tarde com um passeio emocionante pelas dunas num 4x4. O passeio é repleto de acção e é tudo menos calmo!

 

Os motoristas, que devem ter muita experiência, são fantásticos a navegar neste terreno. Antes de arrancarmos eles esvaziam um pouco os pneus. Aparentemente isto é necessário para se poder conduzir neste terreno arenoso e acidentado.. Os veículos sobem e descem as dunas a toda a velocidade. Parece que estamos numa montanha russa, é super divertido!

 

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Podemos dizer ao condutor para ir mais depressa ou mais devagar, mas a adrenalina está em ir bem depressa e deslizar por entre as dunas de areia às vezes num ângulo de 45 graus, é aí que está a diversão!

 

O passeio não é recomendado a quem tem problemas de costas e a grávidas.

 

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Depois da aventura nas dunas seguimos para uma espécie de quinta de camelos, onde pudemos ver de perto estes animais, saber como são criados, montar um ou só fotografar.

 

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De seguida fomos levados até uma tenda beduína para conhecermos uma tribo tradicional que se dedicava à falcoaria.

 

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Uma demonstração desta antiga arte foi feita para podermos apreciar.

 

Os pássaros tem um capacete que cobre os seus olhos e as suas orelhas. Esta privação sensorial foi projectada para ajudar o pássaro a permanecer relaxado antes de um voo. Uma vez removido o capacete, o pássaro entra em modo de ataque.

 

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Os falcões, treinados ​​para a caça, são usados no Médio Oriente há mais de 18 séculos.

 

Antigas tribos beduínas treinavam estas aves de rapina para arranjar carne para as suas famílias durante os meses de Inverno.

 

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Foi-nos explicado que os beduínos treinavam um pássaro jovem no Outono, caçavam com ele durante todo o Inverno e depois libertavam-no na Primavera, no final da temporada de caça, para que ele pudesse migrar para climas mais frios.

 

Hoje em dia, graças ao ar-condicionado, os falcões podem ser mantidos durante todo o ano.

 

A apresentação terminou bem a tempo de assistirmos ao maior espectáculo do deserto - O pôr do sol 

É verdadeiramente memorável! Todos deviam ter oportunidade de ver esta beleza pelo menos uma vez na vida.

 

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Assim que anoitece todos os veículos seguem para um grande acampamento no meio do deserto. Há tendas, tapetes, mesas, almofadas e cadeiras no acampamento para as pessoas se sentarem e relaxarem.

 

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No acampamento há também água mineral, refrigerantes e uma variedade de petiscos esperando por nós. Podemos provar café árabe e tâmaras.


As mulheres podem fazer tatuagens henna nas suas mãos ou pés. Pode-se andar de camelo, ou comprar uma lembrança. Também se pode experimentar o Shisha, que é o famoso cachimbo de agua tradicional árabe.

 

Enquanto nos divertimos com estas actividades, o jantar é preparado. Carnes grelhadas e uma variedade de pratos ocidentais e árabes incluindo pratos vegetarianos são servidos em buffet.

 

Durante o jantar é providenciado entretenimento na forma de um bailarina de dança do ventre tradicional. Depois de ela nos impressionar com os seus movimentos e de dançar até com uma espada, chama-nos ao palco para participarmos também.

 

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Uma vez terminado o jantar e o espectáculo todos os veículos começam a voltar. Dependendo do safari escolhido temos a opção de passar a noite no deserto. Quem não fica parte por volta das 10 da noite.

 

No geral foi uma boa experiência que recomendo a todos!

 

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Tchau!

Travellight 

 

 

 

 

 

 

Ter | 15.11.16

ALCAIDE - ALDEIA DO COGUMELO

Olá amigos viajantes,

 

No próximo fim-de-semana acontece o Míscaros - Festival do Cogumelo, um evento único no nosso país e a desculpa perfeita para visitar Alcaide, uma bela e pitoresca aldeia do concelho do Fundão! 😊

 

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O festival que este ano decorre entre os dias 18 e 20 de Novembro permite ao visitante fazer um passeio micológico e aprender algumas noções básicas sobre a apanha do cogumelo e sobre como distinguir as espécies comestíveis das venenosas.

 

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Os passeios são também uma excelente oportunidade para o visitante se maravilhar com a natureza envolvente da Serra da Gardunha.

 

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  Foto de Raul Branco

 

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   Foto de Raul Branco

  

Mas degustar diferentes formas da confecção de cogumelos e outras especialidades da região, nas tasquinhas típicas especialmente preparadas na aldeia é com certeza o melhor do festival!😋

 

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O Festival incluí igualmente exposições, workshops, mostras de cogumelos e animação.

 

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Alcaide é uma localidade com 700 anos de existência, onde ainda são notórios vestígios de tempos remotos.

 

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   Foto de Raul Branco

 

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Para além da sua beleza natural, onde sobressaem vários miradouros com vistas colossais sobre a Cova da Beira, são também dignas de visita as suas seis Capelas Romanas, a Igreja Matriz, a Torre Sineira e as fontes do século XIX.

 

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Outros pontos de interesse são a Praça Comendador Joaquim Gil Pinheiro, e a zona Medieval do Alcaide a norte e poente da Torre.

 

Se precisarem de alojamento o Hotel Cerca Design House é uma óptima opção. 

 

Não deixem de visitar!

 

 

Tchau!

Travellight

 

 

 

Seg | 14.11.16

EINDHOVEN I A (OUTRA) CIDADE LUZ

Olá amigos viajantes,


Eindhoven é a quinta maior cidade da Holanda, e um bom destino para uma escapadinha de fim de semana ou umas mini-férias.

 

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Esta metrópole moderna tem bons restaurantes e cafés, igrejas históricas, bonitos parques e uma das dez melhores colecções de arte moderna do mundo.

 

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Embora Paris seja conhecida como “a cidade da luz”, na verdade a primeira cidade a ter esta designação foi Eindhoven.

 

Em 1870, quando a primeira fábrica dos Países Baixos dedicada à produção de fósforos abriu aqui, os Holandeses começaram a chamar a Eindhoven de a cidade da luz.

 

Fazendo jus ao seu título, em Novembro festeja-se em Eindhoven o festival de luz GLOW.

 

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O GLOW é um festival onde artistas e designers apresentam instalações artísticas usando novas tecnologias computorizadas, sensores, animações e técnicas de projecção. O Glow deste ano é de 12 a 19 de Novembro de 2016.

 

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Para além do festival GLOW, as seis coisas que destaco nesta cidade são:

 

1- Van Abbemuseum

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Este museu possui uma das maiores colecções de pinturas do mundo de El Lissitzky, artista, designer, fotógrafo, tipógrafo e arquitecto russo.


A sua obra exerceu grande influência na Bauhaus e nos movimentos construtivistas, tendo sido pioneiro em técnicas de produção e soluções estéticas que viriam a dominar o design gráfico ao longo do século XX.


O museu alberga também obras de Pablo Picasso e Kandinsky, entre outros.

 

2- Nuenen

 

Apenas a oito quilómetros de Eindhoven encontramos Nuenen, uma vila que se tornou conhecida porque Vincent Van Gogh aqui viveu e pintou de 1883 a 1885.

 

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O Vincentre, é um centro cultural dedicado ao pintor que nos permite descobrir mais sobre o seu trabalho e seu tempo em Nuenen.


O centro também realiza passeios que nos levam a mais de 20 locais que se relacionam com o artista.

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Nestes locais onde Van Gogh pintou e desenhou foram instaladas colunas de informação. Estas colunas estão posicionadas de modo a que consigamos ver o que ainda lá existe como se estivéssemos a olhar para uma pintura de Vincent., como se estivéssemos a ver o que ele viu quando se sentou ali para desenhar ou pintar.


Algumas das colunas estão equipadas com um comentário em áudio. Ao pressionar o botão ouvimos uma história contada por 'Vincent'.

 

3- Museu Philips

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A primeira televisão a cores que os meus pais compraram era Philips por isso para mim a marca é uma agradável recordação de infância. O Museu Philips instalado perto da fábrica onde Gerard Philips fez, por volta de 1890, as suas primeiras lâmpadas incandescentes, mostra como esta, inicialmente pequena empresa, cresceu para se tornar uma das maiores empresas do mundo.

 

Uma visita ao ultra-moderno Museu Philips dá aos visitantes uma excelente visão geral do sucesso da empresa, bem como o funcionamento dos seus produtos mais memoráveis.

 

4- Museu PSV Eindhoven

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Para os amantes do futebol uma visita ao Museu PSV Eindhoven é incontornável. A história do clube está toda exposta aqui.

 

Visitas guiadas ao estádio do PSV também estão disponíveis.

 

5- Genneper Parken

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Eindhoven tem belos espaços verdes e o Genneper Parken é um dos mais populares. Localizado junto dos rios Tongelreep e Dommel tem trilhas agradáveis que podemos explorar a pé e descobrir coisas tão encantadoras como o Moinho de Genneper.

 

6- Igreja de Santa Catarina

 

A mais bonita igreja de Eindhoven merece certamente uma visita para apreciar os seus belissimos vitrais.

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De entre os vários bons restaurantes e cafés que encontramos na cidade, destaco um chamado “Zoet & Zout” que fica bem no centro.

 

A comida é simples, mas muito boa, porções generosas, saborosas e servidas com um sorriso, a equipe é muito simpática e eficiente.

 

O menu tem muitas opções de saladas, sanduíches e pratos completos a preços muito razoáveis.

 

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E aí está! Mais uma cidade Europeia fácil de visitar e agradável de explorar. Espero que tenham gostado! 

 

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Tchau!

Travellight

 

 

 

 

Sex | 11.11.16

COCKTAILS DO MUNDO I IRISH COFFEE

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Segundo a lenda, o Irish Cofee foi criado num restaurante do aeroporto de Foynes na Irlanda, pelo chef Joseph Sheridan.

 

Conta-se que numa noite fria, um voo foi cancelado devido às más condições meteorologicas e para aquecer os passageiros que aguardavam no seu restaurante Sheridan resolveu adicionar uísque ao café.

 

Ao provar a mistura, um dos passageiros perguntou se o que estava bebendo era café brasileiro, Sheridan respondeu “No, That’s Irish Coffee!” (Não, é café irlandês!) 😜

 


INGREDIENTES


40 ml de Irish Whiskey

10 gr de açúcar mascavado 

60 ml de café quente

30 ml de natas 

 

PREPARAÇÃO

• Misture o café, o whiskey e o açúcar num copo

• Adicione as natas cuidadosamente com uma colher para que elas fiquem no topo

 

Bom fim de semana!

Travellight

Qui | 10.11.16

EM VIAGEM... #1

Uma vez, em Nova Iorque, há anos atrás, numa loja em Brooklyn, um empregado começou a meter conversa comigo e perguntou-me de onde eu vinha,

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Eu alegremente respondi: sou Portuguesa, venho de Portugal!

 

O rapaz fez uma cara de intrigado...

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Já estava preparada para ele dizer Portugal? onde é que isso fica? Mas para minha surpresa o rapaz voltou-se para mim e disse :

 

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Há sim! Portugal! Eu conheço bem, fica a dois quarteirões daqui, até sei qual é o autocarro que passa por lá!

 

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Eu disse-lhe: não, não, Portugal é na Europa, é perto de Espanha!

(Pensando que ele estaria eventualmente a pensar  em Little Portugal, Newark)

 

Ele fez uma cara ainda mais intrigada, depois sorriu e respondeu:

Aww.. esses bairros eu não conheço...

 

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What!!!???? 

 

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No comments...

 

 

 

Qua | 09.11.16

JARDIM MAJORELLE

Olá amigos viajantes,

 

Marrocos é um país fascinante e Marraquexe principalmente, é uma cidade que com as suas cores exóticas, sua Medina barulhenta e cheiro a especiarias apela a todos os nossos sentidos.

 

É uma cidade agitada e cheia de movimento mas até aqui é possível encontrar um oásis escondido - O Jardim Majorelle.

 

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Se formos de manhã bem cedo, assim que o jardim abre às 08:30, quase não há turistas e podemos passear descansadamente pelos seus caminhos sinuosos, ouvindo o chilrear dos pássaros e o murmurar das águas que fluem por numerosas fontes e lagoas.

 

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É difícil não ficar hipnotizado pelos tons de azul cobalto e encantado pelos originais jardins de cactos desta bela propriedade. A flora e arquitectura coexistem aqui em total harmonia.

 

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Os jardins de Majorelle foram projectados, pelo artista francês Jacques Majorelle nos anos 20 do século passado, ainda Marrocos era um protectorado Francês.


Ele comprou o terreno, construiu uma casa e por cerca de quarenta anos trabalhou aqui para criar um dos jardins mais encantadores do mundo .

 

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Colaborando com botânicos de todo o mundo, Majorelle adquiriu uma grande variedade de plantas e árvores. Cada espécie de cactos, plantas exóticas e árvores foi colocada com precisão para criar, propositadamente, efeitos de luz e sombra dentro do jardim que se tornou na sua obra-prima final.

 

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Em 1937 Majorelle adicionou mais “drama” ao local pintando as paredes de sua casa e do jardim com um tom de azul cobalto inspirado numa tinta original do século XV que era feita a partir de pedras semi-preciosas lapis lazuli esmagadas.

 

Com o tempo o jardim tornou-se um projecto caro e as dificuldades financeiras aliadas a problemas da sua vida pessoal levaram Majorelle a abandonar o seu amado jardim e a voltar para França.


O jardim caiu em ruínas e provavelmente teria desaparecido completamente se não fosse Yves Saint Laurent.

 

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O designer, que se tornou chefe de uma das grandes casas de moda do mundo com apenas 21 anos, era um apaixonado por Marrocos e por este lugar em especial, que comprou em 1980 para impedir que se transformasse num hotel.

 

Após adquirir a propriedade Saint Laurent dedicou-se à restauração e ao desenvolvimento dos jardins introduzindo um sistema de irrigação mais eficaz, e mais 150 espécies de plantas. O estilista e o seu companheiro da altura, Pierre Bergé, também restauraram a casa onde tinha vivido Majorelle e passaram a residir lá.

 

Depois de Saint Laurent falecer no verão de 2008, as suas cinzas foram espalhadas no jardim de rosas e um monumento foi erguido em sua homenagem. A estrada que passa junto aos jardins também foi renomeada em sua memória - e em memória de tudo o que ele tinha feito para a preservação deste maravilhoso jardim.

 

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No jardim encontramos também um Museu Berber cuja colecção inclui têxteis berberes e jóias da colecção pessoal de Saint Laurent.


Há também uma livraria do museu com uma selecção de livros sobre Marrocos, arte Berbere e naturalmente, Yves Saint Laurent.

 

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Uma pequena galeria é dedicada a imagens criadas por Saint Laurent. Os famosos desenhos 'LOVE' que ele costumava enviar como cartões postais a amigos e clientes.

 

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O lendário designer de interiores Bill Willis, foi o responsável pela decoração da boutique, do café e do pátio que foram instalados no jardim em 2001.

 

Na boutique, podemos encontrar bonitas peças artesanais marroquinas de alta qualidade como casacos bordados, túnicas, chinelos de seda, almofadas, bolsas, cintos e jóias. Há também a fragrância 'Jardin Majorelle' que contem notas de flor de laranjeira, cedro e especiarias que evocam os aromas de primavera em Marraquexe. É a recordação  perfeita para trazer deste jardim! 😊

 

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O elegante Café Bousafsaf, tem uma esplanada agradável onde podemos beber um chá e comer um doce ou uma sanduíche.

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O Jardin Majorelle representa uma doce fuga da agitação de Marraqueche e da sua paisagem deserta circundante.


Aqui podemos visualizar aquilo que o trabalho árduo e a paixão conseguem realizar quando combinadas com arte e lideradas por visionários como Jacques Majorelle e Yves Saint Laurent.

 

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Tchau!

Travellight

 

 

 

 

Ter | 08.11.16

UM PASSEIO POR LITTLE HAVANA | MIAMI

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  Fotos: Travellight e H. Borges 

 

Quem já foi a Miami, EUA, sabe que é muito comum ouvir falar Espanhol por estas paragens, mas em Miami há um local onde é mesmo difícil de acreditar que estamos na América do Norte, esse local é Little Havana. 

Aqui, como eles dizem, todos falam Espanhol, até os cães e gatos! 😜

 

Little Havana, é o lar da extensa comunidade latina de Miami.

 

Os cubanos começaram a emigrar para a Florida em 1950, mas seu número aumentou exponencialmente em 1959 após a tomado de poder por Fidel Castro.

 

Em 1960 viviam tantos emigrantes Cubanos nesta área que a zona começou a ser chamada de Little Havana.

 

Apesar de hoje em dia o bairro ter mais Nicaraguenses e Hondurenhos, Little Havana continua a ser uma boa (pequena) amostra de Cuba.

 

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A Calle Ocho (Rua 8), a rua principal do bairro, atrai-nos com as suas lojas de artesanato e lembranças e seus aromas a café e charutos.

 

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A festiva música cubana convida-nos a entrar no bar mais próximo e provar um mojito enquanto aproveitamos para fugir ao calor sufocante de Outubro.

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Vendedores de rua apregoam a venda de cacahuetes (amendoins) e de sumo de cana do açúcar.

 

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Por todo lado vemos cor, murais e lindos graffitis. É um local onde facilmente ficas com um sorriso nos lábios.

 

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O Museu Cuba Ocho, é um espaço de arte que é gratuito e aberto ao público. Aqui encontramos obras de importantes artistas cubanos desde 1800 até à Revolução de Castro. Existem também algumas obras contemporâneas em exposição, mas são os antigos mestres que realmente fazem as pessoas vir aqui. É um espaço pequeno mas vale a pena dar uma espreitadela.

 

Quem gosta de gelados não pode deixar de parar na gelataria Azucar, e experimentar os originais sabores de inspiração latina como plátano ou goiaba. 

 

E para uma maior interacção com os locais, não deixem de parar uns momentos no parque Máximo Gomez, também conhecido como Domino Park.

 

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Jogar dominó é um passatempo cubano comum, e a tradição está bem viva por aqui onde vemos muitas pessoas (principalmente idosos) a jogar enquanto conversam animadamente e fumam seus charutos.

 

Quem sabe jogar é bem-vindo às mesas, mas tens de ser muito bom no jogo para conseguir ganhar a estes veteranos 😀

 

Eu não fumo, e devo confessar que o cheiro do charuto até me incomoda um pouco, mas não resisti a entrar numa casa que os vendia porque ofereciam aos visitantes um café cubano forte e (quem não gosta de coisas grátis certo?) e sempre aproveitei para fotografar o lugar. 

 

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Little Havana tem também o seu próprio Passeio da Fama, uma calçada que homenageia latinos famosos como Roberto Carlos, Gloria Estefan e Celia Cruz.

 

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Quando começa a cair a noite um pouco por todo lado começam espectáculos de música ao vivo, tanto nas ruas, como dentro dos restaurantes e alguns sítios têm também espectáculos de dança.

 

Eu gostei do Ball and Chain; Um restaurante/bar com música ao vivo e um palco em forma de abacaxi que serve petiscos e cocktails a preços razoáveis.

 

Little Havana é um lugar agradável para passar um par de horas, a ouvir música, a dançar, a experimentar novos sabores ou simplesmente a relaxar com um cocktail colorido na mão.


Eu recomendo mesmo uma visita a Little Havana se forem a Miami! 😊

 

Tchau!

Travellight

Sex | 04.11.16

MY TRAVEL WISH LIST I SOLAR DE UYUNI

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Ainda não fui à Bolívia e quando lá for pretendo visitar o Salar de Uyuni, a maior planície de sal do mundo, com 10.582 quilómetros quadrados. Ele está localizado na perto da borda da Cordilheira dos Andes a uma altitude de 3.656 metros acima do nível médio do mar.

 

 

 

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O Salar foi formado como resultado de transformações entre diversos lagos pré-históricos. Ele é coberto por alguns metros de uma crosta de sal, que tem um nivelamento extraordinário com as variações de altitude média de menos de um metro ao longo de toda a área do Salar. A crosta serve como uma fonte de sal de cobre e de uma piscina de salmoura, que é extremamente rica em lítio.

 

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O Salar serve também como a principal via de transporte em todo o Altiplano boliviano e é um importante terreno fértil para várias espécies de flamingos cor de rosa.

 

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Deve ser um local espectacular para fotografar!

 

Tchau!

Travelight

Qui | 03.11.16

VICTORIA PEAK I A MELHOR VISTA DE HONG KONG

Olá amigos viajantes!

 

Nenhuma viagem a Hong Kong pode ficar completa sem uma visita ao mundialmente famoso Victoria Peak.

 

Pode ser um cliché turístico, mas vale a pena.  É a melhor vista da cidade!

 

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O Peak Tram - um funicular centenário, que serve Hong Kong desde 1888 - é a maneira mais rápida e cénica de chegar ao pico.

 

Enquanto o funicular sobe o cerca de quilometro e meio até ao pico, podemos relaxar e ver os pontos turísticos abaixo como Victoria Harbour, e Kowloon, cidade onde viveu e morreu Bruce Lee.

Dentro do elevador, tentem ficar sentados do lado direito - a vista é melhor 😃.

 

A viagem dura apenas 10 minutos e o caminho é tão íngreme que o o elevador sobe quase na vertical.

 

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Como toda a gente quer apanhar o elevador as filas são enormes e a espera pode ser longa, mas o funicular parte a cada 15 minutos por isso a fila escoa rapidamente e a vista panorâmica lá de cima compensa bem a paciência.

 

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Uma vez chegados lá em cima encontramos um dos ícones arquitectónicos da cidade - o Peak Tower - que no fundo nada mais é do que um centro comercial. 

 

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Como todos os centros comerciais, o Peak Tower tem vários restaurantes, lojas, livrarias e um supermercado, mas tem também terraços de observação localizados em diferentes níveis. Estes terraços tem vistas espectaculares da cidade (desde que o tempo não esteja nublado, porque se estiver, não se vê quase nada 😕)

 

No segundo piso da Peak Tower encontramos um museu de cera Madame Tussaud de Hong Kong.

 

Lá, tal como no museu de Londres, podemos aproximar-nos das réplicas de estrelas e celebridades e tirar selfies 😀

 

Acho que é uma atracção gira para ir com crianças e pré-adolescentes.

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  Vão ter que separar os bonecos agora 😜

 

No topo do edifício  encontra-se o Sky Terrace 428, a maior plataforma de observação de Hong Kong, que tem uma altura  de 428 metros.

 

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Gostei do restaurante Wildfire Pizzabar & Grill - tem uma vista panorâmica incrível do Victoria Harbour e é um bom lugar para jantar.

 

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A vista é magnifica tanto de dia como de noite! 

 

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Mas Victoria Peak tem algo bastante melhor do que a Peak Tower.

 

Se vocês gostarem de fazer caminhadas vão adorar saber que existem por aqui belas trilhas que permitem experimentar uma faceta menos conhecida, mas igualmente deslumbrante de Hong Kong - a  sua natureza!

 

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Uma das mais bonitas trilhas que podemos escolher é uma trilha circular que começa e termina no Restaurante Peak Lookout e que leva cerca de 50 minutos a percorrer. 

 

Este caminho tem uma vegetação luxuriante e vistas deslumbrantes sobre toda a costa norte da ilha de Hong Kong.

 

A sombra, proporcionada pelas árvores que ladeiam a trilha. é uma agradável constante ao longo de todo o caminho.

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A vista vai mudando à medida que caminhamos e começamos a avistar o lado sul da Ilha de Hong Kong.

 

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Um pouco mais à frente encontramos aindauma pequena queda de água e pouco depois a trilha termina exactamente onde começou,  junto ao Restaurante Peak Lookout.

 

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E aí está! Espero que tenham gostado do nosso destino de hoje 😊

 

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Tchau!

Travellight

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