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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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ESCHER | EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE ARTE POPULAR

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Domingo passado aproveitei para visitar a exposição “Escher” que está patente no Museu de Arte Popular em Lisboa.

 

Eu sou fã incondicional de M.C. Escher desde a primeira vez que vi a reprodução de uma obra sua ,“Laço de União”, na capa de um livro. Visitar esta exposição estava por isso no meu topo de prioridades de coisas a fazer neste inicio de ano.

 

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A mostra reúne cerca de 200 trabalhos deste incrível artista Holandês e está organizada por sete salas principais que parecem seguir uma ordem cronológica e os temas mais retratados pelo autor.

 

É uma exposição “viva” que se torna (ainda mais) interessante porque apela à interacção constante do visitante com o trabalho do artista.

 

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Ao lado das obras surgem jogos interactivos que podemos experimentar para compreender melhor o trabalho de Escher e há pequenas salas e espaços que convidam o visitante a tirar “selfies” que o colocam dentro de cenários inspirados por desenhos do artista. Se forem ao meu Instagram e clicarem no destaque do InstaStories com o nome “Escher Lisboa” vão perceber do que estou a falar.

 

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Ao longo da exposição compreendemos os princípios pelos quais se regia a sua arte: O principio da Boa Forma, o Principio do Cheio e do Vazio, o Principio da Continuidade…

 

A obra de Escher foi reproduzida tantas vezes na cultura popular que é natural que muitas das suas litografias e xilografias nos pareçam familiares.

 

A “Relatividade” - um espaço que nunca poderia existir na realidade, dominado por escadas que brotam de forma surreal em todas as direcções e são percorridas por figuras inexpressivas - apareceu inúmeras vezes em cartazes, canecas, t-shirts, cadernos, etc, etc.

 

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Apesar de ter nascido no século XIX, a influência deste artista encontra-se bem presente até aos dias de hoje. Filmes como Labyrinth (1986) ou Inception (2010) retratam as suas famosas escadas. Nos livros (e filmes) do Harry Potter encontramos a mesma coisa;

 

Capas de álbuns de bandas como os Pink Floyd, os Moody Blues, os Bauhaus ou mesmo os The Strokes com Angles, foram inspirados ou reproduziam integralmente o seu trabalho.

 

Conta-se que só Mick Jagger não teve sorte quando pediu autorização para usar um desenho do Holandês num dos discos dos Rolling Stones. Aparentemente Escher, que não conhecia Jagger de lado nenhum e não apreciava a música da sua banda, não terá gostado da maneira informal e intima com que o cantor se dirigiu a ele e secamente terá recusado o pedido.

 

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A exposição mostra-nos que até anúncios do IKEA foram inspirados na obra do Holandês.

 

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Mas Escher é mais, muito mais do que isto.


Nascido na pequena cidade de Leeuwarden, no norte dos Países Baixos, Maurits Cornelis Escher, inscreveu-se em 1919 na Escola de Arquitectura e Artes Decorativas de Haarlem. O seu pai esperava que ele se transformasse num arquitecto, mas, influenciado pelo seu professor de artes gráficas - um judeu de origem Portuguesa, que descobriu o seu talento como desenhador - Escher decidiu prosseguir a carreira de artista.

 

As viagens foram muito importantes no seu desenvolvimento artístico. Em 1922, Escher deixou a escola e começou a viajar extensivamente por toda a Europa, fazendo esboços dos seus vários ambientes para posteriormente usar como material para gravuras.

 

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Visitas ao palácio mourisco da Alhambra em Granada, por exemplo, ensinaram-lhe a trabalhar com padrões. Usando esse ponto de partida como inspiração ele criou depois redes geométricas com os seus próprios personagens, como pássaros, leões e peixes.

 

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A paixão de Escher pelas paisagens Italianas, onde viveu durante 11 anos, também é muito clara na sua obra.

 

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Ele gostava de brincar com a arquitectura nos seus desenhos, trabalhando com perspectivas difíceis, infinitos visuais e "espaços impossíveis”.

 

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Escher transformava o mundo em algo complexo, cheio de pequenos pormenores, padrões, linhas e percursos mas ao mesmo tempo era capaz de criar imagens fortes, belas, com um apelo quase universal explorando ideias tão abstractas quanto a eternidade ou o infinito em impressões aparentemente realistas e incrivelmente bem feitas.

 

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As paisagens em plano geral, as flores, os ambientes naturais, a fauna a flora de um local, foram as primeiras coisas que influenciaram Escher que mais tarde transformou-as em algo geométrico, abstracto e preciso.

 

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Uma imagem nunca é só uma imagem e é isso que adoro em Escher. Tal como na vida há sempre algo novo para descobrir. Podemos ver o dia ou ver a noite, ver morcegos ou ver anjos tudo depende do nosso ponto de vista, da nossa perspectiva...

 

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Definitivamente esta é uma exposição a não perder!

 

“Escher” está patente até dia 27 de Maio, todos os dias das 10h00 às 20h00 horas. O preço normal do bilhete é de 11,00 euros, crianças pagam 9,00 euros e estudantes universitários 8,00 euros (apenas à Segunda-feira).

 

Para mais informações consultem escherlisboa.com

 

Tchau!
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JARDIM TROPICAL DO MONTE PALACE MADEIRA

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Já todos ouvimos dizer “A Madeira é um jardim” certo? Mas qual será o mais bonito jardim da Madeira?

 

O meu voto vai para o Jardim Tropical do Monte Palace e parece que não sou a única. A conhecida revista Condé Nast Traveler, considerou este um dos mais exuberantes jardins do mundo!😄

 

o Jardim Tropical do Monte Palace, designado Património da Humanidade pela UNESCO em 2000 é uma área com 70 mil metros quadrados, que remonta ao século XIX e tem origem numa quinta com o nome de “Quinta do Prazer” que em tempos pertenceu ao Cônsul Inglês Charles Murray e que mais tarde foi transformado num hotel.


Quando o hotel fechou a propriedade ficou abandonada durante alguns anos até ser vendida ao empresário José Berardo que a transformou naquilo que hoje é o Jardim Tropical: Um espaço maravilhoso repleto de plantas exóticas de vários países e plantas indígenas das florestas Madeirenses.

 

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Pelo jardim encontramos janelas, nichos, pagodes, budas, lanternas e esculturas, de diferentes partes do mundo, culturas e épocas.

 

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É de destacar também um painel composto por 166 azulejos vidrados de terracota, cujo título é “A Aventura dos Portuguesas no Japão” e um grupo de 40 painéis que retratam a História de Portugal, incluindo os acontecimentos mais importantes dos Reinados e Repúblicas.

 

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É um lugar cheio de cores e estilos diferentes. Num momento estamos num jardim oriental ⛩, no próximo estamos num jardim de orquídeas 🌸.

 

 

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A água é omnipresente. Pequenos riachos, lagos com carpas, cisnes e cascatas enriquecem e embelezam ainda mais o espaço.

 

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Mas o Jardim Tropical Monte Palace é também um museu. Alberga duas exposições permanentes, a primeira é intitulada “Paixão Africana” e mostra parte de uma colecção de escultura contemporânea do Zimbabué. A outra intitula-se “Segredos da Mãe Natureza” e apresenta parte de uma colecção de minerais provenientes dos quatro cantos do mundo.

 

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Se forem à Madeira não deixem de visitar este jardim. Garanto que não se vão arrepender.

 

DICA: Para lá chegar optem pelo teleférico, é um belo passeio e as vistas lá de cima são incríveis!


Horários de Visita
Todos os dias, excepto 25 de Dezembro
Horário de Visita do Jardim: 9.30 às 18.00 horas.
Horário de Visita do Museu: 10.00 às 16.30 horas.
Visitas Guiadas ao Museu são gratuitas no entanto estão sujeitas a pré-marcação e apenas para grupos.
Nota: O interior do edifício do Palácio não é visitável.

 

Entradas / Bilheteiras
Caminho das Babosas, 4A (Entrada Junto ao Teleférico)
Caminho das Babosas, 4 (Entrada Norte)
Caminho do Monte, 174 (Entrada Este)
9050-288 Funchal
Madeira, Portugal
Nota: A entrada situada no Caminho do Monte, número 174, encerra aos fins de semana.

 

Preço
Adultos 12,50 Euros (Isento de IVA)
Crianças com menos de 15 Anos: Entrada gratuita, quando acompanhadas por adultos.
Escolas: Entrada gratuita, mediante apresentação de credencial e sujeitas a marcação para visitas guiadas.

 

Transportes:
Autocarros 20,21,22 ou 48
Teleférico do Funchal directo para a entrada do Jardim Tropical Monte Palace.


Para mais informações consultem o site do Jardim Tropical Monte Palace 

 

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Tchau!
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PALÁCIO DOS MARQUESES DE FRONTEIRA

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Há lugares que ficam muito perto de nós mas que talvez por isso mesmo estamos sempre a adiar visitar.

 

Para mim o Palácio dos Marqueses de Fronteira é um desses casos, mas num destes fins de semana resolvi que não podia adiar mais e fui conhecer este belíssimo edifício, classificado como Monumento Nacional, situado em São Domingos de Benfica e considerado um dos melhores exemplos da arquitectura palaciana do séc. XVII em Portugal.

 

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Foi mandado construir pelo 1º Marquês de Fronteira, D. João de Mascarenhas e inaugurado por volta de 1675. Primeiro usado como pavilhão de caça e casa de campo, foi alvo de melhoramentos e ampliação após o terramoto de 1755. À arquitectura maneirista de séc. XVII juntaram-se então belas decorações barrocas, e passou a ser a residência permanente da família, que ainda hoje aí habita.

 

O Palácio encerra uma grande riqueza de azulejos que se destacam na Sala dos Painéis Holandeses, na Galeria das Artes e na Sala das Batalhas onde grandes painéis retratam a história do 1º Marquês de Fronteira, herói da Guerra da Restauração.
 

Os jardins do palácio, de desenho geométrico, são magníficos. Tem influência Francesa e Italiana e estão repletos de fontes e estátuas.

 

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Logo à saída da casa, no Terraço da Capela, ou Galeria das Artes encontramos mais painéis de azulejos onde estão representados as sete artes liberais guardadas por estátuas de divindades gregas e bustos de imperadores romanos. Seguindo em frente deparamos-nos com uma pequena capela, que se julga ser anterior ao próprio palácio. Ao seu lado estão umas escadas que descem para o piso inferior até à Casa do Fresco, uma mini-gruta artificial com uma fonte à frente e em volta uns interessantes painéis de azulejo.

 

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No Grande Jardim ou Jardim Clássico, com fortes influências francesa e italiana, destaca-se a Galeria dos Reis com bustos de todos os reis portugueses até D. João VI e um tanque tão grande que mais parece um lago, com cisnes e tudo. Nas extremidades duas escadarias conduzem à galeria de esculturas, onde estão retratados os reis de Portugal e D. Nuno Álvares Pereira.

 

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Mais uma curiosidade do jardim são os painéis de azulejos que limitam o Jardim Formal. Os painéis representam os Quatro Elementos, mas um deles, o que representa o fogo, perdeu-se e foi substituído por um painel de Paula Rego o que não só renova a tradição ornamental do palácio, como obriga a reinterpretá-la.

 

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Uma jóia que com toda a certeza vale a pena visitar ou revisitar. Se precisam de mais uma desculpa para vos convencer que tal um concerto de entrada livre?

 

No dia 27 de Janeiro de 2018, Sábado às 16h00, o Palácio Fronteira com o apoio da Antena 2, Camerata Atlântica, Instituto Politécnico de Lisboa, Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, e Associação do Turismo de Lisboa, apresenta os Laureados do III Concurso Nacional 
 
A entrada é livre, limitada à capacidade da sala. Para inscrições e informações contactar:

fcfa-cultura@fronteira-alorna.pt  

telf: 217 784 599        

 

Horário das Visitas

Não há visitas aos Domingos e Feriados.


Palácio:

O interior do Palácio só é visitável de manhã. Todas as visitas ao interior do Palácio são guiadas.

Junho a Setembro: 2ª a Sábado às 10h30; às 11h00; às 11h30 e às 12h00.

Outubro a Maio: 2ª a Sábado às 11h00 e às 12h00.

Para visitas de grupo (mais de 10 pessoas) por favor telefonar previamente para 217 782 023.


Jardins:

Junho a Setembro: 2ª a 6ª entre às 10h30 e as 13h00 e entre as 14h00 e às 17h00 e aos Sábados entre as 10h30 e as 13h00.

Outubro a Maio: 2ª a 6ª entre as 11h00 e as 13h00 e entre as 14h00 e as 17h00 e aos Sábados entre as 11h00 e as 13h00

 

Para mais informações consultem o site Fundação das Casas de Fronteira e Alorna 

 

Tchau!

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CAFÉ DA GARAGEM

Um dos meus locais preferidos para escapar ao reboliço de Lisboa e sentar-me a relaxar, a ler um bom livro ou agora no Inverno, a apreciar uma chávena bem quente de chá de gengibre é o Café da Garagem no Teatro Taborda.

 

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O ambiente é confortável...

 

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A decoração ( de Joana Astolfi ) é peculiar e divertida ...

 

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E a vista é maravilhosa... ao pôr do sol é mais incrivel ainda! 😊

 

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A comida servida (saladas, tostas, queijos e enchidos, sobremesas...) também é boa e o atendimento é atencioso 😊

 

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Morada: Teatro Taborda Costa do Castelo, 75 1100-178 Lisboa.
Aberto de 3ª a Domingo das 15h às 24h
2ª feira aberto das 18 às 24h
6ª e Sábado encerra às 02h.

 

E vocês para onde gostam de fugir? 😃

 

Tchau!

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UMA VISITA AO MNAz

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Instalado no mosteiro da Madre de Deus, o Museu Nacional do Azulejo (MNAz) é um dos mais interessantes e possivelmente um dos menos conhecidos dos museus Lisboetas. A sua singular colecção exibe azulejos que permitem um belo passeio através da história desta arte desde o século XV até aos dias actuais.

 

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Ao longo de várias salas, distribuídas por 3 pisos, podemos acompanhar a evolução dos processos de fabricação e de estilo do azulejo e visitar também exposições temporárias que transmitem uma perspectiva bem contemporânea e moderna desta arte secular.

 

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Aprendemos que o azulejo chegou a Portugal pelas mãos dos Mouros e que o seu nome deriva da palavra árabe que significa “pedra polida”. Podemos ver as técnicas utilizadas ao longo dos anos e participar de oficinas de modelação de cerâmica e/ou pintura de azulejo.

 

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Alguns dos painéis são maravilhosos, pintados à mão, cheios de detalhes e retratam cenas clássicas, mitológicas ou religiosas

 

Uma das peças de destaque do museu tem direito a um piso e sala própria. O painel “Grande Panorama de Lisboa”, atribuído a Gabriel del Barco e proveniente do antigo Palácio dos Condes de Tentúgal foi montado numa longa parede e é composto por 1.300 peças.

 

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Foi feito em 1738 antes do Grande Terremoto em 1755 que mudou a paisagem de Lisboa por isso a sua observação, para quem gosta de história como eu, desperta muito mais curiosidade.😃


Mas o espaço mais incrível do MNAz é a bem conservada Igreja da Madre de Deus.

 

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A capela, parte do antigo mosteiro foi decorada em estilo barroco e tem uma opulência que te faz dizer “uau” assim que entras pelas suas portas.

 

A talha dourada, os painéis de azulejos, as figuras religiosas, as pinturas a óleo, os relicários. Tens tanto para ver e descobrir que é difícil saber para onde olhar.


Sentem-se uns minutos nos bancos e tentem admirar os detalhes. É uma capela absolutamente maravilhosa!

 

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Depois da visita ao museu podem comer ou descansar um pouco no café / restaurante do MNAz. O espaço é bastante agradável e tem um bonito jardim interior.

 

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É um bom passeio para fazer no fim de semana. A entrada para adultos custa 5,00 €. Existe um desconto de 50% para idosos (+62 anos), estudantes e jovens.


Para mais informações sobre o horário e como chegar, por favor consultem o site do museu aqui 

 

Recomendo esta visita a todos que tenham curiosidade de saber um pouco mais sobre este símbolo emblemático da cultura Portuguesa: o Azulejo.

 

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Tchau!
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ATTERO I UMA EXPOSIÇÃO A NÃO PERDER

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Às vezes não é preciso ir muito longe para ver cenários diferentes e ser transportado para outros mundos. A arte tem essa capacidade de nos fazer viajar sem sair do lugar. Neste fim de semana tive a oportunidade de fazer uma dessas viagens quando visitei a extraordinária exposição "ATTERO" de Bordalo II em Xabregas, Lisboa.

 

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O artista de rua Português Artur Bordalo, mais conhecido como Bordalo II, que há anos aborda o problema do lixo urbano através da sua fantástica arte da rua, transforma sucata, latas velhas, pneus, pedaços de madeira, peças electrónicas, e outras coisas que habitualmente encontramos no lixo, em bonitos animais coloridos e fantásticos cenários.

 

Das suas colagens resultam criações que dão nova vida a paredes antes tristes ou edifícios abandonados e provam o velho ditado que diz que o lixo de um homem pode ser o tesouro de outro.

 

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As suas obras apelam à nossa consciência social e moral. Fazem-nos pensar sobre o desperdício e sobre as toneladas de lixo que produzimos diariamente.

 

Quando vemos animais e cenários naturais criados a partir de materiais que em última análise podem ser responsáveis pela sua destruição, isso dá-nos que pensar.

 

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As nossas atitudes e comportamentos estão a deixar o nosso mundo doente e é isso que Bordalo II nos mostra de uma forma original e maravilhosa.

 

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Fiquei muito contente de ver tantas crianças a visitar esta exposição com os pais. Da educação vem a mudança. Se a mensagem que Bordalo II tenta passar chegar a estas jovens mentes, pode ser que o futuro seja bem melhor 😊

 

A SABER:

ONDE: Rua de Xabregas nº 49

ATÉ QUANDO: Até 26 de Novembro 2017

PREÇO: Exposição gratuita

HORÁRIO: de Quarta-feira a Domingo das 14h00 às 20h00

MAIS: - No âmbito da exposição Bordalo II criou três peças de rua, que fazem parte da série “Big Trash Animals”: uma raposa na Avenida 24 de Julho, um sapo na Rua da Manutenção e um macaco no pátio do armazém onde está patente “Attero”

 

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-“Attero” inclui também várias actividades, como visitas para as escolas mediante marcação, apresentações de produtos ecológicos e inovadores parceiros da exposição, apresentação de um projecto da Câmara de Lisboa e ‘workshops’ para crianças”.

 

Não deixem de visitar!

 

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DICA: Se depois da exposição quiserem ir jantar a um lugar onde podem continuar a apreciar obras de Bordalo II parem na Taberna Moderna, a comida é boa, o serviço atencioso e o espaço super agradável.

 

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Tchau!

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GUIMARÃES JAZZ 2017

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Este ano, o mundo celebra os 100 anos decorridos desde a gravação do primeiro registo discográfico de jazz, um momento simbólico que mudaria para sempre a história desta música.

 

De 08 a 18 de Novembro, o Guimarães Jazz, que já vai na sua 26ª edição, celebra esta data e acolhe 11 concertos de alguns dos melhores projectos actuais do jazz mundial, 3 destes apresentados em estreia absoluta e 7 em estreia nacional. Nels Cline, All Star Orchestra, Mostly Other People Do the Killing, Andrew Cyrille, Jan Garbarek, Allison Miller e Darcy James Argue são apenas alguns dos nomes que dão corpo ao cartaz de 2017 que se realiza, como habitualmente, no Centro Cultural Vila Flor. Ao programa principal acrescem ainda as actividades paralelas que contam com as já habituais oficinas de jazz e as míticas jam sessions.

 

Podem consultar o programa completo aqui

 

E já agora, enquanto estão numa das mais importantes cidades históricas do nosso país que tal aproveitar e visitar o Centro Internacional das Artes José de Guimarães - CIAJG ? Tem sempre exposições tão interessantes!

 

Bom fim de semana!

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ÓBIDOS I VILA LITERÁRIA

A pretexto do Folio 2017, este fim-de-semana resolvi re-visitar uma das minhas vilas preferidas de Portugal: A Vila de Óbidos.

 

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A verdade é que mesmo sem qualquer evento especial, Óbidos merece sempre uma visita. 😀

 

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Há uns anos atrás os turistas eram atraídos a esta encantadora vila medieval pelo charme do seu castelo e pelo colorido das suas ruas e lojas de artesanato. Os mais gulosos, claro, eram seduzidos pela ginjinha e pelo chocolate. 😋

 

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Foto de H. Guerreiro

 

Essas atracções mantém-se mas agora há algo mais. Agora a vila é um sonho também para os amantes da literatura e para aqueles que adoram perder-se por prateleiras e prateleiras de livros e descobrir pequenos (ou grandes) tesouros por ali escondidos.

 

O projecto Vila Literária de Óbidos é uma iniciativa da Câmara Municipal de Óbidos e da livraria Ler Devagar. Consiste na promoção da cultura, da escrita e da leitura através da organização de festivais, como o Folio, que promovem exposições, palestras, representações, concertos e sessões de leitura e escrita.

 

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Mas mais do que isso, o projecto tem o mérito de ter transformado espaços históricos anteriormente abandonados e degradados em belas e contemporâneas livrarias.

 

Os dois melhores exemplos do que acabei de referir são a Igreja de São Tiago - hoje Livraria Santiago - e a Livraria do Mercado.

 

Ambas são lugares mágicos onde o livro é a personagem principal.

 

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A igreja de São Tiago foi construída em 1186 pelo rei D. Sancho I e completamente destruída pelo terremoto de 1755. A sua reconstrução aconteceu em 1772 mas nas últimas décadas, a igreja foi abandonada e caiu em ruína. No entanto, a Ler Devagar que tem uma das mais bonitas livrarias de Lisboa (e, para mim, do mundo!) reconheceram potencial na estrutura e com o apoio de alguns investidores começaram a transformação.

 

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A reabilitação correu tão bem que para além da igreja, a equipe começou a renovar outras estruturas que estavam igualmente abandonadas.



A bela Livraria do Mercado nasceu e agora em vez de ter apenas frutas e vegetais (sim, porque estes produtos também continuam à venda neste espaço), as cestas e caixotes estão carregados de livros de poesia, fotografia, literatura infantil, design e viagens e tudo mais que possam querer e imaginar.

 

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E para quem acha que livros nunca são demais que tal passar a noite no The Literary Man Hotel?

 

O hotel tem centenas de livros disponíveis para os hospedes e o seu restaurante e bar tem as paredes cobertas com obras literárias que inspiram o menu de cocktails da casa. É um lugar verdadeiramente fantástico!

 

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Este esforço para envolver a população económica e culturalmente através da literatura ajudou Óbidos a redefinir a sua identidade, e transformou, sem dúvida, esta pequena vila turística em algo bem mais especial.

 

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Tchau!

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FOLIO 2017 — FESTIVAL LITERÁRIO INTERNACIONAL DE ÓBIDOS

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Com o tema “Revolução, revolta e rebeldia”, sugerido por Marcelo Rebelo de Sousa, começa esta quinta-feira dia 19 (e até dia 29 de Outubro) a terceira edição do FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos.

 


O tema faz com que a agenda do Folio esteja voltada para a história, a política e a sociologia, áreas que contarão com intelectuais portugueses e estrangeiros e uma parceria com as universidades Nova e de Coimbra e a colaboração da Fundação Gulbenkian.

 

Entre os muitos convidados estarão presentes Ricardo Araújo Pereira e Manuel Alegre e também os autores Brasileiros Raduan Nassar, Milton Hatoum e Gregório Duvivier.

 

 

Vai haver teatro, concertos, cursos, workshops e as habituais tertúlias. O seminário internacional conta este ano, entre outros, com o Argentino Mempo Giardinelli.


Haverá lançamento de livros, conversas e ideias, todas elas à volta das revoluções deste mundo.

 

Para ver há ainda exposições, das quais destaco O Nascimento de uma Democracia, que apresenta uma colecção de cartazes do 25 de Abril, e uma versão inédita de A Vida Secreta das Máquinas do compositor Rodrigo Leão.

 

Mas há muito muito mais, consultem aqui o programa para não perderem nada! 😃

 


Tchau!
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ESTIVE DENTRO DE UM VULCÃO!

Antes de chegar ao Algar do Carvão eu já tinha visto fotos do local, mas garanto-vos que nada me preparou para o que encontrei ao atravessar o túnel que conduz ao interior da cratera.

 

Só me lembro de pensar: Wow! Que lugar fantástico!!!

 

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É como entrar num jardim secreto sabem? Parece saído directamente de um conto de fadas.

 

Este vulcão extinto é um dos poucos no mundo que podemos visitar e uma das mais interessantes maravilhas naturais da Ilha Terceira.

 

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É difícil as fotos fazerem jus à beleza do local. O sol, que entra pela abertura da cratera, ilumina-o de uma forma muito peculiar.

 

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Os feixes de luz produzem efeitos especiais na vegetação e nas paredes transformando aquela caverna húmida num cenário espantoso e cheio de cor.

 

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A parte superior da chaminé vulcânica é particularmente bela porque está coberta de vegetação. À medida que descemos pelo cone a biodiversidade vai baixando mas a beleza não.

 

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No fundo da cratera existe uma lagoa. Leva uns 30 minutos a descer e subir todos os degrau, mas vale bem a pena o esforço!

 

Afinal não é todos os dias que podes dizer: Estive dentro de um vulcão! 😃

 

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HORÁRIOS DE VISITA

* 1 junho a 15 outubro - Todos os dias - 14:00h às 18:00h
* 17 outubro a 23 março 2018 - Terças, quartas, sextas e sábados -  14:30h às 17:15h
   As grutas encerram a: 1 dezembro 2017 e a 13 fevereiro 2018


 
PREÇÁRIO  

* Bilhete Normal: 6,00€
* Bilhete Normal c/desconto: 5,00€ (portadores do cartão jovem regularizado)

 

- Os degraus estão molhados e podem ser escorregadios por isso se visitarem levem sapatos apropriados. 

- No interior é um pouco frio por isso não é má ideia levar um casaco.

- Cuidado com máquinas fotográficas e outro equipamento eletrónico porque pode molhar-se

 

 Para mais informações consultem Os Montanheiros 

 

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Tchau!

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