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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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AMANHECER

Eram 04:30 da manhã quando o despertador tocou.

 

Sempre tive muito mau acordar e regra geral resmungo para sair da cama, mas naquela manhã pulei para fora sem grande esforço.

 

Afinal não é todos os dias que acordas no Serengeti e sais para ver a vida selvagem desenrolar-se ao vivo e a cores frente aos teus olhos.

 

Este parque é a reserva mais popular da Tanzânia e o lugar que enche os sonhos daqueles que querem visitar a savana africana.

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“Armada” com a minha câmara saí do quarto de hotel e dirige-me ao local combinado onde um guia já me esperava para seguirmos caminho.

 

Ao longo de dois dias iria percorrer vários trilhos dentro do parque em busca de animais para fotografar e observar. Estávamos na época da grande migração e as perspectivas de ver todos os 5 grandes eram boas.

 

Para quem não sabe, os 5 grandes são o leão, o elefante africano, o búfalo-africano, o leopardo e o rinoceronte - Os cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. A expressão “os 5 grandes” generalizou-se e hoje é usada pelos guias locais também nos safaris fotográficos e de observação.

 


As pessoas que conduzem estes safaris são muito profissionais e tomam todos os cuidados para que nenhum acidente aconteça.


Eu acho que desde que haja bom senso e respeito pelo espaço dos animais não há como algo correr mal.

 

Todavia devo confessar que no inicio do safari, quando o jipe sai de noite e avança na total escuridão - e tu ouves uma série de ruídos estranhos que não consegues identificar - não é difícil acreditar que algo pode correr mal sim.


Afinal nós não conseguimos ver bem no escuro e podemos parar num local, pensando que não estamos a incomodar ninguém, e um leão discordar de nós. O território é deles, nós somos só visita, convém nunca esquecer.

 

Para reduzir o risco de incidentes os veículos que operam no Serengeti são obrigados a permanecer dentro das estradas existentes no parque para garantir que os animais não são muito perturbados. Embora isso possa limitar a nossa chance de chegar perto dos animais, é menos intrusivo.

 

São 06:30 e os primeiros raios de sol rompem o horizonte. É ao amanhecer que a savana mostra todo o seu esplendor. Os medos próprios da noite dissipam-se e um sentimento de gratidão invade o meu coração. Que bênção poder estar ali naquele momento… Assistir aquele espectacular nascer do sol, ver a savana a ganhar cor, a ganhar vida!

 

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Um grupo de girafas aparece a pastar mesmo na frente do jipe e ao longe conseguimos ver uma manada de zebras.

 

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Vai ser um bom dia 😊

 

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Tchau!

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DESTINO COSTA RICA I EXPLORANDO O PARQUE NACIONAL MANUEL ANTÓNIO

Olá amigos viajantes!

 

O Parque Natural Manuel António, na Costa Rica, é um destino de sonho para aqueles que, como eu, são apaixonados pela natureza e pela vida selvagem: Praias lindas, belas trilhas e uma abundância de fauna e flora.

 

O cenário perfeito para quem gosta de apreciar os encantos da mãe Natureza!

 

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Apesar de ser em termos de tamanho, o menor parque da Costa Rica, Manuel António, é um dos maiores em termos de biodiversidade.


Passeando por aqui podemos avistar várias espécies de macacos, texugos, preguiças, tucanos, passaros coloridos, rãs, lagartos etc, etc….a variedade é imensa!

 

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As trilhas do parque estão bem cuidadas e são fáceis de percorrer.

 

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Podemos contratar um guia para nos orientar e ajudar a detectar os animais com lentes especiais mas eu não o fiz e honestamente não senti necessidade nenhuma disso. Os animais estão por todo o lado e são muito fáceis de avistar e fotografar.

 

Quase a cada olhar havia uma oportunidade fotográfica.

 

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  Este macaquinho estava a trabalhar como electricista 😜

 

Alguns deles são até descarados o suficiente para nos roubar.

 

Se forem lá, fiquem avisados que devem ter especial cuidado com os macacos e com os texugos. Estes malandrinhos tem um esquema de parceria bem montado para roubar comida dos incautos turistas 😜

 

O esquema funciona assim: Um macaquinho fofinho atrai os turistas, que preocupados em fotografar a criaturinha fofa partem disparados, que nem tolos, e esquecem-se de mochilas e e cestos de piquenique. Os texugos aproveitam e roubam toda a comida (e bebida) que podem e depois dividem (às vezes a mal) com os macacos.

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Estes bons malandros são tão rápidos e perfeitos que enquanto eu fui ao mar, um deles abriu a minha mochila, que estava coberta por uma grande toalha, tirou de lá o saco de comida que eu tinha levado e deixou tudo exactamente como encontrou, a toalha nem parecia ter sido mexida.

 

Se eu não o tivesse visto a correr com o saco na boca, nunca teria desconfiado que o ladrão era um texugo.

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Mais tarde o fora da lei voltou e posou para a minha câmara fotográfica por isso considero que ficamos quites 😄

 

As praias de Manuel António são consideradas das mais belas da Costa Rica e com toda a certeza não sou eu que vou desmentir essa ideia.

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Depois de percorrermos os trilhos da floresta tropical podemos descansar nas suas belas areias brancas e dar um mergulho nas águas claras ou descansar à sombra das palmeiras apreciando a maravilhosa paisagem.

 

Algumas das praias são mais longe ou estão escondidas e nem todos chegam lá. Eu descobri vários recantos completamente desertos como a Playa Gemelas e a Playa Puerto Escondido onde não estava ninguém.

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O parque está aberto todos os dias das 07h às 16h .

 

Eu aconselho todos a chegarem bem cedo porque os animais estão mais activos e há poucas pessoas e isso dá-nos a sensação de estar sozinhos a descobrir a floresta tropical.

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O parque oferece instalações onde podemos trocar de roupa ou tomar banho.

 

Dentro do parque não se vende comida por isso as pessoas trazem um lanche de fora (uma sandes, fruta e água) . Não se deve levar batatas fritas e outros snacks, refrigerantes, fritos ou doces porque depois os animais roubam e isso faz-lhes muito mal. Apesar dos vários avisos vi muita gente que não respeitava esta regra.


Por fim, depois de um dia cheio de aventuras no parque nada melhor que terminar com uma cerveja gelada e um belo por do sol no Ronny's Place, um restaurante/ bar na povoação de Manuel António, com um ambiente muito cool.

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É situado num penhasco e tem uma vista incrível sobre o oceano. O peixe grelhado que me serviram lá era super fresco e estava delicioso.

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Espero que tenham gostado de conhecer mais este belo destino!

 

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A SESTA DO REI LEÃO

Olá amigos viajantes,

 

Recentemente voltei à Tanzânia para um safari fotográfico e vim de lá com muitas memórias especiais que aos poucos irei partilhar convosco.

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Sabem... a sensação de estar num safari é difícil de descrever.

 

Há algo de tremendamente excitante em partir de madrugada por uma savana imensa em busca da vida animal que habitualmente só vemos na televisão ou encerrada num jardim zoológico.

 

Um arrepio atravessa-te a espinha quando estás sentada num jeep e a poucos metros de distância tens um leão do Serengeti a olhar para ti.

 

Quando um felino deste porte aparece na tua frente, o tempo parece que pára e tu nem respiras, tentando aproveitar o momento.

 

Alguns (mais sensatos) ficam receosos - afinal é um animal selvagem com o poder de acabar connosco em menos de um minuto. Outros (como a maluca aqui) ficam maravilhados com a oportunidade de fotografar e estar tão perto de um animal tão majestoso.

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   O jovem leão não estava nada interessado em tirar uma selfie comigo (reparem como ele escondeu a cara) 😜 

 

Dizem que os gatos têm nove vidas, mas o mesmo não se pode dizer sobre o leão do Serengeti. A vida é dura e precária nesta paisagem implacável, e para o maior dos predadores africanos, bem como para as suas presas, a vida tende a ser bem mais curta, terminando mais frequentemente de forma abrupta do que em declínio gracioso.

 

Disseram-me que um leão macho adulto, se for afortunado pode alcançar, no máximo, a idade de 12 anos, não mais do  que isso.

 

Stress portanto não falta a estes animais, que assim como nós, também devem precisar de tirar uns momentos para relaxar. Como este jovem leão que eu fotografei a subir a uma árvore para fazer uma sesta 😊

 

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Digam lá se não é uma ternura? Parece mesmo o gatinho lá de casa não é? 😻

 

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O DESFILADEIRO DE ONEONTA

Olá amigos viajantes!

 

O desfiladeiro de Oneonta em Oregon, EUA,  é um daqueles tesouros escondidos que temos que ver para acreditar.

Se fadas e unicórnios fossem reais por certo viveriam num sitio destes!😊

 

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   Foto de Danny Saidman

 

Este riacho mágico é parte do deslumbrante desfiladeiro do Rio Columbia, que é uma maravilha natural por si só, e  deve ser um dos locais mais belos da América.

 

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Entrar no desfiladeiro é como entrar num mundo de fantasia. Ficamos imediatamente deslumbrados pelas enormes paredes rochosas, cobertas de musgo verde-esmeralda e pela luz especial que parece irradiar naquele local.

 

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A caminhada é curta mas não é propriamente fácil. Antes de atingirmos a recompensa que é a vista da maravilhosa cascata, temos de fazer face a alguns desafios e ultrapassar alguns obstáculos.

 

O Verão é a altura ideal para explorar este local porque o nível de água do rio baixa o suficiente para podermos caminhar no seu leito, isto porque na verdade não existe uma trilha definida e nós andamos todo o caminho no próprio leito do rio.

 

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Logo na entrada do desfiladeiro encontramos um atulhamento de troncos que é complicado de atravessar.

 

Os troncos são muitos e alguns são escorregadios e altos.

 

Se não tivermos muito cuidado, um bom calçado anti-derrapante e olharmos com atenção onde pomos os pés, podemos facilmente cair e sofrer um acidente.

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Depois dos troncos o percurso melhora e a água não ultrapassa a altura dos calcanhares mas a meio caminho o nível da água volta a subir e pode chegar até à altura do peito.

 

 

A água é gelada!!! Tu quase perdes a respiração de tão fria que é. O que vale é que esta secção é bastante curta e não leva mais do que um minuto a atravessar.

 

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É possível ir pelas bordas rochosas do desfiladeiro para tentar evitar a secção que tem água mais profunda, mas esta via também não é fácil porque as bordas são muito irregulares e escorregadias. Vi algumas pessoas a tentarem e a não conseguirem,  acabando por cair dentro de água.

 

Passado este obstáculo o resto do caminho é mais simples e podemos aproveitar para relaxar e fotografar enquanto deslumbramos-nos com as maravilhas da mãe natureza.

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E depois… Eis que aparece a jóia da coroa, a recompensa de todo o nosso esforço - A espectacular cascata!

 

Podemos levar fato de banho para tomar banho lá.  Eu entrei e saí o mais rápido que conseguia porque ia morrendo de hipotermia de tão fria que era a água 😁.

 

Eu já sabia que era assim, porque durante a travessia já me tinha molhado, mas achei que já que tinha chegado até ali valia a pena experimentar, afinal só se vive uma vez.

 

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Se visitarmos cedo e num dia de semana, não há quase ninguém e nós podemos usufruir em paz e sossego deste mundo encantado.

 

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Tchau!

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SAFARI NO DESERTO

Olá amigos viajantes,

 

O deserto muitas vezes é considerado apenas um lugar seco, agreste e sem vida, mas nada pode estar mais longe da verdade.

 

Até uma paisagem árida tem os seus encantos e numa viagem ao Dubai, eu descobri como o deserto pode ser excitante e encantador.

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O pôr do sol é particularmente maravilhoso, assim como os milhões de estrelas que brilham sem interferência num céu nocturno livre da poluição criada pela iluminação artificial das cidades.

 

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Nenhuma visita ao Dubai fica completa sem se fazer um Safari no deserto. Esta é alias, quanto a mim, a actividade mais interessante que se pode levar a cabo neste país e a única que nos pode dar um vislumbre, ainda que ao de leve, do que eram os Emiratos e a vida das suas gentes antes do petróleo e de toda a riqueza que veio com ele.

 

Num país onde tudo parece ser artificial, onde proliferam torres de vidro e centros comerciais, este safari é das poucas  experiência que ainda pode ter alguma autenticidade. Claro que é orientado para o turista, mas pelo menos permite descobrir um pouco da herança cultural e da tradição histórica local.

 

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Existem muitas empresas de turismo que organizam viagens para o deserto com uma grande variedade de actividades. Podemos optar por fazer um safari de manhã à tarde ou à noite.


Para mim aquele que começa à tarde e se prolonga pela noite dentro é o ideal porque nos permite escapar ao calor sufocante que nos tortura durante o dia e ainda vivenciar o deserto à noite.

 

O safari que escolhi começava na parte da tarde com um passeio emocionante pelas dunas num 4x4. O passeio é repleto de acção e é tudo menos calmo!

 

Os motoristas, que devem ter muita experiência, são fantásticos a navegar neste terreno. Antes de arrancarmos eles esvaziam um pouco os pneus. Aparentemente isto é necessário para se poder conduzir neste terreno arenoso e acidentado.. Os veículos sobem e descem as dunas a toda a velocidade. Parece que estamos numa montanha russa, é super divertido!

 

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Podemos dizer ao condutor para ir mais depressa ou mais devagar, mas a adrenalina está em ir bem depressa e deslizar por entre as dunas de areia às vezes num ângulo de 45 graus, é aí que está a diversão!

 

O passeio não é recomendado a quem tem problemas de costas e a grávidas.

 

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Depois da aventura nas dunas seguimos para uma espécie de quinta de camelos, onde pudemos ver de perto estes animais, saber como são criados, montar um ou só fotografar.

 

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De seguida fomos levados até uma tenda beduína para conhecermos uma tribo tradicional que se dedicava à falcoaria.

 

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Uma demonstração desta antiga arte foi feita para podermos apreciar.

 

Os pássaros tem um capacete que cobre os seus olhos e as suas orelhas. Esta privação sensorial foi projectada para ajudar o pássaro a permanecer relaxado antes de um voo. Uma vez removido o capacete, o pássaro entra em modo de ataque.

 

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Os falcões, treinados ​​para a caça, são usados no Médio Oriente há mais de 18 séculos.

 

Antigas tribos beduínas treinavam estas aves de rapina para arranjar carne para as suas famílias durante os meses de Inverno.

 

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Foi-nos explicado que os beduínos treinavam um pássaro jovem no Outono, caçavam com ele durante todo o Inverno e depois libertavam-no na Primavera, no final da temporada de caça, para que ele pudesse migrar para climas mais frios.

 

Hoje em dia, graças ao ar-condicionado, os falcões podem ser mantidos durante todo o ano.

 

A apresentação terminou bem a tempo de assistirmos ao maior espectáculo do deserto - O pôr do sol 


É verdadeiramente memorável! Todos deviam ter oportunidade de ver esta beleza pelo menos uma vez na vida.😊

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Assim que anoitece todos os veículos seguem para um grande acampamento no meio do deserto. Há tendas, tapetes, mesas, almofadas e cadeiras no acampamento para as pessoas se sentarem e relaxarem.

 

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No acampamento há também água mineral, refrigerantes e uma variedade de petiscos esperando por nós. Podemos provar café árabe e tâmaras.


As mulheres podem fazer tatuagens henna nas suas mãos ou pés. Pode-se andar de camelo, ou comprar uma lembrança. Também se pode experimentar o Shisha, que é o famoso cachimbo de agua tradicional árabe.

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Enquanto nos divertimos com estas actividades, o jantar é preparado. Carnes grelhadas e uma variedade de pratos ocidentais e árabes incluindo pratos vegetarianos são servidos em buffet.

 

Durante o jantar é providenciado entretenimento na forma de um bailarina de dança do ventre tradicional. Depois de ela nos impressionar com os seus movimentos e de dançar até com uma espada, chama-nos ao palco para participarmos também.

 

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Uma vez terminado o jantar e o espectáculo todos os veículos começam a voltar. Dependendo do safari escolhido temos a opção de passar a noite no deserto. Quem não fica parte por volta das 10 da noite.

 

No geral foi uma boa experiência que recomendo a todos!

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TA PROHM I O TEMPLO ONDE REINAM AS ÁRVORES

Olá amigos viajantes!

 

Se são fãs de Laura Croft e viram o primeiro filme Tomb Raider, interpretado por Angelina Jolie, são capazes de reconhecer o lugar de que vos vou falar hoje - Ta Prohm.

 

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Ta Prohm - um dos lugares mais inacreditáveis que já visitei na vida - é o nome de um dos templos de Angkor, na Província de Siem Reap, no Cambodja.

 

 

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Construído no final do século XII e início do século XIII Ta Prohm está localizado aproximadamente um quilometro a leste de Angkor Thom, antiga capital do Império Khmer e, diferentemente da maioria dos templos de Angkor, foi deixado, na sua maior parte, no mesmo estado em que foi encontrado.

 

A decisão de manter o templo como estava foi sábia porque, de outro modo, não seria possível reproduzir a atmosfera mágica criada pelas árvores que crescem a partir das ruínas e da selva envolvente e que transformam este lugar num sitio único e incrivelmente fotogénico.

 

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Os templos cobertos de raízes mostram exactamente o que a mãe natureza pode fazer quando assume o controle.

 

Explicaram-me que as raízes das árvores fixaram-se ao arenito poroso das paredes, extraindo a água das chuvas que ficava retida nas próprias pedras, e ao longo do tempo foram crescendo, lentamente esmagando os edifícios ao mesmo tempo que os seguravam e transformavam.

 

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É um prazer explorar este lugar cheio de recantos e formas especiais - formas naturais e formas esculpidas, já que os edifícios que compõe o templo estão cheios de interessantes gravuras.

 

Aqui temos a sensação de estar perante uma grande, original e inovadora obra arquitectónica, assinada em conjunto por dois fantásticos arquitectos: a natureza e o homem 😊.

 

Em Ta Prohm existem obras continuas de restauração que se traduzem principalmente por reparos que visam impedir  uma maior deterioração dos edifícios, mas muitos deles já foram completamente tomados pelas árvores, e agora é difícil parar o seu crescimento.  

 

A minha máquina fotográfica infelizmente não é profissional por isso as imagens não conseguem transmitir a beleza e a luz mágica deste local mas pelo menos ficam com uma ideia.

 

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Espero que tenham gostado 😃

 

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UM ENCONTRO FELIZ | A MINHA EXPERIÊNCIA COM OS MACACOS FOLHA PRATEADA

Olá amigos viajantes,

 

Na Malásia, em Kuala Selangor, numa colina histórica chamada Bukit Melawati perto de uma fortaleza construída no sec. XVIII, encontramos uma população residente de macacos selvagens designada por macacos de folha prateada (silver leaf monkeys).

 

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Estes afáveis e simpáticos macacos vivem em manguezais e florestas costeiras , e são uma espécie ameaçada que pode ser encontrada apenas em Bornéu, Sumatra e na costa oeste da península da Malásia. O seu habitat natural foi diminuindo devido às plantações madeireiras e à exploração de petróleo. Eles também são caçados para a carne e comércio de animais.

 

Quem já deu uma vista de olhos pelo meu blog já reparou com certeza que adoro animais 😊 nunca tive uma experiência negativa com nenhum mas tendo viajado pelo Sudoeste Asiático cruzei-me várias vezes com macacos que podem ter comportamentos agressivos e tentar roubar a nossa comida ou alguma coisa que achem mais interessante, por isso não estava à espera de encontrar macacos tão doces e amigáveis na Malásia.

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A sociedade dos macacos folha prateada é matriarcal, ou seja, aqui são as fêmeas que mandam - isso talvez explique porque é que esta espécie é tão calma e pacífica 😜.

 

Quando cheguei a Kuala Selangor os macaquinhos estavam por todo o lado, sentei-me num banco e logo um deles, mais velhinho, sentou-se ao pé de mim, ele parecia tão calmo que arrisquei fazer-lhe uma festa. Ele não pareceu ficar incomodado e até pareceu gostar.

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Os folha prateada adultos são acinzentados mas os recém-nascidos são cor de laranja, o contraste é tão grande que os filhotes parecem todos adoptivos. Os especialistas acreditam que esta diferença de cor permite às mães identificar melhor os seus jovens filhos que tendem a ser muito activos e intrépidos. Os jovem macacos transitam de cor apenas três meses depois de nascerem.

 

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Na colina podemos encontrar uma pequena barraquinha que vende legumes que podemos comprar se quisermos alimentar estes primatas - eles agradecem é claro!

 

Mesmo quando alimentados à mão os macacos folha prateada são animais surpreendentemente suaves em comparação com os seus primos, os macacos de cauda longa. São mesmo macaquinhos bem-educados e adoráveis!

 

Depois de os alimentar fiquei sentada no chão ao pé deles e mesmo depois da comida acabar eles pareciam ter tanta curiosidade sobre mim como eu sobre eles. Muitos aproximaram-se tocando-me com as suas mãozinhas suaves e delicadas, os mais pequeninos queriam brincadeira e até uma mamã aproximou-se com o seu filhote laranja para me mostrar - fiquei encantada!

 

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   Foto de família 😜

 

Algumas pessoas querem ver os macacos, mas não parecem saber como interagir com eles  -  eu reparei numa família que visitava a colina e que se aproximou dos pequenos primatas com tanto medo que os seus gritos assustaram os animais. Apesar de delicados os folha prateada às vezes saltam para cima das pessoas, não magoam, mas podem assustar quem não está preparado.

 

Como eu sentei-me logo no chão e fiquei no nível deles, não tive qualquer problema, eles aproximaram-se no seu ritmo e não sentiram necessidade de saltar. Um deles acabou por vir para cima do meu joelho mas ficou ali quietinho, deliciado com as minhas festas e até as retribuiu, achei o máximo!

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A energia que aqueles animaizinhos transmitiam era tão boa e tão positiva que até me senti comovida.

 

Sei que este não é o tipo de “programa” que agrade a muita gente, mas para quem é apaixonado pela vida animal como eu, foi uma emoção poder contactar com uma espécie de primatas que desconhecia e que se revelou tão gentil e doce, tão “humana” até. Definitivamente foi um dos pontos altos da minha última visita à Malásia.

 

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PELAS MONTANHAS DE CUBA

Olá amigos viajantes!

 

Durante uma estadia em Varadero em Cuba resolvi conhecer um pouco mais deste lindo país e marquei um tour que me levou às montanhas de Escambray no Parque Natural Topes de Collantes e ao Parque Nacional Guanayara. O tour incluía também uma visita a Trinidad (mas isso conto-vos noutro dia)

 

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A aventura começou bem cedo com um voo de cerca de 1 hora num helicóptero russo Mi-8.

A experiência logo ali tornou-se interessante porque o helicóptero fazia lembrar-me aqueles filmes de guerra porque voava com a porta aberta.


Eu que quis ficar sentada bem na frente da porta podia sentir o meu coração a bater mais forte enquanto o vento soprava na minha cara e o horizonte se desenhava na minha frente sem qualquer interferência de portas ou janelas.

 

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O helicóptero aterrou em Topes de Collantes e de lá fomos transferidos por um velho caminhão do exercito para o Parque Nacional Guanayara. O trajecto durou cerca de 45 minutos e devo confessar que a minha coluna sofreu um pouco naquelas estradas acidentadas e sinuosas 😜

 

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No caminho, paramos algumas vezes para apreciar a vista deslumbrante enquanto o nosso guia dava-nos algumas informações sobre Topes de Collantes e sobre a Sierra del Escambray.

 

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Topes de Collantes, que literalmente podemos traduzir por Collantes Altos fica 800 metros acima do nível do mar e juntamente com o pico Potrerillo e o pico de San Juan estão localizados na faixa de Escambray.

 

Estas montanhas são compartilhadas pelas três províncias centrais da ilha; Villa Clara, Cienfuegos e Sancti Spiritus.

 

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Os ventos húmidos provenientes do Oceano Atlântico fazem da face norte destas montanhas um luxuoso refúgio para plantas e animais, enquanto a face Sul, mais seca, para alem de albergar importantes ecossistemas é ainda a casa de dois Patrimónios Mundiais da UNESCO - O Valle de Los Ingenios (Vale dos Moinhos de Açúcar), e a cidade de Trinidad, ambos excelentes exemplos da Cuba colonial do século XVII.

 

Uma vez chegados ao Parque Nacional Guanayara os nossos guias fizeram uma breve introdução e em seguida começamos a nossa caminhada pela floresta tropical.

 

A caminhada não é muito difícil, mas em alguns sítios temos de atravessar riachos e passar por cima de troncos por isso convém usar calçado que não seja escorregadio.

 

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Ao longo do trilho explicaram-nos muita coisa sobre as plantas locais e foram mostrando algumas mais especiais que tinham propriedades curativas. Vimos também muitas flores silvestres coloridas e pássaros como o Tocororo. Este pássaro é considerado símbolo nacional em Cuba porque as suas penas são da mesma cor que a bandeira cubana: vermelho, azul e branco. O seu nome deriva do som que faz quando canta : "toco-toco-tocoro-tocoro”😊

 

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Durante o passeio eu peguei numa flor bonita grande que já estava caída no chão (não arranquei) e coloquei na minha blusa e então aconteceu uma coisa linda - um beija-flor pequenino veio direito a mim e tentou pousar na flor - eu nem queria acreditar! Fiquei tão feliz😃

Foi rápido demais para tirar foto infelizmente, mas é uma memória que guardo com muito carinho.

 

Paramos depois nas quedas de água El Salto de Rocio.

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Esta cascata não é muito grande e tem uma pequena piscina na parte inferior mas o melhor sitio para tomar banho é numa lagoa que fica um pouco mais à frente.

 

Esta linda piscina natural é ideal para um mergulho rápido. A água é muito fria, e quando lá chegamos começou a chuviscar mas o dia estava muito quente e abafado por isso um mergulho na lagoa foi bastante agradável e refrescante. Os mais aventureiros podem balançar-se numa liana e mergulhar. Eu como não tenho vocação para Tarzan (ou Jane) e sou super friorenta preferi entrar na água por meios mais tradicionais - descendo as escadinhas de madeira que instalaram no local bem de-va-ga-ri-nho para não entrar em choque térmico 😜

 

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Ao longo da trilha para El Rocio podemos ver também uma plantação de café, uma grande caverna (que não cheguei a visitar) e diversas outras quedas de água. Finalmente no final da trilha encontramos um restaurante - Casa Gallega- onde se come bem.

 

A comida é simples - frango assado, arroz e batata - mas o frango era tenrinho e saboroso e depois daquela caminhada o apetite era mais que muito por isso tudo sabe bem.

 


Realmente gostei muito do dia que passei no Parque Nacional Guanayara, espero que vocês tenham gostado de ler sobre ele!

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Tchau!
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MY TRAVEL WISH LIST | THE DEVIL' S POOL

Olá amigos viajantes!

 

Já tinham ouvido falar em The Devil's Pool (A Piscina do Diabo)?  

 

Esta é a mais incrível piscina natural do mundo!

 

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  Foto by MICHAEL BAYNES VIA GETTY IMAGES

 

Este sitio inacreditável surge a cada ano na margem de Victoria Falls, na fronteira da Zâmbia com o Zimbabué, quando a estação seca reduz os níveis de água criando uma borda rochosa que impede quem lá estiver de ser arrastado pela força do Rio Zambeze para uma queda de água de mais de 100 metros.

 

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Centenas de aventureiros à procura de emoções fortes e uma injecção de adrenalina rumam a este local para desafiar a natureza e tirar fotos incríveis.

 

Apesar da aparência assustadora é possível chegar até à ponta do precipício de forma suave e apoiado por cordas. Os mais destemidos (loucos) optam por saltar.

 

Este sitio está na minha lista há algum tempo, só não sei se vou ter "tomates" de lá ir! 😜

 

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Enquanto não ganho coragem para visitar a piscina do diabo sigam as minhas mais recentes aventuras no Instagram e no Facebook!

 

Tchau!

Travellight



UM ELEFANTE NUNCA ESQUECE!

Olá amigos viajantes!

Quem aí gosta de elefantes? já imaginaram passar um dia com um?

 

Pois eu viajei de propósito para Chiangmai, na Tailândia para ter essa experiência,

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Eu pesquisei bastante antes de visitar Patara Elephant Farm, isto porque, como amante da vida animal não queria de forma nenhuma visitar um local onde os elefantes não fossem bem tratados.

 

A decisão não é fácil, o turismo animal é uma parte importante da economia Tailandesa e culturalmente a forma como os elefantes são vistos no país (e um pouco por toda a Ásia) choca um pouco com a visão dos que defendem o respeito e a preservação de todas as  espécies. O Elefante, apesar de ser considerado um animal sagrado, é visto como um animal de trabalho, um instrumento, algo sem sentimentos, que é para ser usado e abusado... 

 

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Podemos sempre optar por só ver estes animais em parques naturais e no seu ambiente natural, e talvez isto seja mesmo o mais correcto. Eu tendo experimentado as duas coisas prefiro a primeira, mas considero que a interacção positiva com animais em vias de extinção é muito importante para a sua preservação.

 

As crianças, os jovens ou mesmo os adultos, não vão querer matar algo que conhecem bem, com quem criaram laços, que conhecem pelo nome próprio.

 

E depois os verdadeiros santuários acabam por dar emprego a muita gente que de outra forma iria explorar o animal de outras formas mil vezes piores. Pode ser talvez ingenuidade minha mas considero estes santuários, pelo menos os que tem provas dadas na preservação de uma espécie, um mal menor.

 

Graças a Deus aos poucos os esforços de preservação estão a começar a ter algum efeito mas ainda há muito a fazer para mudar mentalidades.  

 

Escolhi Patara Elephant Farm porque era aquele que, de tudo o que li, parecia reunir as melhores condições para os animais e ainda assim vi lá algumas coisas de que não gostei, mais adiante explico-vos. 

 

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A primeira impressão do local foi fantástica pois assim que cheguei fui apresentada a um elefante recém nascido (só tinha um mês) que junto de sua mãe corria livremente pelo terreno metendo-se com toda a gente que encontrava à procura de brincadeira, 😄.

 

Era pequenino mas já tinha muito peso e um pequeno toque dele quase levou-me ao chão, (o que também não é difícil considerando que sou uma meia-leca 😜)

 

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Após este momento de grande diversão um dos fundadores do santuário fez uma apresentação de cerca de uma hora sobre as condições de vida dos elefantes na Tailândia, sobre os abusos que os pobres animais sofrem e sobre os esforços de conservação da espécie e deu-nos alguma informação, exemplificando, a forma como podemos verificar se um elefante é saudável, está bem cuidado e é feliz.

 

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Os elefantes que encontramos na fazenda, segundo nos disseram, foram resgatados de outras fazendas onde eram maltratados ou foram abandonados por proprietários que já não podiam mantê-los. 

 

A família que gere esta fazenda considera-se apenas a zeladora dos elefantes que estão no local - e não a proprietária deles, mas a verdade é que confessaram-nos que à noite os animais são acorrentados para não deambularem para fora do local, as correntes são longas e permitem ao animal movimentar-se mas ainda assim, não gostei muito de ouvir isto... 😕

Segundo foi-nos explicado esta política foi imposta depois de ocorrer um acidente em que um elefante chocou com um carro numa estrada perto da fazenda. O elefante sobreviveu ao acidente; mas o condutor infelizmente não.

 

Também foi-nos explicado que na Tailândia o numero de elefantes baixou para quase metade nos últimos 30 anos por isso a saúde, reprodução e longevidade dos animais são as principais missões deste santuário, que apresenta taxas muito positivas de sucesso.

 

Elefantes tendem a morrer de desnutrição, infecções da pele, e problemas mentais, assim estes são os principais focos de atenção no cuidado com o elefante. 

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A fazenda só permite um numero reduzido de visitantes por dia, tens de fazer a reserva on-line com muita antecedência para conseguir um lugar. No programa em que participei é atribuído a cada um "o seu próprio elefante" o que basicamente significa que enquanto estiver na fazenda o participante tem a seu cargo a alimentação, banho e exame de saúde do seu elefante.

 

O animal é escolhido de acordo com a nossa altura e personalidade, a pessoas com uma personalidade mais tímida, por exemplo, são atribuídos elefantes mais sossegados e de temperamento mais calmo.

 

Eu fiquei com um jovem elefante chamado Shampoo 😊

Para criar um laço com o animal a primeira coisa que nos pedem para fazer é alimenta-lo com bananas e cana do açúcar.

Ao mesmo tempo ensinam-nos comandos básicos de voz para lidar com estas adoráveis criaturas.

 

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Segue-se depois o exame de saúde para saber se o elefante está saudável e feliz:

Devemos caminhar à volta do animal para observar o seu comportamento - se ele estiver a abanar as orelhas e a bater o rabo é sinal de que está feliz.

 

Devemos verificar se os olhos do elefante são brilhantes e claros e não estão com secreções em excesso. Olhos baços indicam doença ou dor. As orelhas também não devem ter quaisquer secreções ou mau cheiro.

 

Para ter certeza de que não há erupções cutâneas ou crescimento de fungos no corpo de um elefante, a pele deve também ser examinada com cuidado assim como as cutículas em torno das unhas. Por último temos de verificar o cocó do animal que se for saudável não cheira mal.😝 

 

O passo seguinte é limpar o animal, sacudir a terra do seu corpo e depois dar-lhe um banho e escova-lo bem.

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Depois de terminado este processo podemos, se quisermos, montar o elefante - mas sem sela.

 

Foi-nos explicado que as selas e cadeiras são muito pesadas e magoam muito o elefante fazendo a sua coluna ficar torta, por isso não são permitidas na fazenda.

 

Eu resolvi experimentar, e subi para cima do elefante e fiquei nos seus ombros.

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O Shampoo era um elefante jovem, ainda baixinho mas ainda assim quando subi para cima dele pareceu-me que estava tão no alto 😮

 

Montar o elefante foi uma experiência única... o trilho levava-nos pelas montanhas e a vista era deslumbrante. O dia estava encoberto e quente mas havia muito nevoeiro e isso criava um ambiente quase mágico! Eu senti-me verdadeiramente abençoada por poder estar ali 😊

 

De repente começou a chover e o caminho ficou todo enlameado e os elefantes começaram a escorregar. Aí pensei - ok, vou cair pela ravina e  a minha vida acaba aqui! Morro agora, mas morro feliz! 

 

Para minha sorte o Shampoo tinha um grande equilíbrio e conseguimos chegar ao nosso destino sem qualquer acidente😄

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Uma das coisas que não gostei durante a experiência foi a forma como os mahout (instrutores) tratavam os elefantes. Algumas vezes para fazer mexer o elefante, quando este não queria, o mahout puxava pelas orelhas do animal. Eu perguntei se isso não magoava e eles insistiram que não, mas a mim custou-me muito a acreditar nisso 😒

 

Normalmente, um mahout começa criança na profissão familiar e é-lhe atribuído um elefante jovem para treinarem. Por isso a forma como tratam a criatura é uma questão cultural. Acredito que para eles puxar a orelha do animal é perfeitamente normal e provavelmente eles também não percebem a nossa sensibilidade ocidental. 

 

Por mais de uma vez pareceu-me que as atracções na fazenda eram os próprios visitantes, tal era a forma como os mahouts pareciam olhar para nós. Acho que para eles é incompreensível alguém pagar para dar banho aos elefantes e cheirar o seu cocó! 

 

Acho o esforço de conservação muito importante, e locais como Patara necessários, mas também acho que tem de se investir mais na educação pois é a única forma de alterar crenças enraizadas. De que serve ter um santuário se depois algumas das pessoas que trabalham nele e que estão em contacto directo com os elefantes, não compreendem a importância nem o porquê do que estão a fazer? 

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No geral foi uma experiência incrível onde senti que aprendi algo de importante e tive oportunidade de conhecer de perto uma das criaturas mais belas do planeta.

 

Dizem que os elefantes nunca esquecem, espero que o Shampoo nunca se esqueça de mim da mesma maneira que eu nunca me vou esquecer dele!

 

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Tchau!

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