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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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O FORTE DE AMBER I JAIPUR, INDIA

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Quando te afastas do reboliço do centro de Jaipur, e te metes à estrada, começas passado pouco tempo, a ver muralhas que serpenteiam pelas montanhas. Depois, imponente, bem em cima da Colina das Águias, está uma das principais atracções da cidade: o Forte de Amber e o seu Palácio.

 

É uma vista e tanto…

 

A minha imaginação fértil perde-se logo em fantasias do que teria sido a vida atrás daqueles portões, há séculos atrás.

 

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Sou arrancada, violentamente dos meus sonhos pela dura realidade de dezenas de vendedores de rua que de um momento para o outro me cercam e quase me impedem de avançar na direcção dos jipes que fazem a subida até ao forte.

 

Próximo dos jipes estão os elefantes. Pintados e engalanados como se ainda vivessem no tempo dos marajás. São lindos e dão uma bela foto, mas estas pobres criaturas são exploradas e mal tratadas enquanto carregam turistas despreocupados (e mal informados) colina acima, até ao Forte.

 

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É uma cena, para mim, lamentável, porque os pesados assentos danificam as colunas dos animais e o asfalto quente queima as suas patas, isto para não falar de todo o processo que a “domesticação” do animal envolve. Mas graças a Deus, aos poucos, vozes insurgem-se contra a crueldade e mais pessoas consciencializam-se do errado que é permitir que estes sensíveis animais continuem a sofrer.

 

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A subida pode ser feita a pé mas de jipe é mais rápida (e trepidante 😬).

 

Em pouco tempo chegas ao Portão do Sol, o portão principal do Forte.

 

Mandado construir em arenito vermelho e mármore em 967 pelo marajá Man Singh, O Forte, que entretanto sofreu várias melhorias e adições arquitectónicas, mistura harmoniosamente o estilo Hindu e Mogol (ou Mugal).

 

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O palácio, acrescentado no séc. XVI, é atraente e opulento e está dividido em várias áreas individualizadas, cada uma com seu próprio portão de entrada e pátio .

 

Há muitos pontos interessantes mas destaco aqui alguns que me chamaram mais a atenção:

 

O templo de Sila Devi. É um templo pequeno mas que impressiona pela sua delicada e belíssima decoração.

 

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  foto de Adriana Silva 

 

Jaleb Chowk ou Pátio Principal, que era a zona onde os exércitos do Marajás outrora exibiam os seus saques de guerra para toda a população ver.

 

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Diwan-I-Am ou Salão de Audiência Pública, tem uma arquitectura bonita e atraente. Este salão onde o Marajá recebia os seus súbditos tem paredes e pilares em arenito vermelho decoradas com belos relevos.

 

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Sheesh Mahal ou Palácio dos Espelhos, é talvez a área mais interessante porque consiste numa sala, toda decorada com espelhos que, segundo dizem, consegue ser iluminada por uma única vela ou raio de sol, porque o reflexo da luz (da chama ou sol) nos espelhos ilumina toda a divisão. Parece uma caixinha de jóias. 

 

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Sukh Niwas, ou Salão do Prazer, tinha a particularidade de ter um canal de água que corria dentro do palácio e fluia para o jardim, proporcionando um clima fresco e artificialmente criado por ventos que sopravam sobre a água corrente. Era uma espécie de ar-condicionado da antiguidade.😀

 

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Um outro detalhe que achei interessante foi o Forte de Amber e o seu Palácio estarem conectados por uma passagem subterrânea ao Forte de Jaigarth. A ideia era proporcionar uma rota de fuga em tempos de guerra aos membros da família real.

 

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Tanto o forte como o palácio, encontram-se em excelente estado de conservação e são considerados Património da Humanidade pela UNESCO.

 

É um lugar onde consegues vislumbrar o que era a vida e a riqueza dos Marajás. Onde histórias de príncipes e princesas das Mil e Uma Noites parecem ganhar vida.

 

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É lindo! Sem dúvida é uma atracção incontornável para quem visita a Índia. Recomendo muito!

 

Tchau!

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UMA CASA DE LOUCO(S)

“Só há uma diferença entre um louco e eu. O louco pensa que é são, mas eu sei que sou louco” - Salvador Dali

 

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A primeira vez que vi uma reprodução das pinturas de Salvador Dali, era bem novinha e fiquei profundamente impressionada pelo universo estranho que ele conseguia criar. Era tão diferente dos quadros que tinha visto até então…

 

Fiquei perdida a olhar para os relógios meio derretidos pendurados em ramos no deserto e ovos donde nasciam seres humanos.

 

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Dali usava os sonhos (pesadelos?) como inspiração e os quadros, dizia ele, eram uma manifestação do seu subconsciente.

 

Tudo aquilo fascinou-me e até hoje Dali é um dos meus pintores preferidos.

 

É natural portanto que tivesse curiosidade em conhecer Figueres, a cidade onde nasceu.

 

Figueres é uma pequena localidade, situada a cerca de uma hora de Barcelona e por ser a cidade natal de Salvador Dali alberga um Museu com o seu nome que é considerado o maior objecto surrealista do mundo.

 

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Dali era uma pessoa excêntrica, com uma imaginação fértil e este museu espelha bem a sua personalidade e a pessoa que ele era.

 

O edifício, um antigo teatro, é no mínimo original. Conseguimos ver de longe a sua fachada colorida com ovos no topo - ovos? 😲 sim leram bem - ovos! 😃

 

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O que uma visita a este (louco) museu tem de interessante é que permite observar o crescimento de Dali enquanto artista, As suas pinturas iniciais incluem naturezas-mortas, paisagens e retratos mas os corredores tem muitos esboços e desenhos onde podemos começar a ver o surrealismo a emergir.

 

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Alguns quartos, como o quarto Mae West representam já o ponto alto da arte surrealista de Dali. O quarto, suas mobílias e cortinas foram desenhados para, de longe, criar a ilusão do rosto da conhecida actriz Americana.

 

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Na casa-museu encontramos também esculturas, hologramas, cenários de filmes e jóias incomuns.

 

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Uma peça de que gostei muito foi uma jóia que imitava um pequeno coração a bater. O coração, incrustado de rubis, tinha um mecanismo que realmente parecia fazer o coração palpitar. Era estranho mas ao mesmo tempo bonito e delicado.

 

 

Mas há tantas obras de arte neste espaço que é difícil saber para onde olhar. Em cada canto descobres alguma coisa nova. 

 

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É fácil de perceber porque Salvador Dalí é considerado um dos expoentes máximos do movimento surrealista. Além de criar cerca de 1500 pinturas e milhares de obras de arte, colaborou com grandes realizadores de cinema como Luís Buñuel e Alfred Hitchcock, escreveu livros e fez uma fortuna com cartazes comerciais e publicidade (sabiam que foi ele que desenhou o logotipo do Chupa Chups, por exemplo?).

 

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Dalí foi um dos mais irreverentes e inovadores artistas do século XX e uma visita a Figueres e à sua casa-museu é uma óptima oportunidade de conhecer e perceber melhor a sua obra. 

 

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DICAS:

  • O museu é muito popular e há o risco de não conseguir bilhetes para visitar no próprio dia por isso é preferível, e mais confortável, comprar os bilhetes on-line

 

  • É possível comprar bilhetes para visitar o museu de noite.

 

  • Figueres tem duas estações de comboio: Fugueres Vilafant e Figueres, esta última fica no centro da cidade e é a mais próxima do Museu.

 

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Tchau!

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PARQUE GWK EM BALI I UM ENGANO QUE VALEU A PENA

Era o meu segundo dia de férias em Bali, quando cheguei ao Parque Cultural Garuda Wisnu Kencana enganada, literalmente enganada pelo motorista de táxi com quem antecipadamente tinha acordado os lugares que queria visitar e quanto ia pagar.

 

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Acontece que o taxista tinha também, com toda a certeza, um acordo com o Parque para levar para lá turistas e ele queria ganhar dos dois lados 😣


Taxistas.... infelizmente é o que se sabe, seja em que lugar do mundo for, o mais certo é enganarem-te…

 

Tive um ataque de nervos quando percebi que ele ia deixar-me no parque apesar de eu ter dito que não estava interessada. Tinha outras prioridades na minha lista e só pensava visitar este parque se no fim tivesse tempo para isso.

 

Mas agora já lá estava e não havia nada a fazer, a menos que eu quisesse discutir a sério com o taxista e arriscar-me a que ele fosse embora de vez, deixando-me sem saber se encontrava outro para saír dali.

 

Resolvi por isso respirar fundo e não permitir que esta situação me estragasse o resto do dia.

 

Foi o melhor que fiz. Como diz a minha amiga Marta do blog Nota Dissonante, "se a vida te der limões faz uma limonada". 😃

 

O Parque acabou por ser bem melhor do que eu pensava e no fim devo admitir que até me diverti.

 

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O Parque Cultural Garuda Wisnu Kencana (GWK) ainda está em construção e tem como intuito apresentar o património cultural Indonésio através de exposições e performances ao vivo de música e dança. É também conhecido por ter uma estátua monumental de Garuda Wisnu.

 

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Esta estátua que representa o Deus Hindu Vishnu e o seu amigo de confiança Garuda foi, segundo me disseram, concebida para ser uma das maiores estátuas do mundo. Neste momento ainda está dividida em várias partes, que na obstante conseguem impressionar pela sua grandeza.

 

Está previsto que todas as partes da estátua estejam montadas em 2018-2019.

 

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O Garuda é uma criatura que aparece na mitologia hindu e budista e que é semelhante a um pássaro. Diz a lenda que era  grande o suficiente para tapar o sol.

 

O parque é enorme e está organizado em várias áreas distintas. Um dos pontos mais importantes é a Praça Wisnu, onde está a cabeça do Deus Vishnu. Esta zona é considerada um local sagrado por isso não podemos entrar de calções ou de vestido curto. Mas isso não é um grande problema porque se não tivermos calças ou uma saia comprida a organização do parque empresta um lenço grande que podemos usar para tapar as pernas.

 

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Há uma sala de exposições que quando fui tinha uma mostra de trajes Balineses bastante interessante (e às vezes assustadora 😳).

 

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O anfiteatro é outra das áreas de destaque. Aqui podemos assistir a espectáculos de dança e música. Estas performances estão incluídas no bilhete de entrada (que custa 8 US Dolares) e são uma óptima forma de conhecer um pouco mais da cultura e tradições Balinesas.

 

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O parque tem também uma extensa área ajardinada por onde podemos passear a pé ou se preferirmos, de segway (que podemos alugar).

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Na área comercial, encontramos lojas de souvenirs e de roupa e restaurantes que oferecem autentica comida Balinesa. Um deles tem uma esplanada com uma vista espectacular. É o lugar ideal para terminar um passeio por este parque.

 

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E foi assim, meus amigos, que inesperadamente me diverti num local que não pensava visitar. 😃

 

Às vezes não vale a pena stressar quando algumas situações fogem ao nosso controlo. É melhor respirar fundo e aproveitar o momento o melhor possivel. 🙂

 

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Tchau!

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S. PETERSBURGO I A CIDADE DOS CZARS

São Petersburgo é talvez a cidade mais bela da Rússia.

 

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Está cheia de museus, de imponentes igrejas e extraordinários palácios.


Para mim as Noites Brancas - que normalmente duram de meados de Junho ao inicio de Julho - são a altura ideal para a visitar.

 

Nenhuma outra grande cidade pode rivalizar com a experiência que é passear nas ruas de São Petersburgo durante os meses de verão. São românticas, movimentadas, com eventos culturais variados e… cheias de luz natural à 01h00 da manhã!

 

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As Noites Brancas são um fenómeno curioso causado pela localização geográfica de São Petersburgo, a cidade mais ao norte do mundo.

 

Por estar tão a norte, há um período no ano em que o sol nunca desce o suficiente abaixo da linha do horizonte para o céu escurecer e aí vemos as noites tornam-se indistinguíveis dos dias.


Uma das melhores maneiras de ver S. Petersburgo é da água, num passeio de barco ao longo dos canais do rio Neva.

 

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Tudo em São Petersburgo é grandioso, detalhado e trabalhado. Até as estações de metro são ornamentadas como os palácios dos Czares.

 

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E falando em palácios ... há dois que tenho de destacar: O Hermitage, que serviu como residência oficial e Palácio de Inverno do Czar até à revolução em 1917, e que hoje é um dos mais importantes museus do mundo e o Palácio de Peterhof, Património Mundial da UNESCO.

 

O palácio de Inverno e a colecção de arte do Museu Hermitage são impressionantes, um dia inteiro quase não chega para ver tudo o que há para ver. Se estão a pensar em visitar comprem os bilhetes on-line para evitar as filas enormes na entrada.

 

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O Hermitage é gratuito na primeira quinta-feira de cada mês por isso programem a visita para esse dia se possível, mas preparem-se para grandes multidões 😧

 


O Palácio Peterhof, a cerca de 1 hora de comboio de S. Petersburgo, foi mandado construir por Pedro o Grande que inspirou o seu design no Palácio de Versalhes mas que o suplantou em grandiosidade e opulência. É uma experiência em si só ver as suas fachadas régias e elegantes, os interiores pomposos e ornamentados, os vasos de porcelana, as lareiras, os grandes espelhos… é uma overdose visual 🙂

 

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A principal atracção do palácio são as fontes e cascatas com estátuas douradas e mosaicos que adornam os belos jardins.

 

Outro monumento único na cidade é a Catedral do Sangue Derramado. Tanto o exterior como o interior são extraordinários. Acho que nunca vi uma catedral tão bonita 😲

 

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São Petersburgo é dominada pelo passado - por czares tirânicos, assassinatos, revolução e guerra. No entanto, apesar da violência da sua história, a cidade está notavelmente bem preservada e restaurada com muito bom gosto.

 

A população é jovem e (pelo menos aparentemente) mais afável e acolhedora que no resto da Rússia.

 

Vale bem a pena conhecer!

 

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MADE IN TAIWAN

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Quando o avião estava a aterrar em Taipei, eu não pensei, como de costume: “Boa um novo país para explorar!”, não… curiosamente aquilo que surgiu na minha cabeça foi a imagem de uma pequena tesoura desdobrável que quando eu era miúda se vendia por todo lado (não sei se se lembram disso??) e porquê? perguntarão vocês, bem, porque acho que foi a primeira vez na vida que reparei na etiqueta MADE IN TAIWAN. Perguntei à minha mãe o que aquilo significava e ela disse-me: “significa que a tesoura é feita na China”.

 

Mas Taiwan é na China? aquilo para mim não fazia sentido, se era na China devia de dizer “MADE IN CHINA” não? Bom, a minha querida mãe não teve paciência de me explicar mais nada (eu devo admitir que era uma criança muito chata, fazia muitas perguntas, questionava tudo 🤔, enfim tirava a paciência a um santo 😇

 

Nunca mais pensei nisso até este ano ter decidido aproveitar um voo barato (73 € - na JetStar Japan) de Tóquio para Taipei.

 

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Como no meu inconsciente estava que Taiwan era um território Chinês assumi que precisava de visto para entrar. Mas tive uma boa surpresa - não era necessário.

 

A dúvida ressurgiu na minha mente: afinal Taiwan é um país independente ou é parte da China?

 

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A relação de Taiwan com o seu vizinho do continente é complexa e muitas vezes difícil, É tudo muito complicado, mas do que me pareceu, a República Popular da China considera oficialmente Taiwan parte do seu território mas Taiwan mantém um governo independente, democrata e soberano. A situação chegou a um ponto em que os interesses económicos são tão importantes que cada parte fica com a sua ideia e ninguém se chateia 😃.

 

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Apesar da confusão, ou talvez por causa dela, Taiwan conseguiu criar uma identidade própria, forte e florescente não só do ponto de vista económico mas também social.

 

Mas considerações históricas à parte, vamos ao que realmente interessa: Vale a pena visitar Taiwan?

 

Numa palavra - SIM!

 

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Para quem aprecia arquitectura, Taipei, a capital, é uma interessante fusão entre o tradicionalismo chinês, influências Japonesas e o melhor da modernidade - o Taipei 101 - 3º edifício mais alto do mundo (que já foi o nr.º 1) é um bom exemplo disso. E depois encontramos árvores com mais de cem anos, riachos e quedas de água maravilhosamente integrados no tecido urbano 😊.

 

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Para quem gosta de natureza, metade do país está coberto de montanhas e tem nove parques nacionais, dos quais destaco o Parque Nacional de Taroko e o de Yangmingshan. Graças a uma rede ferroviária de alta velocidade, grande parte disso está agora acessível.

 

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E para quem o mais importante é comer bem… meu Deus, só vos posso dizer que os aromas, o cheiro a especiarias, principalmente quando cai a noite, está por todo o lado. A comida de rua é variada, deliciosa (às vezes estranha), rápida e barata mas também há restaurantes excelentes (e caros) e bons cafés.

 

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Para quem gosta de fazer compras, é um paraíso onde encontras de tudo, desde a mais barata loja de rua até às marcas mais luxuosas.

 

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As pessoas são super simpáticas e sempre dispostas a ajudar o visitante estrangeiro. Par terem uma ideia as estações de metro até oferecem guarda-chuvas grátis nos dias chuvosos! 😀

 

Por isso se estiverem a pensar em fazer uma viagem para aqueles lados, considerem passar por Taiwan. Eu não me arrependi nada da minha decisão! 😃

 

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A FLORESTA DE BAMBU DE ARASHIYAMA

Um dos locais mais bonitos para fotografar no Japão é a floresta de Bambu de Arashiyama

 

Não é à toa que se transformou numa das principais atracções da cidade de Quioto.

 

Ainda assim, nenhuma imagem pode capturar a sensação de estarmos sozinhos no meio desta floresta fantástica.

 

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Já tinha visto várias imagens do local, mas a primeira vez que lá fui fiquei (um pouco) decepcionada porque era uma área bem mais pequena do que parecia nas fotos por isso é importante, se estão a pensar visitar este lugar, ir mesmo, mas mesmo, MUITO, MUITO CEDO, porque quando começa a encher de gente parece ainda mais pequeno e perde-se quase toda a magia.

 

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Agora ao amanhecer, quando o silêncio é quase completo, com excepção do chilrear dos pássaros, e tu tens o trilho só para ti, aí posso dizer-vos, é verdadeiramente maravilhoso!

 

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Podemos contratar um riquexó para passear pelo trilho

 

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E aproveitar para visitar um templo próximo que tem jardins que dão para o trilho principal da floresta de bambu.

 

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Para aqui chegarem a partir da cidade de Quioto basta apanhar o comboio da linha JR Sagano, saír na estação de Arashiyama e andar cerca de 10 minutos seguindo as placas que indicam a entrada do famoso trilho de bambu.

 

A Estação de Arashiyma em si é muito bonita. Tem um comboio antigo em exposição, um pequeno jardim e um mural belíssimo.

 

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“When a storm comes, bamboo bends. It doesn't break.”


― Michelle Moran

 

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...E AGORA PARA ALGO COMPLETAMENTE DIFERENTE!

Que Londres é uma cidade fantástica para visitar já todos sabemos e a maioria de nós já conhece, ou pelo menos já ouviu falar do Big Ben, do London Eye, do Palácio de Buckingham Palace e de outros grandes marcos da capital Inglesa. Mas até numa cidade tão popular como Londres conseguimos encontrar alguns lugares e actividades que são menos conhecidos e que valem a pena experimentar.

 

Deixo abaixo algumas sugestões para quem está a pensar passar férias para aqueles lados:


Experimentem um gelado feito com nitrogénio líquido no Chin Chin Labs

 

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A adição de nitrogénio líquido torna o gelados densos e deixa-os com uma textura super lisa.
Há sempre uma variedade de sabores, que mudam todas as semanas, mas um dos mais populares é o Red Velvet - uma verdadeira de-li-cia!!

 

Em Portugal sei que há uma loja semelhante em Alvalade mas acho que não conseguem chegar à qualidade destes (mas isto é só a minha opinião é claro).

Morada: 49-50 Camden Lock Place, Londres NW1 8AF

 

Visitem o Kyoto Garden

 

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Este é um jardim de estilo japonês muito bonito, com uma queda de água, um lago cheio de carpas Koi, flores bem cuidadas, esquilos e pavões.


É pequeno, e por vezes enche muito por isso se gostam de paz vão de manhã bem cedo.

Morada: Holland Park, Holland Park Ave, Kensington, London W11 4UAR

 

Falso Downing Street

 

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Se querem pregar uma partida aos vossos amigos (e vê-los gritar "fake news!!") é só dizer que foram convidados para tomar chá com a Primeira Ministra Britânica em Downing Street e tirarem uma foto no nrº 10 da Adam Street. É (quase) igualzinha ao nr º 10 de Downing Street , só não tem os seguranças para vos expulsar de lá 😜

 

Visitem Little Venice

 

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Little Venice é bem perto da estação de Paddington e é o ponto em que o Regent’s Canal se encontra com o Grand Junction Canal. 

 

É um lugar muito agradável para passear a pé ou de barco. Há pubs e cafés onde nos podemos sentar, tomar algo e apreciar a vista.


A London Water Bus Company oferece passeios panorâmicos (de Abril a Outubro) de hora a hora, que vão do Regent’s Canal até ao Tamisa, passando pelo Regent’s Park e o London Zoo.

 


Visitem museus (pequenos) menos conhecidos

 

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Como o Museu Sherlock Holmes em Baker Street,  uma visita obrigatória para todos os fãs do detective mais famoso de sempre.
Morada: 221b Baker St, Marylebone

 

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Ou passem pelo The Vault no Hard Rock Cafe que, como todos os Hard Rock Cafe´s, abriga exposições ligadas à música. A particularidade desta casa é que foi a primeira da conhecida rede de restaurantes e apresenta muitas peças raras de estrelas musicais.

Morada: 150 Old Park Lane, Mayfair

 


Experimentem os melhores chás das 5 da cidade:

 

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Charlie & The Chocolate Factory no One Aldwych

 

Os amantes do chocolate (o meu caso 😋)  tem de experimentar este chá da tarde no Hotel One-Aldwych. Servido no bar do átrio do hotel, o menu apresenta algodão doce, leite de chocolate com caramelo e sobremesas mais tradicionais. Deliciem-se também com o (opcional) Cocktail Charlie (whisky, Grand Marnier Cherry, chocolate amargo e champanhe. Convém reservar com antecedência. Mais informações aqui

 

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Mad Hatters Afternoon Tea no Sanderson

 

O chá do Hotel Sanderson é inspirado na história de Alice no País das Maravilhas e transporta-nos para uma  verdadeira viagem pelo livro com toques especiais como a porcelana divertida em que é servida o chá, o croque monsieur King of Hearts ou a poção da Alice que tem a etiqueta “bebe-me" ". Podem saber mais informações e reservar aqui

 

Tchau!

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A ALDEIA DAS MULHERES DE PESCOÇO LONGO

A primeira vez que ouvi falar do povo Karen foi há muitos anos num programa da National Geographic. Lembro-me que fiquei fascinada com a imagem daquelas mulheres com pescoços compridos adornados por anéis dourados. Sempre tive curiosidade de conhecer essa cultura de perto por isso, durante a minha última visita ao norte da Tailândia decidi aproveitar e visitar uma das inúmeras aldeias que as autoridades Tailandesas criaram para albergar este povo.

 

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A experiência foi interessante.

 

Quando decidi visitar a aldeia li um pouco sobre o assunto e algumas questões éticas colocaram-se. Muitos diziam que as aldeias não passavam de um “zoo” humano onde refugiados eram expostos como “bichos” para entretenimento dos turistas. Outros porém diziam que valia a pena a experiência para conhecer estas tribos de perto e ajudar na sua sobrevivência uma vez que a sua única fonte de rendimento é a venda de peças de artesanato a turistas.

 

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Gosto de tirar as minhas próprias conclusões por isso decidi que devia de ir e ver com os meus próprios olhos o que eram estas aldeias.

 

Eis o que descobri:

Os Karen são um povo originário de Myanmar (anteriormente Birmânia) composto por várias tribos a mais conhecida das quais é a “Padaung” também conhecida por tribo “dos pescoços longos” por suas mulheres usarem anéis de bronze ao redor dos pescoços. Os seus pescoços na verdade não alongam, o que os anéis fazem, à medida que são adicionados,  é baixar os ombros e a caixa torácica dando a aparência de um pescoço comprido.

 

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No final dos anos 80 e início dos anos 90, alguns Padaung começaram a mudar-se para o norte da Tailândia atravessando a fronteira para fugir da turbulência política em Myanmar, dos trabalhos forçados, da fome e da violência que assolavam o país.

 

Inicialmente, eles ficaram em campos de refugiados mas gradualmente foram transformando-se numa atracção turística pelos seus trajes típicos e pela tradição das mulheres usarem, a partir dos 5 anos de idade, anéis à volta do pescoço para lhes dar a aparência alongada e, segundo me disseram, proteger dos ataques dos tigres. As autoridades tailandesas construíram então aldeias artificiais para promover o turismo na parte norte da Tailândia e transferiram os Padaung e outros grupos étnicos como os Yao, os Lahu e os Hmong, para lá.

 

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Como imigrantes ilegais, estas pessoas tem muita dificuldade de adquirir a cidadania Tailandesa, e as autoridades locais também não parecem nada interessadas em facilitar este processo.

 

Disto resulta que muitos deles se sintam presos numa espécie de “limbo”. Por um lado não podem voltar para o seu país, Myanmar, porque são perseguidos, passam fome e são obrigados a trabalhos forçados nos campos. Por outro lado não são livres de ir e vir na Tailândia, não tem quaisquer direitos, não podem trabalhar fora das pequenas áreas que lhes foram designadas e muitas destas “aldeias” não tem nem electricidade, estradas, cuidados de saúde ou escolas para além do ensino básico.

 

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É como se fossem obrigados a permanecer parados no tempo…

 

O preço de manter vivas as suas tradições parece demasiado alto e injusto principalmente para as jovens da tribo Padaung.

 

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Quando pousamos as máquinas fotográficas e realmente paramos para falar com as pessoas reparamos que há duas atitudes distintas: Os mais velhos parecem mais conformados com a sua sorte, as senhoras idosas pareciam ter orgulho genuíno nas suas tradições e sentiam prazer em explica-las (no seu fraco inglês) e mostra-las a quem, como nós estava interessado em conhecer e aprender. Não pareciam nada incomodados com os turistas e agradeciam a sua presença. Sabem que dependem deles para sobreviver porque o seu único rendimento é o dinheiro que resulta da venda das peças de artesanato que fabricam. Apesar disso nunca senti pressão para comprar nada.

 

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Os mais jovens, pelo contrário, mostram revolta pela sua situação. Já nasceram ali, não percebem porque não tem direitos como todos os outros na Tailândia. Porque não podem sair da “aldeia”, porque não podem trabalhar cá fora, estudar para além do ensino básico. Porque é que as entradas que os turistas pagam para visitar a aldeia (que não são tão baixas como isso) não são para eles mas para o Tailandês dono da terra. Sentem-se “pequenos” face aos outros, como me disse uma rapariga que não devia ter mais de 21 anos.


Muitas não gostam de usar os anéis (e não usam) e não gostam de fotografias. A “obrigação” de os usar está a matar o gosto e o respeito pela tradição.


Aquilo que outrora foi símbolo de orgulho e beleza, hoje é para estas jovens símbolo de uma quase escravatura.

 

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Então porquê visitar estas aldeias?

 

Acredito que a experiência de visitar uma destas aldeias é aquilo que quisermos fazer dela. Quando chegamos a atmosfera parecia mesmo um pouco encenada e a “aldeia” parecia apenas um mercado de artesanato com as suas banquinhas cheias de souvenirs, mas assim que guardamos a máquina e começamos a interagir directamente com as pessoas tudo mudou, as mulheres relaxaram e mostraram tanto interesse em nós como nós nelas. Sorriram, riram e algumas até pediram para eu as fotografar. Fiquei muito grata porque realmente elas são todas muito fotogénicas 😊

 

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A maioria dos turistas apenas tira fotos (nem pede autorização), compra alguma coisa (se comprar) e parte. São estes que criam um ambiente de jardim zoológico humano.

 

Se querem visitar uma aldeia destas, mostrem respeito pelas pessoas, peçam autorização para fotografar, falem com elas, mostrem interesse sobre a forma como os produtos que vendem são feitos, peçam aos mais velhos para falar da sua pátria Myanmar e aos jovens das suas expectativas na Tailândia e vão ver a sua atitude mudar.

 

Depois dêem a conhecer ao mundo como estas pessoas vivem e se quiserem mesmo ajudar e acham que comprar artesanato vai incentivar a continuação da exploração turística deste povo contribuam para uma ONG como a Karen Women Organization 

 

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COREIA I UM VISLUMBRE DO PASSADO

Quando visitamos a Coreia do Sul deparamos-nos com um país moderno, vibrante que nos surpreende com os seus edifícios altos, lojas tecnológicas e movimentados mercados nocturnos.


Mas a nação que nos deu as televisões LG e os telefones Samsung tem também um lugar chamado Gyeongbokgung, onde podemos recuar no tempo e imaginar outra época. Uma época de imperadores e suas cortes e onde a Coreia não era do Norte nem do Sul mas antes um único e grande país.

 

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Construído originalmente em 1395, Gyeongbokgung, é um palácio real localizado em Jongno-gu, a norte de Seul. 
Era o principal e maior palácio de entre os "Cinco Grandes Palácios" construídos pela Dinastia Joseon e o seu nome significa "Palácio" [Gung] "Grandemente Abençoado pelo Céu" [Gyeongbok].


No início do século XX, durante a ocupação Japonesa, grande parte do complexo real foi destruído. Afortunadamente um belíssimo trabalho de restauração - que dura até hoje - conseguiu devolver a forma e a gloria original deste símbolo da soberania Coreana.

 

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Dentro das muralhas do palácio encontramos, entre outras coisas, belos jardins, um templo, a biblioteca privada do rei, a recriação de uma antiga aldeia Coreana e o museu nacional do folclore.

 

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Chegar aqui é fácil, basta apanhar o metro e sair na paragem Gyeongbokgung, saída 5.
O bilhete é bastante barato (custa cerca de 3,00€ )


Uma curiosidade sobre este local é que grande parte dos Coreanos quando visitam o palácio optam por vestir o Hanbok - traje tradicional do país- porque se o usarem a entrada é gratuita.
Os turistas também podem alugar estes trajes e entrar de graça. Existem muitas lojas nas imediações do Palácio que alugam hanboks à hora.

 

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A sua presença ajuda a criar a ilusão de que viajamos até outro tempo e proporciona fotografias ainda mais interessantes do local.

 

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Enquanto eu vagueava por lá e fotografava os jovens a divertirem-se “brincando de príncipes e princesas”, sem qualquer sombra de preocupação no rosto, tirando selfies e fazendo poses imperiais, não pude deixar de pensar na conversa que tinha tido ao jantar na noite anterior com dois jovens Sul-Coreanos.

 

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Eles pertencem a uma geração que cresceu numa Coreia diferente. Os seus pais cresceram num país empobrecido, destruído pela guerra, que dependia dos EUA para tudo. Já a geração mais nova cresceu num país que atingiu o status de nação desenvolvida, que tem uma economia forte e uma democracia jovem. Eles pouco ou nada sabem (ou querem saber) sobre a Coreia do Norte. Até certo ponto eles cresceram inconscientes, mesmo que a ameaça esteja sempre lá…


A lei de segurança nacional imposta pelas autoridades Sul-Coreanas impede o acesso a informações sobre a Coreia do Norte, e isso, como não podia deixar de ser, limita a consciência e a compreensão dos factos.

 

De qualquer modo percebi que há um sentimento de que nada do que se passa é novidade. A península está em estado de guerra há anos. O Norte ameaça, ameaça e depois (graças a Deus) não acontece nada.

 

Eles até se riram e disseram-me que as ameaças acontecem todas as Primaveras. O Norte para eles é algo previsível.

 

A mim no entanto esta história faz-me lembrar a de Pedro e o Lobo… tanto ele grita e grita que um dia quando for verdade ninguém acredita.

 

Mas desta vez, disseram-me, há um elemento novo que está a fazer aumentar o receio - Donald Trump. O Presidente Americano  é, neste momento, o factor imprevisível dentro da equação que eles consideram “previsível” .

 

Os Sul-Coreanos no geral não me pareceram muito preocupados com o programa nuclear da Coreia do Norte. Segundo eles o programa destina-se a atingir os EUA e não necessariamente a ameaçar a Coreia do Sul - embora obviamente saibam, que se algo correr mal, a Coreia do Sul pela sua relação com os Americanos sofreria os efeitos colaterais.

 

Mas por enquanto eles continuam felizes e despreocupados a tirar selfies no Palácio Gyeongbokgung e eu espero, de coração, que assim continuem 😊

 

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PAPHOS I CIDADE EUROPEIA DA CULTURA 2017

Olá amigos viajantes!

 

Vocês já tinham ouvido falar na cidade Cipriota de Paphos?

 

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Diz a lenda que foi aqui que nasceu a deusa grega do amor, Afrodite 😊

 

Eu confesso que até ser nomeada Cidade Europeia da Cultura 2017, pouco conhecia de Paphos e do Chipre em geral, assim quando fui para lá não tinha nenhuma ideia sobre o que poderia encontrar.

 

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Descobri que o Chipre é um destino calmo, com sol quase todo o ano, perfeito para uma escapadinha romântica ou uns dias relaxados de férias.

 

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Paphos especificamente não tem milhares de coisas para fazer, mas para os amantes da natureza tem praias e belas paisagens. tem uma linha costeira linda que podemos percorrer a pé ou de bicicleta. Tem bons hotéis e fantásticos monumentos arqueológicos para explorar e, este ano, uma agenda cultural diversificada e bastante interessante.

 

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Apontem aí o que não devem perder se resolverem eleger este como o vosso destino de férias:

 

Podem começar por visitar o Parque arqueológico e explorar os Túmulos dos Reis.

 

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Sigam depois para o porto de Paphos - o mais antigo porto do país - e visitem o seu Forte Medieval. Este forte bizantino foi originalmente construído para proteger o porto mas depois foi desmantelado pelos venezianos e novamente reconstruido pelos otomanos. É uma peça arquitectónica interessante.

 

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Ao pé do forte está actualmente montado um palco onde este ano se realizam os concertos que fazem parte da agenda cultural Paphos 2017

 

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O porto tem artistas de rua a vender as suas criações, lojas de souvenirs e muitos cafés e restaurantes onde podem almoçar ou jantar. Eu recomendo o restaurante Harbour Café, serve uma mussaka deliciosa.

 

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Do porto partem também muitos tours que levam os turistas a passear de barco para descobrir a costa de Paphos e suas grutas e baías de água cristalina.

 

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Existem alguns restos decentemente preservados do período romano de Paphos espalhados perto da área do porto, todos datam do século II. O Odeon, um pequeno teatro, ainda hoje é usado para festivais de música de verão.

 

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Aqueles que não passam sem fazer umas comprinhas podem ir ao Kings Avenue Mall, O maior centro comercial de Paphos.

 

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Ainda na cidade, não deixem de visitar a Basílica de Hrysopolitissa e o Pilar de São Paulo

 

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Esta extensa ruína pertence àquela que foi a maior basílica bizantina de Paphos, e as colunas dispersas e os mosaicos que sobreviveram ao tempo são testemunho de sua grandeza há muito desaparecida.

 

Datada do século IV - o auge do poder bizantino em Chipre - foi destruída em 653 d.C durante os ataques árabes à ilha.

 

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No extremo oriental do local está a Igreja Ayia Kyriaki, que ainda hoje é usada para serviços católicos e anglicanos. 

 

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Na extremidade ocidental do local fica a coluna do São Paulo, onde se acredita, o santo foi preso e chicoteado por pregar o Cristianismo. conta-se que depois disso S.Paulo conseguiu converter o governador ao cristianismo fazendo de Chipre um dos primeiros estados cristãos do mundo.

 

E depois da história vamos à praia 😀

 

Aqui destaco Coral Bay - uma das melhores praias de Paphos mas também a mais movimentada. Para os que gostam de paz, sossego e praias mais vazias sugiro Kissonerga Bay (a cerca de oito km da cidade) e a praia de Lara (26 quilômetros ao norte).

 

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Quem gosta de natureza não deve deixar de visitar o Parque Nacional da Península de Akamas, lar de uma flora e fauna incrivelmente diversificada e um dos melhores lugares para fazer caminhadas na ilha.

 

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Nos arredores da cidade podemos visitar as montanhas de Troodos, dar um passeio de burro, visitar o Mosteiro de Kikkos e parar na aldeia de Pera Pedi conhecida pela sua produção de vinho para provar Commandaria (vinho tinto doce).

 

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Outra aldeia interessante nos arredores de Paphos é Letymbou, onde podemos visitar a “Casa Sophia” onde aprendemos como se faz pão e outras iguarias locais, como o queijo tradicional halloumi.

 

Por fim, quem viaja com crianças não pode perder o Paphoszoo e o Aphrodite Waterpark.

 

A melhor maneira de nos deslocarmos em Paphos, se não quisermos alugar um automóvel, é de autocarro, são confortáveis, passam com bastante regularidade e não são caros.

 

Devo dizer que não achei o Chipre um destino caro, o IVA na restauração é de 9% por isso a alimentação fica muito em conta e a maioria das atracções são gratuitas ou cobram entradas muito baixas. Quanto à estadia existem várias opções a variadíssimos preços, desde os mais baratos Airbnb até aos hotéis cinco estrelas, obviamente mais caros.

 

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Viajei para lá na Ryanair, via Londres, mas pode ser via Roma também. Como a Ryanair não vende passagens multi-destinos tive de comprar dois bilhetes: Um Lisboa/Londres/Lisboa e outro Londres/Paphos/Londres.

 

As viagens foram baratas (195,00 € por pessoa no total) mas no regresso tive de ficar uma noite em Londres porque à hora que o voo chegava de Paphos já não conseguia um voo para Lisboa. Isto encareceu um pouco o custo. Em todo o caso, Paphos é um bom destino para combinar com uma visita à capital Inglesa.

 

Espero que tenham gostado de conhecer mais este lugar! 😃

 

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