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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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PAPHOS I CIDADE EUROPEIA DA CULTURA 2017

Olá amigos viajantes!

 

Vocês já tinham ouvido falar na cidade Cipriota de Paphos?

 

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Diz a lenda que foi aqui que nasceu a deusa grega do amor, Afrodite 😊

 

Eu confesso que até ser nomeada Cidade Europeia da Cultura 2017, pouco conhecia de Paphos e do Chipre em geral, assim quando fui para lá não tinha nenhuma ideia sobre o que poderia encontrar.

 

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Descobri que o Chipre é um destino calmo, com sol quase todo o ano, perfeito para uma escapadinha romântica ou uns dias relaxados de férias.

 

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Paphos especificamente não tem milhares de coisas para fazer, mas para os amantes da natureza tem praias e belas paisagens. tem uma linha costeira linda que podemos percorrer a pé ou de bicicleta. Tem bons hotéis e fantásticos monumentos arqueológicos para explorar e, este ano, uma agenda cultural diversificada e bastante interessante.

 

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Apontem aí o que não devem perder se resolverem eleger este como o vosso destino de férias:

 

Podem começar por visitar o Parque arqueológico e explorar os Túmulos dos Reis.

 

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Sigam depois para o porto de Paphos - o mais antigo porto do país - e visitem o seu Forte Medieval. Este forte bizantino foi originalmente construído para proteger o porto mas depois foi desmantelado pelos venezianos e novamente reconstruido pelos otomanos. É uma peça arquitectónica interessante.

 

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Ao pé do forte está actualmente montado um palco onde este ano se realizam os concertos que fazem parte da agenda cultural Paphos 2017

 

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O porto tem artistas de rua a vender as suas criações, lojas de souvenirs e muitos cafés e restaurantes onde podem almoçar ou jantar. Eu recomendo o restaurante Harbour Café, serve uma mussaka deliciosa.

 

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Do porto partem também muitos tours que levam os turistas a passear de barco para descobrir a costa de Paphos e suas grutas e baías de água cristalina.

 

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Existem alguns restos decentemente preservados do período romano de Paphos espalhados perto da área do porto, todos datam do século II. O Odeon, um pequeno teatro, ainda hoje é usado para festivais de música de verão.

 

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Aqueles que não passam sem fazer umas comprinhas podem ir ao Kings Avenue Mall, O maior centro comercial de Paphos.

 

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Ainda na cidade, não deixem de visitar a Basílica de Hrysopolitissa e o Pilar de São Paulo

 

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Esta extensa ruína pertence àquela que foi a maior basílica bizantina de Paphos, e as colunas dispersas e os mosaicos que sobreviveram ao tempo são testemunho de sua grandeza há muito desaparecida.

 

Datada do século IV - o auge do poder bizantino em Chipre - foi destruída em 653 d.C durante os ataques árabes à ilha.

 

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No extremo oriental do local está a Igreja Ayia Kyriaki, que ainda hoje é usada para serviços católicos e anglicanos. 

 

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Na extremidade ocidental do local fica a coluna do São Paulo, onde se acredita, o santo foi preso e chicoteado por pregar o Cristianismo. conta-se que depois disso S.Paulo conseguiu converter o governador ao cristianismo fazendo de Chipre um dos primeiros estados cristãos do mundo.

 

E depois da história vamos à praia 😀

 

Aqui destaco Coral Bay - uma das melhores praias de Paphos mas também a mais movimentada. Para os que gostam de paz, sossego e praias mais vazias sugiro Kissonerga Bay (a cerca de oito km da cidade) e a praia de Lara (26 quilômetros ao norte).

 

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Quem gosta de natureza não deve deixar de visitar o Parque Nacional da Península de Akamas, lar de uma flora e fauna incrivelmente diversificada e um dos melhores lugares para fazer caminhadas na ilha.

 

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Nos arredores da cidade podemos visitar as montanhas de Troodos, dar um passeio de burro, visitar o Mosteiro de Kikkos e parar na aldeia de Pera Pedi conhecida pela sua produção de vinho para provar Commandaria (vinho tinto doce).

 

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Outra aldeia interessante nos arredores de Paphos é Letymbou, onde podemos visitar a “Casa Sophia” onde aprendemos como se faz pão e outras iguarias locais, como o queijo tradicional halloumi.

 

Por fim, quem viaja com crianças não pode perder o Paphoszoo e o Aphrodite Waterpark.

 

A melhor maneira de nos deslocarmos em Paphos, se não quisermos alugar um automóvel, é de autocarro, são confortáveis, passam com bastante regularidade e não são caros.

 

Devo dizer que não achei o Chipre um destino caro, o IVA na restauração é de 9% por isso a alimentação fica muito em conta e a maioria das atracções são gratuitas ou cobram entradas muito baixas. Quanto à estadia existem várias opções a variadíssimos preços, desde os mais baratos Airbnb até aos hotéis cinco estrelas, obviamente mais caros.

 

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Viajei para lá na Ryanair, via Londres, mas pode ser via Roma também. Como a Ryanair não vende passagens multi-destinos tive de comprar dois bilhetes: Um Lisboa/Londres/Lisboa e outro Londres/Paphos/Londres.

 

As viagens foram baratas (195,00 € por pessoa no total) mas no regresso tive de ficar uma noite em Londres porque à hora que o voo chegava de Paphos já não conseguia um voo para Lisboa. Isto encareceu um pouco o custo. Em todo o caso, Paphos é um bom destino para combinar com uma visita à capital Inglesa.

 

Espero que tenham gostado de conhecer mais este lugar! 😃

 

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KLEIN CURAÇAO I UM PEQUENO PARAISO NO MAR DAS CARAIBAS

Aproximadamente a 10 km de Curaçao, nas antigas Antilhas Holandesas, longe da agitação dos bairros de Punda e Otrobanda, encontramos Klein Curaçao ("pequeno Curação" - traduzido à letra), uma ilha desabitada, com praias de areia branca, águas cristalinas, um recife espectacular e maravilhosa vida marinha.

 

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Alguns operadores turísticos oferecem passeios de barco até lá a partir de Curação.

 

Os barcos saem bem cedo e às 06:45 da manhã já eu estava no cais pronta para partir.

 

Assistir ao nascer do sol é sempre uma experiência especial, mas quando estás ao pé do mar parece que é ainda melhor!

 

És invadida por um sentimento tão bom! Uma felicidade e gratidão por viveres num planeta lindo e teres oportunidade de vivenciar momentos maravilhosos como aquele 😊

 

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A meio da travessia, uma boa surpresa: golfinhos!

 

Um grupo deles aproximou-se do nosso barco e começou a nadar e saltar à nossa frente, simplesmente lindo!

 

 

 

O passeio de barco até Klein é bastante agitado, por isso, quem é propenso a enjoos convém tomar um comprimido (tipo Vomidrine) para não se sentir mal ou então usar o seguinte truque: Olhar sempre para a costa. Quando não conseguirmos ver mais terra, devemos concentrar-nos na linha do horizonte. Tenho uma pessoa amiga que diz-me que este truque resulta e que assim consegue não ficar enjoada 😊

 

Eu, graças a Deus não tenho esse tipo de problema por isso pude apreciar o passeio sem qualquer má disposição.

 

Cerca de duas horas depois chegamos finalmente à pequena e remota ilha onde íamos passar o dia. Que lugar lindo!

 

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Quando desembarcas descobres o melhor de tudo: tartarugas!

 

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Klein Curaçao é ideal para a pratica de snorkel.

 

Não muito longe da costa encontramos um recife de coral. Eu achei que este está bastante danificado e em certos locais até morto mas ainda é possível ver algum coral em bom estado, peixes coloridos e tartarugas sem ter de mergulhar muito profundamente. 

 

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Hoje é uma ilha desabitada mas no passado, Klein Curaçao foi usado pelos Holandeses para colocar de quarentena escravos doentes. Muitos não sobreviveram e os seus túmulos ainda estão na ilha.

 

Os restos do antigo edifício de quarentena ainda podem ser encontrados no lado noroeste da ilha. Triste pensar que outrora, um lugar tão paradisíaco, serviu uma instituição tão cruel como a escravatura humana…

 

Mais tarde descobriu-se que esta pequena ilha tinha depósitos de fosfato e a partir desse momento transformou-se numa mina.

 

O processo de mineração acabou com as colinas e com a vegetação local e tornaram Klein Curação num lugar quase deserto e de aspecto um pouco desolado.

 

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Uma ilha baixa dificilmente é vista no escuro e Klein Curação tornou-se num perigo para a navegação. Correntes e ventos fortes também não ajudaram e, como resultado, muitos navios encalharam na ilha. 

 

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Com o fim de evitar os desastres foi construído um farol, hoje também abandonado.

 

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Mas claro que o melhor da ilha é a sua maravilhosa praia. A operadora que faz os passeios até Klein montou uns guarda-sois que são absolutamente necessários para não virares um churrasquinho ao sol! 😜


A ilha é muito, muito quente e um bom protector solar com um factor bem alto é indispensável.

 

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Se estiverem a pensar em passar férias em Curaçao, não deixem de visitar esta ilha! 😊

 

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A PRAIA MAIS BONITA DO MUNDO... SE VISTA DE CIMA

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A praia de Navagio em Zakynthos, Grecia é considerada uma das mais belas praias do mundo, mas eu contesto esta afirmação, ou pelo menos proponho uma pequena correção na afirmação: É uma das mais bonitas desde que vista de cima!

 

A verdade é que à altura do solo não é mesmo nada de especial... E barco encalhado, por barco encalhado, como me recordou e bem o Dylan, quando postei uma foto de Navagio no Facebook, nós também temos um em Vila Nova de Milfontes 😃.

 

Agora sou obrigada a concordar que vista de cima Navagio é bem especial 😊

 

Para chegar à praia vais de barco, e, como em todas as atracções famosas, convém chegar bem cedo se quiseres ter um pouco de sossego e fotografar o barco naufragado com calma e paz. Existem várias empresas turisticas que oferecem passeios de barco para esta praia (por cerca de 26€ p/pessoa).

 

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Da praia não consegues subir para o miradouro e chegar lá não é muito fácil, não há transporte público, por isso ou alugas um carro ou vais de taxi, ou podes apanhar um autocarro de Zakyntos para a vila de Anafonitria mas depois tens de andar cerca de 5 km até ao miradouro, ainda é um esticão…

 

Um taxi ida e volta de Zakyntos com 1 hora e meia de espera ficou-nos por cerca de 100 Euros, é caro, mas como éramos 4 pessoas, a dividir ficou a um preço mais aceitável.

 

Soube que há um tour organizado que passa por lá e que custa cerca de 30,00 € por pessoa mas que tem o defeito de não parar quase tempo nenhum no miradouro. Achei que não compensava porque realmente o que interessa é poder percorrer com calma as falésias e penhascos e ver as vistas incríveis que para além da praia de Navagio, permitem-nos descobrir outra praia (que na foto em baixo podem ver mais à direita) igualmente bonita.

 

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É um passeio inesquecível 😊

 

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UM VOO MÁGICO PELOS CÉUS DA CAPADÓCIA

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Na Turquia existe uma região chamada Capadócia, de aparência surreal e estranha. É localizada na Anatólia Central, e tem formações rochosas únicas que nos fazem sentir como se estivéssemos noutro planeta ou talvez dentro de uma pintura de Salvador Dali.

 

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Não há voo para a Capadócia por isso a melhor forma de lá chegar é via Istambul. Dois aeroportos servem a região: Aeroporto de Kayseri Erkilet (ASR) e Aeroporto Nevşehir Kapadokya (NAV). Também é possível lá chegar de comboio ou autocarro, mas na minha opinião os vôos são mais convenientes e muito baratos (um ida e volta de Istambul para Kaysery, por exemplo, ficou-me por 20,00€ na Turkish Airlines)

 

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A Capadócia é o resultado de fenómenos vulcânicos e da erosão, e tem um património histórico e cultural riquíssimo, que inclui cidades subterrâneas e inúmeras habitações e igrejas escavadas e esculpidas na rocha, muitas destas com admiráveis frescos.

 

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A Primavera (Abril a Junho) e o Outono (Setembro a Novembro) são as alturas perfeitas para ir porque o tempo é moderado e as condições são ideais para fazer um voo de balão - Uma das melhores formas de apreciar as características únicas desta região.

 

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Toda a paisagem é extremamente cénica e os balões, que de manhã, são às dezenas, tornam o cenário ainda mais bonito e fotogénico.

 

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Os pilotos são muito experiente e conseguem levar-nos muito perto dos estranhos relevos que pontilham os vales - como as chamadas torres do Vale do Amor.

 

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Quando avistamos este lugar é facil de perceber o porquê do seu nome. Observem as imagens... o que é que as rochas vos fazem lembrar? Sejam honestos, vocês sabem do que eu estou a falar 😜

 

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Depois das belas panorâmicas proporcionadas pelo balão, é tempo de descer à terra e explorar a região e as atracções locais mais de perto.

 

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As pessoas da Capadócia são super simpáticas e hospitaleiras e senti-me muito segura lá.


Até o motorista de táxi que contratamos para nos levar a passear (2 pessoas) foi espectacular. Como tínhamos acordado um preço relativamente baixo para que ele ficasse à nossa disposição durante todo o dia (30,00€) e ele foi tão paciente esperando por nós no calor enquanto explorávamos todos os lugares com calma, quisemos dar-lhe uma gorjeta no fim, mas ele não aceitou e ainda nos convidou para tomar chá com a família. 😊

 

Que diferença do taxista em Istambul que nos enganou e roubou descaradamente no troco.


A Capadócia para mim vale uma visita nem que seja só pelas pessoas e pela comida (que é deliciosa!)

 

Das atracções, aquela que não podem perder é o Parque Nacional de Goreme, Património Mundial da UNESCO e uma das áreas mais famosas da Capadócia.


Lá encontramos o Goreme Open Air Museum. Um museu onde podemos sentir a história a ganhar vida.

 

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Este lugar dá-nos uma visão sobre o passado da região e ajuda-nos a compreender a forma como as pessoas viviam há séculos atrás. As várias igrejas esculpidas em pedra com os frescos cristãos são especialmente bonitas.

 

 

 

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É engraçado pensar que aquelas pessoas escavavam a sua própria casa. Possivelmente os mais preguiçosos contentariam-se com um T1 😂


Mas também devia ser fácil, quando casavam ou os filhos começavam a nascer, acrescentar uma ou duas divisões à casa. Os mais ambiciosos até podiam construir uma piscina como a do hotel onde eu fiquei hospedada. 😜

 

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Apesar do recente clima de turbulência e instabilidade que afecta a Turquia, acho que a Capadócia ainda é um destino calmo e possível de visitar sem grandes sobressaltos.

 

Deixo por isso aqui a sugestão 😊

 

 

 

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MIAMI BEACH I ART DECO DISTRICT

Miami é provavelmente uma das cidades mais fotografadas dos Estados Unidos e a razão para isso prende-se com o facto de ser o lar de uma das maiores concentrações arquitectónicas de Art Deco do mundo.

 

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Cada click da máquina fotográfica dá um cartão postal e transporta-nos para outra época.

 

Passear pelo distrito de Art Deco de Miami Beach, é perdermos-nos a olhar para os seus edifícios em tons pastel, com janelas de vigia, curvas elegantes, blocos de vidro, cromados e néons reluzentes.

 

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É imaginar tempos mais glamorosos onde o Hotel Park Central, por exemplo, era um ponto de encontro para estrelas de Hollywood, como Clark Gable, Carole Lombard e Rita Hayworth.

 

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Quem se interessa por arquitectura e quer saber um pouco mais sobre o estilo Art Deco pode passar pelo Art Deco Visitors Center.

 

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O centro tem um pequeno museu ($US 5 a entrada) que conta a história do desenvolvimento de South Beach e da sua arquitectura.
 
Depois é só percorrer a Ocean Drive e as ruas circundantes. Edifícios interessantes não faltam para ver e fotografar. Alguns dos hotéis, como o Tides ou o National Hotel, para além das fachadas também tem átrios em design Art Deco que merecem uma visita.

 

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Depois de caminhar sempre ficamos com fome, por isso se precisarem de um lugar para tomar o pequeno almoço, em Ocean Drive, experimentem o Front Porch Café e Restaurante, do Hotel Penguin.

 

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É um local que não é caro (ao contrário da maioria dos estabelecimentos de Ocean Drive) e que serve um pequeno almoço delicioso com panquecas, omeletes, rabanadas, etc).

 

Para almoçar recomendo o Place, do Beacon Hotel (em Ocean Drive) e para jantar o Maxines's Bistro & Bar (na Collins Avenue).

 

A nivel de hospedagem, uma boa opção é o Hotel Pestana South Beach. Fiquei lá recentemente e gostei muito. É perto de todas as atracções, mas longe o suficiente da zona de bares e discotecas para o barulho não nos incomodar à noite.

 

Se procuram voos baratos para Miami, vejam aqui.

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CRACÓVIA I A CIDADE QUE ROUBOU O MEU CORAÇÃO

Confesso que não ia à espera de muito quando cheguei a Cracóvia mas fiquei encantada com o que encontrei.

Verdade seja dita, é fácil para mim ver coisas positivas em qualquer lugar, mas Cracóvia foi paixão à primeira, segunda e terceira vista 😊

 

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A cidade tem um centro histórico vibrante com imensos restaurantes, lojas, hotéis e museus. Mesmo o bairro judeu, outrora palco de acontecimentos terríveis, é agora uma área animada com restaurantes excepcionais e bares.

 

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Dei um passeio pelo Castelo de Wawel, caminhei ao longo do rio Wisla, visitei belas igrejas e as impressionantes e elaboradas minas de sal de Wieliczka (que merecem um post à parte), e apreciei o movimento do centro histórico com os seus pintores e artistas de rua e suas carruagens puxadas por cavalos.

 

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Por fim provei deliciosos petiscos nos restaurantes locais. Boom! Fiquei apaixonada de vez! 😍.

 

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De repente este destino que não me dizia nada à partida, era o meu novo destino favorito.

 

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Até me emocionei ao ouvir o hino Polaco a ser tocado de cima da torre da Basílica de Santa Maria. Uma velha tradição que acontece quatro vezes por dia. O interessante é que o hino pára abruptamente porque, segundo conta a lenda, durante uma invasão Mongol da cidade, um velho vigia viu os inimigos a chegar e começou a tocar a melodia na sua trombeta. Isso advertiu o povo, e eles conseguiram fechar os portões da cidade a tempo de a salvar. Infelizmente, porém, uma flecha inimiga perfurou a garganta do velho, matando-o instantaneamente. É em sua honra que a melodia é interrompida sempre naquele preciso momento.

 

Quando termina de tocar, o trompetista acena à multidão reunida cá em abaixo e toda a gente bate palmas e acena de volta. É divertido de ver 😊

 

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Mas nem tudo em Cracóvia é bom...

 

A antiga capital da Polónia, é conhecida pela sua beleza, monumentos históricos e papel na vida do falecido Papa João Paulo II, mas também, tristemente, por ter uma história dolorosa e sombria.

 

Podemos dizer que esta cidade, assim como o resto da Polónia, atravessou o inferno e voltou. Sobreviveu à Segunda Guerra Mundial, ao comunismo da antiga União Soviética e às dificuldades económicas, mas as cicatrizes de todos estes traumas ainda são visíveis em algumas partes da cidade.

 

No Bairro Judeu, por exemplo, que durante a II Guerra Mundial funcionou como Gueto, encontramos um museu e memorial retratando a tortura horrível que os judeus Polacos suportaram. Eles foram aprisionados, mantidos à fome, escravizados e assassinados pelos nazis.

 

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A Praça das Cadeiras Vazias é um memorial dedicado àqueles que morreram a tentar ajudar o povo judeu.

 

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E é impossível falar sobre a história negra de Cracóvia sem mencionar o holocausto e os campos de concentração de Auschwitz-Birkeneau que ficam nos arredores da cidade … Eu não acredito em fantasmas, mas se alguma vez houve um lugar onde eu senti a presença de espíritos atormentados foi aqui. 😔

 

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Apesar das lembranças trágicas, que nunca podem nem devem ser esquecidas, achei que Cracóvia tem um ambiente especial. É linda de manhã quando uma ligeira neblina cobre os seus edifícios, assim como é linda à tarde quando o sol brilha e os cafés e esplanadas estão cheios, ou à noite quando as luzes da cidade acendem-se e aromas deliciosos escapam dos restaurantes que ficam à volta da praça central da velha cidade.

 

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Depois temos coisas únicas como os Bar Mleczny (Bares de Leite). Estes estabelecimentos, herança do passado comunista da Polónia, são restaurantes baratos, estilo snack-bar, mas a comida é boa e caseira. A maioria dos pratos são vegetarianos e muitos têm ingredientes lácteos (daí o seu nome).

 

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Os cafés são outra maravilha. O meu favorito foi o Café Botanica (na Rua Bracka) onde provei uma chávena de chocolate quente com um “cheirinho” de vodka de cereja 😜.

 

Se visitarem esta cidade não deixem de experimentar uma Zapiekanka, também conhecida como uma sanduíche aberta. Pode ser comprada a vendedores de rua que nos deixam escolher os ingredientes que queremos  😋

 

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Destaco duas últimas coisas, o Museu dedicado a Oscar Schindler ( se já leram o livro ou já viram o filme, sabem a importância que este homem teve na salvação de centenas de Judeus) e o MOCAK - O Museu de Arte Contemporânea

 

Se procuram um destino diferente para passar férias considerem esta cidade. Eu amei! 😍

 

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RAJA AMPAT

Olá amigos viajantes!

 

Hoje a sugestão de férias é para os amantes de sol, praia, aventura e lugares exóticos.

 

Se procuram Ilhas isoladas, recifes intocados, paisagem selvagem e deslumbrante, então tem de conhecer Raja Ampat, na Indonésia.

 

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  foto tirada de http://www.wildernesstravel.com

 

Este é um destino remoto e ainda pouco conhecido, com alguns dos melhores lugares do mundo para praticar mergulho e snorkling.

 

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Raja Ampat pode ser um destino caro, mas se dispensarem luxos, é possível planear uma viagem em conta.

 

Chegar lá não é fácil, a melhor opção talvez seja ir de Lisboa para Jacarta e depois apanhar um voo doméstico para Sorong.

 

Encontrei estes voos para Junho, com preços razoáveis (para o destino em causa) :

 

Voo 1: Lisboa/Jacarta/Lisboa

 

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Voo 2: Jacarta/Sorong/Jacarta 

 

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Chegando a Sorong temos de apanhar um barco. Todos os dias 2 barcos fazem a ligação de Sorong a Waisai (a "capital" de Raja Ampat, localizada na ilha de Waigeo). O percurso demora cerca de 3 horas e custa à volta de 130.000 IDR  por  pessoa (menos de 10,00 €)


Quando chegarem a Sorong devem passar na agência de turismo do Hotel Meridien (em frente ao aeroporto) e pagar o imposto de entrada no Marine Park, 1.000.000 IDR (cerca de 70 €) e obter informações sobre pessoas ou grupos que querem fretar um barco para Wayag (as ilhas mais famosas de Raja Ampat).

 

A agência de turismo fica com o nosso nome e contacto e tenta reunir um grupo de 10 ou mais pessoas interessadas, que dividem entre si o preço do frete para ficar mais barato (ainda assim não esperem pagar menos de 80,00 € por pessoa )


Uma vez em Waisai, podem escolher em que ilha querem ficar hospedados.

 

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Para quem quer gastar pouco e não se importa com uma acomodação simples e básica, há muitos homestays (alojamentos explorados por famílias locais) que cobram à volta de 45€ /50€ por noite. Há também hotéis e resorts onde podem ficar, dependendo do vosso orçamento. No booking.com podem ter uma ideia dos preços.


Espero que tenham gostado da sugestão! 😃

 

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MY TRAVEL WISH LIST I PAMUKKALE

Já visitei a Turquia mas não tive oportunidade de conhecer Pamukkale ("castelo de algodão", em turco)

 

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Esta paisagem surreal, Património da UNESCO, é formada por um conjunto de piscinas naturais de origem calcária.

 

As piscinas resultam de fontes termais ricas em carbonato de cálcio, que ao longo do tempo se acumula e acaba por solidificar como mármore travertino, formando então as gigantescas bacias de água que descem em cascata pela colina localizada nas proximidades da cidade de Denizli.

 

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Algum de vós já aqui esteve?

 

 

KOTOR I A PÉROLA DO ADRIÁTICO

Olá amigos viajantes,

 

Já pensaram em fazer férias na península balcânica ?

 

Esta zona, que até há poucos anos estava mergulhada em desespero e guerra, hoje recuperou todo o seu esplendor e é um destino maravilhoso.

 

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Eu gostei especialmente de visitar Montenegro e a velha cidade de Kotor.

 

Kotor não tem aeroporto mas fica a uma curta distância de ferry de Dubrovnik, por isso é um passeio fácil de incluir quando visitamos a Croácia. 

 

Entrei em Kotor por um dos seus três portões . O maior de todos - o ocidental, que pode ser usado por quem chega pelo mar, como era o meu caso - e ao atravessa-lo, uma bela e bem preservada cidade medieval apareceu frente aos meus olhos, como um labirinto de ruas, algumas tão estreitas que em certos lugares, duas pessoas não conseguiam passar ao mesmo tempo.

 

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Encontrei, praças, pequenas pontes, becos, dezenas de lojas de artesanato e muitos restaurantes que vendiam delicioso peixe fresco grelhado.

 

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Apesar de ser uma pequena cidade perdi-me várias vezes enquanto vagueava por lá, mas é assim que verdadeiramente conhecemos um lugar. Tens de te perder para depois encontrar. 😃


E foi assim que descobri, por exemplo, uma adega que fazia degustação de incríveis vinhos locais a preços inacreditavelmente baixos. O vinho Montenegrino foi uma surpresa para mim, não contava que fosse tão bom. 😊


A cidade velha de Kotor, foi construída entre o século XII e XIV e tem inúmeros monumentos considerados património histórico e uma arquitectura medieval excepcional. A Baia de Kotor tem algumas das mais incríveis paisagens naturais da Europa, e o seu fiorde natural, é o único do Mediterrâneo.

 

Daí toda esta zona ser considerada pela UNESCO “Património Mundial Natural e Histórico”.

 

Esta jóia do Adriático é inigualável na sua beleza e reflete a assimilação de diferentes influências culturais. Cada canto da cidade esconde uma história escrita por otomanos, venezianos ou cristãos. Muitos dos edifícios de Kotor têm detalhes, arcos e varandas antigas, bastante bem preservadas.

 

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As atracções da cidade, como a Torre do Relógio, o Palácio Bizanti e Beskuća, a Catedral de Santo Trifon ou a igreja Ortodoxa de São Nicolau são todas próximas e fáceis de visitar por isso não vou aborrecer-vos muito com elas.

 

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O que eu acho que não devem perder é a vista da cidade a partir das antigas muralhas do St. Ivan’s Castle, uma fortaleza que remonta ao século XVI. A subida custa um pouco mas vale a pena quando vemos, lá de cima, a Baia de Kotor a cintilar ao sol cá em baixo. 😊

 

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Eu aconselho a passarem uma noite lá para “sentirem” verdadeiramente o local. Depois dos barcos de cruzeiro partirem e a maior parte dos turistas deixar a cidade, podemos desfrutar melhor da sua beleza e e apreciar o por do sol sentados numa bela esplanada enquanto provamos “Popara” ou outra especialidade local.

 

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 Se puderem, não deixem de visitar este belo local! É uma opção a considerar para as férias de Verão. 😊

 

O The Travellight World é concorrente a melhor blog de viagens num concurso organizado pela Momondo (site de pesquisa de voos e hotéis). Estou nomeada em três categorias: Open World, Blog e Fotografia.

 

A votação termina dia 30 de Abril e cada pessoa pode votar em todas as categorias, uma vez por dia!

 

Por isso se gostam deste cantinho por favor votem nos link que deixo em baixo (em todos eles por favor 😃)

 

Agradeço antecipadamente a vossa paciência 😘

 

OPEN WORLD - http://www.momondo.pt/content/bloggers-open-world-award?utm_source=Direct#blogId=237 

 

BLOG - http://www.momondo.pt/content/bloggers-open-world-award?utm_source=Direct#blogId=234 

 

PHOTOGRAPHY - http://www.momondo.pt/content/bloggers-open-world-award?utm_source=Direct#blogId=235 

 

Tchau!

Travellight

O QUE A PÁSCOA EM JERUSALÉM ME ENSINOU

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Eu cheguei a Israel com algumas expectativas, e muitas ideias pre-concebidas. Afinal desde miúda que estava habituada a ver o país nos noticiários - a maior parte das vezes por motivos menos positivos - de forma que esperava encontrar um lugar complicado, com ambiente pesado e clima de medo.

 

Por um lado não podia estar mais errada mas por outro estava completamente certa.


À superfície, Tel Aviv, por exemplo, é uma cidade muito cosmopolita, com um ambiente animado, bons restaurantes e praia. Quando estás a almoçar nas docas e a ver famílias a passearem e a divertirem-se com os filhos é fácil de esquecer as lutas que ocorrem neste território há milhares de anos.

 

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Mas eu não estava ali para discutir política ou tomar uma posição, até porque acredito que não há inocentes nesta história. Todos são culpados. Quando a regra é olho por olho, dente por dente, todas as mãos acabam manchadas de sangue.

 

Sou Cristã, cresci a ouvir falar destes lugares, por isso eu estava ali para ver as ruínas bíblicas e locais e cidades que sempre sonhara visitar. Mas também para aprender e educar-me sobre as outras religiões - não apenas a minha. Queria visitar os locais sagrados para Cristãos, Judeus e Muçulmanos, ver museus, percorrer os passos de Jesus Cristo e visitar os bairros judaicos e os mercados árabes.

 

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Queria (tentar) perceber o que nos une e não o que nos separa.

 

Em certa medida sentia que, especificamente Jerusalém, era uma espécie de modelo do resto do Mundo. Um micro cosmos, ou um resumo do que tem sido a história da humanidade há séculos.

 

A Páscoa nesta cidade é uma experiência e tanto. É como se Jerusalém fosse o beco sem saída do planeta. toda a gente vem ali ter. Consegues encontrar todas as combinação possíveis de olhos, de cabelos e de cor de pele. Vês todos os trajes e estilos de vestir. Vês do mais escuro dos africanos ao mais pálido Europeu do Norte e todas as tonalidades intermédias.

 

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Parece que estão todos ali para comungar juntos…

 

Porquê então - perguntava-me eu, cercada pela multidão - é que esta Terra Santa que viu nascer as três maiores religiões do mundo não me fazia sentir mais “perto de Deus” ou experimentar “um sentimento profundo de paz”, como por diversas vezes ouvi de pessoas que descreviam a sua experiência em Jerusalém.

 

Depois de alguma reflexão eu cheguei a uma conclusão. O problema, evidentemente, era meu. Não é que eu não acreditasse em Deus (qualquer que seja a forma que ele toma), o problema era que eu não acreditava na humanidade.

 

Eu encaro o ser humano com algum cinismo, confesso. Acho que somos muito imperfeitos (eu incluída, é claro). Quantos de nós conhecem pessoas que mostraram ao mundo uma aparência de santidade quando na verdade são as primeiras a dizer mal do vizinho ou a espalhar rumores falsos sobre a sua vida.


Por alguma razão o ser humano, com honrosas excepções, tem dificuldade de ser naturalmente solidário e compreensivo, e mais: desconfia sempre do que é diferente de si, por isso procura a segurança do grupo. Se todos falam igual, pensam igual e vestem igual, deve ser bom, deve ser seguro.


A Igreja do Santo Sepulcro é um bom exemplo do que acabei de dizer. Esta Catedral enorme, lugar onde se acredita Jesus Cristo foi sepultado e ressuscitou, mais não é do que uma manta de retalhos repartida entre várias igrejas. Desde o tempo dos cruzados, os recintos e o edifício da Basílica do Santo Sepulcro tornaram-se propriedade das três maiores denominações - os grego-ortodoxos, os arménio-ortodoxos e os católicos romanos. Outras comunidades como os copta-ortodoxos egípcios, os etíope-ortodoxos e os sírio-ortodoxos têm apenas direito a pequenas propriedades dentro ou a pouca distância do edifício.

 

Ora, pergunto eu, a casa de Deus não devia ser de todos por igual? Eu não compreendo isto…

 

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Conheci em Israel uma rapariga que era Árabe-Cristã. Poucos sabem que eles existem. São uma minoria, e sofrem preconceito de todos os lados: Os cristão e judeus vêem-nos como Muçulmanos e os Árabes vêem-nos como Cristãos. Não fazem parte dos grupos principais por isso são marginalizados e postos de parte por todos.

 

Salvaguardando as devidas proporções, isto não é muito diferente de um garoto na escola sofrer bullying porque se veste de maneira diferente e ouve um tipo de música que é estranha para o resto da turma..

 

A Páscoa em Jerusalém ensinou-me que tenho muito que trabalhar para melhorar como ser humano e para acreditar mais no outro que está ao meu lado. É que a humanidade ainda tem um longo caminho a percorrer e é preciso que andemos todos para a frente e não para trás como recentemente parece que está a acontecer…

 

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Tchau

Travellight