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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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MADE IN TAIWAN

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Quando o avião estava a aterrar em Taipei, eu não pensei, como de costume: “Boa um novo país para explorar!”, não… curiosamente aquilo que surgiu na minha cabeça foi a imagem de uma pequena tesoura desdobrável que quando eu era miúda se vendia por todo lado (não sei se se lembram disso??) e porquê? perguntarão vocês, bem, porque acho que foi a primeira vez na vida que reparei na etiqueta MADE IN TAIWAN. Perguntei à minha mãe o que aquilo significava e ela disse-me: “significa que a tesoura é feita na China”.

 

Mas Taiwan é na China? aquilo para mim não fazia sentido, se era na China devia de dizer “MADE IN CHINA” não? Bom, a minha querida mãe não teve paciência de me explicar mais nada (eu devo admitir que era uma criança muito chata, fazia muitas perguntas, questionava tudo 🤔, enfim tirava a paciência a um santo 😇

 

Nunca mais pensei nisso até este ano ter decidido aproveitar um voo barato (73 € - na JetStar Japan) de Tóquio para Taipei.

 

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Como no meu inconsciente estava que Taiwan era um território Chinês assumi que precisava de visto para entrar. Mas tive uma boa surpresa - não era necessário.

 

A dúvida ressurgiu na minha mente: afinal Taiwan é um país independente ou é parte da China?

 

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A relação de Taiwan com o seu vizinho do continente é complexa e muitas vezes difícil, É tudo muito complicado, mas do que me pareceu, a República Popular da China considera oficialmente Taiwan parte do seu território mas Taiwan mantém um governo independente, democrata e soberano. A situação chegou a um ponto em que os interesses económicos são tão importantes que cada parte fica com a sua ideia e ninguém se chateia 😃.

 

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Apesar da confusão, ou talvez por causa dela, Taiwan conseguiu criar uma identidade própria, forte e florescente não só do ponto de vista económico mas também social.

 

Mas considerações históricas à parte, vamos ao que realmente interessa: Vale a pena visitar Taiwan?

 

Numa palavra - SIM!

 

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Para quem aprecia arquitectura, Taipei, a capital, é uma interessante fusão entre o tradicionalismo chinês, influências Japonesas e o melhor da modernidade - o Taipei 101 - 3º edifício mais alto do mundo (que já foi o nr.º 1) é um bom exemplo disso. E depois encontramos árvores com mais de cem anos, riachos e quedas de água maravilhosamente integrados no tecido urbano 😊.

 

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Para quem gosta de natureza, metade do país está coberto de montanhas e tem nove parques nacionais, dos quais destaco o Parque Nacional de Taroko e o de Yangmingshan. Graças a uma rede ferroviária de alta velocidade, grande parte disso está agora acessível.

 

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E para quem o mais importante é comer bem… meu Deus, só vos posso dizer que os aromas, o cheiro a especiarias, principalmente quando cai a noite, está por todo o lado. A comida de rua é variada, deliciosa (às vezes estranha), rápida e barata mas também há restaurantes excelentes (e caros) e bons cafés.

 

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Para quem gosta de fazer compras, é um paraíso onde encontras de tudo, desde a mais barata loja de rua até às marcas mais luxuosas.

 

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As pessoas são super simpáticas e sempre dispostas a ajudar o visitante estrangeiro. Par terem uma ideia as estações de metro até oferecem guarda-chuvas grátis nos dias chuvosos! 😀

 

Por isso se estiverem a pensar em fazer uma viagem para aqueles lados, considerem passar por Taiwan. Eu não me arrependi nada da minha decisão! 😃

 

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A FLORESTA DE BAMBU DE ARASHIYAMA

Um dos locais mais bonitos para fotografar no Japão é a floresta de Bambu de Arashiyama

 

Não é à toa que se transformou numa das principais atracções da cidade de Quioto.

 

Ainda assim, nenhuma imagem pode capturar a sensação de estarmos sozinhos no meio desta floresta fantástica.

 

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Já tinha visto várias imagens do local, mas a primeira vez que lá fui fiquei (um pouco) decepcionada porque era uma área bem mais pequena do que parecia nas fotos por isso é importante, se estão a pensar visitar este lugar, ir mesmo, mas mesmo, MUITO, MUITO CEDO, porque quando começa a encher de gente parece ainda mais pequeno e perde-se quase toda a magia.

 

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Agora ao amanhecer, quando o silêncio é quase completo, com excepção do chilrear dos pássaros, e tu tens o trilho só para ti, aí posso dizer-vos, é verdadeiramente maravilhoso!

 

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Podemos contratar um riquexó para passear pelo trilho

 

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E aproveitar para visitar um templo próximo que tem jardins que dão para o trilho principal da floresta de bambu.

 

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Para aqui chegarem a partir da cidade de Quioto basta apanhar o comboio da linha JR Sagano, saír na estação de Arashiyama e andar cerca de 10 minutos seguindo as placas que indicam a entrada do famoso trilho de bambu.

 

A Estação de Arashiyma em si é muito bonita. Tem um comboio antigo em exposição, um pequeno jardim e um mural belíssimo.

 

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“When a storm comes, bamboo bends. It doesn't break.”


― Michelle Moran

 

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...E AGORA PARA ALGO COMPLETAMENTE DIFERENTE!

Que Londres é uma cidade fantástica para visitar já todos sabemos e a maioria de nós já conhece, ou pelo menos já ouviu falar do Big Ben, do London Eye, do Palácio de Buckingham Palace e de outros grandes marcos da capital Inglesa. Mas até numa cidade tão popular como Londres conseguimos encontrar alguns lugares e actividades que são menos conhecidos e que valem a pena experimentar.

 

Deixo abaixo algumas sugestões para quem está a pensar passar férias para aqueles lados:


Experimentem um gelado feito com nitrogénio líquido no Chin Chin Labs

 

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A adição de nitrogénio líquido torna o gelados densos e deixa-os com uma textura super lisa.
Há sempre uma variedade de sabores, que mudam todas as semanas, mas um dos mais populares é o Red Velvet - uma verdadeira de-li-cia!!

 

Em Portugal sei que há uma loja semelhante em Alvalade mas acho que não conseguem chegar à qualidade destes (mas isto é só a minha opinião é claro).

Morada: 49-50 Camden Lock Place, Londres NW1 8AF

 

Visitem o Kyoto Garden

 

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Este é um jardim de estilo japonês muito bonito, com uma queda de água, um lago cheio de carpas Koi, flores bem cuidadas, esquilos e pavões.


É pequeno, e por vezes enche muito por isso se gostam de paz vão de manhã bem cedo.

Morada: Holland Park, Holland Park Ave, Kensington, London W11 4UAR

 

Falso Downing Street

 

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Se querem pregar uma partida aos vossos amigos (e vê-los gritar "fake news!!") é só dizer que foram convidados para tomar chá com a Primeira Ministra Britânica em Downing Street e tirarem uma foto no nrº 10 da Adam Street. É (quase) igualzinha ao nr º 10 de Downing Street , só não tem os seguranças para vos expulsar de lá 😜

 

Visitem Little Venice

 

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Little Venice é bem perto da estação de Paddington e é o ponto em que o Regent’s Canal se encontra com o Grand Junction Canal. 

 

É um lugar muito agradável para passear a pé ou de barco. Há pubs e cafés onde nos podemos sentar, tomar algo e apreciar a vista.


A London Water Bus Company oferece passeios panorâmicos (de Abril a Outubro) de hora a hora, que vão do Regent’s Canal até ao Tamisa, passando pelo Regent’s Park e o London Zoo.

 


Visitem museus (pequenos) menos conhecidos

 

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Como o Museu Sherlock Holmes em Baker Street,  uma visita obrigatória para todos os fãs do detective mais famoso de sempre.
Morada: 221b Baker St, Marylebone

 

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Ou passem pelo The Vault no Hard Rock Cafe que, como todos os Hard Rock Cafe´s, abriga exposições ligadas à música. A particularidade desta casa é que foi a primeira da conhecida rede de restaurantes e apresenta muitas peças raras de estrelas musicais.

Morada: 150 Old Park Lane, Mayfair

 


Experimentem os melhores chás das 5 da cidade:

 

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Charlie & The Chocolate Factory no One Aldwych

 

Os amantes do chocolate (o meu caso 😋)  tem de experimentar este chá da tarde no Hotel One-Aldwych. Servido no bar do átrio do hotel, o menu apresenta algodão doce, leite de chocolate com caramelo e sobremesas mais tradicionais. Deliciem-se também com o (opcional) Cocktail Charlie (whisky, Grand Marnier Cherry, chocolate amargo e champanhe. Convém reservar com antecedência. Mais informações aqui

 

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Mad Hatters Afternoon Tea no Sanderson

 

O chá do Hotel Sanderson é inspirado na história de Alice no País das Maravilhas e transporta-nos para uma  verdadeira viagem pelo livro com toques especiais como a porcelana divertida em que é servida o chá, o croque monsieur King of Hearts ou a poção da Alice que tem a etiqueta “bebe-me" ". Podem saber mais informações e reservar aqui

 

Tchau!

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A ALDEIA DAS MULHERES DE PESCOÇO LONGO

A primeira vez que ouvi falar do povo Karen foi há muitos anos num programa da National Geographic. Lembro-me que fiquei fascinada com a imagem daquelas mulheres com pescoços compridos adornados por anéis dourados. Sempre tive curiosidade de conhecer essa cultura de perto por isso, durante a minha última visita ao norte da Tailândia decidi aproveitar e visitar uma das inúmeras aldeias que as autoridades Tailandesas criaram para albergar este povo.

 

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A experiência foi interessante.

 

Quando decidi visitar a aldeia li um pouco sobre o assunto e algumas questões éticas colocaram-se. Muitos diziam que as aldeias não passavam de um “zoo” humano onde refugiados eram expostos como “bichos” para entretenimento dos turistas. Outros porém diziam que valia a pena a experiência para conhecer estas tribos de perto e ajudar na sua sobrevivência uma vez que a sua única fonte de rendimento é a venda de peças de artesanato a turistas.

 

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Gosto de tirar as minhas próprias conclusões por isso decidi que devia de ir e ver com os meus próprios olhos o que eram estas aldeias.

 

Eis o que descobri:

Os Karen são um povo originário de Myanmar (anteriormente Birmânia) composto por várias tribos a mais conhecida das quais é a “Padaung” também conhecida por tribo “dos pescoços longos” por suas mulheres usarem anéis de bronze ao redor dos pescoços. Os seus pescoços na verdade não alongam, o que os anéis fazem, à medida que são adicionados,  é baixar os ombros e a caixa torácica dando a aparência de um pescoço comprido.

 

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No final dos anos 80 e início dos anos 90, alguns Padaung começaram a mudar-se para o norte da Tailândia atravessando a fronteira para fugir da turbulência política em Myanmar, dos trabalhos forçados, da fome e da violência que assolavam o país.

 

Inicialmente, eles ficaram em campos de refugiados mas gradualmente foram transformando-se numa atracção turística pelos seus trajes típicos e pela tradição das mulheres usarem, a partir dos 5 anos de idade, anéis à volta do pescoço para lhes dar a aparência alongada e, segundo me disseram, proteger dos ataques dos tigres. As autoridades tailandesas construíram então aldeias artificiais para promover o turismo na parte norte da Tailândia e transferiram os Padaung e outros grupos étnicos como os Yao, os Lahu e os Hmong, para lá.

 

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Como imigrantes ilegais, estas pessoas tem muita dificuldade de adquirir a cidadania Tailandesa, e as autoridades locais também não parecem nada interessadas em facilitar este processo.

 

Disto resulta que muitos deles se sintam presos numa espécie de “limbo”. Por um lado não podem voltar para o seu país, Myanmar, porque são perseguidos, passam fome e são obrigados a trabalhos forçados nos campos. Por outro lado não são livres de ir e vir na Tailândia, não tem quaisquer direitos, não podem trabalhar fora das pequenas áreas que lhes foram designadas e muitas destas “aldeias” não tem nem electricidade, estradas, cuidados de saúde ou escolas para além do ensino básico.

 

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É como se fossem obrigados a permanecer parados no tempo…

 

O preço de manter vivas as suas tradições parece demasiado alto e injusto principalmente para as jovens da tribo Padaung.

 

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Quando pousamos as máquinas fotográficas e realmente paramos para falar com as pessoas reparamos que há duas atitudes distintas: Os mais velhos parecem mais conformados com a sua sorte, as senhoras idosas pareciam ter orgulho genuíno nas suas tradições e sentiam prazer em explica-las (no seu fraco inglês) e mostra-las a quem, como nós estava interessado em conhecer e aprender. Não pareciam nada incomodados com os turistas e agradeciam a sua presença. Sabem que dependem deles para sobreviver porque o seu único rendimento é o dinheiro que resulta da venda das peças de artesanato que fabricam. Apesar disso nunca senti pressão para comprar nada.

 

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Os mais jovens, pelo contrário, mostram revolta pela sua situação. Já nasceram ali, não percebem porque não tem direitos como todos os outros na Tailândia. Porque não podem sair da “aldeia”, porque não podem trabalhar cá fora, estudar para além do ensino básico. Porque é que as entradas que os turistas pagam para visitar a aldeia (que não são tão baixas como isso) não são para eles mas para o Tailandês dono da terra. Sentem-se “pequenos” face aos outros, como me disse uma rapariga que não devia ter mais de 21 anos.


Muitas não gostam de usar os anéis (e não usam) e não gostam de fotografias. A “obrigação” de os usar está a matar o gosto e o respeito pela tradição.


Aquilo que outrora foi símbolo de orgulho e beleza, hoje é para estas jovens símbolo de uma quase escravatura.

 

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Então porquê visitar estas aldeias?

 

Acredito que a experiência de visitar uma destas aldeias é aquilo que quisermos fazer dela. Quando chegamos a atmosfera parecia mesmo um pouco encenada e a “aldeia” parecia apenas um mercado de artesanato com as suas banquinhas cheias de souvenirs, mas assim que guardamos a máquina e começamos a interagir directamente com as pessoas tudo mudou, as mulheres relaxaram e mostraram tanto interesse em nós como nós nelas. Sorriram, riram e algumas até pediram para eu as fotografar. Fiquei muito grata porque realmente elas são todas muito fotogénicas 😊

 

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A maioria dos turistas apenas tira fotos (nem pede autorização), compra alguma coisa (se comprar) e parte. São estes que criam um ambiente de jardim zoológico humano.

 

Se querem visitar uma aldeia destas, mostrem respeito pelas pessoas, peçam autorização para fotografar, falem com elas, mostrem interesse sobre a forma como os produtos que vendem são feitos, peçam aos mais velhos para falar da sua pátria Myanmar e aos jovens das suas expectativas na Tailândia e vão ver a sua atitude mudar.

 

Depois dêem a conhecer ao mundo como estas pessoas vivem e se quiserem mesmo ajudar e acham que comprar artesanato vai incentivar a continuação da exploração turística deste povo contribuam para uma ONG como a Karen Women Organization 

 

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COREIA I UM VISLUMBRE DO PASSADO

Quando visitamos a Coreia do Sul deparamos-nos com um país moderno, vibrante que nos surpreende com os seus edifícios altos, lojas tecnológicas e movimentados mercados nocturnos.


Mas a nação que nos deu as televisões LG e os telefones Samsung tem também um lugar chamado Gyeongbokgung, onde podemos recuar no tempo e imaginar outra época. Uma época de imperadores e suas cortes e onde a Coreia não era do Norte nem do Sul mas antes um único e grande país.

 

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Construído originalmente em 1395, Gyeongbokgung, é um palácio real localizado em Jongno-gu, a norte de Seul. 
Era o principal e maior palácio de entre os "Cinco Grandes Palácios" construídos pela Dinastia Joseon e o seu nome significa "Palácio" [Gung] "Grandemente Abençoado pelo Céu" [Gyeongbok].


No início do século XX, durante a ocupação Japonesa, grande parte do complexo real foi destruído. Afortunadamente um belíssimo trabalho de restauração - que dura até hoje - conseguiu devolver a forma e a gloria original deste símbolo da soberania Coreana.

 

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Dentro das muralhas do palácio encontramos, entre outras coisas, belos jardins, um templo, a biblioteca privada do rei, a recriação de uma antiga aldeia Coreana e o museu nacional do folclore.

 

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Chegar aqui é fácil, basta apanhar o metro e sair na paragem Gyeongbokgung, saída 5.
O bilhete é bastante barato (custa cerca de 3,00€ )


Uma curiosidade sobre este local é que grande parte dos Coreanos quando visitam o palácio optam por vestir o Hanbok - traje tradicional do país- porque se o usarem a entrada é gratuita.
Os turistas também podem alugar estes trajes e entrar de graça. Existem muitas lojas nas imediações do Palácio que alugam hanboks à hora.

 

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A sua presença ajuda a criar a ilusão de que viajamos até outro tempo e proporciona fotografias ainda mais interessantes do local.

 

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Enquanto eu vagueava por lá e fotografava os jovens a divertirem-se “brincando de príncipes e princesas”, sem qualquer sombra de preocupação no rosto, tirando selfies e fazendo poses imperiais, não pude deixar de pensar na conversa que tinha tido ao jantar na noite anterior com dois jovens Sul-Coreanos.

 

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Eles pertencem a uma geração que cresceu numa Coreia diferente. Os seus pais cresceram num país empobrecido, destruído pela guerra, que dependia dos EUA para tudo. Já a geração mais nova cresceu num país que atingiu o status de nação desenvolvida, que tem uma economia forte e uma democracia jovem. Eles pouco ou nada sabem (ou querem saber) sobre a Coreia do Norte. Até certo ponto eles cresceram inconscientes, mesmo que a ameaça esteja sempre lá…


A lei de segurança nacional imposta pelas autoridades Sul-Coreanas impede o acesso a informações sobre a Coreia do Norte, e isso, como não podia deixar de ser, limita a consciência e a compreensão dos factos.

 

De qualquer modo percebi que há um sentimento de que nada do que se passa é novidade. A península está em estado de guerra há anos. O Norte ameaça, ameaça e depois (graças a Deus) não acontece nada.

 

Eles até se riram e disseram-me que as ameaças acontecem todas as Primaveras. O Norte para eles é algo previsível.

 

A mim no entanto esta história faz-me lembrar a de Pedro e o Lobo… tanto ele grita e grita que um dia quando for verdade ninguém acredita.

 

Mas desta vez, disseram-me, há um elemento novo que está a fazer aumentar o receio - Donald Trump. O Presidente Americano  é, neste momento, o factor imprevisível dentro da equação que eles consideram “previsível” .

 

Os Sul-Coreanos no geral não me pareceram muito preocupados com o programa nuclear da Coreia do Norte. Segundo eles o programa destina-se a atingir os EUA e não necessariamente a ameaçar a Coreia do Sul - embora obviamente saibam, que se algo correr mal, a Coreia do Sul pela sua relação com os Americanos sofreria os efeitos colaterais.

 

Mas por enquanto eles continuam felizes e despreocupados a tirar selfies no Palácio Gyeongbokgung e eu espero, de coração, que assim continuem 😊

 

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PAPHOS I CIDADE EUROPEIA DA CULTURA 2017

Olá amigos viajantes!

 

Vocês já tinham ouvido falar na cidade Cipriota de Paphos?

 

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Diz a lenda que foi aqui que nasceu a deusa grega do amor, Afrodite 😊

 

Eu confesso que até ser nomeada Cidade Europeia da Cultura 2017, pouco conhecia de Paphos e do Chipre em geral, assim quando fui para lá não tinha nenhuma ideia sobre o que poderia encontrar.

 

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Descobri que o Chipre é um destino calmo, com sol quase todo o ano, perfeito para uma escapadinha romântica ou uns dias relaxados de férias.

 

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Paphos especificamente não tem milhares de coisas para fazer, mas para os amantes da natureza tem praias e belas paisagens. tem uma linha costeira linda que podemos percorrer a pé ou de bicicleta. Tem bons hotéis e fantásticos monumentos arqueológicos para explorar e, este ano, uma agenda cultural diversificada e bastante interessante.

 

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Apontem aí o que não devem perder se resolverem eleger este como o vosso destino de férias:

 

Podem começar por visitar o Parque arqueológico e explorar os Túmulos dos Reis.

 

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Sigam depois para o porto de Paphos - o mais antigo porto do país - e visitem o seu Forte Medieval. Este forte bizantino foi originalmente construído para proteger o porto mas depois foi desmantelado pelos venezianos e novamente reconstruido pelos otomanos. É uma peça arquitectónica interessante.

 

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Ao pé do forte está actualmente montado um palco onde este ano se realizam os concertos que fazem parte da agenda cultural Paphos 2017

 

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O porto tem artistas de rua a vender as suas criações, lojas de souvenirs e muitos cafés e restaurantes onde podem almoçar ou jantar. Eu recomendo o restaurante Harbour Café, serve uma mussaka deliciosa.

 

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Do porto partem também muitos tours que levam os turistas a passear de barco para descobrir a costa de Paphos e suas grutas e baías de água cristalina.

 

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Existem alguns restos decentemente preservados do período romano de Paphos espalhados perto da área do porto, todos datam do século II. O Odeon, um pequeno teatro, ainda hoje é usado para festivais de música de verão.

 

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Aqueles que não passam sem fazer umas comprinhas podem ir ao Kings Avenue Mall, O maior centro comercial de Paphos.

 

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Ainda na cidade, não deixem de visitar a Basílica de Hrysopolitissa e o Pilar de São Paulo

 

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Esta extensa ruína pertence àquela que foi a maior basílica bizantina de Paphos, e as colunas dispersas e os mosaicos que sobreviveram ao tempo são testemunho de sua grandeza há muito desaparecida.

 

Datada do século IV - o auge do poder bizantino em Chipre - foi destruída em 653 d.C durante os ataques árabes à ilha.

 

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No extremo oriental do local está a Igreja Ayia Kyriaki, que ainda hoje é usada para serviços católicos e anglicanos. 

 

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Na extremidade ocidental do local fica a coluna do São Paulo, onde se acredita, o santo foi preso e chicoteado por pregar o Cristianismo. conta-se que depois disso S.Paulo conseguiu converter o governador ao cristianismo fazendo de Chipre um dos primeiros estados cristãos do mundo.

 

E depois da história vamos à praia 😀

 

Aqui destaco Coral Bay - uma das melhores praias de Paphos mas também a mais movimentada. Para os que gostam de paz, sossego e praias mais vazias sugiro Kissonerga Bay (a cerca de oito km da cidade) e a praia de Lara (26 quilômetros ao norte).

 

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Quem gosta de natureza não deve deixar de visitar o Parque Nacional da Península de Akamas, lar de uma flora e fauna incrivelmente diversificada e um dos melhores lugares para fazer caminhadas na ilha.

 

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Nos arredores da cidade podemos visitar as montanhas de Troodos, dar um passeio de burro, visitar o Mosteiro de Kikkos e parar na aldeia de Pera Pedi conhecida pela sua produção de vinho para provar Commandaria (vinho tinto doce).

 

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Outra aldeia interessante nos arredores de Paphos é Letymbou, onde podemos visitar a “Casa Sophia” onde aprendemos como se faz pão e outras iguarias locais, como o queijo tradicional halloumi.

 

Por fim, quem viaja com crianças não pode perder o Paphoszoo e o Aphrodite Waterpark.

 

A melhor maneira de nos deslocarmos em Paphos, se não quisermos alugar um automóvel, é de autocarro, são confortáveis, passam com bastante regularidade e não são caros.

 

Devo dizer que não achei o Chipre um destino caro, o IVA na restauração é de 9% por isso a alimentação fica muito em conta e a maioria das atracções são gratuitas ou cobram entradas muito baixas. Quanto à estadia existem várias opções a variadíssimos preços, desde os mais baratos Airbnb até aos hotéis cinco estrelas, obviamente mais caros.

 

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Viajei para lá na Ryanair, via Londres, mas pode ser via Roma também. Como a Ryanair não vende passagens multi-destinos tive de comprar dois bilhetes: Um Lisboa/Londres/Lisboa e outro Londres/Paphos/Londres.

 

As viagens foram baratas (195,00 € por pessoa no total) mas no regresso tive de ficar uma noite em Londres porque à hora que o voo chegava de Paphos já não conseguia um voo para Lisboa. Isto encareceu um pouco o custo. Em todo o caso, Paphos é um bom destino para combinar com uma visita à capital Inglesa.

 

Espero que tenham gostado de conhecer mais este lugar! 😃

 

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PRIMAVERA JAPONESA EM LONDRES

Olá amigos viajantes!

 

Quem gosta de cozinha Japonesa e de cocktails (como eu 😉) e está a pensar visitar Londres nas próximas semanas não pode deixar de passar no Shochu Lounge (37 Charlotte St, Fitzrovia, London W1T 1RR).

 

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    Foto by  Roka

 

Este restaurante e bar Japonês da capital Inglesa está a comemorar a Primavera com uma lindíssima instalação de flores de cerejeira.

 

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  Foto by Roka

 

A instalação artística torna único o espaço onde os clientes podem experimentar cocktails de inspiração Japonesa e provar pratos robatayaki (um método de cozinhar, semelhante ao churrasco, em que os alimentos são lentamente grelhados em espetos colocados sobre o carvão).

 

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    Foto by Roka

 

A instalação estará em exibição até dia 7 de Junho.

 

Para mais informações consultem o site oficial do restaurante.

KLEIN CURAÇAO I UM PEQUENO PARAISO NO MAR DAS CARAIBAS

Aproximadamente a 10 km de Curaçao, nas antigas Antilhas Holandesas, longe da agitação dos bairros de Punda e Otrobanda, encontramos Klein Curaçao ("pequeno Curação" - traduzido à letra), uma ilha desabitada, com praias de areia branca, águas cristalinas, um recife espectacular e maravilhosa vida marinha.

 

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Alguns operadores turísticos oferecem passeios de barco até lá a partir de Curação.

 

Os barcos saem bem cedo e às 06:45 da manhã já eu estava no cais pronta para partir.

 

Assistir ao nascer do sol é sempre uma experiência especial, mas quando estás ao pé do mar parece que é ainda melhor!

 

És invadida por um sentimento tão bom! Uma felicidade e gratidão por viveres num planeta lindo e teres oportunidade de vivenciar momentos maravilhosos como aquele 😊

 

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A meio da travessia, uma boa surpresa: golfinhos!

 

Um grupo deles aproximou-se do nosso barco e começou a nadar e saltar à nossa frente, simplesmente lindo!

 

 

 

O passeio de barco até Klein é bastante agitado, por isso, quem é propenso a enjoos convém tomar um comprimido (tipo Vomidrine) para não se sentir mal ou então usar o seguinte truque: Olhar sempre para a costa. Quando não conseguirmos ver mais terra, devemos concentrar-nos na linha do horizonte. Tenho uma pessoa amiga que diz-me que este truque resulta e que assim consegue não ficar enjoada 😊

 

Eu, graças a Deus não tenho esse tipo de problema por isso pude apreciar o passeio sem qualquer má disposição.

 

Cerca de duas horas depois chegamos finalmente à pequena e remota ilha onde íamos passar o dia. Que lugar lindo!

 

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Quando desembarcas descobres o melhor de tudo: tartarugas!

 

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Klein Curaçao é ideal para a pratica de snorkel.

 

Não muito longe da costa encontramos um recife de coral. Eu achei que este está bastante danificado e em certos locais até morto mas ainda é possível ver algum coral em bom estado, peixes coloridos e tartarugas sem ter de mergulhar muito profundamente. 

 

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Hoje é uma ilha desabitada mas no passado, Klein Curaçao foi usado pelos Holandeses para colocar de quarentena escravos doentes. Muitos não sobreviveram e os seus túmulos ainda estão na ilha.

 

Os restos do antigo edifício de quarentena ainda podem ser encontrados no lado noroeste da ilha. Triste pensar que outrora, um lugar tão paradisíaco, serviu uma instituição tão cruel como a escravatura humana…

 

Mais tarde descobriu-se que esta pequena ilha tinha depósitos de fosfato e a partir desse momento transformou-se numa mina.

 

O processo de mineração acabou com as colinas e com a vegetação local e tornaram Klein Curação num lugar quase deserto e de aspecto um pouco desolado.

 

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Uma ilha baixa dificilmente é vista no escuro e Klein Curação tornou-se num perigo para a navegação. Correntes e ventos fortes também não ajudaram e, como resultado, muitos navios encalharam na ilha. 

 

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Com o fim de evitar os desastres foi construído um farol, hoje também abandonado.

 

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Mas claro que o melhor da ilha é a sua maravilhosa praia. A operadora que faz os passeios até Klein montou uns guarda-sois que são absolutamente necessários para não virares um churrasquinho ao sol! 😜


A ilha é muito, muito quente e um bom protector solar com um factor bem alto é indispensável.

 

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Se estiverem a pensar em passar férias em Curaçao, não deixem de visitar esta ilha! 😊

 

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A PRAIA MAIS BONITA DO MUNDO... SE VISTA DE CIMA

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A praia de Navagio em Zakynthos, Grecia é considerada uma das mais belas praias do mundo, mas eu contesto esta afirmação, ou pelo menos proponho uma pequena correção na afirmação: É uma das mais bonitas desde que vista de cima!

 

A verdade é que à altura do solo não é mesmo nada de especial... E barco encalhado, por barco encalhado, como me recordou e bem o Dylan, quando postei uma foto de Navagio no Facebook, nós também temos um em Vila Nova de Milfontes 😃.

 

Agora sou obrigada a concordar que vista de cima Navagio é bem especial 😊

 

Para chegar à praia vais de barco, e, como em todas as atracções famosas, convém chegar bem cedo se quiseres ter um pouco de sossego e fotografar o barco naufragado com calma e paz. Existem várias empresas turisticas que oferecem passeios de barco para esta praia (por cerca de 26€ p/pessoa).

 

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Da praia não consegues subir para o miradouro e chegar lá não é muito fácil, não há transporte público, por isso ou alugas um carro ou vais de taxi, ou podes apanhar um autocarro de Zakyntos para a vila de Anafonitria mas depois tens de andar cerca de 5 km até ao miradouro, ainda é um esticão…

 

Um taxi ida e volta de Zakyntos com 1 hora e meia de espera ficou-nos por cerca de 100 Euros, é caro, mas como éramos 4 pessoas, a dividir ficou a um preço mais aceitável.

 

Soube que há um tour organizado que passa por lá e que custa cerca de 30,00 € por pessoa mas que tem o defeito de não parar quase tempo nenhum no miradouro. Achei que não compensava porque realmente o que interessa é poder percorrer com calma as falésias e penhascos e ver as vistas incríveis que para além da praia de Navagio, permitem-nos descobrir outra praia (que na foto em baixo podem ver mais à direita) igualmente bonita.

 

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É um passeio inesquecível 😊

 

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UM VOO MÁGICO PELOS CÉUS DA CAPADÓCIA

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Na Turquia existe uma região chamada Capadócia, de aparência surreal e estranha. É localizada na Anatólia Central, e tem formações rochosas únicas que nos fazem sentir como se estivéssemos noutro planeta ou talvez dentro de uma pintura de Salvador Dali.

 

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Não há voo para a Capadócia por isso a melhor forma de lá chegar é via Istambul. Dois aeroportos servem a região: Aeroporto de Kayseri Erkilet (ASR) e Aeroporto Nevşehir Kapadokya (NAV). Também é possível lá chegar de comboio ou autocarro, mas na minha opinião os vôos são mais convenientes e muito baratos (um ida e volta de Istambul para Kaysery, por exemplo, ficou-me por 20,00€ na Turkish Airlines)

 

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A Capadócia é o resultado de fenómenos vulcânicos e da erosão, e tem um património histórico e cultural riquíssimo, que inclui cidades subterrâneas e inúmeras habitações e igrejas escavadas e esculpidas na rocha, muitas destas com admiráveis frescos.

 

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A Primavera (Abril a Junho) e o Outono (Setembro a Novembro) são as alturas perfeitas para ir porque o tempo é moderado e as condições são ideais para fazer um voo de balão - Uma das melhores formas de apreciar as características únicas desta região.

 

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Toda a paisagem é extremamente cénica e os balões, que de manhã, são às dezenas, tornam o cenário ainda mais bonito e fotogénico.

 

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Os pilotos são muito experiente e conseguem levar-nos muito perto dos estranhos relevos que pontilham os vales - como as chamadas torres do Vale do Amor.

 

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Quando avistamos este lugar é facil de perceber o porquê do seu nome. Observem as imagens... o que é que as rochas vos fazem lembrar? Sejam honestos, vocês sabem do que eu estou a falar 😜

 

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Depois das belas panorâmicas proporcionadas pelo balão, é tempo de descer à terra e explorar a região e as atracções locais mais de perto.

 

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As pessoas da Capadócia são super simpáticas e hospitaleiras e senti-me muito segura lá.


Até o motorista de táxi que contratamos para nos levar a passear (2 pessoas) foi espectacular. Como tínhamos acordado um preço relativamente baixo para que ele ficasse à nossa disposição durante todo o dia (30,00€) e ele foi tão paciente esperando por nós no calor enquanto explorávamos todos os lugares com calma, quisemos dar-lhe uma gorjeta no fim, mas ele não aceitou e ainda nos convidou para tomar chá com a família. 😊

 

Que diferença do taxista em Istambul que nos enganou e roubou descaradamente no troco.


A Capadócia para mim vale uma visita nem que seja só pelas pessoas e pela comida (que é deliciosa!)

 

Das atracções, aquela que não podem perder é o Parque Nacional de Goreme, Património Mundial da UNESCO e uma das áreas mais famosas da Capadócia.


Lá encontramos o Goreme Open Air Museum. Um museu onde podemos sentir a história a ganhar vida.

 

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Este lugar dá-nos uma visão sobre o passado da região e ajuda-nos a compreender a forma como as pessoas viviam há séculos atrás. As várias igrejas esculpidas em pedra com os frescos cristãos são especialmente bonitas.

 

 

 

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É engraçado pensar que aquelas pessoas escavavam a sua própria casa. Possivelmente os mais preguiçosos contentariam-se com um T1 😂


Mas também devia ser fácil, quando casavam ou os filhos começavam a nascer, acrescentar uma ou duas divisões à casa. Os mais ambiciosos até podiam construir uma piscina como a do hotel onde eu fiquei hospedada. 😜

 

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Apesar do recente clima de turbulência e instabilidade que afecta a Turquia, acho que a Capadócia ainda é um destino calmo e possível de visitar sem grandes sobressaltos.

 

Deixo por isso aqui a sugestão 😊

 

 

 

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