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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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MY TRAVEL WISH LIST I CASTELLO DI SAMMEZZANO

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Escondido nas colinas da região da Toscana, na Itália encontra-se o Castello di Sammezzano, uma propriedade incrível mas que há mais de duas décadas está vazio e abandonado.

 

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Construído há mais de 400 anos este castelo tem 365 quartos - um para cada dia do ano - e constitui uma verdadeira villa palaciana de estilo marroquino onde quartos incrivelmente decorados e ricamente revestidos formam um caleidoscópio de cores garridas . Foi construído por um nobre espanhol, Ximenes de Aragão no século XVII, mas foi o seu herdeiro o Marquês Ferdinando Panciatichi Ximenes que ao longo de 40 anos o transformou no castelo exótico que encontramos hoje.

 

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Depois da morte do Marquês, e dos saques alemães durante a segunda guerra mundial, o castelo e o seu parque circundante foram transformados num hotel de luxo que por dificuldades financeiras teve de fechar as portas em 1990.

 

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De lá para cá o Castello di Sammezzano tem passado pelas mãos de diversos investidores estrangeiros sem que nenhum, por um motivo ou outro, tenha conseguido restaura-lo à sua antiga gloria.

 

Em 2013 um comité local sem fins lucrativos, o Comitato FPXA, foi criado para tentar salvar este monumento da degradação total.


Eles não são os proprietários do Castelo mas organizam aberturas esporádicas ao público para que o espaço possa ser visitado e divulgado.

 

Visitar este lugar portanto não é fácil e o seu futuro continua incerto, mas de acordo com a página de facebook do Comitato FPXA parece que finalmente estão a ser iniciadas algumas obras de restauro.

 

Continuo por isso a manter o Castelo di Sammezzano na minha travel wish list e tenho fé que muito em breve consiga visitar este lugar que parece ter saído directamente de um dos contos das Mil e uma Noites.

 

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MURANO I A ILHA DO VIDRO

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Murano, é uma ilha que fica a cerca de 1 km do centro de Veneza.


Para ser exacta, apesar de ser conhecida como uma ilha, Murano é na verdade um arquipélago de sete ilhas menores, unidas entre si por pontes.

 

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É um lugar bem mais calmo que Veneza. Não há tantos turistas e conseguimos andar mais à vontade. A maioria nem chega a vir até aqui e os que vem é para ver aquilo pelo qual a ilha é mais famosa: O vidro.

 

Murano é reconhecido internacionalmente pelas maravilhosas e delicadas obras em vidro que são produzidas pelos seus artificies locais.

 

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O fabrico de vidro na ilha de Murano remonta a 1291, quando os fabricantes instalados no centro de Veneza foram forçados a mudar-se para lá como medida preventiva para evitar que um incêndio de grandes proporções e potencialmente devastador ocorresse em Veneza. A maioria das pontes e casas eram na altura construídas em madeira por isso o perigo de incêndio era bem real. Começou então aí a longa história de Murano como um dos centros mais proeminentes de fabricação de vidro no mundo.

 

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Apesar de ao longo dos últimos anos muitas fabricas terem fechado, ainda hoje é possível ver os artesãos a fabricar vidro nas várias fundições da Ilha. Muitas delas tem salas de exposição e locais onde os turistas podem assistir a todo o processo de fabrico das diferentes peças decorativas e candeeiros.

 

A fundição onde estive tinha uma sala de exposição muito bonita e foi muito interessante ver os vários componentes do vidro e assistir à forma como é moldado até se transformar em belas e espantosas peças de arte.

 

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Quem quiser saber mais detalhes sobre a história do vidro pode ainda visitar o Museu que lhe é dedicado e aprender que em Murano inicialmente eram produzidos espelhos depois evoluiu-se para a produção de jóias, depois para candeeiros e candelabros e finalmente para peças decorativas e artísticas.

 

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Mas o fabrico de vidro, não é a única coisa que há para ver em Murano.

 

A ilha tem uma atmosfera relaxada e é muito agradável passear por ali, ver e fotografar pequenos detalhes...

 

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Há algumas igrejas interessantes que também vale a pena visitar como por exemplo a Basílica de Santa Maria e San Donato que data do início do século XII e tem um piso de mosaico em mármore e vidro que se assemelha ao da Basílica de San Marcos. E a igreja de San Pietro Martire, que foi construída no século XV, e contém algumas telas feitas por Bellini.

 

Outro lugar muito popular na ilha é o Campo Santo Stefano, onde se destaca uma torre do relógio que data do século XIX e uma escultura enorme toda em vidro que embeleza ou, segundo alguns, enfeia a praça (eu pessoalmente não gostei). 

 

O Campo Santo Stefano está localizado do outro lado do canal da Igreja de San Pietro Martire e é um ponto de encontro para os locais e para turistas porque tem à volta cafés e restaurantes.

 

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Por toda a ilha encontramos também lojas que vendem todo o tipo de peças em vidro. Desde pequenas lembranças até peças de design moderno.

 

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Para chegar a Murano a partir de Veneza basta apanhar um vaporetto na paragem Fondamenta Nuove. A travessia leva cerca de 10 minutos. 

 

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Tchau!

Travellight

PASTA ALLA NORMA

Sou louca por comida Italiana e um dos meus pratos favoritos é um prato Siciliano super simples de fazer chamado Pasta alla Norma! 😊

 

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A pasta alla Norma é um prato típico de Catânia e o nome foi dado pelo poeta siciliano Nino Martoglio, em homenagem à ópera “Norma”, de Vincenzo Bellini.


Conta a história que Nino Martoglio, ao comer este prato de macarrão, teria comparado a iguaria à ópera, afirmando que uma seria tão maravilhosa quanto a outra.

 

Deixo em baixo a receita para quem quiser experimentar 😃

 


Ingredientes:

2 beringelas pequenas
1 lata de tomate picado
Azeite extra virgem
Flor de sal
Pimenta moída
1 dente de alho
Vinho branco
Óregãos
1/2 malagueta sem sementes
Hortelã picada
Massa (neste caso massa tagliatelle fresca)


Preparação:

1. Cortar a beringela em quartos em altura, depois ao meio e em tiras da grossura de um dedo. Fritar no azeite até ficar douradinho, adicionando a meio os óregãos, que dão um sabor delicoso. É possível que tenha de se fazer em algumas vezes, dependendo do tamanho da frigideira.


2. Adicionar o tomate, o alho, o vinho e a malagueta. Temperar com sal e pimenta. Deixar refogar a lume brando durante uns 15 minutos (enquanto a massa coze).


3. Colocar a massa a cozer com um fio de azeite, reservando um pouco da água da cozedura no fundo do tacho.


4. Quando o refogado estiver pronto, adicionar o hortelã e juntar ao tacho com a massa, misturado até estar homogéneo.


5. Servir com queijo parmesão ralado.

 

Receita tirada daqui

 

 

POSTAIS DE VENEZA

Veneza é uma cidade bela em qualquer estação, mas no Inverno parece ter uma beleza especial que acrescenta dramatismo à sua aura romântica.

 

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No Inverno é mais fácil embrenhares-te pelos canais e perderes de vista os turistas. É mais fácil sentires a essência da cidade onde cresceu Marco Polo e onde certamente, tantas vezes ele terá sonhado em partir para descobrir novos mundos e conhecer novos povos.

 

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Eu também dou por mim a sonhar acordada e a imaginar outros tempos em que Veneza era ainda mais gloriosa e monumental. Tempos em que os Palácios se engalanavam para receber bailes de máscaras e amantes trocavam promessas de amor no escuro.

 

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Começo o passeio em S. Zaccaria e sigo para a Ponte dos Suspiros onde, conta a lenda, suspiravam os presos ao ver o mundo pela última vez antes de entrarem na prisão.

 

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Sigo para a Praça São Marcos e paro a observar o movimento. Tantas gôndolas, tanta gente…

 

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Não faltam as habituais filas para entrar na Basílica de São Marcos e no Palácio Ducal. E lá estão os turistas (eu incluída) a fotografar cada milímetro de parede, cada mosaico e escultura. Tentando reter todas as memórias e guardar talvez um pouco da história desta cidade que já foi um Estado.

 

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Afasto-me das ruas mais populares e sigo para o Campo Manin, e vejo um magnifico Leão Alado - O símbolo de Veneza.

 

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Começo a explorar as ruas estreitas em volta e entro num beco sem saída. Podia ter sido mau mas não, para minha surpresa descubro uma pérola escondida, um edifício surpreendente : o Scala Contarini del Bovolo.

 

 

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Veneza é assim, cheia de segredos 😊

 

Não está quase ninguém lá. Subo devagar a grande escadaria e aprecio a mistura de estilos Gótico, Renascentista e Bizantino do edifício. No topo a maior prenda: uma vista incrível da cidade! 😃

 

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Continuo por pequenos canais, afastada dos turistas, onde tudo está calmo com excepção das ocasionais gôndolas que uma vez por outra passam por baixo das pontes e levam casais apaixonados que pagaram uma serenata a peso de ouro ao gondoleiro - ser romântico às vezes pode custar caro 😜

 

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Sigo agora para o Rialto, a ponte / mercado mais famosa da cidade.

 

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O sol está a pôr-se e é a altura ideal para parar e apreciar uma bela refeição com vista para o Grande Canal.

 

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Começo com um Spritz, porque em Veneza há que ser Veneziano 😃 (podem ver a receita deste delicioso cocktail aqui).

 

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Depois do jantar regresso à Praça de São Marcos e paro no Florian, o mais antigo e tradicional café de Veneza, e peço um chocolate quente. Na rua músicos contratados pela casa animam os turistas com belas melodias.

 

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Eu fecho os olhos, oiço a música e saboreio o chocolate quente. Que belo dia…

 

Veneza estou outra vez apaixonada por ti! 😍

 

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BURANO I A VIDA A CORES

Cheguei a Burano num dos primeiros barcos da manhã. 

 

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Era Domingo e a colorida vila piscatória ainda estava a dormir.

 

Os passeios estavam vazios e a única coisa que eu conseguia ouvir era a canção “true colors” de Cindy Lauper que teimava em passar na minha cabeça enquanto eu caminhava por entre as casinhas coloridas e via os barcos nos canais.

 

Tudo parecia parte do cenário de um filme. Não parecia real!

 

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Esta pequena ilha está localizada na mesma lagoa que Veneza, mas as suas cores vibrantes dão-lhe um aspecto jovem e quase tropical. 

 

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Diz a lenda que um pescador da ilha foi o primeiro a pintar a sua casa em cores vivas, para que pudesse vê-la enquanto pescava e depois todos os outros o imitaram.

 

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As casas em Burano seguem um padrão de cor especial, que data da idade de ouro da ilha, quando o povoado era próspero e estava em plena expansão.

 

Hoje em dia, quem vive em Burano e quer pintar a sua casa, tem de enviar uma carta às autoridades locais que depois decidem de que cor a pessoa está autorizada a pintar o seu lote.

 

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Por todo o lado encontramos detalhes interessantes e coloridos...

 

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As rendas são outro dos grandes destaques desta pequena ilha. As mulheres de Burano são especialistas nesta arte desde o século XV, quando, segundo se conta, o próprio Leonardo da Vinci ali foi comprar rendas para adornar a sua roupa.

 

Hoje em dia, as lojas locais continuam a vender belas e delicadas rendas.

 

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Há medida que o relógio avançava, as ruas começaram a encher. Muitas pessoas dirigiam-se para as igrejas para assistir à Missa Dominical enquanto outras sentavam-se nos cafés para tomar o pequeno almoço.

 

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Eu também aproveitei e sentei-me para observar o movimento desta vila (quase aldeia) enquanto bebia um belo capuccino.

 

Se vierem a Veneza não deixem de visitar Burano, basta apanhar o Vaporetto nº12 de Fondamenta Nuove e 45 minutos depois estás lá. Vale mesmo a pena visitar!

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B DE BOM I B DE BARATO I B DE BOLONHA !

Olá amigos viajantes!

 

Na semana passada, aproveitei aquelas tarifas malucas da Ryanair e dei um saltinho até Itália, mais propriamente até Bolonha.

 

Apesar de conhecer bastante bem Itália nunca tinha visitado esta cidade e posso dizer-vos que foi uma muito agradável surpresa!

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Bolonha pode não ter tantos monumentos como Roma ou ser tão fotogénica como Veneza mas não é tão turística, nem enche ao ponto de não conseguires dar dois passos sem tropeçar em alguém - o facto de estarmos no Inverno também pode ter contribuído para isso 😜

 

É realmente uma linda cidade onde podes vivenciar, com a devida calma, La Dolce Vita Italiana.

 

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Bolonha não é muito grande por isso é possível ver todas as atracções caminhando a pé. Não faltam igrejas e museus para visitar e boa arquitectura para apreciar. Quando os pés começam a queixar-se é só parar num dos muitos restaurantes e saborear uma bela lasanha acompanhada de um belo copo de vinho tinto ou sentar numa agradável esplanada e pedir um capuccino.

 

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É fácil sentires-te feliz neste cenário 😄

 

De entre as atracções da cidade destaco as seguintes:

 

1- Piazza Maggiore ou Piazza Grande

 

Esta praça é o coração de Bolonha e o centro da vida religiosa e civil desta cidade. É famosa pela Fontana di Netuno (que actualmente está tapada porque a estão a restaurar) e pelos antigos edifícios medievais: o Palazzo Comunale, o Palazzo dei Bianchi, a enorme Basílica de San Petronio e, em frente à basílica, o Palazzo del Podestà.

 

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Há uma lenda entre os estudantes da Universidade de Bolonha que diz que dá má sorte atravessar a praça pelo centro. Os estudantes que não seguem esta sugestão correm o risco de nunca obter o diploma universitário, por isso já sabem, se estiverem a tirar um curso e forem supersticiosos, quando visitarem esta praça atravessem pelos lados.

 

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2- A Basílica di San Petronio

 

É a igreja mais importante de Bolonha e é considerada a quinta maior igreja do mundo (apesar de a mim não me ter parecido tão grande…) A sua construção começou em 1390 e continuou por séculos.

 

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3- Torres de Bolonha

 

As duas torres mais importantes são a Torre Asinelli e a Garisenda. Estas torres são um dos símbolos de Bolonha, tinham uma função militar e civil e deram prestígio às famílias que pagaram pela sua construção.

 

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Podemos subir ao cimo da Torre Asinelli se estivermos dispostos a percorrer 498 escadas de madeira para chegar ao topo. Os corajosos podem desfrutar de uma bela vista dos telhados de Bolonha.

 

Dizem que quando o tempo está bom é possível ver o mar e os Alpes (eu não vi...).

 

A Torre Garisenda é menos alta e não pode ser visitada. Quando olhamos para ela parece que a parte de cima ruiu.

 

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4 - Pinacoteca Nazionale em Bolonha

 

Este museu possui uma das colecções de arte mais importantes de Itália. Aqui podemos ver obras de artistas como Raffaello, Carracci, Reni, Perugino, Parmigianino, Tintoretto, Vasari, Guercino e outros.

 

5- Igreja de Santa Maria della Vita

 

Esta pequena igreja vale a pena visitar para ver a obra “Luto sobre o Cristo morto" de Niccolò dell'Arca - Considerada uma das obras-primas da escultura italiana. A dor expressa pelos rostos das estátuas levou Gabriele D'Annunzio a definir a obra como um "grito da pedra".

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6 - Comer!

 

Uma das melhores coisas de Bolonha é a comida. Por todo o lado encontramos lojinhas gourmet que vendem todo o tipo de delicias que nos fazem tão mal mas sabem tão bem! 😋

 

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A fama gastronómica desta cidade remonta à Idade Média. A cozinha bolonhesa, é variada e abundante. Além do famoso tortellinni, ainda feito à mão por fabricantes de massas e servido em caldo, massas variadas e a carne de porco são os personagens que se destacam. Alguns pratos típicos da região são criados graças às muitas combinações destes dois elementos.

 

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Entre estes pratos típicos encontra-se o famoso molho "à bolonhesa", preparado com carne de porco misturada com vitela e carne de bovino e servido depois sobre o esparguete; O tagliatelle, preparado com farinha e ovos; A lasanha, com camadas alternadas de molho de carne, molho bechamel e queijo parmesão e ainda a costeleta bolognese, coberta com queijo e uma fatia de presunto.

 

Entre as sobremesas, está o famoso bolo Certosino - um bolo feito com mel, amêndoas, frutas cristalizadas, pinhões, manteiga, passas, canela e chocolate preto.

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Bolonha é um destino bom que fica barato: O voo ida e volta na Ryanair ficou por 44,00 € (marquei com alguma antecedência). O aeroporto tem um autocarro (Aerobus) que vai até ao centro da cidade e custa 6,00€ e há vários hotéis bons e baratos onde ficar. 

 

Quanto à alimentação, há muita escolha e é fácil comer bem sem gastar muito e depois ainda há a hora do aperitivo (geralmente das 19:00 às 21:00) onde em alguns estabelecimentos se pedirmos uma bebida e oferecem-nos um petisco para acompanhar. 

 

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E pronto, espero que tenham gostado de conhecer mais este destino!

 

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Tchau!

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ROMA NO INVERNO

Olá amigos viajantes!

 

Roma... Ahh Roma... É uma cidade linda em qualquer estação.

A maioria das pessoas visita-a entre o final da Primavera e o início do Outono, quando as filas, o transito e o calor estão no seu auge.

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Mas sabiam que o Inverno também é uma altura fantástica para visitar esta cidade?

 

Para começar os voos e hotéis ficam mais baratos, depois há muito menos turistas e nós sentimos que Roma é … mais Romana.


Sem as multidões é mais fácil e agradável apreciar as vistas e os monumentos.

 

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Os dias frios e cinzentos dão uma aparência mais dramática a esta cidade barroca. Parece que o mármore fica mais nítido e as cores mais vivas.

 

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Talvez o único período a evitar, para quem gosta de mais calma, são as duas semanas antes do Natal. Os Italianos  tendem a deixar suas compras para a última hora e as lojas e o tráfego da cidade ficam insuportáveis. Mas se estiverem hospedados num lugar central, não dependendo muito de transportes públicos e não estiverem interessados em perder muito tempo a fazer compras então é muito engraçado visitar a cidade nesta época natalícia.

 

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No período que antecede a época festiva, as ruas iluminam-se e os presépios aparecem por todo o lado. Quase todas as igrejas tem um, assim como alguns dos mais importantes espaços públicos de Roma, como a Praça de São Pedro e a Escadaria de Espanha.

 

Para quem viaja com crianças, gosta de doces, artesanato, decorações de Natal e carroceis o Mercado de Natal (Fiera di Natale) na Piazza Navona, é uma paragem obrigatória (o ano passado não se realizou mas este ano está de volta). Outra atracção é a pista de patinagem no gelo no Castel Sant'Angelo; é pequena mas é um espaço super divertido.

 

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Dezembro é frio em Roma e por vezes chega a nevar. É uma experiência única ver os símbolos e monumentos da cidade todos cobertos de neve.

 

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Para quem está interessado em fazer uma viagem mais económica, poupando nos voos e alojamento, o Inverno é mesmo uma boa opção para visitar Roma.

 

Se quiserem poupar ainda mais e não tem medo de filas grandes nem se importam de acordar cedo, deixo em baixo algumas dicas para visitar as principais atracções de Roma sem gastar um tostão (a não ser o que tem de atirar na Fontana di Trevi se quiserem lá voltar 😄).


1. No primeiro domingo de cada mês, os monumentos e museus estatais são gratuitos para todos. Isto inclui sítios arqueológicos como o Coliseu, o Fórum Romano, Monte Palatino, Banhos de Caracalla e Ostia Antica; E museus como a Galleria Borghese, Palazzo Barberini e Palazzo di Montecitorio.

 

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Atenção que no primeiro domingo de Janeiro, Roma costuma estar mais cheia que um ovo por isso em atracções como a Domus Aurea convém chegar muito cedo.

Os Museus Capitólinos não estão incluídos nesta “borla” (só são gratuitos para os residentes em Roma).

 

2. Basílica de São Pedro. A Basílica é de entrada livre. Lá dentro não deixem de ver a Pietà de Michelangelo.

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3. No último domingo de cada mês os Museus do Vaticano são de entrada livre. O horário de entrada é reduzido (a entrada é entre as 9:00 e as 12:30. Os museus fecham às 14:00). Esperem ver grandes filas na entrada, especialmente em Janeiro.

 

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4. O Panteão. Não se paga nada para entrar neste edifício romano icónico com a maior cúpula de concreto não reforçado já construída.

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5. Façam um tour gratuito. A New Rome Free Tour  realiza um passeio a pé diário no centro histórico.

 

6. Atirem uma moeda na Fontana de Trevi. De acordo com a lenda, isso garante que vão regressar a Roma (comigo sempre funcionou! 😜)

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Tchau!

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THAT'S AMORE!

 

 

Olá amigos viajantes! 

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Eu AMO a Itália (e já fui tão feliz lá 😜), e para mim Cinque Terre resume aquilo que Itália tem de melhor e mais mágico - uma permanente atmosfera de romance - claro, claro, vocês vão dizer: então e Veneza? e Roma? não são cidades tãaao românticas? É verdade, mas cada um tem as suas fantasias e para mim a Itália perfeita são as vilas de Cinque Terre, e se um dia me apaixonasse em Itália, com certeza que seria aqui 😜 - mais propriamente em Riomaggiore.

 

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Já tive oportunidade de explicar noutro post sobre Monterosso Al Mare, outra das vilas  (O Gigante de Monterosso)  que, podendo, por favor optem por ficar uma ou duas noites numa das vilas, ao invés de visitar só de passagem numa excursão de poucas horas.

 

Para conhecer, ou melhor, para sentir, verdadeiramente como é a vida nestas vilas Italianas tem que se estar lá quando a imensa massa de turistas desaparece.

 

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Acordar em Riomaggiore, em Vernazza ou Manarola, num quarto com janela panorâmica sobre a vila e com o barulho das ondas a bater no porto é absolutamente irreal, parece que estás dentro de um filme (talvez uma comédia romântica americana mais do que um filme de Vittorio de Sica, mas ainda assim...)

 

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As vilas são tão bonitas que temos vontade de fotografar tudo o que vemos para não esquecer nenhum detalhe. 

 

As casas coloridas encosta acima, os mosaicos nas paredes e chão, as lojas de lembranças, os jardins com limoeiros e flores, o cheiro delicioso de comida... oh meu Deus! Adoro! Apetece-me cantar "That's Amore!"

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Vocês sabiam que Cinque Terre é o berço do molho pesto e da focaccia? não? eu também não sabia, disseram-me lá, não sei se é verdade ou se era só um residente, à boa maneira Italiana, a contar-me uma história, mas enfim... boa comida não falta.

 

No entanto tenham em atenção que as vilas foram um pouco estragadas pelo turismo e já há muitos restaurantes que servem comida de fraca qualidade, só interessados em facturar com os turistas. Mas sigam o vosso nariz e vejam as casas que os próprios locais frequentam (se for preciso perguntem) assim não há como serem enganados 😊

 

Peixe fresco e marisco também são sempre uma excelente opção, afinal antes do turismo estas eram vilas piscatórias e muitos dos residentes continuam a dedicar-se à pesca.

 

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Podemos viajar facilmente entre as vilas de barco ou de comboio. 

 

De barco o passeio é mais bonito e cénico e à medida que o barco vai-se aproximando para ancorar, conseguimos ver as vilas em todo o seu esplendor  

 

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Também era possível fazer o percurso entre vilas todo a pé, por caminhos sinuosos por entre as encostas montanhosas mas alguns dos trechos do percurso pedestre foram fechados depois de umas cheias terríveis em 2011 devido ao risco de derrocadas e não se sabe quando vão ser reabertos.

 

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DICA: Aproveitem os voos low-cost da Ryanair para Pisa e de lá apanhem um comboio para Cinque Terre, visitem as vilas e apaixonem-se por lá ou voltem a apaixonar-se se já forem acompanhados 😊!

 

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Tchau! 😘

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10 COISAS SOBRE PISA

1-  A torre inclinada de Pisa é apenas um dos locais a visitar. É de longe o mais popular, mas não necessariamente o mais impressionante! (em todo o caso é optima para tirar fotos divertidas, daquelas em que finges que és tu que estás a empurrar a torre 😜) 

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2 - Para evitar filas à entrada, pode reservar-se bilhetes para a Torre Inclinada online aqui: http://www.towerofpisa.org/tickets/ 

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3 - A Catedral de Pisa é uma das catedrais mais bonitas que podemos ver em Itália! Raramente se fala nisso mas o interior é lindo (fotos não lhe fazem justiça). Pessoalmente achei a Catedral de Pisa tão bonita como o Duomo em Florença!

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4 - Não deixem de visitar a Piazza Dei Cavalieri, como não fica na rota principal da estação para a torre, muitos turistas deixam de ver esta incrivel praça e é pena porque é lindissima.

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 5 - O Rio Arno com as suas pontes e edificios coloridos nas margens permite tirar belas fotos da cidade. 

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6 - Optem por comer num restaurante de uma rua paralela ao invés de comer num restaurante da Via Santa Maria (rua à frente da Torre Inclinada) onde os preços são altos (para turista) e a qualidade da comida é muito fraca.

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7 - Provem um gelado na Gelateria De' Coltelli - Melhor gelataria de Pisa!

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8 - A Ryanair tem os voos mais baratos para Pisa. O ida e volta de Lisboa fica por cerca de 180,00€ (do Porto não há voos directos). A Ryanair só voa para Pisa às terças, quintas e sábados

9 - O comboio entre o aeroporto de Pisa e a estação de Pisa Centrale leva apenas 5 minutos. De lá podem ir de taxi mas não é dificil caminhar da estação até à Torre inclinada e Piazza del Miracoli (onde fica a Catedral e o Batistério), é só seguir as placas e perguntar aqui e ali a um local para não se perderem no caminho, assim aproveitam e veem o resto da cidade. 

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10 -É muito facil visitar Florença a partir de Pisa de comboio (fica a cerca de 1 hora de distância) por isso é de aproveitar e fazer dois em um.😃

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Tchau! 😉

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O GIGANTE DE MONTEROSSO

Boa tarde amigos viajantes!

Onde vamos hoje?? Que tal Italia? Monterosso al Mare, soa bem?

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Monterosso é uma das 5 vilas de Cinque Terre. Não é a mais bonita nem a mais charmosa mas ainda assim é a minha favorita. Falarei sobre as outras noutro post mas hoje vou explicar-lhes porque Monterroso tem a minha preferência.

 

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Muitas pessoas visitam Cinque Terre só em excursão acabando por ver tudo a correr e não experienciando a verdadeira alma daquelas vilas Italianas. Por isso eu gosto de visitar a área na época baixa de preferência no inicio de Outubro quando o tempo ainda está bastante agradável para passear mas já não há tanta gente e nós conseguimos andar sem pisar ninguém 😜

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Por ser a maior vila das cinco, Monterosso é a que tem mais hoteis/hospedarias e alojamentos locais tipo airbnb por isso é o lugar obvio para passar uma noite e aproveitar em pleno a beleza de Cinque Terre.

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O que faz de Monterroso al Mare um lugar tão especial para mim é precisamente o calmo amanhecer da vila.

Eu gosto de acordar bem cedo quando ainda não anda quase ninguém na rua e ir ter com o Gigante...

 

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O Gigante de Monterosso é uma escultura enorme em pedra virada para o mar que representa o Deus Neptuno, obra do escultor Arrigo Minerbi de Ferrara e datada de 1910.

A escultura decorava uma casa de praia (Villa Pastine ) que foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. O bombardeamento causou a destruição de uma concha em forma de terraço que fazia parte da escultura . Hoje a estátua não tem braços, tridente e uma perna, mas ainda assim é uma impressionante obra de arte e engenharia!

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Em poucos lugares eu senti tamanha paz como aqui, sentada na praia a ouvir o mar, protegida pelo Gigante, e a ver o sol a subir no horizonte .... Magico!

 

 

 

 

 

 

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DICA: A maneira mais fácil e barata de chegar a Cinque Terre é voar de Lisboa para Pisa na Ryanair (cerca de 94,00€ o voo de ida e volta) e depois ir de comboio de Pisa para La Spezia. Em La Spezia tem de se mudar de comboio e apanhar aquele que faz o circuito das cinco vilas.

 

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Arrivederci!

 

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