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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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DESTINOS DE LUA DE MEL I BOM BOM ISLAND RESORT

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“Iniciamos a nossa descida para a Ilha do Príncipe” disse em Inglês, com um sotaque Russo a única hospedeira do pequeno avião de 18 lugares que meia hora antes tínhamos apanhado em São Tomé.


Animada espreitei pela janela e vi pela primeira vez aquela ilha que parecia saída do filme Jurassic Park.  Neblina, vulcões extintos e floresta exuberante. Não é à toa que o Príncipe foi eleito Reserva Mundial da Biosfera.

 

Saímos do avião e antes de entrarmos no minúsculo aeroporto tiraram-nos a temperatura para ter a certeza que não trazíamos a Malária para a ilha. O Príncipe tem feito um esforço grande (e tanto quanto sei, bem sucedido) para erradicar do território o mosquito que transmite a doença.

 

À nossa espera já estava o jipe que nos conduziu por uma estrada de terra através da floresta até um pequeno paraíso: o Bom Bom Island Resort.


O resort é composto por vários bungalows, espalhados ao longo de jardins cheios de palmeiras e de duas longas e belas praias desertas que se curvam uma para cada lado da península rochosa a partir do qual uma ponte de madeira leva a um ilhéu onde o resort tem o seu bar e restaurante.

 

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Os bungalows são confortáveis, luminosos e decorados de forma simples mas com muito gosto. O resort tem Wi-Fi gratuito mas não funciona muito bem nos quartos.

 

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O restaurante, talvez porque viajamos na época baixa, não tinha uma carta muito extensa. O menu de almoço e de jantar oferecia apenas duas opções, por isso a escolha não era muita mas os pratos eram bem apresentados e eram confeccionados com peixe fresco, frutas e vegetais locais por isso o sabor era óptimo.

 

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Durante a noite a iluminação é muito fraca porque as luzes eléctricas são desligadas, o jantar é servido à luz de velas para não incomodar as espécies animais locais, por isso se estiver a chover ou o céu estiver nublado, e não houver lua ou estrelas no céu, atravessar a ponte de madeira é um pouco assustador pois só ouves o mar a bater ali em baixo e não consegues ver bem onde pões os pés. É verdade que no check in a recepção entrega junto com as chaves do bungalow, uma pequena lanterna, mas a luz é muito fraquinha.

 

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O resort oferece room service para quem não quiser dirigir-se ao restaurante de noite.

 

Achei o buffet de pequeno-almoço bastante completo e saboroso.

 

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As duas praias são maravilhosas. Enormes, completamente desertas. O resort tem tão poucos quartos que tirando no restaurante, quase não te cruzas com ninguém. A água é quentinha e uma das praias tem ondulação suave e areia vulcânica tão fina, tão fina que parece aquela areia que usam nos tratamentos de SPA. A outra praia tem areia dourada e a ondulação é um pouco mais forte mas o mar tem um bonito tom esverdeado.

 

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O resort também tem uma bonita piscina, mas com um mar daqueles pela frente não tem muitos adeptos 😊

 

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Para aqueles que querem mais do que ficar a relaxar na praia ou na piscina, este resort é a base perfeita para explorar a ilha do Príncipe. Há muitas actividades disponíveis.

 

Destaco:
- As caminhadas pela florestas para observação de aves, anfíbios, repteis, plantas e outras espécies endémicas de São Tomé e Príncipe;
- A pesca, o mergulho e o snorkel
- As visitas a Santo António, capital do Príncipe, e a antigas roças.

 

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De Dezembro a Março, pode também testemunhar-se a nidificação de tartarugas verdes na Praia Grande e de Julho a Setembro, pode observar-se as baleias que atravessam as águas do ilhéu Bom Bom para chegar às suas áreas de acasalamento.

 

Este resort não é uma opção de alojamento barata mas é um lugar que vale a pena conhecer e é com certeza um destino único para uma lua de mel 😊

 

Tchau!

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HOTEL PESTANA PALACE

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Uma das unidades hoteleiras mais bonitas de Lisboa é sem dúvida o Hotel Pestana Palace, Património Nacional e membro dos Leading Hotels of the World, que ultimamente tem sido muito falado por ser (supostamente) o lugar onde a Madonna está hospeda em Portugal.

 

Há um tempo atrás eu passei um fim de semana aqui e hoje venho mostrar-vos um pouco deste bonito espaço que constitui um património único da nossa Capital.

 

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O Palácio Valle Flôr foi mandado construir nos finais do século XIX, por José Luís Constantino Dias, um emigrante português que fez fortuna como fazendeiro de cacau em São Tomé e Príncipe, e a quem o Rei D. Carlos concedeu o título de Marquês de Valle Flôr.

 

Com a fortuna que acumulou em África – diz-se que era um dos homens mais ricos do país - o Marquês construiu um dos mais opulentos palácios de Lisboa.

 

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O projecto foi iniciado pelo arquitecto Italiano Nicola Bigaglia o que explica as influências Italianas do seu desenho.

Há mais algumas diferenças arquitectónicas relativamente ao que era habitual na época.

O Marquês de Valle Flor tinha fortes laços a África e admiração pela França e isso influenciou as opções dos materiais utilizados e a decoração do Palácio. O mobiliário e o estilo faustoso que vemos por todo o lado, por exemplo, remetem facilmente para o período de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI. 

 

As quatro suites reais do edifício principal tem revestimentos de mármore, frescos nos tectos, e janelas com grandes vitrais.

 

Na parte externa, para além dos maravilhosos jardins e da piscina, destaca-se a chamada Casa do Lago, um pavilhão em estilo oriental, também do final do século XIX.

 

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Com a morte do Marquês em 1932, o edifício foi perdendo gradualmente o seu brilho e esplendor e degradou-se bastante.

 

O que o “salvou” foi ter sido adquirido em 1992 pelo Grupo Pestana.

Especialistas altamente qualificados - alguns vindos do Vaticano - deram inicio às obras de restauro dos frescos, vitrais e esculturas.

 

Alguns dos vitrais – apesar de originários de oficinas portuguesas do século XIX – tiveram de ser transportados para Florença e Milão, a fim de assegurar a sua recuperação integral.

 

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O espaço foi requalificado como unidade hoteleira e duas novas alas foram acrescentadas para abrigar mais quartos.

Ao fim de dez anos o Palácio recuperou finalmente o seu esplendor original.

 

Em 1997, o Palácio Valle Flôr recebeu a classificação de Monumento Nacional, que atesta o seu valor patrimonial e histórico.

 

Ficar aqui hospedado é realmente como entrar um pouco na história.


O hotel é encantador e os funcionários muito simpáticos. Os jardins são um oásis de calma no meio da cidade. Existe uma piscina exterior e uma interior ambas bastante agradáveis.

 

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Nas áreas públicas destacam-se três salas cujo requinte nos transporta aos tempos áureos do Marquês de Valle Flôr.
A primeira sala é discreta com baixos-relevos em estuque, a segunda tem uma decoração de inspiração oriental e a terceira é em estilo neo rococó, com espelhos e um tecto decorado com pinturas de Carlos Reis.

 

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O palácio possui também uma bela e pequena capela.

 

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A sala de jantar original, hoje usada para eventos especiais, é revestida a madeira exótica. Uma curiosidade do local é que durante a construção do Palácio a importação da madeira exótica era proibida, mas o Marquês encontrou uma solução para ultrapassar esta situação : construiu barcos em madeira exótica, e depois quando chegavam a Lisboa desmontava-os e reutilizava a madeira.

 

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O quarto em que fiquei era grande e confortável. Tinha uma decoração que respeita o estilo palaciano mas que não descuida os confortos modernos.

 

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O Restaurante Valle Flôr serve um excelente buffet de pequeno almoço e é um espaço muito agradável para um jantar mais especial.

 

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O Hotel tem também um SPA que oferece massagens e tratamentos de beleza.

 

O Hotel Pestana Palace é um lugar verdadeiramente especial e uma experiência que recomendo a todos que pretendam aliar uma escapadinha romântica a um pouco de história. Afinal não é sempre que podemos ter a oportunidade de pernoitar, com todo o conforto, num Monumento Nacional 😊

 

Tchau!

Travellight

PALACE HOTEL DO BUÇACO

Olá amigos viajantes!

 

Em Portugal, felizmente, não temos falta de hotéis de qualidade, mas muito poucos podem gabar-se, como o Palace Hotel do Buçaco, de ter uma história tão rica, uma arquitectura tão deslumbrante e de localizarem-se num lugar tão bonito e encantado como a Mata do Buçaco.

 

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Mandado edificar pelo rei D. Carlos I como pavilhão real de caça, o palácio - uma verdadeira ode à Epopeia dos Descobrimentos Portugueses - foi construído entre 1888 e 1907, e é um exemplo do “Romantismo Castelar”, uma moda arquitectónica, de inspiração Alemã bastante popular naquela altura.

 

E que romântico é este lugar! Parece saído de um qualquer conto de fadas 😊.

 

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Não fiquei muito surpreendida quando descobri que foi o arquitecto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos, o responsável pelo projecto. Afinal, tudo ali parece mesmo pertencer ao cenário de um filme. Os jardins, as arcadas, a escadaria, os azulejos, as decorações… tudo é monumental!

 

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Assim que entras, sentes-te a recuar no tempo. Quem gosta de história, como é o meu caso, não pode deixar de ficar maravilhado ao explorar este palácio transformado em hotel.

 

O Duque de Wellington andou por aqui e pernoitou no Convento de Santa Cruz (edifício adjacente ao hotel).

 

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A Batalha do Bussaco de 1810, que repeliu a terceira tentativa de invasão napoleónica é contada nos azulejos do mestre Jorge Colaço, assim como vários episódios dos Lusíadas.

 

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O restaurante do hotel localiza-se no que foi outrora local de majestosos banquetes reais e está decorado com um tecto mourisco, frescos de João Vaz, e janelas e portadas ao estilo manuelino.

 

Jantar ou tomar o pequeno almoço aqui é simplesmente maravilhoso.

 

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A gerência do hotel está entregue à mesma família desde 1917 - neste momento já é a terceira geração de descendentes de Alexandre de Almeida (o primeiro grande industrial hoteleiro português) que gere o local.

 

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As áreas comuns e jardins estão bem cuidados. O buffet de pequeno almoço é bom e as refeições servidas no restaurante bastante agradáveis.

 

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Os funcionários são atenciosos e prestáveis.

 

E depois temos o vinho...

 

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O único ponto negativo, para mim, foi o quarto.

 

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Apesar de grande, com tecto alto e uma decoração de época, estava muito desgastado e degradado.


No seu site, o hotel, refere que os quartos são mantidos assim “por forma a preservar a beleza e o ambiente originais do palácio, razão pela qual não oferecem algumas das comodidades e luxos contemporâneos expectáveis num hotel deste renome” mas, honestamente, não acho aceitável um hotel 5 estrelas e desta grandeza, ter quartos naquele estado de conservação e com equipamentos tão antigos (o aparelho de televisão parecia dos anos 80).

 

Já estive em vários hotéis deste género que, sem comprometer a história do local, conseguem ter quartos maravilhosos, muito confortáveis e com luxos contemporâneos.

 

Verdade seja dita estes hotéis também cobram valores bem diferentes do Palace Hotel do Bussaco…

 

Em resumo, não posso dizer que não gostei de passar aqui uma noite, porque a mim, a história fascina-me e a minha imaginação perde-se a imaginar como seria noutra época. Eu sou capaz de me abstrair das falhas e defeitos do quarto por uma noite, mas talvez não seja para todos.


Penso que muitas pessoas chegam com grandes expectativas e com o sonho de ter uma noite especial e depois ficam bastante desiludidas quando vêem o estado dos quartos. 😔

 

Ainda assim, mesmo não ficando aqui à noite, com toda a certeza ninguém ficará arrependido de vir conhecer este lugar.


O restaurante e os jardins são abertos ao público em geral. Penso que cobram 5 Euros para entrar no recinto do Hotel quando a pessoa vem de carro e não tem reserva. Mas se estiverem interessados em visitar, podem contactar a Fundação da Mata do Buçaco ou o próprio Palace Hotel do Buçaco para tirar a dúvida, porque não tenho mesmo a certeza do valor.

 

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Tchau!
Travellight

A CAVERNA DO ALI BABÁ | Kayakapi Premium Caves

Olá amigos viajantes!

 

Habitualmente não associamos cavernas a lugares luxuosos ou com coisas surpreendentes (a não ser que estejamos a falar da caverna do Batman 😜) mas eu juro-vos que existe uma caverna no mundo para a qual eu não me importava nada de mudar-me já amanhã. Fica na Capadócia, Turquia, num Hotel fora de série chamado Kayakapi Premium Caves.

 

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As primeiras impressões de um hotel são sempre baseadas na recepção por isso quando somos recebidos com um sorriso e toda a atenção mesmo quando já passa das 3 da manhã (hora a que cheguei em resultado de um atraso monumental do meu voo de Istambul para a Capadócia) então sabemos que as coisas em principio vão correr bem, mas ainda assim nada me preparou para o deslumbre que senti ao entrar na caverna suite que tinha reservado - A  porta abriu-se e eu só consegui dizer "Wow!" Foi mesmo Wow! E eu não sou pessoa de me impressionar facilmente.

 

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Não tinha jóias ou pedras preciosas como a caverna do Ali Babá mas parecia saída igualmente de uma das histórias das Mil e Uma Noites.

 

O espaço era enorme, decorado no estilo local, muito elegante e confortável. Tinha entre outras coisas, lareira, banho turco (hammam), uma casa de banho linda com produtos da Bulgari e... pasme-se - tinha até a sua própria piscina interior aquecida! Um deslumbre 😮 

 

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Cá fora ainda tinha um pequeno pátio ajardinado super agradável onde nos podíamos sentar ao fim do dia para ver o por do sol.

 

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Durante a minha estadia foi-me explicado que este Hotel, com vista para Ürgüp no histórico bairro de Kayakapi,  é um projecto de recuperação levado a cabo por uma única família.

Antes desta família visionária apostar nesta ideia a colina onde está localizado o hotel assemelhava-se a uma colmeia vazia cheia de cavernas e pequenas casas antigas abandonadas e em ruínas. 

 

O arquitecto responsável pelo projecto fez um trabalho excelente conseguindo manter o ambiente histórico do local ao mesmo tempo que  transformava as antigas casas e cavernas em suites de luxo de diferentes tamanhos e preços que vão desde os 130 Euros por noite e que tem todos os confortos modernos - até uma máquina Nespresso existe em cada quarto 😀

 

Para percebermos a extensão da obra realizada, cada quarto / suite tem um conjunto de fotos emolduradas que mostram o antes e o depois da reforma.

 

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Uma coisa que chamou-me a atenção foi o cuidado dado pelo hotel aos detalhes. Desde os apontamentos históricos na decoração, até a pequenas ofertas aos hospedes, eles não poupam esforços para fazer deste local algo de especial.   

 

O buffet de pequeno almoço é muito bom (gostei especialmente das compotas caseiras turcas e dos favos de mel).

 

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A minha única critica é que, uma das coisas que torna o hotel tão único, a sua localização numa colina,  implica também subir e descer muitas escadas, não sendo portanto um local bom para pessoas com dificuldades de locomoção. 

 

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A piscina do hotel é um óptimo lugar para nos sentarmos a desfrutar de um copo de chá ou de vinho, enquanto apreciamos a bela paisagem.

 

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O hotel também oferece uma sala de degustação de vinhos onde podemos apreciar as muitas variedades de vinhos locais, um centro de fitness e massagens e uma pequena área comercial com um barbeiro, um alfaiate, um joalheiro, e algumas outras lojinhas.

 

Espero que tenham gostado de conhecer este hotel único!

 

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Tchau!

Travellight