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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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The best way to really know a place is to walk it, so I've put on my favorite @anywhereapparel transfer top and went of to discover the Island of #Cyprus . Despite its petite size, this island encapsulates an impressive 10,000 years in its natural environs and diverse landscape that are ripe for exploring and discovering. With a favourable climate all year round, the great outdoors of the island is easily accessible, and offers a myriad of opportunities to take a journey through nature, history and culture, thanks to the numerous sign­ posted paths and nature trails. A total of 52 designated walking trails have been created to highlight the beautiful landscapes and strong Mediterranean character of the island. By walking them, you can see a treasure trove of varied fauna and flora, as well as the remnants of the island’s mining heritage and epic sunsets like this one I was privileged to witness!

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FOTOS COM HISTÓRIA E POESIA I AÇORES

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Esta foto que tirei em São Miguel é um dos mais belos cartões postais da ilha e a prova da beleza indescritível deste arquipélago

 

 

AÇORES

(Sophia de Mello Breyner)

 

Há um intenso orgulho
Na palavra Açor
E em redor das ilhas
O mar é maior

 

Como num convés
Respiro amplidão
No ar brilha a luz
Da navegação

 

Mas este convés
É de terra escura
É de lés a lés
Prado agricultura

 

É terra lavrada
Por navegadores
E os que no mar pescam
São agricultores

 

Por isso há nos homens
Aprumo de proa
E não sei que sonho
Em cada pessoa

 

As casas são brancas
Em luz de pintor
Quem pintou as barras
Afinou a cor

 

Aqui o antigo
Tem o limpo do novo
É o mar que traz
Do largo o renovo

 

E como num convés
De intensa limpeza
Há no ar um brilho
De bruma e clareza

 

É convés lavrado
Em plena amplidão
É o mar que traz
As ilhas na mão

 

Buscámos no mundo
Mar e maravilhas
Deslumbradamente
Surgiram nove ilhas

 

E foi na Terceira
Com o mar à proa
Que nasceu a mãe
Do poeta Pessoa

 

Em cujo poema
Respiro amplidão
E me cerca a luz
Da navegação

 

Em cujo poema
Como num convés
A limpeza extrema
Luz de lés a lés

 

Poema onde está
A palavra pura
De um povo cindido
Por tanta aventura

 

Poema onde está
A palavra extrema
Que une e reconhece
Pois só no poema

 

Um povo amanhece

 

A FELICIDADE

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Um destes dias, a passear no Terreiro do Paço, em Lisboa, deparei-me com um artista de rua que fazia bolas de sabão enormes  e enchia todos que estavam à sua volta de alegria.

 

Crianças e pais, cães, turistas e até fotógrafos de ocasião, todos se divertiam com as belas bolas.

 

É incrível como uma coisa tão simples e efémera pode trazer-nos tanta felicidade!

 

 

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

 

(excerto de "A Felicidade" de Vinicios de Morais)

FOTOS COM HISTÓRIA E POESIA I QUANTO FUI PEREGRINO

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Tirei esta foto em Hong Kong. Ela mostra um peregrino a percorrer uma pequena parte do caminho para o Mosteiro The Po Lin e para a estátua Tian Tan Buddha (Buda Gigante).

 

A trilha é toda feita de degraus, tem 10 km e é sempre a subir, por isso chegar até ao topo é uma verdadeira peregrinação.

 

 

QUANTO FUI PEREGRINO

Fernando Pessoa

 

Quanto fui peregrino
Do meu próprio destino!
Quanta vez desprezei
O lar que sempre amei!
Quanta vez rejeitando
O que quisera ter,
Fiz dos versos um brando
Refúgio de não ser!

 

E quanta vez, sabendo
Que a mim estava esquecendo,
E que quanto vivi —
Tanto era o que perdi —
Como o orgulhoso pobre
Ao rejeitado lar
Volvi o olhar, vil nobre
Fidalgo só no chorar...

 

Mas quanta vez descrente
Do ser insubsistente
Com que no Carnaval
Da minha alma irreal
Vestira o que sentisse
Vi quem era quem não sou
E tudo o que não disse
Os olhos me turvou...

Então, a sós comigo,
Sem me ter por amigo,
Criança ao pé dos céus,
Pus a mão na de Deus.
E no mistério escuro
Senti a antiga mão
Guiar-me, e fui seguro
Como a quem deram pão.

 

Por isso, a cada passo
Que meu ser triste e lasso
Sente sair do bem
Que a alma, se é própria, tem,
Minha mão de criança
Sem medo nem esperança
Para aquele que sou
Dou na de Deus e vou.

FOTOS COM HISTÓRIA E POESIA I A LUZ QUE VEM DAS PEDRAS

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Esta fotografia foi tirada em English Bay, Vancouver, Canada e mostra o Inukshuk - um dos símbolos da cidade.

 

A palavra inuksuk significa “aquele que age na capacidade de um ser humano.

 

Os Inukshuk são estruturas ou marcos de pedra construídos e utilizadas por povos do região ártica da América do Norte e são encontrados do Alasca à Gronelândia.

 

Nesta região, acima do Círculo Polar Ártico, há poucos pontos de referência naturais, por isso estas estruturas em pedra eram usadas para ajudar na navegação, para marcar locais de pesca ou caça, acampamentos, locais de veneração, etc.

 

Adoro esta foto porque capta o momento em que o sol se põe, exactamente dentro da figura, iluminando-a e dando-lhe uma aparência ainda mais imponente.

 

 

A Luz que Vem das Pedras
Pedro Tamen

 

A luz que vem das pedras, do íntimo da pedra,
tu a colhes, mulher, a distribuis
tão generosa e à janela do mundo.
O sal do mar percorre a tua língua;
não são de mais em ti as coisas mais.
Melhor que tudo, o voo dos insectos,
o ritmo nocturno do girar dos bichos,
a chave do momento em que começa o canto
da ave ou da cigarra


— a mão que tal comanda no mesmo gesto fere
a corda do que em ti faz acordar
os olhos densos de cada dia um só.
Quem está salvando nesta respiração
boca a boca real com o universo?