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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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FOLIO 2017 — FESTIVAL LITERÁRIO INTERNACIONAL DE ÓBIDOS

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Com o tema “Revolução, revolta e rebeldia”, sugerido por Marcelo Rebelo de Sousa, começa esta quinta-feira dia 19 (e até dia 29 de Outubro) a terceira edição do FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos.

 


O tema faz com que a agenda do Folio esteja voltada para a história, a política e a sociologia, áreas que contarão com intelectuais portugueses e estrangeiros e uma parceria com as universidades Nova e de Coimbra e a colaboração da Fundação Gulbenkian.

 

Entre os muitos convidados estarão presentes Ricardo Araújo Pereira e Manuel Alegre e também os autores Brasileiros Raduan Nassar, Milton Hatoum e Gregório Duvivier.

 

 

Vai haver teatro, concertos, cursos, workshops e as habituais tertúlias. O seminário internacional conta este ano, entre outros, com o Argentino Mempo Giardinelli.


Haverá lançamento de livros, conversas e ideias, todas elas à volta das revoluções deste mundo.

 

Para ver há ainda exposições, das quais destaco O Nascimento de uma Democracia, que apresenta uma colecção de cartazes do 25 de Abril, e uma versão inédita de A Vida Secreta das Máquinas do compositor Rodrigo Leão.

 

Mas há muito muito mais, consultem aqui o programa para não perderem nada! 😃

 


Tchau!
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PALACE HOTEL DO BUÇACO

Olá amigos viajantes!

 

Em Portugal, felizmente, não temos falta de hotéis de qualidade, mas muito poucos podem gabar-se, como o Palace Hotel do Buçaco, de ter uma história tão rica, uma arquitectura tão deslumbrante e de localizarem-se num lugar tão bonito e encantado como a Mata do Buçaco.

 

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Mandado edificar pelo rei D. Carlos I como pavilhão real de caça, o palácio - uma verdadeira ode à Epopeia dos Descobrimentos Portugueses - foi construído entre 1888 e 1907, e é um exemplo do “Romantismo Castelar”, uma moda arquitectónica, de inspiração Alemã bastante popular naquela altura.

 

E que romântico é este lugar! Parece saído de um qualquer conto de fadas 😊.

 

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Não fiquei muito surpreendida quando descobri que foi o arquitecto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos, o responsável pelo projecto. Afinal, tudo ali parece mesmo pertencer ao cenário de um filme. Os jardins, as arcadas, a escadaria, os azulejos, as decorações… tudo é monumental!

 

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Assim que entras, sentes-te a recuar no tempo. Quem gosta de história, como é o meu caso, não pode deixar de ficar maravilhado ao explorar este palácio transformado em hotel.

 

O Duque de Wellington andou por aqui e pernoitou no Convento de Santa Cruz (edifício adjacente ao hotel).

 

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A Batalha do Bussaco de 1810, que repeliu a terceira tentativa de invasão napoleónica é contada nos azulejos do mestre Jorge Colaço, assim como vários episódios dos Lusíadas.

 

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O restaurante do hotel localiza-se no que foi outrora local de majestosos banquetes reais e está decorado com um tecto mourisco, frescos de João Vaz, e janelas e portadas ao estilo manuelino.

 

Jantar ou tomar o pequeno almoço aqui é simplesmente maravilhoso.

 

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A gerência do hotel está entregue à mesma família desde 1917 - neste momento já é a terceira geração de descendentes de Alexandre de Almeida (o primeiro grande industrial hoteleiro português) que gere o local.

 

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As áreas comuns e jardins estão bem cuidados. O buffet de pequeno almoço é bom e as refeições servidas no restaurante bastante agradáveis.

 

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Os funcionários são atenciosos e prestáveis.

 

E depois temos o vinho...

 

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O único ponto negativo, para mim, foi o quarto.

 

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Apesar de grande, com tecto alto e uma decoração de época, estava muito desgastado e degradado.


No seu site, o hotel, refere que os quartos são mantidos assim “por forma a preservar a beleza e o ambiente originais do palácio, razão pela qual não oferecem algumas das comodidades e luxos contemporâneos expectáveis num hotel deste renome” mas, honestamente, não acho aceitável um hotel 5 estrelas e desta grandeza, ter quartos naquele estado de conservação e com equipamentos tão antigos (o aparelho de televisão parecia dos anos 80).

 

Já estive em vários hotéis deste género que, sem comprometer a história do local, conseguem ter quartos maravilhosos, muito confortáveis e com luxos contemporâneos.

 

Verdade seja dita estes hotéis também cobram valores bem diferentes do Palace Hotel do Bussaco…

 

Em resumo, não posso dizer que não gostei de passar aqui uma noite, porque a mim, a história fascina-me e a minha imaginação perde-se a imaginar como seria noutra época. Eu sou capaz de me abstrair das falhas e defeitos do quarto por uma noite, mas talvez não seja para todos.


Penso que muitas pessoas chegam com grandes expectativas e com o sonho de ter uma noite especial e depois ficam bastante desiludidas quando vêem o estado dos quartos. 😔

 

Ainda assim, mesmo não ficando aqui à noite, com toda a certeza ninguém ficará arrependido de vir conhecer este lugar.


O restaurante e os jardins são abertos ao público em geral. Penso que cobram 5 Euros para entrar no recinto do Hotel quando a pessoa vem de carro e não tem reserva. Mas se estiverem interessados em visitar, podem contactar a Fundação da Mata do Buçaco ou o próprio Palace Hotel do Buçaco para tirar a dúvida, porque não tenho mesmo a certeza do valor.

 

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Tchau!
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UM PASSEIO POR DORNES

Mítica terra de Templários, a pequena vila de Dornes está cheia de recantos e segredos por descobrir.

 

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É um belo passeio para quem quer relaxar e fugir um pouco da agitação e do stress diário da cidade

 

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Situada a cerca de 10 km de Ferreira do Zêzere, numa enseada da Albufeira do Castelo do Bode, é uma das mais interessantes do centro de Portugal, quer pela sua história e localização, quer pelas vistas e pelo casario pitoresco, como pelas lendas e tradições que lhe estão associadas.

 

 

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É uma vila pequenina, com uma atmosfera tranquila. É um prazer passear por ali 😊

 

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Possui uma bonita igreja e uma imponente e incomum torre pentagonal, que foi mandada construir pelos Cavaleiros Templários, para servir de vigia e bastião defensivo da região durante a reconquista cristã. No século XVI, um período mais pacífico, foi adaptada e transformou-se na torre do sino da igreja matriz vizinha.

 

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A torre está fechada e não pode ser visitada mas é possível subir os degraus exteriores e apreciar a vista.

 

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Das lendas da terra, merece destaque a lenda de Nossa Senhora do Pranto de Dornes, padroeira da Vila.

 

Conta-se que Guilherme de Pavia, feitor da Rainha Santa Isabel, perseguia um veado na Serra Vermelha quando ouviu um triste choro. Mas por mais que procurasse não conseguia encontrar de onde vinham tais gemidos.

 

Resolveu então ir contar a novidade à Rainha Santa e para seu espanto, esta não só sabia o motivo da viagem, como o local exacto onde procurar a origem dos estranhos sons.

 

E a origem era uma imagem da Senhora do Pranto, com seu filho ao colo, que tinha aparecido no rio e tinha sido recolhida numa pequena ermida na serra.

 

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O estranho é que a imagem desaparecia sistematicamente para aparecer do outro lado do Zêzere. Os moradores de Cernache iam buscá-la mas, durante o trajecto, esta desaparecia para voltar para a outra margem do rio.


A Rainha Santa mandou então erguer uma nova igreja em Dornes para abrigar a imagem e a Nossa Senhora do Pranto lá ficou para sempre, e lá continua até hoje a ser venerada por fiéis de uma e de outra margem do rio. 🙂

 

Quando descemos até às margens do rio Zêzere, o calor aumenta mas a tranquilidade também.

Para além do chilrear dos pássaros não ouves mais nada. O silêncio é total. É tão bom, tão agradável...

 

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Talvez no Verão, quando muita gente vai passar férias para aqueles lados não seja assim mas em épocas baixas é um sossego.

 

No entanto, mesmo com muita gente vale a pena ir. Há muitos sítios por onde passear, trilhas para percorrer, e muitos  desportos náuticos para praticar. Há um clube naval perto que aluga barcos e material desportivo.

 

Há também uma boa oferta de casas para arrendar a preços bastante acessíveis. 

 

É um belo destino para uma escapadinha de fim de semana!

 

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Para quem não conhece, deixo em baixo indicações de como chegar a Ferreira do Zêzere e a Dornes:

 

 

Para chegar a Ferreira do Zêzere vindo de Lisboa, devem usar a A1 saindo no nó de Torres Novas para a A23, depois a saída para Tomar apanhando o IC3 em direcção a Coimbra até encontrar a saída para Ferreira do Zêzere (variante N238). A partir daí sigam as placas que indicam Dornes (são cerca de 5Km).


Vindo do Porto, devem circular na A1 para sair em Condeixa apanhando o IC3 no sentido Tomar. Sai-se para a localidade de Cabaços e dentro desta seguir destino na estrada que irá conduzir a Ferreira do Zêzere.
Ao entrar no centro de Ferreira do Zêzere, encontram, de imediato, junto à primeira rotunda, indicações para Dornes. 

 

Boa viagem! 😃

 

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O RIO ZÊZERE


O Rio Zêzere abre caminho por entre serras e montanhas, perfumadas por uma densa vegetação de pinheiro bravo, criando paisagens deslumbrantes. - visitportugal.com

 

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Segundo maior rio exclusivamente Português, o Zêzere é sem dúvida um dos mais bonitos do nosso país. Há muitos locais onde podemos apreciar a sua beleza. A pequena vila de Dornes, Concelho de Ferreira do Zêzere é um deles.

 

Uma manhã tranquila de Domingo proporcionou-me estas imagens que valem mais do que mil palavras.

 

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Os que estiverem interessados em conhecer melhor esta beleza natural podem consultar o site da Zêzere Trek, uma empresa que oferece diversas actividades e passeios que tem como pano de fundo este rio.

 

Destaco o passeio fluvial que realizam a partir da emblemática Vila de Dornes onde os participantes embarcam num barco fluvial da década de 60, e navegam até à Foz de Ribeira de Alge, apreciando um dos troços mais interessantes da albufeira de Castelo do Bode e conhecendo a bonita praia fluvial de Ribeira de Alge. No regresso a Dornes, é servido a bordo uma prova de produtos regionais.

 

Programa:
9H30 – Início do passeio. Concentração junto à Igreja de Nossa Senhora do Pranto (GPS: Latitude: 39°46’17.95″N; Longitude: 8°16’9.78″W);
10H00 – Início do passeio fluvial;
12H30 – Chegada a Dornes.
13h00 -Almoço

 

A actividade tem um custo de 30 euros por pessoa, incluindo acompanhamento com Guia, almoço, passeio de barco, degustações a bordo e seguro.

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Tchau!

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3ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DA TAILÂNDIA EM BELÉM

Olá amigos viajantes!

 

Se vivem em Lisboa ou estão perto não percam a 3ª edição do festival da Tailândia que está a decorrer este fim-de-semana até às 18:00 horas de Domingo, no Jardim Vasco da Gama, em Belém.

 

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O Festival da Tailândia tem espectáculos de dança Tailandesa, demonstrações de Muay Thai e workshops de gastronomia.

 

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Os visitantes podem ainda experimentar massagens Tailandesas, provar a deliciosa comida deste país e tirar qualquer dúvida que tiverem sobre este destino junto da Embaixada e da Autoridade de Turismo da Tailândia.

 

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É uma óptima oportunidade de contactar e conhecer a cultura deste incrível país.

 

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Tchau!

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A MINHA PRAIA

Já vi praias maravilhosas por esse mundo fora. Praias de areias douradas, areias brancas, areias cor de rosa, de águas quentes e cristalinas. Mas, se alguém me perguntar qual é a minha praia, aquela que eu gosto mais, aquela que mora no meu coração, eu nem preciso de pensar. A resposta é rápida e simples: Praia das Maçãs, Sintra, Portugal 😊

 

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Não há amor como o primeiro e o meu caso com esta praia vem de muito longe.

 

Lembro-me vividamente do dia em que, muito pequenina e cheia de medo (era uma criança muito medrosa) fui de mão dada com o meu pai, olhar aquele mar imenso.

 

Nunca tinha visto nada igual. Fiquei hipnotizada com as ondas e a grandeza do Oceano que não compreendia.

  

Momentos depois os meus pezinhos tocaram aquelas águas (quase sempre) frias e eu abri o maior berreiro. Podia ter ficado traumatizada, mas não. Passado o susto inicial, eu nunca mais quis sair de lá.

 

Até hoje é um dos meus cantos favoritos do mundo.

 

Não admira que pintores como Jose Malhoa e Alfredo Keil - um dos primeiros habitantes da Praia das Maçãs e também compositor do hino nacional Português - a tenham retratado na sua obra. Tão linda que é!

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Mesmo no Inverno adoro passear por esta praia de areias douradas e pela foz do rio que lhe dá o nome.

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Para quem não sabe donde provem o nome, conta-se que no Outono o rio transportava até ao areal muitas maçãs  que iam caindo das quintas que atravessava.

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À volta do areal há bons restaurantes, cafés e bares e uma piscina de água salgada. Para além da praia, um dos atractivos desta zona é o famoso passeio de eléctrico que inicia-se na zona da Estefânia, junto ao Museu de Arte Moderna de Sintra, passa por Colares com paragem e termina à beira-mar, na praia das maçãs.

 

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E vocês? Qual é a vossa praia?

 

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Tchau!

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FUGIR PARA PERTO I A DUNA DA CRESMINA

As belezas do nosso país nunca deixam de me encantar…

 

Mesmo no Inverno, quando o tempo é frio e a chuva teima em cair, há tantos locais perto para onde podemos escapar e fugir um pouco do quotidiano repetitivo que nos asfixia.

Onde podemos voltar a respirar e recarregar baterias.

 

Andar a pé pela duna da Cresmina, na praia do Guincho, Cascais, é um bom exemplo disso  😊


Eu gosto de passear por lá, perdida nos meus pensamentos, enquanto recupero o equilíbrio que muitas vezes o stress diário me rouba.

 

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Mas um passeio por aqui pode ser também uma oportunidade de aprendizagem.


Os passadiços em madeira, que nos permitem caminhar sobre as dunas sem provocar quaisquer danos ambientais, repartem-se por três caminhos:


1- Do núcleo interpretativo, até à estrada em frente à Fortaleza do Guincho;

2- Do cruzamento para a Rua da Areia até à praia do Guincho;

3- Trajecto deambulatório à duna da Cresmina, perto do parque de campismo.

 

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O Núcleo de Interpretação da Duna da Cresmina é um espaço criado com o objectivo de dar a conhecer o sistema dunar Guincho-Cresmina.


O Núcleo promove várias actividades (que requerem marcação prévia) que ajudam a compreender a flora e fauna únicas que aqui vivem em perfeita harmonia com os insectos, répteis e aves, formando o delicado ecossistema das Dunas de Guincho-Cresmina.

 

Durante os passeios guiados é possível observar aves e plantas nativas e ainda identificar as várias espécies animais da região.

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O centro de visitantes inclui também um café com uma pequena esplanada onde podemos relaxar e apreciar o pôr do sol após as caminhadas.

 

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É fácil aqui chegar, há muito estacionamento disponível nas redondezas (e um parque de estacionamento ao lado do Núcleo de Interpretação na Rua da Areia).

 

Para quem vem de transportes públicos, os autocarros 405 e 415 que partem do terminal de autocarros de Cascais param directamente em frente da Duna da Cresmina, Núcleo de Interpretação.

 

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E vocês? tem algum sítio perto para onde gostam de fugir? Eu gostava muito de saber 😀

 

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Tchau!

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DESCOBRINDO O MELHOR DA ANDALUZIA I A CIDADE DE MÁLAGA

Olá amigos viajantes,

 

Hoje vou levar-vos até Málaga!

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Apesar de esta ser a sexta maior cidade da Espanha, quando passeamos pelas suas ruas parece que estamos a visitar uma pequena e charmosa vila que nos encanta com a sua história, cor e cultura.

Málaga é como um presente que nos dá gosto desembrulhar.

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Há tanto para ver, provar e sentir… Picasso nasceu aqui (o António Banderas também 😜); A oferta cultural é muito boa, há museus, exposições, instalações artistas plásticos na rua e murais lindos pintados nas paredes.

 

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Durante o dia temos ainda as praias (que mesmo no Inverno são agradáveis para passear); À noite a vida nocturna é animada e há muita escolha de bons restaurantes para comer e beber.

 

 

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Para além disso tudo a cidade é também conhecida por ter mais de 300 dias de sol por ano. Eu pude comprovar que isso deve ser verdade pois no final do mês passado quando a visitei, desfrutei de um maravilhoso e solarengo fim de semana.

16 graus em Janeiro não é nada mau! 😀

 


O centro da cidade é rico em património histórico. Por todo lado encontramos edifícios interessantes, carregados de memórias passadas.

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A Catedral da cidade é belíssima e tem interiores extraordinários (apesar de eu achar que 5 € para a visitar é um pouco puxado).

 

Devido a um período muito longo de construção (cerca de 200 anos), a catedral incorpora vários estilos, desde o renascentista, ao barroco e ao neoclássico.

 

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Disseram-me que o plano original era a catedral ter duas grandes torres, mas o dinheiro “acabou” e só uma foi terminada, daí ela ser conhecida pelos locais como “La Manquita” (a que só tem um braço).

 

Outras obras que impressionam são o Teatro Romano, que com cerca de 2000 anos é o monumento mais antigo de Málaga; A Alcabaza - uma enorme e bem preservada fortaleza moura do séc. VI, e que tem talvez, a melhor vista de Málaga e o Castelo de Gibralfaro, construído no séc. XIV para proteger a fortaleza que na altura funcionava como Palácio.

 

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Para quem gosta de provar um bom vinho, Málaga é uma cidade sedutora e que não desaponta. Tavernas tradicionais, como A Antigua Casa de Guardia e a Bodega El Pimpi são um ícone na vida cultural e social de cidade e um dos melhores lugares para experimentar o vinho doce, feito a partir de uvas Moscatel e produzido na região desde o tempo dos Romanos.

 

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Como já disse antes Málaga é o berço de Pablo Picasso, e há dois museus na cidade que o homenageiam: O Museu Picasso, situado no Palácio Mudéjar de Buenavista, que exibe o progresso de Picasso desde a sua juventude até à sua morte em 1973, e a casa onde Picasso nasceu e cresceu na Praça da Merced que exibe itens da vida quotidiana, fotografias, documentos e as obras de seu pai (que também era pintor).

 

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Outro museu imperdível é o CAC ( Centro de Arte Contemporânea). Tem entrada gratuita e uma exposição permanente muito interessante. Como exposição temporária está actualmente uma retrospectiva da obra de Mark Ryden, pintor surrealista pop norte americano, que adorei de tal forma que vou ter de fazer um post dedicado só a esta exposição muito em breve.

 

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O Mercado central de Málaga (Mercado Central de Atarazaras) merece igualmente uma visita. Foi inaugurado em 1879, depois de ter sido construído no que foi outrora um pátio de reparação naval e mais tarde um hospital cristão. Em 2008, foi remodelado. Tem tectos deslumbrantes e um grande vitral na entrada. Lá dentro, como em qualquer mercado, encontramos uma explosão de cores e cheiros, com frutas frescas, queijos e enchidos a despertarem as nossas papilas gustativas e apetite.

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O Passei Espanã - um parque que conecta a Málaga velha com a nova Málaga - proporciona uma bela caminhada por entre plantas exóticas e pássaros coloridos. Os papagaios fazem um chinfrim terrível mas são muito bonitos de observar.

 

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Por fim falta referir o Porto de Málaga, um dos mais antigos da Europa e que há alguns anos foi transformado num centro de recreação e comércio.

 

 

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Lojas, restaurantes, gelatarias e bares alinham-se em frente à baía permitindo aos locais e aos visitantes aproveitar bem o sol nas esplanadas.

 

Duas obras que se destacam no Porto são uma pérgola projectada pelo arquitecto Jerónimo Junquera e um cubo colorido, que faz parte do Centro Pompidou.

 

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Espero que tenham gostado deste passeio virtual por esta bela cidade!

 

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Tchau!
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A VILA DE MÉRTOLA

Olá amigos viajantes,

 

No fim de semana passado dei um belo passeio pelo Alentejo e pela bonita Vila de Mértola.


Vocês já conhecem esta histórica Vila Portuguesa?

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Há algum tempo que não ia lá mas a sua beleza continua a fascinar-me 😊.

 

Empoleirada numa colina, na junção da Ribeira de Oeiras com o Rio Guadiana, Mértola parece um cartão postal que nos deslumbra à medida que aproximamos-nos e começamos a avistar o antigo castelo mourisco, as muralhas e as casinhas caiadas de branco.

 

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Mas mais do que uma linda vila, Mértola é um impressionante museu ao ar livre, onde a cada passo encontramos vestígios de antigas culturas mediterrânicas.

 

Mértola é mesmo um dos locais em Portugal onde existem mais vestígios do tempo dos Mouros. A igreja Matriz, por exemplo, hoje classificada como monumento nacional, é na verdade uma antiga mesquita.

 

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O castelo de Mértola também é originalmente do período mourisco e fora das muralhas existe o antigo bairro Mouro.

 

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Durante o período mourisco, Mértola rompeu com o resto do império e um líder sufi chamado Ibn Qasi até fez uma aliança com o Rei D. Afonso Henriques. Uma estátua colocada à frente do castelo homenageia este histórico líder.

 

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A vila tem ainda um instituto de estudos islâmicos e um festival, que este ano terá lugar de 18 a 21 de Maio, que celebra (de dois em dois anos) o seu passado mourisco.

 

Durante os dias em que decorre o festival, as ruas de Mértola transformam-se num souk, uma série de concertos de todos os tipos de música mediterrânica acontecem, desde o castelo até ao cais, juntamente com dezenas de outros eventos culturais.


Esta é uma bela desculpa para visitar a região 😊

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A cidade de Mértola possui vestígios monumentais dos tempos românico e islâmico, mas também de tempos mais antigos, como o Fenício e o Púnico.


A parte navegável do rio Guadiana, que flui para as águas Atlânticas do Algarve, demarcando a fronteira sul entre Portugal e Espanha, termina aqui.

 

A cidade - Myrtilis, como era conhecida durante a época romana - foi estrategicamente importante nas conquistas da região e um ponto de entrada de produtos na Península Ibérica.

 

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Tudo isso pode ser entendido nos 15 centros museológicos de Mértola, que vão da Antiguidade à Idade Média - basta visitar, por exemplo, a Casa Romana na Mesquita Velha, a Acrópole, a Basílica, o Castelo ou admirar a imponente Torre do Rio.

 

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A história, as ruas estreitas, as portas coloridas, as varandas e (não esquecer nunca) a boa comida, tudo cativa e faz-nos sorrir.

 

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E por fim, como se tudo isto não bastasse, Mértola é ainda rodeada pelo belíssimo Parque Natural Vale do Guadiana, lar da rara cegonha negra.

 

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Por isso já sabem, razões não faltam para visitar Mértola, mas vou dar-vos ainda mais uma: a 17 km ao norte de Mértola, na estrada para Serpa, está a Mina de São Domingos, uma antiga mina de cobre e pirite cuja sede foi agora o convertida no Hotel São Domingos (Alentejo Star Hotel).

 

Aqui podemos fazer passeios de bicicleta, passeios de jipe, BTT e caminhadas; O Rio Guadiana e a praia fluvial fica perto o que é excelente para desportos náuticos como a canoagem; Se visitarem no Verão podem aproveitar ainda a grande piscina do Hotel e um lindo jardim para relaxar.


O Hotel tem também um telescópio topo de gama e um observatório que permite a observação directa de um dos céus mais estrelados do mundo. 

 

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