Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

REINO DO NATAL EM SINTRA

Reino_Natal.jpg

 

Um dos eventos festivos que não pretendo perder este ano é o Reino de Natal, no Parque da Liberdade em Sintra.

 

O Parque, no centro histórico de Sintra, transforma-se de 1 a 23 de Dezembro num verdadeiro Reino de magia e encanto cheio de fadas, duendes, renas e bonecos de neve. O Pai Natal, é claro, vai estar lá juntamente com as estrelas e outras decorações de Natal.

 

Há actividades desportivas, workshops, brincadeiras para as crianças, concertos e teatro.

 

Mas este evento não esquece aquilo que é mais importante no Natal: A solidariedade e a partilha.

 

Por isso para entrar neste ambiente especial devemos oferecer um bem alimentar não perecível que depois é entregue a associações de solidariedade social que ajudam famílias carenciadas do conselho de Sintra. Quem quiser pode também entregar ração para animais que vão ajudar instituições de apoio a estes nossos amiguinhos.

 

Durante o mês de Dezembro, se puderem, não deixem de visitar com toda a família, a Vila de Sintra.

 

O Reino do Natal tem o seguinte horário:
Dias de semana (7, 14 e 15 de Dezembro): das 9h00 às 17h00; 
Sábados, domingos, feriados e nos dias 16, 17, 19, 20, 21, 22 e 23 de Dezembro das 11h00 às 19h00.
O Mercado de Natal do Largo Rainha Dona Amélia funciona todos os dias das 10h00 às 18h00.
No Newsmuseum, as crianças e adolescentes são convidados a gravar e partilhar uma reportagem de televisão sobre o Reino do Natal, todos os dias, das 9h30 às 18h00.

 

Podem encontrar o programa completo do Reino de Natal e de todas as outras actividades Natalícias do conselho de Sintra aqui

 

Destaco o bailado clássico Giselle no Centro Cultural Olga Cadaval, o vídeo mapping “Oficina do Natal” projectado nas fachadas exteriores do Palácio Nacional de Queluz e o Concerto para bebés “Manhã de Natal” no Palácio de Monserrate.

Mas há muito mais para ver e fazer por isso não deixem de espreitar 😃

 

Tchau!

Travellight

 

 

CAFÉ DA GARAGEM

Um dos meus locais preferidos para escapar ao reboliço de Lisboa e sentar-me a relaxar, a ler um bom livro ou agora no Inverno, a apreciar uma chávena bem quente de chá de gengibre é o Café da Garagem no Teatro Taborda.

 

fullsizeoutput_1f18.jpeg

 

O ambiente é confortável...

 

fullsizeoutput_1f25.jpeg

 

A decoração ( de Joana Astolfi ) é peculiar e divertida ...

 

cafe garagem.jpg

 

E a vista é maravilhosa... ao pôr do sol é mais incrivel ainda! 😊

 

fullsizeoutput_1f22.jpeg

 

A comida servida (saladas, tostas, queijos e enchidos, sobremesas...) também é boa e o atendimento é atencioso 😊

 

fullsizeoutput_1f2c.jpeg


Morada: Teatro Taborda Costa do Castelo, 75 1100-178 Lisboa.
Aberto de 3ª a Domingo das 15h às 24h
2ª feira aberto das 18 às 24h
6ª e Sábado encerra às 02h.

 

E vocês para onde gostam de fugir? 😃

 

Tchau!

Travellight

 

 

UMA VISITA AO MNAz

fullsizeoutput_1e77.jpeg

 

Instalado no mosteiro da Madre de Deus, o Museu Nacional do Azulejo (MNAz) é um dos mais interessantes e possivelmente um dos menos conhecidos dos museus Lisboetas. A sua singular colecção exibe azulejos que permitem um belo passeio através da história desta arte desde o século XV até aos dias actuais.

 

fullsizeoutput_1e47.jpeg

fullsizeoutput_1e6f.jpeg

fullsizeoutput_1e75.jpeg

 

Ao longo de várias salas, distribuídas por 3 pisos, podemos acompanhar a evolução dos processos de fabricação e de estilo do azulejo e visitar também exposições temporárias que transmitem uma perspectiva bem contemporânea e moderna desta arte secular.

 

MNAz 2.jpg

 

Aprendemos que o azulejo chegou a Portugal pelas mãos dos Mouros e que o seu nome deriva da palavra árabe que significa “pedra polida”. Podemos ver as técnicas utilizadas ao longo dos anos e participar de oficinas de modelação de cerâmica e/ou pintura de azulejo.

 

fullsizeoutput_1e36.jpeg

MNAz 1.jpg

fullsizeoutput_1e78.jpeg

 

Alguns dos painéis são maravilhosos, pintados à mão, cheios de detalhes e retratam cenas clássicas, mitológicas ou religiosas

 

Uma das peças de destaque do museu tem direito a um piso e sala própria. O painel “Grande Panorama de Lisboa”, atribuído a Gabriel del Barco e proveniente do antigo Palácio dos Condes de Tentúgal foi montado numa longa parede e é composto por 1.300 peças.

 

MNAz 2 (1).jpg

 

Foi feito em 1738 antes do Grande Terremoto em 1755 que mudou a paisagem de Lisboa por isso a sua observação, para quem gosta de história como eu, desperta muito mais curiosidade.😃


Mas o espaço mais incrível do MNAz é a bem conservada Igreja da Madre de Deus.

 

MNAz 6.jpg

MNAz 7.jpg

MNAz 8.jpg

 

fullsizeoutput_1e50.jpeg

 

A capela, parte do antigo mosteiro foi decorada em estilo barroco e tem uma opulência que te faz dizer “uau” assim que entras pelas suas portas.

 

A talha dourada, os painéis de azulejos, as figuras religiosas, as pinturas a óleo, os relicários. Tens tanto para ver e descobrir que é difícil saber para onde olhar.


Sentem-se uns minutos nos bancos e tentem admirar os detalhes. É uma capela absolutamente maravilhosa!

 

MNAz 5.jpg


Depois da visita ao museu podem comer ou descansar um pouco no café / restaurante do MNAz. O espaço é bastante agradável e tem um bonito jardim interior.

 

fullsizeoutput_1e7b.jpeg

MNAz 9.jpg

 

É um bom passeio para fazer no fim de semana. A entrada para adultos custa 5,00 €. Existe um desconto de 50% para idosos (+62 anos), estudantes e jovens.


Para mais informações sobre o horário e como chegar, por favor consultem o site do museu aqui 

 

Recomendo esta visita a todos que tenham curiosidade de saber um pouco mais sobre este símbolo emblemático da cultura Portuguesa: o Azulejo.

 

PB113390 (1).JPG

 

Tchau!
Travellight

 

24 HORAS EM PARIS

fullsizeoutput_1df7.jpeg

 

Paris é uma cidade onde não há falta do que ver ou fazer e onde não nos importamos de ficar sempre um pouco mais (eu pelo menos sou assim 😀).


Mas agora imaginem que apenas lá podem passar um dia. Que viajam a trabalho e tem pouco tempo ou que estão em transito para outro destino e querem aproveitar e fazer uma escala nesta cidade.

 

Como seria então um dia perfeito em Paris?

 

Para mim seria mais ou menos assim:

 

Acordem bem cedo e assistam ao nascer do sol no Sacré Coeur. Se o céu estiver limpo o amanhecer naquela catedral histórica da cidade é maravilhoso! 😊

 

IMG_6950.JPG

 

Desçam pela Rue de l'Abreuvoir. A vista voltada para o Sacré Coeur é considerada uma das mais bonitas e pitorescas da cidade.

 

fullsizeoutput_1e04.jpeg

 

Sigam depois pela Rue Girardon e depois pela Rue Lepic até chegar ao Boulevard de Clichy onde encontram o Moulin Rouge, o mais famoso cabaré de Paris, imortalizado pelas pinturas de Toulouse-Lautrec e pelo filme “Moulin Rouge”

 

fullsizeoutput_1dfc.jpeg

 

E falando em filmes, se gostaram d’ “O Fabuloso Destino de Amélie” podem parar para tomar o pequeno almoço no Café des 2 Moulins onde ele foi filmado. Vale a pena visitar o espaço nem que seja para provar o Crème Brûlée, sobremesa preferida da personagem. (Rue Lepic, 15).

 

IMG_6960.JPGparis 2.jpg

 

Apanhem depois o metro na estação Blanche e sigam para o Arco do Triunfo (estação Charles de Gaulle - Etoile), outro ícone de Paris. Continuem por uma das avenidas mais famosas do mundo, a Avenue des Champs-Élysées, onde encontramos algumas das lojas mais caras de Paris como a Louis Vuitton e a Ladurée, com os seus clássicos macarons (que agora também já temos em Lisboa 😋)

 

Se quiserem almoçar na zona dos Champs-Élysées, experimentem Le Drugstore. É localizado na Publicis Drugstore , que é um misto de livraria, café e padaria (Av. des Champs-Élysées, 133)

 

IMG_6970.JPG

 

Para algo mais requintado (e caro) optem pelo restaurante Le George (Avenue George V, 31).


Se não quiserem gastar muito podem ir ao Five Guys (Av. des Champs-Élysées, 49-51 Não tem nada de francês mas os hamburguers são bons e o serviço rápido e assim ficam com mais tempo para descobrir a cidade luz. 😃


Depois do almoço voltem a apanhar o metro e saiam em Trocadéro a estação mais próxima da Torre Eiffel. É impossível visitar Paris e não ver o seu maior símbolo certo?

 

IMG_6956 (1).JPG

 

Depois das fotos da praxe caminhem até à Ponte Alexandre III, uma das pontes mais bonitas e românticas da cidade. (o percurso leva cerca de 20 minutos).

 

fullsizeoutput_1dfd.jpeg

fullsizeoutput_1dfe.jpeg

fullsizeoutput_1e00.jpeg

 

Depois de ver a Ponte Alexandre III, podem continuar até à Place de la Concorde, uma das praças Parisienses mais famosas e palco de importantes acontecimentos da história da França. Ao lado, está o Jardin des Tuileries, onde podem descansar as pernas e comer um gelado ou se estiver frio, tomar um vinho quente que se vende nos quiosques.

 

IMG_6975.JPG

 

Sigam para o Museu do Louvre. Comprem antecipadamente os bilhetes on-line para evitar as filas. O museu é muito grande por isso, se tiverem o tempo contado, decidam antecipadamente que secções querem ver e mesmo assim contem no mínimo com duas horas. 

 

fullsizeoutput_1df6.jpegparis3.jpg

fullsizeoutput_1d23.jpeg

 

Finalizada a visita ao Museu do Louvre, sigam pela Rue de Rivoli para chegar até à Place Vendôme e de lá, andem pela Rue de la Paix por cinco minutos até chegarem à bela Ópera Garnier.

 

 

IMG_6978.JPG

fullsizeoutput_1e02.jpeg

paris 4.jpg

 

Logo atrás, ficam as Galeries Lafayette. Entrem e admirem o seu interior, principalmente a cúpula de vidro. Se forem em Novembro ou Dezembro com certeza vão ficar encantados com as decorações e com a incrível árvore de Natal que todos os anos muda (a deste ano já foi montada!).

 

IMG_6984.JPG 

Sugiro jantarem na Galeria Lafayette Gourmet. Lá tem um pouco de tudo, desde frutas, queijos e presuntos, até vinhos e massas, frutos do mar, doces e pães deliciosos.

 

Para terminar o dia em beleza, se não se importarem de gastar mais, jantem e fiquem hospedados no Intercontinental Paris Le Grand. É um hotel fantástico e alguns quartos tem varandas com vistas incríveis para a Opéra.

 
Para algo bem mais em conta mas igualmente bom fiquem no Hôtel du Triangle d'Or, também na zona da ópera.

 

 

Bom fim de semana!
Travellight

 

GUIMARÃES JAZZ 2017

guimajazz2017_cartaz.jpg

 

Este ano, o mundo celebra os 100 anos decorridos desde a gravação do primeiro registo discográfico de jazz, um momento simbólico que mudaria para sempre a história desta música.

 

De 08 a 18 de Novembro, o Guimarães Jazz, que já vai na sua 26ª edição, celebra esta data e acolhe 11 concertos de alguns dos melhores projectos actuais do jazz mundial, 3 destes apresentados em estreia absoluta e 7 em estreia nacional. Nels Cline, All Star Orchestra, Mostly Other People Do the Killing, Andrew Cyrille, Jan Garbarek, Allison Miller e Darcy James Argue são apenas alguns dos nomes que dão corpo ao cartaz de 2017 que se realiza, como habitualmente, no Centro Cultural Vila Flor. Ao programa principal acrescem ainda as actividades paralelas que contam com as já habituais oficinas de jazz e as míticas jam sessions.

 

Podem consultar o programa completo aqui

 

E já agora, enquanto estão numa das mais importantes cidades históricas do nosso país que tal aproveitar e visitar o Centro Internacional das Artes José de Guimarães - CIAJG ? Tem sempre exposições tão interessantes!

 

Bom fim de semana!

Travellight 

 

HOTEL PESTANA PALACE

fullsizeoutput_1d47.jpeg

 

Uma das unidades hoteleiras mais bonitas de Lisboa é sem dúvida o Hotel Pestana Palace, Património Nacional e membro dos Leading Hotels of the World, que ultimamente tem sido muito falado por ser (supostamente) o lugar onde a Madonna está hospeda em Portugal.

 

Há um tempo atrás eu passei um fim de semana aqui e hoje venho mostrar-vos um pouco deste bonito espaço que constitui um património único da nossa Capital.

 

pestana palace.jpg

 

O Palácio Valle Flôr foi mandado construir nos finais do século XIX, por José Luís Constantino Dias, um emigrante português que fez fortuna como fazendeiro de cacau em São Tomé e Príncipe, e a quem o Rei D. Carlos concedeu o título de Marquês de Valle Flôr.

 

Com a fortuna que acumulou em África – diz-se que era um dos homens mais ricos do país - o Marquês construiu um dos mais opulentos palácios de Lisboa.

 

fullsizeoutput_1d42.jpeg

Pestana 1.jpg

 

O projecto foi iniciado pelo arquitecto Italiano Nicola Bigaglia o que explica as influências Italianas do seu desenho.

Há mais algumas diferenças arquitectónicas relativamente ao que era habitual na época.

O Marquês de Valle Flor tinha fortes laços a África e admiração pela França e isso influenciou as opções dos materiais utilizados e a decoração do Palácio. O mobiliário e o estilo faustoso que vemos por todo o lado, por exemplo, remetem facilmente para o período de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI. 

 

As quatro suites reais do edifício principal tem revestimentos de mármore, frescos nos tectos, e janelas com grandes vitrais.

 

Na parte externa, para além dos maravilhosos jardins e da piscina, destaca-se a chamada Casa do Lago, um pavilhão em estilo oriental, também do final do século XIX.

 

Pestana 2.jpg

 

Com a morte do Marquês em 1932, o edifício foi perdendo gradualmente o seu brilho e esplendor e degradou-se bastante.

 

O que o “salvou” foi ter sido adquirido em 1992 pelo Grupo Pestana.

Especialistas altamente qualificados - alguns vindos do Vaticano - deram inicio às obras de restauro dos frescos, vitrais e esculturas.

 

Alguns dos vitrais – apesar de originários de oficinas portuguesas do século XIX – tiveram de ser transportados para Florença e Milão, a fim de assegurar a sua recuperação integral.

 

Pestana 3.jpg

 

O espaço foi requalificado como unidade hoteleira e duas novas alas foram acrescentadas para abrigar mais quartos.

Ao fim de dez anos o Palácio recuperou finalmente o seu esplendor original.

 

Em 1997, o Palácio Valle Flôr recebeu a classificação de Monumento Nacional, que atesta o seu valor patrimonial e histórico.

 

Ficar aqui hospedado é realmente como entrar um pouco na história.


O hotel é encantador e os funcionários muito simpáticos. Os jardins são um oásis de calma no meio da cidade. Existe uma piscina exterior e uma interior ambas bastante agradáveis.

 

Pestana 5.jpg

 

Nas áreas públicas destacam-se três salas cujo requinte nos transporta aos tempos áureos do Marquês de Valle Flôr.
A primeira sala é discreta com baixos-relevos em estuque, a segunda tem uma decoração de inspiração oriental e a terceira é em estilo neo rococó, com espelhos e um tecto decorado com pinturas de Carlos Reis.

 

Pestana 4.jpg

 

O palácio possui também uma bela e pequena capela.

 

fullsizeoutput_1d46.jpeg

fullsizeoutput_1d44 (1).jpeg


A sala de jantar original, hoje usada para eventos especiais, é revestida a madeira exótica. Uma curiosidade do local é que durante a construção do Palácio a importação da madeira exótica era proibida, mas o Marquês encontrou uma solução para ultrapassar esta situação : construiu barcos em madeira exótica, e depois quando chegavam a Lisboa desmontava-os e reutilizava a madeira.

 

IMG_3842.JPG

 

O quarto em que fiquei era grande e confortável. Tinha uma decoração que respeita o estilo palaciano mas que não descuida os confortos modernos.

 

fullsizeoutput_1d3b.jpeg

 

O Restaurante Valle Flôr serve um excelente buffet de pequeno almoço e é um espaço muito agradável para um jantar mais especial.

 

Pestana 6.jpg

 

O Hotel tem também um SPA que oferece massagens e tratamentos de beleza.

 

O Hotel Pestana Palace é um lugar verdadeiramente especial e uma experiência que recomendo a todos que pretendam aliar uma escapadinha romântica a um pouco de história. Afinal não é sempre que podemos ter a oportunidade de pernoitar, com todo o conforto, num Monumento Nacional 😊

 

Tchau!

Travellight

ÓBIDOS I VILA LITERÁRIA

A pretexto do Folio 2017, este fim-de-semana resolvi re-visitar uma das minhas vilas preferidas de Portugal: A Vila de Óbidos.

 

fullsizeoutput_1ce8.jpeg

 

A verdade é que mesmo sem qualquer evento especial, Óbidos merece sempre uma visita. 😀

 

fullsizeoutput_1ce3.jpeg

 

Há uns anos atrás os turistas eram atraídos a esta encantadora vila medieval pelo charme do seu castelo e pelo colorido das suas ruas e lojas de artesanato. Os mais gulosos, claro, eram seduzidos pela ginjinha e pelo chocolate. 😋

 

fullsizeoutput_1cdd (1).jpeg

obidos 1.jpg

 

fullsizeoutput_1ce0.jpeg

obidos 2.jpg

PA292893 (1).JPG

Foto de H. Guerreiro

 

Essas atracções mantém-se mas agora há algo mais. Agora a vila é um sonho também para os amantes da literatura e para aqueles que adoram perder-se por prateleiras e prateleiras de livros e descobrir pequenos (ou grandes) tesouros por ali escondidos.

 

O projecto Vila Literária de Óbidos é uma iniciativa da Câmara Municipal de Óbidos e da livraria Ler Devagar. Consiste na promoção da cultura, da escrita e da leitura através da organização de festivais, como o Folio, que promovem exposições, palestras, representações, concertos e sessões de leitura e escrita.

 

PA293032.JPG

obidos 5.jpg

 

Mas mais do que isso, o projecto tem o mérito de ter transformado espaços históricos anteriormente abandonados e degradados em belas e contemporâneas livrarias.

 

Os dois melhores exemplos do que acabei de referir são a Igreja de São Tiago - hoje Livraria Santiago - e a Livraria do Mercado.

 

Ambas são lugares mágicos onde o livro é a personagem principal.

 

PA292929.JPG

 

A igreja de São Tiago foi construída em 1186 pelo rei D. Sancho I e completamente destruída pelo terremoto de 1755. A sua reconstrução aconteceu em 1772 mas nas últimas décadas, a igreja foi abandonada e caiu em ruína. No entanto, a Ler Devagar que tem uma das mais bonitas livrarias de Lisboa (e, para mim, do mundo!) reconheceram potencial na estrutura e com o apoio de alguns investidores começaram a transformação.

 

PA292949.JPG

 

A reabilitação correu tão bem que para além da igreja, a equipe começou a renovar outras estruturas que estavam igualmente abandonadas.



A bela Livraria do Mercado nasceu e agora em vez de ter apenas frutas e vegetais (sim, porque estes produtos também continuam à venda neste espaço), as cestas e caixotes estão carregados de livros de poesia, fotografia, literatura infantil, design e viagens e tudo mais que possam querer e imaginar.

 

PA293053.JPG

obidos 3.jpg

 

PA293055.JPG


E para quem acha que livros nunca são demais que tal passar a noite no The Literary Man Hotel?

 

O hotel tem centenas de livros disponíveis para os hospedes e o seu restaurante e bar tem as paredes cobertas com obras literárias que inspiram o menu de cocktails da casa. É um lugar verdadeiramente fantástico!

 

obidos 4.jpg

 

Este esforço para envolver a população económica e culturalmente através da literatura ajudou Óbidos a redefinir a sua identidade, e transformou, sem dúvida, esta pequena vila turística em algo bem mais especial.

 

fullsizeoutput_1ce7 (1).jpeg

 

Sigam-me no Instagram e no Facebook

 

Tchau!

Travellight

FOLIO 2017 — FESTIVAL LITERÁRIO INTERNACIONAL DE ÓBIDOS

22279593_1952058775066327_7891623035709823673_n.jpg

 

 

Com o tema “Revolução, revolta e rebeldia”, sugerido por Marcelo Rebelo de Sousa, começa esta quinta-feira dia 19 (e até dia 29 de Outubro) a terceira edição do FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos.

 


O tema faz com que a agenda do Folio esteja voltada para a história, a política e a sociologia, áreas que contarão com intelectuais portugueses e estrangeiros e uma parceria com as universidades Nova e de Coimbra e a colaboração da Fundação Gulbenkian.

 

Entre os muitos convidados estarão presentes Ricardo Araújo Pereira e Manuel Alegre e também os autores Brasileiros Raduan Nassar, Milton Hatoum e Gregório Duvivier.

 

 

Vai haver teatro, concertos, cursos, workshops e as habituais tertúlias. O seminário internacional conta este ano, entre outros, com o Argentino Mempo Giardinelli.


Haverá lançamento de livros, conversas e ideias, todas elas à volta das revoluções deste mundo.

 

Para ver há ainda exposições, das quais destaco O Nascimento de uma Democracia, que apresenta uma colecção de cartazes do 25 de Abril, e uma versão inédita de A Vida Secreta das Máquinas do compositor Rodrigo Leão.

 

Mas há muito muito mais, consultem aqui o programa para não perderem nada! 😃

 


Tchau!
Travellight

PALACE HOTEL DO BUÇACO

Olá amigos viajantes!

 

Em Portugal, felizmente, não temos falta de hotéis de qualidade, mas muito poucos podem gabar-se, como o Palace Hotel do Buçaco, de ter uma história tão rica, uma arquitectura tão deslumbrante e de localizarem-se num lugar tão bonito e encantado como a Mata do Buçaco.

 

fullsizeoutput_1a18.jpeg

 

Mandado edificar pelo rei D. Carlos I como pavilhão real de caça, o palácio - uma verdadeira ode à Epopeia dos Descobrimentos Portugueses - foi construído entre 1888 e 1907, e é um exemplo do “Romantismo Castelar”, uma moda arquitectónica, de inspiração Alemã bastante popular naquela altura.

 

E que romântico é este lugar! Parece saído de um qualquer conto de fadas 😊.

 

IMG_3151.JPG

 

Não fiquei muito surpreendida quando descobri que foi o arquitecto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos, o responsável pelo projecto. Afinal, tudo ali parece mesmo pertencer ao cenário de um filme. Os jardins, as arcadas, a escadaria, os azulejos, as decorações… tudo é monumental!

 

P7210114.JPG

fullsizeoutput_1a17.jpeg

fullsizeoutput_1a0c.jpeg

fullsizeoutput_1a0d.jpeg

 

fullsizeoutput_1a09.jpeg

fullsizeoutput_1a12.jpeg

 

Assim que entras, sentes-te a recuar no tempo. Quem gosta de história, como é o meu caso, não pode deixar de ficar maravilhado ao explorar este palácio transformado em hotel.

 

O Duque de Wellington andou por aqui e pernoitou no Convento de Santa Cruz (edifício adjacente ao hotel).

 

fullsizeoutput_1a14.jpeg

 

A Batalha do Bussaco de 1810, que repeliu a terceira tentativa de invasão napoleónica é contada nos azulejos do mestre Jorge Colaço, assim como vários episódios dos Lusíadas.

 

fullsizeoutput_1a06.jpeg

IPAD-BUÇACO-2017 (18).jpg

IPAD-BUÇACO-2017 (39).jpg

 

O restaurante do hotel localiza-se no que foi outrora local de majestosos banquetes reais e está decorado com um tecto mourisco, frescos de João Vaz, e janelas e portadas ao estilo manuelino.

 

Jantar ou tomar o pequeno almoço aqui é simplesmente maravilhoso.

 

P7210149.JPG

fullsizeoutput_18e2.jpeg

 

A gerência do hotel está entregue à mesma família desde 1917 - neste momento já é a terceira geração de descendentes de Alexandre de Almeida (o primeiro grande industrial hoteleiro português) que gere o local.

 

IPAD-BUÇACO-2017 (122).jpg

 

As áreas comuns e jardins estão bem cuidados. O buffet de pequeno almoço é bom e as refeições servidas no restaurante bastante agradáveis.

 

caption.jpg

 

Os funcionários são atenciosos e prestáveis.

 

E depois temos o vinho...

 

fullsizeoutput_19af.jpeg

 

O único ponto negativo, para mim, foi o quarto.

 

IMG_3065.JPG

 

Apesar de grande, com tecto alto e uma decoração de época, estava muito desgastado e degradado.


No seu site, o hotel, refere que os quartos são mantidos assim “por forma a preservar a beleza e o ambiente originais do palácio, razão pela qual não oferecem algumas das comodidades e luxos contemporâneos expectáveis num hotel deste renome” mas, honestamente, não acho aceitável um hotel 5 estrelas e desta grandeza, ter quartos naquele estado de conservação e com equipamentos tão antigos (o aparelho de televisão parecia dos anos 80).

 

Já estive em vários hotéis deste género que, sem comprometer a história do local, conseguem ter quartos maravilhosos, muito confortáveis e com luxos contemporâneos.

 

Verdade seja dita estes hotéis também cobram valores bem diferentes do Palace Hotel do Bussaco…

 

Em resumo, não posso dizer que não gostei de passar aqui uma noite, porque a mim, a história fascina-me e a minha imaginação perde-se a imaginar como seria noutra época. Eu sou capaz de me abstrair das falhas e defeitos do quarto por uma noite, mas talvez não seja para todos.


Penso que muitas pessoas chegam com grandes expectativas e com o sonho de ter uma noite especial e depois ficam bastante desiludidas quando vêem o estado dos quartos. 😔

 

Ainda assim, mesmo não ficando aqui à noite, com toda a certeza ninguém ficará arrependido de vir conhecer este lugar.


O restaurante e os jardins são abertos ao público em geral. Penso que cobram 5 Euros para entrar no recinto do Hotel quando a pessoa vem de carro e não tem reserva. Mas se estiverem interessados em visitar, podem contactar a Fundação da Mata do Buçaco ou o próprio Palace Hotel do Buçaco para tirar a dúvida, porque não tenho mesmo a certeza do valor.

 

fullsizeoutput_190a.jpeg

 

Sigam as minhas mais recentes aventuras no Instagram ou no Facebook

 

Tchau!
Travellight

UM PASSEIO POR DORNES

Mítica terra de Templários, a pequena vila de Dornes está cheia de recantos e segredos por descobrir.

 

fullsizeoutput_15d8.jpeg

 

É um belo passeio para quem quer relaxar e fugir um pouco da agitação e do stress diário da cidade

 

fullsizeoutput_15dc.jpeg

 

Situada a cerca de 10 km de Ferreira do Zêzere, numa enseada da Albufeira do Castelo do Bode, é uma das mais interessantes do centro de Portugal, quer pela sua história e localização, quer pelas vistas e pelo casario pitoresco, como pelas lendas e tradições que lhe estão associadas.

 

 

fullsizeoutput_15c8.jpeg

DORNES5.jpg

 

É uma vila pequenina, com uma atmosfera tranquila. É um prazer passear por ali 😊

 

fullsizeoutput_15cb.jpeg

DORNES4.jpg

 

Possui uma bonita igreja e uma imponente e incomum torre pentagonal, que foi mandada construir pelos Cavaleiros Templários, para servir de vigia e bastião defensivo da região durante a reconquista cristã. No século XVI, um período mais pacífico, foi adaptada e transformou-se na torre do sino da igreja matriz vizinha.

 

fullsizeoutput_15c9.jpeg

DORNES1.jpg

 

A torre está fechada e não pode ser visitada mas é possível subir os degraus exteriores e apreciar a vista.

 

fullsizeoutput_15da.jpeg

 

Das lendas da terra, merece destaque a lenda de Nossa Senhora do Pranto de Dornes, padroeira da Vila.

 

Conta-se que Guilherme de Pavia, feitor da Rainha Santa Isabel, perseguia um veado na Serra Vermelha quando ouviu um triste choro. Mas por mais que procurasse não conseguia encontrar de onde vinham tais gemidos.

 

Resolveu então ir contar a novidade à Rainha Santa e para seu espanto, esta não só sabia o motivo da viagem, como o local exacto onde procurar a origem dos estranhos sons.

 

E a origem era uma imagem da Senhora do Pranto, com seu filho ao colo, que tinha aparecido no rio e tinha sido recolhida numa pequena ermida na serra.

 

fullsizeoutput_15c7.jpeg

 

O estranho é que a imagem desaparecia sistematicamente para aparecer do outro lado do Zêzere. Os moradores de Cernache iam buscá-la mas, durante o trajecto, esta desaparecia para voltar para a outra margem do rio.


A Rainha Santa mandou então erguer uma nova igreja em Dornes para abrigar a imagem e a Nossa Senhora do Pranto lá ficou para sempre, e lá continua até hoje a ser venerada por fiéis de uma e de outra margem do rio. 🙂

 

Quando descemos até às margens do rio Zêzere, o calor aumenta mas a tranquilidade também.

Para além do chilrear dos pássaros não ouves mais nada. O silêncio é total. É tão bom, tão agradável...

 

image00014.JPGP5281671.JPG

 

Talvez no Verão, quando muita gente vai passar férias para aqueles lados não seja assim mas em épocas baixas é um sossego.

 

No entanto, mesmo com muita gente vale a pena ir. Há muitos sítios por onde passear, trilhas para percorrer, e muitos  desportos náuticos para praticar. Há um clube naval perto que aluga barcos e material desportivo.

 

Há também uma boa oferta de casas para arrendar a preços bastante acessíveis. 

 

É um belo destino para uma escapadinha de fim de semana!

 

fullsizeoutput_15bf.jpeg

 

Para quem não conhece, deixo em baixo indicações de como chegar a Ferreira do Zêzere e a Dornes:

 

 

Para chegar a Ferreira do Zêzere vindo de Lisboa, devem usar a A1 saindo no nó de Torres Novas para a A23, depois a saída para Tomar apanhando o IC3 em direcção a Coimbra até encontrar a saída para Ferreira do Zêzere (variante N238). A partir daí sigam as placas que indicam Dornes (são cerca de 5Km).


Vindo do Porto, devem circular na A1 para sair em Condeixa apanhando o IC3 no sentido Tomar. Sai-se para a localidade de Cabaços e dentro desta seguir destino na estrada que irá conduzir a Ferreira do Zêzere.
Ao entrar no centro de Ferreira do Zêzere, encontram, de imediato, junto à primeira rotunda, indicações para Dornes. 

 

Boa viagem! 😃

 

Sigam as minhas aventuras mais recentes no Instagram e no Facebook

 

Tchau!

Travellight