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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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AIX-EN-PROVANCE

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 Créditos das imagens: Travellight e H.Borges

 

Aproxima-se mais um Dia dos Namorados 😀


Há quem não ligue nada a este dia e há quem diga que quando há amor o dia dos namorados é quando nós quisermos.


Eu estou mais no segundo grupo o que não significa que não ligue nada a este dia. Afinal é sempre uma boa desculpa para fugir da rotina, surpreender a nossa cara metade e descobrir um lugar mais romântico 😍

 

Gosto muito da França mas nestas ocasiões prefiro evitar aqueles lugares mais óbvios como Paris e escolher um lugar menos concorrido como Aix-en-Provance.

 

Esta pequena cidade, localizada a 25 minutos de carro do aeroporto de Marselha, tem tudo para inspirar romance.

 

As suas ruas arborizadas, algumas delas bem estreitas, são uma festa para os sentidos e representam bem o estilo de vida Provençal. São animadas por encantadores cafés, bons restaurantes e lojinhas tradicionais que vendem produtos locais como os sabonetes de lavanda, chocolates e bons vinhos.

 

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É tão bom passear de mãos dadas por caminhos que já foram percorridos por grandes nomes da literatura e da pintura como o escritor Émile Zola e o pintor Paul Cézanne.


Melhor ainda, podemos visitar a casa / atelier onde este artista pós-impressionista vivia e onde criou tantas obras magníficas.

 

Para quem é apaixonado por arte e por pintura em particular, é super interessante poder entrar um pouco no mundo do pintor e ver aquilo que o inspirava. Ver onde vivia, o jardim onde passeava e o atelier onde pintava.

 

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Um facto curioso sobre Aix-en-Provence e que muita gente desconhece, é que o pintor Pablo Picasso está enterrado em Château de Vauvenargues um Castelo nos arredores da cidade.


Picasso considerava Cezanne o seu único mestre e resolveu por isso, em 1958, mudar-se para a encosta da Montanha Sainte-Victoire, uma montanha que Cezanne pintou mais de 80 vezes. Apesar de não ter morrido neste local, o seu corpo foi trazido para aqui para ser a sua última morada.


É difícil não nos apaixonarmos pela elegância intemporal da pitoresca Aix-en-Provence. É uma cidade pequena, fácil de percorrer a pé.

 

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Bonitos edificios atraem o nosso olhar assim como a catedral do St. Savor e as esculturas que pontuam as ruas.

 

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Qualquer um dos mercados da cidade são perfeitos para comprar uma lembrança ou produtos locais como mel, ervas provençais ou calissons (doces típicos da cidade). Eu destaco o mercado da Place Richelme como um dos melhores.

Quem gosta de explorar a Natureza pode fazer passeios pela Montanha Sainte-Victoire ou caminhar em volta da barragem de Bimont.

 

Para um chá da tarde luxuoso e romântico parem na Patisserie Weibel, 2 Rue Chabrier. E podem encontrar os melhores chocolates da cidade na Patisserie Philippe Segond no 67 cours Mirabeau.

 

Para jantar recomendo o restaurante Il Était Une Fois, no 4 Rue Lieutaud.

O Magret de Pato é uma especialidade desta região. Experimentar este prato e algumas das suas deliciosas variações é obrigatório.


Em relação à estadia, uma ótima escolha de alojamento para uma escapadinha romântica é o Hotel le Pigonnet. Um Hotel 5 estrelas, com belos jardins e um SPA fantástico.

 

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   Foto: www.hotelpigonnet.com

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Se ficarem mais tempo não deixem de visitar os arredores.

 

A partir de Aix-en-Provance é muito fácil, por exemplo, de chegar até, Marselha, ou visitar o Parque Nacional de Calanques e passar um dia a desfrutar da beleza da costa Mediterrânica.

 

A cidade de Roquemaure, situada a cerca de 01h15, é conhecida pelos seus festejos de São Valentim pelo que vale a pena visitar nesta época.


As relíquias de São Valentim encontram-se aqui desde 1868 e no fim de semana mais próximo de 14 de fevereiro, de dois em dois anos, a cidade recria a chegada destas relíquias e celebra o amor e o romantismo que este santo simboliza hoje em dia.

 

Roquemaure transforma-se, recuperando o aspecto que tinha no século XIX com mais de 800 pessoas vestidas com trajes tradicionais, cavalos e carruagens. As lojas são decoradas com moda do século XIX, uma antiga estação de correios vende cartões-postais de lembrança, há um mercado, um coreto com banda e durante os festejos as ruas recebem os nomes dos amantes mais famosos da literatura francesa.

 

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Acrescento, por fim, que a Primavera é uma das melhores alturas para visitar Aix-en-Provance e explorar a região, nomeadamente a Route des Vins de Provence. Esta rota de vinhos desenrola-se por um caminho bastante cénico pontilhado por excelentes adegas.

 

No Verão há outro atractivo: os belos e aromáticos campos de lavanda que por aqui florescem.

 

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Fica a sugestão, espero que tenham gostado 😀

 

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Tchau!
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AMESTERDÃO É GEZELLING!

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Há cidades que nos aquecem o coração mesmo em alturas em que o termómetro não sobe mais do que os 3º graus centígrados.


Amesterdão é uma dessas cidades… Amesterdão é gezellig!
 
Gezellig? perguntam vocês. Sim, sim, não me enganei a escrever. 😃

 

Para quem não sabe, gezellig é uma palavra Holandesa que ouvimos muito por lá. Assim como a nossa “saudade”, “gezelling” não pode ser traduzida. O seu significado incorpora um sentimento. Pode ser tudo o que é aconchegante, agradável, pitoresco, confortável ou relaxante, mas também pode significar o tempo que passamos com um ente querido, ou aquilo que sentimos ao ver um amigo depois de uma longa ausência.

 

Pronuncia-se: heh-sell-ick.

 

Pode-se dizer que o termo engloba a alma da cultura Holandesa. E os Holandeses amam todas as coisas gezellig.

 

Noto isso mais em Amesterdão do que em qualquer outra parte do pais, porque em qualquer canto ou esquina encontramos um café, restaurante, bar ou hotel boutique com ambiente caloroso, decorado com prateleiras cheias de livros, almofadas coloridas, quadros ou plantas. É tudo muito cosy, muito confortável. Às vezes, no Inverno, até encontramos espaços com uma bela lareira.

 

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   Restaurante Bleu - Prinsenstraat 10HS, 1015 DC Amsterdam

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   CT Coffee&Coconuts -Ceintuurbaan 282-284, 1072 GK Amsterdam 

 

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  Restaurante Lion Noir - Reguliersdwarsstraat 28, 1017 BM Amsterdam

 

As lojas também são fantásticas e as que vendem queijo enchem-nos os olhos (e os outros sentidos) com a sua variedade e quantidade.

 

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Mas nada é mais gezelling que os famosos canais de Amesterdão! Com seus barcos, suas pontes bonitas e margens coloridas por pitorescos edifícios de ângulos inclinados e fachadas ornamentadas que parecem ganhar ainda mais vida ao entardecer. É tão romântico! 😍.

 

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Dá vontade de passear por ali agarradinha ao amor da tua vida, enquanto partilham os dois um Stroopwafel (waffell recheado com calda de açúçar e especiarias) acabado de fazer e comprado quentinho na rua.

 

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E depois temos os mercados de rua, como aquele que todos os terceiros Domingos do mês ocupa a praça dos Museus (Museumplein).

 

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Artesanato, produtos típicos, mantas felpudas, gorros e luvas quentinhas são vendidos juntamente com as tradicionais bitterballen ou outros tipos de confort food.

 

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O Inverno traz consigo a neve e o gelo mas não tens como não relaxar quando vês famílias inteiras a divertirem-se no ringue de patinagem que é montado na parte traseira do Rijksmuseum. Aqueles que não sabem patinar no gelo agarram-se a cadeiras velhas de madeira para não caírem. É muito engraçado (e pitoresco) de observar. As gargalhadas dos miúdos até nos fazem esquecer do frio e antes de dares por isso já te juntaste à brincadeira.

 

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E as tulipas? Como não sorrir e sentir conforto ao ver essa bela flor - um dos símbolos do país - a adornar parapeitos e cestinhos de bicicleta.

 

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Na minha última visita à cidade tive a sorte de apanhar o Dia Nacional da Tulipa (dia 21 de Janeiro) e presenciei a Praça Dam, frente ao Palácio Real, coberta de milhares de flores que podíamos colher gratuitamente e trazer para casa.

Convém chegar antes do evento começar para ver todo o cenário montado. Assim que abrem as portas e as pessoas começam a colher as flores a magia perde-se um pouco.

 

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   Foto: US News

 

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E pronto, é por tudo isso é que eu digo: Amesterdão é gezellig!!

 

Quem concorda comigo?

 

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Tchau!

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VISITAR A CÔTE D'AZUR NO INVERNO I CIDADE DE NICE

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Quando pensamos em Côte d’Azur a primeira coisa que nos vem à cabeça é calor, praia e destino de Verão certo?

Mas vocês sabiam que esta região Francesa é muito agradável de visitar também no Inverno?

 

Nice, em particular, é um destino muito apetecível.

 

É verdade que abdicamos do bronze e das festas na praia mas os voos e a estadia ficam muito mais baratos e ganhamos outro tipo de vantagens. Se não vejam:

 

Durante o Inverno podemos passear na parte velha da cidade (Vieille Ville) com calma e tranquilidade. Admirar a arquitectura e tirar fotos sem que enormes grupos de tours organizados se ponham à frente da casa museu de Matisse ou de qualquer outro edifício histórico ou monumento que querias retratar.

 

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Podemos ouvir boa música sem pagar nada porque no Inverno, nas tardes de domingo, a Orquestra de Harmonie de Nice organiza concertos filarmónicos gratuitos na Igreja de Notre Dame du Port.

 

A ópera de Nice é outra das atracções da cidade; O calendário de Inverno de 2018 faz-lhe justiça. Os destaques incluem As Bodas de Figaro, Norma e Romeu e Julieta.

Podem comprar os bilhetes on-line em www.opera-nice.org

 

Os museus e as galerias de arte da cidade, como o Museu Matisse e o Museu Nacional Marc Chagall, não tem filas grandes para entrar e lá dentro podes apreciar os quadros sem ter 10 pessoas na tua frente (o que para alguém baixinha como eu é sempre uma vantagem 😜).

 

Para quem gosta de fotografia, aconselho vivamente o Musee De La Photographie Charles Nègre, na Place Pierre Gautier. Presentemente apresenta uma exposição de Dorka Raynor, fotógrafa Americana que capturou de forma única a vida rural e urbana Francesa nos anos sessenta. A exposição está patente até 25 de Fevereiro 2018. 


A praia faz parte da cidade de Nice e mesmo quando está deserta é um prazer caminhar por ali, com o vento fresco a bater-nos na cara, e desfrutar de um almoço tranquilo num restaurante costeiro com vistas soberbas para o mar como o Beau Rivage, o Lido Plage ou o Blue Beach.

 

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E falando em vistas soberbas, uma das que é imperdível, de Verão ou de Inverno é a vista do Le Chateau. Uma colina alta que oferece uma espectacular panorâmica sobre a cidade.

 

Para lanchar aconselho o Antonia’s café, na Place Rossetti. Tem um chocolate quente maravilhoso!! (mas se não gostam de chocolate e não quiserem perder muito tempo, dispensem a visita, porque o serviço é muito lento…)

 

Para jantar não faltam opções, mas eu gosto particularmente do Rosalina Bar, na Rue Lascaris, um espaço com um ambiente descontraído e gente interessante que já foi uma antiga garagem da Renault e que agora serve boa comida e excelentes cocktails.

 

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Outro destaque do Inverno em Nice é a grande festa de Carnaval que inclui um enorme corso carnavalesco e paradas de flores. As festividades duram de 17 de Fevereiro a 3 de Março. Se pretenderem visitar a cidade nesta altura podem consultar o programa aqui http://www.nicecarnaval.com

 

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   Foto:http://in.france.fr

 

E para quem tem férias nesta época, que tal passar aqui o Dia dos Namorados?

 

A viagem ida/volta de Lisboa, de 12 a 15 de Fevereiro 2018 pode ficar por apenas 92,00 € (voo da Iberia com escala em Madrid) ou em 194,00 € (voo directo da EasyJet)

 

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E um dos hotéis mais emblemáticos da cidade - O hotel Negresco - oferece um programa de Dia dos Namorados especial que podem consultar aqui

 

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Espero que tenham gostado desta sugestão para uma escapadinha de Inverno 😃

 

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Tchau!

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PALÁCIO DOS MARQUESES DE FRONTEIRA

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Há lugares que ficam muito perto de nós mas que talvez por isso mesmo estamos sempre a adiar visitar.

 

Para mim o Palácio dos Marqueses de Fronteira é um desses casos, mas num destes fins de semana resolvi que não podia adiar mais e fui conhecer este belíssimo edifício, classificado como Monumento Nacional, situado em São Domingos de Benfica e considerado um dos melhores exemplos da arquitectura palaciana do séc. XVII em Portugal.

 

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Foi mandado construir pelo 1º Marquês de Fronteira, D. João de Mascarenhas e inaugurado por volta de 1675. Primeiro usado como pavilhão de caça e casa de campo, foi alvo de melhoramentos e ampliação após o terramoto de 1755. À arquitectura maneirista de séc. XVII juntaram-se então belas decorações barrocas, e passou a ser a residência permanente da família, que ainda hoje aí habita.

 

O Palácio encerra uma grande riqueza de azulejos que se destacam na Sala dos Painéis Holandeses, na Galeria das Artes e na Sala das Batalhas onde grandes painéis retratam a história do 1º Marquês de Fronteira, herói da Guerra da Restauração.
 

Os jardins do palácio, de desenho geométrico, são magníficos. Tem influência Francesa e Italiana e estão repletos de fontes e estátuas.

 

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Logo à saída da casa, no Terraço da Capela, ou Galeria das Artes encontramos mais painéis de azulejos onde estão representados as sete artes liberais guardadas por estátuas de divindades gregas e bustos de imperadores romanos. Seguindo em frente deparamos-nos com uma pequena capela, que se julga ser anterior ao próprio palácio. Ao seu lado estão umas escadas que descem para o piso inferior até à Casa do Fresco, uma mini-gruta artificial com uma fonte à frente e em volta uns interessantes painéis de azulejo.

 

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No Grande Jardim ou Jardim Clássico, com fortes influências francesa e italiana, destaca-se a Galeria dos Reis com bustos de todos os reis portugueses até D. João VI e um tanque tão grande que mais parece um lago, com cisnes e tudo. Nas extremidades duas escadarias conduzem à galeria de esculturas, onde estão retratados os reis de Portugal e D. Nuno Álvares Pereira.

 

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Mais uma curiosidade do jardim são os painéis de azulejos que limitam o Jardim Formal. Os painéis representam os Quatro Elementos, mas um deles, o que representa o fogo, perdeu-se e foi substituído por um painel de Paula Rego o que não só renova a tradição ornamental do palácio, como obriga a reinterpretá-la.

 

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Uma jóia que com toda a certeza vale a pena visitar ou revisitar. Se precisam de mais uma desculpa para vos convencer que tal um concerto de entrada livre?

 

No dia 27 de Janeiro de 2018, Sábado às 16h00, o Palácio Fronteira com o apoio da Antena 2, Camerata Atlântica, Instituto Politécnico de Lisboa, Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, e Associação do Turismo de Lisboa, apresenta os Laureados do III Concurso Nacional 
 
A entrada é livre, limitada à capacidade da sala. Para inscrições e informações contactar:

fcfa-cultura@fronteira-alorna.pt  

telf: 217 784 599        

 

Horário das Visitas

Não há visitas aos Domingos e Feriados.


Palácio:

O interior do Palácio só é visitável de manhã. Todas as visitas ao interior do Palácio são guiadas.

Junho a Setembro: 2ª a Sábado às 10h30; às 11h00; às 11h30 e às 12h00.

Outubro a Maio: 2ª a Sábado às 11h00 e às 12h00.

Para visitas de grupo (mais de 10 pessoas) por favor telefonar previamente para 217 782 023.


Jardins:

Junho a Setembro: 2ª a 6ª entre às 10h30 e as 13h00 e entre as 14h00 e às 17h00 e aos Sábados entre as 10h30 e as 13h00.

Outubro a Maio: 2ª a 6ª entre as 11h00 e as 13h00 e entre as 14h00 e as 17h00 e aos Sábados entre as 11h00 e as 13h00

 

Para mais informações consultem o site Fundação das Casas de Fronteira e Alorna 

 

Tchau!

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POUSADA FORTE DE SÃO SEBASTIÃO EM ANGRA DO HEROISMO

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Situada num antigo forte convertido em hotel, a 10 minutos a pé do centro da cidade de Angra do Heroísmo, a Pousada Forte de São Sebastião é uma excelente opção para quem procura um alojamento de qualidade na ilha Terceira, Açores.

 

O lugar é tão bonito que tu sentes-te privilegiada quando acordas aqui e vês o sol a erguer-se por cima das rochas e do mar.

 

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As vistas são maravilhosas!

 

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A piscina exterior apesar de parecer grande nesta foto, é na verdade bastante pequena...

 

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...Assim como o quarto em que fiquei hospedada. 

 

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Apesar disso achei que era moderno, confortável e bastante funcional.

 

 

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O serviço é competente, atencioso e eficiente. A recepção ajuda a organizar passeios para quem está interessado em conhecer a ilha e oferece uns bolinhos caseiros quando os hospedes fazem check-in  - um detalhe que achei delicioso! 😋

 

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O espaço foi renovado de forma a combinar perfeitamente os elementos históricos do forte com um design arquitectónico actual e moderno.

 

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Não almocei nem jantei no restaurante do hotel por isso não posso avaliar a sua qualidade mas o buffet de pequeno almoço (que estava incluído no preço do quarto) era bastante bom, variado e tinha algumas delicias Açorianas.

 

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Se procuram um lugar sossegado para uma escapadinha na Terceira não deixem de considerar a Pousada Forte de São Sebastião Angra do Heroismo.

 

Com certeza vão conseguir passar aqui uns dias bem calmos e agradáveis rodeados pela imensidão do mar e pela beleza da ilha. 

 

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Tchau!

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HOTEL PESTANA PALACE

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Uma das unidades hoteleiras mais bonitas de Lisboa é sem dúvida o Hotel Pestana Palace, Património Nacional e membro dos Leading Hotels of the World, que ultimamente tem sido muito falado por ser (supostamente) o lugar onde a Madonna está hospeda em Portugal.

 

Há um tempo atrás eu passei um fim de semana aqui e hoje venho mostrar-vos um pouco deste bonito espaço que constitui um património único da nossa Capital.

 

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O Palácio Valle Flôr foi mandado construir nos finais do século XIX, por José Luís Constantino Dias, um emigrante português que fez fortuna como fazendeiro de cacau em São Tomé e Príncipe, e a quem o Rei D. Carlos concedeu o título de Marquês de Valle Flôr.

 

Com a fortuna que acumulou em África – diz-se que era um dos homens mais ricos do país - o Marquês construiu um dos mais opulentos palácios de Lisboa.

 

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O projecto foi iniciado pelo arquitecto Italiano Nicola Bigaglia o que explica as influências Italianas do seu desenho.

Há mais algumas diferenças arquitectónicas relativamente ao que era habitual na época.

O Marquês de Valle Flor tinha fortes laços a África e admiração pela França e isso influenciou as opções dos materiais utilizados e a decoração do Palácio. O mobiliário e o estilo faustoso que vemos por todo o lado, por exemplo, remetem facilmente para o período de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI. 

 

As quatro suites reais do edifício principal tem revestimentos de mármore, frescos nos tectos, e janelas com grandes vitrais.

 

Na parte externa, para além dos maravilhosos jardins e da piscina, destaca-se a chamada Casa do Lago, um pavilhão em estilo oriental, também do final do século XIX.

 

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Com a morte do Marquês em 1932, o edifício foi perdendo gradualmente o seu brilho e esplendor e degradou-se bastante.

 

O que o “salvou” foi ter sido adquirido em 1992 pelo Grupo Pestana.

Especialistas altamente qualificados - alguns vindos do Vaticano - deram inicio às obras de restauro dos frescos, vitrais e esculturas.

 

Alguns dos vitrais – apesar de originários de oficinas portuguesas do século XIX – tiveram de ser transportados para Florença e Milão, a fim de assegurar a sua recuperação integral.

 

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O espaço foi requalificado como unidade hoteleira e duas novas alas foram acrescentadas para abrigar mais quartos.

Ao fim de dez anos o Palácio recuperou finalmente o seu esplendor original.

 

Em 1997, o Palácio Valle Flôr recebeu a classificação de Monumento Nacional, que atesta o seu valor patrimonial e histórico.

 

Ficar aqui hospedado é realmente como entrar um pouco na história.


O hotel é encantador e os funcionários muito simpáticos. Os jardins são um oásis de calma no meio da cidade. Existe uma piscina exterior e uma interior ambas bastante agradáveis.

 

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Nas áreas públicas destacam-se três salas cujo requinte nos transporta aos tempos áureos do Marquês de Valle Flôr.
A primeira sala é discreta com baixos-relevos em estuque, a segunda tem uma decoração de inspiração oriental e a terceira é em estilo neo rococó, com espelhos e um tecto decorado com pinturas de Carlos Reis.

 

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O palácio possui também uma bela e pequena capela.

 

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A sala de jantar original, hoje usada para eventos especiais, é revestida a madeira exótica. Uma curiosidade do local é que durante a construção do Palácio a importação da madeira exótica era proibida, mas o Marquês encontrou uma solução para ultrapassar esta situação : construiu barcos em madeira exótica, e depois quando chegavam a Lisboa desmontava-os e reutilizava a madeira.

 

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O quarto em que fiquei era grande e confortável. Tinha uma decoração que respeita o estilo palaciano mas que não descuida os confortos modernos.

 

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O Restaurante Valle Flôr serve um excelente buffet de pequeno almoço e é um espaço muito agradável para um jantar mais especial.

 

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O Hotel tem também um SPA que oferece massagens e tratamentos de beleza.

 

O Hotel Pestana Palace é um lugar verdadeiramente especial e uma experiência que recomendo a todos que pretendam aliar uma escapadinha romântica a um pouco de história. Afinal não é sempre que podemos ter a oportunidade de pernoitar, com todo o conforto, num Monumento Nacional 😊

 

Tchau!

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ÓBIDOS I VILA LITERÁRIA

A pretexto do Folio 2017, este fim-de-semana resolvi re-visitar uma das minhas vilas preferidas de Portugal: A Vila de Óbidos.

 

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A verdade é que mesmo sem qualquer evento especial, Óbidos merece sempre uma visita. 😀

 

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Há uns anos atrás os turistas eram atraídos a esta encantadora vila medieval pelo charme do seu castelo e pelo colorido das suas ruas e lojas de artesanato. Os mais gulosos, claro, eram seduzidos pela ginjinha e pelo chocolate. 😋

 

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Foto de H. Guerreiro

 

Essas atracções mantém-se mas agora há algo mais. Agora a vila é um sonho também para os amantes da literatura e para aqueles que adoram perder-se por prateleiras e prateleiras de livros e descobrir pequenos (ou grandes) tesouros por ali escondidos.

 

O projecto Vila Literária de Óbidos é uma iniciativa da Câmara Municipal de Óbidos e da livraria Ler Devagar. Consiste na promoção da cultura, da escrita e da leitura através da organização de festivais, como o Folio, que promovem exposições, palestras, representações, concertos e sessões de leitura e escrita.

 

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Mas mais do que isso, o projecto tem o mérito de ter transformado espaços históricos anteriormente abandonados e degradados em belas e contemporâneas livrarias.

 

Os dois melhores exemplos do que acabei de referir são a Igreja de São Tiago - hoje Livraria Santiago - e a Livraria do Mercado.

 

Ambas são lugares mágicos onde o livro é a personagem principal.

 

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A igreja de São Tiago foi construída em 1186 pelo rei D. Sancho I e completamente destruída pelo terremoto de 1755. A sua reconstrução aconteceu em 1772 mas nas últimas décadas, a igreja foi abandonada e caiu em ruína. No entanto, a Ler Devagar que tem uma das mais bonitas livrarias de Lisboa (e, para mim, do mundo!) reconheceram potencial na estrutura e com o apoio de alguns investidores começaram a transformação.

 

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A reabilitação correu tão bem que para além da igreja, a equipe começou a renovar outras estruturas que estavam igualmente abandonadas.



A bela Livraria do Mercado nasceu e agora em vez de ter apenas frutas e vegetais (sim, porque estes produtos também continuam à venda neste espaço), as cestas e caixotes estão carregados de livros de poesia, fotografia, literatura infantil, design e viagens e tudo mais que possam querer e imaginar.

 

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E para quem acha que livros nunca são demais que tal passar a noite no The Literary Man Hotel?

 

O hotel tem centenas de livros disponíveis para os hospedes e o seu restaurante e bar tem as paredes cobertas com obras literárias que inspiram o menu de cocktails da casa. É um lugar verdadeiramente fantástico!

 

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Este esforço para envolver a população económica e culturalmente através da literatura ajudou Óbidos a redefinir a sua identidade, e transformou, sem dúvida, esta pequena vila turística em algo bem mais especial.

 

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Tchau!

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ESTIVE DENTRO DE UM VULCÃO!

Antes de chegar ao Algar do Carvão eu já tinha visto fotos do local, mas garanto-vos que nada me preparou para o que encontrei ao atravessar o túnel que conduz ao interior da cratera.

 

Só me lembro de pensar: Wow! Que lugar fantástico!!!

 

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É como entrar num jardim secreto sabem? Parece saído directamente de um conto de fadas.

 

Este vulcão extinto é um dos poucos no mundo que podemos visitar e uma das mais interessantes maravilhas naturais da Ilha Terceira.

 

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É difícil as fotos fazerem jus à beleza do local. O sol, que entra pela abertura da cratera, ilumina-o de uma forma muito peculiar.

 

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Os feixes de luz produzem efeitos especiais na vegetação e nas paredes transformando aquela caverna húmida num cenário espantoso e cheio de cor.

 

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A parte superior da chaminé vulcânica é particularmente bela porque está coberta de vegetação. À medida que descemos pelo cone a biodiversidade vai baixando mas a beleza não.

 

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No fundo da cratera existe uma lagoa. Leva uns 30 minutos a descer e subir todos os degrau, mas vale bem a pena o esforço!

 

Afinal não é todos os dias que podes dizer: Estive dentro de um vulcão! 😃

 

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HORÁRIOS DE VISITA

* 1 junho a 15 outubro - Todos os dias - 14:00h às 18:00h
* 17 outubro a 23 março 2018 - Terças, quartas, sextas e sábados -  14:30h às 17:15h
   As grutas encerram a: 1 dezembro 2017 e a 13 fevereiro 2018


 
PREÇÁRIO  

* Bilhete Normal: 6,00€
* Bilhete Normal c/desconto: 5,00€ (portadores do cartão jovem regularizado)

 

- Os degraus estão molhados e podem ser escorregadios por isso se visitarem levem sapatos apropriados. 

- No interior é um pouco frio por isso não é má ideia levar um casaco.

- Cuidado com máquinas fotográficas e outro equipamento eletrónico porque pode molhar-se

 

 Para mais informações consultem Os Montanheiros 

 

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Tchau!

Travellight

 

PALACE HOTEL DO BUÇACO

Olá amigos viajantes!

 

Em Portugal, felizmente, não temos falta de hotéis de qualidade, mas muito poucos podem gabar-se, como o Palace Hotel do Buçaco, de ter uma história tão rica, uma arquitectura tão deslumbrante e de localizarem-se num lugar tão bonito e encantado como a Mata do Buçaco.

 

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Mandado edificar pelo rei D. Carlos I como pavilhão real de caça, o palácio - uma verdadeira ode à Epopeia dos Descobrimentos Portugueses - foi construído entre 1888 e 1907, e é um exemplo do “Romantismo Castelar”, uma moda arquitectónica, de inspiração Alemã bastante popular naquela altura.

 

E que romântico é este lugar! Parece saído de um qualquer conto de fadas 😊.

 

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Não fiquei muito surpreendida quando descobri que foi o arquitecto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos, o responsável pelo projecto. Afinal, tudo ali parece mesmo pertencer ao cenário de um filme. Os jardins, as arcadas, a escadaria, os azulejos, as decorações… tudo é monumental!

 

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Assim que entras, sentes-te a recuar no tempo. Quem gosta de história, como é o meu caso, não pode deixar de ficar maravilhado ao explorar este palácio transformado em hotel.

 

O Duque de Wellington andou por aqui e pernoitou no Convento de Santa Cruz (edifício adjacente ao hotel).

 

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A Batalha do Bussaco de 1810, que repeliu a terceira tentativa de invasão napoleónica é contada nos azulejos do mestre Jorge Colaço, assim como vários episódios dos Lusíadas.

 

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O restaurante do hotel localiza-se no que foi outrora local de majestosos banquetes reais e está decorado com um tecto mourisco, frescos de João Vaz, e janelas e portadas ao estilo manuelino.

 

Jantar ou tomar o pequeno almoço aqui é simplesmente maravilhoso.

 

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A gerência do hotel está entregue à mesma família desde 1917 - neste momento já é a terceira geração de descendentes de Alexandre de Almeida (o primeiro grande industrial hoteleiro português) que gere o local.

 

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As áreas comuns e jardins estão bem cuidados. O buffet de pequeno almoço é bom e as refeições servidas no restaurante bastante agradáveis.

 

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Os funcionários são atenciosos e prestáveis.

 

E depois temos o vinho...

 

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O único ponto negativo, para mim, foi o quarto.

 

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Apesar de grande, com tecto alto e uma decoração de época, estava muito desgastado e degradado.


No seu site, o hotel, refere que os quartos são mantidos assim “por forma a preservar a beleza e o ambiente originais do palácio, razão pela qual não oferecem algumas das comodidades e luxos contemporâneos expectáveis num hotel deste renome” mas, honestamente, não acho aceitável um hotel 5 estrelas e desta grandeza, ter quartos naquele estado de conservação e com equipamentos tão antigos (o aparelho de televisão parecia dos anos 80).

 

Já estive em vários hotéis deste género que, sem comprometer a história do local, conseguem ter quartos maravilhosos, muito confortáveis e com luxos contemporâneos.

 

Verdade seja dita estes hotéis também cobram valores bem diferentes do Palace Hotel do Bussaco…

 

Em resumo, não posso dizer que não gostei de passar aqui uma noite, porque a mim, a história fascina-me e a minha imaginação perde-se a imaginar como seria noutra época. Eu sou capaz de me abstrair das falhas e defeitos do quarto por uma noite, mas talvez não seja para todos.


Penso que muitas pessoas chegam com grandes expectativas e com o sonho de ter uma noite especial e depois ficam bastante desiludidas quando vêem o estado dos quartos. 😔

 

Ainda assim, mesmo não ficando aqui à noite, com toda a certeza ninguém ficará arrependido de vir conhecer este lugar.


O restaurante e os jardins são abertos ao público em geral. Penso que cobram 5 Euros para entrar no recinto do Hotel quando a pessoa vem de carro e não tem reserva. Mas se estiverem interessados em visitar, podem contactar a Fundação da Mata do Buçaco ou o próprio Palace Hotel do Buçaco para tirar a dúvida, porque não tenho mesmo a certeza do valor.

 

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Tchau!
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UM PASSEIO POR DORNES

Mítica terra de Templários, a pequena vila de Dornes está cheia de recantos e segredos por descobrir.

 

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É um belo passeio para quem quer relaxar e fugir um pouco da agitação e do stress diário da cidade

 

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Situada a cerca de 10 km de Ferreira do Zêzere, numa enseada da Albufeira do Castelo do Bode, é uma das mais interessantes do centro de Portugal, quer pela sua história e localização, quer pelas vistas e pelo casario pitoresco, como pelas lendas e tradições que lhe estão associadas.

 

 

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É uma vila pequenina, com uma atmosfera tranquila. É um prazer passear por ali 😊

 

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Possui uma bonita igreja e uma imponente e incomum torre pentagonal, que foi mandada construir pelos Cavaleiros Templários, para servir de vigia e bastião defensivo da região durante a reconquista cristã. No século XVI, um período mais pacífico, foi adaptada e transformou-se na torre do sino da igreja matriz vizinha.

 

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A torre está fechada e não pode ser visitada mas é possível subir os degraus exteriores e apreciar a vista.

 

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Das lendas da terra, merece destaque a lenda de Nossa Senhora do Pranto de Dornes, padroeira da Vila.

 

Conta-se que Guilherme de Pavia, feitor da Rainha Santa Isabel, perseguia um veado na Serra Vermelha quando ouviu um triste choro. Mas por mais que procurasse não conseguia encontrar de onde vinham tais gemidos.

 

Resolveu então ir contar a novidade à Rainha Santa e para seu espanto, esta não só sabia o motivo da viagem, como o local exacto onde procurar a origem dos estranhos sons.

 

E a origem era uma imagem da Senhora do Pranto, com seu filho ao colo, que tinha aparecido no rio e tinha sido recolhida numa pequena ermida na serra.

 

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O estranho é que a imagem desaparecia sistematicamente para aparecer do outro lado do Zêzere. Os moradores de Cernache iam buscá-la mas, durante o trajecto, esta desaparecia para voltar para a outra margem do rio.


A Rainha Santa mandou então erguer uma nova igreja em Dornes para abrigar a imagem e a Nossa Senhora do Pranto lá ficou para sempre, e lá continua até hoje a ser venerada por fiéis de uma e de outra margem do rio. 🙂

 

Quando descemos até às margens do rio Zêzere, o calor aumenta mas a tranquilidade também.

Para além do chilrear dos pássaros não ouves mais nada. O silêncio é total. É tão bom, tão agradável...

 

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Talvez no Verão, quando muita gente vai passar férias para aqueles lados não seja assim mas em épocas baixas é um sossego.

 

No entanto, mesmo com muita gente vale a pena ir. Há muitos sítios por onde passear, trilhas para percorrer, e muitos  desportos náuticos para praticar. Há um clube naval perto que aluga barcos e material desportivo.

 

Há também uma boa oferta de casas para arrendar a preços bastante acessíveis. 

 

É um belo destino para uma escapadinha de fim de semana!

 

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Para quem não conhece, deixo em baixo indicações de como chegar a Ferreira do Zêzere e a Dornes:

 

 

Para chegar a Ferreira do Zêzere vindo de Lisboa, devem usar a A1 saindo no nó de Torres Novas para a A23, depois a saída para Tomar apanhando o IC3 em direcção a Coimbra até encontrar a saída para Ferreira do Zêzere (variante N238). A partir daí sigam as placas que indicam Dornes (são cerca de 5Km).


Vindo do Porto, devem circular na A1 para sair em Condeixa apanhando o IC3 no sentido Tomar. Sai-se para a localidade de Cabaços e dentro desta seguir destino na estrada que irá conduzir a Ferreira do Zêzere.
Ao entrar no centro de Ferreira do Zêzere, encontram, de imediato, junto à primeira rotunda, indicações para Dornes. 

 

Boa viagem! 😃

 

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