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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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HOTEL PESTANA PALACE

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Uma das unidades hoteleiras mais bonitas de Lisboa é sem dúvida o Hotel Pestana Palace, Património Nacional e membro dos Leading Hotels of the World, que ultimamente tem sido muito falado por ser (supostamente) o lugar onde a Madonna está hospeda em Portugal.

 

Há um tempo atrás eu passei um fim de semana aqui e hoje venho mostrar-vos um pouco deste bonito espaço que constitui um património único da nossa Capital.

 

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O Palácio Valle Flôr foi mandado construir nos finais do século XIX, por José Luís Constantino Dias, um emigrante português que fez fortuna como fazendeiro de cacau em São Tomé e Príncipe, e a quem o Rei D. Carlos concedeu o título de Marquês de Valle Flôr.

 

Com a fortuna que acumulou em África – diz-se que era um dos homens mais ricos do país - o Marquês construiu um dos mais opulentos palácios de Lisboa.

 

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O projecto foi iniciado pelo arquitecto Italiano Nicola Bigaglia o que explica as influências Italianas do seu desenho.

Há mais algumas diferenças arquitectónicas relativamente ao que era habitual na época.

O Marquês de Valle Flor tinha fortes laços a África e admiração pela França e isso influenciou as opções dos materiais utilizados e a decoração do Palácio. O mobiliário e o estilo faustoso que vemos por todo o lado, por exemplo, remetem facilmente para o período de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI. 

 

As quatro suites reais do edifício principal tem revestimentos de mármore, frescos nos tectos, e janelas com grandes vitrais.

 

Na parte externa, para além dos maravilhosos jardins e da piscina, destaca-se a chamada Casa do Lago, um pavilhão em estilo oriental, também do final do século XIX.

 

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Com a morte do Marquês em 1932, o edifício foi perdendo gradualmente o seu brilho e esplendor e degradou-se bastante.

 

O que o “salvou” foi ter sido adquirido em 1992 pelo Grupo Pestana.

Especialistas altamente qualificados - alguns vindos do Vaticano - deram inicio às obras de restauro dos frescos, vitrais e esculturas.

 

Alguns dos vitrais – apesar de originários de oficinas portuguesas do século XIX – tiveram de ser transportados para Florença e Milão, a fim de assegurar a sua recuperação integral.

 

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O espaço foi requalificado como unidade hoteleira e duas novas alas foram acrescentadas para abrigar mais quartos.

Ao fim de dez anos o Palácio recuperou finalmente o seu esplendor original.

 

Em 1997, o Palácio Valle Flôr recebeu a classificação de Monumento Nacional, que atesta o seu valor patrimonial e histórico.

 

Ficar aqui hospedado é realmente como entrar um pouco na história.


O hotel é encantador e os funcionários muito simpáticos. Os jardins são um oásis de calma no meio da cidade. Existe uma piscina exterior e uma interior ambas bastante agradáveis.

 

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Nas áreas públicas destacam-se três salas cujo requinte nos transporta aos tempos áureos do Marquês de Valle Flôr.
A primeira sala é discreta com baixos-relevos em estuque, a segunda tem uma decoração de inspiração oriental e a terceira é em estilo neo rococó, com espelhos e um tecto decorado com pinturas de Carlos Reis.

 

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O palácio possui também uma bela e pequena capela.

 

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A sala de jantar original, hoje usada para eventos especiais, é revestida a madeira exótica. Uma curiosidade do local é que durante a construção do Palácio a importação da madeira exótica era proibida, mas o Marquês encontrou uma solução para ultrapassar esta situação : construiu barcos em madeira exótica, e depois quando chegavam a Lisboa desmontava-os e reutilizava a madeira.

 

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O quarto em que fiquei era grande e confortável. Tinha uma decoração que respeita o estilo palaciano mas que não descuida os confortos modernos.

 

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O Restaurante Valle Flôr serve um excelente buffet de pequeno almoço e é um espaço muito agradável para um jantar mais especial.

 

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O Hotel tem também um SPA que oferece massagens e tratamentos de beleza.

 

O Hotel Pestana Palace é um lugar verdadeiramente especial e uma experiência que recomendo a todos que pretendam aliar uma escapadinha romântica a um pouco de história. Afinal não é sempre que podemos ter a oportunidade de pernoitar, com todo o conforto, num Monumento Nacional 😊

 

Tchau!

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ÓBIDOS I VILA LITERÁRIA

A pretexto do Folio 2017, este fim-de-semana resolvi re-visitar uma das minhas vilas preferidas de Portugal: A Vila de Óbidos.

 

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A verdade é que mesmo sem qualquer evento especial, Óbidos merece sempre uma visita. 😀

 

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Há uns anos atrás os turistas eram atraídos a esta encantadora vila medieval pelo charme do seu castelo e pelo colorido das suas ruas e lojas de artesanato. Os mais gulosos, claro, eram seduzidos pela ginjinha e pelo chocolate. 😋

 

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Foto de H. Guerreiro

 

Essas atracções mantém-se mas agora há algo mais. Agora a vila é um sonho também para os amantes da literatura e para aqueles que adoram perder-se por prateleiras e prateleiras de livros e descobrir pequenos (ou grandes) tesouros por ali escondidos.

 

O projecto Vila Literária de Óbidos é uma iniciativa da Câmara Municipal de Óbidos e da livraria Ler Devagar. Consiste na promoção da cultura, da escrita e da leitura através da organização de festivais, como o Folio, que promovem exposições, palestras, representações, concertos e sessões de leitura e escrita.

 

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Mas mais do que isso, o projecto tem o mérito de ter transformado espaços históricos anteriormente abandonados e degradados em belas e contemporâneas livrarias.

 

Os dois melhores exemplos do que acabei de referir são a Igreja de São Tiago - hoje Livraria Santiago - e a Livraria do Mercado.

 

Ambas são lugares mágicos onde o livro é a personagem principal.

 

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A igreja de São Tiago foi construída em 1186 pelo rei D. Sancho I e completamente destruída pelo terremoto de 1755. A sua reconstrução aconteceu em 1772 mas nas últimas décadas, a igreja foi abandonada e caiu em ruína. No entanto, a Ler Devagar que tem uma das mais bonitas livrarias de Lisboa (e, para mim, do mundo!) reconheceram potencial na estrutura e com o apoio de alguns investidores começaram a transformação.

 

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A reabilitação correu tão bem que para além da igreja, a equipe começou a renovar outras estruturas que estavam igualmente abandonadas.



A bela Livraria do Mercado nasceu e agora em vez de ter apenas frutas e vegetais (sim, porque estes produtos também continuam à venda neste espaço), as cestas e caixotes estão carregados de livros de poesia, fotografia, literatura infantil, design e viagens e tudo mais que possam querer e imaginar.

 

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E para quem acha que livros nunca são demais que tal passar a noite no The Literary Man Hotel?

 

O hotel tem centenas de livros disponíveis para os hospedes e o seu restaurante e bar tem as paredes cobertas com obras literárias que inspiram o menu de cocktails da casa. É um lugar verdadeiramente fantástico!

 

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Este esforço para envolver a população económica e culturalmente através da literatura ajudou Óbidos a redefinir a sua identidade, e transformou, sem dúvida, esta pequena vila turística em algo bem mais especial.

 

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Tchau!

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ESTIVE DENTRO DE UM VULCÃO!

Antes de chegar ao Algar do Carvão eu já tinha visto fotos do local, mas garanto-vos que nada me preparou para o que encontrei ao atravessar o túnel que conduz ao interior da cratera.

 

Só me lembro de pensar: Wow! Que lugar fantástico!!!

 

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É como entrar num jardim secreto sabem? Parece saído directamente de um conto de fadas.

 

Este vulcão extinto é um dos poucos no mundo que podemos visitar e uma das mais interessantes maravilhas naturais da Ilha Terceira.

 

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É difícil as fotos fazerem jus à beleza do local. O sol, que entra pela abertura da cratera, ilumina-o de uma forma muito peculiar.

 

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Os feixes de luz produzem efeitos especiais na vegetação e nas paredes transformando aquela caverna húmida num cenário espantoso e cheio de cor.

 

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A parte superior da chaminé vulcânica é particularmente bela porque está coberta de vegetação. À medida que descemos pelo cone a biodiversidade vai baixando mas a beleza não.

 

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No fundo da cratera existe uma lagoa. Leva uns 30 minutos a descer e subir todos os degrau, mas vale bem a pena o esforço!

 

Afinal não é todos os dias que podes dizer: Estive dentro de um vulcão! 😃

 

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HORÁRIOS DE VISITA

* 1 junho a 15 outubro - Todos os dias - 14:00h às 18:00h
* 17 outubro a 23 março 2018 - Terças, quartas, sextas e sábados -  14:30h às 17:15h
   As grutas encerram a: 1 dezembro 2017 e a 13 fevereiro 2018


 
PREÇÁRIO  

* Bilhete Normal: 6,00€
* Bilhete Normal c/desconto: 5,00€ (portadores do cartão jovem regularizado)

 

- Os degraus estão molhados e podem ser escorregadios por isso se visitarem levem sapatos apropriados. 

- No interior é um pouco frio por isso não é má ideia levar um casaco.

- Cuidado com máquinas fotográficas e outro equipamento eletrónico porque pode molhar-se

 

 Para mais informações consultem Os Montanheiros 

 

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Tchau!

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PALACE HOTEL DO BUÇACO

Olá amigos viajantes!

 

Em Portugal, felizmente, não temos falta de hotéis de qualidade, mas muito poucos podem gabar-se, como o Palace Hotel do Buçaco, de ter uma história tão rica, uma arquitectura tão deslumbrante e de localizarem-se num lugar tão bonito e encantado como a Mata do Buçaco.

 

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Mandado edificar pelo rei D. Carlos I como pavilhão real de caça, o palácio - uma verdadeira ode à Epopeia dos Descobrimentos Portugueses - foi construído entre 1888 e 1907, e é um exemplo do “Romantismo Castelar”, uma moda arquitectónica, de inspiração Alemã bastante popular naquela altura.

 

E que romântico é este lugar! Parece saído de um qualquer conto de fadas 😊.

 

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Não fiquei muito surpreendida quando descobri que foi o arquitecto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos, o responsável pelo projecto. Afinal, tudo ali parece mesmo pertencer ao cenário de um filme. Os jardins, as arcadas, a escadaria, os azulejos, as decorações… tudo é monumental!

 

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Assim que entras, sentes-te a recuar no tempo. Quem gosta de história, como é o meu caso, não pode deixar de ficar maravilhado ao explorar este palácio transformado em hotel.

 

O Duque de Wellington andou por aqui e pernoitou no Convento de Santa Cruz (edifício adjacente ao hotel).

 

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A Batalha do Bussaco de 1810, que repeliu a terceira tentativa de invasão napoleónica é contada nos azulejos do mestre Jorge Colaço, assim como vários episódios dos Lusíadas.

 

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O restaurante do hotel localiza-se no que foi outrora local de majestosos banquetes reais e está decorado com um tecto mourisco, frescos de João Vaz, e janelas e portadas ao estilo manuelino.

 

Jantar ou tomar o pequeno almoço aqui é simplesmente maravilhoso.

 

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A gerência do hotel está entregue à mesma família desde 1917 - neste momento já é a terceira geração de descendentes de Alexandre de Almeida (o primeiro grande industrial hoteleiro português) que gere o local.

 

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As áreas comuns e jardins estão bem cuidados. O buffet de pequeno almoço é bom e as refeições servidas no restaurante bastante agradáveis.

 

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Os funcionários são atenciosos e prestáveis.

 

E depois temos o vinho...

 

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O único ponto negativo, para mim, foi o quarto.

 

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Apesar de grande, com tecto alto e uma decoração de época, estava muito desgastado e degradado.


No seu site, o hotel, refere que os quartos são mantidos assim “por forma a preservar a beleza e o ambiente originais do palácio, razão pela qual não oferecem algumas das comodidades e luxos contemporâneos expectáveis num hotel deste renome” mas, honestamente, não acho aceitável um hotel 5 estrelas e desta grandeza, ter quartos naquele estado de conservação e com equipamentos tão antigos (o aparelho de televisão parecia dos anos 80).

 

Já estive em vários hotéis deste género que, sem comprometer a história do local, conseguem ter quartos maravilhosos, muito confortáveis e com luxos contemporâneos.

 

Verdade seja dita estes hotéis também cobram valores bem diferentes do Palace Hotel do Bussaco…

 

Em resumo, não posso dizer que não gostei de passar aqui uma noite, porque a mim, a história fascina-me e a minha imaginação perde-se a imaginar como seria noutra época. Eu sou capaz de me abstrair das falhas e defeitos do quarto por uma noite, mas talvez não seja para todos.


Penso que muitas pessoas chegam com grandes expectativas e com o sonho de ter uma noite especial e depois ficam bastante desiludidas quando vêem o estado dos quartos. 😔

 

Ainda assim, mesmo não ficando aqui à noite, com toda a certeza ninguém ficará arrependido de vir conhecer este lugar.


O restaurante e os jardins são abertos ao público em geral. Penso que cobram 5 Euros para entrar no recinto do Hotel quando a pessoa vem de carro e não tem reserva. Mas se estiverem interessados em visitar, podem contactar a Fundação da Mata do Buçaco ou o próprio Palace Hotel do Buçaco para tirar a dúvida, porque não tenho mesmo a certeza do valor.

 

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Tchau!
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UM PASSEIO POR DORNES

Mítica terra de Templários, a pequena vila de Dornes está cheia de recantos e segredos por descobrir.

 

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É um belo passeio para quem quer relaxar e fugir um pouco da agitação e do stress diário da cidade

 

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Situada a cerca de 10 km de Ferreira do Zêzere, numa enseada da Albufeira do Castelo do Bode, é uma das mais interessantes do centro de Portugal, quer pela sua história e localização, quer pelas vistas e pelo casario pitoresco, como pelas lendas e tradições que lhe estão associadas.

 

 

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É uma vila pequenina, com uma atmosfera tranquila. É um prazer passear por ali 😊

 

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Possui uma bonita igreja e uma imponente e incomum torre pentagonal, que foi mandada construir pelos Cavaleiros Templários, para servir de vigia e bastião defensivo da região durante a reconquista cristã. No século XVI, um período mais pacífico, foi adaptada e transformou-se na torre do sino da igreja matriz vizinha.

 

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A torre está fechada e não pode ser visitada mas é possível subir os degraus exteriores e apreciar a vista.

 

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Das lendas da terra, merece destaque a lenda de Nossa Senhora do Pranto de Dornes, padroeira da Vila.

 

Conta-se que Guilherme de Pavia, feitor da Rainha Santa Isabel, perseguia um veado na Serra Vermelha quando ouviu um triste choro. Mas por mais que procurasse não conseguia encontrar de onde vinham tais gemidos.

 

Resolveu então ir contar a novidade à Rainha Santa e para seu espanto, esta não só sabia o motivo da viagem, como o local exacto onde procurar a origem dos estranhos sons.

 

E a origem era uma imagem da Senhora do Pranto, com seu filho ao colo, que tinha aparecido no rio e tinha sido recolhida numa pequena ermida na serra.

 

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O estranho é que a imagem desaparecia sistematicamente para aparecer do outro lado do Zêzere. Os moradores de Cernache iam buscá-la mas, durante o trajecto, esta desaparecia para voltar para a outra margem do rio.


A Rainha Santa mandou então erguer uma nova igreja em Dornes para abrigar a imagem e a Nossa Senhora do Pranto lá ficou para sempre, e lá continua até hoje a ser venerada por fiéis de uma e de outra margem do rio. 🙂

 

Quando descemos até às margens do rio Zêzere, o calor aumenta mas a tranquilidade também.

Para além do chilrear dos pássaros não ouves mais nada. O silêncio é total. É tão bom, tão agradável...

 

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Talvez no Verão, quando muita gente vai passar férias para aqueles lados não seja assim mas em épocas baixas é um sossego.

 

No entanto, mesmo com muita gente vale a pena ir. Há muitos sítios por onde passear, trilhas para percorrer, e muitos  desportos náuticos para praticar. Há um clube naval perto que aluga barcos e material desportivo.

 

Há também uma boa oferta de casas para arrendar a preços bastante acessíveis. 

 

É um belo destino para uma escapadinha de fim de semana!

 

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Para quem não conhece, deixo em baixo indicações de como chegar a Ferreira do Zêzere e a Dornes:

 

 

Para chegar a Ferreira do Zêzere vindo de Lisboa, devem usar a A1 saindo no nó de Torres Novas para a A23, depois a saída para Tomar apanhando o IC3 em direcção a Coimbra até encontrar a saída para Ferreira do Zêzere (variante N238). A partir daí sigam as placas que indicam Dornes (são cerca de 5Km).


Vindo do Porto, devem circular na A1 para sair em Condeixa apanhando o IC3 no sentido Tomar. Sai-se para a localidade de Cabaços e dentro desta seguir destino na estrada que irá conduzir a Ferreira do Zêzere.
Ao entrar no centro de Ferreira do Zêzere, encontram, de imediato, junto à primeira rotunda, indicações para Dornes. 

 

Boa viagem! 😃

 

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O RIO ZÊZERE


O Rio Zêzere abre caminho por entre serras e montanhas, perfumadas por uma densa vegetação de pinheiro bravo, criando paisagens deslumbrantes. - visitportugal.com

 

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Segundo maior rio exclusivamente Português, o Zêzere é sem dúvida um dos mais bonitos do nosso país. Há muitos locais onde podemos apreciar a sua beleza. A pequena vila de Dornes, Concelho de Ferreira do Zêzere é um deles.

 

Uma manhã tranquila de Domingo proporcionou-me estas imagens que valem mais do que mil palavras.

 

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Os que estiverem interessados em conhecer melhor esta beleza natural podem consultar o site da Zêzere Trek, uma empresa que oferece diversas actividades e passeios que tem como pano de fundo este rio.

 

Destaco o passeio fluvial que realizam a partir da emblemática Vila de Dornes onde os participantes embarcam num barco fluvial da década de 60, e navegam até à Foz de Ribeira de Alge, apreciando um dos troços mais interessantes da albufeira de Castelo do Bode e conhecendo a bonita praia fluvial de Ribeira de Alge. No regresso a Dornes, é servido a bordo uma prova de produtos regionais.

 

Programa:
9H30 – Início do passeio. Concentração junto à Igreja de Nossa Senhora do Pranto (GPS: Latitude: 39°46’17.95″N; Longitude: 8°16’9.78″W);
10H00 – Início do passeio fluvial;
12H30 – Chegada a Dornes.
13h00 -Almoço

 

A actividade tem um custo de 30 euros por pessoa, incluindo acompanhamento com Guia, almoço, passeio de barco, degustações a bordo e seguro.

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Tchau!

Travellight 

 

3 RAZÕES PARA VISITAR A ILHA DE SÃO MIGUEL … E MAIS UMA

1ª Razão - Natureza

 

São Miguel está repleta de incríveis miradouros, bonitas estradas costeiras, crateras vulcânicas, vegetação luxuriante, fontes termais, oportunidades de observação de baleias e trilhas fantásticas para percorrer.

 

 

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A Lagoa das Sete Cidades é só um exemplo das maravilhosas paisagens que podemos encontrar nesta ilha.

 

Quando chegas ao miradouro Vista do Rei e olhas para baixo parece que entraste num mundo encantado de contos de fada ou então que descobriste o caminho para a Middle Earth.

 

A visão desobstruída das duas lagoas - uma verde e outra azul - é extraordinária!

 

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Os exemplos da natureza única da ilha são inúmeros.

 

Deixo só mais um: A Ponta da Ferraria, no extremo ocidental de São Miguel.

 

Este lugar tem a particularidade de ter uma nascente termal dentro do mar que permite aos visitantes tomar banho nas águas - por regra geladas dos Açores - a uma temperatura bem agradável, que varia com a maré entre os 18º C e os 28º C.

 

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2ª Razão - Comida

 

Sais de uma visita a esta ilha, à vontade com mais 2 kg em cima, tantas são as tentações à mesa. Desde o Bolo Levêdo, às queijadas da Vila, ao cozido das Furnas, especialidades não faltam e há cada vez mais e melhores locais para comer na ilha de São Miguel, nomeadamente em Ponta Delgada.

 

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3ª Razão - Cultura

 

A longa história dos Açores na luta contra o isolamento, os sismos, as erupções vulcânicas etc, resultaram numa cultura genuina e única na qual se destaca a arquitectura (que reflecte a tradição e os materiais locais), o folclore e as cantigas ao desafio e ainda as obras dos poetas da terra, como Antero de Quental ou Natália Correia.

 

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... E mais uma razão - O sorriso de orelha a orelha com que ficas depois de visitar esta ilha incrivelmente bela! 😃

 

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A Top Atlântico tem um programa a preço simpático para uma escapadinha de 3 dias a São Miguel - 203,00€ por pessoa (com voo ida e volta de Lisboa ou do Porto e estadia no Hotel Canadiano 3*).

 

 

Podem consultar o programa aqui.


Bom fim de semana 🤗

 

Tchau!
Travellight

 

VIAGENS IMPERDÍVEIS #4

Olá amigos viajantes!

 

Sempre tiveram curiosidade de conhecer a Irlanda? Que tal darem uma escapadinha até à sua capital Dublin?

 

Encontrei este voo da Ryanair (ida e volta) para Junho a um preço imperdível: 126,00 €

 

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Se estão interessados apressem-se a marcar porque já havia poucos lugares.

 

Vejam aqui o que podem ver e fazer em Dublin 😃

 

CRACÓVIA I A CIDADE QUE ROUBOU O MEU CORAÇÃO

Confesso que não ia à espera de muito quando cheguei a Cracóvia mas fiquei encantada com o que encontrei.

Verdade seja dita, é fácil para mim ver coisas positivas em qualquer lugar, mas Cracóvia foi paixão à primeira, segunda e terceira vista 😊

 

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A cidade tem um centro histórico vibrante com imensos restaurantes, lojas, hotéis e museus. Mesmo o bairro judeu, outrora palco de acontecimentos terríveis, é agora uma área animada com restaurantes excepcionais e bares.

 

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Dei um passeio pelo Castelo de Wawel, caminhei ao longo do rio Wisla, visitei belas igrejas e as impressionantes e elaboradas minas de sal de Wieliczka (que merecem um post à parte), e apreciei o movimento do centro histórico com os seus pintores e artistas de rua e suas carruagens puxadas por cavalos.

 

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Por fim provei deliciosos petiscos nos restaurantes locais. Boom! Fiquei apaixonada de vez! 😍.

 

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De repente este destino que não me dizia nada à partida, era o meu novo destino favorito.

 

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Até me emocionei ao ouvir o hino Polaco a ser tocado de cima da torre da Basílica de Santa Maria. Uma velha tradição que acontece quatro vezes por dia. O interessante é que o hino pára abruptamente porque, segundo conta a lenda, durante uma invasão Mongol da cidade, um velho vigia viu os inimigos a chegar e começou a tocar a melodia na sua trombeta. Isso advertiu o povo, e eles conseguiram fechar os portões da cidade a tempo de a salvar. Infelizmente, porém, uma flecha inimiga perfurou a garganta do velho, matando-o instantaneamente. É em sua honra que a melodia é interrompida sempre naquele preciso momento.

 

Quando termina de tocar, o trompetista acena à multidão reunida cá em abaixo e toda a gente bate palmas e acena de volta. É divertido de ver 😊

 

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Mas nem tudo em Cracóvia é bom...

 

A antiga capital da Polónia, é conhecida pela sua beleza, monumentos históricos e papel na vida do falecido Papa João Paulo II, mas também, tristemente, por ter uma história dolorosa e sombria.

 

Podemos dizer que esta cidade, assim como o resto da Polónia, atravessou o inferno e voltou. Sobreviveu à Segunda Guerra Mundial, ao comunismo da antiga União Soviética e às dificuldades económicas, mas as cicatrizes de todos estes traumas ainda são visíveis em algumas partes da cidade.

 

No Bairro Judeu, por exemplo, que durante a II Guerra Mundial funcionou como Gueto, encontramos um museu e memorial retratando a tortura horrível que os judeus Polacos suportaram. Eles foram aprisionados, mantidos à fome, escravizados e assassinados pelos nazis.

 

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A Praça das Cadeiras Vazias é um memorial dedicado àqueles que morreram a tentar ajudar o povo judeu.

 

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E é impossível falar sobre a história negra de Cracóvia sem mencionar o holocausto e os campos de concentração de Auschwitz-Birkeneau que ficam nos arredores da cidade … Eu não acredito em fantasmas, mas se alguma vez houve um lugar onde eu senti a presença de espíritos atormentados foi aqui. 😔

 

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Apesar das lembranças trágicas, que nunca podem nem devem ser esquecidas, achei que Cracóvia tem um ambiente especial. É linda de manhã quando uma ligeira neblina cobre os seus edifícios, assim como é linda à tarde quando o sol brilha e os cafés e esplanadas estão cheios, ou à noite quando as luzes da cidade acendem-se e aromas deliciosos escapam dos restaurantes que ficam à volta da praça central da velha cidade.

 

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Depois temos coisas únicas como os Bar Mleczny (Bares de Leite). Estes estabelecimentos, herança do passado comunista da Polónia, são restaurantes baratos, estilo snack-bar, mas a comida é boa e caseira. A maioria dos pratos são vegetarianos e muitos têm ingredientes lácteos (daí o seu nome).

 

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Os cafés são outra maravilha. O meu favorito foi o Café Botanica (na Rua Bracka) onde provei uma chávena de chocolate quente com um “cheirinho” de vodka de cereja 😜.

 

Se visitarem esta cidade não deixem de experimentar uma Zapiekanka, também conhecida como uma sanduíche aberta. Pode ser comprada a vendedores de rua que nos deixam escolher os ingredientes que queremos  😋

 

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Destaco duas últimas coisas, o Museu dedicado a Oscar Schindler ( se já leram o livro ou já viram o filme, sabem a importância que este homem teve na salvação de centenas de Judeus) e o MOCAK - O Museu de Arte Contemporânea

 

Se procuram um destino diferente para passar férias considerem esta cidade. Eu amei! 😍

 

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BURANO I A VIDA A CORES

Cheguei a Burano num dos primeiros barcos da manhã. 

 

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Era Domingo e a colorida vila piscatória ainda estava a dormir.

 

Os passeios estavam vazios e a única coisa que eu conseguia ouvir era a canção “true colors” de Cindy Lauper que teimava em passar na minha cabeça enquanto eu caminhava por entre as casinhas coloridas e via os barcos nos canais.

 

Tudo parecia parte do cenário de um filme. Não parecia real!

 

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Esta pequena ilha está localizada na mesma lagoa que Veneza, mas as suas cores vibrantes dão-lhe um aspecto jovem e quase tropical. 

 

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Diz a lenda que um pescador da ilha foi o primeiro a pintar a sua casa em cores vivas, para que pudesse vê-la enquanto pescava e depois todos os outros o imitaram.

 

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As casas em Burano seguem um padrão de cor especial, que data da idade de ouro da ilha, quando o povoado era próspero e estava em plena expansão.

 

Hoje em dia, quem vive em Burano e quer pintar a sua casa, tem de enviar uma carta às autoridades locais que depois decidem de que cor a pessoa está autorizada a pintar o seu lote.

 

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Por todo o lado encontramos detalhes interessantes e coloridos...

 

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As rendas são outro dos grandes destaques desta pequena ilha. As mulheres de Burano são especialistas nesta arte desde o século XV, quando, segundo se conta, o próprio Leonardo da Vinci ali foi comprar rendas para adornar a sua roupa.

 

Hoje em dia, as lojas locais continuam a vender belas e delicadas rendas.

 

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Há medida que o relógio avançava, as ruas começaram a encher. Muitas pessoas dirigiam-se para as igrejas para assistir à Missa Dominical enquanto outras sentavam-se nos cafés para tomar o pequeno almoço.

 

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Eu também aproveitei e sentei-me para observar o movimento desta vila (quase aldeia) enquanto bebia um belo capuccino.

 

Se vierem a Veneza não deixem de visitar Burano, basta apanhar o Vaporetto nº12 de Fondamenta Nuove e 45 minutos depois estás lá. Vale mesmo a pena visitar!

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