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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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AMANHECER

Eram 04:30 da manhã quando o despertador tocou.

 

Sempre tive muito mau acordar e regra geral resmungo para sair da cama, mas naquela manhã pulei para fora sem grande esforço.

 

Afinal não é todos os dias que acordas no Serengeti e sais para ver a vida selvagem desenrolar-se ao vivo e a cores frente aos teus olhos.

 

Este parque é a reserva mais popular da Tanzânia e o lugar que enche os sonhos daqueles que querem visitar a savana africana.

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“Armada” com a minha câmara saí do quarto de hotel e dirige-me ao local combinado onde um guia já me esperava para seguirmos caminho.

 

Ao longo de dois dias iria percorrer vários trilhos dentro do parque em busca de animais para fotografar e observar. Estávamos na época da grande migração e as perspectivas de ver todos os 5 grandes eram boas.

 

Para quem não sabe, os 5 grandes são o leão, o elefante africano, o búfalo-africano, o leopardo e o rinoceronte - Os cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. A expressão “os 5 grandes” generalizou-se e hoje é usada pelos guias locais também nos safaris fotográficos e de observação.

 


As pessoas que conduzem estes safaris são muito profissionais e tomam todos os cuidados para que nenhum acidente aconteça.


Eu acho que desde que haja bom senso e respeito pelo espaço dos animais não há como algo correr mal.

 

Todavia devo confessar que no inicio do safari, quando o jipe sai de noite e avança na total escuridão - e tu ouves uma série de ruídos estranhos que não consegues identificar - não é difícil acreditar que algo pode correr mal sim.


Afinal nós não conseguimos ver bem no escuro e podemos parar num local, pensando que não estamos a incomodar ninguém, e um leão discordar de nós. O território é deles, nós somos só visita, convém nunca esquecer.

 

Para reduzir o risco de incidentes os veículos que operam no Serengeti são obrigados a permanecer dentro das estradas existentes no parque para garantir que os animais não são muito perturbados. Embora isso possa limitar a nossa chance de chegar perto dos animais, é menos intrusivo.

 

São 06:30 e os primeiros raios de sol rompem o horizonte. É ao amanhecer que a savana mostra todo o seu esplendor. Os medos próprios da noite dissipam-se e um sentimento de gratidão invade o meu coração. Que bênção poder estar ali naquele momento… Assistir aquele espectacular nascer do sol, ver a savana a ganhar cor, a ganhar vida!

 

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Um grupo de girafas aparece a pastar mesmo na frente do jipe e ao longe conseguimos ver uma manada de zebras.

 

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Vai ser um bom dia 😊

 

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Tchau!

Travellight

 

 

DESTINO COSTA RICA I EXPLORANDO O PARQUE NACIONAL MANUEL ANTÓNIO

Olá amigos viajantes!

 

O Parque Natural Manuel António, na Costa Rica, é um destino de sonho para aqueles que, como eu, são apaixonados pela natureza e pela vida selvagem: Praias lindas, belas trilhas e uma abundância de fauna e flora.

 

O cenário perfeito para quem gosta de apreciar os encantos da mãe Natureza!

 

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Apesar de ser em termos de tamanho, o menor parque da Costa Rica, Manuel António, é um dos maiores em termos de biodiversidade.


Passeando por aqui podemos avistar várias espécies de macacos, texugos, preguiças, tucanos, passaros coloridos, rãs, lagartos etc, etc….a variedade é imensa!

 

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As trilhas do parque estão bem cuidadas e são fáceis de percorrer.

 

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Podemos contratar um guia para nos orientar e ajudar a detectar os animais com lentes especiais mas eu não o fiz e honestamente não senti necessidade nenhuma disso. Os animais estão por todo o lado e são muito fáceis de avistar e fotografar.

 

Quase a cada olhar havia uma oportunidade fotográfica.

 

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  Este macaquinho estava a trabalhar como electricista 😜

 

Alguns deles são até descarados o suficiente para nos roubar.

 

Se forem lá, fiquem avisados que devem ter especial cuidado com os macacos e com os texugos. Estes malandrinhos tem um esquema de parceria bem montado para roubar comida dos incautos turistas 😜

 

O esquema funciona assim: Um macaquinho fofinho atrai os turistas, que preocupados em fotografar a criaturinha fofa partem disparados, que nem tolos, e esquecem-se de mochilas e e cestos de piquenique. Os texugos aproveitam e roubam toda a comida (e bebida) que podem e depois dividem (às vezes a mal) com os macacos.

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Estes bons malandros são tão rápidos e perfeitos que enquanto eu fui ao mar, um deles abriu a minha mochila, que estava coberta por uma grande toalha, tirou de lá o saco de comida que eu tinha levado e deixou tudo exactamente como encontrou, a toalha nem parecia ter sido mexida.

 

Se eu não o tivesse visto a correr com o saco na boca, nunca teria desconfiado que o ladrão era um texugo.

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Mais tarde o fora da lei voltou e posou para a minha câmara fotográfica por isso considero que ficamos quites 😄

 

As praias de Manuel António são consideradas das mais belas da Costa Rica e com toda a certeza não sou eu que vou desmentir essa ideia.

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Depois de percorrermos os trilhos da floresta tropical podemos descansar nas suas belas areias brancas e dar um mergulho nas águas claras ou descansar à sombra das palmeiras apreciando a maravilhosa paisagem.

 

Algumas das praias são mais longe ou estão escondidas e nem todos chegam lá. Eu descobri vários recantos completamente desertos como a Playa Gemelas e a Playa Puerto Escondido onde não estava ninguém.

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O parque está aberto todos os dias das 07h às 16h .

 

Eu aconselho todos a chegarem bem cedo porque os animais estão mais activos e há poucas pessoas e isso dá-nos a sensação de estar sozinhos a descobrir a floresta tropical.

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O parque oferece instalações onde podemos trocar de roupa ou tomar banho.

 

Dentro do parque não se vende comida por isso as pessoas trazem um lanche de fora (uma sandes, fruta e água) . Não se deve levar batatas fritas e outros snacks, refrigerantes, fritos ou doces porque depois os animais roubam e isso faz-lhes muito mal. Apesar dos vários avisos vi muita gente que não respeitava esta regra.


Por fim, depois de um dia cheio de aventuras no parque nada melhor que terminar com uma cerveja gelada e um belo por do sol no Ronny's Place, um restaurante/ bar na povoação de Manuel António, com um ambiente muito cool.

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É situado num penhasco e tem uma vista incrível sobre o oceano. O peixe grelhado que me serviram lá era super fresco e estava delicioso.

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Espero que tenham gostado de conhecer mais este belo destino!

 

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Tchau!
Travellight

 

FOTOS COM HISTÓRIA E POESIA I GATO QUE BRINCAS NA RUA

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Fotografei este gatinho em Mértola, Alentejo.

 

Ele estava tão absorvido a observar um passarinho que cantava na árvore que nem reparou que outro pássaro pousara mesmo ao seu lado e o engraçado é que este pássaro também ficou a olhar para o que estava em cima da árvore 😀.

 


"Gato que brincas na rua

Fernando Pessoa

 

Gato que brincas na rua

Como se fosse na cama,

Invejo a sorte que é tua

Porque nem sorte se chama.

 

Bom servo das leis fatais

Que regem pedras e gentes,

Que tens instintos gerais

E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,

Todo o nada que és é teu.

Eu vejo-me e estou sem mim,

Conheço-me e não sou eu. "

FOTOS COM HISTÓRIA E POESIA I BICHO DE ESTIMAÇÃO

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Um dia passeando por terras de Zanzibar deparei-me com esta cena adorável:

A descansar na frente de uma casa de família estava não um cão ou um gato mas sim uma pequena cabrinha.

 

 

Lembro-me de ter rido e pensado de mim para mim "cada um pode escolher o animal de estimação que quer, uns tem um gato outros tem uma cabra" 😜

 

BICHO DE ESTIMAÇÃO

Guilherme Ferreira Aniceto


Crio dentro de mim um animal de estimação.
Ele não late, não mia, não pia, não faz barulho algum.
É tão pequeno que não cabe na visão.
É um bicho sentimental e genioso.
E eu o alimento, porque não aguento quando ele começa a chorar.
Sou manteiga derretida.


É meu amigo de data mais longa.
Nasceu comigo, mas não morrerá comigo.
Quando eu me for, ele viverá no amigo.
Viverá na família: nos filhos, nos irmãos.
Meu bicho de estimação não se apega à reputação.
Consome as minhas entranhas, como a criança devora o doce.
É feroz, ávido por comer-me a alma até a última migalha.
E, por mais que esse bicho seja assim tão difícil de se criar, eu o nutro.
Porque aprendi a amá-lo.


É meu algoz e também é minha força motriz.
Me faz chorar e também me deixa feliz.
Me põe irritadiço e também me acalma
O bicho no pé da minha alma.
Crio um animal de estimação dentro de mim.


É um poema, uma obra que não há de sair do eu-lírico.
Há de permanecer no eu-onírico.
É meu poema mais bonito, escrito enquanto eu vivo.
Quando eu me for, será a flor do meu túmulo, os dizeres da minha lápide.
Quando eu me for, será o guardião do meu sono.
Quando eu me for, será a memória e a saudade.
O bicho no pé da minha alma será o que de mim restará.
Para desenterrar-me, não será preciso pá.
Basta encontrá-lo, encará-lo, decifrá-lo.
O bicho no pé da minha alma é meu poema não resolvido.

GATO RESGATA TURISTA PERDIDO NOS ALPES

Olá amigos viajantes!

 

Estou a preparar uma viajem à Suíça e hoje deparei-me com a história de um gato que resgatou um turista perdido nos Alpes, adoro estes amiguinhos peludos por isso não resisto a partilhar esta história convosco.

 

Há quem pense que os gatos são muito independentes e até egoístas e só estão preocupados consigo próprios - quem tem um gato sabe bem que não é assim e este simpático felino é bem prova do contrário:

 

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   foto by REDDIT/SC4S2CG

 

No resort suíço de Gimmelwald, um turista, depois de ter torcido um tornozelo, perdeu-se e não sabia como regressar para a Vila porque o único trilho de volta que conhecia tinha sido fechado. Nessa altura, para sua sorte, um gato preto e branco, que pertence ao proprietário de um dos hostels da zona, apareceu na sua frente e levou-o desde as montanhas até um novo trilho.

 

Conta o turista que o gato começou a andar e e a olhar para trás para assegurar-se que ele o seguia e levou-o  directamente para o trilho certo de volta ao vale. Uma vez alcançado o caminho para a vila o gato  pareceu perder o interesse no homem e os dois separaram-se.

 

O turista partilhou um video do acontecimento no youtube o que levou outras pessoas a revelarem que também eles tinham encontrado aquele gato, que parece ser um bom amigo para todos os caminhantes daquela área. 

 

Gimmelwald fica na região de Jungfrau-Aletsch, Património Mundial da UNESCO.

 

Espero que, se um dia tiver o azar de me perder por estes lados, este lindo gatinho apareça para me salvar 😸

 

 

Tchau!

Travellight

UM ELEFANTE NUNCA ESQUECE!

Olá amigos viajantes!

Quem aí gosta de elefantes? já imaginaram passar um dia com um?

 

Pois eu viajei de propósito para Chiangmai, na Tailândia para ter essa experiência,

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Eu pesquisei bastante antes de visitar Patara Elephant Farm, isto porque, como amante da vida animal não queria de forma nenhuma visitar um local onde os elefantes não fossem bem tratados.

 

A decisão não é fácil, o turismo animal é uma parte importante da economia Tailandesa e culturalmente a forma como os elefantes são vistos no país (e um pouco por toda a Ásia) choca um pouco com a visão dos que defendem o respeito e a preservação de todas as  espécies. O Elefante, apesar de ser considerado um animal sagrado, é visto como um animal de trabalho, um instrumento, algo sem sentimentos, que é para ser usado e abusado... 

 

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Podemos sempre optar por só ver estes animais em parques naturais e no seu ambiente natural, e talvez isto seja mesmo o mais correcto. Eu tendo experimentado as duas coisas prefiro a primeira, mas considero que a interacção positiva com animais em vias de extinção é muito importante para a sua preservação.

 

As crianças, os jovens ou mesmo os adultos, não vão querer matar algo que conhecem bem, com quem criaram laços, que conhecem pelo nome próprio.

 

E depois os verdadeiros santuários acabam por dar emprego a muita gente que de outra forma iria explorar o animal de outras formas mil vezes piores. Pode ser talvez ingenuidade minha mas considero estes santuários, pelo menos os que tem provas dadas na preservação de uma espécie, um mal menor.

 

Graças a Deus aos poucos os esforços de preservação estão a começar a ter algum efeito mas ainda há muito a fazer para mudar mentalidades.  

 

Escolhi Patara Elephant Farm porque era aquele que, de tudo o que li, parecia reunir as melhores condições para os animais e ainda assim vi lá algumas coisas de que não gostei, mais adiante explico-vos. 

 

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A primeira impressão do local foi fantástica pois assim que cheguei fui apresentada a um elefante recém nascido (só tinha um mês) que junto de sua mãe corria livremente pelo terreno metendo-se com toda a gente que encontrava à procura de brincadeira, 😄.

 

Era pequenino mas já tinha muito peso e um pequeno toque dele quase levou-me ao chão, (o que também não é difícil considerando que sou uma meia-leca 😜)

 

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Após este momento de grande diversão um dos fundadores do santuário fez uma apresentação de cerca de uma hora sobre as condições de vida dos elefantes na Tailândia, sobre os abusos que os pobres animais sofrem e sobre os esforços de conservação da espécie e deu-nos alguma informação, exemplificando, a forma como podemos verificar se um elefante é saudável, está bem cuidado e é feliz.

 

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Os elefantes que encontramos na fazenda, segundo nos disseram, foram resgatados de outras fazendas onde eram maltratados ou foram abandonados por proprietários que já não podiam mantê-los. 

 

A família que gere esta fazenda considera-se apenas a zeladora dos elefantes que estão no local - e não a proprietária deles, mas a verdade é que confessaram-nos que à noite os animais são acorrentados para não deambularem para fora do local, as correntes são longas e permitem ao animal movimentar-se mas ainda assim, não gostei muito de ouvir isto... 😕

Segundo foi-nos explicado esta política foi imposta depois de ocorrer um acidente em que um elefante chocou com um carro numa estrada perto da fazenda. O elefante sobreviveu ao acidente; mas o condutor infelizmente não.

 

Também foi-nos explicado que na Tailândia o numero de elefantes baixou para quase metade nos últimos 30 anos por isso a saúde, reprodução e longevidade dos animais são as principais missões deste santuário, que apresenta taxas muito positivas de sucesso.

 

Elefantes tendem a morrer de desnutrição, infecções da pele, e problemas mentais, assim estes são os principais focos de atenção no cuidado com o elefante. 

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A fazenda só permite um numero reduzido de visitantes por dia, tens de fazer a reserva on-line com muita antecedência para conseguir um lugar. No programa em que participei é atribuído a cada um "o seu próprio elefante" o que basicamente significa que enquanto estiver na fazenda o participante tem a seu cargo a alimentação, banho e exame de saúde do seu elefante.

 

O animal é escolhido de acordo com a nossa altura e personalidade, a pessoas com uma personalidade mais tímida, por exemplo, são atribuídos elefantes mais sossegados e de temperamento mais calmo.

 

Eu fiquei com um jovem elefante chamado Shampoo 😊

Para criar um laço com o animal a primeira coisa que nos pedem para fazer é alimenta-lo com bananas e cana do açúcar.

Ao mesmo tempo ensinam-nos comandos básicos de voz para lidar com estas adoráveis criaturas.

 

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Segue-se depois o exame de saúde para saber se o elefante está saudável e feliz:

Devemos caminhar à volta do animal para observar o seu comportamento - se ele estiver a abanar as orelhas e a bater o rabo é sinal de que está feliz.

 

Devemos verificar se os olhos do elefante são brilhantes e claros e não estão com secreções em excesso. Olhos baços indicam doença ou dor. As orelhas também não devem ter quaisquer secreções ou mau cheiro.

 

Para ter certeza de que não há erupções cutâneas ou crescimento de fungos no corpo de um elefante, a pele deve também ser examinada com cuidado assim como as cutículas em torno das unhas. Por último temos de verificar o cocó do animal que se for saudável não cheira mal.😝 

 

O passo seguinte é limpar o animal, sacudir a terra do seu corpo e depois dar-lhe um banho e escova-lo bem.

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Depois de terminado este processo podemos, se quisermos, montar o elefante - mas sem sela.

 

Foi-nos explicado que as selas e cadeiras são muito pesadas e magoam muito o elefante fazendo a sua coluna ficar torta, por isso não são permitidas na fazenda.

 

Eu resolvi experimentar, e subi para cima do elefante e fiquei nos seus ombros.

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O Shampoo era um elefante jovem, ainda baixinho mas ainda assim quando subi para cima dele pareceu-me que estava tão no alto 😮

 

Montar o elefante foi uma experiência única... o trilho levava-nos pelas montanhas e a vista era deslumbrante. O dia estava encoberto e quente mas havia muito nevoeiro e isso criava um ambiente quase mágico! Eu senti-me verdadeiramente abençoada por poder estar ali 😊

 

De repente começou a chover e o caminho ficou todo enlameado e os elefantes começaram a escorregar. Aí pensei - ok, vou cair pela ravina e  a minha vida acaba aqui! Morro agora, mas morro feliz! 

 

Para minha sorte o Shampoo tinha um grande equilíbrio e conseguimos chegar ao nosso destino sem qualquer acidente😄

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Uma das coisas que não gostei durante a experiência foi a forma como os mahout (instrutores) tratavam os elefantes. Algumas vezes para fazer mexer o elefante, quando este não queria, o mahout puxava pelas orelhas do animal. Eu perguntei se isso não magoava e eles insistiram que não, mas a mim custou-me muito a acreditar nisso 😒

 

Normalmente, um mahout começa criança na profissão familiar e é-lhe atribuído um elefante jovem para treinarem. Por isso a forma como tratam a criatura é uma questão cultural. Acredito que para eles puxar a orelha do animal é perfeitamente normal e provavelmente eles também não percebem a nossa sensibilidade ocidental. 

 

Por mais de uma vez pareceu-me que as atracções na fazenda eram os próprios visitantes, tal era a forma como os mahouts pareciam olhar para nós. Acho que para eles é incompreensível alguém pagar para dar banho aos elefantes e cheirar o seu cocó! 

 

Acho o esforço de conservação muito importante, e locais como Patara necessários, mas também acho que tem de se investir mais na educação pois é a única forma de alterar crenças enraizadas. De que serve ter um santuário se depois algumas das pessoas que trabalham nele e que estão em contacto directo com os elefantes, não compreendem a importância nem o porquê do que estão a fazer? 

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No geral foi uma experiência incrível onde senti que aprendi algo de importante e tive oportunidade de conhecer de perto uma das criaturas mais belas do planeta.

 

Dizem que os elefantes nunca esquecem, espero que o Shampoo nunca se esqueça de mim da mesma maneira que eu nunca me vou esquecer dele!

 

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Tchau!

Travellight 

EU E OS CANGURUS

Olá amigos viajantes!

 

Quem aí não gosta de cangurus? Já imaginaram conhecer um de perto?

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Desde os tempos do Cangurik (ainda alguém se lembra dele? o canguru que era mascote da Nesquik antes do coelho actual, e que nos dava lições sobre a  Natureza?), que estes animais encantadores fazem parte do meu imaginário, por isso quando comecei a planear a minha viagem à Austrália, interagir com cangurus estava no topo da minha lista, afinal não é possível visitar a Austrália e não ir conhecer os cangurus certo?

 

Há vários locais onde podemos ter essa experiência, eu escolhi um zoo em Sydney - Featherdale Wildlife Park,  e um outro em Port Douglas -  Wildlife Habitat

 

DICA: Como a Austrália é muito longe fica aqui a informação que o NaturWaterpark - Parque de Diversões do Douro, situado na Quinta do Barroco, Póvoa/Andrães, tem uma quinta pedagogica com um canguru (e cavalos, poneis, lamas, cisnes, porcos do vietname, etc) com quem as criaças podem interagir.😊

Mais informações: Natur Waterpark

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Conseguem perceber a minha felicidade? Foi mesmo divertido brincar com os cangurus! 😄

 

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Durante estas visitas pude aprender coisas surpreendentes que desconhecia sobre os cangurus:

 

- O nome canguru tem sua origem numa língua aborígene e quer dizer “não sei”;

 

- Existem 4 espécies de canguru: o canguru cinzento, o canguru vermelho (o maior de todos), o wallabie (o mais pequeno) e o canguru arborícola;

 

- Eles podem atingir uma velocidade máxima de 65 km /h  o que significa que podem ultrapassar  um cavalo de corrida;

 

- Num só salto os cangurus podem saltar até 3m de altura e 7,6 m de comprimento;

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- Os cangurus são o único animal de grande porte que usa o salto como seu principal método de locomoção. Saltar é um meio rápido e eficiente de viagem que lhes permite poupar energia e cobrir grandes distâncias em habitats onde há pouca comida e água disponível.

 

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   Fêmea com bebé na bolsa a tirar uma bela sesta! 😊

 

- Os cangurus fêmeas podem determinar o sexo de sua prole. Elas podem até retardar a gestação, quando os factores ambientais são susceptíveis de diminuir as chances de sobrevivência do filhote.

 

- Como todos os marsupiais, os cangurus nascem muito cedo; o equivalente a sete semanas de gestação para o ser humano. Eles migram do canal de nascimento enquanto ainda são embriões através da pele da mãe para a segurança da bolsa, onde passam vários meses em desenvolvimento antes de finalmente sair para explorar o mundo.

 

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Os cangurus com que interagi eram tão fofinhos! extremamente dóceis e simpáticos e o seu pêlo era muito macio😊

Só tinha vontade de trazer um para casa!

 

Nos zoos vendem uns cones com erva e outra comida apropriada para os alimentar.

 

Os cangurus tinham uma zona própria nos parques por onde andavam livres, podendo afastar-se para sítios mais distantes quando assim o entendiam. Todos me pareceram muito bem tratados e nada stressados com os turistas que tinham à volta por isso foi uma experiência divertida e inesquecível !

 

Espero que tenham gostado de ver! 😃

 

Tchau!

Travellight

 

A PRAIA DOS FLAMINGOS

Olá amigos viajantes!

Vocês sabiam que existe uma praia nas Caraíbas onde podemos tomar banho com flamingos cor de rosa? 

A sério! Chama-se Flamingo Beach (que outro nome poderia ter certo?😜) e fica em Aruba.

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A Flamingo Beach fica numa ilha privada propriedade do Hotel Renaissance Aruba Resort & Casino em Oranjestade.

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Os hóspedes do Hotel têm acesso gratuito mas é possível comprar um day pass para visitar a ilha caso não esteja hospedado no hotel. 

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A Flamingo Beach é uma praia apenas para adultos (para minimizar a perturbação da população de flamingos) e por isso é também uma praia muito calma, o único som que se ouve é o vento a bater nas folhas das palmeiras. Óptima para ficar  na rede sem fazer nada 😊.

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A praia tem também um bom restaurante com uma decoração muito gira - o Papagayo Bar & Grill.

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Estes lindos e coloridos lagartos também habitam a ilha😊

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Já sabem se visitarem Aruba, passem um dia com os flamingos!

 

Tchau!

Travellight

O PEQUENO PRÍNCIPE NASCEU AQUI

Era uma vez ... uma terra encantada chamada Patagonia

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Pode parecer idiota começar um post desta forma, mas se um dia vocês visitarem este lugar  e o quiserem dscrever aposto que vão sentir-se tentados a fazer o mesmo.

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Eu tive sorte suficiente de visitar alguns dos lugares mais incríveis do nosso planeta, mas a Patagonia deixou-me sem palavras.

Vocês sabiam que este lugar foi uma das inspirações de Antoine de Saint-Exupery para escrever o Pequeno Príncipe?


O Pequeno Príncipe é um dos meus livros favoritos (e tenho certeza, de milhares de outras pessoas) por isso eu acho que qualquer coisa que tenha servido de inspiração a esta obra-prima da literatura mundial tem de ser muito especial.

A conexão do Pequeno Príncipe com a Patagônia remete aos anos que Saint-Éxupery morou em Buenos Aires, para onde foi enviado em 1929 pela companhia Aéroposta-Argentina para abrir novas rotas aéreas. Ali, apaixonou-se pela imensidão da região começando a escrever e a desenhar um conto.

O formato de uma ilha na Patagônia, por exemplo, pensa-se que terá inspirado o desenho, que aparece no livro, da jibóia que engole o elefante.

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Agora falemos um pouco de História - É amplamente aceite que o nome Patagonia vem da palavra "patagón" (pés grandes)  utilizada por Fernando de Magalhães em 1520 para descrever os povos nativos daquela área e que a tripulação que fazia parte da sua expedição julgava serem gigantes.

Hoje os historiadores acreditam que o povo que o explorador Português, que primeiro circunavegou a Terra, chamava de Patagons eram na verdade os Tehuelches, que tendiam a ser mais altos do que os europeus da época.

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A Patagonia divide-se entre dois países, a Argentina e o Chile, e abrange quase todos os cenários que a mãe natureza é  capaz de criar: A Patagonia tem o sétimo maior deserto do mundo, glaciares da última idade do gelo, lagoas azul turquesa e lagos, quedas de água e cascatas, belas montanhas e floresta tropical. Enfim, tem tudo!

Para quem ama a natureza e as atividades ao ar livre este local é um absoluto céu.

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Na Patagônia Eu tive algumas experiências inesquecíveis, algumas foram extraordinárias e quase espirituais, mas uma foi excepcionalmente má. Em qualquer caso, o bom superou largamente o mau, e de modo algum afetou a minha percepção deste lugar mágico.


Uma das minhas memórias favoritas foi quando me deparei com uma raposa durante uma caminhada.

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O animal parecia não ter medo de mim. Ele chegou-se mesmo muito perto e depois sentou-se à minha frente e deixou que eu  tirarasse fotos (nenhuma selfie infelizmente ) .

Isto foi tão especial! Sabem, eu adoro animais e esta experiência fez-me sentir como se eu fosse o proprio Pequeno Principe... quase conseguia ouvir a raposa a murmúrar "É apenas com o coração que se consegue ver com clareza, o que é essencial é invisível para os olhos."

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Outra lembrança que eu valorizo muito, é a visita que fiz ao Lago Grey no Parque Nacional Torres del Paine - quando chegamos lá não havia ninguém ao redor e o silêncio era completo e impressionante! não se ouvia um único som, era como se estivessemos completamente sozinhos no mundo . só nós e Deus ...

Sei que muita gente não suporta o silêncio mas eu pessoalmente nunca me senti tão em paz comigo mesma.

 

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Agora vou falar sobre a má experiência ...

Eu fiz um passeio de barco pelo fiorde de Ultima Esperanza, e o barco leva-nos para muito perto dos glaciares Balmaceda e Serrano,

 

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enquanto estávamos por lá lá, um dos membros da tripulação resolveu servir-nos um pisco sour (bebida típica sul-americana) com gelo recolhido do glaciar. 

Parecia uma coisa muito "cool" para se fazer - eu até já imaginava a história que ia contar aos meus amigos, afinal não são muitos os que podem dizer que beberam um pisco sour com gelo da última idade do gelo não é? 😜

Pois bem, para meu azar o gelo do glaciar devia conter uma qualquer bactéria milenar que rápidamente atacou o meu sistema.

 

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Cerca de uma hora e meia mais tarde, eu sentia-me tão doente, mas tão doente que achei sinceramente que ia morrer.

Agora tem uma certa piada mas na altura lembro-me de ter pensado que era muito apropriado eu ir morrer num lugar chamado El Fim do Mundo - nome da  terra em que ficava o hotel em que eu estava hospedada - Eu passei dois dias com vómitos, diarreia e febre, eu nunca me senti tão mal em toda a minha vida.😨

Graças a Deus recuperei bem. Felizmente, viajo sempre com um kit de primeiros socorros que contém todos os medicamentos essenciais e... afinal de contas eu continuava com uma boa história para contar aos amigos!

 

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 A Patagônia é um ótimo lugar para observar a vida selvagem, há muito para ver!

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Fiquei também surpreendida com a qualidade dos hotéis na região. Muitos abriram nos últimos anos e proporcionam conforto, luxo, e boas opções gastronómicas.

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Altiplanico Sur Hotel em Puerto Natales é um grande exemplo!

 

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O hotel tem enormes janelas com vistas maravilhosas.

Por mais de uma vez eu observei animais selvagens passam na frente do meu quarto😊

 

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A comida também era requintada  e deliciosa. 

 

DICAS: A melhor maneira de chegar até a Patagônia é voar para Santiago e em seguida, fazer um voo de ligação para Puerto Natales ou Punta Arenas. Punta Arenas geralmente tem mais opções de voos. O autocarro de Punta Arenas para Puerto Natales leva cerca de 3 horas

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- A Iberia é quem faz voos mais baratos para Santiago do Chile (extensão a Punta Arenas com a LATAM Chile). O ida e volta Lisboa/ Santiago/ Punta Arenas fica por cerca de 1.120,00 Euros. Com saída do Porto o preço é o mesmo.

Muitas agências de viagens vendem pacotes completos para a Patagonia com voos, alojamento, alimentação e excursões incluídos no preço o que é muito mais pratico (e freequentemente mais caro). Eu pessoalmente gosto de fazer as coisas no meu proprio ritmo por isso prefiro marcar tudo individualmente.

- Não há uma melhor época do ano para visitar a Patagônia porque a natureza é sempre impressionante e cada época tem seus encantos. O verão é considerado época alta e os parques nacionais estão mais cheios e a acomodação é mais cara.

 

O tempo na Patagonia é muito imprevisível. Não é incomum ter sol quente, vento, chuva e até neve num único dia (mesmo viajando durante os meses de verão) assim o segredo é vestir por camadas.

Se vocês decidirem fazer os trilhos a pé levem uma t-shirt, uma camisola de lã, um casaco e calças à prova de água. Escolham roupa respirável (algodão) para não ficarem molhados com a transpiração enquanto caminham. botas resistentes à água também são uma boa idéia.

Também vão precisar de um casaco quente, luvas, um chapéu ou um boné e um bom lenço/cachecol para visitar os glaciares e as montanhas porque aí faz muito frio.

 

Beijinhos😘

Travellight