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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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A CASA DOS ESCRAVOS

Todos nós sabemos que infelizmente, este nosso mundo, o que tem de belo, tem de feio…

 

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Uma visita a uma pequena ilha, situada a uma curta distancia de ferry de Dakar, capital do Senegal, foi para mim uma penosa recordação desse facto.

 

Listada como Património da Humanidade pela UNESCO, A Ilha de Gorée alberga hoje um museu que conta a terrível história do tráfico de escravos através do Atlântico.

 

A sua aparência bonita, com ruas pitorescas e sem carros não deixa perceber hoje, os horrores que aqui se passaram ao longo de três séculos, enquanto o comercio de escravos florescia e a ilha funcionava como um interposto comercial. Milhares, se não milhões, foram mantidos aqui antes de serem transportados para a Europa e para as Américas.

 

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Portugueses, Holandeses, Franceses e Britânicos lutaram para ganhar o controle desta pequena ilha. Os Portugueses foram os primeiros a chegar. Por volta de 1444 batizaram a ilha como Ilha de Palma. Logo de seguida chegaram os Holandeses que a ocuparam e batizaram como a ilha Goe-ree, que significa “bom porto”.

 

Os Holandeses construíram dois fortes, um a norte e outro a sul da ilha para proteger o seu comércio no caminho de e para as Índias Ocidentais. Foi a partir daí, que Gorée transformou-se num armazém para comércio de mercadorias e escravos.

 

Visitar a Maison de Les Esclaves (Casa dos Escravos) é desconfortável... A casa, ironicamente cor-de-rosa, é um lembrete negro das atrocidades que o homem é capaz de cometer contra os seus semelhantes.

 

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A descrição de como os escravos eram tratados é difícil de ouvir. Já li livros e vi filmes e séries que retratavam a escravatura, mas estar num local onde todos esses horrores se passaram é outra coisa. Contam-nos como os escravos eram acorrentados no pescoço e nos braços e libertados apenas uma vez por dia das suas celas, estreitas, escuras e claustrofóbicas, cada uma ocupada por mais de 15 homens. Os doentes e os mortos eram atirados ao mar e serviam de comida para os tubarões. As famílias eram divididas e os escravos eram mantidos aqui em condições desumanas por até três meses. Até serem vendidos.

 

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Mostram-nos uma porta chamada de “a porta sem retorno” por onde os escravos passavam para embarcar nos barcos que os levavam para longe da sua terra natal. E tu imaginas o medo e o receio que aquelas pessoas deviam de sentir sem saber para onde iam e que mais torturas e abusos lhes esperavam.

 

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As condições nos barcos eram ainda piores do que na ilha. Acredita-se que milhões morreram antes de chegar ao destino previsto.

 

Percorrer aquela casa e imaginar todo aquele horror e desespero deu-me arrepios e vontade de chorar, mais ainda porque passados todos estes anos, nós humanos continuamos capazes de ter comportamentos tão ou mais cruéis….


À saída do museu está uma estátua de dois escravos celebrando a liberdade. Sorrio e dou graças a Deus por ser livre e por poder deixar para trás aquele lugar com tão más vibrações e dolorosas memórias.

 

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“A liberdade é indivisível, e quando um homem é escravizado nenhum de nós é livre.” - John F. Kennedy

 

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AMANHECER

Eram 04:30 da manhã quando o despertador tocou.

 

Sempre tive muito mau acordar e regra geral resmungo para sair da cama, mas naquela manhã pulei para fora sem grande esforço.

 

Afinal não é todos os dias que acordas no Serengeti e sais para ver a vida selvagem desenrolar-se ao vivo e a cores frente aos teus olhos.

 

Este parque é a reserva mais popular da Tanzânia e o lugar que enche os sonhos daqueles que querem visitar a savana africana.

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“Armada” com a minha câmara saí do quarto de hotel e dirige-me ao local combinado onde um guia já me esperava para seguirmos caminho.

 

Ao longo de dois dias iria percorrer vários trilhos dentro do parque em busca de animais para fotografar e observar. Estávamos na época da grande migração e as perspectivas de ver todos os 5 grandes eram boas.

 

Para quem não sabe, os 5 grandes são o leão, o elefante africano, o búfalo-africano, o leopardo e o rinoceronte - Os cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. A expressão “os 5 grandes” generalizou-se e hoje é usada pelos guias locais também nos safaris fotográficos e de observação.

 


As pessoas que conduzem estes safaris são muito profissionais e tomam todos os cuidados para que nenhum acidente aconteça.


Eu acho que desde que haja bom senso e respeito pelo espaço dos animais não há como algo correr mal.

 

Todavia devo confessar que no inicio do safari, quando o jipe sai de noite e avança na total escuridão - e tu ouves uma série de ruídos estranhos que não consegues identificar - não é difícil acreditar que algo pode correr mal sim.


Afinal nós não conseguimos ver bem no escuro e podemos parar num local, pensando que não estamos a incomodar ninguém, e um leão discordar de nós. O território é deles, nós somos só visita, convém nunca esquecer.

 

Para reduzir o risco de incidentes os veículos que operam no Serengeti são obrigados a permanecer dentro das estradas existentes no parque para garantir que os animais não são muito perturbados. Embora isso possa limitar a nossa chance de chegar perto dos animais, é menos intrusivo.

 

São 06:30 e os primeiros raios de sol rompem o horizonte. É ao amanhecer que a savana mostra todo o seu esplendor. Os medos próprios da noite dissipam-se e um sentimento de gratidão invade o meu coração. Que bênção poder estar ali naquele momento… Assistir aquele espectacular nascer do sol, ver a savana a ganhar cor, a ganhar vida!

 

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Um grupo de girafas aparece a pastar mesmo na frente do jipe e ao longe conseguimos ver uma manada de zebras.

 

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Vai ser um bom dia 😊

 

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A SESTA DO REI LEÃO

Olá amigos viajantes,

 

Recentemente voltei à Tanzânia para um safari fotográfico e vim de lá com muitas memórias especiais que aos poucos irei partilhar convosco.

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Sabem... a sensação de estar num safari é difícil de descrever.

 

Há algo de tremendamente excitante em partir de madrugada por uma savana imensa em busca da vida animal que habitualmente só vemos na televisão ou encerrada num jardim zoológico.

 

Um arrepio atravessa-te a espinha quando estás sentada num jeep e a poucos metros de distância tens um leão do Serengeti a olhar para ti.

 

Quando um felino deste porte aparece na tua frente, o tempo parece que pára e tu nem respiras, tentando aproveitar o momento.

 

Alguns (mais sensatos) ficam receosos - afinal é um animal selvagem com o poder de acabar connosco em menos de um minuto. Outros (como a maluca aqui) ficam maravilhados com a oportunidade de fotografar e estar tão perto de um animal tão majestoso.

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   O jovem leão não estava nada interessado em tirar uma selfie comigo (reparem como ele escondeu a cara) 😜 

 

Dizem que os gatos têm nove vidas, mas o mesmo não se pode dizer sobre o leão do Serengeti. A vida é dura e precária nesta paisagem implacável, e para o maior dos predadores africanos, bem como para as suas presas, a vida tende a ser bem mais curta, terminando mais frequentemente de forma abrupta do que em declínio gracioso.

 

Disseram-me que um leão macho adulto, se for afortunado pode alcançar, no máximo, a idade de 12 anos, não mais do  que isso.

 

Stress portanto não falta a estes animais, que assim como nós, também devem precisar de tirar uns momentos para relaxar. Como este jovem leão que eu fotografei a subir a uma árvore para fazer uma sesta 😊

 

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Digam lá se não é uma ternura? Parece mesmo o gatinho lá de casa não é? 😻

 

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MY TRAVEL WISH LIST | THE DEVIL' S POOL

Olá amigos viajantes!

 

Já tinham ouvido falar em The Devil's Pool (A Piscina do Diabo)?  

 

Esta é a mais incrível piscina natural do mundo!

 

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  Foto by MICHAEL BAYNES VIA GETTY IMAGES

 

Este sitio inacreditável surge a cada ano na margem de Victoria Falls, na fronteira da Zâmbia com o Zimbabué, quando a estação seca reduz os níveis de água criando uma borda rochosa que impede quem lá estiver de ser arrastado pela força do Rio Zambeze para uma queda de água de mais de 100 metros.

 

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Centenas de aventureiros à procura de emoções fortes e uma injecção de adrenalina rumam a este local para desafiar a natureza e tirar fotos incríveis.

 

Apesar da aparência assustadora é possível chegar até à ponta do precipício de forma suave e apoiado por cordas. Os mais destemidos (loucos) optam por saltar.

 

Este sitio está na minha lista há algum tempo, só não sei se vou ter "tomates" de lá ir! 😜

 

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