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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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MONT SAINT-MICHEL

Olá amigos viajantes,

 

Hoje vou falar-vos de um local muito especial para mim.

 

Desde miúda que tenho uma grande devoção por São Miguel Arcanjo, por isso uma visita ao maior santuário que lhe  foi dedicado, o lendário Mont Saint-Michel, na Normandia, França, era importante para mim.

 

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O Mont Saint-Michel, uma pequena ilha medieval, acessível a pé na maré baixa, com uma enorme abadia no topo, fica  praticamente no meio do nada mas é fácil de chegar lá a partir de Paris, basta apanhar o TGV para Rennes e de Rennes apanhar um autocarro para Mont Saint-Michel. 


Conta a lenda que o arcanjo Miguel apareceu neste local por volta do ano 708 e ordenou que um mosteiro fosse construído no topo da ilha. A dificuldade da tarefa seria uma prova de fé.

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Com belas paisagens circundantes e uma arquitectura impressionante o Mont Saint-Michel é assim um verdadeiro testemunho do engenho humano.

 

A sua construção, mesmo de acordo com padrões actuais não terá sido nada fácil - Não só a abadia e a cidade envolvente foram construídas sobre um afloramento de granito na baía, como também tiveram de enfrentar as marés mais altas de toda a Europa - o desnível entre maré baixa e maré alta pode chegar a 15 metros.

 

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Cada visitante pode ter uma experiência diferente deste local porque a sua aparência varia muito conforme a época do ano, as fases da lua, o dia e a hora da visita. Podemos ir e encontrar a ilha totalmente envolvida pela água (como todas as ilhas normais) ou então isolada no meio de um imenso areal. Também já vi fotos em que a ilha parece estar no meio de uma enorme pastagem. É muito interessante, quase mágico 😊

Vejam em baixo 3 perspectivas diferentes da ilha, para verem como o cenário pode mudar:

 

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Durante séculos, esta ilha foi um reduto estratégico para a Bretões e Franceses, nunca tendo sido conquistada nem mesmo pelos Ingleses durante a Guerra dos Cem Anos.

 

Na parte baixa da ilha existe uma pequena cidade medieval repleta de restaurantes e lojas de lembranças. Ao atravessarmos as muralhas de acesso à parte interior passamos logo por uma rua estreita que oferece tudo o que podíamos esperar numa atracção turística: postais, medalhinhas, camisolas, chocolates, vinhos, biscoitos, etc, etc. Eu aqui aproveitei e experimentei os famosos “galettes brettones”, um doce típico da zona e gostei muito.

 

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Para chegarmos à abadia temos de subir por um numero incontável de escadas - Já repararam na quantidade de atracções que ficam no topo de montes, montanhas e encostas? Para viajar temos de estar em forma, uff! 😅

 

A subida custa mas vale a pena, a abadia em si é encantadora. Os visitantes podem fazer uma visita guiada (disponível em várias línguas) ou explorar por conta própria, que foi o que eu fiz. O caminho a seguir está bem sinalizado e conduz-nos através de uma série de divisões como salões, criptas, claustros, jardins internos, etc . As divisões estão agora vazias, com excepção de algumas esculturas, mas estão repletas de detalhes medievais que deixam a nossa imaginação vaguear livremente e calcular como era a vida ali há centenas de anos atrás.

 

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Nem sempre este local foi uma abadia ou mosteiro, depois da Revolução Francesa o Mont Saint-Michel transformou-se numa prisão que só foi encerrada em 1863. Em 1979 foi declarado Património Mundial pela UNESCO.

 

Durante o percurso acabamos por chegar a um terraço onde podemos observar não só as antigas muralhas de pedra, as arcadas imponentes e as torres de fortificação da cidade mas também ver uma vista panorâmica impressionante da baía. O nascer do sol aqui é absolutamente inesquecível.

 

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É possível percorrer a pé o imenso areal quando a maré está baixa mas esta actividade pode ser perigosa - não só em alguns locais a areia é movediça como se a pessoa se distrai com os horários da maré (que convém saber de cor antes de empreender esta aventura), pode ficar numa situação complicada. Os locais dizem que aqui as marés sobem à velocidade de cavalos galopando, é muito, muito rápida. Se quiserem fazer isto o melhor é contratar um guia especializado, o balcão de apoio ao turista tem uma lista de vários.

 

É possível ficar hospedado na cidade mas não fica barato, e eu pessoalmente achei o hotel e restaurantes muito caros (e medíocres até) para a comida e serviço que ofereciam, mas não deixei que isso estragasse o meu bom humor, afinal de contas, talvez eu tivesse tido azar nas minhas escolhas e depois a comida podia não prestar mas o vinho até não era mau 😃

 

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A única vantagem de pernoitar aqui é poder assistir ao pôr do sol na baía e ao seu nascer no dia seguinte e poder apreciar a cidade vazia durante a noite, sem a enchente de turistas que a “ocupam” durante o dia.

 

Assim que o por do sol começa, os autocarros de excursão partem e a cidade esvazia-se. Quem fica por lá tem a sensação de ter a cidade toda para si. Transforma-se num local estranho, sereno, misterioso, quase assustador que dá aquele arrepio na espinha quando imaginas os fantasmas de monges e antigos prisioneiros que morreram ali - mas isso sou eu e a minha imaginação mais que fértil 😜

 

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Em resumo, não fiquei decepcionada com o Mont Saint-Michel, achei que era um local fascinante e fora do comum que definitivamente merece uma visita 😊

 

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Tchau!

Travellight

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