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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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Inspiração, informação e Dicas de Viagem

24 HORAS EM PARIS

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Paris é uma cidade onde não há falta do que ver ou fazer e onde não nos importamos de ficar sempre um pouco mais (eu pelo menos sou assim 😀).


Mas agora imaginem que apenas lá podem passar um dia. Que viajam a trabalho e tem pouco tempo ou que estão em transito para outro destino e querem aproveitar e fazer uma escala nesta cidade.

 

Como seria então um dia perfeito em Paris?

 

Para mim seria mais ou menos assim:

 

Acordem bem cedo e assistam ao nascer do sol no Sacré Coeur. Se o céu estiver limpo o amanhecer naquela catedral histórica da cidade é maravilhoso! 😊

 

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Desçam pela Rue de l'Abreuvoir. A vista voltada para o Sacré Coeur é considerada uma das mais bonitas e pitorescas da cidade.

 

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Sigam depois pela Rue Girardon e depois pela Rue Lepic até chegar ao Boulevard de Clichy onde encontram o Moulin Rouge, o mais famoso cabaré de Paris, imortalizado pelas pinturas de Toulouse-Lautrec e pelo filme “Moulin Rouge”

 

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E falando em filmes, se gostaram d’ “O Fabuloso Destino de Amélie” podem parar para tomar o pequeno almoço no Café des 2 Moulins onde ele foi filmado. Vale a pena visitar o espaço nem que seja para provar o Crème Brûlée, sobremesa preferida da personagem. (Rue Lepic, 15).

 

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Apanhem depois o metro na estação Blanche e sigam para o Arco do Triunfo (estação Charles de Gaulle - Etoile), outro ícone de Paris. Continuem por uma das avenidas mais famosas do mundo, a Avenue des Champs-Élysées, onde encontramos algumas das lojas mais caras de Paris como a Louis Vuitton e a Ladurée, com os seus clássicos macarons (que agora também já temos em Lisboa 😋)

 

Se quiserem almoçar na zona dos Champs-Élysées, experimentem Le Drugstore. É localizado na Publicis Drugstore , que é um misto de livraria, café e padaria (Av. des Champs-Élysées, 133)

 

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Para algo mais requintado (e caro) optem pelo restaurante Le George (Avenue George V, 31).


Se não quiserem gastar muito podem ir ao Five Guys (Av. des Champs-Élysées, 49-51 Não tem nada de francês mas os hamburguers são bons e o serviço rápido e assim ficam com mais tempo para descobrir a cidade luz. 😃


Depois do almoço voltem a apanhar o metro e saiam em Trocadéro a estação mais próxima da Torre Eiffel. É impossível visitar Paris e não ver o seu maior símbolo certo?

 

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Depois das fotos da praxe caminhem até à Ponte Alexandre III, uma das pontes mais bonitas e românticas da cidade. (o percurso leva cerca de 20 minutos).

 

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Depois de ver a Ponte Alexandre III, podem continuar até à Place de la Concorde, uma das praças Parisienses mais famosas e palco de importantes acontecimentos da história da França. Ao lado, está o Jardin des Tuileries, onde podem descansar as pernas e comer um gelado ou se estiver frio, tomar um vinho quente que se vende nos quiosques.

 

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Sigam para o Museu do Louvre. Comprem antecipadamente os bilhetes on-line para evitar as filas. O museu é muito grande por isso, se tiverem o tempo contado, decidam antecipadamente que secções querem ver e mesmo assim contem no mínimo com duas horas. 

 

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Finalizada a visita ao Museu do Louvre, sigam pela Rue de Rivoli para chegar até à Place Vendôme e de lá, andem pela Rue de la Paix por cinco minutos até chegarem à bela Ópera Garnier.

 

 

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Logo atrás, ficam as Galeries Lafayette. Entrem e admirem o seu interior, principalmente a cúpula de vidro. Se forem em Novembro ou Dezembro com certeza vão ficar encantados com as decorações e com a incrível árvore de Natal que todos os anos muda (a deste ano já foi montada!).

 

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Sugiro jantarem na Galeria Lafayette Gourmet. Lá tem um pouco de tudo, desde frutas, queijos e presuntos, até vinhos e massas, frutos do mar, doces e pães deliciosos.

 

Para terminar o dia em beleza, se não se importarem de gastar mais, jantem e fiquem hospedados no Intercontinental Paris Le Grand. É um hotel fantástico e alguns quartos tem varandas com vistas incríveis para a Opéra.

 
Para algo bem mais em conta mas igualmente bom fiquem no Hôtel du Triangle d'Or, também na zona da ópera.

 

 

Bom fim de semana!
Travellight

 

ESTUDAR E VIVER EM LISBOA

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Há um ano atrás uma amiga minha Holandesa mudou-se para Lisboa. Ela vinha para cá estudar e a sua primeira preocupação foi, é claro, arranjar casa para ficar. Ela queria ficar perto da Universidade mas quando chegou hospedou-se uns dias em minha casa para poder procurar com calma um alojamento mais de acordo com as suas necessidades. Eu já lhe tinha avisado que ia ser difícil mas ela nunca acreditou que arrendar um quarto ou um T0 em Lisboa fosse tão complicado e caro.

 

Começou então uma odisseia de pesquisas na Internet, contactar imobiliárias, senhorios, ver quartos e apartamentos e acho que, com o orçamento apertado que ela tinha e não falando Português, se ela não tivesse tido a minha ajuda, tudo teria sido um pouco mais complicado.

 

Por isso quando este ano um outro amigo meu me disse que vinha do estrangeiro para estudar em Lisboa, preparei-me para mais dificuldades e desapontamentos mas para minha surpresa ele chegou e sem qualquer ajuda da minha parte ou de outros amigos que tinha em Portugal, dali a menos de uma semana estava instalado.

 

Quando lhe perguntei como ele tinha conseguido tal prodígio ele explicou-me que tinha pesquisado na Internet “rent rooms in Lisbon” (alugue casas em Lisboa) e tinha descoberto o site de uma empresa chamada InLife Portugal que levava estudantes num único dia, num tour personalizado de acordo com os suas preferências, a várias casas da cidade e depois ajudava em todo o processo de arrendamento. Ele tinha gostado também que um profissional desta empresa o tivesse ido buscar ao aeroporto com um pacote de boas-vindas que continha um cartão SIM para o telemóvel e um mapa da cidade de Lisboa.

 

Eu achei esta ideia excelente.
Qualquer coisa que ajude estudantes a encontrar mais facilmente casa em Lisboa, acho eu, é positivo, por isso resolvi partilhar esta informação convosco. Tanto quanto sei o serviço é oferecido não só a estrangeiros mas também a estudantes Portugueses que vem de fora de Lisboa.

 

Por isso, para quem precisar, ou conhecer alguém que precisa, fica aqui a dica.

Tchau!
Travelight

TARTE DE NOZES DE ENGADIN

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A tarte de nozes da Engadin, é uma especialidade regional de St. Moritz e um dos símbolos da gastronomia Suíça. É feita com uma massa amanteigada e recheada de nozes e caramelo. É muito difícil de resistir a provar uma fatia quando sentimos o aroma delicioso desta tarte.

 

Deixo a receita para experimentarem:

 

INGREDIENTES PARA A MASSA

* 200 g de manteiga
* Casca ralada de 1 limão
* 180 g de açúcar refinado
* 1 ovo e 1 gema
* 400 g de farinha de trigo
* Manteiga para untar a forma
* Farinha para polvilhar a forma


INGREDIENTES PARA O RECHEIO

* 250 g de açúcar refinado
* 300 ml de natas
* 4 colheres (sopa) de mel
* 400 g de nozes picadas
* 20 ml de vodca
* 1 gema
* 1 colher (sopa) de leite
* Açúcar de confeiteiro para decorar

 

PREPARAÇÃO

1. Comece pela MASSA: bata na batedeira a manteiga com as casca de limão e o açúcar até que fique cremoso e clarinho. Acrescente o ovo inteiro e a gema e adicione aos poucos a farinha, sem parar de bater. Forme uma bola com a massa, embrulhe-a em película aderente e deixe no frigorífico por meia hora.


2. Faça o RECHEIO: numa panela pequena, derreta o açúcar em fogo brando. Adicione as natas e o mel, misture bem e, quando ferver, junte as nozes e a vodca. Tire do fogo e deixe arrefecer. Unte uma forma de 26 cm com manteiga e pré-aqueça o forno a 180⁰.


3. Sobre um superfície lisa e enfarinhada, abra metade da massa com o rolo. Transfira a massa aberta para a forma, deixando 2 cm além das bordas. Distribua a mistura de nozes sobre a massa. Abra a massa restante até ficar do tamanho da forma e cubra o recheio de nozes.

Fure a superfície da massa com um garfo, várias vezes. Pode formar um desenho se quiser que fique mais bonito. Misture a gema com o leite e pincele a superfície da tarte.


4. Asse no forno pré-aquecido por cerca de 45 minutos. Nos últimos 10 minutos, cubra a tarte com papel de alumínio. Retire a forma do forno, deixe esfriar, desenforme e corte em fatias. Polvilhe com o açúcar de confeiteiro e sirva.

 

Receita tirada com algumas adaptações daqui

 

MY TRAVEL WISH LIST I CASTELLO DI SAMMEZZANO

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Escondido nas colinas da região da Toscana, na Itália encontra-se o Castello di Sammezzano, uma propriedade incrível mas que há mais de duas décadas está vazio e abandonado.

 

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Construído há mais de 400 anos este castelo tem 365 quartos - um para cada dia do ano - e constitui uma verdadeira villa palaciana de estilo marroquino onde quartos incrivelmente decorados e ricamente revestidos formam um caleidoscópio de cores garridas . Foi construído por um nobre espanhol, Ximenes de Aragão no século XVII, mas foi o seu herdeiro o Marquês Ferdinando Panciatichi Ximenes que ao longo de 40 anos o transformou no castelo exótico que encontramos hoje.

 

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Depois da morte do Marquês, e dos saques alemães durante a segunda guerra mundial, o castelo e o seu parque circundante foram transformados num hotel de luxo que por dificuldades financeiras teve de fechar as portas em 1990.

 

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De lá para cá o Castello di Sammezzano tem passado pelas mãos de diversos investidores estrangeiros sem que nenhum, por um motivo ou outro, tenha conseguido restaura-lo à sua antiga gloria.

 

Em 2013 um comité local sem fins lucrativos, o Comitato FPXA, foi criado para tentar salvar este monumento da degradação total.


Eles não são os proprietários do Castelo mas organizam aberturas esporádicas ao público para que o espaço possa ser visitado e divulgado.

 

Visitar este lugar portanto não é fácil e o seu futuro continua incerto, mas de acordo com a página de facebook do Comitato FPXA parece que finalmente estão a ser iniciadas algumas obras de restauro.

 

Continuo por isso a manter o Castelo di Sammezzano na minha travel wish list e tenho fé que muito em breve consiga visitar este lugar que parece ter saído directamente de um dos contos das Mil e uma Noites.

 

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ATTERO I UMA EXPOSIÇÃO A NÃO PERDER

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Às vezes não é preciso ir muito longe para ver cenários diferentes e ser transportado para outros mundos. A arte tem essa capacidade de nos fazer viajar sem sair do lugar. Neste fim de semana tive a oportunidade de fazer uma dessas viagens quando visitei a extraordinária exposição "ATTERO" de Bordalo II em Xabregas, Lisboa.

 

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O artista de rua Português Artur Bordalo, mais conhecido como Bordalo II, que há anos aborda o problema do lixo urbano através da sua fantástica arte da rua, transforma sucata, latas velhas, pneus, pedaços de madeira, peças electrónicas, e outras coisas que habitualmente encontramos no lixo, em bonitos animais coloridos e fantásticos cenários.

 

Das suas colagens resultam criações que dão nova vida a paredes antes tristes ou edifícios abandonados e provam o velho ditado que diz que o lixo de um homem pode ser o tesouro de outro.

 

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As suas obras apelam à nossa consciência social e moral. Fazem-nos pensar sobre o desperdício e sobre as toneladas de lixo que produzimos diariamente.

 

Quando vemos animais e cenários naturais criados a partir de materiais que em última análise podem ser responsáveis pela sua destruição, isso dá-nos que pensar.

 

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As nossas atitudes e comportamentos estão a deixar o nosso mundo doente e é isso que Bordalo II nos mostra de uma forma original e maravilhosa.

 

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Fiquei muito contente de ver tantas crianças a visitar esta exposição com os pais. Da educação vem a mudança. Se a mensagem que Bordalo II tenta passar chegar a estas jovens mentes, pode ser que o futuro seja bem melhor 😊

 

A SABER:

ONDE: Rua de Xabregas nº 49

ATÉ QUANDO: Até 26 de Novembro 2017

PREÇO: Exposição gratuita

HORÁRIO: de Quarta-feira a Domingo das 14h00 às 20h00

MAIS: - No âmbito da exposição Bordalo II criou três peças de rua, que fazem parte da série “Big Trash Animals”: uma raposa na Avenida 24 de Julho, um sapo na Rua da Manutenção e um macaco no pátio do armazém onde está patente “Attero”

 

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-“Attero” inclui também várias actividades, como visitas para as escolas mediante marcação, apresentações de produtos ecológicos e inovadores parceiros da exposição, apresentação de um projecto da Câmara de Lisboa e ‘workshops’ para crianças”.

 

Não deixem de visitar!

 

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DICA: Se depois da exposição quiserem ir jantar a um lugar onde podem continuar a apreciar obras de Bordalo II parem na Taberna Moderna, a comida é boa, o serviço atencioso e o espaço super agradável.

 

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Tchau!

Travellight

SBITEN

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Com o frio a chegar já começa a apetecer alguma coisa mais quente para beber, não é?

Lembrei-me então de partilhar convosco a receita de sbiten, uma bebida tradicional Russa feita com mel e especiarias  e popular nesse país desde a Idade Media.

 

Experimentem que vão ver que vos aquece até a alma! 😊

 

INGREDIENTES

½ chávena de açúcar

½ chávena de mel

2 cravinhos

4 grãos de cardamomo

6 rodelas de gengibre

1 pau de canela

1 colher (chá) raspas de limão

1 colher (sopa) folhas de hortelã, picadas

 

PREPARAÇÃO

Numa panela com 1 litro de água coloquem todos os ingredientes e deixem ferver.

 

Depois de ferver tirem do fogo, cubram e deixem descansar por 15-20 minutos.


Passem a mistura por um coador e voltem a aquecer antes de servir.


Guardem o que sobrar no frigorífico e sempre que quiserem beber é só voltar a aquecer.

 

NOTA: Se não quiserem que a bebida fique tão adocicada, coloquem menos açúcar ou adicionem ½ chávena de conhaque logo antes da fervura para cortar um pouco no doce.

 

PÃO ROTI COM ESPECIARIAS

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Roti é um tipo de pão feito sem fermento, típico do sul da Índia e países vizinhos.  Na índia é possível ver a preparação deste tipo de pão nas ruas, servido com diferentes recheios. Muito semelhante a este pão é o Naan. A diferença entre ambos é basicamente o tipo de farinha usada (o naaan usa farinha com fermento).

 

Deixo em baixo uma receita tradicional de roti com especiarias. 

 

INGREDIENTES

1 chávena de farinha de trigo sem fermento;

¼ de uma colher de chá de sal;

½ chávena de água

1 colher de azeite

1 colher de sopa de sementes de sésamo

1 colher de sopa de piri-piri moido (pode ser menos se não gostarem de picante)

1 colher de sopa de tomilho seco (se quiserem podem usar fresco)

 

PREPARAÇÃO

Numa vasilha misture bem a farinha de trigo e o sal. Faça uma cavidade no centro da mistura.  Em seguida adicione a água e o azeite misturando e amassando até produzir uma massa elástica e bem lisa. Deixe descansar por 10 min. Enquanto isso prepare as especiarias.


Numa vasilha coloque as especiarias e as 4 colheres de azeite.  Misture bem e reserve. Corte a massa em pequenas porções, mais ou menos do tamanho de uma bola de golfe, polvilhe uma superfície lisa com farinha.


Pressione as bolas entre a palma das mãos e em seguida passe essa massa, dos dois lados, na farinha de trigo. Com o auxilio de um rolo de cozinha, abra bem a massa até ficar com a forma de um disco. Evite adicionar muita farinha de trigo para abrir a massa pois isso fará com que o pão fique seco;

 

Aqueça bem uma frigideira anti aderente. Quando estiver bem quente, coloque as rodelas de massa.

Deixe cozinhar. Surgirão algumas bolhas, isso indica que deve virar a massa para cozinhar bem dos dois lados.

Quando a massa estiver assada e com um aspecto levemente tostado.

Retire do fogo e pincele com a mistura de azeite e especiarias. Sirva quente.

 

Receita retirada com algumas adaptações daqui

MURANO I A ILHA DO VIDRO

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Murano, é uma ilha que fica a cerca de 1 km do centro de Veneza.


Para ser exacta, apesar de ser conhecida como uma ilha, Murano é na verdade um arquipélago de sete ilhas menores, unidas entre si por pontes.

 

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É um lugar bem mais calmo que Veneza. Não há tantos turistas e conseguimos andar mais à vontade. A maioria nem chega a vir até aqui e os que vem é para ver aquilo pelo qual a ilha é mais famosa: O vidro.

 

Murano é reconhecido internacionalmente pelas maravilhosas e delicadas obras em vidro que são produzidas pelos seus artificies locais.

 

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O fabrico de vidro na ilha de Murano remonta a 1291, quando os fabricantes instalados no centro de Veneza foram forçados a mudar-se para lá como medida preventiva para evitar que um incêndio de grandes proporções e potencialmente devastador ocorresse em Veneza. A maioria das pontes e casas eram na altura construídas em madeira por isso o perigo de incêndio era bem real. Começou então aí a longa história de Murano como um dos centros mais proeminentes de fabricação de vidro no mundo.

 

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Apesar de ao longo dos últimos anos muitas fabricas terem fechado, ainda hoje é possível ver os artesãos a fabricar vidro nas várias fundições da Ilha. Muitas delas tem salas de exposição e locais onde os turistas podem assistir a todo o processo de fabrico das diferentes peças decorativas e candeeiros.

 

A fundição onde estive tinha uma sala de exposição muito bonita e foi muito interessante ver os vários componentes do vidro e assistir à forma como é moldado até se transformar em belas e espantosas peças de arte.

 

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Quem quiser saber mais detalhes sobre a história do vidro pode ainda visitar o Museu que lhe é dedicado e aprender que em Murano inicialmente eram produzidos espelhos depois evoluiu-se para a produção de jóias, depois para candeeiros e candelabros e finalmente para peças decorativas e artísticas.

 

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Mas o fabrico de vidro, não é a única coisa que há para ver em Murano.

 

A ilha tem uma atmosfera relaxada e é muito agradável passear por ali, ver e fotografar pequenos detalhes...

 

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Há algumas igrejas interessantes que também vale a pena visitar como por exemplo a Basílica de Santa Maria e San Donato que data do início do século XII e tem um piso de mosaico em mármore e vidro que se assemelha ao da Basílica de San Marcos. E a igreja de San Pietro Martire, que foi construída no século XV, e contém algumas telas feitas por Bellini.

 

Outro lugar muito popular na ilha é o Campo Santo Stefano, onde se destaca uma torre do relógio que data do século XIX e uma escultura enorme toda em vidro que embeleza ou, segundo alguns, enfeia a praça (eu pessoalmente não gostei). 

 

O Campo Santo Stefano está localizado do outro lado do canal da Igreja de San Pietro Martire e é um ponto de encontro para os locais e para turistas porque tem à volta cafés e restaurantes.

 

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Por toda a ilha encontramos também lojas que vendem todo o tipo de peças em vidro. Desde pequenas lembranças até peças de design moderno.

 

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Para chegar a Murano a partir de Veneza basta apanhar um vaporetto na paragem Fondamenta Nuove. A travessia leva cerca de 10 minutos. 

 

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Tchau!

Travellight

SOLUÇÕES PARA O AQUECIMENTO GLOBAL EM DISCUSSÃO NA WEB SUMMIT DE LISBOA

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Até os mais distraidos devem ter ouvido dizer que hoje começa em Lisboa a Web Summit.

 

Um dos oradores convidados para discursar é Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e vencedor do Prémio Nobel da Paz que desafia a comunidade tecnológica a ajudar a resolver um dos maiores problemas do planeta: O aquecimento global.

 

Penso que todos nós, uns mais outros menos, preocupamos-nos com as alterações climáticas que nos últimos anos a Terra tem vindo a registar.

Mas uma coisa é ouvir falar sobre o clima e o aquecimento global, outra coisa é ver os seus efeitos de perto, de forma inequívoca e palpável.

 

Tive essa experiência quando visitei o glaciar Serrano no Chile, um dos muitos que existem no país.

 

Para terem uma ideia o Chile possui cerca de 24.133 glaciares - 82% de todos os glaciares da América do Sul. 

Essas vastas massas de água gelada, com bonitos tons de branco e azul, constituem não só uma das maiores reservas de água doce do mundo como também são vitais para a preservação de vulneráveis ecossistemas locais e tem neste momento a sua própria existência ameaçada.

 

Lembro-me perfeitamente quando desci do barco e fui olhar de perto o glaciar. O guia que nos acompanhava explicou  que todos os anos, desde os anos 70, o glaciar diminuía de tamanho e recuava dezenas de metros.

 

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O aumento das temperaturas causava fracturas no gelo que se soltava em mil pedaços e ia cair no oceano derretendo ao sol.

 

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O aquecimento global é uma realidade diária no Chile. Estudos feitos sobre o assunto sugerem que os glaciares no geral e os da Patagónia Chilena, em particular estão a recuar e a diminuir a um ritmo alarmante provocando um aumento mensurável do nível do mar eustatico (variação global relativa do nível do mar) .

 

Não é por acaso que este ano a Conferência da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que também começa hoje na cidade Alemã de Bona, tem pela primeira vez na presidência as ilhas Fiji. Este arquipélago é um dos mais ameaçados pela subida do nível das águas provocada pelo aquecimento global.

 

Eu sei que há divergência de opinião quanto às causas do aquecimento global. A posição dominante (defendida por Al Gore) diz que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera provocam um efeito de estufa que faz subir as temperaturas. Outros defendem que este aumento se deve a causas naturais porque o principal factor que influencia o clima da Terra é o Sol, e não os gases atmosféricos. Segundo esta corrente de pensamento a actividade solar é cíclica e tem períodos mais intensos em que as temperaturas aumentam e períodos mais calmos em que as temperaturas baixam.

 

Não sou cientista mas a primeira teoria faz mais sentido para mim porque realmente parece haver uma correlação entre o aumento de CO2 na atmosfera, o efeito de estufa e as temperaturas altas registadas nos últimos anos.

 

A Organização Mundial de Meteorologia, por exemplo, revelou que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera atingiram um nível recorde em 2016 e este ano, as temperaturas - não há como negar - estiveram também acima da média, trazendo com elas tempestades e furacões mais fortes, inundações e incêndios monumentais.

 

Independentemente das causas deste fenómeno quero acreditar que podemos fazer algo para impedir o sobreaquecimento do nosso planeta, evitar novas tragédias climáticas e ajudar a salvar maravilhas naturais como as Maldivas, as Ilhas Fiji ou os belos glaciares do Chile.

 

Por isso acho particularmente relevantes duas das palestras da Web Summit :

 

Dia 07 Nov - 14h55
Can technology save us from climate change?

  • Freya Burton (Chief Sustainability Officer, LanzaTech) 

  • Christoph Gebald (Founder & Director, Climeworks) 

  • Jyoti Kirit Parikh (Executive Director, Integrated Research and Action for Development) 

  • Vann R. Newkirk II (Staff Writer, The Atlant)

 

Dia 09 Nov - 16h30

The innovation community's role in solving the climate crisis

  • Al Gore

 

Tenham uma boa semana!

Travellight