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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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CAMARÕES À NEW ORLEANS

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Este é um dos pratos mais famosos da cidade de New Orleans. É muito fácil e rápido de fazer e fica uma delicia!

 

INGREDIENTES

(4 pessoas)

 

* 800 g de camarões médios
* 1 chalota
* 4 dentes de alho
* 2 colheres (sopa) de azeite
* 1 colher (sopa) de margarina
* 1 colher (chá) de molho inglês
* 0,5 dl de whisky
* 1 pitada de paprica
* Sumo de limão q.b.
* Coentros q.b.
• Sal e piripiri q.b

 

PREPARAÇÃO

1. Descasque os camarões, deixando-lhes a cabeça e a ponta da cauda e tempere-os com o sumo de limão, sal e piripiri. 



2. Descasque os dentes de alho e a chalota e pique-os finamente. Leve uma frigideira ao lume com o azeite, deixe aquecer, junte a margarina, deixe derreter, adicione depois os alhos e a chalota e deixe refogar, mexendo de vez em quando, até começar a ficar douradinho. 



3. Junte os camarões e deixe-os saltear bem. Adicione o whisky, a paprica e o molho inglês, tempere com sal e piripiri se necessário e deixe ferver. Polvilhe depois com coentros picados, envolva, deixe ferver mais um pouco, retire do lume e sirva.

 

Receita tirada daqui

 

O RIO E A CIDADE

Nos últimos anos Lisboa parece que re-descobriu o Tejo e voltou a abraça-lo. Novas esplanadas à beira rio e novas atracções, como a recente abertura de uma plataforma de observação num pilar da ponte 25 de Abril oferecem  perspectivas renovadas da cidade.

 

Ainda assim continuo a achar que uma das melhores maneiras de aproveitar o Tejo e ver a cidade de outro ponto de vista é mesmo de dentro do rio (de preferência num barco 😜).

 

Hoje em dia a oferta é enorme. Há passeios para todos os gostos: românticos, culturais, com jantar ou DJ incluído... opções não faltam.

 

Eu experimentei fazer um e adorei! 😍

 

Podem ver várias sugestões de passeios e preços aqui aqui

 

Se marcarem on-line, a maioria custa no mínimo 25€ p/pessoa, mas se passearem por Belém, perto da Torre, podem encontrar algumas ofertas mais baratas.   

 

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Espero que tenham gostado da sugestão para aproveitar os últimos dias de calor antes do Outono se instalar de vez. 😀

 

Tchau!

Travellight

A ÓPERA DE SYDNEY

Depois de quase 48 horas de viagem, eis que finalmente cheguei a Sydney, Ihu-uu!! 😅

 

Não admira que chamem à Austrália “the country down under” o diabo do país é mesmo, mesmo longe, principalmente para quem vem da Europa.

 

Até passar a imigração, sair do aeroporto e chegar ao centro da cidade, já eram 2 da tarde em Sydney, 05 da manhã em Lisboa.

 

Com 9 horas de diferença no fuso horário, O jet-leg era enorme e eu estava muito cansada mas por incrível que pareça não tinha sono nenhum.

 

Resolvi por isso que já que não conseguia dormir, o melhor era aproveitar e ir conhecer um pouco da cidade. O meu hotel era perto do porto assim o meu destino era óbvio: A Ópera de Sydney.

 

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Sempre me interessei por arquitectura e por isso há muito que sonhava visitar esse ícone Australiano.

 

O edifício não me desapontou.

 

Inaugurado em 1973, a Ópera de Sidney é uma impressionante obra do arquitecto dinamarquês Jørn Utzon, que reúne múltiplas vertentes de criatividade e inovação, tanto na forma arquitectónica quanto no design estrutural.

 

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É como uma grande escultura urbana situada na ponta do porto de Sydney.

 

O seu interior é igualmente interessante.

 

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Quem quiser visitar o interior e saber um pouco mais sobre o edifício pode fazer um tour de 1 hora que custa cerca de 25 Euros. Podem marcar on-line aqui. Ou então podem assistir a um dos espectáculos, o que fica bastante mais caro,  mas é uma experiência única .

 

Quem estiver a pensar visitar Sydney não pode deixar de passar por aqui. Vale bem a pena ver de perto o símbolo da cidade.

 

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Tchau!

Travellight

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SORTEIO DE BOLSAS DE ESTUDO GOEURO

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Olá amigos viajantes!

 

Alguém por aí planeia estudar na Europa ou fora da sua cidade?

 

A GoEuro, uma plataforma que permite comparar e reservar viagens de comboio, autocarro e voos na Europa, está a sortear 10 bolsas de 2 000€ cada para quem pretende fazer Erasmus em 2018 ou participar em algum programa de intercâmbio na Europa.

 

Se estiverem interessados em participar preencham o formulário de inscrição aqui 

 

É possível ainda participar num concurso do Instagram onde estão a prémio 1.000€ (cada um dos dois vencedores escolhidos receberá 500€).

 

Para participarem na competição do Instagram, os participantes deverão incluir no formulário de inscrição o nome da sua conta de Instagram e publicar um vídeo ou imagem, que represente o país Europeu onde gostariam de estudar acrescentando a tag @goeuro e incluindo a hashtag #goabroad, acompanhando depois por um pequeno texto, onde explique o porquê de querer estudar nesse país. Os vencedores serão escolhidos pelo fotógrafo da EyeEm, Samuel James Harries.

 

Fica a dica! 😀

 

Tchau!
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MEMÓRIAS DA GUERRA

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As notícias sobre a crescente tensão na Península Coreana e a ameaça de uma nova guerra na região leva-me sempre de volta a Seul e à visita que fiz recentemente ao seu museu e memorial de guerra.

 

O museu é dedicado ao conflito que levou à separação efectiva e permanente das duas Coreias.

 

Para percebermos como isso aconteceu é nos explicado que após a conclusão da Segunda Guerra Mundial em 1945, a Península Coreana - que desde 1910 era controlada pelo Japão - foi “temporariamente” dividida ao longo do paralelo 38 pelos EUA e pela União Soviética. Esta divisão colocou os Estados Unidos como a força governante no sul e a União Soviética como o poder governante no norte.
E foi deste ambiente de Guerra Fria que resultou a Guerra da Coreia.

 

A Coreia do Norte (com a garantia da União Soviética) invadiu a Coreia do Sul na tentativa de reunificar a nação pela força. As Nações Unidas, lideradas pelos Estados Unidos, intervieram e depois de três anos de guerra um cessar-fogo foi negociado e a divisão da península aproximadamente ao longo do mesmo paralelo 38 foi acordada.

 

O cessar-fogo e a divisão ainda são válidos hoje e as pessoas da Coreia do Sul estão muito conscientes dos sacrifícios que foram feitos para preservar sua liberdade. O Memorial da Guerra da Coreia é testemunho deste processo que dividiu um país, as suas famílias e ceifou centenas de vidas


Localizada no canto sudoeste da área de exposição ao ar livre está um memorial que é conhecido como “Os Irmãos” que me tocou especialmente.

 

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A obra, esculpida com muita sensibilidade, simboliza a Guerra da Coreia e a esperança de reunificação. A estátua retrata uma cena em que o filho mais velho de uma família, um soldado sul-coreano e o seu irmão mais novo, um soldado norte-coreano se encontram num campo de batalha e se abraçam. O seu abraço expressa reconciliação, amor e perdão. 

 

Os dois irmãos estão em cima de uma colina com uma racha que simbolisa a divisão do país. No seu interior há um bonito painel em mosaico que retrata momentos da guerra.

 

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Esse desejo de uma reunificação pacífica da Coreia é visível também no “Relógio”.

 

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Nesta obra duas jovens seguram relógios. Um simboliza a guerra e outro a paz. Ambas estão em cima de uma pilha de armas antigas e enferrujadas. Uma menina segura um relógio que parou no dia, mês, ano e hora em que a guerra começou entre as duas Coreias, ela olha para baixo. A outra menina olha para cima, e segura um relógio que continua a funcionar e que só irá parar quando as duas Coreias se reunirem novamente.

 

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“Defender a Pátria” é outra obra impressionante onde mais de 30 estátuas retratam pessoas de todos os sectores da sociedade que superaram a Guerra da Coreia. A dor e o sofrimento causados pela guerra está bem patente nas suas expressões.

 

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Um pouco mais à frente no jardim existe uma grande área de exposição onde podemos ver de perto muita artilharia militar - tanques, helicópteros, mísseis, barcos e aviões.

 

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Quando aqui estive reparei que muitos grupos de crianças vinham com as escolas visitar o museu. Os miúdos, naturalmente, riam e divertiam-se a subir e descer dos tanques e aviões que estavam em exposição. Até eu me diverti a tirar fotografias fingindo pilotar um antigo caça ou disparando artilharia pesada. 

 

Eles, tal como eu estavam despreocupados e confiantes. O horror da guera estava muito longe e aqueles equipamentos não eram agora mais que brinquedos grandes. Uma lembrança de um passado distante.

 

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Dentro do museu, os filmes a preto e branco, as fotos, mapas e artefactos antigos que documentam as principais batalhas e eventos da Guerra da Coreia ajudam a consolidar a ideia que tudo aconteceu há muito, muito tempo.

 

Os jovens Sul Coreanos não me pareceram levar muito a sério as ameaças da Coreia do Norte (leiam aqui), mas a verdade é que lembretes da guerra e do impasse que daqui resultou ainda surgem um pouco por todo lado. Vemos máscaras de gás no metro ou exercícios de mobilização civil na rua. A sombra da guerra continua por lá...

 

Espero de coração que os poderes envolvidos neste conflito e os seus dirigentes tenham todos bom senso, que a história, por uma vez, não se repita e que a guerra na Peninsula Coreana se mantenha uma memória distante.

 

Sigam as minhas aventuras mais recentes na Ilha Terceira no Instagram e no Facebook

 

Tchau!

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SOPA DE FARRO E FEIJÃO BRANCO

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Em Itália, mais propriamente na Toscana fazem uma sopa de farro com feijão branco que é deliciosa e bem reconfortante para comer nos dias mais frios que se aproximam.


Para quem não conhece farro, digo-vos que é um cereal rico em proteínas, fibras, vitamina B, zinco e ferro. 

Auxilia na digestão e a normalizar o colesterol, além de ajudar também na manutenção do peso e na prevenção da obesidade.

 

É mais um grão que podemos usar como alternativa ao arroz ou à quinoa. Podem encontrar farro à venda em lojas de produtos naturais como o Celeiro.

 

Deixo a receita da sopa Toscana para quem quiser experimentar 😃:

 

Ingredientes
(para 4 pessoas)

200 g farro,
250 g de feijão branco
250 g de polpa de tomate,
80 g de presunto,
5 colheres de sopa de azeite,
2-3 folhas de sálvia,
½ cebola,
1 aipo,
1 colher de sopa de manjerona,
½ colher de chá de noz-moscada,
½ dente de alho,
Sal
Pimenta

 

Preparação

Mergulhe o farro em água por pelo menos 12 horas. Escorra e cozinhe em água temperada com um pouco de sal por cerca de uma hora e meia.


Enquanto isso, noutra panela, coza os feijões, que também devem ser previamente demolhados (ou se preferir use feijão de lata já cozido). Quando estiverem cozidos, reserve ¼ dos feijões com a água e passe o resto com a varinha mágica até obter um creme.


Corte a cebola, o alho, a sálvia, e o presunto em pedaços pequenos e o aipo em quadrados.
Junte a manjerona e a noz-moscada e refogue tudo em fogo médio-baixo por 3-4 minutos numa caçarola com 3 colheres de sopa de azeite.


Junte depois a polpa de tomate e a pimenta. Cozinhe por mais 15 minutos mexendo várias vezes e depois adicione o creme de feijão com 1 litro da sua água. Mexa novamente e após 30 minutos junte o farro e continue a cozinhar por mais 10 minutos, adicionando, se necessário, mais água dos feijões.

Finalmente, adicione os feijões que tinha reservado anteriormente e, após 5 minutos, tire do lume.

Sirva a sopa quente.

 

Receita retirada com algumas adaptações daqui

O FORTE DE AMBER I JAIPUR, INDIA

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Quando te afastas do reboliço do centro de Jaipur, e te metes à estrada, começas passado pouco tempo, a ver muralhas que serpenteiam pelas montanhas. Depois, imponente, bem em cima da Colina das Águias, está uma das principais atracções da cidade: o Forte de Amber e o seu Palácio.

 

É uma vista e tanto…

 

A minha imaginação fértil perde-se logo em fantasias do que teria sido a vida atrás daqueles portões, há séculos atrás.

 

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Sou arrancada, violentamente dos meus sonhos pela dura realidade de dezenas de vendedores de rua que de um momento para o outro me cercam e quase me impedem de avançar na direcção dos jipes que fazem a subida até ao forte.

 

Próximo dos jipes estão os elefantes. Pintados e engalanados como se ainda vivessem no tempo dos marajás. São lindos e dão uma bela foto, mas estas pobres criaturas são exploradas e mal tratadas enquanto carregam turistas despreocupados (e mal informados) colina acima, até ao Forte.

 

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É uma cena, para mim, lamentável, porque os pesados assentos danificam as colunas dos animais e o asfalto quente queima as suas patas, isto para não falar de todo o processo que a “domesticação” do animal envolve. Mas graças a Deus, aos poucos, vozes insurgem-se contra a crueldade e mais pessoas consciencializam-se do errado que é permitir que estes sensíveis animais continuem a sofrer.

 

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A subida pode ser feita a pé mas de jipe é mais rápida (e trepidante 😬).

 

Em pouco tempo chegas ao Portão do Sol, o portão principal do Forte.

 

Mandado construir em arenito vermelho e mármore em 967 pelo marajá Man Singh, O Forte, que entretanto sofreu várias melhorias e adições arquitectónicas, mistura harmoniosamente o estilo Hindu e Mogol (ou Mugal).

 

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O palácio, acrescentado no séc. XVI, é atraente e opulento e está dividido em várias áreas individualizadas, cada uma com seu próprio portão de entrada e pátio .

 

Há muitos pontos interessantes mas destaco aqui alguns que me chamaram mais a atenção:

 

O templo de Sila Devi. É um templo pequeno mas que impressiona pela sua delicada e belíssima decoração.

 

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  foto de Adriana Silva 

 

Jaleb Chowk ou Pátio Principal, que era a zona onde os exércitos do Marajás outrora exibiam os seus saques de guerra para toda a população ver.

 

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Diwan-I-Am ou Salão de Audiência Pública, tem uma arquitectura bonita e atraente. Este salão onde o Marajá recebia os seus súbditos tem paredes e pilares em arenito vermelho decoradas com belos relevos.

 

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Sheesh Mahal ou Palácio dos Espelhos, é talvez a área mais interessante porque consiste numa sala, toda decorada com espelhos que, segundo dizem, consegue ser iluminada por uma única vela ou raio de sol, porque o reflexo da luz (da chama ou sol) nos espelhos ilumina toda a divisão. Parece uma caixinha de jóias. 

 

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Sukh Niwas, ou Salão do Prazer, tinha a particularidade de ter um canal de água que corria dentro do palácio e fluia para o jardim, proporcionando um clima fresco e artificialmente criado por ventos que sopravam sobre a água corrente. Era uma espécie de ar-condicionado da antiguidade.😀

 

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Um outro detalhe que achei interessante foi o Forte de Amber e o seu Palácio estarem conectados por uma passagem subterrânea ao Forte de Jaigarth. A ideia era proporcionar uma rota de fuga em tempos de guerra aos membros da família real.

 

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Tanto o forte como o palácio, encontram-se em excelente estado de conservação e são considerados Património da Humanidade pela UNESCO.

 

É um lugar onde consegues vislumbrar o que era a vida e a riqueza dos Marajás. Onde histórias de príncipes e princesas das Mil e Uma Noites parecem ganhar vida.

 

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É lindo! Sem dúvida é uma atracção incontornável para quem visita a Índia. Recomendo muito!

 

Tchau!

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RYANAIR OU QUANDO O BARATO PODE FICAR MUITO CARO

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Há dois dias a Ryanair  anunciou finalmente a lista completa dos voos que vai cancelar até ao final de Outubro.

 

Em virtude de um suposto "erro na marcação de férias do pessoal de bordo" (leia-se falta de pilotos), prometem alterar gratuitamente todos os voos cancelados ou reembolsar os passageiros afectados.

 

 

Mas, a menos que a Ryanair pague as indemnizações devidas, isso não vai ajudar as centenas de pessoas que já tinham a sua vidinha planeada e hotel e alojamentos pagos. Nem as pessoas que estavam de férias e  precisaram de comprar um bilhete caro para regressar a casa e ao trabalho.

 

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Os prejuízos amontoam-se e as criticas são mais que muitas e isso deixa-me a pensar… Será que é desta que as pessoas desistem de vez de voar na Ryanair? Afinal esta é a companhia aérea que os Europeus adoram odiar.

 

Histórias não faltam. Desde a caricata tentativa (frustrada) de cobrar aos passageiros o uso da casa de banho durante os voos  até aos milhentos extras que são adicionadas ao preço final do bilhete (marcação de lugar, bagagem de porão, embarque prioritário…), passando por um péssimo serviço a clientes e funcionários acusados de serem intransigentes quando a bagagem ultrapassava um millimitro do regulamentado ou insensiveis ao ponto de cobrarem uma alteração a um passageiro que tinha acabado de perder toda a familia num incêndio que estava a ser amplamente noticiado na comunicação social (aconteceu em 2013).

 

A verdade é que a Ryanair nunca foi conhecida por se preocupar muito com o cliente. O lucro, os números era tudo o que interessava.

 

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Vieram depois acusações graves de dentro da propria empresa. Os funcionários alegam que os seus direitos não são respeitados e que a Companhia comete várias ilegalidades na área do direito do trabalho.

 

No entanto, nada disso impediu - até agora - pelo menos - que a Ryanair se tornasse numa das maiores companhias aéreas da Europa. Só no ano passado estima-se que 81 milhões de passageiros voaram com ela, mais gente do que a que voou com a British Airways e a EasyJet.

 

O que se passa então?

 

Parece-me a mim que o preço baixo continua a prevalecer na escolha da maioria das pessoas. E não é difícil perceber porquê.


Afinal (quase) todos gostam de viajar e todos gostam de pagar pouco por isso.

Porquê pagar 300€ quando podemos pagar só 50€?

 

Parece-me também que todos compreendem que se estão a pagar preços tão baixos as exigências também não podem ser muito altas. Seria como entrar numa tasca e exigir o serviço de um restaurante de luxo. Não faria sentido.

 

A questão é onde fica o limite? ou melhor ainda, há limites?

 

Em que momento o barato vai sair caro demais e a falta de qualidade e o desrespeito pelo passageiro vai atingir o nível considerado inaceitável pelas pessoas?

 

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A Ryanair já esteve muitas vezes perto desse limite, em parte, por culpa de Michael O’Leary, o patrão da low-cost, conhecido pelas suas decisões e declarações polémicas. O próprio não tem problemas em assumir que se a empresa tem uma cultura abrupta ou de “macho” isso é devido às suas próprias falhas de carácter.

 

“ I’m very happy to take the blame or responsibility if we have a macho or abrupt culture. Some of that may well be my own character deformities” - Michael O’Leary

 

Eu já viajei com a Ryanair várias vezes e não posso dizer que me tenha corrido mal, mas conheço muita gente que já nem pode ouvir falar nesta companhia aérea.

 

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O futuro dirá se a Ryanair irá sobreviver e continuar a prosperar, mas uma coisa é certa, estes cancelamentos em massa não vão ajudar em nada a imagem da empresa e a ameaça de greve dos pilotos que para ela trabalham também não.

 

NOTA: Se o vosso voo foi cancelado pela Ryanair podem ver aqui as vossas opções e aqui os vossos direitos

 

Tchau!
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KULFI DE MANGA

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O Kulfi é uma das sobremesas preferida dos Indianos. Tem semelhanças com o sorvete em aparência e sabor; no entanto, é mais denso e mais cremoso e as especiarias dão-lhe um sabor muito original. É muito bom! 😋

 

Tem vários sabores e há várias formas de o fazer. Um dos mais populares é o de Manga, por isso deixo em baixo, para quem quiser experimentar, uma das mais simples e rápidas maneiras de o fazer:

 

INGREDIENTES

 

3 chávenas de poupa de manga em cortada em cubos (aproximadamente 2 mangas médias)

1 lata de leite condensado

200 g de natas

1 colher de café de cardamomo em pó

Sumo de limão a gosto

Açúcar a gosto

Fios de açafrão (opcional)

Pistácios picados ou amêndoas picadas

 

PREPARAÇÃO

Bata no liquidificador a manga, o leite condensado e a nata. Coe para não ficar nenhuma fibra da manga.

 

Prove para ver como está e se necessário misture o sumo de limão e o açúcar a gosto.

 

Misture o cardamomo e os fios de açafrão e leve o sorvete ao congelador.

 

Algumas horas depois, quando o sorvete estiver parcialmente congelado, leve a mistura outra vez ao liquidificador ou então bata com um batedor eléctrico dentro do próprio recipiente. Assim o sorvete ficará bem cremoso. Polvilhe com os pistácios ou com a amêndoa picada e volte a coloca-lo no congelador (se preferir, em formas individuais para gelados).

 

Se optar por não colocar em formas individuais de gelado, e servir antes o sorvete em taças, pode polvilhar um pouco mais de pistácios picados por cima.

 

DICAS E CONSELHOS BÁSICOS PARA UMA VIAGEM À ÍNDIA

Olá amigos viajantes!!!

 

Estou de volta 😊


Depois de um tempinho fora, em viagem pela Índia, venho cheia de histórias para vos contar.

 

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A Índia tem muito para ver e conhecer mas não é uma das viagens mais fáceis que podemos fazer… ou sim… depende da pessoa.

 

Se decidirem visitar este país esqueçam os estereótipos. É importante ir de espírito e de coração aberto.

Para quem vem da Europa, não há como evitar -  o choque cultural é tremendo.

 

As grandes cidades como Deli e Mumbai (Bombaim) são caóticas e sem dúvida intimidam o turista de primeira viagem.

 

Sabiam que só Deli tem uma população maior do que a da Austrália? Até atravessar uma estrada nesta cidade é uma aventura! As passadeiras são meramente indicativas, ninguém pára - só abranda um pouco. Tu tens de correr e dar graças a Deus por chegar vivo ao outro lado 😓 😃

 

A sujidade das ruas e a pobreza impressionam e mexem muito connosco. É difícil de compreender (e aceitar), para quem vem de fora, estes problemas profundamente enraizados na sociedade Indiana. Como é que um país que é uma economia emergente e que tem tantos talentos no campo da medicina, matemática e informática, por exemplo, não consegue instituir um modelo eficiente de limpeza de ruas e instalar saneamento básico nas cidades principais?

 

É difícil, mas não podemos deixar que essa primeira impressão defina toda a nossa experiência no país. A Índia é muito mais do que isso, e se tivermos uma mente aberta, conseguimos ver e aproveitar tudo o que tem de melhor: A história, os sabores, a filosofia, a arquitectura e… as cores!!!

 

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Antes de vos começar a falar de alguns dos lugares mais especiais deste país deixo em baixo algumas dicas e informações básicas para quem está a pensar em visita-lo:

 

1- Visto: Já não é preciso ir à Embaixada Indiana tratar directamente do visto. Basta pedir o e-visa on-line

 

2- Vacinas: Não há vacinas obrigatórias para a entrada na Índia, à excepção da vacina contra a febre amarela, para passageiros que viagem a partir de zonas afectadas por esta doença.

 

3- Língua: Apesar de na Índia falar-se muitas línguas e dialectos, a maioria das pessoas, principalmente nas grandes cidades, fala ou entende o Inglês.

 

4 - Comida e bebida: A cozinha Indiana é carregada de especiarias e sabores fortes. Se o picante não vos incomoda vão adorar experimentar todas as especialidades locais, mas se lidam mal com a pimenta são capazes de sofrer um pouco. Em hotéis de cadeias internacionais podem encontrar pratos mais adaptados ao gosto ocidental.

 

Bebam sempre água engarrafada. A água da torneira pode não ser potável. Atenção com o  gelo nas bebidas.

 

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5- Aprendam a palavra "Nai" (não) e usem-na! Garanto que vão precisar. Os vendedores de rua são mais que muitos e quando vêem um turista, literalmente “perseguem-no” na tentativa de vender algo. O conceito de espaço pessoal é quase inexistente em toda a Índia e as pessoas aproximam-se até ficar quase em cima de ti. Se não fores assertiva e mostrares que não estás interessada, não vão largar-te.


6- O que vestir: Os homens não têm com o que se preocupar em termos de roupa, mas as mulheres devem respeitar a sociedade conservadora se não quiserem atrair atenções indesejadas. Assim, calças compridas, camisas, blusas de manga comprida (ou pelo menos que tapem os ombros) e lenços, são uma boa aposta se estiverem a viajar por conta própria.


Se viajarem num tour organizado, com um grupo grande de ocidentais e se limitarem a visitar os pontos mais turísticos das grandes cidades, podem safar-se com roupa um pouco mais “arejada” como um vestidinho de verão ou tops de alçinhas. Mas atenção que quando visitam os templos ou as mesquitas tem mesmo de se tapar (o cabelo inclusive).

 

7 - Criminalidade: Como em qualquer outro lugar do mundo, o bom senso é essencial para evitar situações de risco. Não andem sozinhos à noite, afastem-se de manifestações populares de cariz político, tenham cuidado com carteiristas e mantenham sempre a vossa mochila/bolsa na vossa frente quando estão a andar por ruas muito movimentadas.


Para a rua, se possível, levem só a cópia do passaporte e moeda local (rupias).

 

Tenham sempre uma cópia digital do vosso passaporte, cartão do cidadão, visto e bilhete de avião no vosso e-mail. Se houver algum problema podem sempre imprimir uma cópia a partir dali. Se estiverem hospedados num hotel que tenha cofre no quarto, guardem o vosso passaporte aí juntamente com os cartões de débito/crédito. Deixem sempre uma cópia do vosso itinerário de viagem, com nomes e contactos dos lugares onde pretendem hospedar-se, com algum familiar ou amigo (estas últimas dicas são válidas para todos os destinos).

 

8 - Dinheiro: A moeda local é a Rupia. 1 Euro equivale mais ou menos a 76 rupias. Não existem muitas máquinas ATM (multibanco) nas cidades e as que existem, muitas vezes não tem dinheiro dísponível ou não tem informação em Inglês. O melhor é trocar dinheiro assim que chegam no aeroporto.

 

8- Fotografias: Não se admirem se os locais pedirem para tirar uma selfie com eles. A curiosidade deles em relação a vós é tanta como a vossa em relação a eles.

 

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9- Regatear: Esta actividade é “obrigatória” na India. Tudo deve ser regateado!

 

10 -Transporte: Os tuk-tuks são a forma mais rápida e eficiente de transporte nas grandes cidades. Combinem  o preço antecipadamente com o condutor. A cidade de Deli tem também uma rede de metro eficiente. O metro tem uma carruagem cor-de-rosa (geralmente a primeira) destinada apenas a mulheres.

 

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Para viajar dentro da Índia a melhor opção é o comboio. A rede ferroviária é boa e cobre todo o país. Os comboios são lentos, com diferentes graus de conforto e os seus horários pouco fiáveis, mas são, a par com os aviões, o meio de transporte mais seguro para se deslocar no país. Podem marcar os bilhetes on-line no MakeMyTrip  ou  aqui.

 

 

12 - Papel higiénico: Levem um rolo convosco. As casas de banho públicas Indianas raramente tem papel (e quando tem, às vezes tens de o pagar). Se ficarem num hotel de uma cadeia Internacional podes aproveitar o papel higiénico de lá e levar um pouco quando sairem para visitar os monumentos e atracções e assim escusam de o levar de casa.

 

E aí está, o básico dos básicos para uma viagem à Índia 😀

 

Tchau!

Travellight