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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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FOTOS COM HISTÓRIA E POESIA I AÇORES

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Esta foto que tirei em São Miguel é um dos mais belos cartões postais da ilha e a prova da beleza indescritível deste arquipélago

 

 

AÇORES

(Sophia de Mello Breyner)

 

Há um intenso orgulho
Na palavra Açor
E em redor das ilhas
O mar é maior

 

Como num convés
Respiro amplidão
No ar brilha a luz
Da navegação

 

Mas este convés
É de terra escura
É de lés a lés
Prado agricultura

 

É terra lavrada
Por navegadores
E os que no mar pescam
São agricultores

 

Por isso há nos homens
Aprumo de proa
E não sei que sonho
Em cada pessoa

 

As casas são brancas
Em luz de pintor
Quem pintou as barras
Afinou a cor

 

Aqui o antigo
Tem o limpo do novo
É o mar que traz
Do largo o renovo

 

E como num convés
De intensa limpeza
Há no ar um brilho
De bruma e clareza

 

É convés lavrado
Em plena amplidão
É o mar que traz
As ilhas na mão

 

Buscámos no mundo
Mar e maravilhas
Deslumbradamente
Surgiram nove ilhas

 

E foi na Terceira
Com o mar à proa
Que nasceu a mãe
Do poeta Pessoa

 

Em cujo poema
Respiro amplidão
E me cerca a luz
Da navegação

 

Em cujo poema
Como num convés
A limpeza extrema
Luz de lés a lés

 

Poema onde está
A palavra pura
De um povo cindido
Por tanta aventura

 

Poema onde está
A palavra extrema
Que une e reconhece
Pois só no poema

 

Um povo amanhece

 

A CIDADE DO VINHO

Se degustar um copo de vinho já é um prazer, imaginem agora o que é visitar uma cidade do vinho!

 

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   Foto Wikipedia

 

La Cité du Vin abriu em Bordéus, na França, no ano passado e é um incrível espaço dedicado à história do vinho e às culturas do vinho no mundo. A sua missão é "promover e partilhar o património cultural, universal e vivo que é o vinho, com o público mais amplo possível, com um foco nas emoções, sensações e imaginação”.

 

Depois de o visitar considero que foi um trabalho bem conseguido.

 

Para inicio de conversa, o edifício em si é maravilhoso. Com design moderno e forma original, inspirado num decanter  de vinho, foi projectado pelos arquitectos Anouk Legendre e Nicolas Desmazières e situa-se à beira do rio Garonne, um pouco afastado da principal área turística de Bordéus.

 

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  Foto Bordeaux-Tourisme.co.uk

 

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Tem oito pisos. No primeiro e no segundo piso encontramos exposições temporárias e uma permanente com bastantes elementos interactivos que fazem bom uso da tecnologia para criar uma apresentação variada e criativa.

 

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No sétimo piso está um restaurante panorâmico - O Restaurant 7 - que oferece vistas de 360 graus sobre a cidade de Bordéus e no oitavo, e último piso, com mais de 14.000 garrafas e 800 vinhos de mais de 70 países de todo o mundo, está o wine bar e loja de vinhos mais espectacular que tive oportunidade de conhecer na vida - O Latitude 20.

 

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Quando visitei, ainda estava muita coisa encerrada do terceiro ao sexto piso, mas pelo que soube está planeado abrirem um auditório, salas de recepção e uma sala de leitura.

 

La Cité du Vin oferece também a oportunidade de fazer workshops e descobrir mais sobre degustação e diversos outros temas dedicados ao vinho.

 

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Este é um lugar imperdível para quem vai visitar Bordéus e aprecia vinho.


O bilhete de entrada é um pouco caro (20 Euros) mas dá acesso à exposição permanente e a um copo de vinho da nossa escolha na sala de degustação do 8 º andar.

 

Podem saber mais sobre este lugar aqui.

 

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Tchau!

Travellight

 

 

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CAFÉ COM OVO VIETNAMITA

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Este café, servido no famoso (e pequeno) café Giang em Hanoi é uma das atracções desta cidade Vietnamita.

Longe de ser um café normal, esta delicia (pouco saudável) com ovo e leite condensado é quase uma sobremesa.

 

Provem que não se vão arrepender!

 

Segue a receita em baixo:

Ingredientes:

* 1 Ovo;

* 3 Colheres de chá de café em pó (o café deve ser de sabor intenso e de corpo desenvolvido para ser semelhante ao Vietnamita).

* 2 Colheres de chá de leite condensado;

* Água a ferver.


Preparação:

* Prepare uma pequena chávena de café;

* Parta um ovo e separe a gema da clara;

* Coloque a gema do ovo e o leite condensado numa tigela pequena e funda. Mexa vigorosamente até obter uma espuma leve e fofa

* Adicione uma colher de sopa de café, acabado de fazer, e envolva-a no preparado anterior;

* Numa chávena de café, coloque o restante café e em cima adicione a mistura de ovo.

 

Agora é só beber 😋

VAMOS CONHECER TORONTO?

Olá amigos viajantes,

 

Em Junho a TAP vai iniciar voos directos para Toronto, Canada. O voo está ao preço promocional de 149 euros - só ida. Fiz uma simulação e as tarifas discount para o Verão já “voaram” todas mas para Novembro, por exemplo, o bilhete de ida e volta pode ficar por 396,76 € (ida a 5 de Novembro / volta a 10 Novembro).

 

Parece-me uma excelente oportunidade para quem quer conhecer o Canadá e esta cidade em particular.

 

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Toronto é talvez uma das cidades mais subestimadas da América do Norte.

 

É verdade que pode não ser tão bonita como outras cidades Canadianas como Vancouver ou Montreal mas ainda assim é uma cidade interessante e com muito para ver e fazer.

 

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Neste melting pot de diferentes culturas facilmente encontramos bairros com uma atmosfera jovem, cheios de cafés, lojas de roupa de design e vintage e excelentes restaurantes com sabores Chineses, Vietnamitas Indianos, etc.

 

A maioria das atracções são fáceis de visitar porque a cidade tem um bom sistema de transportes (os locais dizem que não é tão bom assim, mas eu não tive razões de queixa).

 

Por isso segue em baixo o meu top 10 de atracções a não perder nesta cidade:

 

1 - CN Tower

 

Esta torre é um ícone da cidade e tem vistas espectaculares. Oferece uma experiência única chamada Edgewalk (andar no limite) que permite aos visitantes caminhar ao redor do exterior do deck de observação, presos por cabos de segurança.

 

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2 - Casa Loma

A Casa Loma é um edifício extraordinário que lembra um pouco um castelo medieval. Originalmente construída para Sir Henry Pellatt, um excêntrico multimilionário canadiano, é hoje um museu. Os visitantes podem visitar as suas suites decoradas em estilo Europeu, passagens secretas, um túnel, estábulos e os seus belos jardins.

 

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3 - Ilhas de Toronto

 

Situadas a uma curta viagem de ferry do centro de Toronto, estas ilhas, criadas por acção de um furacão em 1858, são um belo local para passear, praticar remo, natação e outras actividades.

 

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No Verão, as ilhas são palco para inúmeros eventos ao ar livre.
A Center Island é a ilha principal e tem praia, um parque temático (Centerville Amusement Park), um zoo e restaurantes. Daqui temos também uma vista deslumbrante do horizonte de Toronto.

 

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4 - Cataratas do Niágara

Na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos, estas quedas de água são um dos locais mais visitados nos arredores de Toronto. Podem ler mais sobre este local no neste meu post Niagara Falls.

 

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5 - Museu Real de Ontário

 

O Royal Ontário Museum tem colecções notáveis de arte e artefactos divididas por Paleontologia, mineralogia, zoologia, geologia, antiguidades, numismática, arte aborígene, africana e asiática, arte europeia, história canadiana, Arqueologia e Ciência. Vale bem a pena visitar.

 

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6 - Museu de Arte Canadiana Contemporânea

 

O MOCCA é o único museu da cidade que promove obras de artistas Canadianos Contemporâneos. Tem uma exposição permanente e várias exposições temporárias.


Para quem gosta de arte contemporânea uma visita a este museu é incontornável.

 

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7 - City Hall

 

O Toronto City Hall (Câmara Municipal de Toronto) é um dos marcos mais conhecidos da cidade
A sua estrutura impressionante e modernista faz dele um símbolo de uma cidade dinâmica e em crescimento.

A Praça que fica na frente do edifício é dominada por uma escultura de bronze com o título "The Archer", de Henry Moore, e no Inverno o lago artificial, transforma-se numa pista de gelo onde as pessoas vão patinar.

 

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8 - Eaton Center

 

Com sua própria estação de metro, este moderno centro comercial estende-se por vários blocos e está continuamente a ser renovado e ampliado. Lojas especializadas, boutiques, restaurantes e cafés são o paraíso para aqueles que adoram fazer umas comprinhas.

 

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9 - Distillery District

 

Distillery District é uma área histórica da cidade que foi restaurada e transformada num centro de entretenimento moderno. Aqui os visitantes encontram encantadoras boutiques, galerias, estúdios de arte e restaurantes.

 

Distillery District também abriga uma variedade de eventos de entretenimento e é o lar de inúmeros locais de artes cénicas e escolas. É um lugar interessante para visitar tanto de dia como à noite.

 

10 - High Park

 

High Park é o pulmão verde da cidade com jardins cuidados, trilhas e lagoas naturais, que os cidadãos de Toronto usam para passear e fazer piqueniques.


Anualmente, durante os meses de Julho e Agosto, a Canadian Stage Company faz uma performance de teatro ao ar livre no High Park, conhecido como "Shakespeare in the Park".

 

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 E aí tem, os meus destaques para Toronto 😃

 

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Tchau!

Travellight 

 

 

 

O QUE É QUE A BAHIA TEM?

Salvador da Bahia… ahh a Bahia de Todos os Santos! Que lugar abençoado.

 

Essa espécie de Portugal tropical que há muitos anos preenchia a minha imaginação com imagens tiradas de livros, músicas, filmes e novelas e que descobri, subindo e descendo calçadas e ruas estreitas, numa sexta-feira quente, dia de Oxalá, Deus da Criação.

 

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É impossível que quem já leu Jorge Amado ou ouviu Caetano Veloso, Gilberto Gil e tantos outros grandes da música popular Brasileira, não tenha pelo menos um pouco de curiosidade de visitar esta terra linda, conhecida como a Capital da Alegria.


Esta designação aliás assenta como uma luva à Bahia porque é uma alegria ver as fileiras de casas pintadas de cores garridas, visitar as belas igrejas barrocas e apreciar a arquitectura colonial enquanto somos distraídos por sons que emanam de cada esquina. Bateria, guitarras, instrumentos africanos, música que nos toca a alma.

 

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Andando pelas ruas deparei-me com um grupo de capoeira que mostrava os seus dotes aos turistas que passam. Os que paravam eram “assaltados” por baianas divertidas com nomes engraçados como “Rosa Paciência” - porque, dizia ela, tinha uma paciência infinita para vender os seus colares aos turistas- comigo resultou, tanto me chateou que acabei por lhe comprar um colar, bem bonito por sinal 😊

 

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Quem visita a Bahia não pode deixar de passar na casa de Jorge Amado e Zélia Gattai. Lugar onde tantos clássicos foram escritos.

 

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Livros onde a imaginação ia longe, mas as histórias eram quotidianas.

 

Jorge Amado conhecia como ninguém as dores e os prazeres da Bahia e poucos  descreveram as suas gentes tão bem.

 

A Bahia é uma experiência sensorial a todos os níveis. É quente e sexy. É sensual como a Gabriela e cheia de desejo como a Dona Flor.

 

Pode ser imaginação minha, mas ia jurar que no ar até sentes o cheiro de especiarias!

 

A cozinha local é uma mistura de Africano, Português e Brasileiro. O prato mais famoso talvez seja a Moqueca, um tipo delicioso de guisado de peixe e marisco.

 

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Até mesmo os cocktails são excepcionais. O meu favorito foi um de caju que experimentei na Casa de Tereza - um colorido restaurante decorado com obras de artistas locais.

 

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Em suma, querem saber o que é que a Bahia tem? pois eu digo-vos: tem cores quentes, tem comida picante e deliciosa, tem praias, tem dança, tem música, tem capoeira, tem tudo. É uma mistura explosiva!

 

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Desafio-vos a não se apaixonarem. 😊

 

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"Aqui se encontraram os homens brancos, os homens índios e os homens negros. E aqui se misturaram. Não ficaram separados, cada uma com a sua contribuição cultural. Aqui vieram, fundiram seus sangues e suas culturas." -  Jorge Amado

 

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Tchau!

Travellight

MELKTERT

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A Melktert, que significa "tarte de leite" na língua Africaner, é uma sobremesa clássica Sul-Africana. Consiste numa tarte cremosa e leve feita à base de leite, farinha, açúcar e ovos. É servida polvilhada com canela em pó, gelada ou à temperatura ambiente.

 

A melktert, originalmente trazida para a África do Sul pelos Holandeses, é consumida em todo o país, podendo ser encontrada em qualquer supermercado ou padaria.

 

Fica abaixo a receita para quem quiser experimentar!

 

INGREDIENTES

 

   Massa:

 

- 100 gramas de manteiga sem sal, derretida

- 1/2 chávena de açúcar

- 1 ovo 

- 2 colheres de chá de essência de baunilha

- 200 gramas de farinha de trigo

- Uma pitada de sal 

 

   Recheio

 

- 1 vagem de baunilha

- 2 1/2 chávenas de leite

- 1 pau de canela

- 4 claras

- 4 gemas

- 1/2 chávena de açúcar

- 2 1/2 chávenas de farinha de trigo 

- 2 1/2 colheres de sopa de amido de milho 

- 2 colheres de sopa de manteiga

- Uma pitada de sal

- 1/2 colher de chá de canela em pó

- 2 colheres de chá de açúcar 

 

PREPARAÇÃO

 

Para a massa:

Bata a manteiga e o açúcar numa tigela grande até obter um creme homogéneo e bem macio. 

Aos poucos, acrescente o ovo, seguidos da baunilha, e depois a farinha de trigo peneirada.

Adicione o sal e mexa bem.

Coloque a massa numa forma untada e pressione-a até preencher todo o fundo da forma. 

Perfure a base e leve ao frigorífico por 30 minutos até ficar bem fria.

Pré aqueça o forno a 180ºC. e asse por 25-30 minutos e em seguida deixe esfriar sobre uma superfície fria.

 

Para o recheio:

Corte a vagem de baunilha ao meio e raspe as sementes. Coloque o leite, a vagem, as sementes de baunilha e o pau de canela numa panela, em fogo brando. Deixe em infusão por 5-10 minutos e depois aumente e espere o leite ferver.

Enquanto isso, bata as gemas, o açúcar, a farinha e o amido até obter uma mistura homogénea.

Retire a mistura do leite do fogo, coe, para retirar a vagem de baunilha e o pau de canela e despeje sobre a mistura de gemas e mexa.

Coloque tudo em fogo médio e mexa o creme até engrossar - pode levar alguns minutos.

Depois de engrossar, acrescente a manteiga e mexa até derreter. 
 
Numa tigela, bata as claras e o sal até o ponto de neve. Junte delicadamente as claras ao creme de ovo.

Despeje a mistura na base de tarte que preparou antes.

Misture a canela em pó e o açúcar e polvilhe por cima. 

Deixe esfriar em temperatura ambiente antes de levar ao frigorifico por algumas horas para ficar firme.

Retire do frigorifico e está pronta a comer! 😋

 

Receita retirada com algumas adaptações do site maisonbistrot.blogspot.pt 

BURANO I A VIDA A CORES

Cheguei a Burano num dos primeiros barcos da manhã. 

 

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Era Domingo e a colorida vila piscatória ainda estava a dormir.

 

Os passeios estavam vazios e a única coisa que eu conseguia ouvir era a canção “true colors” de Cindy Lauper que teimava em passar na minha cabeça enquanto eu caminhava por entre as casinhas coloridas e via os barcos nos canais.

 

Tudo parecia parte do cenário de um filme. Não parecia real!

 

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Esta pequena ilha está localizada na mesma lagoa que Veneza, mas as suas cores vibrantes dão-lhe um aspecto jovem e quase tropical. 

 

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Diz a lenda que um pescador da ilha foi o primeiro a pintar a sua casa em cores vivas, para que pudesse vê-la enquanto pescava e depois todos os outros o imitaram.

 

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As casas em Burano seguem um padrão de cor especial, que data da idade de ouro da ilha, quando o povoado era próspero e estava em plena expansão.

 

Hoje em dia, quem vive em Burano e quer pintar a sua casa, tem de enviar uma carta às autoridades locais que depois decidem de que cor a pessoa está autorizada a pintar o seu lote.

 

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Por todo o lado encontramos detalhes interessantes e coloridos...

 

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As rendas são outro dos grandes destaques desta pequena ilha. As mulheres de Burano são especialistas nesta arte desde o século XV, quando, segundo se conta, o próprio Leonardo da Vinci ali foi comprar rendas para adornar a sua roupa.

 

Hoje em dia, as lojas locais continuam a vender belas e delicadas rendas.

 

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Há medida que o relógio avançava, as ruas começaram a encher. Muitas pessoas dirigiam-se para as igrejas para assistir à Missa Dominical enquanto outras sentavam-se nos cafés para tomar o pequeno almoço.

 

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Eu também aproveitei e sentei-me para observar o movimento desta vila (quase aldeia) enquanto bebia um belo capuccino.

 

Se vierem a Veneza não deixem de visitar Burano, basta apanhar o Vaporetto nº12 de Fondamenta Nuove e 45 minutos depois estás lá. Vale mesmo a pena visitar!

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Tchau!
Travellight

VIAJAR NÃO TEM DE SER CARO

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Quem gosta de viajar está sempre à procura dos preços mais baixos, de uma boa promoção ou de um bom desconto não é?

 

Eu sei que eu sim 😃

 

Ao contrário da crença popular, viajar não tem de ser caro. É verdade que pode dar trabalho conseguir algo à medida dos nossos bolsos, mas com paciência e muita pesquisa é perfeitamente possível encontrar uma viagem dentro do nosso orçamento. É importante começar a pesquisar com algum tempo de antecedência (de preferência dois a três meses antes) e ter alguma flexibilidade de datas para apanhar os melhores preços.

 

Eu recorro sempre a motores de busca, como a Momondo ou a Booking.com que permitem comparar preços para encontrar a companhia aérea mais barata e o hotel mais em conta no destino que me interessa. Testo várias opções, mudando o dia da partida e de estadia no hotel. Testo para ver se fica mais barato comprar dois bilhetes individuais one-way: um de ida e outro de vinda em vez de comprar logo um bilhete de ida e volta. Surpreendentemente pode ficar mais barato marcar uma viagem assim.

 

Recentemente descobri o site da maiscupão e fiquei fã. Para além de descontos em viagens, pacotes de férias e hotéis, encontro lá um pouco de tudo. A maiscupão oferece centenas de descontos e ofertas em diferentes categorias de produtos e serviços como electrónica, decoração, moda, beleza ou calçado. Para quem gosta de fazer compras on-line é um "must". 😊

 

Outra coisa que faço com frequência quando estou a marcar uma viagem é optimizar o tempo de férias marcando bilhetes multi-city que permitem viajar para um destino e voltar de outro.

 

Entre a cidade de chegada e a de partida posso viajar de comboio, autocarro ou apanhar um voo low cost.

 

Esta opção funciona muito bem em viagens de longo curso para a Ásia, onde operam dezenas de companhias aéreas low cost.


Tu podes marcar um voo de ida para Kuala-Lumpur, na Malásia, por exemplo, e depois voltar de Bangkok, na Tailândia. Entre as duas cidades apanhas um voo low cost baratinho e de uma assentada conheces dois países pelo preço de um.

 

Também é possível jogar com as companhias aérea low cost para fazer um circuito barato pela Europa e visitar várias cidades sem gastar muito dinheiro, o truque é comprar sempre viagens one-way: Sais de Lisboa para Londres, por exemplo, de lá segues para Paris, depois Roma e de Roma voltas para Lisboa. Consoante o tempo e o dinheiro disponível podes acrescentar ou retirar segmentos. É só explorar os destinos que as low cost oferecem e os dias em que viajam e as opções são muitas.

 

Mas para apanhar os melhores preços e compensar, tens mesmo que marcar com muita antecedência.

 

Tchau!

Travellight

 

 

O HYPERLOOP

Olá amigos viajantes,

 

Já ouviram falar no Hyperloop?

 

Este sistema inovador pretende mudar drasticamente o modo como viajamos e promete revolucionar os meios de transporte da mesma maneira que o comboio a vapor e o avião fizeram no passado.

 

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O conceito introduzido pela primeira vez em 2013 pelo fundador da SpaceX (empresa privada de exploração espacial) o multimilionário, Elon Musk Ele, visa permitir que as pessoas se movam em cápsulas, através de túneis, a velocidades quase supersónicas.

 

A primeira pista de teste em grande escala já foi revelada no Nevada, EUA e o projecto deve estar concluído e a operar em 2018.

 

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O Hyperloop será basicamente, um veículo parecido com um comboio que se deslocará num túnel a vácuo.

 

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Por estar em num ambiente de vácuo, sem qualquer atrito provocado pelo ar, este veículo conseguirá deslocar-se a velocidades incríveis, de mais de 1200 km/h – o mesmo que a velocidade do som - permitindo aos humanos deslocarem-se mais rápido do que nunca, reduzindo, por exemplo um voo de quatro horas e meia entre duas cidades para apenas 55 minutos.

 

Os testes em grande escala estão planeados para o primeiro semestre deste ano.

 

Em teoria, se tudo correr bem, o Hyperloop poderá acabar com os trajectos curtos e demorados da aviação doméstica. Os Estados Unidos, por exemplo, possuem o espaço aéreo mais movimentado do planeta.

 

Mesmo que um avião faça um percurso de apenas 100 km, o passageiro tem de passar pela segurança, fazer o embarque, depois o avião entra na fila dos aparelhos que esperam permissão para descolar. Depois realiza o voo e quando chega ao destino tem os procedimentos de aterragem, desembarque e, se houver, recolha de bagagem.

Todo este processo, só por si, costuma ser muitas vezes, mais demorado do que a própria viagem e isso sem considerar os habituais e frequentes atrasos. 

 

o Hyperloop seria mais vantajoso do que qualquer outro meio de transporte conhecido. Alguma das razões descritas por Elon Musk incluem:

 

* Rapidez na construção: Os “tubos” por onde passarão os comboios podem ser fabricados em qualquer lugar – ou até mesmo em várias fábricas ao mesmo tempo para ganhar tempo – o único trabalho será montar as grandes peças como se fossem peças de lego;

 

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* Espaço: A estrutura que irá acomodar o Hyperloop (os trilhos serão suspensos no ar) é fina o suficiente para ser colocada numa faixa de uma autoestrada, por exemplo, sendo assim não será preciso comprar terras para escavar túneis ou construir espaçosas e pesadas estruturas;


* Segurança: Totalmente controlado por sistemas computorizados e sem a possibilidade de obstáculos, as chances de um acidente dentro dos túneis são praticamente impossíveis.


* Condições meteorológicas: Já perderam um avião por causa do mau tempo? Ou pior, já tiveram que pousar noutro aeroporto porque ao chegar ao destino o piloto constatou que não poderia aterrar porque o tempo não permitia? A mim já me aconteceu e foi muito chato.

Esses problemas não existiriam no Hyperloop uma vez que nenhuma influências exterior afectaria os veículos isolados dentro dos tubos.


* Sustentável: Segundo os cálculos do seu idealizador, o veículo deverá ser acelerado no início do percurso por um motor eléctrico e depois seguirá deslizando/flutuando a altíssima velocidade e totalmente livre de atrito. Sem perda significativa de energia e velocidade, somente a cada 112 km percorridos precisará de um novo “aceleramento”.


* Terremotos: Segundo Elon, os túneis serão construídos sob pilares, mas não ficarão fixos neles, podendo assim “dançar” conforme os tremores de terra, permitindo à estrutura e aos passageiros saíam ilesos.

 

Mas claro que se há prós, certamente tem de existir os contras.


Um deles diz respeito à tal segurança que Elon Musk apontou como um dos pontos positivos do seu novo sistema de transportes. Segundo os críticos um tubo ao ar livre que cruza desertos e áreas remotas está totalmente vulnerável a ataques externos, podendo ser um excelente alvo para ataques terroristas.

 

Outra questão levantada foi o custo real para a construção do sistema que pode ser mais elevado do que inicialmente se previu o que poderá reflectir-se no preço das passagens.

 

Por fim também há aqueles que temem pelo próprio desconforto do passageiro. Segundo alguns médicos haverá a inevitável sensação de pânico de uma pessoa estar a locomover-se a mais de mil km por hora numa cápsula sem janelas e num túnel totalmente vedado. Além disso o barulho do ar comprimido em torno da cápsula em velocidades quase sónicas, a vibração e até mesmo o “empurrão” inicial seriam um grande incomodo.

 

A HTT - uma das empresas que está a desenvolver este projecto - já imagina algumas possíveis soluções para estes problemas, como a colocação de janelas nas cápsulas e projecção de paisagens nos túneis ou até óculos de realidade virtual para simular situações mais agradáveis.    

 

Seja como for, o que interessa é que o projecto está a andar para a frente e a Hyperloop One deve iniciar testes públicos em grande escala ainda no primeiro semestre deste ano, com o objectivo final de criar uma ligação entre Dhabi e Abu Dhabi em apenas 12 minutos.

 

 

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Agora é só aguardar para experimentar. Eu mal posso esperar!

 

E vocês gostavam de experimentar este novo meio de transporte?

 

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Tchau!

Travellight

 

 

 

A CASA DOS ESCRAVOS

Todos nós sabemos que infelizmente, este nosso mundo, o que tem de belo, tem de feio…

 

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Uma visita a uma pequena ilha, situada a uma curta distancia de ferry de Dakar, capital do Senegal, foi para mim uma penosa recordação desse facto.

 

Listada como Património da Humanidade pela UNESCO, A Ilha de Gorée alberga hoje um museu que conta a terrível história do tráfico de escravos através do Atlântico.

 

A sua aparência bonita, com ruas pitorescas e sem carros não deixa perceber hoje, os horrores que aqui se passaram ao longo de três séculos, enquanto o comercio de escravos florescia e a ilha funcionava como um interposto comercial. Milhares, se não milhões, foram mantidos aqui antes de serem transportados para a Europa e para as Américas.

 

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Portugueses, Holandeses, Franceses e Britânicos lutaram para ganhar o controle desta pequena ilha. Os Portugueses foram os primeiros a chegar. Por volta de 1444 batizaram a ilha como Ilha de Palma. Logo de seguida chegaram os Holandeses que a ocuparam e batizaram como a ilha Goe-ree, que significa “bom porto”.

 

Os Holandeses construíram dois fortes, um a norte e outro a sul da ilha para proteger o seu comércio no caminho de e para as Índias Ocidentais. Foi a partir daí, que Gorée transformou-se num armazém para comércio de mercadorias e escravos.

 

Visitar a Maison de Les Esclaves (Casa dos Escravos) é desconfortável... A casa, ironicamente cor-de-rosa, é um lembrete negro das atrocidades que o homem é capaz de cometer contra os seus semelhantes.

 

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A descrição de como os escravos eram tratados é difícil de ouvir. Já li livros e vi filmes e séries que retratavam a escravatura, mas estar num local onde todos esses horrores se passaram é outra coisa. Contam-nos como os escravos eram acorrentados no pescoço e nos braços e libertados apenas uma vez por dia das suas celas, estreitas, escuras e claustrofóbicas, cada uma ocupada por mais de 15 homens. Os doentes e os mortos eram atirados ao mar e serviam de comida para os tubarões. As famílias eram divididas e os escravos eram mantidos aqui em condições desumanas por até três meses. Até serem vendidos.

 

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Mostram-nos uma porta chamada de “a porta sem retorno” por onde os escravos passavam para embarcar nos barcos que os levavam para longe da sua terra natal. E tu imaginas o medo e o receio que aquelas pessoas deviam de sentir sem saber para onde iam e que mais torturas e abusos lhes esperavam.

 

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As condições nos barcos eram ainda piores do que na ilha. Acredita-se que milhões morreram antes de chegar ao destino previsto.

 

Percorrer aquela casa e imaginar todo aquele horror e desespero deu-me arrepios e vontade de chorar, mais ainda porque passados todos estes anos, nós humanos continuamos capazes de ter comportamentos tão ou mais cruéis….


À saída do museu está uma estátua de dois escravos celebrando a liberdade. Sorrio e dou graças a Deus por ser livre e por poder deixar para trás aquele lugar com tão más vibrações e dolorosas memórias.

 

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“A liberdade é indivisível, e quando um homem é escravizado nenhum de nós é livre.” - John F. Kennedy

 

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Tchau!

Travellight

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