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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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DESTINO COSTA RICA I EXPLORANDO O PARQUE NACIONAL MANUEL ANTÓNIO

Olá amigos viajantes!

 

O Parque Natural Manuel António, na Costa Rica, é um destino de sonho para aqueles que, como eu, são apaixonados pela natureza e pela vida selvagem: Praias lindas, belas trilhas e uma abundância de fauna e flora.

 

O cenário perfeito para quem gosta de apreciar os encantos da mãe Natureza!

 

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Apesar de ser em termos de tamanho, o menor parque da Costa Rica, Manuel António, é um dos maiores em termos de biodiversidade.


Passeando por aqui podemos avistar várias espécies de macacos, texugos, preguiças, tucanos, passaros coloridos, rãs, lagartos etc, etc….a variedade é imensa!

 

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As trilhas do parque estão bem cuidadas e são fáceis de percorrer.

 

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Podemos contratar um guia para nos orientar e ajudar a detectar os animais com lentes especiais mas eu não o fiz e honestamente não senti necessidade nenhuma disso. Os animais estão por todo o lado e são muito fáceis de avistar e fotografar.

 

Quase a cada olhar havia uma oportunidade fotográfica.

 

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  Este macaquinho estava a trabalhar como electricista 😜

 

Alguns deles são até descarados o suficiente para nos roubar.

 

Se forem lá, fiquem avisados que devem ter especial cuidado com os macacos e com os texugos. Estes malandrinhos tem um esquema de parceria bem montado para roubar comida dos incautos turistas 😜

 

O esquema funciona assim: Um macaquinho fofinho atrai os turistas, que preocupados em fotografar a criaturinha fofa partem disparados, que nem tolos, e esquecem-se de mochilas e e cestos de piquenique. Os texugos aproveitam e roubam toda a comida (e bebida) que podem e depois dividem (às vezes a mal) com os macacos.

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Estes bons malandros são tão rápidos e perfeitos que enquanto eu fui ao mar, um deles abriu a minha mochila, que estava coberta por uma grande toalha, tirou de lá o saco de comida que eu tinha levado e deixou tudo exactamente como encontrou, a toalha nem parecia ter sido mexida.

 

Se eu não o tivesse visto a correr com o saco na boca, nunca teria desconfiado que o ladrão era um texugo.

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Mais tarde o fora da lei voltou e posou para a minha câmara fotográfica por isso considero que ficamos quites 😄

 

As praias de Manuel António são consideradas das mais belas da Costa Rica e com toda a certeza não sou eu que vou desmentir essa ideia.

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Depois de percorrermos os trilhos da floresta tropical podemos descansar nas suas belas areias brancas e dar um mergulho nas águas claras ou descansar à sombra das palmeiras apreciando a maravilhosa paisagem.

 

Algumas das praias são mais longe ou estão escondidas e nem todos chegam lá. Eu descobri vários recantos completamente desertos como a Playa Gemelas e a Playa Puerto Escondido onde não estava ninguém.

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O parque está aberto todos os dias das 07h às 16h .

 

Eu aconselho todos a chegarem bem cedo porque os animais estão mais activos e há poucas pessoas e isso dá-nos a sensação de estar sozinhos a descobrir a floresta tropical.

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O parque oferece instalações onde podemos trocar de roupa ou tomar banho.

 

Dentro do parque não se vende comida por isso as pessoas trazem um lanche de fora (uma sandes, fruta e água) . Não se deve levar batatas fritas e outros snacks, refrigerantes, fritos ou doces porque depois os animais roubam e isso faz-lhes muito mal. Apesar dos vários avisos vi muita gente que não respeitava esta regra.


Por fim, depois de um dia cheio de aventuras no parque nada melhor que terminar com uma cerveja gelada e um belo por do sol no Ronny's Place, um restaurante/ bar na povoação de Manuel António, com um ambiente muito cool.

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É situado num penhasco e tem uma vista incrível sobre o oceano. O peixe grelhado que me serviram lá era super fresco e estava delicioso.

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Espero que tenham gostado de conhecer mais este belo destino!

 

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Tchau!
Travellight

 

EM VIAGEM... #4

Certa vez na Rússia, quando visitava Moscovo, passei por um grande embaraço...

 

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Os Moscovitas tem a tradição de atirar moedas no lugar que marca o quilometro zero da capital.

 

Quando eu visitei a cidade não conhecia essa tradição.

 

Por essa Europa fora é comum haver fontes onde as pessoas atiram moedas e formulam desejos mas eu não conhecia nenhum local onde atirassem dinheiro directamente para o chão, assim, quando passei pelo Portão Ibérico que conecta a Praça Manege à Praça Vermelha e vi tantas moedas na rua nem queria acreditar na minha sorte.

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"Queres ver que os Russos estão tão ricos que até já atiram dinheiro à rua", pensei ... "Não, se calhar é para os apanhados", pensei depois.

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Em todo o caso, quem cresceu a ler livrinhos de banda desenhada do Tio Patinhas sabe que nunca se deve ignorar uma moedinha que está caída no chão por isso corri a apanha-las.

 

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Estava toda contente a recolher as moedas quando uma senhora começou a gritar comigo

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eu não percebia o que ela dizia e tentei entreguei-lhe as moedas porque pensei que se calhar eram dela, mas ela ficou ainda mais zangada.

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Felizmente um jovem que falava Inglês explicou-me que as moedas são atiradas para alcançar boa sorte e se forem levantadas só trazem azar.

 

Bem... Só eu mesmo, para fazer uma destas ...

 

 

Fiz um sorriso amarelo, voltei  a pousar as moedas rapidamente no chão e saí de fininho...

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Moral da história: a ganância pode ser muito má conselheira!

FOTOS COM HISTÓRIA E POESIA I GATO QUE BRINCAS NA RUA

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Fotografei este gatinho em Mértola, Alentejo.

 

Ele estava tão absorvido a observar um passarinho que cantava na árvore que nem reparou que outro pássaro pousara mesmo ao seu lado e o engraçado é que este pássaro também ficou a olhar para o que estava em cima da árvore 😀.

 


"Gato que brincas na rua

Fernando Pessoa

 

Gato que brincas na rua

Como se fosse na cama,

Invejo a sorte que é tua

Porque nem sorte se chama.

 

Bom servo das leis fatais

Que regem pedras e gentes,

Que tens instintos gerais

E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,

Todo o nada que és é teu.

Eu vejo-me e estou sem mim,

Conheço-me e não sou eu. "

GOULASH HÚNGARO

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Goulash é o prato mais conhecido da cozinha tradicional Húngara, tipicamente rica em aromas e sabores picantes.

 

O autêntico goulash foi herdado dos antigos pastores da região, sendo inicialmente preparado com carne de vaca e cebolas. A paprica, condimento que actualmente não se pode dissociar da receita, foi introduzida posteriormente, uma vez que este prato já existia antes da descoberta da América.


A receita tornou-se popular em todo o Império Austro-Húngaro quando um regimento Húngaro esteve a prestar serviço em Viena e foi a partir dessa altura, meados do séc. XIX, que se propagou pelo mundo. 

 

Segue em baixo a receita para quem quiser experimentar em casa:

 

Ingredientes:
Para 6 a 8 pessoas


* 1 colher (sopa) de paprica doce

* 1 colher (sopa) de paprica picante

* 1 kg tomate (sem pele e sem sementes)

* 1 pitada de noz-moscada

* 1,5 kg cebola picada

* 1,8 kg de vitela sem osso

* 100 ml de óleo de milho

* sal a gosto


Preparação:


Tire a carne do frio cerca de 1 hora antes de a preparar e corte-a em cubos.

Numa panela grande, aqueça o óleo e refogue a cebola.

Quando começar a dourar, junte a carne e deixe fritar até que a carne fique dourada, mexendo sempre.

Se desejar, poderá dividir a carne em duas partes para que doure melhor.

Quando começar a dourar, junte as duas partes.

Acrescente a paprica picante, o sal e a noz-moscada mexendo sempre.

Junte os tomates e mexa bem.

Tape parcialmente a panela e deixe cozinhar durante 30 minutos, mexendo regularmente.

Quando a carne estiver macia, acrescente a paprica doce e retifique o sal. Veja se a carne está bem macia e, se necessário, deixe apurar mais um pouco.

 

Acompanhe com batata cozida ou simplesmente com pão.

 

 

receita do site www.cozinhatradicional.com

A VILA DE MÉRTOLA

Olá amigos viajantes,

 

No fim de semana passado dei um belo passeio pelo Alentejo e pela bonita Vila de Mértola.


Vocês já conhecem esta histórica Vila Portuguesa?

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Há algum tempo que não ia lá mas a sua beleza continua a fascinar-me 😊.

 

Empoleirada numa colina, na junção da Ribeira de Oeiras com o Rio Guadiana, Mértola parece um cartão postal que nos deslumbra à medida que aproximamos-nos e começamos a avistar o antigo castelo mourisco, as muralhas e as casinhas caiadas de branco.

 

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Mas mais do que uma linda vila, Mértola é um impressionante museu ao ar livre, onde a cada passo encontramos vestígios de antigas culturas mediterrânicas.

 

Mértola é mesmo um dos locais em Portugal onde existem mais vestígios do tempo dos Mouros. A igreja Matriz, por exemplo, hoje classificada como monumento nacional, é na verdade uma antiga mesquita.

 

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O castelo de Mértola também é originalmente do período mourisco e fora das muralhas existe o antigo bairro Mouro.

 

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Durante o período mourisco, Mértola rompeu com o resto do império e um líder sufi chamado Ibn Qasi até fez uma aliança com o Rei D. Afonso Henriques. Uma estátua colocada à frente do castelo homenageia este histórico líder.

 

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A vila tem ainda um instituto de estudos islâmicos e um festival, que este ano terá lugar de 18 a 21 de Maio, que celebra (de dois em dois anos) o seu passado mourisco.

 

Durante os dias em que decorre o festival, as ruas de Mértola transformam-se num souk, uma série de concertos de todos os tipos de música mediterrânica acontecem, desde o castelo até ao cais, juntamente com dezenas de outros eventos culturais.


Esta é uma bela desculpa para visitar a região 😊

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A cidade de Mértola possui vestígios monumentais dos tempos românico e islâmico, mas também de tempos mais antigos, como o Fenício e o Púnico.


A parte navegável do rio Guadiana, que flui para as águas Atlânticas do Algarve, demarcando a fronteira sul entre Portugal e Espanha, termina aqui.

 

A cidade - Myrtilis, como era conhecida durante a época romana - foi estrategicamente importante nas conquistas da região e um ponto de entrada de produtos na Península Ibérica.

 

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Tudo isso pode ser entendido nos 15 centros museológicos de Mértola, que vão da Antiguidade à Idade Média - basta visitar, por exemplo, a Casa Romana na Mesquita Velha, a Acrópole, a Basílica, o Castelo ou admirar a imponente Torre do Rio.

 

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A história, as ruas estreitas, as portas coloridas, as varandas e (não esquecer nunca) a boa comida, tudo cativa e faz-nos sorrir.

 

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E por fim, como se tudo isto não bastasse, Mértola é ainda rodeada pelo belíssimo Parque Natural Vale do Guadiana, lar da rara cegonha negra.

 

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Por isso já sabem, razões não faltam para visitar Mértola, mas vou dar-vos ainda mais uma: a 17 km ao norte de Mértola, na estrada para Serpa, está a Mina de São Domingos, uma antiga mina de cobre e pirite cuja sede foi agora o convertida no Hotel São Domingos (Alentejo Star Hotel).

 

Aqui podemos fazer passeios de bicicleta, passeios de jipe, BTT e caminhadas; O Rio Guadiana e a praia fluvial fica perto o que é excelente para desportos náuticos como a canoagem; Se visitarem no Verão podem aproveitar ainda a grande piscina do Hotel e um lindo jardim para relaxar.


O Hotel tem também um telescópio topo de gama e um observatório que permite a observação directa de um dos céus mais estrelados do mundo. 

 

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A SESTA DO REI LEÃO

Olá amigos viajantes,

 

Recentemente voltei à Tanzânia para um safari fotográfico e vim de lá com muitas memórias especiais que aos poucos irei partilhar convosco.

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Sabem... a sensação de estar num safari é difícil de descrever.

 

Há algo de tremendamente excitante em partir de madrugada por uma savana imensa em busca da vida animal que habitualmente só vemos na televisão ou encerrada num jardim zoológico.

 

Um arrepio atravessa-te a espinha quando estás sentada num jeep e a poucos metros de distância tens um leão do Serengeti a olhar para ti.

 

Quando um felino deste porte aparece na tua frente, o tempo parece que pára e tu nem respiras, tentando aproveitar o momento.

 

Alguns (mais sensatos) ficam receosos - afinal é um animal selvagem com o poder de acabar connosco em menos de um minuto. Outros (como a maluca aqui) ficam maravilhados com a oportunidade de fotografar e estar tão perto de um animal tão majestoso.

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   O jovem leão não estava nada interessado em tirar uma selfie comigo (reparem como ele escondeu a cara) 😜 

 

Dizem que os gatos têm nove vidas, mas o mesmo não se pode dizer sobre o leão do Serengeti. A vida é dura e precária nesta paisagem implacável, e para o maior dos predadores africanos, bem como para as suas presas, a vida tende a ser bem mais curta, terminando mais frequentemente de forma abrupta do que em declínio gracioso.

 

Disseram-me que um leão macho adulto, se for afortunado pode alcançar, no máximo, a idade de 12 anos, não mais do  que isso.

 

Stress portanto não falta a estes animais, que assim como nós, também devem precisar de tirar uns momentos para relaxar. Como este jovem leão que eu fotografei a subir a uma árvore para fazer uma sesta 😊

 

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Digam lá se não é uma ternura? Parece mesmo o gatinho lá de casa não é? 😻

 

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Tchau!

Travellight

 

 

 

FOTOS COM HISTÓRIA E POESIA I CISNE

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Esta foto foi tirada numa manhã bem fria no Palácio Nymphenburg, em Munique, Alemanha.


A neve que tinha caído na noite anterior transformou este belo cenário num autêntico postal de Inverno.

 

Cisne

Pedro Homem de Mello, in "Adeus"

 

Amei-te? Sim. Doidamente!
Amei-te com esse amor
Que traz vida e foi doente...

 

À beira de ti, as horas
Não eram horas: paravam.
E, longe de ti, o tempo
Era tempo, infelizmente...

 

Ai! esse amor que traz vida,
Cor, saúde... e foi doente!

 

Porém, voltavas e, então,
Os cardos davam camélias,
Os alecrins, açucenas,
As aves, brancos lilases,
E as ruas, todas morenas,
Eram tapetes de flores
Onde havia musgo, apenas...

 

E, enquanto subia a Lua,
Nas asas do vento brando,
O meu sangue ia passando
Da minha mão para a tua!

Por que te amei?


                           — Ninguém sabe


A causa daquele amor
Que traz vida e foi doente.

 

Talvez viesse da terra,
Quando a terra lembra a carne.
Talvez viesse da carne
Quando a carne lembra a alma!
Talvez viesse da noite
Quando a noite lembra o dia.

 

— Talvez viesse de mim.
E da minha poesia...

 

BURJ AL ARAB I O HOTEL 7 ESTRELAS

Olá amigos viajantes!

 

Uma vez por outra perco a cabeça e marco uma noite num daqueles hotéis com preços proibitivos e digo a mim mesma  “é uma vez na vida , só uma vez na vida. Se pudermos usar o dinheiro para viver coisas únicas, desde que seja com peso e medida, que mal faz?” e lá me convenço...

 

Uma dessas vezes foi no Dubai, onde resolvi passar uma noite no Burj Al Arab, conhecido por ser um Hotel 7 estrelas.

 

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Desde que o hotel inaugurou que eu tinha o sonho de passar lá uma noite, só para ver o que tinha de tão especial.

 

O preço afastou-me várias vezes, mas num momento da minha vida em que estava particularmente orgulhosa de mim e das minhas conquistas resolvi “oferecer-me” esta prenda (se eu não gostar de mim quem gostará? 😜)

 

Estas experiências às vezes correm bem, às vezes correm mal, às vezes venho feliz outras arrependo-me amargamente.

 

Desta experiência vim com um sentimento misto…

 

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Uma estadia no Burj al Arab é algo que se pretende especial, e não há duvida que o Hotel e os seus funcionários se esforçam para isso.

 

Desde o momento em que chegas até ao momento que partes, tudo é feito para que te sintas importante e especial. Dão-nos a entender que o nosso conforto é a sua primeira e única prioridade. Recebem-nos na porta, cumprimentam-nos pelo nosso nome, oferecem algo de comer (no caso foi tâmaras), uma bebida, enfim… é bastante agradável mas nada que um bom hotel 5 estrelas (inclusive em Portugal) não faça.

 

Porquê então é este hotel considerado um hotel 7 estrelas?

 

Transformado em símbolo do Dubai logo após a sua construção, o luxuoso Burj Al Arab considera-se acima dos outros hotéis - eu digo considera-se porque na verdade a sua classificação oficial é de 5 estrelas (acho que oficialmente não existe classificação superior a esta). Mas o Burj considera-se superior porque ultrapassa os limites do que os outros estabelecimentos oferecem aos hóspedes, nomeadamente: suites espaçosas (todos os quartos do hotel são suites de dois pisos), interiores em folha de ouro, um heliporto e mordomos designados para cada andar.

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O Burj Al Arab foi criado para representar o auge da cultura árabe de forma majestosa e atrair os membros mais ricos e conhecidos da sociedade.


Roger Federer jogou ténis no heliporto, Tiger Woods deu umas tacadas por lá e top models do momento como Gigi Hadid e Kendall Jenner, parece que também já escolheram este local para comemorar uma passagem de ano.

 

Todos estes factos parecem cimentar a fama de Hotel exclusivo.

 

Mas como é de facto este hotel?

 

A arquitectura exterior é discreta e elegante - a sua forma de vela pretende representar o património náutico do país. Mas o seu interior, meus amigos, é outro mundo.

 

Assim que atravessamos a porta e entramos no lobby deparamos-nos com um show de cores, fontes e luzes. Tudo é  dourado, tudo é colorido, tudo é monumental!

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Depois os quartos… Entrei na suite e fiquei sem saber o que pensar. Para quem gosta mais de um estilo moderno e minimalista, todo este “exagero” parece quase de mau gosto, é como uma overdose de cor e riqueza.

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Tinha lido sobre o local e visto fotografias - não posso dizer que foi propriamente uma surpresa - mas ao vivo, tudo me pareceu muito, mas muito mais excessivo e exagerado.

 

iPads banhados a ouro em cada suite, 17 tipos de almofadas que podem ser seleccionados a partir de um menu, um computador macbook, um closet gigante, cores garridas, tapetes e mobiliário luxuoso - não há nada de modesto no Burj Al Arab Dubai - eu arriscaria a dizer, que não há nada de bom gosto… mas claro que isso depende da estética de cada um e gostos não se discutem.

 

Para mim é demais. Falta-lhe a elegância, gosto e o requinte da moderação. Do ponto de vista arquitectónico o edifício é lindo mas depois a decoração barroca, as superfícies douradas excessivas, trompe l'oeil desnecessários, fontes coloridas, elevadores brilhantes, etc, etc, etc… meu Deus, parece Las Vegas, ou a casa do Donald Trump (já viram fotografias da casa dele? 😣).

 

Bom mas nem tudo foi mau para mim, o hotel tem sem dúvida muita coisa a seu favor. Se dissesse que não aproveitei a estadia ao máximo estaria a mentir. O serviço ao cliente é excepcional, o SPA e os tratamentos são maravilhosos e a zona exterior de praia /piscina é fantástica.

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Os restaurantes, são tal como o resto do hotel, grandiosos e extravagantes, a comida é decente mas nada de memorável. O Burj possui um bar e nove restaurantes no total, cada um mais elaborado do que o outro.

 

O restaurante Al Mahara, construido em torno de um aquário gigante, é especializado em frutos do mar.

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A beira-mar o Bab Al Yam é o que tem o ambiente mais relaxado. Chinelos e crianças são bem vindos .

 

O restaurante Al Muntaha no topo tem vista para o heliporto, e o Sky View bar tem vista particularmente impressionante para a cidade do Dubai

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No átrio do hotel o Sahn Eddar serve o pequeno almoço (buffet) e um delicioso chá da tarde.

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Aos outros restaurantes não fui por isso não posso falar.

 

O balanço que faço desta estadia é que, pesando os prós e os contras, podia perfeitamente ter dispensado esta “loucura”, mas enfim... só se vive uma vez não é?😜


Se um dia quiserem cometer uma extravagância podem ficar aqui só para ver como é, pois realmente o serviço e o atendimento ao cliente é excepcional, mas se só tem curiosidade de conhecer o local, podem reservar um dos restaurantes ou o bar e assim podem aceder ao interior do hotel sem terem de gastar uma exorbitância com a hospedagem. Há opções bem melhores e bastante mais baratas no Dubai.

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Travellight

PAELLA ESPANHOLA

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Se há um prato que me recorda Espanha esse prato é a paella!

 

Este prato tradicional feito à base de arroz é um dos mais apreciados e representativos da cozinha espanhola. 

 

A receita surgiu e foi desenvolvida nos séculos XV e XVI, na região de Valência, onde há muitos arrozais e grande produção de verduras frescas (daí ser conhecido por arroz à Valenciana em Portugal).

 

O prato tem raízes populares, tendo sido criado pelos camponeses que saíam para o campo e levavam o básico para a sua refeição: arroz, azeite, sal e a paellera ou paella, uma panela redonda, ampla e rasa onde juntavam ingredientes da caça e legumes da estação.

 

Com a difusão da receita pelo litoral, foram acrescentados os frutos do mar, tornando a paella num prato misto, com ingredientes da terra e do mar.

 

Segue em baixo uma receita tradicional Espanhola de Paella para quem quiser fazer em casa 😀

 

Ingredientes:

Para 6 pessoas


* ½ chávena (chá) de azeite extra virgem

* 1 cebola

* 1 chávena (chá) de ervilhas

* 1 colher (sopa) de açafrão em pó

* 1 pimento vermelho picado

* 3 chávenas (chá) de arroz

* 3 dentes de alho

* 300 g de camarões

* 300 g de camarões grandes

* 300 g de lulas cortada em anéis

* 300 g de mexilhão com concha

* 300 g de polvo em pedaços

* 4 chávenas (chá) de água a ferver

* sal a gosto


Preparação:


Cozinhe o mexilhão na água a ferver, durante 10 minutos ou até as conchas se abrirem. Retire os mexilhões cujas conchas permanecerem fechadas. Escorra o caldo e reserve.

Aqueça o azeite e refogue a cebola picada e o alho amassado.

Acrescente o pimento, a ervilha, o polvo e o arroz, deixando fritar durante 2 minutos.

Junte o caldo do mexilhão, o açafrão e o sal e leve a cozer, em lume brando, durante 10 minutos. Caso seja necessário, adicione um pouco mais de água.

Adicione a lula e os camarões médios, deixando cozinhar 5 minutos.

Acrescente os camarões grandes e o mexilhão, tape e deixe cozinhar mais 5 minutos.

Retire a paella do calor e sirva.

 

Bom apetite!

VIAJAR EM CLASSE ECONÓMICA PODE SER MELHOR QUE VIAJAR EM EXECUTIVA

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De acordo com o website planecrashinfo.com voar é muito seguro. As chances de morrer num voo são de 1 em 4,7 milhões. Nada mal hem?

 

Melhor ainda, estudos recentes apontam para que essa chance pode diminuir se nos sentarmos nos lugares traseiros da classe económica, do lado da janela, com o cinto de segurança posto e na fila de uma saída de emergência.

 

Embora alguns afirmem que os assentos ao pé da asa de um avião são melhores (porque o avião é "mais forte" lá), a opinião popular, apoiada por vários estudos, tem que, no caso de um acidente, a traseira de um avião é o lugar mais seguro para se estar.

 

Parece senso comum certo? o avião quando se despenha caí sempre de nariz, eu pelo menos não me lembro de nenhum acidente em que um avião tenha caído para trás 😜

 

Em todo o caso, num teste feito recentemente para um documentário de televisão do Reino Unido ficou demonstrado que depois de bater no chão, a frente do avião e as primeiras 11 fileiras de assentos - normalmente reservadas para passageiros de primeira classe, de classe executiva ou de economia premium - ficaram destruídas, levando os especialistas a concluir que nenhum dos passageiros de primeira classe teria sobrevivido enquanto 78% dos outros passageiros teria. A chance de sobrevivência aumentava mais à medida que se avançava para a traseira da aeronave.

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Embora a análise de um único acidente não seja decisiva, estas descobertas estão também apoiadas num estudo da Popular Mechanics, realizado em 2007. A revista analisou todos os acidentes desde 1971 e descobriu que os assentos traseiros eram de facto os mais seguros - As taxas de sobrevivência foram de 69 por cento em oposição a 56 por cento ao pé da asa e 49 por cento para aqueles na frente do avião.

 

Também se concluiu que os lugares posicionados a mais de 6 filas de uma saída de emergência tem menos hipóteses num acidente e que o uso de cinto é decisivo para o aumento das chances de sobrevivência. O lugar da janela é melhor porque permite evitar lesões causadas pela queda de bagagens ou carrinhos de catering fora de controlo.

 

Hoje em dia a maioria das companhias aéreas permite que os clientes escolham os seus lugares com antecedência por isso já sabem, na próxima vez que forem marcar um lugar no avião não custa nada ter toda esta informação em conta… como diz o ditado, mais vale prevenir que remediar 😊

 

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