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The Travellight World

Inspiração, informação e Dicas de Viagem

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CHOPIN

Olá amigos viajantes!

 

A propósito do dia Mundial da Música, que celebra-se amanhã, lembrei-me de falar-vos sobre um museu que visitei há pouco tempo e que é dedicado a um nome incontornável desta maravilhosa arte - Fryderyk Chopin.

 

O Museu fica em Varsóvia, na Polónia, pátria deste grande compositor.

 

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O Fryderyk Chopin e é um museu moderno, interactivo e com interessantes exposições multimédia. Tem cinco andares para explorar.

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Ao longo da visita podemos descobrir as várias facetas de Chopin. Por um lado o homem - a sua vida privada, a sua correspondência, suas viagens, seus amigos, sua morte - e por outro lado o génio musical - as suas partituras, inspirações, as suas grandes obras.

 

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Podemos escutar a música de Chopin numa sala de audição que tem performances ao vivo ou sentar em pequenas cabines com design engraçado e escolher qual a obra que queremos ouvir.

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Chopin era um homem aparentemente difícil e exigente, mas sem dúvida capaz de produzir música cheia de alma e coração. E por falar em coração... vocês sabiam que só o coração de Chopin está em Varsóvia?

 

 

O seu corpo foi enterrado em Paris onde ele morreu mas, a seu pedido, o seu coração foi trazido para a cidade que tanto amava.

Para conseguir este feito a sua irmã mais velha teve de “contrabandear” o órgão para dentro da Polónia escondendo-o debaixo do seu casaco para iludir os funcionários alfandegários, Austríacos e Russos que na altura controlavam Varsóvia.

 

Em 1879,o coração foi colocado na Igreja de Santa Cruz onde descansa até hoje num memorial onde podemos ler a citação "Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração também."

 

Sempre achei esta história tão bonita ... 

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Voltando ao museu, devo admitir que talvez não seja um lugar que agrade a todos, muitos dos itens em exposição são cartas e manuscritos o que pode tornar-se um pouco repetitivo para além disso os monitores multimédia obrigam a parar muito tempo em cada ponto para ver e ouvir cada explicação até ao fim, suponho que nem todos terão paciência para isso.

 

Mas se vocês forem fãs de Chopin e gostarem de museus onde podem estudar, pesquisar e ler muito, então vão gostar.

 

O museu é gratuito nos Domingos e tem um café e restaurante super agradável e acolhedor, é o locar ideal para terminar a visita.

 

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Tchau!

Travellight

FOTOS COM HISTÓRIA E POESIA I A CANOA E O RIO

 

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Tirei esta foto no Canal Cumbarjua, em Goa, na India.

Foi neste canal que liga os rios Zuari e Mandovi que vi pela primeira vez crocodilos no seu habitat natural. Lembro-me perfeitamente da excitação que senti quando o rapaz que conduzia a canoa apontou para um destes enormes repteis que descansava perto da margem ao sol.  

Guardo por isso com carinho a lembrança deste passeio de canoa.

 

 

A CANOA E O RIO

(Elsa Isabel Bornemann)

 

Contam que era branca

e que amava o Rio
e que ele o esperava
se tarde, pelas cinco.

Ela uma canoa,
e ele um verde rio...
Ela de madeira
e Ele de junco e brilho

Contam que se amavam
tal como duas crianças
que em cada encontro
os espiava um grilo.

Ela com seu brasos
de remos antigos,
doce, acariciava
sua face de vidro.
E Ele com seus labio de agua morna
toda a canoa beija as cinco.

Contam que em uma tarde
de cor de tijolo
a canoa branca
não vinha...não vinha
louco de tristeza
chamava o rio
por toda a costa
espalhou seu grito

e se ouvi-lo
um pecador leva-la
em direção a outro rio.

Contam, que
nas tardes, á cinco
os lábios de agua ficam frios,
buscam a canoa
e seus remos antigos...
e choram de saudades
e extranga o grilo.

UM ENCONTRO FELIZ | A MINHA EXPERIÊNCIA COM OS MACACOS FOLHA PRATEADA

Olá amigos viajantes,

 

Na Malásia, em Kuala Selangor, numa colina histórica chamada Bukit Melawati perto de uma fortaleza construída no sec. XVIII, encontramos uma população residente de macacos selvagens designada por macacos de folha prateada (silver leaf monkeys).

 

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Estes afáveis e simpáticos macacos vivem em manguezais e florestas costeiras , e são uma espécie ameaçada que pode ser encontrada apenas em Bornéu, Sumatra e na costa oeste da península da Malásia. O seu habitat natural foi diminuindo devido às plantações madeireiras e à exploração de petróleo. Eles também são caçados para a carne e comércio de animais.

 

Quem já deu uma vista de olhos pelo meu blog já reparou com certeza que adoro animais 😊 nunca tive uma experiência negativa com nenhum mas tendo viajado pelo Sudoeste Asiático cruzei-me várias vezes com macacos que podem ter comportamentos agressivos e tentar roubar a nossa comida ou alguma coisa que achem mais interessante, por isso não estava à espera de encontrar macacos tão doces e amigáveis na Malásia.

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A sociedade dos macacos folha prateada é matriarcal, ou seja, aqui são as fêmeas que mandam - isso talvez explique porque é que esta espécie é tão calma e pacífica 😜.

 

Quando cheguei a Kuala Selangor os macaquinhos estavam por todo o lado, sentei-me num banco e logo um deles, mais velhinho, sentou-se ao pé de mim, ele parecia tão calmo que arrisquei fazer-lhe uma festa. Ele não pareceu ficar incomodado e até pareceu gostar.

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Os folha prateada adultos são acinzentados mas os recém-nascidos são cor de laranja, o contraste é tão grande que os filhotes parecem todos adoptivos. Os especialistas acreditam que esta diferença de cor permite às mães identificar melhor os seus jovens filhos que tendem a ser muito activos e intrépidos. Os jovem macacos transitam de cor apenas três meses depois de nascerem.

 

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Na colina podemos encontrar uma pequena barraquinha que vende legumes que podemos comprar se quisermos alimentar estes primatas - eles agradecem é claro!

 

Mesmo quando alimentados à mão os macacos folha prateada são animais surpreendentemente suaves em comparação com os seus primos, os macacos de cauda longa. São mesmo macaquinhos bem-educados e adoráveis!

 

Depois de os alimentar fiquei sentada no chão ao pé deles e mesmo depois da comida acabar eles pareciam ter tanta curiosidade sobre mim como eu sobre eles. Muitos aproximaram-se tocando-me com as suas mãozinhas suaves e delicadas, os mais pequeninos queriam brincadeira e até uma mamã aproximou-se com o seu filhote laranja para me mostrar - fiquei encantada!

 

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   Foto de família 😜

 

Algumas pessoas querem ver os macacos, mas não parecem saber como interagir com eles  -  eu reparei numa família que visitava a colina e que se aproximou dos pequenos primatas com tanto medo que os seus gritos assustaram os animais. Apesar de delicados os folha prateada às vezes saltam para cima das pessoas, não magoam, mas podem assustar quem não está preparado.

 

Como eu sentei-me logo no chão e fiquei no nível deles, não tive qualquer problema, eles aproximaram-se no seu ritmo e não sentiram necessidade de saltar. Um deles acabou por vir para cima do meu joelho mas ficou ali quietinho, deliciado com as minhas festas e até as retribuiu, achei o máximo!

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A energia que aqueles animaizinhos transmitiam era tão boa e tão positiva que até me senti comovida.

 

Sei que este não é o tipo de “programa” que agrade a muita gente, mas para quem é apaixonado pela vida animal como eu, foi uma emoção poder contactar com uma espécie de primatas que desconhecia e que se revelou tão gentil e doce, tão “humana” até. Definitivamente foi um dos pontos altos da minha última visita à Malásia.

 

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MONT SAINT-MICHEL

Olá amigos viajantes,

 

Hoje vou falar-vos de um local muito especial para mim.

 

Desde miúda que tenho uma grande devoção por São Miguel Arcanjo, por isso uma visita ao maior santuário que lhe  foi dedicado, o lendário Mont Saint-Michel, na Normandia, França, era importante para mim.

 

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O Mont Saint-Michel, uma pequena ilha medieval, acessível a pé na maré baixa, com uma enorme abadia no topo, fica  praticamente no meio do nada mas é fácil de chegar lá a partir de Paris, basta apanhar o TGV para Rennes e de Rennes apanhar um autocarro para Mont Saint-Michel. 


Conta a lenda que o arcanjo Miguel apareceu neste local por volta do ano 708 e ordenou que um mosteiro fosse construído no topo da ilha. A dificuldade da tarefa seria uma prova de fé.

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Com belas paisagens circundantes e uma arquitectura impressionante o Mont Saint-Michel é assim um verdadeiro testemunho do engenho humano.

 

A sua construção, mesmo de acordo com padrões actuais não terá sido nada fácil - Não só a abadia e a cidade envolvente foram construídas sobre um afloramento de granito na baía, como também tiveram de enfrentar as marés mais altas de toda a Europa - o desnível entre maré baixa e maré alta pode chegar a 15 metros.

 

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Cada visitante pode ter uma experiência diferente deste local porque a sua aparência varia muito conforme a época do ano, as fases da lua, o dia e a hora da visita. Podemos ir e encontrar a ilha totalmente envolvida pela água (como todas as ilhas normais) ou então isolada no meio de um imenso areal. Também já vi fotos em que a ilha parece estar no meio de uma enorme pastagem. É muito interessante, quase mágico 😊

Vejam em baixo 3 perspectivas diferentes da ilha, para verem como o cenário pode mudar:

 

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Durante séculos, esta ilha foi um reduto estratégico para a Bretões e Franceses, nunca tendo sido conquistada nem mesmo pelos Ingleses durante a Guerra dos Cem Anos.

 

Na parte baixa da ilha existe uma pequena cidade medieval repleta de restaurantes e lojas de lembranças. Ao atravessarmos as muralhas de acesso à parte interior passamos logo por uma rua estreita que oferece tudo o que podíamos esperar numa atracção turística: postais, medalhinhas, camisolas, chocolates, vinhos, biscoitos, etc, etc. Eu aqui aproveitei e experimentei os famosos “galettes brettones”, um doce típico da zona e gostei muito.

 

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Para chegarmos à abadia temos de subir por um numero incontável de escadas - Já repararam na quantidade de atracções que ficam no topo de montes, montanhas e encostas? Para viajar temos de estar em forma, uff! 😅

 

A subida custa mas vale a pena, a abadia em si é encantadora. Os visitantes podem fazer uma visita guiada (disponível em várias línguas) ou explorar por conta própria, que foi o que eu fiz. O caminho a seguir está bem sinalizado e conduz-nos através de uma série de divisões como salões, criptas, claustros, jardins internos, etc . As divisões estão agora vazias, com excepção de algumas esculturas, mas estão repletas de detalhes medievais que deixam a nossa imaginação vaguear livremente e calcular como era a vida ali há centenas de anos atrás.

 

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Nem sempre este local foi uma abadia ou mosteiro, depois da Revolução Francesa o Mont Saint-Michel transformou-se numa prisão que só foi encerrada em 1863. Em 1979 foi declarado Património Mundial pela UNESCO.

 

Durante o percurso acabamos por chegar a um terraço onde podemos observar não só as antigas muralhas de pedra, as arcadas imponentes e as torres de fortificação da cidade mas também ver uma vista panorâmica impressionante da baía. O nascer do sol aqui é absolutamente inesquecível.

 

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É possível percorrer a pé o imenso areal quando a maré está baixa mas esta actividade pode ser perigosa - não só em alguns locais a areia é movediça como se a pessoa se distrai com os horários da maré (que convém saber de cor antes de empreender esta aventura), pode ficar numa situação complicada. Os locais dizem que aqui as marés sobem à velocidade de cavalos galopando, é muito, muito rápida. Se quiserem fazer isto o melhor é contratar um guia especializado, o balcão de apoio ao turista tem uma lista de vários.

 

É possível ficar hospedado na cidade mas não fica barato, e eu pessoalmente achei o hotel e restaurantes muito caros (e medíocres até) para a comida e serviço que ofereciam, mas não deixei que isso estragasse o meu bom humor, afinal de contas, talvez eu tivesse tido azar nas minhas escolhas e depois a comida podia não prestar mas o vinho até não era mau 😃

 

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A única vantagem de pernoitar aqui é poder assistir ao pôr do sol na baía e ao seu nascer no dia seguinte e poder apreciar a cidade vazia durante a noite, sem a enchente de turistas que a “ocupam” durante o dia.

 

Assim que o por do sol começa, os autocarros de excursão partem e a cidade esvazia-se. Quem fica por lá tem a sensação de ter a cidade toda para si. Transforma-se num local estranho, sereno, misterioso, quase assustador que dá aquele arrepio na espinha quando imaginas os fantasmas de monges e antigos prisioneiros que morreram ali - mas isso sou eu e a minha imaginação mais que fértil 😜

 

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Em resumo, não fiquei decepcionada com o Mont Saint-Michel, achei que era um local fascinante e fora do comum que definitivamente merece uma visita 😊

 

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TURISTA OU VIAJANTE?

Olá amigos viajantes!

 

Hoje é o dia Internacional do Turismo. Este é um dia que visa mostrar a importância do turismo e do seu valor cultural, económico, político e social, através de iniciativas realizadas em vários países do mundo.

 

O tema deste ano é "Turismo para Todos – promover a acessibilidade universal”. 

Este tema fez-me pensar um pouco sobre quem viaja e porquê viaja.

 

O nosso planeta parece cada vez mais pequeno, viajar é mais fácil (e mais barato) do que nunca, mas há coisas que nunca mudam.

 

Desde a antiguidade que sempre se considerou existirem dois tipos de pessoas que viajam: o "turista" e o "viajante"

 

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Ao longo dos anos cruzei-me por diversas vezes com estas duas "espécies". E é engraçado perceber a forma como cada um encara o acto de viajar. Uma vez disseram-me que o turista viaja pelo livro e o viajante escreve o livro.

 

Será realmente assim?

 

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À primeira vista as diferenças são óbvias:  o turista gosta de viajar com conforto, sair de casa sem sentir que realmente saiu. Ir para o meio da selva  e ficar hospedado num hotel 5 estrelas, almoçar e jantar em restaurantes de luxo, de preferência com uma ementa semelhante àquela que consumiria na sua própria cidade e país e parar apenas nas atracções turísticas para tirar as fotos e as selfies da praxe fazendo poses ou caretas. Fica no máximo 15 dias fora do seu país.

 

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Aqueles que se consideram "verdadeiros viajantes" muitas vezes olham com algum desdém para o dito "turista".

 

O viajante gosta de se distanciar e dizer que viaja para mergulhar na cultura local, viaja para interagir com os habitantes locais, para aprender e experimentar coisas novas. Viaja por um mês ou mais, dorme onde calha, come onde pode e fotografa com o coração.

 

O viajante - dizem - viaja,  o turista faz férias.

 

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Pode ser... em muitos casos é mesmo assim.

 

No entanto eu sou da opinião que podemos usar as palavras "turista" e "viajante" alternadamente sem comprometer-mo-nos com um título ou com outro; Ambos viajam, por isso em bom rigor, e literalmente, ambos são viajantes.

 

Podemos ser "turistas" num dia e "viajantes" no outro. Dormir num bom hotel, ver e fotografar os monumentos e atracções populares hoje e amanhã acampar, explorar sozinhos a cidade e os locais menos conhecidos, fotografar cores, pessoas e detalhes.

 

As duas experiências podem ser boas.

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Não acredito que deva existir preconceito entre as duas "classes".

 

Tendo já estado dos dois lados da barricada, hoje em dia considero que o importante é viajar. A extensão e profundidade da viagem vai depender de quem somos, do que queremos e até do que precisamos em certo momento da nossa vida.  

 

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Pode haver aspectos no turismo organizado que nos desagradam - no meu caso muitos até - todos sabemos que assim que um lugar se torna popular os preços sobem, os locais perdem a "inocência" e aprendem a explorar os  visitantes, lugares que outrora eram silenciosos e paradisíacos enchem-se de gente pouco preocupada com a preservação do ambiente, etc, etc. Mas também é verdade que o turismo organizado cria muitos postos de trabalho, ajuda economias precárias e permite a muito mais pessoas conhecer o nosso mundo.

 

Nem todos tem coragem, ou vontade, de embarcar sozinhos numa aventura sem plano definido. Nem todos gostam de dormir no chão ou transportar uma mochila às costas e nem todos tem saúde para isso. Se não tivessem a hipótese de ir num tour organizado provavelmente nunca sairiam do país e isso não seria justo. Viajar é uma das melhores coisas que podemos fazer na vida. Cabe a cada um saber como o quer ou pode fazer.

 

Qual é a vossa opinião?

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As imagens que ilustram o post são da Holidify.

 

Travellight

 

 

WILLEMSTAD

Olá amigos viajantes!

 

Aposto que quando pensam nas Caraibas aquilo que vos vem à cabeça são praias de areia branca, águas azul-turquesa e cocktails coloridos à beira da piscina não é? Tudo isso é verdade mas nas Caraíbas há algo mais, nas Caraíbas há também um local onde a cultura, a arte, e a arquitectura são o destaque, nas Caraíbas há ... Willemstad em Curaçao.

 

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Pode não ter sido o lugar que mais gostei no mundo (longe disso até) mas não deixa de ser uma cidade agradável e diferente. À primeira vista podemos pensar que a multi-cromática Willemstad é uma atracção turística fabricada, mas não é. É genuíno.

 

Anos de história e influência holandesa misturada com um toque das Caraíbas produziu o vibrante colorido que agora está listado como Património Mundial da UNESCO.

 

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A economia de Curaçao, na verdade, não depende do turismo, assim quem visita Willemstad, Curaçao, tem oportunidade de ter uma experiência mais "realística" sobre o dia a dia numa ilha das Caraíbas. 

 

A primeira coisa que notamos em Curaçao, e consequentemente em Willemstad, é a multiplicidade de línguas que por lá são faladas. As línguas oficiais são Papiamento e Holandês, mas eles também falam Inglês e Espanhol. 

 

O Papiamento, dialeto expecifico da ilha, inclui um pouco de Creolo, Holandês, Espanhol, Alemão, Francês e até Português, "bom dia" e "boa noite" são exemplos disso.

 

A arquitectura é algo que se destaca nesta cidade. Os edifícios estreitos de influência Holandesa foram construídos para se adaptar à falta de terra e pagar menos impostos (há coisas que nunca mudam não é ? 😜). Na altura o imposto de construção era cobrado de acordo com o tamanho da fachada exterior. Conta-se que inicialmente os edifícios eram todos pintados de branco mas que um dos primeiros governantes da ilha mandou pintar com diferentes cores porque o branco reflectia o sol e dava-lhe terríveis dores de cabeça.😆

 

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Outra das coisas a não perder em Willemstad é a Ponte Rainha Juliana,  a ponte mais alta das Caraíbas.

  

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A Ponte Flutuante Rainha Emma também é incontornável .Tal como o próprio nome indica esta ponte é móvel e a partir dela é possível ver os 2 lados do canal, e tirar boas fotografias das casas coloridas nas margens.

 

Se passarem por lá atenção à sirene, pois ela indica que a ponte vai abrir para os navios passarem! Eu não sabia disso, e quando a ponte começou a mexer pensei que era um tremor de terra 😜!

 

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Há dois fortes em Willemstad, o Fort Amsterdam e Fort Nassau que merecem uma visita, o Fort Nassau tem também um restaurante com vista para a baía muito agradável para um jantar ou um copo ao fim do dia.

 

Pela cidade encontramos pequenas estátuas de mulheres gordas com curvas voluptuosas pintadas com a roupa que combina com as cores alegres de Willemstad, estas obras de arte são chamadas de ChiChi's de Curaçao e segundo me disseram começaram como um trabalho a tempo parcial de uma artista - Serena Isreal - e depois cresceu para um projecto de arte que emprega e dá rendimento a muitas mulheres na ilha de Curaçao.

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No geral, posso dizer que Willemstad é uma cidade agradável para visitar quando se está de férias em Curação.

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PEQUENA DECLARAÇÃO DE AMOR À CIDADE DO PORTO

Olá amigos viajantes,

 

A minha amada Lisboa que me perdoe mas uma vez por outra o meu coração é acometido por uma fraqueza e eu sou obrigada a trai-la com o Porto.


Afinal, convenhamos, que melhor amante pode haver?😜

 

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Não importa há quanto tempo viajas ou quão longe já foste, vai haver sempre cidades que vão fascinar-te e surpreender-te, no entanto, muito poucas vão conseguir capturar o teu coração de uma forma definitiva - para mim o Porto é uma dessas cidades e um fim de semana aqui recorda-me sempre disso.

 

Com as suas pontes e um centro histórico que é Património Mundial da UNESCO, o Porto moderno ainda é uma cidade muito antiga e arquitecturalmente espectacular. É onde o Douro se encontra com o Atlântico.

 

Os encantos do Porto são tão subtis quanto as nuances de um porto Tawny envelhecido, que gostamos de saborear bem devagar. É uma cidade cheia de alma!

 

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O centro histórico é compacto e fácil de fazer a pé num único dia, mas nem por isso faltam coisas lindas para ver: uma visita à igreja de São Francisco tira-nos o fôlego, a estação de São Bento encanta-nos com os seus belos painéis de azulejo. E depois temos a Livraria Lello, a igreja do Carmo e das Carmelitas, o Café Majestic, etc, etc … enfim, a lista é imensa.

 

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Alguém uma vez disse-me que o Porto é grande o suficiente para ser interessante e suficientemente pequeno para ser íntimo e esta afirmação define exactamente aquilo que eu sinto pela cidade.

 

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A área ribeirinha com suas casinhas coloridas parece um cartão postal e é uma das imagens clássicas da cidade. Podem dizer que é demasiado turística hoje em dia, mas eu pessoalmente ainda a adoro.

 

 

De dia é muito animada com os seus restaurantes e cafés com esplanadas onde podemos sentar-nos para comer uma boa refeição, beber um copo de vinho ou simplesmente um café, enquanto observamos o Douro e os típicos barcos  rabelos.

 

 

E à noite quando as luzes da ponte D. Luis se acendem? Ahh... é tão romântico!😍

 

Com a nova ponte aérea Lisboa-Porto da TAP e voos de companhias low cost a preços mais baixos que um bilhete de comboio, desculpas não me faltam para trocar Lisboa pelo Porto num qualquer fim de semana. 😃

 

Para os que partilham a minha paixão pela Invicta e para os que ainda não tiveram oportunidade de a conhecer, deixo em baixo uma sugestão de roteiro para o fim de semana perfeito na cidade:

 
Sábado

Comecem o dia bem cedo com um passeio pelo Cais da Ribeira e maravilhem-se com a Ponte Dom Luís I obra desenhada por Gustave Eiffel. Observem o casario colorido, o rio Douro e os barcos rabelos que eram usados para transportar as pipas de vinho do Porto do Alto Douro até Vila Nova de Gaia.

 

Caminhem depois até à igreja barroca de São Francisco e apreciem o seu interior todo decorado a talha dourada. 

Visitem o Palácio da Bolsa e a estação ferroviária de S. Bento.

 

Descansem no Majestic, esse belo café Art Nouveau, e provem as rabanadas, uma das especialidades da casa. Elas são envoltas num suave creme de ovos e frutos secos - absolutamente deliciosas! 😋


Sigam depois para o Mercado do Bolhão. Apesar do local estar bastante degradado ainda merece, no meu entender, uma visita. É um espaço icónico do Porto e um bom sitio para comprar produtos típicos, iguarias e recordações da cidade.

 

Ao almoço provem uma Francesinha n’ A Regaleira na Rua do Bonjardim. Este restaurante afirma ser o lugar onde o prato foi inventado.

 

Na parte da tarde subam a torre dos Clérigos para uma vista panorâmica da cidade e visitem a Livraria neogótica Lello na Rua das Carmelitas.

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Dirijam-se de seguida às caves do vinho do porto no lado de Vila Nova de Gaia e escolham um passeio e uma degustação em qualquer uma delas (Taylor, Graham, Sandeman…)

 

Jantem no The Yeatman. Não é barato, é verdade, mas a comida é deliciosa, o serviço impecável e a vista imbatível.

 
Domingo

 

Façam um passeio de barco ao longo do Rio Douro. O Porto Douro oferece muitas opções.

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Ou visitem a Fundação Serralves. Aqui encontram um dos melhores museus de arte contemporânea da Europa,

uma casa Art Deco, lindos jardins e uma quinta.

 

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PELAS MONTANHAS DE CUBA

Olá amigos viajantes!

 

Durante uma estadia em Varadero em Cuba resolvi conhecer um pouco mais deste lindo país e marquei um tour que me levou às montanhas de Escambray no Parque Natural Topes de Collantes e ao Parque Nacional Guanayara. O tour incluía também uma visita a Trinidad (mas isso conto-vos noutro dia)

 

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A aventura começou bem cedo com um voo de cerca de 1 hora num helicóptero russo Mi-8.

A experiência logo ali tornou-se interessante porque o helicóptero fazia lembrar-me aqueles filmes de guerra porque voava com a porta aberta.


Eu que quis ficar sentada bem na frente da porta podia sentir o meu coração a bater mais forte enquanto o vento soprava na minha cara e o horizonte se desenhava na minha frente sem qualquer interferência de portas ou janelas.

 

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O helicóptero aterrou em Topes de Collantes e de lá fomos transferidos por um velho caminhão do exercito para o Parque Nacional Guanayara. O trajecto durou cerca de 45 minutos e devo confessar que a minha coluna sofreu um pouco naquelas estradas acidentadas e sinuosas 😜

 

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No caminho, paramos algumas vezes para apreciar a vista deslumbrante enquanto o nosso guia dava-nos algumas informações sobre Topes de Collantes e sobre a Sierra del Escambray.

 

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Topes de Collantes, que literalmente podemos traduzir por Collantes Altos fica 800 metros acima do nível do mar e juntamente com o pico Potrerillo e o pico de San Juan estão localizados na faixa de Escambray.

 

Estas montanhas são compartilhadas pelas três províncias centrais da ilha; Villa Clara, Cienfuegos e Sancti Spiritus.

 

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Os ventos húmidos provenientes do Oceano Atlântico fazem da face norte destas montanhas um luxuoso refúgio para plantas e animais, enquanto a face Sul, mais seca, para alem de albergar importantes ecossistemas é ainda a casa de dois Patrimónios Mundiais da UNESCO - O Valle de Los Ingenios (Vale dos Moinhos de Açúcar), e a cidade de Trinidad, ambos excelentes exemplos da Cuba colonial do século XVII.

 

Uma vez chegados ao Parque Nacional Guanayara os nossos guias fizeram uma breve introdução e em seguida começamos a nossa caminhada pela floresta tropical.

 

A caminhada não é muito difícil, mas em alguns sítios temos de atravessar riachos e passar por cima de troncos por isso convém usar calçado que não seja escorregadio.

 

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Ao longo do trilho explicaram-nos muita coisa sobre as plantas locais e foram mostrando algumas mais especiais que tinham propriedades curativas. Vimos também muitas flores silvestres coloridas e pássaros como o Tocororo. Este pássaro é considerado símbolo nacional em Cuba porque as suas penas são da mesma cor que a bandeira cubana: vermelho, azul e branco. O seu nome deriva do som que faz quando canta : "toco-toco-tocoro-tocoro”😊

 

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Durante o passeio eu peguei numa flor bonita grande que já estava caída no chão (não arranquei) e coloquei na minha blusa e então aconteceu uma coisa linda - um beija-flor pequenino veio direito a mim e tentou pousar na flor - eu nem queria acreditar! Fiquei tão feliz😃

Foi rápido demais para tirar foto infelizmente, mas é uma memória que guardo com muito carinho.

 

Paramos depois nas quedas de água El Salto de Rocio.

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Esta cascata não é muito grande e tem uma pequena piscina na parte inferior mas o melhor sitio para tomar banho é numa lagoa que fica um pouco mais à frente.

 

Esta linda piscina natural é ideal para um mergulho rápido. A água é muito fria, e quando lá chegamos começou a chuviscar mas o dia estava muito quente e abafado por isso um mergulho na lagoa foi bastante agradável e refrescante. Os mais aventureiros podem balançar-se numa liana e mergulhar. Eu como não tenho vocação para Tarzan (ou Jane) e sou super friorenta preferi entrar na água por meios mais tradicionais - descendo as escadinhas de madeira que instalaram no local bem de-va-ga-ri-nho para não entrar em choque térmico 😜

 

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Ao longo da trilha para El Rocio podemos ver também uma plantação de café, uma grande caverna (que não cheguei a visitar) e diversas outras quedas de água. Finalmente no final da trilha encontramos um restaurante - Casa Gallega- onde se come bem.

 

A comida é simples - frango assado, arroz e batata - mas o frango era tenrinho e saboroso e depois daquela caminhada o apetite era mais que muito por isso tudo sabe bem.

 


Realmente gostei muito do dia que passei no Parque Nacional Guanayara, espero que vocês tenham gostado de ler sobre ele!

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Tchau!
Travellight

FOTOS COM HISTÓRIA E POESIA | I AM YOUR SPY

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Fotografei este pequeno macaco sagui a espiar as pessoas na piscina do Hotel Tivoli Eco Resort na Praia do Forte, Brasil.

 

Ao contrário dos outros macacos que viviam no local e que facilmente se deixavam fotografar, este em particular, escondia-se atrás da palmeira sempre que eu lhe apontava a camara, quase como se estivesse a brincar comigo.

 

Foi preciso algum tempo mas consegui apanha-lo e até hoje esta simples foto é uma das minhas fotografias  preferidas de viagem.

 

 

I Am Your Spy

Mordechai Vanunu

(excerto do poema)

 

"Rise and cry out. Rise and tell the people. You can.
I, the bolt, the technician, mechanic? -- Yes, you.
You are the secret agent of the people. You are the eyes of the nation.
Agent-spy, tell us what you've seen. Tell us what the insiders, the clever ones, have hidden from us.
Without you, there is only the precipice. Only catastrophe.

I have no choice. I'm a little man, a citizen, one of the people,
but I'll do what I have to. I've heard the voice of my conscience
and there's nowhere to hide.
The world is small, small for Big Brother.
I'm on your mission. I'm doing my duty. Take it from me.

Come and see for yourselves. Lighten my burden. Stop the train.
Get off the train. The next stop -- nuclear disaster. The next book,
the next machine. No. There is no such thing."

TIRTA GANGGA | O PALÁCIO DE ÁGUA

Olá amigos viajantes!

 

Quando estava a organizar a minha viagem a Bali, Indonésia, o Palácio de Água Tirta Gangga foi um dos lugares que mais despertou a minha atenção, parecia tão bonito nas fotos... eu sabia que tinha de o visitar.

 

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Tirta Gangga fica na costa leste de Bali perto da praia de Candidasa e na estrada para Amlapura.

 

Eu pensava que este lindo palácio com uma fascinante arquitectura e design era uma construção antiga mas, quando lá estive, explicaram-me que tinha sido construído apenas nos anos 40 do século passado pelo falecido Rei do Karangasem. E mais tarde reconstruido em 1963 quando o Vulcão do Monte Agung entrou em erupção e quase o destruiu por completo.

 

A tradução literal de Tirta Gangga é "água do Ganges", água do rio sagrado. O povo balinês acreditam que as águas têm poderes curativos e a água benta de Tirta Gangga é regularmente utilizada em cerimonias religiosas nos templos.

 

Eu cheguei ao palácio bem cedo para fugir às enchentes de turistas e conseguir apreciar o local com bastante calma.

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Para visitar os jardins do palácio tem de se pagar bilhete mas é muito barato (cerca de 1,50 €)  e uma taxa extra caso queiram nadar numa das piscinas designadas para o efeito.

 

Eu não tinha levado fato de banho e fiquei cheia de pena de não poder entrar nas piscinas porque com o calor e a humidade extrema que se fazia sentir teria sido muito bom refrescar-me, mas tive de contentar-me com a sombra das árvores em redor dos lagos o que também não foi nada desagradável. 

 

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Os jardins são muito bonitos e bem conservados. Os lagos têm peixes, estátuas, fontes e umas pedras que podemos usar para brincar e "saltitar" pela água.

 

Esta actividade é muito divertida, mas um passo em falso pode conduzir-nos a um banho forçado junto dos peixes😜

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Nas redondezas do existem alguns restaurantes onde podemos comer e bonitos terraços de arroz que vale a pena fotografar.

 

Se forem a Bali e ficarem perto da praia de Candidasa não deixem de visitar este palácio de água.

 

 

Tchau!

Travellight

 

 

 

 

 

 

 

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